Milho Período: 16 a 20/03/2015

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1 Milho Período: 16 a 20/03/2015 Câmbio: Média da semana: U$ 1,00 = R$ 3,2434 Nota: A paridade de exportação refere-se ao valor/sc desestivado sobre rodas, o que é abaixo do valor FOB Paranaguá. *Os preços médios semanais apresentados nas praças de Lucas do Rio Verde/MT, Londrina/PR e Passo Fundo/RS são referentes ao mercado disponível. 1 / 5

2 MERCADO EXTERNO Semana marcada por fortes baixas nas cotações de milho em Chicago, visto que a valorização do dólar frente a outras moedas diminui a competitividade do produto norteamericano em relação a outros players do mercado do cereal. Fato comprovado que se observa através de uma diminuição do ritmo de exportação dos Estados Unidos, nesta semana, impactando sobre as negociações na Bolsa e enfraquecendo o preço do grão. Neste contexto, segundo informações da Reuters, a China deu preferência à importação de milho (cerca de toneladas) da Ucrânia, em vez de negociações com os Estados Unidos. Há informações de que existe um acordo bilateral entre os dois governos, envolvendo o milho, e que ainda há problemas em relação ao milho transgênico, oriundo dos Estados Unidos. Apesar desses fatos, no final da semana as cotações se recuperaram, muito em função da aproximação da divulgação de plantio da próxima safra dos Estados Unidos, agendada para o próximo dia 31/03, onde o mercado acredita em uma redução de área plantada, bem como problemas climáticos em algumas regiões do Meio Oeste, que podem afetar a produtividade, fechando a semana em US$ 3,85/bushel (US$ 151,56/ton). Ainda sobre esse tema, as consultorias privadas projetam uma área plantada de milho que pode variar entre 35,8 e 36,0 milhões de hectares, ou seja, de 700 a 900 mil 2 / 5

3 hectares a menos que na safra passada, lembrando que a área colhida é, normalmente, menor que a plantada e, com uma produtividade esperada de 10,4 toneladas/ha, projetase uma produção pouco acima de 340,0 milhões de toneladas, ou seja, bem abaixo do que foi produzido na última safra. Há de se relatar que, as projeções climáticas indicam problemas de excesso de frio no período de plantio e seca no desenvolvimento das lavouras de algumas regiões, podendo, obviamente, afetar a produtividade média e, consequentemente, a produção. Caso isso se confirme, os preços na Bolsa de Chicago podem sofrer uma pressão altista, apesar da boa disponibilidade de milho, no momento atual. Na Argentina, a colheita segue em um bom ritmo, alcançando 5,6% da área e com uma produtividade média de 8,97 toneladas/ha, mantendo a previsão de 23,0 milhões de toneladas que devem ser produzidas naquele país. A preocupação maior está no desenvolvimento das lavouras da União Europeia que sofreram com um período seco em países como: Alemanha, Portugal e Espanha, e com excesso de chuva, provocando encharcamento do solo, em algumas áreas da Romênia. Assim, estima-se que a produtividade deverá ficar em 7,19 toneladas/há, uma queda de 4,3%, em relação à média da safra anterior. MERCADO INTERNO A moeda norte-americana teve sua maior alta desde abril de 2013, atingindo R$ 3,297. Evidentemente que nesta conjuntura as commodities nacionais como milho e soja, estão ganhando competitividade em relação ao principal concorrente - os Estados Unidos 3 / 5

4 - melhorando a rentabilidade do produtor nacional quando realiza negócios com o mercado externo. No entanto, as exportações nacionais de milho, apesar de um leve aumento nos embarques desta semana em relação à semana anterior, chegando a 477,1 mil toneladas exportadas, estão seguindo um movimento sazonal de queda, visto que o produtor tem dado preferência aos embarques de soja. Neste enfoque, há de se dizer que o mercado doméstico de milho tem se voltado para a demanda interna que, começou a semana com poucos negócios, todavia, com uma aquecida, devido à entrada de um volume maior da colheita da 1ª safra. Dentro deste contexto, vale ressaltar que o Rio grande do sul já colheu 58,0% da safra e, apesar de uma redução de área, os produtores estão animados com os resultados em produtividade. No Paraná, a 1ª safra também chegou a 58,0% de colheita e o plantio da 2ª safra já atingiu 86,0%. Já no Mato Grosso do Sul o plantio chegou a 71,9%; bastante atrasado em relação à safra anterior que, neste mesmo período, encontrava-se com 86,8% de área semeada. O Mato Grosso praticamente já encerrou seu plantio que vem com um bom desenvolvimento, sobretudo, as primeiras áreas plantadas. Entretanto, como há um bom volume semeado fora da janela ideal de plantio e uma possibilidade de redução pluviométrica para os próximos meses, tem que se ter bastante atenção para observar no que isso pode afetar a produtividade média final do Estado. Como o dólar tem favorecido a paridade de exportação, os preços domésticos do milho continuam sendo sustentados em patamares mais altos, não sentindo tanto a volatilidade dos preços em Chicago. 4 / 5

5 - Engº Agrº Thomé Luiz Freire Guth Analista de Mercado Tel: (61) / 5

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