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1 AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado Mês de referência: MARÇO/2011 CEPEA - SOJA I - Análise Conjuntural II - Séries Estatísticas 1. Diferenciais de preços 2. Estimativa do valor das alternativas de comercialização de farelo e óleo, em equivalente soja em grão, posto indústria 3. Prêmios Produtos do complexo agroindustrial da soja 4. Preços FOB para farelo, grão e óleo (primeiro embarque) III - Gráficos SOJA / ÓLEO / FARELO 1. Evolução de preços nos últimos três anos CEPEA - SOJA I - Análise Conjuntural ANÁLISE CEPEA As cotações de soja em grão e dos derivados acumularam quedas no mercado brasileiro em março, conforme pesquisas do Cepea. O Indicador CEPEA/ESALQ (média de cinco regiões do Paraná) recuou 1,4% no mês, fechando a R$ 46,20/sc. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa para o produto transferido no porto de Paranaguá teve alta de 0,7% no mês, finalizando a US$ 30,23/sc de 60 kg esta alta se deve à desvalorização do dólar frente ao Real. Em moeda nacional, no entanto, houve queda de 1,2%, finalizando em R$ 49,30/sc. No mercado de derivados, a maior oferta e os firmes trabalhos por parte das indústrias pressionaram os valores. Na média entre as regiões acompanhadas pelo Cepea, o farelo de soja desvalorizou 7,8% no mês. Para o óleo, com referência o produto posto na cidade de São Paulo, com 12% de ICMS, o recuo foi de 2,5% em março, finalizando a R$ 2.395,40/t. Segundo pesquisadores do Cepea, na primeira semana de março, os valores subiram de forma expressiva tanto no mercado internos quanto no externo. Os aumentos estiveram atrelados ao atraso da colheita no Brasil, à falta de produto para cumprimento de contratos de exportação e aos baixos estoques internacionais. Além disso, estimativas indicaram que haveria necessidade de pelo menos mais uma safra para equilibrar novamente oferta e demanda.

2 Já na segunda semana de março, o avanço da colheita no Brasil e a expectativa de que o USDA apontasse maior oferta global, com números maiores para o Brasil e Argentina, pressionaram as cotações. A colheita no Sul do Brasil foi favorecida pela redução do volume pluviométrico, enquanto no Centro-Oeste, as chuvas dificultaram avanços mais expressivos dos trabalhos de campo. A partir da segunda quinzena do mês, as cotações de soja oscilaram expressivamente, chegando a fechar nos menores patamares do ano, conforme dados do Cepea. Com isso, em alguns dias, os preços no Brasil chegaram a ficar apenas nominais. Esse cenário preocupou produtores quanto ao comportamento dos valores no curto prazo, quando haveria necessidade de venda para pagamento de dívidas e financiamentos. Outro fator que influenciou as quedas nos preços da soja foram os problemas logísticos para a chegada dos caminhões até o porto de Paranaguá (PR). Chuvas intensas destruíram pontes das principais rodovias de acesso ao porto. Em alguns dias, até mesmo os desembarques de caminhões e embarques de navios foram dificultados pelas intensas chuvas. Com isso, agentes realçaram as preocupações com espaços em armazéns em algumas regiões do interior, assim como o elevado custo do transporte até o porto. As dificuldades de embarques da soja brasileira e a elevação das cotações em Chicago pressionaram os prêmios de exportação, que voltaram a ser negativos. Para a soja em grão, os prêmios operavam em patamares positivos desde maio de Agentes consultados pelo Cepea também citaram o fato de os prêmios para o produto argentino também terem reduzido, distanciando dos valores observados para o mercado brasileiro, sendo fator negativo para o Brasil. Na última semana do março, as negociações de soja apresentaram ligeira melhora no mercado interno, favorecendo, inclusive, boas reações de preços em várias praças do interior do Brasil que, por sua vez, se descolaram das variações observadas nos portos. No mercado internacional, as preocupações com a crise nuclear do Japão levaram traders a reduzir a exposição ao risco em uma série de mercados, inclusive no de soja, o que pressionou os contratos futuros do grão negociados na Bolsa de Chicago (CME/CBOT) em alguns períodos do mês. Vale ressaltar que o Japão é o quarto maior importador mundial de soja, com 3,5 milhões de toneladas esperadas para a safra 2010/11 (3,7% do total transacionado mundialmente), segundo dados do USDA de março, e o quinto maior comprador de farelo, com demanda para internacional de 2,1 milhões de toneladas na safra 2010/11 (3,6% do total mundial). Do Brasil, as compras de farelo em 2010 foram de apenas 507,3 mil toneladas de soja em grão (1,7% das exportações do Brasil) e de 72,2 mil toneladas de farelo de soja (0,53% do total). No dia 31 de março, estimativas indicaram que a área de soja cultivada nos Estados Unidos poderia reduzir 1%, para 30,99 milhões de hectares. Mesmo assim, seria a terceira maior área da história. No acumulado do mês, o contrato Mai/11 da soja em grão na CME/CBOT subiu 3,3%, fechando a US$ 14,1025/bushel (US$ 31,09/sc de 60 kg) no dia 31. Entre os derivados, o contrato Mai/11 do óleo de soja teve valorização de 2,5%, finalizando em US$ 0,5878/lp (US$ 1.295,86/t). Para o farelo de soja, o vencimento Mai/11 subiu 2,4%, para US$ 370,70/tonelada curta (US$ 408,62/t).

3 Na BM&FBovespa, os contratos da soja também tiveram altas, acompanhando as cotações internacionais. Para o contrato com liquidação financeira, o vencimento Maio/11 fechou a US$ 30,90/sc de 60 kg, com valorização de 3,1% no acumulado do mês. No contrato com liquidação física, o vencimento Maio/11 fechou a US$ 30,79/sc de 60 kg, com 2,2% de alta. Análise sobre o mercado de milho elaborada pelo Cepea. Equipe: Prof. Dr. Lucilio R. Alves, Ana Amélia Zinsly, Renata Maggian, Debora Kelen Pereira da Silva,Guilherme Martins Corder, Aline Fidelis e Julia B. Alcarde. Contato: II - Séries Estatísticas Cepea 1. Diferenciais de preços (Indicador e praças) SOJA Indicador de preços da soja CEPEA/ESALQ - média mensal: R$ 46,32/sc ou US$ 27,92/sc Diferenciais (em valor) Região/Praça R$ US$ Passo Fundo RS -0,434-0,262 Ijuí RS -0,348-0,209 Sudoeste Paraná 0,714 0,430 Oeste Paraná 2,073 1,249 Norte Paraná 1,344 0,810 Sorriso MT 8,661 5,219 Ponta Grossa PR -0,516-0,311 Paranaguá -3,198-1,927 Nota: Diferencial = Indicador Região; saca de 60 kg 2. Estimativa do valor das alternativas de comercialização de farelo e óleo, em equivalente soja em grão, posto indústria. Óleo Derivados (US$/t) Farelo Mercado Mercado interno externo Mercado interno 516,88 486,69 Mercado externo 507,30 477,11 Obs: Porto de referência: Paranaguá Bolsa de referência: CBOT Região de referência: Oeste do Paraná Embarque em Mai/11 Grão Externo: US$ 452,45/ tonelada Interprete-se: o maior valor indica a opção mais atrativa de comercialização

4 3. Prêmios Produtos do complexo agroindustrial da soja Soja Farelo Óleo 22,42 (Mar/Abr/11) -12,73 (Mar/Abr/11) -0,12 (Mar/Abr/11) 22,47 (Abr/Mai/11) -14,37 (Abr/Mai/11) -0,17 (Abr/Mai/11) 23,19 (Mai/Jun/11) -17,45 (Mai/Jun/11) -0,25 (Mai/Jun/11) Elaboração Cepea/Esalq Obs: Porto de referência: Paranaguá Bolsa de referência: CBOT Prêmios sobre contratos Mar-Abr/11, Abr-Mai/11 e Mai-Jun/11 para a soja, farelo e óleo. Unidades: Soja: centavos de dólar por bushel Farelo: dólar por tonelada curta Óleo: centavos de dólar por libra-peso 4. Preços FOB para farelo, grão e óleo (primeiro embarque) Soja (US$/ saca de 60 Kg) Para embarque em Mai/11 Farelo (US$/t curta) Para embarque em Mai/11 Óleo (US$/t) Para embarque em Mai/11 30,42 380, ,41 Obs: Porto de Referência: Paranaguá Bolsa de Referência: CBOT Prêmios sobre contratos de Mai/11 para a soja, farelo e óleo. III Gráficos R$/sc 60 kg Evolução do Indicador da SOJA CEPEA/ESALQ 30 Valores nominais à vista, média PR.

5 Evolução do preço do ÓLEO DE SOJA CEPEA/ESALQ R$/tonelada Óleo bruto degomado À vista, posto em SP, com 12% de ICMS. R$/tonelada Evolução do preço do FARELO DE SOJA CEPEA/ESALQ Campinas Valores à vista, sem impostos

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