AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado

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1 AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado Mês de referência: AGOSTO/2011 CEPEA - SOJA I - Análise Conjuntural II - Séries Estatísticas 1. Diferenciais de preços 2. Estimativa do valor das alternativas de comercialização de farelo e óleo, em equivalente soja em grão, posto indústria 3. Prêmios Produtos do complexo agroindustrial da soja 4. Preços FOB para farelo, grão e óleo (primeiro embarque) III - Gráficos SOJA / ÓLEO / FARELO 1. Evolução de preços nos últimos três anos CEPEA - SOJA I - Análise Conjuntural ANÁLISE CEPEA Os preços da soja voltaram a encontrar sustentação em agosto, nos mercados interno e externo. No Brasil, segundo pesquisas do Cepea, as negociações estiveram lentas em boa parte do mês, com a liquidez aumentando ligeiramente apenas no final de agosto, devido às reações nos preços. De modo geral, os valores no Brasil chegaram a ignorar as fortes oscilações observadas em alguns momentos na Bolsa de Chicago (CME/CBOT). Desde o início do mês, agentes do mercado estiveram atentos ao desenvolvimento da safra norte-americana e às notícias quanto à desaceleração da economia mundial e de que a China postergaria novas compras de soja para o último trimestre do ano. Agentes também acompanharam os trabalhos de colheita do milho de segunda safra no Brasil, que, neste ano, não causou pressão para liberação de armazéns. Com isso, as negociações de soja seguiram lentas. No final do mês, as cotações de soja no Brasil voltaram a aproveitar a sustentação externa, diante da boa demanda e do período de entressafra. Segundo pesquisadores do Cepea, de modo geral, neste período do ano, a demanda pela oleaginosa tende a superar a oferta, devido ao período de entressafra. Contudo, compradores estavam abastecidos com contratos feitos antecipadamente, atuando apenas com compras esporádicas. Ao mesmo tempo, agentes colaboradores do Cepea relataram que vendedores estavam com expectativas de maiores preços para o próximo mês, devido à necessidade de compra das indústrias.

2 Em agosto, as cotações da soja no Brasil descolaram das variações observadas na Bolsa de Chicago, considerada referência para a formação de preço da oleaginosa em nível mundial. Enquanto na bolsa as cotações ficaram a mercê de notícias sobre clima e oferta norte-americana, em um expressivo vai-e-vem, no Brasil, os prêmios de exportação seguiram em alta, em linha com os baixos estoques e boa demanda externa. Na Bolsa de Chicago, o contrato Set/11 da soja em grão acumulou acréscimo de 7% no mês, finalizando em US$ 14,49/bushel (US$ 31,94/sc de 60 kg). Para o farelo de soja, o vencimento Set/11 subiu 8,3%, indo para US$ 380,80/tonelada curta (US$ 419,76/t). O contrato Set/11 do óleo de soja finalizou a US$ 0,5855/lp (US$ 1.290,79/t), 5,2% acima do registrado no último dia de julho. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa para o produto transferido no porto de Paranaguá finalizou a US$ 32,39/sc de 60 kg, subindo 3,7% em agosto (em moeda nacional, o Indicador fechou em R$ 51,63/sc, alta de 6,4% no mês). Quanto à média ponderada das regiões paranaenses, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, observou-se aumento de 5,9% no mês, fechando a R$ 48,48/sc. Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, as cotações (em reais) no mercado de balcão (ao produtor) subiram 5,7% em agosto e nas negociações entre empresas, 6,4%. Dados do Cepea apontam que a rentabilidade da soja continua crescente neste ano, ao analisar a possibilidade de compra de todos os insumos em um único mês e a venda de toda a produção. Além da ligeira melhora na receita, considerando-se os preços médios mensais, os custos reduziram, devido ao menor desembolso com defensivos. Os valores de aquisições de fertilizantes seguiram em alta expressiva, em linha com o observado no mercado externo. Para Mato Grosso, estado que deve iniciar o cultivo da nova temporada, dados do Cepea indicam que, em julho, a rentabilidade da cultura, considerando-se o custo operacional, foi de 75% e 64,3%, respectivamente, para os cultivos convencional e com variedades geneticamente modificadas. Sobre os custos totais, os retornos médios foram de 24,6% e de 18,4%, respectivamente. Isso sinaliza que o cultivo de soja convencional está mais vantajoso que o de transgênica, e ambos têm vantagem econômica sobre o algodão, algo que não se observava até maio deste ano, pelo menos. Quanto às exportações brasileiras, dados da Secex indicam que o Brasil embarcou 3,7 milhões de toneladas de soja em grão em agosto, volume 1,2% menor que o de julho/11, mas 24,5% superior ao de agosto/10. No acumulado deste ano (janeiro a agosto), as exportações somam 25,55 milhões de toneladas, ligeiro 0,35% acima do registrado no mesmo período de 2010 e menor apenas que o embarcado nos oito primeiros meses de 2009, quando 25,62 milhões de toneladas foram exportadas. Para o farelo de soja, os embarques de agosto foram 2,1% maiores que os de julho e 16,2% acima dos de agosto/10, totalizando 1,2 milhão de toneladas. Na parcial do ano, as exportações somam 9,53 milhões de toneladas, 5,5% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, ficando inferior apenas aos embarques de janeiro a agosto de 2005, quando expressivos 9,9 milhões de toneladas foram vendidos. Já em relação ao óleo de soja, em agosto, o País exportou 122,1 mil toneladas, 25,1% a menos que em julho e 31,6% inferior ao volume de agosto/10. Porém,

3 neste ano, as exportações somam 1,04 milhão de toneladas, 1,51% maior que a parcial de Diante da elevação nos preços externos, os prêmios brasileiros recuaram em agosto. O valor FOB do embarque Set/11 por Paranaguá foi cotado a US$ 33,51/sc de 60 kg, aumento de 6,7% no acumulado do mês. Este valor já é o maior valor desde julho/08. Na BM&FBovespa, o vencimento Nov/11 do contrato com liquidação financeira fechou a US$ 32,13/sc de 60 kg, avanço de 2% em agosto. O contrato Maio/12 chegou a US$ 30,90/sc, elevação de 2,3%. Análise sobre o mercado de milho elaborada pelo Cepea. Equipe: Prof. Dr. Lucilio R. Alves, Ana Amélia Zinsly, Renata Maggian, Debora Kelen Pereira da Silva,Guilherme Martins Corder, Aline Fidelis e Julia B. Alcarde. Contato: II - Séries Estatísticas Cepea 1. Diferenciais de preços (Indicador e praças) SOJA Indicador de preços da soja CEPEA/ESALQ - média mensal: R$ 46,50/sc ou US$ 29,15/sc Diferenciais (em valor) Região/Praça R$ US$ Passo Fundo RS -0,150-0,094 Ijuí RS -0,459-0,288 Sudoeste Paraná 0,718 0,450 Oeste Paraná 1,333 0,835 Norte Paraná 1,264 0,792 Sorriso MT 7,513 4,709 Ponta Grossa PR -0,377-0,236 Paranaguá -2,893-1,814 Nota: Diferencial = Indicador Região; saca de 60 kg 2. Estimativa do valor das alternativas de comercialização de farelo e óleo, em equivalente soja em grão, posto indústria Óleo Derivados (US$/t) Farelo Mercado Mercado interno externo Mercado interno 496,89 477,19 Mercado externo 496,12 476,43 Obs: Porto de referência: Paranaguá Bolsa de referência: CBOT Região de referência: Oeste do Paraná Embarque em Set/2011 Grão Externo: US$ 476,76/ tonelada Interprete-se: o maior valor indica a opção mais atrativa de comercialização

4 3. Prêmios Produtos do complexo agroindustrial da soja Soja Farelo Óleo 79,57 (Set/11) -14,24 (Set/11) 1,08 (Set/11) 75,10 (Out/11) -12,30 (Out/11) 0,25 (Out/11) 78,43 (Nov/11) -12,09 (Nov/11) 0,13 (Nov/11) Elaboração Cepea/Esalq Obs: Porto de referência: Paranaguá Bolsa de referência: CBOT Prêmios sobre contratos Set/11, Out/11 e Nov/11 para a soja, farelo e óleo. Unidades: Soja: centavos de dólar por bushel Farelo: dólar por tonelada curta Óleo: centavos de dólar por libra-peso 4. Preços FOB para farelo, grão e óleo (primeiro embarque) Soja (US$/ saca de 60 Kg) Para embarque em Set/11 Farelo (US$/t curta) Para embarque em Set/11 Óleo (US$/t) Para embarque em Set/11 31,84 378, ,97 Obs: Porto de Referência: Paranaguá Bolsa de Referência: CBOT Prêmios sobre contratos de Set/11 para a soja, farelo e óleo. III Gráficos R$/sc 60 kg Evolução do Indicador da SOJA CEPEA/ESALQ - Paraná 30 j f m a m j j a s o n d Valores nominais à vista, média PR. Fonte: Cepea/ Esalq

5 Evolução do preço do ÓLEO DE SOJA CEPEA/ESALQ R$/tonelada j f m a m j j a s o n d Óleo bruto degomado À vista, posto em SP, com 12% de ICMS. Fonte: Cepea/ Esalq

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