POLÍTICA DE PREÇO O EM PLANEAMENTO DE MARKETING

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "POLÍTICA DE PREÇO O EM PLANEAMENTO DE MARKETING"

Transcrição

1 COMPETÊNCIAS COGNITIVAS - Capacidade de análise crítica - ADENDA POLÍTICA DE PREÇO O EM PLANEAMENTO DE MARKETING Generalidades; A política de preço e o marketing mix os custos e os preços; a procura e os preços; as decisões sobre os preços; as variações de preços; as estratégias de preço e a formação de valor; Será relevante perceber, como os consumidores avaliam os preços; Que factores, internos e externos, podem afectar a política de preço; Como ajustar o preço para dar resposta às oportunidades e dificuldades do mercado; Como se pode definir a preçagem e quando é aconselhável mudar de preço; Como deve a empresa responder às mudanças de preço dos concorrentes?; Que políticas de preço a adoptar? Paulo Gonçalves 1º Ciclo de Marketing - ISCAP

2 Métodos de determinação do preço em marketing 1. A partir dos custos; 2. A partir da procura; 3. A partir da concorrência

3 É importante ter em atenção que o custo de uma diminuição de preços é por vezes elevado. Contudo, pode ser calculado de modo controlado Vejamos um exemplo: Pretende-se reduzir 9% os preços de venda sendo a margem bruta de 30%. Para tal, é necessário aumentar em quanto as vendas? X % = percentagem de redução do preço Aumento necessário de vendas (emem %) = [x % / (MB x %)] * 100

4 Então, o aumento necessário de vendas (%) será: (9% / 30% - 9%) * 100 = 42, 86% Agora, no caso da margem bruta passar para 25% a mesma redução de 9% suscita um aumento do respectivo volume de 56,25%.

5 Elasticidade preço o implícita Trata-se da elasticidade preço que seria necessária obter num grupo de compradores que pretende manter a margem bruta. ASSIM: ELASTICIDADE IMPLÍCITA = Aumento necessário das vendas (%) / Preço Resposta ao EXEMPLO anterior: Para uma redução pretendida de 9%, Ver dados do exercício anterior o aumento de vendas que deveria provocar seria de 42,86% para manter inalterada a margem de 30%. Então, a elasticidade preço o implícita é = 42,86% / -9% = - 4,76 Trata-se de uma elasticidade elevada; significa uma procura muito sensível ao preço.

6 Exercício cio 1: 1 Com o objectivo de incentivar a procura do seu produto líder, uma empresa vinícola do Douro decide baixar o preço em 10%. Espera-se que esta medida permita incrementar a procura do produto sem que por isso se reduza a margem bruta actual que é de 28%. Perante esta exigência qual deve ser o incremento de procura, tendo em conta que a elasticidade do mercado é de 3,2? É aconselhável esta medida? Aumento necessário da procura % = [10% / (28% - 10%)]*100 ou seja, = 55,56 % então, 3,2 = Q / 10% => Q = 32% ou seja, a variação ( ) da procura é de 32% O mercado diz que para uma variação de preço de 10% a procura irá aumentar 32%. Para manter a MB a empresa necessita de um aumento de 55,56%, muito acima à variação do mercado, logo não é aconselhável esta medida.

7 Exercício cio 2: 2 A empresa X encara a possibilidade de aumentar o preço do seu produto Exercício best-seller cio: Nóspimba em 15% sobre o actual nível de preço. Tendo em conta que a política da empresa é de manter constante a margem bruta sobre o preço, que é de 26%, responda às seguintes questões: a) Qual deve ser a redução tolerável da procura para que se cumpra a política indicada?; b) Sabendo que a elasticidade do mercado é de 2,6 seria exequível levar a cabo a alteração do preço proposto? c) Se a medida de alteração do preço for implementada qual será a nova margem bruta?

8 alínea a) Redução tolerável da procura % = [15% / (26% + 15%)]*100 = 36,59%

9 alínea b) 2,6 = Q / 15% => Q = 39% do mercado Para uma subida de preço de 15% a procura diminuirá 39%. A empresa só consente uma redução de 36,59% para manter a margem bruta, logo não é exequível.

10 alínea c) c) 39% = [15% / (MB + 15%)]*100 => MB = 23,46% Assim, caso a medida de implantação do preço fosse a subida em 15%, então, a margem desceria.

11 Exercício cio 3: 3 Uma empresa vende semanalmente 2000 unidades de um produto. A política da empresa é manter constante a sua margem bruta, igual a 30%. Devido ao aumento dos combustíveis a empresa decide aumentar o preço de venda do produto de 30 para 33 Euros. Sabendo que a elasticidade procura/preço é de -2, diga quantas unidades é necessário vender para cumprir a política indicada e, caso a empresa o faça, qual a nova margem bruta?

12 Perante o sinal negativo da elasticidade procura/preço é dada a indicação que a procura varia no sentido inverso ao preço. Ou seja, se o preço varia positivamente, a procura irá necessariamente diminuir. Variação do preço = [(33-30)/30] * 100 = 10% Redução tolerável da procura (%) = [ΔP / (MB + ΔP)] * 100 = [10% / (30% + 10%)] * 100 = 25 % Para a empresa conseguir manter a margem bruta de 30%, a procura não poderá reduzir mais de 25 %. Terá de vender 2000 *(1-0.25) = 1500 unidades ɛ = ΔQ / ΔP => - 2 = ΔQ/ 10% => ΔQ = - 20 % A elasticidade procura/preço do mercado indica que para uma subida de preço de 10%, a procura irá diminuir em 20 %. Como a empresa, para uma margem bruta de 30 % tolera uma redução até 25%, se a medida for implementada a nova margem bruta será de: redução da procura % = [ΔP / ( MB + ΔP] * 100 => 20% = [ 10% / (MB + 10%)] * 100 => MB = 49,9 % => A nova margem será de 49,9 %.

13 Exercício cio 4: 4 Uma empresa fabrica e comercializa lâminas descartáveis ao preço de 0,5, atingindo assim uma procura de unidades e obtendo uma rendibilidade de 15% sobre o capital próprio da empresa, que é de A empresa adopta uma política de repartição de custos variáveis e fixos de 70/30. Esta empresa importa parte dos componentes necessários para a fabricação das lâminas. Por indicação do seu fornecedor sabe que a próxima encomenda terá um aumento substancial de preço. Esta situação obriga a empresa a encarar uma subida de preços, ainda que duvide do comportamento da procura, estimando uma sensibilidade relativa ao preço medida pela elasticidade de -2,5. Perante esta situação, a direcção comercial propõe uma subida de preço de 20%, que deverá manter uma margem bruta constante de 25%. a) Calcule o custo total inicial de cada unidade. b) Será aconselhável a adopção desta medida? Justifique apresentando os cálculos.

14 a) k*r = PV*Q CT *15% = 0,5 * CT => CT = C.Unitário = CT/Q = / = 0,41

15 a) k*r = PV*Q CT *15% = 0,5 * CT => CT = C.Unitário = CT/Q = / = 0,41 b) Perante o sinal negativo da elasticidade procura / preço é dada a indicação que a procura varia no sentido inverso ao preço; Ou seja, se o preço varia positivamente, a procura irá necessariamente diminuir. Sabendo que a Δ Preço = 20%. Redução tolerável da procura % = [ΔPreço /(MB + ΔPreço)]*100 = [20%/ (25%+20%)] * 100 = 44,44% Então, 2,5 = ΔQ / 20% => ΔQ = -50% Para que se mantenha a margem bruta a empresa só tolera uma redução da procura de 44,44%. A elasticidade do mercado indica que a procura, para uma subida no preço de 20% reduzirá 50%, portanto não é aconselhável a adopção desta medida.

16 Fixação de preços de uma gama de produtos Canibalização Os mercados, cada vez mais concorrenciais, contribuem para a multiplicação do número de produtos vendidos dentro da mesma empresa. Por vezes, dentro da mesma gama existem vários produtos sucedâneos e outros complementares.

17 Fixação de preços de uma gama de produtos Análise da rendibilidade de uma gama de produtos o risco de canibalismo Esta estratégia tem em atenção a interdependência dos produtos que se traduzem num efeito de substituição, mas, também, de complementaridade. O objectivo desta estratégia é optimizar o resultado do conjunto da(s) actividade(s) da empresa.

18 Fixação de preços de uma gama de produtos Como evitar o risco de canibalismo? - Quanto mais a empresa segmenta o seu mercado de referência, mais se expõe ao risco de canibalismo. Para minimizar isso, é fundamental o posicionamento das diferentes marcas da gama, não só em relação aos concorrentes directos, mas, também, entre si. Ter atenção que o objectivo de poder de mercado pode passar por uma redução do lucro a curto prazo devido ao canibalismo, desde que, futuramente esta estratégia conduza a uma melhoria da posição a longo prazo no mercado.

19 Fixação de preços de uma gama de produtos Vamos medir a: Elasticidade cruzada % var. quant.. A % var.. preço o B 1º) Medir o grau de interdependência entre produtos vendidos, sob uma mesma marca ou empresa; 2º) Identificar o sentido da interdependência. Se positiva Há substituição entre produtos (o aumento de um implica a diminuição do outro) Se negativa Há complementaridade (a variação é no mesmo sentido) Se nula Os produtos são ditos independentes (não existe relação)

20 Fixação de preços de uma gama de produtos A complexidade de determinação de preços numa gama de produtos pode explicar-se por duas ordens de factores: 1 - interacção da procura 2 - interacção dos custos Exemplo: a modificação do processo de fabrico de um produto afecta os custos dos outros. Neste contexto, vejamos uma empresa que comercializa 3 produtos interdependentes e tem um programa de marketing que pretende ser alterado.

21 Fixação de preços de uma gama de produtos PROBLEMA Sendo a publicidade um custo fixo do produto B e que variou Sendo a publicidade um custo fixo do e que variou em euros,, espera-se se um crescimento das vendas do mesmo produto em unidades a um preço o de 3 euros e um custo de acondicionamento igual a 1 euro. Devido à interdependência entre os produtos, é necessário prever uma redução das vendas do produto A em 1000 unidades e, por causa das capacidades produtivas, uma diminuição das vendas do em 3000 unidades. do produto C em

22 Fixação de preços de uma gama de produtos Será preciso adoptar uma alteração do programa de marketing a favor do produto B? B Qual será o impacto destas alterações no resultado global? Vamos resolver este caso através do método de cálculo c da rendibilidade

23 Fixação de preços de uma gama de produtos Uma forma simples de raciocinar é ter presente a variação da Margem bruta unitária (M) do produto: Variação ( M ) = Var.. ( P ) Var.. ( C ) Em que: P Preço C Custo directo unitário

24 Fixação de preços de uma gama de produtos Então, aplicando ao exercício anterior: Var. (M) = (+3) (+1) = +2 Variação da margem bruta unitária (M) do produto B

25 Fixação de preços de uma gama de produtos Para determinar a incidência sobre o resultado global utiliza-se a seguinte função: Variação da rendibilidade (resultado) Var.. ( R ) = Somatório (Var( Var.. ( Q ) x M + Q. x Var.. ( M ) + Var.. ( Q ) x Var.. ( M ) Var.. (F) Sendo Q (quantidade) e F (Custos Fixos) O somatório será até n ( nº de produtos da gama) neste caso são 3 (A, B, C)

26 DADOS DO PROBLEMA O cenário de Marketing de preço de PRODUTOS INTERDEPENDENTES PREÇO DE VENDA PRODUTO A PRODUTO B PRODUTO C CUSTO DIRECTO MARGEM BRUTA UNITÁRIA QUANTIDADE (UNIDADES) MARGEM BRUTA TOTAL ENCARGOS FIXOS (Publicidade) LUCRO BRUTO PRÓPRIO

27 Variação da rendibilidade para os três produtos Resolução: R = Ver dados anteriores do exercício - (+) = - (-1000) X ( 8 ) + (20 000) X ( 0 ) + ( ) X ( 0 ) 0 + Produto A (6000) X (7) + (15 000) X (2) + (6000) X (2) (-3000) X (3) + (10 000) X( 0 ) + (-3000) X (0 ) 0 Produto B Produto C R = euros de variação

28 Conclusão: a operação pretendida é rentável. A margem bruta total obtida pelo novo volume de vendas do produto B produto B, com a margem bruta unitária - margem de +2, é superior à diminuição das margens globais de A e C, devido à diminuição do seu volume de vendas e ao aumento dos custos fixos.

29 Nota Cálculo da rendibilidade total ANTES das ALTERAÇÕES ( (Pv.un. - cv.un.) x Quant.) ) C. Fixos + Produto 1 ( (Pv.un. - cv.un.) x Quant.) ) C. Fixos + Produto 2 ( (Pv.un. - cv.un.) x Quant.) ) C. Fixos + Produto 3

Marketing e Publicidade 2ºANO 1º SEMESTRE

Marketing e Publicidade 2ºANO 1º SEMESTRE INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM ESCOLA SUPERIOR DE GESTÃO E TECNOLOGIA DE SANTARÉM Marketing e Publicidade 2ºANO 1º SEMESTRE FINANÇAS Docente: Professor Coordenador - António Mourão Lourenço Discentes:

Leia mais

DESENVOLVER E GERIR COMPETÊNCIAS EM CONTEXTO DE MUDANÇA (Publicado na Revista Hotéis de Portugal Julho/Agosto 2004)

DESENVOLVER E GERIR COMPETÊNCIAS EM CONTEXTO DE MUDANÇA (Publicado na Revista Hotéis de Portugal Julho/Agosto 2004) DESENVOLVER E GERIR COMPETÊNCIAS EM CONTEXTO DE MUDANÇA (Publicado na Revista Hotéis de Portugal Julho/Agosto 2004) por Mónica Montenegro, Coordenadora da área de Recursos Humanos do MBA em Hotelaria e

Leia mais

Prof. Paulo Arnaldo Olak olak@uel.br

Prof. Paulo Arnaldo Olak olak@uel.br 6C0N021 Contabilidade Gerencial Prof. Paulo Arnaldo Olak olak@uel.br Programa da Disciplina Introdução e delimitações Importância da formação do preço de venda na gestão do lucro. Principais elementos

Leia mais

Módulo 2 RECEITA TOTAL. 1. Introdução

Módulo 2 RECEITA TOTAL. 1. Introdução Módulo 2 RECEITA TOTAL 1. Introdução Conforme Silva (1999), seja U uma utilidade (bem ou serviço), cujo preço de venda por unidade seja um preço fixo P 0, para quantidades entre q 1 e q 2 unidades. A função

Leia mais

T&E Tendências & Estratégia

T&E Tendências & Estratégia FUTURE TRENDS T&E Tendências & Estratégia Newsletter número 1 Março 2003 TEMA deste número: Desenvolvimento e Gestão de Competências EDITORIAL A newsletter Tendências & Estratégia pretende ser um veículo

Leia mais

UWU CONSULTING - SABE QUAL A MARGEM DE LUCRO DA SUA EMPRESA? 2

UWU CONSULTING - SABE QUAL A MARGEM DE LUCRO DA SUA EMPRESA? 2 UWU CONSULTING - SABE QUAL A MARGEM DE LUCRO DA SUA EMPRESA? 2 Introdução SABE COM EXATIDÃO QUAL A MARGEM DE LUCRO DO SEU NEGÓCIO? Seja na fase de lançamento de um novo negócio, seja numa empresa já em

Leia mais

ANÁLISE FINANCEIRA. Objectivo

ANÁLISE FINANCEIRA. Objectivo ISEG/UTL ANÁLISE FINANCEIRA MÓDULO III Objectivo Teoria tradicional do Equilíbrio Financeiro Fundo de Maneio Funcional e as NFM Tesouraria Líquida Estratégias de Financiamento face ao Risco EQUILÍBRIO

Leia mais

OS EFEITOS DOS CUSTOS NA INDÚSTRIA

OS EFEITOS DOS CUSTOS NA INDÚSTRIA 3 OS EFEITOS DOS CUSTOS NA INDÚSTRIA O Sr. Silva é proprietário de uma pequena indústria que atua no setor de confecções de roupas femininas. Já há algum tempo, o Sr. Silva vem observando a tendência de

Leia mais

Gestão da Produção Planeamento

Gestão da Produção Planeamento Planeamento José Cruz Filipe IST / ISCTE / EGP JCFilipe Abril 2006 1 Tópicos O ciclo geral de planeamento O planeamento agregado O Director da Produção (PDP ou MPS) O Materials Requirement Planning (MRP)

Leia mais

Escola Secundária de Paços de Ferreira 2009/2010. Marketing Mix. Tânia Leão n.º19 12.ºS

Escola Secundária de Paços de Ferreira 2009/2010. Marketing Mix. Tânia Leão n.º19 12.ºS Escola Secundária de Paços de Ferreira 2009/2010 Marketing Mix Tânia Leão n.º19 12.ºS Marketing Mix O Marketing mix ou Composto de marketing é formado por um conjunto de variáveis controláveis que influenciam

Leia mais

O NÍVEL DE INEFICIÊNCIA DAS EMPRESAS PROPOSTA DE NOVO INDICADOR DE GESTÃO. João de Quinhones Levy*

O NÍVEL DE INEFICIÊNCIA DAS EMPRESAS PROPOSTA DE NOVO INDICADOR DE GESTÃO. João de Quinhones Levy* Revista FOCUS e Diário Económico Maio / 2001 O NÍVEL DE INEFICIÊNCIA DAS EMPRESAS PROPOSTA DE NOVO INDICADOR DE GESTÃO João de Quinhones Levy* O custo de produção de uma empresa, quer se trate de um projecto,

Leia mais

GESTÃO FINANCEIRA. Objectivo

GESTÃO FINANCEIRA. Objectivo GESTÃO FINANCEIRA MÓDULO IV Objectivo Teoria tradicional do Equilíbrio Financeiro O Fundo de Maneio Funcional e as NFM A Tesouraria Líquida Estratégias de Financiamento face ao Risco ISEG/UTL Teoria Tradicional

Leia mais

Economia Geral e Regional. Professora: Julianna Carvalho

Economia Geral e Regional. Professora: Julianna Carvalho Economia Geral e Regional Professora: Julianna Carvalho 1 Introdução à Economia Conceito Segundo VASCONCELOS, 2011, p. 2) é: a ciência social que estuda de que maneira a sociedade decide (escolhe) empregar

Leia mais

inclinada, o inverso da elasticidade se aproxima de zero e o poder de monopólio da empresa diminui. Logo, desde que a curva de demanda da empresa não

inclinada, o inverso da elasticidade se aproxima de zero e o poder de monopólio da empresa diminui. Logo, desde que a curva de demanda da empresa não Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 10, Monopólio :: REVISÃO 1. Suponha que um monopolista estivesse produzindo em um ponto no qual seu custo marginal fosse maior do que sua receita marginal. De que forma ele

Leia mais

CONTABILIDADE, TOMADA DE DECISÃO E AMBIENTE: CONTRIBUTOS PARA REFORÇO DO DESEMPENHO ECONÓMICO DAS ORGANIZAÇÕES

CONTABILIDADE, TOMADA DE DECISÃO E AMBIENTE: CONTRIBUTOS PARA REFORÇO DO DESEMPENHO ECONÓMICO DAS ORGANIZAÇÕES 3D CONTABILIDADE, TOMADA DE DECISÃO E AMBIENTE: CONTRIBUTOS PARA REFORÇO DO DESEMPENHO ECONÓMICO DAS ORGANIZAÇÕES Maria da Conceição da Costa Marques, Ph.D Doutora em Gestão, especialidade em Contabilidade

Leia mais

CONTABILIDADE ANALÍTICA

CONTABILIDADE ANALÍTICA CONTABILIDADE ANALÍTICA Capítulo Capítulo CONCEPÇÃO DO SISTEMA DE CONTABILIDADE DE GESTÃO A Contabilidade de Gestão, como instrumento essencial de apoio ao processo de tomada de decisão, deve contribuir

Leia mais

I - Introdução à Contabilidade de Gestão 1.5 REVISÃO DE ALGUNS CONCEITOS FUNDAMENTAIS RECLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS

I - Introdução à Contabilidade de Gestão 1.5 REVISÃO DE ALGUNS CONCEITOS FUNDAMENTAIS RECLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS I - Introdução à Contabilidade de Gestão 1.5 REVISÃO DE ALGUNS CONCEITOS FUNDAMENTAIS RECLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS Custos Industriais e Custos Não Industriais Custos controláveis e não controláveis Custos

Leia mais

Exercícios de Gestão de Inventários

Exercícios de Gestão de Inventários Investigação Operacional Exercícios de Gestão de Inventários Exercícios de Gestão de Inventários Exercício 1 Uma empresa deve comprar 400 unidades de um artigo, por ano. Esta procura é conhecida e fixa.

Leia mais

Rentabilidade Social (RS) Rentabilidade de Exploração. Rentabilidade Global RENTABILIDADE. Resultado / output Valor do Recurso / input investido

Rentabilidade Social (RS) Rentabilidade de Exploração. Rentabilidade Global RENTABILIDADE. Resultado / output Valor do Recurso / input investido RENTABILIDADE Resultado / output Valor do Recurso / input investido Rentabilidade Social (RS) Valor Acrescentado Bruto (VAB) RL + ARE + Ajustamentos + F + + Custos c/ Pessoal + Impostos Directos Valor

Leia mais

Investigação Operacional

Investigação Operacional Licenciatura em Engenharia de Comunicações Licenciatura em Engenharia Electrónica Industrial e Computadores Investigação Operacional Exercícios de Métodos para Programação Linear Grupo de Optimização e

Leia mais

GESTÃO ESTRATÉGICA. Texto de Apoio 1. Análise Económica e Financeira

GESTÃO ESTRATÉGICA. Texto de Apoio 1. Análise Económica e Financeira INSTITUTO POLITÉCNICO DE SETÚBAL ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS EMPRESARIAIS Departamento de Economia e Gestão (ce.deg@esce.ips.pt) GESTÃO ESTRATÉGICA Texto de Apoio 1 à Análise Económica e Financeira Silva

Leia mais

Como elaborar um Plano de Negócios de Sucesso

Como elaborar um Plano de Negócios de Sucesso Como elaborar um Plano de Negócios de Sucesso Pedro João 28 de Abril 2011 Fundação António Cupertino de Miranda Introdução ao Plano de Negócios Modelo de Negócio Análise Financeira Estrutura do Plano de

Leia mais

Implicações da alteração da Taxa de Juro nas Provisões Matemáticas do Seguro de Vida

Implicações da alteração da Taxa de Juro nas Provisões Matemáticas do Seguro de Vida Implicações da alteração da Taxa de Juro nas Provisões Matemáticas do Seguro de Vida 1. Algumas reflexões sobre solvência e solidez financeira Para podermos compreender o que se entende por solvência,

Leia mais

GESTÃO FINANCEIRA. Objectivo

GESTÃO FINANCEIRA. Objectivo GESTÃO FINANCEIRA MÓDULO V Objectivo Análise do Risco Operacional e Financeiro Grau de Alavanca Operacional Grau de Alavanca Financeiro Grau de Alavanca Combinado O Efeito Alavanca Financeiro RISCO E ANÁLISE

Leia mais

O ciclo de estratégia, planeamento, orçamento e controlo

O ciclo de estratégia, planeamento, orçamento e controlo O ciclo de estratégia, planeamento, orçamento e controlo João Carvalho das Neves Professor catedrático, Finanças e Controlo, ISEG Professor convidado, Accounting & Control, HEC Paris Email: Página Web:

Leia mais

PROJECTO DE INVESTIMENTO

PROJECTO DE INVESTIMENTO Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores Licenciatura em Engenharia Electrotécnica e de Computadores 5.º ANO 1.º SEMESTRE ECONOMIA & GESTÃO 2001/2002 3.º TRABALHO ANÁLISE DE UM PROJECTO

Leia mais

ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO

ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO Organização, Processo e Estruturas 1 Organização Processo de estabelecer relações entre as pessoas e os recursos disponíveis tendo em vista os objectivos que a empresa como um todo se propõe atingir. 2

Leia mais

GESTÃO LOGÍSTICA 05. O Papel da Logística na Organização Empresarial e na Economia. Padrões de SaC. Amílcar Arantes 1

GESTÃO LOGÍSTICA 05. O Papel da Logística na Organização Empresarial e na Economia. Padrões de SaC. Amílcar Arantes 1 GESTÃO LOGÍSTICA 2004-05 05 Capítulo - 2 Índice 1. Introdução 2. Definição de 3. 4. Desenvolvimento e Documentação de Padrões de SaC 5. Barreiras a uma Estratégia efectiva de SaC 6. Melhorar o Desempenho

Leia mais

Ainda Mais Próximo dos Clientes. Empresas. 10 de Novembro de 2010

Ainda Mais Próximo dos Clientes. Empresas. 10 de Novembro de 2010 Ainda Mais Próximo dos Clientes O acesso ao crédito pelas Empresas 10 de Novembro de 2010 Agenda 1. Introdução 1.1. Basileia II. O que é? 1.2. Consequências para as PME s 2. Análise de Risco 2.1. Avaliação

Leia mais

Departamento comercial e Marketing

Departamento comercial e Marketing Departamento comercial e Marketing Tânia Carneiro Nº20 12ºS Departamento Comercial Noção e objectivos da função comercial O departamento de vendas é considerado por muitos como mais importante da empresa,

Leia mais

OS NEGÓCIOS LUCRO = VOLUME PRODUZIDO X PREÇO - CUSTO

OS NEGÓCIOS LUCRO = VOLUME PRODUZIDO X PREÇO - CUSTO OS NEGÓCIOS Odilio Sepulcri* INTRODUÇÃO A sobrevivência dos negócios, dentre outros fatores, se dará pela sua capacidade de gerar lucro. O lucro, para um determinado produto, independente da forma como

Leia mais

Mónica Montenegro António Jorge Costa

Mónica Montenegro António Jorge Costa Mónica Montenegro António Jorge Costa INTRODUÇÃO... 4 REFERÊNCIAS... 5 1. ENQUADRAMENTO... 8 1.1 O sector do comércio em Portugal... 8 2. QUALIDADE, COMPETITIVIDADE E MELHORES PRÁTICAS NO COMÉRCIO... 15

Leia mais

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO 1 A avaliação de desempenho é uma apreciação sistemática do desempenho dos trabalhadores nos respectivos cargos e áreas de actuação e do seu potencial de desenvolvimento (Chiavenato).

Leia mais

MESTRADO EM GESTÃO DE EMPRESAS

MESTRADO EM GESTÃO DE EMPRESAS MESTRADO EM GESTÃO DE EMPRESAS Sistemas de Informação Contabilística e Financeira CASO 4 PARTE 1 e 2 (enunciado e resolução) 2007/2008 CASO 4 Enunciado (PARTE 1) Tendo presente o contributo da estrutura

Leia mais

MANUAL FORMAÇÃO PME GESTÃO FINANCEIRA. Programa Formação PME Manual de Formação para Empresários 1/22

MANUAL FORMAÇÃO PME GESTÃO FINANCEIRA. Programa Formação PME Manual de Formação para Empresários 1/22 MANUAL FORMAÇÃO PME GESTÃO FINANCEIRA 1/22 INTRODUÇÃO... 3 ANÁLISE DA ACTIVIDADE DA EMPRESA... 4 ESTRUTURA DE CUSTOS... 7 VALOR ACRESCENTADO BRUTO... 7 ANÁLISE DOS FLUXOS DE TESOURARIA... 9 ANÁLISE DOS

Leia mais

Manual do facilitador

Manual do facilitador Manual do facilitador Introdução Este manual faz parte do esforço para institucionalizar o sistema de informação de uma maneira coordenada a fim de que as informações possam ser de acesso de todos que

Leia mais

Segurança e Higiene do Trabalho. Volume XIX Gestão da Prevenção. Guia Técnico. um Guia Técnico de O Portal da Construção. www.oportaldaconstrucao.

Segurança e Higiene do Trabalho. Volume XIX Gestão da Prevenção. Guia Técnico. um Guia Técnico de O Portal da Construção. www.oportaldaconstrucao. Guia Técnico Segurança e Higiene do Trabalho Volume XIX Gestão da Prevenção um Guia Técnico de Copyright, todos os direitos reservados. Este Guia Técnico não pode ser reproduzido ou distribuído sem a expressa

Leia mais

Prof. Jorge Romero Monteiro 1

Prof. Jorge Romero Monteiro 1 Marketing 1 CONCEITOS DE MARKETING 2 Conceitos de Marketing O MARKETING é tão importante que não pode ser considerado como uma função separada. É o próprio negócio do ponto de vista do seu resultado final,

Leia mais

Introdução à Empresa

Introdução à Empresa Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa Introdução à Empresa 2º Semestre - 2008/2009 - Exame de 2ª Época NÃO VIRE ESTA FOLHA NEM NENHUMA DAS OUTRAS QUE CONSTITUEM A PROVA ANTES DE RECEBER

Leia mais

Futuros PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Futuros PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Futuros PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO ADVERTÊNCIA AO INVESTIDOR Risco de perda súbita total, superior ou parcial do capital investido Remuneração não garantida Existência de comissões Possibilidade de exigência

Leia mais

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO DE VISEU DEPARTAMENTO DE GESTÃO LICENCIATURA EM GESTÃO DE EMPRESAS GESTÃO FINANCEIRA. 3º Ano 1º Semestre

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO DE VISEU DEPARTAMENTO DE GESTÃO LICENCIATURA EM GESTÃO DE EMPRESAS GESTÃO FINANCEIRA. 3º Ano 1º Semestre DEPARTAMENTO DE GESTÃO LICENCIATURA EM GESTÃO DE EMPRESAS GESTÃO FINANCEIRA 3º Ano 1º Semestre Caderno de exercícios Gestão Financeira de curto prazo Ano letivo 2015/2016 1 1 - A Gestão Financeira de Curto

Leia mais

Sem figuras nem imagens, Entrelinha 1,5. Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

Sem figuras nem imagens, Entrelinha 1,5. Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Exame Nacional do Ensino Secundário Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/2.ª Fase 12 Páginas Sem figuras nem imagens, Entrelinha

Leia mais

AUDITORIAS DE VALOR FN-HOTELARIA, S.A.

AUDITORIAS DE VALOR FN-HOTELARIA, S.A. AUDITORIAS DE VALOR FN-HOTELARIA, S.A. Empresa especializada na concepção, instalação e manutenção de equipamentos para a indústria hoteleira, restauração e similares. Primeira empresa do sector a nível

Leia mais

Testes de Diagnóstico

Testes de Diagnóstico INOVAÇÃO E TECNOLOGIA NA FORMAÇÃO AGRÍCOLA agrinov.ajap.pt Coordenação Técnica: Associação dos Jovens Agricultores de Portugal Coordenação Científica: Miguel de Castro Neto Instituto Superior de Estatística

Leia mais

ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DE COOPERATIVAS ESAPL / IPVC

ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DE COOPERATIVAS ESAPL / IPVC ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DE COOPERATIVAS ESAPL / IPVC Objectivos de Constituição de uma Cooperativa: normalmente OBJECTIVOS DE CARÁCTER ECONÓMICO. por exemplo, MELHORAR O RENDIMENTO DOS ASSOCIADOS. são objectivos

Leia mais

por João Gomes, Director Executivo do Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo e Professor Associado da Universidade Fernando Pessoa

por João Gomes, Director Executivo do Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo e Professor Associado da Universidade Fernando Pessoa COMO AUMENTAR AS RECEITAS DE UM NEGÓCIO: O CONCEITO DE GESTÃO DE RECEITAS (revenue management) (Publicado na Revista Hotéis de Portugal Maio/Junho 2004) por João Gomes, Director Executivo do Instituto

Leia mais

CONCEITO DE ESTRATEGIA

CONCEITO DE ESTRATEGIA CONCEITO DE ESTRATEGIA O termo estratégia deriva do grego stratos (exército) e agein (conduzir). O strategos era o que conduzia o exercito, isto é, o general, o comandante-chefe, o responsável pela defesa

Leia mais

Grupo I. de custeio das saídas utilizado no caso de haver mais de um lote entrado em armazém de produtos acabados.

Grupo I. de custeio das saídas utilizado no caso de haver mais de um lote entrado em armazém de produtos acabados. Exame de Contabilidade Analítica (A que se refere alínea f) do nº 1 do artº15º do Decreto de Lei 452/99 de 5 de Novembro) 15/Outubro/2005 VERSÃO A Grupo I 1. Diga qual das afirmações está correcta: a)

Leia mais

DESCRIÇÃO SUMÁRIA DO PLANO DE MARKETING

DESCRIÇÃO SUMÁRIA DO PLANO DE MARKETING DESCRIÇÃO SUMÁRIA DO PLANO DE MARKETING Na elaboração do plano de marketing deve procurar responder a três questões básicas: - onde é que estamos? - para onde é que queremos ir? - como é que lá chegamos?

Leia mais

Trabalho realizado por: Diogo Santos Nº3 11ºD. Escola secundária de Figueiró dos Vinhos. Disciplina de Organização de gestão desportiva

Trabalho realizado por: Diogo Santos Nº3 11ºD. Escola secundária de Figueiró dos Vinhos. Disciplina de Organização de gestão desportiva Trabalho realizado por: Diogo Santos Nº3 11ºD Escola secundária de Figueiró dos Vinhos Disciplina de Organização de gestão desportiva Data de entrega: 10/02/2015 Diogo Santos Página 1 Escola secundária

Leia mais

GESTÃO FINANCEIRA DESEMPENHO ECONÓMICO. Potencial para obtenção de resultados. Análise da rendibilidade e crescimento sustentado

GESTÃO FINANCEIRA DESEMPENHO ECONÓMICO. Potencial para obtenção de resultados. Análise da rendibilidade e crescimento sustentado GESTÃO FINANCEIRA MÓDULO 9 Objectivo Análise da Rendibilidade A rendibilidade do investimento Rendibilidade dos capitais próprios Análise integrada da rendibilidade Crescimento Sustentável DESEMPENHO ECONÓMICO

Leia mais

Exercícios Resolvidos sobre: I - Conceitos Elementares

Exercícios Resolvidos sobre: I - Conceitos Elementares Exercícios Resolvidos sobre: I - Conceitos Elementares Grupo II O Problema da Escassez e da Escolha Questão 1 Comecemos por explicitar o que se entende por bem económico: um bem económico é qualquer coisa

Leia mais

Marketing Operacional

Marketing Operacional Estratégia de Preço Objectivos Analisar a forma com as empresas fixam um preço para um produto ou serviço Avaliar como os preços podem ser adaptados às condições do mercado Discutir em que condições deverão

Leia mais

Departamento Comercial e Marketing. Escola Secundaria de Paços de Ferreira 2009/2010. Técnicas de Secretariado

Departamento Comercial e Marketing. Escola Secundaria de Paços de Ferreira 2009/2010. Técnicas de Secretariado Escola Secundaria de Paços de Ferreira 2009/2010 Técnicas de Secretariado Departamento Comercial e Marketing Módulo 23- Departamento Comercial e Marketing Trabalho realizado por: Tânia Leão Departamento

Leia mais

ELASTICIDADE DE DEMANDA E ASPECTOS RELEVANTES DE GESTÃO DE VENDAS

ELASTICIDADE DE DEMANDA E ASPECTOS RELEVANTES DE GESTÃO DE VENDAS ELASTICIDADE DE DEMANDA E ASPECTOS RELEVANTES DE GESTÃO DE VENDAS Cássia Naomi Obara Edson Lazdenas Luciana Harumi Mizobuchi RESUMO Através das Leis da Oferta e da Procura é possível apontar a direção

Leia mais

AS FUNÇÕES PROCURA E OFERTA AGREGADAS (1ª VERSÃO)

AS FUNÇÕES PROCURA E OFERTA AGREGADAS (1ª VERSÃO) AS FUNÇÕES PROCURA E OFERTA AGREGADAS (1ª VERSÃO) 1 A FUNÇÃO PROCURA AGREGADA No final deste texto o leitor deverá ser capaz de: Compreender o conceito de função de procura agregada. Entender a curva de

Leia mais

Gestão por Processos ISO 9001: 2000

Gestão por Processos ISO 9001: 2000 Gestão por Processos 1 2 Existem três tipos de empresas: - as que fazem as coisas acontecer; - as que vêem as coisas acontecer; - as que não fazem ideia do que está a acontecer (Kotler) 3 Para o Sucesso

Leia mais

RELATÓRIO E CONTAS BBVA MULTIFUNDO ALTERNATIVO

RELATÓRIO E CONTAS BBVA MULTIFUNDO ALTERNATIVO RELATÓRIO E CONTAS BBVA MULTIFUNDO ALTERNATIVO FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO 30 JUNHO 20 1 BREVE ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 1º semestre de 20 No contexto macroeconómico, o mais relevante no primeiro

Leia mais

TIPOS DE AVALIAÇÃO DE PROJECTOS

TIPOS DE AVALIAÇÃO DE PROJECTOS TIPOS DE AVALIAÇÃO DE PROJECTOS Ao olharmos só para uma árvore podemos ignorar a floresta OBJECTIVOS Distinguir e caracterizar cada um dos diferentes tipos de avaliação de projectos Enquadrar cada tipo

Leia mais

Análise da sensibilidade

Análise da sensibilidade Análise da Sensibilidade Bertolo, L.A. UNIUBE Análise da sensibilidade Em todos os modelos de programação linear, os coeficientes da função objetivo e das restrições são considerados como entrada de dados

Leia mais

Margem de comercialização da carne bovina nos diferentes elos da cadeia. Novembro de 2009

Margem de comercialização da carne bovina nos diferentes elos da cadeia. Novembro de 2009 Margem de comercialização da carne bovina nos diferentes elos da cadeia Novembro de 2009 Sumário 1. INTRODUÇÃO... 2 2. METODOLOGIA... 2 2.1. BASE DE DADOS... 2 2.2. MÉTODO DE ANÁLISE... 3 3. EVOLUÇÃO DOS

Leia mais

DOCUMENTOS DE GESTÃO FINANCEIRA Realizado por GESTLUZ - Consultores de Gestão

DOCUMENTOS DE GESTÃO FINANCEIRA Realizado por GESTLUZ - Consultores de Gestão DOCUMENTOS DE GESTÃO FINANCEIRA Realizado por GESTLUZ - Consultores de Gestão A Análise das Demonstrações Financeiras Este artigo pretende apoiar o jovem empreendedor, informando-o de como utilizar os

Leia mais

EGEA ESAPL - IPVC. Orçamentos Anuais Parciais de Actividade

EGEA ESAPL - IPVC. Orçamentos Anuais Parciais de Actividade EGEA ESAPL - IPVC Orçamentos Anuais Parciais de Actividade Elaboração de Orçamentos Os resultados de uma empresa, ou de qualquer uma das suas actividades, podem ser apurados (ou calculados de forma previsional)

Leia mais

Data de adopção. Referência Título / Campo de Aplicação Emissor. Observações

Data de adopção. Referência Título / Campo de Aplicação Emissor. Observações NP ISO 10001:2008 Gestão da qualidade. Satisfação do cliente. Linhas de orientação relativas aos códigos de conduta das organizações CT 80 2008 NP ISO 10002:2007 Gestão da qualidade. Satisfação dos clientes.

Leia mais

A gestão de operações encarrega-se do estudo dos mecanismos de decisão relativamente à função operações.

A gestão de operações encarrega-se do estudo dos mecanismos de decisão relativamente à função operações. GESTÃO DE OPERAÇÕES A gestão de operações encarrega-se do estudo dos mecanismos de decisão relativamente à função operações. Os Directores de Operações são os responsáveis pelo fornecimento de bens ou

Leia mais

GESTÃO. 3. O Ambiente Económico. Mercados: Procura e oferta; Custos; Estruturas de mercado; Papel do Estado. 3. O ambiente económico.

GESTÃO. 3. O Ambiente Económico. Mercados: Procura e oferta; Custos; Estruturas de mercado; Papel do Estado. 3. O ambiente económico. GESTÃO 3. O Ambiente Económico. Mercados: Procura e oferta; Custos; Estruturas de mercado; Papel do Estado Mercados 1 Meio envolvente global: o ambiente económico A empresa insere-se num ambiente macroeconómico,

Leia mais

Unidade III GESTÃO DE RECURSOS PATRIMONIAIS E LOGÍSTICOS

Unidade III GESTÃO DE RECURSOS PATRIMONIAIS E LOGÍSTICOS GESTÃO DE RECURSOS PATRIMONIAIS E LOGÍSTICOS Unidade III 3 CUSTOS DOS ESTOQUES A formação de estoques é essencial para atender à demanda; como não temos como prever com precisão a necessidade, a formação

Leia mais

Barómetro Regional da Qualidade Avaliação da Satisfação dos Utentes dos Serviços de Saúde

Barómetro Regional da Qualidade Avaliação da Satisfação dos Utentes dos Serviços de Saúde Avaliação da Satisfação dos Utentes dos Serviços de Saúde Entidade Promotora Concepção e Realização Enquadramento Avaliação da Satisfação dos Utentes dos Serviços de Saúde Índice RESUMO EXECUTIVO...

Leia mais

Aluguer e Venda de Bens Duráveis em Caso de Monopólio

Aluguer e Venda de Bens Duráveis em Caso de Monopólio TEXTO PARA DISCUSSÃO DGE-08/00 Aluguer e Venda de Bens Duráveis em Caso de Monopólio Carlos Osório, Paulo Maçãs Julho 00 Departamento de Gestão e Economia (DGE) Universidade da Beira Interior Pólo das

Leia mais

João Carvalho das Neves

João Carvalho das Neves ANÁLISE FINANCEIRA João Carvalho das Neves Professor Associado e Director do MBA - ISEG Sócio ROC Neves, Azevedo Rodrigues e Batalha, SROC 1 Análise dos fluxos de caixa 52 1 Análise dos fluxos de caixa

Leia mais

Strenghts: Vantagens internas da empresa ou produto(s) em relação aos seus principais concorrentes;

Strenghts: Vantagens internas da empresa ou produto(s) em relação aos seus principais concorrentes; Gerir - Guias práticos de suporte à gestão A análise SWOT A Análise SWOT é uma ferramenta de gestão muito utilizada pelas empresas para o diagnóstico estratégico. O termo SWOT é composto pelas iniciais

Leia mais

Trabalho nº1 Análise Económico Financeira. BRISA Auto-Estradas de Portugal, S.A.

Trabalho nº1 Análise Económico Financeira. BRISA Auto-Estradas de Portugal, S.A. Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Licenciatura em Engenharia Electrotécnica e de Computadores 5º Ano, 1º Semestre Economia e Gestão - 2000/2001 Trabalho nº1 Análise Económico Financeira

Leia mais

INVESTIMENTOS. Pretende-se: Análise da viabilidade económica do projecto (a preços constantes).

INVESTIMENTOS. Pretende-se: Análise da viabilidade económica do projecto (a preços constantes). Caso 1 A empresa FMS pretende dedicar-se à produção e comercialização de equipamentos para a indústria automóvel. De acordo com o estudo de mercado elaborado para o efeito, estimaram-se as seguintes quantidades

Leia mais

Artigo Opinião AEP /Novembro 2010 Por: Agostinho Costa

Artigo Opinião AEP /Novembro 2010 Por: Agostinho Costa Artigo Opinião AEP /Novembro 2010 Por: Agostinho Costa COMO ESTIMULAR A MUDANÇA NA SUA EMPRESA Parte II «O novo líder é aquele que envolve as pessoas na acção, que transforma seguidores em líderes, e que

Leia mais

Programa de Estabilidade e Programa Nacional de Reformas. Algumas Medidas de Política Orçamental

Programa de Estabilidade e Programa Nacional de Reformas. Algumas Medidas de Política Orçamental Programa de Estabilidade e Programa Nacional de Reformas Algumas Medidas de Política Orçamental CENÁRIO O ano de 2015 marca um novo ciclo de crescimento económico para Portugal e a Europa. Ante tal cenário,

Leia mais

Antes de iniciar a sua prova, tenha em atenção os seguintes aspectos:

Antes de iniciar a sua prova, tenha em atenção os seguintes aspectos: Nome Completo: (tal como consta do processo do aluno) Nº de Processo: Turma: Curso: Antes de iniciar a sua prova, tenha em atenção os seguintes aspectos: A duração da prova é de duas horas e trinta minutos

Leia mais

CUSTOS conceitos fundamentais. Custo. Custo. Despesa. Pagamento. Proveito. Receita. Recebimento CONTABILIDADE ANALÍTICA I

CUSTOS conceitos fundamentais. Custo. Custo. Despesa. Pagamento. Proveito. Receita. Recebimento CONTABILIDADE ANALÍTICA I CUSTOS conceitos fundamentais Custo Sacrifício de um recurso para atingir um objectivo específico, ou, dito de outro modo, valor associado à utilização ou consumo de um recurso. A determinação dos custos

Leia mais

Logística e Gestão da Distribuição

Logística e Gestão da Distribuição Logística e Gestão da Distribuição Logística integrada e sistemas de distribuição (Porto, 1995) Luís Manuel Borges Gouveia 1 1 Sistemas integrados de logística e distribuição necessidade de integrar as

Leia mais

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EMPRESAS PETROLÍFERAS

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EMPRESAS PETROLÍFERAS ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EMPRESAS PETROLÍFERAS Comparação dos preços dos combustíveis entre Julho de 2008 e Janeiro de 2011 No passado mês de Dezembro, bem como já no corrente ano, foram muitos os Órgãos

Leia mais

Considerando-se esses aspectos, os preços podem ser fixados: com base nos custos, com base no mercado ou com base numa combinação de ambos.

Considerando-se esses aspectos, os preços podem ser fixados: com base nos custos, com base no mercado ou com base numa combinação de ambos. 52 7. FORMAÇÃO E CÁLCULO DE PREÇOS Para administrar preços de venda é necessário conhecer o custo do produto. Entretanto, essa informação, por si só, embora necessária, não é suficiente. Além do custo,

Leia mais

Exemplo de Exame de Gestão da Produção e das Operações

Exemplo de Exame de Gestão da Produção e das Operações Exemplo de Exame de Gestão da Produção e das Operações A. Resolva os seguintes problemas (8 valores) 1. Uma determinada empresa faz a lavagem de cisternas rodoviárias na zona norte do País. Com equipamento

Leia mais

Comunicação da Comissão relativa à definicação de mercado relevante para efeitos do direito comunitário da concorrência

Comunicação da Comissão relativa à definicação de mercado relevante para efeitos do direito comunitário da concorrência 1de 12 Avis juridique important 31997Y1209(01) Comunicação da Comissão relativa à definicação de mercado relevante para efeitos do direito comunitário da concorrência Jornal Oficial nº C 372 de 09/12/1997

Leia mais

PLANO DE PORMENOR DO DALLAS FUNDAMENTAÇÃO DA DELIBERAÇÃO DE DISPENSA DE AVALIAÇÃO AMBIENTAL

PLANO DE PORMENOR DO DALLAS FUNDAMENTAÇÃO DA DELIBERAÇÃO DE DISPENSA DE AVALIAÇÃO AMBIENTAL FUNDAMENTAÇÃO DA DELIBERAÇÃO DE DISPENSA DE AVALIAÇÃO AMBIENTAL Deliberação da Reunião Câmara Municipal de 29/11/2011 DIRECÇÃO MUNICIPAL DE URBANISMO DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PLANEAMENTO URBANO DIVISÃO

Leia mais

2014/2015 PLANIFICAÇÃO ANUAL

2014/2015 PLANIFICAÇÃO ANUAL GRUPO DE ECONOMIA E CONTABILIDADE Cursos Profissionais Ano Lectivo 2014/2015 PLANIFICAÇÃO ANUAL GESTÃO (2º ano de formação) Página 1 de 6 Competências Gerais Estruturar e elaborar o manual de acolhimento;

Leia mais

C 188/6 Jornal Oficial da União Europeia 11.8.2009

C 188/6 Jornal Oficial da União Europeia 11.8.2009 C 188/6 Jornal Oficial da União Europeia 11.8.2009 Comunicação da Comissão Critérios para a análise da compatibilidade dos auxílios estatais a favor de trabalhadores desfavorecidos e com deficiência sujeitos

Leia mais

METODOLOGIAS E PRESSUPOSTOS

METODOLOGIAS E PRESSUPOSTOS 4 METODOLOGIAS E PRESSUPOSTOS 4.1 Introdução Vimos atrás, no ponto 2.9.3, uma justificação e uma descrição resumidas dos pontos que devem ser tratados sob este tema metodologias e pressupostos a adoptar

Leia mais

INTRODUÇÃO À MACROECONOMIA

INTRODUÇÃO À MACROECONOMIA UNIVERSIDADE DA MADEIRA Departamento de Gestão e Economia INTRODUÇÃO À MACROECONOMIA 2º Semestre 2004/2005 2º CADERNO DE EXERCÍCIOS Estudo dos Ciclos Económicos 1. O MERCADO DO PRODUTO 1.1. Modelo Simples

Leia mais

ANTÓNIO BALTAZAR MORTAL PROFESSOR ADJUNTO DA ESCOLA SUPERIOR DE GESTÃO HOTELARIA E TURISMO DA UNIVERSIDADE DO ALGARVE

ANTÓNIO BALTAZAR MORTAL PROFESSOR ADJUNTO DA ESCOLA SUPERIOR DE GESTÃO HOTELARIA E TURISMO DA UNIVERSIDADE DO ALGARVE ANTÓNIO BALTAZAR MORTAL PROFESSOR ADJUNTO DA ESCOLA SUPERIOR DE GESTÃO HOTELARIA E TURISMO DA UNIVERSIDADE DO ALGARVE GLOSSÁRIO DE CONTABILIDADE ANALÍTICA NOVEMBRO 2001 NOTA PRÉVIA O principal objectivo

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Na folha de respostas, indique de forma legível a versão da prova.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Na folha de respostas, indique de forma legível a versão da prova. EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março Prova Escrita de Economia A 11.º ou 12.º Anos de Escolaridade Prova 712/2.ª Fase 11 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

ASSUNTOS: Orçamentos parciais Orçamentos globais Resultados obtidos indirectamente dos orçamentos Análise de indicadores

ASSUNTOS: Orçamentos parciais Orçamentos globais Resultados obtidos indirectamente dos orçamentos Análise de indicadores BLOCO 6 ASSUNTOS: Orçamentos parciais Orçamentos globais Resultados obtidos indirectamente dos orçamentos Análise de indicadores PROBLEMAS: PROBLEMA 1 Considere o orçamento parcial da actividade trigo

Leia mais

Desenvolver uma estratégia de marketing

Desenvolver uma estratégia de marketing Gerir - Guias práticos de suporte à gestão Desenvolver uma estratégia de marketing O principal objectivo de uma Estratégia de Marketing é o desenvolvimento do negócio, tendo em linha de conta, a análise

Leia mais

6º Congresso Nacional da Administração Pública

6º Congresso Nacional da Administração Pública 6º Congresso Nacional da Administração Pública João Proença 30/10/08 Desenvolvimento e Competitividade: O Papel da Administração Pública A competitividade é um factor-chave para a melhoria das condições

Leia mais

CUSTO FIXO, LUCRO E MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO. Atividades Práticas

CUSTO FIXO, LUCRO E MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO. Atividades Práticas CUSTO FIXO, LUCRO E MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO 1 Assinalar Falso (F) ou Verdadeiro (V): Atividades Práticas ( ) Os custos fixos são totalmente dependentes dos produtos e volumes de produção executados no período.

Leia mais

Resumo dos Resultados Globais

Resumo dos Resultados Globais AGRO.GESTÃO Resumo dos Resultados Globais Valores em EURO PROVEITOS DE EXPLORAÇÃO Activ. Produtivas Activ. Não Lucrativas Estruturais Total Produções para Venda 882.279,83 97,3 0,00 0,0% 0,00 0,0% 882.279,83

Leia mais

CMg Q P RT P = RMg CT CF = 100. CMg

CMg Q P RT P = RMg CT CF = 100. CMg Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 8, Oferta :: EXERCÍCIOS 1. A partir dos dados da Tabela 8.2, mostre o que ocorreria com a escolha do nível de produção da empresa caso o preço do produto apresentasse uma

Leia mais

Custeio Baseado nas Actividades

Custeio Baseado nas Actividades Custeio Baseado nas Actividades João Carvalho das Neves Professor Catedrático, ISEG Lisboa Professor Convidado, Accounting & Control, HEC Paris Sócio de Neves, Azevedo Rodrigues e Batalha, SROC Email:

Leia mais

Planeamento e Controlo de Gestão Parte I

Planeamento e Controlo de Gestão Parte I Mestrado em Contabilidade, Fiscalidade e Finanças as Empresariais Planeamento e Controlo de Gestão Parte I António nio Samagaio Lisboa, 21 de Fevereiro de 2008 APRESENTAÇÃO I. Apresentação Docente Alunos

Leia mais

Grupo Reditus reforça crescimento em 2008

Grupo Reditus reforça crescimento em 2008 Grupo Reditus reforça crescimento em 2008 Nota Prévia Os resultados reportados oficialmente reflectem a integração do Grupo Tecnidata a 1 de Outubro de 2008, em seguimento da assinatura do contrato de

Leia mais

PROJECTO CRIAR EMPRESA

PROJECTO CRIAR EMPRESA PROJECTO CRIAR EMPRESA Análise SWOT Pedro Vaz Paulo 1. PROJECTO CRIAR EMPRESA 1. Projecto Definição 1. Âmbito do negócio 2. Inovação 3. Concorrência 4. Análise SWOT 5. ( ) 2. ANÁLISE SWOT Definição A Análise

Leia mais