Exercícios Resolvidos sobre: I - Conceitos Elementares

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Exercícios Resolvidos sobre: I - Conceitos Elementares"

Transcrição

1 Exercícios Resolvidos sobre: I - Conceitos Elementares Grupo II O Problema da Escassez e da Escolha Questão 1 Comecemos por explicitar o que se entende por bem económico: um bem económico é qualquer coisa ou serviço que satisfaz uma necessidade e que existe em quantidades limitadas. Para que um bem seja considerado como bem económico tem que satisfazer em simultâneo as duas condições anteriores: satisfazer necessidades e existir em quantidades limitadas. Os bens e serviços produzidos são escassos face à natureza ilimitada das necessidades humanas. Ou seja, os bens e serviços são produzidos com a utilização de factores de produção que existem em quantidades limitadas. Por outro lado, destinamse a satisfazer necessidades virtualmente ilimitadas. Assim, recursos limitados e necessidades ilimitadas em conjunto conferem a característica de escassez aos bens económicos. Questão 2 O problema da escassez existe porque os recursos de uma economia são limitados face à natureza ilimitada das necessidades humanas. Esta é então uma característica de todas as economias independentemente do seu nível de desenvolvimento. O que distingue os dois tipos de economias é o tipo de bens relativamente aos quais mais se faz sentir o problema da escassez. Assim, nos países menos desenvolvidos são escassos os bens de primeira necessidade, ou seja, para a maioria da população as necessidades básicas como a alimentação, o vestuário, habitação, não estão em geral satisfeitas. Já nos países mais desenvolvidos os bens escassos são os chamados bens de luxo (que não satisfazem necessidades básicas), ou seja, para a maioria da população as necessidades básicas estão satisfeitas, mas não necessidades secundárias, como ter um carro, fazer férias no estrangeiro, ir ao teatro, ler um livro.

2 Questão Uma vez que com recursos escassos não é possível satisfazer todas as necessidades humanas é necessário fazer opções em termos dos bens que se quer produzir e qual a quantidade desses bens que se vai produzir. Estas opções determinam também a quantidade de recursos a utilizar na produção de cada tipo de bem. Cada combinação de bens a produzir corresponde à utilização de diferentes quantidades de recursos nas respectivas produções, pelo que este problema é também conhecido por problema da afectação de recursos. Mas a opção entre diferentes combinações de produção só faz sentido se os recursos disponíveis puderem ser utilizadas na produção de mais do que bem, ou seja se tiverem usos alternativos Se cada input ao dispor de uma economia só puder ser utilizado na produção de um bem deixa de se colocar o problema de O que produzir e em que quantidades?. Neste caso diz-se que os inputs são específicos por oposição aos inputs com usos alternativos. Não há neste caso opções a fazer. Os bens a produzir e respectivas quantidades são determinados pelo tipo de utilização que se pode fazer desses inputs específicos, ou seja, há apenas uma combinação de produção pois os recursos não podem ser transferidos de uma produção para outra. Questão 4 A questão de como produzir ou quais os métodos ou técnicas de produção que devem ser escolhidos para a produção de cada bem coloca-se porque existem em geral diferentes métodos de produção (ou técnicas de produção) para a obtenção de cada bem. Os diferentes métodos de produção podem ser classificados de acordo com a maior ou menor quantidade de trabalho que utilizam relativamente ao capital. Questão 5 Para quem produzir? ou repartição de rendimentos é um dos problemas económicos fundamentais e trata-se da questão da repartição da produção entre os indivíduos da sociedade. Neste caso procura-se saber porque é que, por exemplo, em alguns países 10% da população se apropria de 80% do rendimento gerado pela produção. Exercícios Resolvidos Marta Simões 2

3 Questão 6 Quando produzir? ou problema da escolha intertemporal do consumo prende-se com as opções de produção em termos de bens de consumo (que satisfazem directamente necessidades) e bens de investimento (utilizados na produção de outros bens). Se no presente uma economia optar pela produção de uma quantidade relativamente maior de bens do consumo então a economia está a privilegiar o consumo presente. Se no presente uma economia optar pela produção de uma quantidade relativamente maior de bens de investimento então a economia está a privilegiar o consumo futuro (e a sacrificar o consumo presente). Não satisfaz imediatamente as suas necessidades mas abre a possibilidade de no futuro consumir mais pois os bens de investimento produzidos no presente vão aumentar o stock de capital da economia, ou seja, vão aumentar a disponibilidade de recursos. Questão 7 A fronteira de possibilidades de produção (FPP) dá-nos as combinações máximas de produção que podem ser obtidas por uma economia dados os conhecimento tecnológicos e a quantidade de factores de produção disponíveis. Estamos assim a supor pleno emprego dos factores e conhecimento tecnológico constante. Questão 8 Com esta questão pretende-se ilustrar através da FPP possíveis respostas às questões fundamentais colocadas pela ciência económica resultantes do problema da escassez e da escolha Para representar graficamente a FPP temos que saber que pares de bens são produzidos. Nos eixos do gráfico representam-se então as quantidades físicas produzidas de cada bem. É indiferente a escolha dos eixos para cada bem. Neste caso os bens produzidos são máquinas, medidas por exemplo em unidades, e comida, medida por exemplo em toneladas. Exercícios Resolvidos Marta Simões 3

4 ( H1 ) ( H2 ) Máquinas Comida Comida Máquinas Vamos optar pela primeira representação. A legenda da FPP é então: - eixo horizontal ou eixo das abcissas - quantidade produzida de comida; - eixo vertical ou eixo das ordenadas - quantidade produzida de máquinas. As FPP que vamos estudar é sempre decrescente e tem sempre a mesma forma côncava que explicaremos mais adiante. Sabendo isto podemos representar sempre uma FPP genérica sem necessidade de conhecer pontos concretos da mesma Cada ponto da FPP representa uma combinação de produção possível face aos recursos e tecnologia disponíveis na economia. Ou seja, cada ponto da FPP constitui uma resposta possível ao problema de "O que produzir e em que quantidades?". Máquinas A D 70 C B Comida Por exemplo, no ponto A a sociedade decide produzir 180 máquinas e 400 toneladas de comida. Já no ponto B a sociedade decide produzir 70 máquinas e 980 toneladas. Exercícios Resolvidos Marta Simões 4

5 O problema da escassez está aqui patente uma vez que não é possível produzir combinações de produção que estão no exterior da FPP (por exemplo D) e, sendo a FPP uma curva com inclinação negativa e representando as combinações máximas de produção, então o aumento da produção de um bem implica uma diminuição da produção do outro. Se a sociedade optasse em primeiro lugar pelo ponto A e depois decidisse pelo ponto B, ao aumentar a quantidade produzida de comida tem que diminuir quantidade produzida de máquinas pois estando sobre a fronteira já estava a utilizar plenamente os recursos. Para produzir mais comida tem que retirar recursos à produção de máquinas de onde resulta uma diminuição da mesma O problema de Como produzir? diz respeito às técnicas de produção a utilizar para obter os bens. O objectivo é utilizar a técnica mais eficiente, ou seja, a combinação de factores de produção que permita obter a máxima produção de ambos os bens com os recursos disponíveis. Para sabermos se as técnicas de produção utilizadas são eficientes a primeira coisa a fazer é saber o que se entende por eficiência económica. Está-se numa situação de eficiência económica se, para aumentar a produção de um bem, isso só é possível se se diminuir a quantidade produzida do outro bem. Ora como vimos na alínea anterior, se nos situarmos num ponto sobre a FPP para aumentarmos a produção de um bem temos que reduzir a produção do outro. Isto significa que os pontos da FPP correspondem implicitamente à utilização das técnicas de produção mais eficientes. Já os pontos no interior da FPP, tal como o ponto C, são pontos ineficientes no sentido em que é possível aumentar a produção de um bem sem diminuir a produção do outro. Podemos estar no interior da FPP ou porque não estamos a utilizar plenamente os recursos de que dispomos, ou porque não estamos a utilizar a técnica de produção mais eficiente. Estas combinações podem ser produzidas mas não são eficientes. Exercícios Resolvidos Marta Simões 5

6 8.4. Poderíamos também ilustrar o problema de "Quando produzir?" através desta FPP já que as máquinas são bens de investimento e a comida bens de consumo. Assim, a escolha de uma combinação de produção como A equivale a privilegiar o consumo futuro pois produz-se uma quantidade relativamente maior de máquinas (bens de investimento). Ao contrário, a escolha de uma combinação como a B corresponde a privilegiar o consumo presente pois produz-se uma quantidade relativamente maior de comida (bens de consumo). Questão 9 Ao compararmos as possibilidades de produção de países ricos e de países pobres no que respeita à produção de bens de primeira necessidade e de bens de luxo temos que comparar dois aspectos, as FPP respectivas e as combinações escolhidas. Bens de luxo País pobre País rico Bens de 1ª necessidade Em relação às FPP, tendo os países ricos uma maior disponibilidade de factores a sua FPP será exterior à dos países pobres pois podem produzir maiores quantidades de ambos os bens. Note-se que é comum ouvirmos que os países pobres são muito ricos em termos de recursos naturais. Contudo, se estes estão por explorar não têm valor económico, i.é., não podem ser utilizados directamente no processo produtivo pelo que não são considerados na representação da FPP. Por outro lado, os países ricos são mais avançados em termos tecnológicos e dispõem de mão-de-obra qualificada pelo que os seus recursos são mais produtivos. Em relação às combinações escolhidas por cada tipo de países verificamos que os países ricos podem não só produzir bens de primeira necessidade para satisfazer as Exercícios Resolvidos Marta Simões 6

7 necessidades básicas da maioria da população como também produzem uma maior quantidade de bens de luxo para satisfazer as necessidades secundárias. Questão 10 Deslocamentos da FPP para o exterior equivalem a alterações das quantidades máximas que é possível produzir numa economia. Isto só vai ser possível se se verificar: - um aumento da disponibilidade de factores de produção; - avanços tecnológicos (técnicas de produção mais eficientes). Questão 11 Para ilustrar os deslocamentos da FPP na sequência da alteração de um dos factores referidos na questão anterior é conveniente raciocinarmos com base nos pontos de intersecção da FPP com os eixos. Assim, o ponto de intersecção com o eixo das ordenadas corresponde à utilização da totalidade dos recursos na produção do bem A e o ponto de intersecção com o eixo das abcissas à utilização da totalidade dos recursos na produção do bem B Os aumentos de produtividade equivalem a dizer que com os mesmos recursos é possível obter uma maior produção. Bem A Bem B Pensando nos efeitos dos aumentos de produtividade em termos dos pontos de intersecção, se a totalidade dos recursos for empregue na produção do bem B esta aumenta em relação à situação inicial devido à inovação tecnológica: para a mesma quantidade de recursos utilizada na produção do bem B aumenta a quantidade produzida. Assim, o ponto de intersecção com o eixo das abcissas desloca-se para a direita. Exercícios Resolvidos Marta Simões 7

8 Se a totalidade dos recursos for utilizada na produção do bem A então não haverá alteração da quantidade produzida pois a inovação tecnológica só provocou aumentos de produtividade na produção do bem B. Assim, o ponto de intersecção com o eixo das ordenadas não se altera. Em relação à FPP inicial há apenas um ponto comum o correspondente à utilização de todos os recursos na produção de bem A pois não houve inovação tecnológica na sua produção nem alteração na disponibilidade de recursos. Nos restante pontos da FPP, a cada quantidade inicialmente produzida de A corresponde agora uma maior quantidade produzida de B Agora a inovação tecnológica provoca aumentos de produtividade nas duas produções. Bem A Bem B Se utilizarmos a totalidade dos recursos na produção do bem A obtemos uma maior produção e o mesmo acontece para o bem B, ou seja, o ponto de intersecção com o eixo das ordenadas desloca-se para cima e o ponto de intersecção com o eixo das abcissas desloca-se para a direita. A nova FPP não tem agora pontos em comum com a anterior e o seu deslocamento é paralelo uma vez que os aumento de produtividade foram uniformes Agora o factor que provoca o deslocamento da FPP é a alteração da disponibilidade de um recurso, utilizado apenas na produção do bem A. Vamos representar a situação em que se esgota apenas parte do recurso e não a totalidade. Exercícios Resolvidos Marta Simões 8

9 Bem A Bem B Se utilizarmos a totalidade dos recursos na produção de A, o esgotamento do recurso natural provoca uma diminuição da quantidade produzida deste bem. O ponto de intersecção com o eixo das ordenadas desloca-se para baixo. Se utilizarmos a totalidade dos recursos na produção de B, a quantidade produzida não se altera pois não utiliza o recurso natural. O ponto de intersecção com o eixo das abcissas não sofre alteração. A nova FPP tem apenas um ponto em comum com a inicial, o ponto de intersecção com o eixo das abcissas. No caso do total esgotamento do recurso natural a FPP resumir-se-ia a um ponto, o ponto de intersecção com o eixo das abcissas pois o bem A deixa de poder ser produzido O enunciado descreve a situação das economias nas datas 1 e 3 e queremos saber que opções de produção realizou a economia X na data 2, opções essas que lhe permitem situar-se numa FPP exterior à inicial na data 3. Exercícios Resolvidos Marta Simões 9

10 Devemos então começar por representar as situações das datas 1 e 3. Máquinas 180 C (data 3) 120 B(data2) 50 A(data 1) Alimentação Na data 1 a FPP é a mesma para as duas economias e situam-se também no mesmo ponto sobre a FPP (a preto). Vamos supor que na data 1 ambas as economias produzem 900 toneladas de alimentos e 50 máquinas. Sabemos também que estas 50 máquinas são apenas suficientes para substituir outras 50 que deixaram de poder ser utilizadas, pelo que não vão alterar a disponibilidade do recurso capital nas datas seguintes, quando passam a ser utilizadas no processo produtivos. Na data 3 a economia X situa-se numa FPP exterior à da data 1 (a vermelho) o que terá que ser consequência de um aumento da disponibilidade de recursos ou da inovação tecnológica. Como nada nos é dito acerca da alteração dos recursos Terra e Trabalho nem sobre uma eventual inovação tecnológica, o único recurso cuja disponibilidade poderá ter aumentado é o capital. Repare-se que as combinações de produção desta economia se referem a bens de consumo (alimentação) e a bens de investimento (máquinas), pelo que as suas escolhas de produção vão influenciar a disponibilidade do recurso capital. Assim, na data 2 (a verde) a economia X terá que ter privilegiado a produção de bens de investimento sacrificando o seu consumo presente. Se decidir produzir 120 máquinas terá que reduzir a produção de alimentos para 400 toneladas. Das 120 máquinas produzidas, 50 voltam a ter como destino a substituição de outras tantas que vão para a sucata, mas agora dispõe de mais 70 máquinas do que na data 1 para serem utilizadas na produção na data 3. Exercícios Resolvidos Marta Simões 10

11 Na data 3 o país X situa-se então numa nova FPP exterior à inicial porque dispõe de mais recursos (mais capital). Além disso, pode situar-se numa combinação que corresponde a uma maior produção de ambos os bens (1500 toneladas de alimentos e 180 máquinas), mais do que poderia produzir nas datas 1 e 2 mesmo se utilizasse a totalidade dos seus recursos numa das produções. O país Y permanece na FPP inicial e na mesma combinação Entendendo-se por crescimento económico um aumento da capacidade de produção de uma economia ou um aumento do seu produto potencial, então não é possível haver crescimento económico sem aumento da disponibilidade de recursos ou progresso tecnológico. Graficamente, a existência de crescimento económico traduz-se por um deslocamento para a direita da FPP o que, por definição, só é possível se houver um aumento da disponibilidade de recursos ou progresso tecnológico. Questão Lei dos rendimentos decrescentes: utilizando a produção pelos menos um factor fixo, a partir de determinado nível de utilização do factor variável, a acréscimos sucessivos e iguais deste último, estarão associados acréscimos cada vez menores da produção. É condição necessária para a verificação desta lei que pelo menos um dos factores de produção esteja fixo Para saber quando é que se começam a verificar os rendimentos decrescentes temos que calcular os acréscimos de produção dos dois bens associados a cada acréscimo de 10 trabalhadores. acréscimo nº Nº trabs Prod A Var A por 10Trabs acrésc nº Nº trabs Prod B Var B por 10Trabs º =30 1º =28 2º =70 2º =24 3º =80 3º =23 4º =100 4º =20 5º =90 5º =19 6º =85 6º =15 7º =60 7º =13 8º =50 8º =10 9º =40 9º =8 10º =25 10º =3 Exercícios Resolvidos Marta Simões 11

12 Os rendimentos decrescentes verificam-se pela primeira vez na produção de A quando se passa da utilização de 40 para 50 trabalhadores, ou seja, a partir da produção de 280 unidades do bem A. Na produção de B surgem pela primeira vez quando se passa da utilização de 10 para 20 trabalhadores, ou seja, a partir da produção de 28 unidades do bem B. Note que a produção cresce sempre. O que decresce são os acréscimos de produção Os rendimentos decrescentes ocorrem em ambas as produções porque ambas utilizam um factor fixo, o capital, condição necessária para a existência de rendimentos decrescentes As combinações de produção são eficientes se não é possível aumentar a produção de um bem sem diminuir a do outro, o que acontece quando se está a utilizar plenamente os factores. O pleno emprego do factor trabalho corresponde à utilização de 100 trabalhadores nas duas produções pelo que as combinações eficientes são as que correspondem à utilização deste número de trabalhadores no somatório das duas produções. Nºtotal Trabs Trabs Combinações Trabs empregues empregues eficientes Empregue em A em B Prod A Prod B A FPP é composta por todas as combinações de produção eficientes, ou seja, as combinações que calculámos na alínea anterior são pontos da FPP. Vamos então traçar no gráfico essas combinações e unir os vários pontos para obter a FPP. Exercícios Resolvidos Marta Simões 12

13 Produção B Produção A Questão 13 Custo de oportunidade: custo de uma dada escolha medido em termos da melhor alternativa a que se teve que prescindir. Em termos da FPP corresponde a medir o custo do aumento da produção de um bem em termos da produção do outro bem a que se tem que renunciar. Consideremos novamente a nossa economia que produz apenas máquinas e comida e o seguinte exemplo. Fronteira de Possibilidades de Produção comida A 9 B 8 7 C D E máquinas Se a economia decidir aumentar a produção de máquinas em 2 unidades (passar de B para D) o custo de oportunidade deste aumento são as 5 unidades de comida a que se tem que prescindir. Custo de oportunidade +2 unidades Máquinas = 5 unidades de Comida Graficamente o custo de oportunidade destas 2 unidades de máquinas é representado pelo segmento de recta descendente que corresponde à diminuição da produção de comida correspondente. Exercícios Resolvidos Marta Simões 13

14 Questão 14 A FPP é uma curva decrescente porque os recursos são escassos. Para produzir mais de um bem têm que se retirar recursos à produção do outro, logo diminui a respectiva quantidade produzida. A inclinação da FPP está então directamente relacionada com o conceito de custo de oportunidade. Mas a pergunta não diz respeito à inclinação da curva e sim à sua forma côncava. A FFP é uma curva côncava devido à lei dos custos de oportunidade crescentes, ou seja, devido ao comportamento dos custos de oportunidade à medida que se aumenta a produção de um bem. À medida que a produção de máquinas aumenta, os custos de oportunidade de acréscimos adicionais são cada vez maiores. Consideremos o seguinte exemplo. Uma economia produz apenas comida e máquinas, pertencendo as seguintes combinações de produção à sua FPP: Combinação Máquinas Comida Custo Oportunidade +1 unidade de máquinas A 0 10 B unidade de comida C unidades de comida D unidades de comida E unidades de comida Cada nova unidade de máquinas produzida obriga a renunciar a uma quantidade cada vez maior de comida, ou seja, os custos de oportunidade são crescentes. Se representarmos graficamente esta FPP verificamos que é côncava e podemos identificar, por intermédio de segmentos de recta, os custos de oportunidade de cada nova unidade de máquinas. Fronteira de Possibilidades de Produção comida A B C D E máquinas Como podemos constatar, à medida que aumenta a produção de máquinas, o comprimento do segmento de recta que corresponde à quantidade de comida a que se renuncia é cada vez maior, ou seja, os custos de oportunidade são crescentes. Exercícios Resolvidos Marta Simões 14

15 Podemos assim enunciar a lei dos custos de oportunidade ou relativos crescentes: a acréscimos sucessivos e iguais da produção de um bem estão associados decréscimos cada vez maiores da produção do outro bem, ou seja, os custos de oportunidade da produção de um bem são crescentes. Questão 15 A lei dos custos relativos crescentes relaciona o custo de produção de um bem com a produção do outro bem a que se renuncia. Lei dos custos crescentes: à medida que se aumenta a produção de um bem, o custo de produção de quantidades adicionais desse bem aumenta em termos da produção do outro bem a que se renuncia. Esta lei, como analisado na questão 14, tem a sua expressão gráfica na forma côncava da FPP. Questão 16 A lei dos rendimentos decrescentes mede o custo da produção adicional de um bem em termos do input adicional necessário para obter essa produção. A lei dos custos crescentes mede o custo de produção de um bem em termos da produção alternativa a que se renuncia. A lei dos rendimentos decrescentes é uma das causas dos custos relativos crescentes. Se a mesma quantidade adicional do factor variável permite obter acréscimos cada vez menores de produção então, cada nova unidade produzida de um bem exige a utilização de uma quantidade cada vez maior do factor. Ora este factor é retirado à produção do outro bem, logo os decréscimos da sua produção serão cada vez maiores. Consideremos o exemplo que temos vindo a seguir. Lei dos rendimentos decrescentes Acréscimos iguais do factor variável => Acréscimos decrescentes da produção de Máquinas Lei dos custos de oportunidade crescentes Acréscimos iguais Decréscimos crescentes => da produção de Máquinas da produção de Comida Se acrescermos o factor variável utilizado na produção de máquinas sempre no mesmo montante, a lei dos rendimentos decrescentes diz-nos que vamos obter acréscimos cada vez menores da produção deste bem. Exercícios Resolvidos Marta Simões 15

16 Ora, a lei dos custos crescentes relaciona iguais acréscimos da produção de máquinas com decréscimos da produção de comida. Face à lei dos rendimentos decrescentes, para obtermos acréscimos iguais de máquinas temos que utilizar quantidades cada vez maiores do factor variável. Mas como este factor é retirado da produção de comida, então os decréscimos da respectiva produção são cada vez maiores pois são-lhe retirados cada vez mais recursos. Nota: A lei dos rendimentos decrescentes é condição suficiente mas não necessária para que se verifique a lei dos custos de oportunidade crescentes. Para que esta se verifique basta que nas duas produções os factores comuns sejam utilizados em diferentes proporções, o que vai originar também rendimentos decrescentes uma vez que há sempre um factor que é relativamente mais escasso. Exercícios Resolvidos Marta Simões 16

Antes de iniciar a sua prova, tenha em atenção os seguintes aspectos:

Antes de iniciar a sua prova, tenha em atenção os seguintes aspectos: Nome Completo: (tal como consta do processo do aluno) Nº de Processo: Turma: Curso: Antes de iniciar a sua prova, tenha em atenção os seguintes aspectos: A duração da prova é de duas horas e trinta minutos

Leia mais

EXERCÍCIOS SOBRE: III A ORGANIZAÇÃO E O FUNCIONAMENTO DOS MERCADOS. Grupo I - Teoria do Consumidor ou da Procura

EXERCÍCIOS SOBRE: III A ORGANIZAÇÃO E O FUNCIONAMENTO DOS MERCADOS. Grupo I - Teoria do Consumidor ou da Procura EXERCÍCIOS SOBRE: III A ORGANIZAÇÃO E O FUNCIONAMENTO DOS MERCADOS Grupo I - Teoria do Consumidor ou da Procura Questão 1 A lei da utilidade marginal decrescente diz-nos que, quanto maior for a quantidade

Leia mais

As leis da procura e oferta são fundamentais para o entendimento correcto do funcionamento do sistema de mercado.

As leis da procura e oferta são fundamentais para o entendimento correcto do funcionamento do sistema de mercado. CAPÍTULO 3 PROCURA, OFERTA E PREÇOS Introdução As leis da procura e oferta são fundamentais para o entendimento correcto do funcionamento do sistema de mercado. O conhecimento destas leis requer que, em

Leia mais

5-1 Introdução à Microeconomia Bibliografia: Lipsey & Chrystal cap.6, 7 Samuelson cap. 5

5-1 Introdução à Microeconomia Bibliografia: Lipsey & Chrystal cap.6, 7 Samuelson cap. 5 5-1 Introdução à Microeconomia 1º ano da licenciatura de Gestão ISEG 2004 / 5 1º semestre Bibliografia: Lipsey & Chrystal cap.6, 7 Samuelson cap. 5 5-2 Principais questões A utilidade marginal é um conceito

Leia mais

Os Problemas de Natureza Econômica

Os Problemas de Natureza Econômica Os Problemas de Natureza Econômica 1 O PROBLEMA FUNDAMENTAL DA ECONOMIA Como já foi visto, a atividade económica numa sociedade é realizada com o propósito de produzir bens e serviços que se destinem à

Leia mais

MICROECONOMIA MATERIAL DE ACOMPANHAMENTO DAS AULAS, REFERENTE À 2 A. AVALIAÇÃO.

MICROECONOMIA MATERIAL DE ACOMPANHAMENTO DAS AULAS, REFERENTE À 2 A. AVALIAÇÃO. MICROECONOMIA 4 o. ANO DE ADMINISTRAÇÃO MATERIAL DE ACOMPANHAMENTO DAS AULAS, REFERENTE À 2 A. AVALIAÇÃO. PROFESSOR FIGUEIREDO SÃO PAULO 2007 2 TEORIA DA PRODUÇÃO Função de Produção: é a relação que indica

Leia mais

Módulo 2 Custos de Oportunidade e Curva de Possibilidades de Produção

Módulo 2 Custos de Oportunidade e Curva de Possibilidades de Produção Módulo 2 Custos de Oportunidade e Curva de Possibilidades de Produção 2.1. Custo de Oportunidade Conforme vínhamos analisando, os recursos produtivos são escassos e as necessidades humanas ilimitadas,

Leia mais

TEORIA DO CONSUMIDOR EXERCÍCIOS

TEORIA DO CONSUMIDOR EXERCÍCIOS Teoria do Consumidor Questões ráticas (Versão rovisória) TEOIA DO CONSUMIDO EECÍCIOS Exercício. estrição orçamental e efeitos da variação dos preços e do rendimento Suponha que um consumidor gasta a totalidade

Leia mais

AV1 - MA 12-2012. (b) Se o comprador preferir efetuar o pagamento à vista, qual deverá ser o valor desse pagamento único? 1 1, 02 1 1 0, 788 1 0, 980

AV1 - MA 12-2012. (b) Se o comprador preferir efetuar o pagamento à vista, qual deverá ser o valor desse pagamento único? 1 1, 02 1 1 0, 788 1 0, 980 Questão 1. Uma venda imobiliária envolve o pagamento de 12 prestações mensais iguais a R$ 10.000,00, a primeira no ato da venda, acrescidas de uma parcela final de R$ 100.000,00, 12 meses após a venda.

Leia mais

Teoria Básica de Oferta e Demanda

Teoria Básica de Oferta e Demanda Teoria Básica de Oferta e Demanda Este texto propõe que você tenha tido um curso introdutório de economia. Mas se você não teve, ou se sua teoria básica de economia está um pouco enferrujada, então este

Leia mais

Modelo de Solow: Efeitos de Transição Dinâmica

Modelo de Solow: Efeitos de Transição Dinâmica Capítulo 4 Modelo de Solow: Efeitos de Transição Dinâmica No capítulo anterior vimos que, quando a economia atinge o seu equilíbrio de longo prazo, todas as variáveis endógenas passam a crescer a uma taxa

Leia mais

Notas sobre a Fórmula de Taylor e o estudo de extremos

Notas sobre a Fórmula de Taylor e o estudo de extremos Notas sobre a Fórmula de Taylor e o estudo de etremos O Teorema de Taylor estabelece que sob certas condições) uma função pode ser aproimada na proimidade de algum ponto dado) por um polinómio, de modo

Leia mais

Versão Preliminar. Produção em período curto caso discreto

Versão Preliminar. Produção em período curto caso discreto Versão Preliminar Produção em período curto caso discreto 1 - Suponha que a ojinha de Hamburgers Caseiros com a actual dimensão definida por 1 sala com 60 m, mesas e cadeiras, grelhadores, 1 frigorífico

Leia mais

Aula 2 Contextualização

Aula 2 Contextualização Economia e Mercado Aula 2 Contextualização Prof. Me. Ciro Burgos Importância de se conhecer o funcionamento dos mercados Diferenciação de mercado Comportamento dos consumidores e firmas; formação de preços;

Leia mais

Ponto de partida para o estudo da organização industrial. CT determinante das tomadas de decisões das empresas.

Ponto de partida para o estudo da organização industrial. CT determinante das tomadas de decisões das empresas. TEORIA DOS CUSTOS Os custos totais de produção preocupações dos empresários. uma das principais Como medir os custos? Como controlar os custos? Como reduzir os custos? Ponto de partida para o estudo da

Leia mais

Módulo 1 Questões Básicas da Economia. 1.1. Conceito de Economia

Módulo 1 Questões Básicas da Economia. 1.1. Conceito de Economia Módulo 1 Questões Básicas da Economia 1.1. Conceito de Economia Todos nós temos uma série de necessidades. Precisamos comer, precisamos nos vestir, precisamos estudar, precisamos nos locomover, etc. Estas

Leia mais

Microeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção

Microeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção Microeconomia Os Custos de Produção Prof.: Antonio Carlos Assumpção Tópicos Discutidos Medição de Custos: Quais custos considerar? Custos no Curto Prazo Custos no Longo Prazo Mudanças Dinâmicas nos Custos:

Leia mais

Numa turma de 26 alunos, o número de raparigas excede em 4 o número de rapazes. Quantos rapazes há nesta turma?

Numa turma de 26 alunos, o número de raparigas excede em 4 o número de rapazes. Quantos rapazes há nesta turma? GUIÃO REVISÕES Equações e Inequações Equações Numa turma de 6 alunos, o número de raparigas ecede em 4 o número de rapazes. Quantos rapazes há nesta turma? O objectivo do problema é determinar o número

Leia mais

MATEMÁTICA I AULA 07: TESTES PARA EXTREMOS LOCAIS, CONVEXIDADE, CONCAVIDADE E GRÁFICO TÓPICO 02: CONVEXIDADE, CONCAVIDADE E GRÁFICO Este tópico tem o objetivo de mostrar como a derivada pode ser usada

Leia mais

O MODELO IS/LM: ECONOMIA FECHADA GRANDE ECONOMIA ABERTA. Vitor Manuel Carvalho 1G202 Macroeconomia I Ano lectivo 2008/09

O MODELO IS/LM: ECONOMIA FECHADA GRANDE ECONOMIA ABERTA. Vitor Manuel Carvalho 1G202 Macroeconomia I Ano lectivo 2008/09 O MODELO IS/LM: ECONOMIA FECHADA OU GRANDE ECONOMIA ABERTA Vitor Manuel Carvalho 1G202 Macroeconomia I Ano lectivo 2008/09 O modelo IS/LM, na sua versão mais simples, descreve, formalizando analítica e

Leia mais

ESAPL IPVC. Licenciatura em Engenharia do Ambiente e dos Recursos Rurais. Economia Ambiental

ESAPL IPVC. Licenciatura em Engenharia do Ambiente e dos Recursos Rurais. Economia Ambiental ESAPL IPVC Licenciatura em Engenharia do Ambiente e dos Recursos Rurais Economia Ambiental Tema 2 O MERCADO O Mercado Os Economistas estudam e analisam o funcionamento de uma série de instituições, no

Leia mais

Departamento de Matemática - UEL - 2010. Ulysses Sodré. http://www.mat.uel.br/matessencial/ Arquivo: minimaxi.tex - Londrina-PR, 29 de Junho de 2010.

Departamento de Matemática - UEL - 2010. Ulysses Sodré. http://www.mat.uel.br/matessencial/ Arquivo: minimaxi.tex - Londrina-PR, 29 de Junho de 2010. Matemática Essencial Extremos de funções reais Departamento de Matemática - UEL - 2010 Conteúdo Ulysses Sodré http://www.mat.uel.br/matessencial/ Arquivo: minimaxi.tex - Londrina-PR, 29 de Junho de 2010.

Leia mais

Análise Combinatória. Prof. Thiago Figueiredo

Análise Combinatória. Prof. Thiago Figueiredo Análise Combinatória Prof. Thiago Figueiredo (Escola Naval) Um tapete de 8 faixas deve ser pintado com cores azul, preta e branca. A quantidade de maneiras que podemos pintar esse tapete de modo que as

Leia mais

[ \ x Recordemos o caso mais simples de um VLVWHPD de duas HTXDo}HVOLQHDUHV nas duas LQFyJQLWDV [ e \.

[ \ x Recordemos o caso mais simples de um VLVWHPD de duas HTXDo}HVOLQHDUHV nas duas LQFyJQLWDV [ e \. &DStWXOR±6LVWHPDVGH(TXDo}HV/LQHDUHV1 &DStWXOR±6LVWHPDVGH(TXDo}HV/LQHDUHV Å 1Ro}HV *HUDLV Recordemos o caso mais simples de um VLVWHPD de duas HTXDo}HVOLQHDUHV nas duas LQFyJQLWDV [ e \. [\ [\ É fácil verificar

Leia mais

A Torre de Hanói e o Princípio da Indução Matemática

A Torre de Hanói e o Princípio da Indução Matemática A Torre de Hanói e o Princípio da Indução Matemática I. O jogo A Torre de Hanói consiste de uma base com três pinos e um certo número n de discos de diâmetros diferentes, colocados um sobre o outro em

Leia mais

Esboço de Gráficos (resumo)

Esboço de Gráficos (resumo) Esboço de Gráficos (resumo) 1 Máximos e Mínimos Definição: Diz-se que uma função tem um valor máximo relativo (máximo local) em c se existe um intervalo ( a, b) aberto contendo c tal que f ( c) f ( x)

Leia mais

Teoria pertence ao grupo das teorias objetivas, conduzindo a análise do valor para o terreno da oferta e dos custos de produção.

Teoria pertence ao grupo das teorias objetivas, conduzindo a análise do valor para o terreno da oferta e dos custos de produção. VALOR Questões : 1. O que é que determina o valor de um bem? 2. De que elementos dependem os valores atribuídos aos bens e serviços normalmente transacionados? VALOR TRABALHO David Ricardo: O valor de

Leia mais

Eficiência e qualidade: mitos e contradições

Eficiência e qualidade: mitos e contradições 1 Eficiência e qualidade: mitos e contradições Colóquio-debate Eficiência e Justiça em Cuidados de Saúde Academia das Ciências, Lisboa, 25 de Maio de 1999 Pedro Pita Barros * 1. Introdução O tema de discussão

Leia mais

Organização interna da empresa

Organização interna da empresa Organização interna da empresa IST, LEGI - Teoria Económica II Margarida Catalão Lopes 1 Duas questões neste capítulo: A) Em que circunstâncias as empresas preferirão englobar internamente as várias fases

Leia mais

INSTITUTO TECNOLÓGICO

INSTITUTO TECNOLÓGICO PAC - PROGRAMA DE APRIMORAMENTO DE CONTEÚDOS. ATIVIDADES DE NIVELAMENTO BÁSICO. DISCIPLINAS: MATEMÁTICA & ESTATÍSTICA. PROFº.: PROF. DR. AUSTER RUZANTE 1ª SEMANA DE ATIVIDADES DOS CURSOS DE TECNOLOGIA

Leia mais

CAPÍTULO 15 MOEDA E CÂMBIOS. Introdução.

CAPÍTULO 15 MOEDA E CÂMBIOS. Introdução. CAPÍTULO 15 MOEDA E CÂMBIOS Introdução. Neste capítulo construímos o segundo e terceiro blocos do nosso modelo de uma macroeconomia aberta: os mercados da moeda e câmbios. No capítulo 14 exploramos o impacte

Leia mais

ANÁLISE GRÁFICA DOS RESULTADOS EXPERIMENTAIS

ANÁLISE GRÁFICA DOS RESULTADOS EXPERIMENTAIS ANÁLISE GRÁFICA DOS RESULTADOS EXPERIMENTAIS Após a realização de um experimento, deseja-se estabelecer a função matemática que relaciona as variáveis do fenómeno físico estudado. Nos nossos experimentos

Leia mais

Crescimento em longo prazo

Crescimento em longo prazo Crescimento em longo prazo Modelo de Harrod-Domar Dinâmica da relação entre produto e capital Taxa de poupança e produto http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ Modelo keynesiano Crescimento = expansão

Leia mais

Uma lei que associa mais de um valor y a um valor x é uma relação, mas não uma função. O contrário é verdadeiro (isto é, toda função é uma relação).

Uma lei que associa mais de um valor y a um valor x é uma relação, mas não uma função. O contrário é verdadeiro (isto é, toda função é uma relação). 5. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL 5.1. INTRODUÇÃO Devemos compreender função como uma lei que associa um valor x pertencente a um conjunto A a um único valor y pertencente a um conjunto B, ao que denotamos por

Leia mais

4) Considerando-se os pontos A(p1, q 1) = (13,7) e B (p 2, q 2) = (12,5), calcule a elasticidade-preço da demanda no ponto médio.

4) Considerando-se os pontos A(p1, q 1) = (13,7) e B (p 2, q 2) = (12,5), calcule a elasticidade-preço da demanda no ponto médio. 1) O problema fundamental com o qual a Economia se preocupa é o da escassez. Explique porque, citando pelo menos um exemplo. A escassez é o problema fundamental da Economia, porque, dadas as necessidades

Leia mais

Capítulo 18: Externalidades e Bens Públicos

Capítulo 18: Externalidades e Bens Públicos Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 18, Externalidades::EXERCÍCIOS 1. Diversas empresas se instalaram na região oeste de uma cidade, depois que a parte leste se tornou predominantemente utilizada por residências

Leia mais

INTRODUÇÃO À MACROECONOMIA

INTRODUÇÃO À MACROECONOMIA UNIVERSIDADE DA MADEIRA Departamento de Gestão e Economia INTRODUÇÃO À MACROECONOMIA 2º Semestre 2004/2005 1º CADERNO DE EXERCÍCIOS Introdução 1. INTRODUÇÃO 1. * A macroeconomia lida com: a) A Economia

Leia mais

UNIVERSIDADE DO ALGARVE ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA

UNIVERSIDADE DO ALGARVE ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ALGARVE ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA CURSO BIETÁPICO EM ENGENHARIA CIVIL º ciclo Regime Diurno/Nocturno Disciplina de COMPLEMENTOS DE MATEMÁTICA Ano lectivo de 7/8 - º Semestre Etremos

Leia mais

Todos os exercícios sugeridos nesta apostila se referem ao volume 1. MATEMÁTICA I 1 FUNÇÃO DO 1º GRAU

Todos os exercícios sugeridos nesta apostila se referem ao volume 1. MATEMÁTICA I 1 FUNÇÃO DO 1º GRAU FUNÇÃO IDENTIDADE... FUNÇÃO LINEAR... FUNÇÃO AFIM... GRÁFICO DA FUNÇÃO DO º GRAU... IMAGEM... COEFICIENTES DA FUNÇÃO AFIM... ZERO DA FUNÇÃO AFIM... 8 FUNÇÕES CRESCENTES OU DECRESCENTES... 9 SINAL DE UMA

Leia mais

Matemática - UEL - 2010 - Compilada em 18 de Março de 2010. Prof. Ulysses Sodré Matemática Essencial: http://www.mat.uel.

Matemática - UEL - 2010 - Compilada em 18 de Março de 2010. Prof. Ulysses Sodré Matemática Essencial: http://www.mat.uel. Matemática Essencial Equações do Primeiro grau Matemática - UEL - 2010 - Compilada em 18 de Março de 2010. Prof. Ulysses Sodré Matemática Essencial: http://www.mat.uel.br/matessencial/ Resumo: Notas de

Leia mais

Análise de Arredondamento em Ponto Flutuante

Análise de Arredondamento em Ponto Flutuante Capítulo 2 Análise de Arredondamento em Ponto Flutuante 2.1 Introdução Neste capítulo, chamamos atenção para o fato de que o conjunto dos números representáveis em qualquer máquina é finito, e portanto

Leia mais

8. Mercado de Trabalho, Emprego e Desemprego

8. Mercado de Trabalho, Emprego e Desemprego 8. Mercado de Trabalho, Emprego e Desemprego 8.1. Introdução 8.3. Interpretação Estática do Desemprego 8.4. Interpretação Dinâmica do Desemprego Burda & Wyplosz, 5ª Edição, Capítulo 5 1 8.1. Introdução

Leia mais

Deslocamentos na Curva de Demanda e da Oferta

Deslocamentos na Curva de Demanda e da Oferta Deslocamentos na Curva de Demanda e da Oferta a) Deslocamentos na curva de demanda - quando o preço varia e a quantidade varia também, o deslocamento é em cima da curva de demanda, ou seja, a demanda como

Leia mais

Equações do primeiro grau

Equações do primeiro grau Módulo 1 Unidade 3 Equações do primeiro grau Para início de conversa... Você tem um telefone celular ou conhece alguém que tenha? Você sabia que o telefone celular é um dos meios de comunicação que mais

Leia mais

Também chamada Teoria de Preços, estuda o comportamento dos consumidores, produtores e o mercado onde estes interagem.

Também chamada Teoria de Preços, estuda o comportamento dos consumidores, produtores e o mercado onde estes interagem. Microeconomia Também chamada Teoria de Preços, estuda o comportamento dos consumidores, produtores e o mercado onde estes interagem. A macroeconomia, por sua vez, estuda os fenômenos da economia em geral,

Leia mais

Teoria da utilidade / CI. Sumário. Teoria da utilidade / CI. Teoria da utilidade / CI. Teoria da utilidade / CI. Teoria da utilidade / CI

Teoria da utilidade / CI. Sumário. Teoria da utilidade / CI. Teoria da utilidade / CI. Teoria da utilidade / CI. Teoria da utilidade / CI Sumário Teoria da utilidade Bens complementares Bens substitutos Vimos que os agentes económicos Confrontam-se com cabazes E que dos seus gostos/preferências resulta uma função de utilidade u: Se A f B

Leia mais

X.0 Sucessões de números reais 1

X.0 Sucessões de números reais 1 «Tal como a tecnologia requer as tøcnicas da matemætica aplicada, tambøm a matemætica aplicada requer as teorias do nœcleo central da matemætica pura. Da l gica matemætica topologia algøbrica, da teoria

Leia mais

Aulas on line MATERIAL 01 MICROECONOMIA PROFº CARLOS RAMOS. www.cursoparaconcursos.com.br

Aulas on line MATERIAL 01 MICROECONOMIA PROFº CARLOS RAMOS. www.cursoparaconcursos.com.br Curso para Concursos Módulo de Microeconomia Sumário 1. Introdução 2 2. Demanda e Oferta 8 3. Teoria do Consumidor 36 4. Teoria da Firma 52 5. Estruturas de Mercado 70 6. Questões de Concursos 85 7. Gabarito

Leia mais

MATERIAL DIDÁTICO A REALIDADE DOS SISTEMAS DE EQUAÇÕES

MATERIAL DIDÁTICO A REALIDADE DOS SISTEMAS DE EQUAÇÕES MATERIAL DIDÁTICO A REALIDADE DOS SISTEMAS DE EQUAÇÕES Prof. ANTONIO ROBERTO GONÇALVES Aprendizagem de Conceitos Se você precisa encontrar o volume de um silo de milho, a distância percorrida por um carro

Leia mais

11-1Introdução à Microeconomia Bibliografia: Lipsey & Chrystal cap.33 Samuelson cap. 35

11-1Introdução à Microeconomia Bibliografia: Lipsey & Chrystal cap.33 Samuelson cap. 35 11-1 Introdução à Microeconomia 1º ano da licenciatura de Gestão ISEG 2004 / 5 1º semestre Bibliografia: Lipsey & Chrystal cap.33 Samuelson cap. 35 11-2 Aspectos principais Os ganhos do comércio resultam

Leia mais

IBM1018 Física Básica II FFCLRP USP Prof. Antônio Roque Aula 6. O trabalho feito pela força para deslocar o corpo de a para b é dado por: = =

IBM1018 Física Básica II FFCLRP USP Prof. Antônio Roque Aula 6. O trabalho feito pela força para deslocar o corpo de a para b é dado por: = = Energia Potencial Elétrica Física I revisitada 1 Seja um corpo de massa m que se move em linha reta sob ação de uma força F que atua ao longo da linha. O trabalho feito pela força para deslocar o corpo

Leia mais

Exercícios Resolvidos sobre: II A Representação da Economia e a Contabilidade Nacional

Exercícios Resolvidos sobre: II A Representação da Economia e a Contabilidade Nacional Exercícios Resolvidos sobre: II A Representação da Economia e a Contabilidade Nacional Contabilidade Nacional Questão 6 O nosso objectivo é conhecer o valor da produção da economia ou PIB. Se as empresas

Leia mais

O Modelo AD-AS ou Modelo a Preços Variáveis

O Modelo AD-AS ou Modelo a Preços Variáveis O Modelo AD-AS ou Modelo a Preços Variáveis Macroeconomia 61024 Esta apresentação não dispensa a leitura integral do capítulo 5 do livro Sotomayor, Ana Maria e Marques, Ana Cristina. (2007). Macroeconomia.

Leia mais

Krugman & Obstfeld, Cap. 3; WTP, Cap. 6

Krugman & Obstfeld, Cap. 3; WTP, Cap. 6 O odelo de Fatores Específicos Krugman & Obstfeld, Cap. 3; WTP, Cap. 6 Obs.: Estas notas de aula não foram submetidas a revisão, tendo como única finalidade a orientação da apresentação em classe. Comentários

Leia mais

APLICAÇÕES DA DERIVADA

APLICAÇÕES DA DERIVADA Notas de Aula: Aplicações das Derivadas APLICAÇÕES DA DERIVADA Vimos, na seção anterior, que a derivada de uma função pode ser interpretada como o coeficiente angular da reta tangente ao seu gráfico. Nesta,

Leia mais

2. Imagine um mercado que apresenta as seguintes curvas de oferta e demanda: (Curva de Demanda)

2. Imagine um mercado que apresenta as seguintes curvas de oferta e demanda: (Curva de Demanda) Universidade de Brasília Departamento de Economia Disciplina: Economia Quantitativa I Professor: Carlos Alberto Período: 1/7 Segunda Prova Questões 1. Resolver a seguinte integral: 1 ln ( 1 + x.5 ) dx

Leia mais

Agenda. Preferências do Consumidor. Preferências do Consumidor. comportamento do consumidor: Comportamento do Consumidor. Comportamento do Consumidor

Agenda. Preferências do Consumidor. Preferências do Consumidor. comportamento do consumidor: Comportamento do Consumidor. Comportamento do Consumidor genda Comportamento do Consumidor Econ. Edilson guiais Material isponível em: www.puc.aguiais.com.br Restrições Orçamentárias Escolha do Consumidor Preferências Reveladas Utilidade Marginal e Escolhas

Leia mais

Capítulo 3: Comportamento do consumidor

Capítulo 3: Comportamento do consumidor Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 3, Consumidor :: EXERCÍCIOS 1. Neste capítulo, não foram consideradas mudanças nas preferências do consumidor por diversas mercadorias. Todavia, em determinadas situações,

Leia mais

FUNÇÃO REAL DE UMA VARIÁVEL REAL

FUNÇÃO REAL DE UMA VARIÁVEL REAL Hewlett-Packard FUNÇÃO REAL DE UMA VARIÁVEL REAL Aulas 01 a 04 Elson Rodrigues, Gabriel Carvalho e Paulo Luís Ano: 2015 Sumário INTRODUÇÃO AO PLANO CARTESIANO... 2 PRODUTO CARTESIANO... 2 Número de elementos

Leia mais

Prof. Tatiele Lacerda. Curso de administração

Prof. Tatiele Lacerda. Curso de administração Prof. Tatiele Lacerda Curso de administração Vamos estudar a política fiscal: nessa visão ela é mais influente para o atingimento do pleno emprego, sem inflação Modelo keynesiano básico: preocupa-se mais

Leia mais

Ferramenta de Testagem IECL Orientações para o Aluno (PT)

Ferramenta de Testagem IECL Orientações para o Aluno (PT) Ferramenta de Testagem IECL Orientações para o Aluno (PT) Índice 1 INTRODUÇÃO 3 2 REALIZAÇÃO DOS TESTES 3 2.1 Login 3 2.2 Verificação do áudio para o teste de Audição 5 2.3 Realização de um teste 5 3 Informação

Leia mais

Fundamentos da Ciência Econômica MÓDULO I - INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ECONOMIA. Ao final do estudo deste módulo, esperamos que você possa:

Fundamentos da Ciência Econômica MÓDULO I - INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ECONOMIA. Ao final do estudo deste módulo, esperamos que você possa: Fundamentos da Ciência Econômica MÓDULO I - INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ECONOMIA Ao final do estudo deste módulo, esperamos que você possa: Explicar o objeto de estudo da ciência econômica e seus conceitos

Leia mais

Capítulo 6: Produção. Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 6, Produção :: EXERCÍCIOS

Capítulo 6: Produção. Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 6, Produção :: EXERCÍCIOS Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 6, Produção :: EXERCÍCIOS 1. Suponha que um fabricante de cadeiras esteja produzindo a curto prazo, situação em que o equipamento é fixo. O fabricante sabe que, à medida que

Leia mais

Planificação Anual. Escola Secundária de Pombal - (400634) Referência ANO LECTIVO - 2010/ 2011 COMPETÊNCIAS GERAIS

Planificação Anual. Escola Secundária de Pombal - (400634) Referência ANO LECTIVO - 2010/ 2011 COMPETÊNCIAS GERAIS Planificação Anual Escola Secundária de Pombal - (400634) Referência Direcção Regional de Educação do Centro Equipa de Apoio às Escolas - Leiria ANO LECTIVO - 2010/ 2011 ÁREA DISCIPLINAR DE ECONOMIA E

Leia mais

As empresas agrícolas similares, consideradas de referência, apresentam em média os seguintes indicadores financeiros, que

As empresas agrícolas similares, consideradas de referência, apresentam em média os seguintes indicadores financeiros, que BLOCO 10 ASSUNTOS: Controlo Análise dos Registos Contabilísticos Balanço e Conta de Exploração PROBLEMAS: PROBLEMA 1 Os Balanços sucessivos dos anos n-2, n-1 e n referem-se a outra exploração agrícola

Leia mais

UML (Unified Modelling Language) Diagrama de Classes

UML (Unified Modelling Language) Diagrama de Classes UML (Unified Modelling Language) Diagrama de Classes I Classes... 2 II Relações... 3 II. Associações... 3 II.2 Generalização... 9 III Exemplos de Modelos... III. Tabelas de IRS... III.2 Exames...3 III.3

Leia mais

ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE PONTE DE LIMA. Economia e Gestão. Teoria da Produção

ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE PONTE DE LIMA. Economia e Gestão. Teoria da Produção ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE PONTE DE LIMA Economia e Gestão Teoria da Produção Traduzido e adaptado de: Doll, J.P., Orazem, F. (984). Production Economics Theory with Applications. New ork. John Wiley &

Leia mais

CONSERVAÇÃO DA ENERGIA MECÂNICA

CONSERVAÇÃO DA ENERGIA MECÂNICA Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa T3 Física Experimental I - 2007/08 CONSERVAÇÃO DA ENERGIA MECÂNICA 1. Objectivo Verificar a conservação da energia mecânica de

Leia mais

CAPÍTULO 10 CONCORRÊNCIA IMPERFEITA. Introdução

CAPÍTULO 10 CONCORRÊNCIA IMPERFEITA. Introdução CAPÍTULO 0 CONCORRÊNCIA IMPERFEITA Introdução Entre as duas situações extremas da concorrência perfeita e do monopólio existe toda uma variedade de estruturas de mercado intermédias, as quais se enquadram

Leia mais

Capítulo 1. x > y ou x < y ou x = y

Capítulo 1. x > y ou x < y ou x = y Capítulo Funções, Plano Cartesiano e Gráfico de Função Ao iniciar o estudo de qualquer tipo de matemática não podemos provar tudo. Cada vez que introduzimos um novo conceito precisamos defini-lo em termos

Leia mais

Microeconomia Teoria do Consumidor Oferta - Equilíbrio

Microeconomia Teoria do Consumidor Oferta - Equilíbrio Aula 6 Abordagens da Teoria do Consumidor Microeconomia Teoria do Consumidor Oferta - Equilíbrio Prof. Dr. Daniel Bertoli Gonçalves UNESP Sorocaba -SP Historicamente, ao observar-se o desenvolvimento da

Leia mais

Só Matemática O seu portal matemático http://www.somatematica.com.br FUNÇÕES

Só Matemática O seu portal matemático http://www.somatematica.com.br FUNÇÕES FUNÇÕES O conceito de função é um dos mais importantes em toda a matemática. O conceito básico de função é o seguinte: toda vez que temos dois conjuntos e algum tipo de associação entre eles, que faça

Leia mais

VAL- 1 VALOR EM FINANÇAS

VAL- 1 VALOR EM FINANÇAS VAL- 1 VALOR EM FINANÇAS VAL- 2! Objectivo: " Identificação de uma teoria do valor (ainda rudimentar)! Caso os mercados funcionem bem os preços igualarão o valor dos diferentes produtos e serviços.! Qual

Leia mais

ESAPL IPVC. Licenciatura em Engenharia do Ambiente e dos Recursos Rurais. Economia Ambiental

ESAPL IPVC. Licenciatura em Engenharia do Ambiente e dos Recursos Rurais. Economia Ambiental ESAPL IPVC Licenciatura em Engenharia do Ambiente e dos Recursos Rurais Economia Ambiental Tema 9 O Valor Económico do Meio Ambiente O porquê da Valorização Ambiental Como vimos em tudo o que para trás

Leia mais

2. CONTABILIDADE NACIONAL

2. CONTABILIDADE NACIONAL 2. CONTABILIDADE NACIONAL 2.1. MEDIÇÃO DO PRODUTO 1. Uma boa contabilidade transforma dados em informação. Estudamos contabilidade nacional por duas razões. Em primeiro lugar, porque fornece a estrutura

Leia mais

CÁLCULO DE ADIANTAMENTO SALARIAL

CÁLCULO DE ADIANTAMENTO SALARIAL CÁLCULO DE ADIANTAMENTO SALARIAL O cálculo de adiantamento salarial no Cordilheira Recursos Humanos é bem flexível e consegue atender muitas situações diferenciadas. Para que o cálculo seja efetuado de

Leia mais

Rotação de Espelhos Planos

Rotação de Espelhos Planos Rotação de Espelhos Planos Introdução Um assunto que costuma aparecer em provas, isoladamente ou como parte de um exercício envolvendo outros tópicos, é a rotação de espelhos planos. Neste artigo, exploraremos

Leia mais

Custos da empresa. Custos da empresa, economias de escala, gama e experiência

Custos da empresa. Custos da empresa, economias de escala, gama e experiência Custos da empresa, economias de escala, gama e experiência IST, LEGI - Teoria Económica II Margarida Catalão Lopes 1 Custos da empresa Como vimos, a óptima para a empresa depende da receita, mas depende

Leia mais

Utilização do SOLVER do EXCEL

Utilização do SOLVER do EXCEL Utilização do SOLVER do EXCEL 1 Utilização do SOLVER do EXCEL José Fernando Oliveira DEEC FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO MAIO 1998 Para ilustrar a utilização do Solver na resolução de

Leia mais

Noções de Economia. As sociedades humanas, de modo geral, se defrontam com três problemas econômicos fundamentais:

Noções de Economia. As sociedades humanas, de modo geral, se defrontam com três problemas econômicos fundamentais: 1 Noções de Economia 1. Microeconomia A Ciência Econômica, conhecida como ciência da escassez, parte do princípio que as necessidades humanas são ilimitadas, enquanto que os recursos necessários para que

Leia mais

E A D - S I S T E M A S L I N E A R E S INTRODUÇÃO

E A D - S I S T E M A S L I N E A R E S INTRODUÇÃO E A D - S I S T E M A S L I N E A R E S INTRODUÇÃO Dizemos que uma equação é linear, ou de primeiro grau, em certa incógnita, se o maior expoente desta variável for igual a um. Ela será quadrática, ou

Leia mais

I - Introdução à Contabilidade de Gestão 1.5 REVISÃO DE ALGUNS CONCEITOS FUNDAMENTAIS RECLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS

I - Introdução à Contabilidade de Gestão 1.5 REVISÃO DE ALGUNS CONCEITOS FUNDAMENTAIS RECLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS I - Introdução à Contabilidade de Gestão 1.5 REVISÃO DE ALGUNS CONCEITOS FUNDAMENTAIS RECLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS Custos Industriais e Custos Não Industriais Custos controláveis e não controláveis Custos

Leia mais

POLÍTICA DE PREÇO O EM PLANEAMENTO DE MARKETING

POLÍTICA DE PREÇO O EM PLANEAMENTO DE MARKETING COMPETÊNCIAS COGNITIVAS - Capacidade de análise crítica - ADENDA POLÍTICA DE PREÇO O EM PLANEAMENTO DE MARKETING Generalidades; A política de preço e o marketing mix os custos e os preços; a procura e

Leia mais

Introdução à Economia da Gestão Florestal

Introdução à Economia da Gestão Florestal ECONOMIA AMBIENTAL RECURSOS RENOVÁVEIS Introdução à Economia da Gestão Florestal PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE PESCAS E FLORESTAS As florestas são um recurso que se renova no recurso terra, enquanto que

Leia mais

Curso on-line BACEN Analista Finanças. Prova Resolvida Áreas 02 e 03

Curso on-line BACEN Analista Finanças. Prova Resolvida Áreas 02 e 03 FINANÇAS ANALISTA ÁREA 02 BACEN 2009 PROVA RESOLVIDA 38 Quando um investidor faz uma venda de um título a descoberto, isso significa que (A) comprou anteriormente a descoberto. (B) comprou e depois vendeu

Leia mais

Chapter 2. 2.1 Noções Preliminares

Chapter 2. 2.1 Noções Preliminares Chapter 2 Seqüências de Números Reais Na Análise os conceitos e resultados mais importantes se referem a limites, direto ou indiretamente. Daí, num primeiro momento, estudaremos os limites de seqüências

Leia mais

Colégio Estadual Dr. Xavier da Silva EF e EM. PIBID - FÍSICA Disciplina: Física 1º Ano EM Turma:A Atividade Experimental Conteúdo: Colisões

Colégio Estadual Dr. Xavier da Silva EF e EM. PIBID - FÍSICA Disciplina: Física 1º Ano EM Turma:A Atividade Experimental Conteúdo: Colisões Colégio Estadual Dr. Xavier da Silva EF e EM. PIBID - FÍSICA Disciplina: Física 1º Ano EM Turma:A Atividade Experimental Conteúdo: Colisões Aluno(a): Nº: Data: / /2014 INTRODUÇÃO: a) Se você pudesse escolher

Leia mais

AS FUNÇÕES PROCURA E OFERTA AGREGADAS (1ª VERSÃO)

AS FUNÇÕES PROCURA E OFERTA AGREGADAS (1ª VERSÃO) AS FUNÇÕES PROCURA E OFERTA AGREGADAS (1ª VERSÃO) 1 A FUNÇÃO PROCURA AGREGADA No final deste texto o leitor deverá ser capaz de: Compreender o conceito de função de procura agregada. Entender a curva de

Leia mais

DOCUMENTOS DE GESTÃO FINANCEIRA Realizado por GESTLUZ - Consultores de Gestão

DOCUMENTOS DE GESTÃO FINANCEIRA Realizado por GESTLUZ - Consultores de Gestão DOCUMENTOS DE GESTÃO FINANCEIRA Realizado por GESTLUZ - Consultores de Gestão A Análise das Demonstrações Financeiras Este artigo pretende apoiar o jovem empreendedor, informando-o de como utilizar os

Leia mais

9. Derivadas de ordem superior

9. Derivadas de ordem superior 9. Derivadas de ordem superior Se uma função f for derivável, então f é chamada a derivada primeira de f (ou de ordem 1). Se a derivada de f eistir, então ela será chamada derivada segunda de f (ou de

Leia mais

Disciplina: Economia & Negócios Líder da Disciplina: Ivy Jundensnaider Professora: Rosely Gaeta

Disciplina: Economia & Negócios Líder da Disciplina: Ivy Jundensnaider Professora: Rosely Gaeta Disciplina: Economia & Negócios Líder da Disciplina: Ivy Jundensnaider Professora: Rosely Gaeta NOTA DE AULA 01 O PROBLEMA ECONÔMICO Recursos Limitados versus Necessidades Ilimitadas A Economia é a área

Leia mais

Podemos encontrar uma figura interessante no PMBOK (Capítulo 7) sobre a necessidade de organizarmos o fluxo de caixa em um projeto.

Podemos encontrar uma figura interessante no PMBOK (Capítulo 7) sobre a necessidade de organizarmos o fluxo de caixa em um projeto. Discussão sobre Nivelamento Baseado em Fluxo de Caixa. Item aberto na lista E-Plan Podemos encontrar uma figura interessante no PMBOK (Capítulo 7) sobre a necessidade de organizarmos o fluxo de caixa em

Leia mais

Capítulo 1: Introdução à Economia

Capítulo 1: Introdução à Economia 1 Capítulo 1: Introdução à Economia Conceito de Economia Problemas Econômicos Fundamentais Sistemas Econômicos Curva (Fronteira de Possibilidades de Produção. Conceito de Custos de Oportunidade Análise

Leia mais

Conjuntos numéricos. Notasdeaula. Fonte: Leithold 1 e Cálculo A - Flemming. Dr. Régis Quadros

Conjuntos numéricos. Notasdeaula. Fonte: Leithold 1 e Cálculo A - Flemming. Dr. Régis Quadros Conjuntos numéricos Notasdeaula Fonte: Leithold 1 e Cálculo A - Flemming Dr. Régis Quadros Conjuntos numéricos Os primeiros conjuntos numéricos conhecidos pela humanidade são os chamados inteiros positivos

Leia mais

Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 2, Oferta e Demanda :: EXERCÍCIOS

Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 2, Oferta e Demanda :: EXERCÍCIOS Capítulo 2: O Básico sobre a Oferta e a Demanda Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 2, Oferta e Demanda :: EXERCÍCIOS 1. Considere um mercado competitivo no qual as quantidades anuais demandadas e ofertadas

Leia mais

b) Considere a hipótese de se vir a produzir no Monte da Ribeira tomate para a indústria e suínos alentejanos nas zonas de utilização do

b) Considere a hipótese de se vir a produzir no Monte da Ribeira tomate para a indústria e suínos alentejanos nas zonas de utilização do BLOCO 8 ASSUNTOS: Plano de produção e orçamento global da empresa PROBLEMAS: PROBLEMA 1 a) Analise o Plano Actual de produção do Monte da Ribeira com base nos elementos fornecidos no quadro seguinte. Plano

Leia mais

Construção do Boxplot utilizando o Excel 2007

Construção do Boxplot utilizando o Excel 2007 1 Construção do Boxplot utilizando o Excel 2007 (1 Passo) Vamos digitar os dados na planilha. Para isso temos três banco de dados (Dados 1, Dados 2 e Dados 3), no qual irão gerar três Boxplot. Figura 1

Leia mais

DEIDepartamento. Programação III Engenharia Informática e Comunicações. Engenharia

DEIDepartamento. Programação III Engenharia Informática e Comunicações. Engenharia Engenharia DEIDepartamento Informática Morro do Lena, Alto Vieiro Apart. 4163 2401 951 Leiria Tel.: +351 244 820 300 Fax.: +351 244 820 310 E-mail: estg@estg.iplei.pt http://www.estg.iplei.pt Programação

Leia mais

Correlação e Regressão Linear

Correlação e Regressão Linear Correlação e Regressão Linear A medida de correlação é o tipo de medida que se usa quando se quer saber se duas variáveis possuem algum tipo de relação, de maneira que quando uma varia a outra varia também.

Leia mais

FICHA DE TRABALHO DERIVADAS I PARTE. 1. Uma função f tem derivadas finitas à direita e à esquerda de x = 0. Então:

FICHA DE TRABALHO DERIVADAS I PARTE. 1. Uma função f tem derivadas finitas à direita e à esquerda de x = 0. Então: FICHA DE TRABALHO DERIVADAS I PARTE. Uma função f tem derivadas finitas à direita e à esquerda de = 0. Então: (A) f tem necessariamente derivada finita em = 0; (B) f não tem com certeza derivada finita

Leia mais