As leis da procura e oferta são fundamentais para o entendimento correcto do funcionamento do sistema de mercado.

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "As leis da procura e oferta são fundamentais para o entendimento correcto do funcionamento do sistema de mercado."

Transcrição

1 CAPÍTULO 3 PROCURA, OFERTA E PREÇOS Introdução As leis da procura e oferta são fundamentais para o entendimento correcto do funcionamento do sistema de mercado. O conhecimento destas leis requer que, em primeiro lugar, se compreenda o que determina a procura e a oferta de produtos específicos. Posto isto, veremos de que forma a procura e a oferta em conjunto determinam os preços e as quantidades que são compradas e vendidas dos bens. Finalmente, examinaremos o modo como o sistema de preços permite que a economia possa responder às muitas mudanças que sobre ela são impostas. Neste capítulo introduzem-se os elementos básicos da procura, da oferta e dos preços. 3.1 Procura O que determina a procura de um dado produto? A razão substantiva desta questão reside na ideia de querermos compreender os motivos pelos quais os consumidores compram uma determinada quantidade de cada um dos produtos. Vamos por isso, de forma intuitiva, introduzir a teoria neoclássica que explica o consumo de um qualquer produto típico.

2 Significado da Quantidade Procurada A quantidade procurada de um produto é a quantidade total desse produto que os consumidores de uma economia desejam comprar num dado período de tempo. Admitimos aqui o consumo total de um bem. Mais adiante, no capítulo correspondente à teoria do consumidor, discutiremos em detalhe o comportamento dos consumidores individuais, ou seja, examinaremos as procuras individuais. Voltando ao conceito da quantidade procurada, três aspectos devem ser realçados. Primeiro, a quantidade procurada é uma quantidade desejada. É a quantidade que os consumidores desejam comprar quando confrontados com um determinado preço do produto, os preços de outros produtos, os seus rendimentos, as suas preferências e todos os outros factores de influência. Observe-se que a quantidade desejada não é o mesmo que a quantidade realmente (ou efectivamente) comprada. Segundo, a quantidade desejada não é uma quantidade ilusória, é simplesmente uma quantidade que as pessoas se dispõem a comprar, dado o preço que têm de pagar. Terceiro, a quantidade procurada constitui um fluxo contínuo de compras. Deve por isso ser expressa quantitativamente por período de tempo. Por exemplo, 1 milhão de unidades por dia, 7 milhões por semana, ou 365 milhões por ano. Ao conceito de variável fluxo contrapõe-se o conceito de variável stock que se mede num ponto bem determinado de tempo. Um exemplo deste último caso é a quantidade de um produto armazenado num dado dia. A quantidade de um produto, que os consumidores desejam comprar num período de tempo, depende das seguintes variáveis: (1) preço do produto em causa; (2) rendimento médio das famílias; (3) preços dos produtos relacionados; (4) preferências dos consumidores; (5) distribuição do rendimento da economia; (6) população da sociedade; e (7) expectativas quanto ao futuro. É extremamente difícil determinar a influência separada de cada uma destas variáveis sobre a quantidade procurada quando se consideram as variações simultâneas de todas elas. O processo correcto de análise destas influências separadas consiste em manter 2

3 constantes todas as variáveis à excepção da variável cujo efeito se pretende estudar. Uma vez feito o estudo do efeito separado de cada uma das variáveis, é então possível analisar o efeito combinado de todas as variáveis. Em termos matemáticos, o efeito separado é estudado através da derivada parcial da variável dependente em relação à variável escolhida; e o efeito total pelo diferencial total da variável dependente. Na terminologia científica, a frase manter todas as outras variáveis constantes é referida por sendo outras coisas iguais ou outras coisas dadas ou ainda a frase ceteris paribus do latim. Exemplificando, a influência do preço do trigo sobre a quantidade procurada de trigo, ceteris paribus, significa medir o efeito da variação do preço do trigo sobre a quantidade procurada deste produto, mantendo todas as outras variáveis de influência constantes Quantidade Procurada e Preço A teoria sobre o modo como os preços dos produtos são determinados requer o estudo da relação funcional entre as quantidades procuradas de cada produto e os seus preços. Quer isto dizer que as outras influências são mantidas constantes. A proposição económica básica sobre esta relação funcional afirma que o preço e a quantidade procurada de um produto estão negativamente relacionadas, ceteris paribus. Ou seja, quanto maior é o preço, menor é a quantidade procurada; e quanto menor é o preço, maior é a quantidade procurada. O grande economista britânico Alfred Marshall ( ) designou esta relação fundamental por lei da procura. Veremos, no Capítulo 6, de que modo esta relação é deduzida a partir de hipóteses básicas sobre o comportamento do consumidor. Contudo, mesmo nesta fase de estudo, é legítimo que se pergunte sobre os motivos essenciais dessa relação. Fazendo apelo à intuição, é possível que se chegue à resposta. Considere um qualquer produto e admita que o seu preço varia, mantendo-se todas as outras influências constantes. Quando o preço aumenta, o produto torna-se mais caro para satisfazer as vontades humanas. Em consequência, alguns consumidores deixarão de 3

4 comprar o produto; outros diminuirão a quantidade do produto que desejam comprar; haverá no entanto um grupo mais restrito de consumidores que continuará a desejar comprar a mesma quantidade. Em resumo, porque muitos consumidores procurarão transferir, parcial ou totalmente, o consumo para outros produtos similares, menos será comprado do produto cujo preço aumentou. Raciocínio análogo se aplica quando o preço do produto baixa Lista de Procura e Curva de Procura A lista de procura é uma forma de ilustrar a relação entre a quantidade procurada e o preço de um produto, sendo outras coisas iguais. É um quadro numérico que mostra a quantidade procurada para cada nível de preço. Sugere-se que se veja o Quadro 3.2 em [Lipsey e Chrystal (2004) 43]. Uma forma alternativa de ilustrar a relação entre a quantidade procurada e o preço é desenhar um gráfico. A Figura 3.3 [Lipsey e Chrystal (2004) 43] é um exemplo. O preço está representado no eixo vertical e a quantidade procurada do produto (ovos medidos em milhares de dúzias por mês) está expressa no eixo horizontal. A curva suave de inclinação negativa é designada curva de procura, que mostra a quantidade que os consumidores desejam comprar para cada nível de preço. A inclinação negativa da curva indica que a quantidade procurada aumenta quando o preço baixa. Um ponto qualquer na curva é um par ordenado que exprime uma combinação específica de preço e quantidade procurada. A curva de procura, como um todo, mostra mais do que isto. Representa a relação entre a quantidade procurada e o preço, mantendo-se outras coisas iguais. Quando os economistas se referem à procura num mercado específico, referem-se não a uma quantidade específica que é procurada num dado período de tempo (ou seja, um ponto específico na curva), mas à curva no seu todo. Diferente é a noção da quantidade procurada que é geometricamente traduzida por um ponto na curva. 4

5 3.1.4 Deslocações da Curva de Procura A curva de procura é desenhada assumindo-se que, à excepção do preço do produto, as outras variáveis explicativas da procura se mantêm constantes. O que sucede se estas variáveis se alterarem? Por exemplo, admitamos um aumento nos rendimentos das famílias, permanecendo o preço do produto constante. Se as famílias aumentarem as compras do produto, a nova quantidade procurada não pode ser representada por um ponto na curva de procura original. A nova quantidade é representada numa nova curva de procura situada à direita da curva original, como se mostra na Figura 3.4 [Lipsey e Chrystal (2004) 44]. O processo da deslocação da curva de procura resulta de uma regra geral. A alteração em qualquer das variáveis explicativas da procura, previamente mantidas constantes, implica a deslocação da curva de procura para uma nova posição. Consideremos apenas o caso das variações nos preços dos produtos relacionados. Outros casos, também relevantes, são explicados no manual recomendado [Lipsey e Chrystal (2004) 43-46]. A inclinação negativa da curva de procura implica que quando o preço de um produto baixa, o produto torna-se menos dispendioso em relação aos produtos que proporcionam a mesma satisfação das necessidades e desejos. Estes produtos são chamados produtos substitutos. O mesmo efeito analisado emerge quando os preços destes substitutos aumentam. Em qualquer dos casos, a quantidade procurada do produto em causa aumenta. Mas, a variação nos preços dos substitutos de um produto implica a deslocação da curva de procura deste produto para uma nova posição. Se os preços dos substitutos aumentarem, a curva de procura do produto relacionado desloca-se para a direita. Contrariamente, se os preços dos substitutos baixarem, a curva de procura desloca-se para a esquerda. Situação distinta é a dos produtos complementares que são produtos que tendem a ser usados conjuntamente. Por exemplo, automóveis e gasolina são complementares. A baixa de preços num destes produtos ocasiona o aumento da quantidade comprada de ambos os produtos. Consequentemente, a diminuição do preço de um complementar de um produto implica a deslocação para a direita da curva de procura deste produto. 5

6 3.1.5 Variação na Procura e Variação na Quantidade Procurada Vimos que a noção de procura está associada à totalidade da curva de procura e que a noção de quantidade procurada está associada à quantidade que é procurada para um dado preço, ou seja, um ponto específico na curva de procura. Por isso, o termo variação na procura descreve a variação da quantidade procurada para cada um dos níveis de preço, e o termo variação na quantidade procurada descreve o movimento de um ponto da curva de procura para um outro ponto que pode estar posicionado na curva de procura original ou numa nova curva de procura. Deste modo, a variação na quantidade procurada pode resultar de modo seguinte: (1) da deslocação da curva de procura com o preço constante; (2) do movimento ao longo da curva de procura em consequência da variação no preço; e (3) da combinação destes dois efeitos. 3.2 Oferta O que determina as quantidades de produtos que são produzidos e oferecidos para a venda? A discussão mais detalhada dos problemas da oferta será feita mais adiante, na Parte 3, do programa da disciplina. Por agora importa apenas examinar a relação básica entre o preço de um produto e a quantidade produzida e oferecida para a venda e, ainda, examinar os factores que promovem a alteração desta relação básica Significado da Quantidade Oferecida A quantidade de um produto que uma empresa deseja vender, num dado período de tempo, é designada quantidade oferecida desse produto. A quantidade oferecida é uma variável fluxo, ou seja, uma dada quantidade por unidade de tempo. Observe-se também que a quantidade oferecida é a quantidade que as empresas se dispõem a oferecer para a 6

7 venda, ou seja, não corresponde necessariamente à quantidade que de facto é vendida. Esta última é expressa por quantidade realmente (ou efectivamente) vendida. A quantidade de um produto que as empresas se dispõem a produzir e oferecer para a venda é influenciada pelas seguintes variáveis: (1) preço do produto; (2) preços dos factores de produção (inputs); (3) tecnologia; e (4) número de empresas. Para o estudo da influência separada de cada uma destas variáveis sobre a produção e a oferta, fazemos uso da hipótese ceteris paribus, como explicámos anteriormente Quantidade Oferecida e Preço Observa-se que existe uma relação funcional entre a quantidade oferecida e o preço de um produto. Para um grande número de produtos, a proposição económica básica sobre esta relação funcional afirma que o preço e a quantidade oferecida de um produto estão positivamente relacionadas, ceteris paribus. Ou seja, quanto maior é o preço, maior é a quantidade oferecida; e quanto menor é o preço, menor é a quantidade oferecida. Mais adiante, no capítulo correspondente à teoria do produtor, ofereceremos uma explicação mais detalhada e fundamentada desta questão. Nesta fase de estudo, fazemos apenas apelo à intuição sobre a razão de ser dessa relação funcional. Facilmente se aceita que haja mais produção se com isto os lucros das empresas aumentarem. Quando o preço do produto aumenta e os preços dos factores de produção permanecem constantes, os lucros aumentam com o mesmo nível de produção. Contudo, neste cenário, os lucros crescem ainda mais se houver uma maior produção. Conclui-se assim que, quando o preço de um produto cresce, a quantidade oferecida deste produto cresce Lista de Oferta e Curva de Oferta A relação funcional discutida pode ser ilustrada por uma lista de oferta que é um quadro numérico que mostra a relação entre a quantidade oferecida e o preço de um produto, 7

8 mantendo-se outras coisas iguais. A Tabela 3.4 [Lipsey e Chrystal (2004) 47] é uma lista de oferta de ovos. A curva de oferta de um produto é a representação gráfica da lista de oferta desse produto. A Figura 3.6 [Lipsey e Chrystal (2004) 47] é um exemplo da curva de oferta. Cada um dos pontos na curva de oferta representa uma combinação específica de preço e quantidade. A curva no seu todo mostra mais do que isto. A curva de oferta exprime a relação entre a quantidade oferecida e o preço, permanecendo constantes outras variáveis de influência. A inclinação positiva da curva indica que a quantidade oferecida aumenta quando o preço aumenta. Note-se que o termo oferta reporta-se à relação funcional total entre a quantidade oferecida e o preço de um produto, estando subjacente a ideia de que as outras variáveis explicativas permanecem constantes. Um ponto específico na curva de oferta exprime apenas a quantidade oferecida para um dado preço Deslocações da Curva de Oferta A deslocação da curva de oferta implica que, para cada nível de preço, uma quantidade diferente da inicial é oferecida. A deslocação à direita significa uma maior quantidade oferecida e a deslocação à esquerda uma menor quantidade oferecida, para cada um dos níveis de preço de um produto. A Figura 3.7 [Lipsey e Chrystal (2004) 48] constitui um exemplo de deslocação à direita. A regra geral que explica a deslocação da curva de oferta é a que se segue. A alteração em qualquer das variáveis explicativas da oferta, à excepção do preço do produto, causa a deslocação da curva para uma nova posição. Enumerámos acima as variáveis que motivam isto: preços dos factores de produção, tecnologia e número de empresas. Consideremos aqui apenas o caso do número de empresas. Admitindo um dado conjunto de preços e tecnologia, a quantidade oferecida de um produto depende do número de empresas que produzem e vendem esse produto. Se o número de empresas que fabricam este produto aumentar, então a oferta de produção no mercado aumentará e, em 8

9 consequência, a curva de oferta do produto deslocar-se-á para a direita. Contrariamente, a redução do número de empresas deslocará a curva para a esquerda Variação na Oferta e Variação na Quantidade Oferecida É relevante a distinção entre o movimento ao longo de uma curva de oferta e a deslocação dessa curva para uma nova posição. O termo variação na oferta descreve a deslocação da curva de oferta, ou seja, a variação na quantidade oferecida para cada um dos níveis de preço. O termo variação na quantidade oferecida descreve o movimento de um ponto da curva de oferta para um outro ponto, situado na mesma curva ou numa nova curva de oferta. Deste modo, a variação na quantidade oferecida pode resultar: (1) da variação na oferta, com o preço mantido constante; (2) do movimento ao longo de uma dada curva de oferta motivado pela variação no preço; e (3) da combinação destes dois efeitos. 3.3 Determinação do Preço Examinámos até agora a procura e a oferta de modo separado. Mas a interacção entre estas duas forças de mercado é central para se compreender a forma de determinação do preço de mercado de um produto. A Figura 3.9 [Lipsey e Chrystal (2004) 49] mostra as curvas de procura e de oferta conjuntamente. As quantidades procuradas e oferecidas de ovos, para cada nível de preço, podem agora ser comparadas. Observe-se que, na figura, existe apenas um preço que permite igualar a procura e a oferta. Quando o preço é igual a 1,5 unidades monetárias 1, as quantidades procurada e oferecida são iguais a 77,5 milhares de dúzias de ovos por mês. O ponto E exprime esta situação. O preço abaixo de 1,5 unidades monetárias implica um excesso de procura, porque a quantidade procurada é maior que a quantidade oferecida. O preço acima de 1,5 9

10 unidades monetárias implica um excesso de oferta, porque a quantidade oferecida é maior que a quantidade procurada. Em todos os casos de excesso de oferta, as empresas procurarão baixar o preço do produto para se livrarem dos excedentes de produção existentes. Similarmente, os compradores, ao observarem a existência desses excedentes, oferecerão também preços mais baixos na compra do produto. Ou seja, o excesso de oferta conduz à diminuição do preço do produto. Em todos os casos de excesso de procura, haverá potenciais compradores que não poderão realizar a compra de quantidades do produto que desejam. Gerando-se uma situação de rivalidade de consumo entre os compradores insatisfeitos, estes procurarão oferecer preços mais altos de compra. Apercebendo-se disto, os vendedores procurarão colher mais ganhos com a subida do preço do produto. Ou seja, o excesso de procura conduz ao aumento do preço do produto. Admitamos agora de novo o preço de 1,5 unidades monetárias. Neste caso, a quantidade de venda desejada pelas empresas é igual à quantidade de compra desejada pelos compradores. Não havendo, nem excesso de procura, nem excesso de oferta, não haverá qualquer pressão sobre o preço do produto no sentido de aumento ou de diminuição. É uma situação de equilíbrio de mercado. O equilíbrio implica uma situação de repouso entre forças opostas. O preço de equilíbrio é o preço para o qual o preço de mercado efectivo tende. Uma vez estabelecido e não havendo quaisquer choques exógenos, o preço de equilíbrio persistirá no mercado. Significa isto que poderá mudar de posição com as deslocações das curvas de procura e de oferta (estas deslocações são provocadas pelos choques exógenos). A igualdade da quantidade procurada e da quantidade oferecida constitui uma condição de equilíbrio de mercado. Mais rigorosamente então, o preço de equilíbrio é o preço que requer a verificação desta condição. 1 Na figura as unidades monetárias estão representadas em libras. A conversão em outras unidades de moeda é um mero exercício matemático. 10

11 O preço que não iguala a quantidade procurada e a quantidade oferecida é designado preço de desequilíbrio. O excesso de procura ou o excesso de oferta colocam o mercado em estado de desequilíbrio, no qual o preço de mercado estará em processo de mudança. 3.4 Leis da Procura e Oferta Variações em qualquer das variáveis, à excepção do preço do produto, que influenciam a quantidade procurada ou oferecida causam a deslocação da curva de procura ou da curva de oferta ou de ambas, dependendo cada caso de deslocação das variáveis que mudam. São possíveis quatro cenários: (1) o aumento da procura implica a deslocação para a direita da curva de procura; (2) a diminuição da procura implica a deslocação para a esquerda desta curva; (3) o aumento da oferta implica a deslocação para a direita da curva de oferta; e (4) a diminuição da oferta implica a deslocação para a esquerda desta última curva. O efeito de cada uma das deslocações pode ser estudado pelo método de estática comparada. Ou seja, compara-se o equilíbrio inicial com o equilíbrio final que resulta da mudança da variável exógena. O termo estática indica que se deixa de lado a análise da trajectória temporal do preço de equilíbrio de uma posição inicial para uma nova. O estudo desta trajectória é descrito pela análise dinâmica. Cada uma das quatro deslocações possíveis causa alterações que são descritas por uma das quatro leis da procura e oferta. Cada uma destas leis resume o que acontece quando uma posição inicial de equilíbrio é perturbada pela deslocação da curva de procura ou da curva de oferta. É necessário notar que, do ponto de vista da ciência económica, o termo lei é utilizado para significar que uma dada teoria é confirmada por um número substantivo de testes empíricos, não havendo certezas absolutas que as suas previsões estejam sempre asseguradas. As quatro leis da procura e oferta, ilustradas na Figura 3.10 [Lipsey e Chrystal (2004) 52], podem ser sintetizadas de modo seguinte: (1) o aumento da procura causa o aumento do preço de equilíbrio e da quantidade transaccionada de equilíbrio; (2) a diminuição da 11

12 procura causa a diminuição do preço de equilíbrio e da quantidade transaccionada de equilíbrio; (3) o aumento da oferta causa a diminuição do preço de equilíbrio e o aumento da quantidade transaccionada de equilíbrio; e (4) a diminuição da oferta causa o aumento do preço de equilíbrio e a diminuição da quantidade transaccionada de equilíbrio. A explicação intuitiva de cada uma destas leis é simples. Oferecemos a explicação para a primeira lei: o aumento da procura gera uma escassez no fornecimento do produto e, por isso, os compradores insatisfeitos dispõem-se a oferecer um preço mais alto pelo produto; a subida do preço motiva o aumento da produção e, deste modo, no novo equilíbrio de mercado, mais quantidades são transaccionadas com o preço mais alto. As explicações para os outros casos devem ser lidas no manual recomendado [Lipsey e Chrystal (2004) 51-52]. A teoria da determinação do preço de um produto, através da procura e da oferta, é elegante na sua simplicidade. Contudo, é poderosa e efectiva nas suas diversas aplicações. Nos capítulos subsequentes veremos isso. 3.5 Preços Absolutos e Preços Relativos Até agora não se definiu, de modo preciso, o preço de um produto. Assume uma grande importância, na teoria microeconómica, a definição do preço. Nesta fase de análise, importa apenas oferecer uma noção breve deste conceito, uma vez que a questão será retomada nos capítulos correspondentes às teorias do consumidor e do produtor. O preço de um produto é a quantia de dinheiro que deve ser gasta para se adquirir uma unidade desse produto. Este valor é designado preço absoluto ou preço monetário. Mas contém mais interesse a noção de preço relativo. O preço relativo de um produto é o quociente de dois preços absolutos. Mais precisamente, o preço relativo de um produto exprime o preço deste produto em termos de unidades físicas de um outro produto. Por exemplo, o preço relativo de um computador é igual a 10 máquinas de cálculo matemático. O que é relevante na análise da procura e da oferta é o preço de um produto relativamente aos preços de outros produtos, ou seja, o que é relevante é o preço relativo. 12

FACULDADE DE TECNOLOGIA DE SOROCABA

FACULDADE DE TECNOLOGIA DE SOROCABA FACULDADE DE TECNOLOGIA DE SOROCABA CURSO DE TECNOLOGIA EM ANÁLISE DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Sergio Manoel Tavares, AN091354 Sheila Perez Gimenes, AN091355 GRUPO 4 TEORIA DA DEMANDA E EQUILÍBRIO DE MERCADO

Leia mais

Teoria Básica de Oferta e Demanda

Teoria Básica de Oferta e Demanda Teoria Básica de Oferta e Demanda Este texto propõe que você tenha tido um curso introdutório de economia. Mas se você não teve, ou se sua teoria básica de economia está um pouco enferrujada, então este

Leia mais

ESAPL IPVC. Licenciatura em Engenharia do Ambiente e dos Recursos Rurais. Economia Ambiental

ESAPL IPVC. Licenciatura em Engenharia do Ambiente e dos Recursos Rurais. Economia Ambiental ESAPL IPVC Licenciatura em Engenharia do Ambiente e dos Recursos Rurais Economia Ambiental Tema 2 O MERCADO O Mercado Os Economistas estudam e analisam o funcionamento de uma série de instituições, no

Leia mais

O MODELO IS/LM: ECONOMIA FECHADA GRANDE ECONOMIA ABERTA. Vitor Manuel Carvalho 1G202 Macroeconomia I Ano lectivo 2008/09

O MODELO IS/LM: ECONOMIA FECHADA GRANDE ECONOMIA ABERTA. Vitor Manuel Carvalho 1G202 Macroeconomia I Ano lectivo 2008/09 O MODELO IS/LM: ECONOMIA FECHADA OU GRANDE ECONOMIA ABERTA Vitor Manuel Carvalho 1G202 Macroeconomia I Ano lectivo 2008/09 O modelo IS/LM, na sua versão mais simples, descreve, formalizando analítica e

Leia mais

Aula 2 Contextualização

Aula 2 Contextualização Economia e Mercado Aula 2 Contextualização Prof. Me. Ciro Burgos Importância de se conhecer o funcionamento dos mercados Diferenciação de mercado Comportamento dos consumidores e firmas; formação de preços;

Leia mais

Exercícios Resolvidos sobre: I - Conceitos Elementares

Exercícios Resolvidos sobre: I - Conceitos Elementares Exercícios Resolvidos sobre: I - Conceitos Elementares Grupo II O Problema da Escassez e da Escolha Questão 1 Comecemos por explicitar o que se entende por bem económico: um bem económico é qualquer coisa

Leia mais

5-1 Introdução à Microeconomia Bibliografia: Lipsey & Chrystal cap.6, 7 Samuelson cap. 5

5-1 Introdução à Microeconomia Bibliografia: Lipsey & Chrystal cap.6, 7 Samuelson cap. 5 5-1 Introdução à Microeconomia 1º ano da licenciatura de Gestão ISEG 2004 / 5 1º semestre Bibliografia: Lipsey & Chrystal cap.6, 7 Samuelson cap. 5 5-2 Principais questões A utilidade marginal é um conceito

Leia mais

Microeconomia Teoria do Consumidor Oferta - Equilíbrio

Microeconomia Teoria do Consumidor Oferta - Equilíbrio Aula 6 Abordagens da Teoria do Consumidor Microeconomia Teoria do Consumidor Oferta - Equilíbrio Prof. Dr. Daniel Bertoli Gonçalves UNESP Sorocaba -SP Historicamente, ao observar-se o desenvolvimento da

Leia mais

O Modelo AD-AS ou Modelo a Preços Variáveis

O Modelo AD-AS ou Modelo a Preços Variáveis O Modelo AD-AS ou Modelo a Preços Variáveis Macroeconomia 61024 Esta apresentação não dispensa a leitura integral do capítulo 5 do livro Sotomayor, Ana Maria e Marques, Ana Cristina. (2007). Macroeconomia.

Leia mais

ELASTICIDADE DE DEMANDA E ASPECTOS RELEVANTES DE GESTÃO DE VENDAS

ELASTICIDADE DE DEMANDA E ASPECTOS RELEVANTES DE GESTÃO DE VENDAS ELASTICIDADE DE DEMANDA E ASPECTOS RELEVANTES DE GESTÃO DE VENDAS Cássia Naomi Obara Edson Lazdenas Luciana Harumi Mizobuchi RESUMO Através das Leis da Oferta e da Procura é possível apontar a direção

Leia mais

Economia Geral e Regional. Professora: Julianna Carvalho

Economia Geral e Regional. Professora: Julianna Carvalho Economia Geral e Regional Professora: Julianna Carvalho 1 Introdução à Economia Conceito Segundo VASCONCELOS, 2011, p. 2) é: a ciência social que estuda de que maneira a sociedade decide (escolhe) empregar

Leia mais

Teoria pertence ao grupo das teorias objetivas, conduzindo a análise do valor para o terreno da oferta e dos custos de produção.

Teoria pertence ao grupo das teorias objetivas, conduzindo a análise do valor para o terreno da oferta e dos custos de produção. VALOR Questões : 1. O que é que determina o valor de um bem? 2. De que elementos dependem os valores atribuídos aos bens e serviços normalmente transacionados? VALOR TRABALHO David Ricardo: O valor de

Leia mais

ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha

ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha Introdução: economias abertas Problema da liquidez: Como ajustar desequilíbrios de posições entre duas economias? ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha Como o cada tipo de ajuste ( E, R,

Leia mais

O Comportamento da Taxa de Juros. Introdução. Economia Monetária I (Turma A) - UFRGS/FCE 6/10/2005. Prof. Giácomo Balbinotto Neto 1

O Comportamento da Taxa de Juros. Introdução. Economia Monetária I (Turma A) - UFRGS/FCE 6/10/2005. Prof. Giácomo Balbinotto Neto 1 O Comportamento da Taxa de Juros Prof. Giácomo Balbinotto Neto Introdução A taxa de juros é o preço que é pago por um tomador de empréstimos a um emprestador pelo uso dos recursos durante um determinado

Leia mais

8. Mercado de Trabalho, Emprego e Desemprego

8. Mercado de Trabalho, Emprego e Desemprego 8. Mercado de Trabalho, Emprego e Desemprego 8.1. Introdução 8.3. Interpretação Estática do Desemprego 8.4. Interpretação Dinâmica do Desemprego Burda & Wyplosz, 5ª Edição, Capítulo 5 1 8.1. Introdução

Leia mais

GABARITO LISTAS. 1. Dê 3 exemplos de tradeoffs importantes com que você se depara na vida.

GABARITO LISTAS. 1. Dê 3 exemplos de tradeoffs importantes com que você se depara na vida. DEZ PRINCIPIOS DE ECONOMIA - Lista 1 GABARITO LISTAS 1. Dê 3 exemplos de tradeoffs importantes com que você se depara na vida. Exemplos de tradeoffs incluem tradeoffs em relação ao tempo (como estudar

Leia mais

CAPÍTULO 10 CONCORRÊNCIA IMPERFEITA. Introdução

CAPÍTULO 10 CONCORRÊNCIA IMPERFEITA. Introdução CAPÍTULO 0 CONCORRÊNCIA IMPERFEITA Introdução Entre as duas situações extremas da concorrência perfeita e do monopólio existe toda uma variedade de estruturas de mercado intermédias, as quais se enquadram

Leia mais

A Análise IS-LM: Uma visão Geral

A Análise IS-LM: Uma visão Geral Interligação entre o lado real e o lado monetário: análise IS-LM Capítulo V A análise IS-LM procura sintetizar, em um só esquema gráfico, muitas situações da política econômica, por meio de duas curvas:

Leia mais

Microeconomia. Demanda

Microeconomia. Demanda Demanda www.unb.br/face/eco/ceema Macroanálise Teoria Econômica Microanálise Teoria do consumidor Teoria da produção/firma Análise estrutura de mercado Teoria do bem estar Regulação de preços de produtos,

Leia mais

A Taxa de Câmbio no Longo Prazo

A Taxa de Câmbio no Longo Prazo A Taxa de Câmbio no Longo Prazo Organização do Capítulo Introdução A Lei do Preço Único Paridade do Poder de Compra Modelo da Taxa de Câmbio de Longo Prazo Baseado na PPC A PPC e a Lei do Preço Único na

Leia mais

2004 / 5 1º semestre Bibliografia: Lipsey & Chrystal cap.8, 9 Samuelson cap. 6,7

2004 / 5 1º semestre Bibliografia: Lipsey & Chrystal cap.8, 9 Samuelson cap. 6,7 Introdução à Microeconomia 6-1 1º ano da licenciatura de Gestão ISEG 2004 / 5 1º semestre Bibliografia: Lipsey & Chrystal cap.8, 9 Samuelson cap. 6,7 6-2 Principais aspectos A função de produção. A produção

Leia mais

Módulo 2 Custos de Oportunidade e Curva de Possibilidades de Produção

Módulo 2 Custos de Oportunidade e Curva de Possibilidades de Produção Módulo 2 Custos de Oportunidade e Curva de Possibilidades de Produção 2.1. Custo de Oportunidade Conforme vínhamos analisando, os recursos produtivos são escassos e as necessidades humanas ilimitadas,

Leia mais

Análise de Arredondamento em Ponto Flutuante

Análise de Arredondamento em Ponto Flutuante Capítulo 2 Análise de Arredondamento em Ponto Flutuante 2.1 Introdução Neste capítulo, chamamos atenção para o fato de que o conjunto dos números representáveis em qualquer máquina é finito, e portanto

Leia mais

Força atrito. Forças. dissipativas

Força atrito. Forças. dissipativas Veículo motorizado 1 Trabalho Ocorrem variações predominantes de Por ex: Forças constantes Sistema Termodinâmico Onde atuam Força atrito É simultaneamente Onde atuam Sistema Mecânico Resistente Ocorrem

Leia mais

Modelo de Solow: Efeitos de Transição Dinâmica

Modelo de Solow: Efeitos de Transição Dinâmica Capítulo 4 Modelo de Solow: Efeitos de Transição Dinâmica No capítulo anterior vimos que, quando a economia atinge o seu equilíbrio de longo prazo, todas as variáveis endógenas passam a crescer a uma taxa

Leia mais

EXERCÍCIOS SOBRE PROCURA, OFERTA E EQUILÍBRIO DE MERCADO

EXERCÍCIOS SOBRE PROCURA, OFERTA E EQUILÍBRIO DE MERCADO EERCÍCIOS SOBRE PROCURA, OFERTA E EQUILÍBRIO DE MERCADO Exercício 1 1 Antes de proceder ao lançamento no mercado do bem, uma empresa encarregou um consultor de investigar as características da procura

Leia mais

Notas sobre a Fórmula de Taylor e o estudo de extremos

Notas sobre a Fórmula de Taylor e o estudo de extremos Notas sobre a Fórmula de Taylor e o estudo de etremos O Teorema de Taylor estabelece que sob certas condições) uma função pode ser aproimada na proimidade de algum ponto dado) por um polinómio, de modo

Leia mais

Também chamada Teoria de Preços, estuda o comportamento dos consumidores, produtores e o mercado onde estes interagem.

Também chamada Teoria de Preços, estuda o comportamento dos consumidores, produtores e o mercado onde estes interagem. Microeconomia Também chamada Teoria de Preços, estuda o comportamento dos consumidores, produtores e o mercado onde estes interagem. A macroeconomia, por sua vez, estuda os fenômenos da economia em geral,

Leia mais

Mercados de Bens e Financeiros: O Modelo IS-LM

Mercados de Bens e Financeiros: O Modelo IS-LM Mercados de Bens e Financeiros: O Modelo IS-LM Fernando Lopes - Universidade dos AçoresA Mercado de Bens e a Relação IS Existe equilíbrio no mercado de bens quando a produção, Y, é igual à procura por

Leia mais

Depressões e crises CAPÍTULO 22. Olivier Blanchard Pearson Education. 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/e Olivier Blanchard

Depressões e crises CAPÍTULO 22. Olivier Blanchard Pearson Education. 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/e Olivier Blanchard Depressões e crises Olivier Blanchard Pearson Education CAPÍTULO 22 Depressões e crises Uma depressão é uma recessão profunda e de longa duração. Uma crise é um longo período de crescimento baixo ou nulo,

Leia mais

Antes de iniciar a sua prova, tenha em atenção os seguintes aspectos:

Antes de iniciar a sua prova, tenha em atenção os seguintes aspectos: Nome Completo: (tal como consta do processo do aluno) Nº de Processo: Turma: Curso: Antes de iniciar a sua prova, tenha em atenção os seguintes aspectos: A duração da prova é de duas horas e trinta minutos

Leia mais

CAPÍTULO 15 MOEDA E CÂMBIOS. Introdução.

CAPÍTULO 15 MOEDA E CÂMBIOS. Introdução. CAPÍTULO 15 MOEDA E CÂMBIOS Introdução. Neste capítulo construímos o segundo e terceiro blocos do nosso modelo de uma macroeconomia aberta: os mercados da moeda e câmbios. No capítulo 14 exploramos o impacte

Leia mais

MACROECONOMIA (1º Ano Gestão, ano lectivo 2003/2004) Exercícios de Apoio ao Capítulo 4 (O mercado de bens)

MACROECONOMIA (1º Ano Gestão, ano lectivo 2003/2004) Exercícios de Apoio ao Capítulo 4 (O mercado de bens) 4.1. Determine a função representativa do consumo privado de uma economia em relação à qual se sabe o seguinte: - As intenções de consumo das famílias são caracterizadas por uma dependência linear relativamente

Leia mais

INTRODUÇÃO À MACROECONOMIA

INTRODUÇÃO À MACROECONOMIA UNIVERSIDADE DA MADEIRA Departamento de Gestão e Economia INTRODUÇÃO À MACROECONOMIA 2º Semestre 2004/2005 2º CADERNO DE EXERCÍCIOS Estudo dos Ciclos Económicos 1. O MERCADO DO PRODUTO 1.1. Modelo Simples

Leia mais

Sem figuras nem imagens, Entrelinha 1,5. Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

Sem figuras nem imagens, Entrelinha 1,5. Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Exame Nacional do Ensino Secundário Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/1.ª Fase 11 Páginas Sem figuras nem imagens, Entrelinha

Leia mais

Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 2, Oferta e Demanda :: EXERCÍCIOS

Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 2, Oferta e Demanda :: EXERCÍCIOS Capítulo 2: O Básico sobre a Oferta e a Demanda Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 2, Oferta e Demanda :: EXERCÍCIOS 1. Considere um mercado competitivo no qual as quantidades anuais demandadas e ofertadas

Leia mais

Noções de Economia. Módulo I

Noções de Economia. Módulo I Rede de Ensino LFG Curso Preparatório para Agente da Polícia Federal - Noções de Economia 1 Noções de Economia Módulo I 1. Microeconomia Conceitos fundamentais A Ciência Econômica é também conhecida como

Leia mais

B 02-(FCC/EMATER-2009)

B 02-(FCC/EMATER-2009) Ola, pessoal! Seguem aqui mais questões comentadas de Macroeconomia, visando a preparação para o excelente concurso de fiscal de rendas de SP. Todas as questões são da FCC. Bom treinamento! Marlos marlos@pontodosconcursos.com.br

Leia mais

Correlação e Regressão Linear

Correlação e Regressão Linear Correlação e Regressão Linear A medida de correlação é o tipo de medida que se usa quando se quer saber se duas variáveis possuem algum tipo de relação, de maneira que quando uma varia a outra varia também.

Leia mais

Legislação aplicada às comunicações

Legislação aplicada às comunicações Legislação aplicada às comunicações Fundamentos de competição Carlos Baigorri Brasília, março de 2015 Objetivo Conhecer os principais conceitos envolvidos na regulação econômica: Oferta e demanda Teoremas

Leia mais

Todos os exercícios sugeridos nesta apostila se referem ao volume 1. MATEMÁTICA I 1 FUNÇÃO DO 1º GRAU

Todos os exercícios sugeridos nesta apostila se referem ao volume 1. MATEMÁTICA I 1 FUNÇÃO DO 1º GRAU FUNÇÃO IDENTIDADE... FUNÇÃO LINEAR... FUNÇÃO AFIM... GRÁFICO DA FUNÇÃO DO º GRAU... IMAGEM... COEFICIENTES DA FUNÇÃO AFIM... ZERO DA FUNÇÃO AFIM... 8 FUNÇÕES CRESCENTES OU DECRESCENTES... 9 SINAL DE UMA

Leia mais

2. São grupos, respectivamente, de crédito na Conta 1 (PIB) e débito na Conta 2 (RNDB) das Contas Nacionais:

2. São grupos, respectivamente, de crédito na Conta 1 (PIB) e débito na Conta 2 (RNDB) das Contas Nacionais: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa Núcleo de Pós-Graduação e Pesquisa em Economia Mestrado Profissional em Desenvolvimento Regional e Gestão de Empreendimentos Locais

Leia mais

Capítulo 1. x > y ou x < y ou x = y

Capítulo 1. x > y ou x < y ou x = y Capítulo Funções, Plano Cartesiano e Gráfico de Função Ao iniciar o estudo de qualquer tipo de matemática não podemos provar tudo. Cada vez que introduzimos um novo conceito precisamos defini-lo em termos

Leia mais

Árvores Binárias Balanceadas

Árvores Binárias Balanceadas Árvores Binárias Balanceadas Elisa Maria Pivetta Cantarelli Árvores Balanceadas Uma árvore é dita balanceada quando as suas subárvores à esquerda e à direita possuem a mesma altura. Todos os links vazios

Leia mais

2 A Derivada. 2.1 Velocidade Média e Velocidade Instantânea

2 A Derivada. 2.1 Velocidade Média e Velocidade Instantânea 2 O objetivo geral desse curso de Cálculo será o de estudar dois conceitos básicos: a Derivada e a Integral. No decorrer do curso esses dois conceitos, embora motivados de formas distintas, serão por mais

Leia mais

(Esta questão vale dois pontos e a análise deve ser feita graficamente)

(Esta questão vale dois pontos e a análise deve ser feita graficamente) Universidade de Brasília Departamento de Economia Disciplina: Macroeconomia II Professor: Carlos Alberto Período: Verão/2012 Segunda Prova Questões 1. Na sala de aula fizemos um exercício bem simples.

Leia mais

UM CONCEITO FUNDAMENTAL: PATRIMÔNIO LÍQUIDO FINANCEIRO. Prof. Alvaro Guimarães de Oliveira Rio, 07/09/2014.

UM CONCEITO FUNDAMENTAL: PATRIMÔNIO LÍQUIDO FINANCEIRO. Prof. Alvaro Guimarães de Oliveira Rio, 07/09/2014. UM CONCEITO FUNDAMENTAL: PATRIMÔNIO LÍQUIDO FINANCEIRO Prof. Alvaro Guimarães de Oliveira Rio, 07/09/2014. Tanto as pessoas físicas quanto as jurídicas têm patrimônio, que nada mais é do que o conjunto

Leia mais

9. Derivadas de ordem superior

9. Derivadas de ordem superior 9. Derivadas de ordem superior Se uma função f for derivável, então f é chamada a derivada primeira de f (ou de ordem 1). Se a derivada de f eistir, então ela será chamada derivada segunda de f (ou de

Leia mais

Equações do primeiro grau

Equações do primeiro grau Módulo 1 Unidade 3 Equações do primeiro grau Para início de conversa... Você tem um telefone celular ou conhece alguém que tenha? Você sabia que o telefone celular é um dos meios de comunicação que mais

Leia mais

Definições (parágrafo 9) 9 Os termos que se seguem são usados nesta Norma com os significados

Definições (parágrafo 9) 9 Os termos que se seguem são usados nesta Norma com os significados Norma contabilística e de relato financeiro 14 Concentrações de actividades empresariais Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Relato Financeiro IFRS 3

Leia mais

ESAPL IPVC. Licenciatura em Engenharia do Ambiente e dos Recursos Rurais. Economia Ambiental

ESAPL IPVC. Licenciatura em Engenharia do Ambiente e dos Recursos Rurais. Economia Ambiental ESAPL IPVC Licenciatura em Engenharia do Ambiente e dos Recursos Rurais Economia Ambiental Tema 9 O Valor Económico do Meio Ambiente O porquê da Valorização Ambiental Como vimos em tudo o que para trás

Leia mais

6. Moeda, Preços e Taxa de Câmbio no Longo Prazo

6. Moeda, Preços e Taxa de Câmbio no Longo Prazo 6. Moeda, Preços e Taxa de Câmbio no Longo Prazo 6. Moeda, Preços e Taxa de Câmbio no Longo Prazo 6.1. Introdução 6.2. O Princípio da Neutralidade da Moeda 6.3. Taxas de Câmbio Nominais e Reais 6.4. O

Leia mais

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 14 CONCENTRAÇÕES DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS. Objectivo ( 1) 1 Âmbito ( 2 a 8) 2

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 14 CONCENTRAÇÕES DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS. Objectivo ( 1) 1 Âmbito ( 2 a 8) 2 NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 14 CONCENTRAÇÕES DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IFRS 3 Concentrações

Leia mais

PARTE I MERCADO: OFERTA X DEMANDA

PARTE I MERCADO: OFERTA X DEMANDA Introdução à Microeconomia PARTE I MERCADO: OFERTA X DEMANDA Prof. Marta Lemme IE/UFRJ 1º SEMESTRE 2011 O MERCADO Concorrência Perfeita Outros Mercados Oligopólio Monopólio Oligopsônio Monopsônio FALHAS

Leia mais

Noções de Pesquisa e Amostragem. André C. R. Martins

Noções de Pesquisa e Amostragem. André C. R. Martins Noções de Pesquisa e Amostragem André C. R. Martins 1 Bibliografia Silva, N. N., Amostragem probabilística, EDUSP. Freedman, D., Pisani, R. e Purves, R., Statistics, Norton. Tamhane, A. C., Dunlop, D.

Leia mais

Os Problemas de Natureza Econômica

Os Problemas de Natureza Econômica Os Problemas de Natureza Econômica 1 O PROBLEMA FUNDAMENTAL DA ECONOMIA Como já foi visto, a atividade económica numa sociedade é realizada com o propósito de produzir bens e serviços que se destinem à

Leia mais

Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas. Grupo de Pesquisa em Interação, Tecnologias Digitais e Sociedade - GITS

Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas. Grupo de Pesquisa em Interação, Tecnologias Digitais e Sociedade - GITS Universidade Federal da Bahia Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas Grupo de Pesquisa em Interação, Tecnologias Digitais e Sociedade - GITS Reunião de 18 de junho de 2010 Resumo

Leia mais

Equação do 1º Grau. Maurício Bezerra Bandeira Junior

Equação do 1º Grau. Maurício Bezerra Bandeira Junior Maurício Bezerra Bandeira Junior Introdução às equações de primeiro grau Para resolver um problema matemático, quase sempre devemos transformar uma sentença apresentada com palavras em uma sentença que

Leia mais

Como foi visto no tópico anterior, existem duas formas básicas para representar uma função lógica qualquer:

Como foi visto no tópico anterior, existem duas formas básicas para representar uma função lógica qualquer: ELETRÔNI IGITl I FUNÇÕES LÓGIS Formas de representação de uma função lógica omo foi visto no tópico anterior, existem duas formas básicas para representar uma função lógica qualquer: Soma de Produtos Produtos

Leia mais

TRABALHO DE ECONOMIA:

TRABALHO DE ECONOMIA: UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS - UEMG FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE ITUIUTABA - FEIT INSTITUTO SUPERIOR DE ENSINO E PESQUISA DE ITUIUTABA - ISEPI DIVINO EURÍPEDES GUIMARÃES DE OLIVEIRA TRABALHO DE ECONOMIA:

Leia mais

Capítulo 4. Moeda e mercado cambial. Objectivos do capítulo

Capítulo 4. Moeda e mercado cambial. Objectivos do capítulo Capítulo 4 Moeda e mercado cambial Objectivos do capítulo Perceber o papel das taxas de câmbio no comércio internacional. Como são determinadas as taxas de câmbio de equilíbrio no mercado internacional

Leia mais

Levando em conta decisões de investimento não-triviais.

Levando em conta decisões de investimento não-triviais. Levando em conta decisões de investimento não-triviais. Olivier Blanchard* Abril de 2002 *14.452. 2º Trimestre de 2002. Tópico 4. 14.452. 2º Trimestre de 2002 2 No modelo de benchmark (e na extensão RBC),

Leia mais

David Ricardo. Já a riqueza era entendida como os bens que as pessoas possuem, bens que eram necessários, úteis e agradáveis.

David Ricardo. Já a riqueza era entendida como os bens que as pessoas possuem, bens que eram necessários, úteis e agradáveis. David Ricardo David Ricardo nasceu em Londres, em 18 ou 19 de abril de 1772. Terceiro filho de um judeu holandês que fez fortuna na bolsa de valores, entrou aos 14 anos para o negócio do pai, para o qual

Leia mais

What Are the Questions?

What Are the Questions? PET-Economia UnB 06 de abril de 2015 Joan Robinson Mrs. Robinson Formou-se em Economia na Universidade de Cambridge em 1925 Em 1965, obteve a cadeira de professora titular em Cambridge Economista pós-keynesiana

Leia mais

Microeconomia II. Cursos de Economia e de Matemática Aplicada à Economia e Gestão

Microeconomia II. Cursos de Economia e de Matemática Aplicada à Economia e Gestão Microeconomia II Cursos de Economia e de Matemática Aplicada à Economia e Gestão AULA 2.6 Concorrência Monopolística: Modelo Espacial e Concorrência pela Variedade Isabel Mendes 2007-2008 18-03-2008 Isabel

Leia mais

Crescimento em longo prazo

Crescimento em longo prazo Crescimento em longo prazo Modelo de Harrod-Domar Dinâmica da relação entre produto e capital Taxa de poupança e produto http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ Modelo keynesiano Crescimento = expansão

Leia mais

Organização interna da empresa

Organização interna da empresa Organização interna da empresa IST, LEGI - Teoria Económica II Margarida Catalão Lopes 1 Duas questões neste capítulo: A) Em que circunstâncias as empresas preferirão englobar internamente as várias fases

Leia mais

EXAME PARA CONTABILISTA CERTIFICADO DELIBERAÇÃO Nº 001/CTEC/2013 - NOVEMBRO-DEZEMBRO DE 2013 PROVA DE ECONOMIA GERAL

EXAME PARA CONTABILISTA CERTIFICADO DELIBERAÇÃO Nº 001/CTEC/2013 - NOVEMBRO-DEZEMBRO DE 2013 PROVA DE ECONOMIA GERAL DELIBERAÇÃO Nº 001/CTEC/2013 - NOVEMBRO-DEZEMBRO DE 2013 PROVA DE I - Ao receber o Enunciado da Prova escreva seu nome e número do documento de identificação. II - Ao entregar a Prova, depois de resolvida,

Leia mais

Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 11, Determinação de Preços :: REVISÃO 1. Suponha que uma empresa possa praticar uma perfeita discriminação de preços de

Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 11, Determinação de Preços :: REVISÃO 1. Suponha que uma empresa possa praticar uma perfeita discriminação de preços de Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 11, Determinação de Preços :: REVISÃO 1. Suponha que uma empresa possa praticar uma perfeita discriminação de preços de primeiro grau. Qual será o menor preço que ela cobrará,

Leia mais

11-1Introdução à Microeconomia Bibliografia: Lipsey & Chrystal cap.33 Samuelson cap. 35

11-1Introdução à Microeconomia Bibliografia: Lipsey & Chrystal cap.33 Samuelson cap. 35 11-1 Introdução à Microeconomia 1º ano da licenciatura de Gestão ISEG 2004 / 5 1º semestre Bibliografia: Lipsey & Chrystal cap.33 Samuelson cap. 35 11-2 Aspectos principais Os ganhos do comércio resultam

Leia mais

Microeconomia I. Bibliografia. Elasticidade. Arilton Teixeira arilton@fucape.br 2012. Mankiw, cap. 5. Pindyck and Rubenfeld, caps. 2 e 4.

Microeconomia I. Bibliografia. Elasticidade. Arilton Teixeira arilton@fucape.br 2012. Mankiw, cap. 5. Pindyck and Rubenfeld, caps. 2 e 4. Microeconomia I Arilton Teixeira arilton@fucape.br 2012 1 Mankiw, cap. 5. Bibliografia Pindyck and Rubenfeld, caps. 2 e 4. 2 Elasticidade Será que as empresas conhecem as funções demanda por seus produtos?

Leia mais

DETERMINAÇÃO DO PREÇO NA EMPRESA

DETERMINAÇÃO DO PREÇO NA EMPRESA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS - IFCH DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E PLANEJAMENTO ECONÔMICO - DEPE CENTRO TÉCNICO ECONÔMICO DE ASSESSORIA EMPRESARIAL

Leia mais

O processo de criação de moeda. 1. Conceitos básicos 31

O processo de criação de moeda. 1. Conceitos básicos 31 Índice LISTA DE SÍMBOLOS 17 PREFÁCIO 23 INTRODUÇÃO 25 Capítulo 1 O processo de criação de moeda 1. Conceitos básicos 31 1.1. Moeda e outros activos de uma economia 31 1.2. Sector monetário de uma economia

Leia mais

WWW.CARREIRAFISCAL.COM.BR. IV O Modelo IS-LM - O equilíbrio simultâneo nos mercados de bens e serviços e de moeda

WWW.CARREIRAFISCAL.COM.BR. IV O Modelo IS-LM - O equilíbrio simultâneo nos mercados de bens e serviços e de moeda 1 IV O Modelo IS-LM - O equilíbrio simultâneo nos mercados de bens e serviços e de moeda O modelo IS-LM trata do equilíbrio do produto, incorporando os movimentos do mercado monetário. Trata-se de considerar

Leia mais

EXERCÍCIOS SOBRE: III A ORGANIZAÇÃO E O FUNCIONAMENTO DOS MERCADOS. Grupo I - Teoria do Consumidor ou da Procura

EXERCÍCIOS SOBRE: III A ORGANIZAÇÃO E O FUNCIONAMENTO DOS MERCADOS. Grupo I - Teoria do Consumidor ou da Procura EXERCÍCIOS SOBRE: III A ORGANIZAÇÃO E O FUNCIONAMENTO DOS MERCADOS Grupo I - Teoria do Consumidor ou da Procura Questão 1 A lei da utilidade marginal decrescente diz-nos que, quanto maior for a quantidade

Leia mais

MODELAGEM COM EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE PRIMEIRA ORDEM E APLICAÇÕES À ECONOMIA

MODELAGEM COM EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE PRIMEIRA ORDEM E APLICAÇÕES À ECONOMIA MODELAGEM COM EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE PRIMEIRA ORDEM E APLICAÇÕES À ECONOMIA PAULO, João Pedro Antunes de Universidade Estadual de Goiás UnU de Iporá jpadepaula@hotmail.com RESUMO Esta pesquisa foi feita

Leia mais

A Teoria da Endogeneidade da Moeda:Horizontalistas X Estruturalistas

A Teoria da Endogeneidade da Moeda:Horizontalistas X Estruturalistas A Teoria da Endogeneidade da Moeda:Horizontalistas X Estruturalistas Professor Fabiano Abranches Silva Dalto Departamento de Economia da UFPR Disciplina Economia Monetária e Financeira Bibliografia Sugerida:

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

EC08 - TEORIA DA FIRMA

EC08 - TEORIA DA FIRMA 1 2 a) Conceituar OFERTA e contextuá-la dentro da TEORIA DA FIRMA; b) Entender o comportamento de uma Curva de Oferta; c) Citar os FATORES QUE INFLUENCIAM NA CURVA DE OFERTA; d) Interpretar e construir

Leia mais

Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 2, Oferta e Demanda :: REVISÃO

Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 2, Oferta e Demanda :: REVISÃO Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 2, Oferta e Demanda :: REVIÃO 1. uponha que um clima excepcionalmente quente ocasione um deslocamento para a direita da curva de demanda de sorvete. Por que o preço de equilíbrio

Leia mais

Aula 25 - TP002 - Economia - 26/05/2010 Capítulo 32 MANKIW (2007)

Aula 25 - TP002 - Economia - 26/05/2010 Capítulo 32 MANKIW (2007) Aula 25 - TP002 - Economia - 26/05/2010 Capítulo 32 MANKIW (2007) Teoria macroeconômica da economia aberta Objetivo da aula: criar um modelo que preveja o que determina as variáveis e como elas se relacionam.

Leia mais

Aulas on line MATERIAL 01 MICROECONOMIA PROFº CARLOS RAMOS. www.cursoparaconcursos.com.br

Aulas on line MATERIAL 01 MICROECONOMIA PROFº CARLOS RAMOS. www.cursoparaconcursos.com.br Curso para Concursos Módulo de Microeconomia Sumário 1. Introdução 2 2. Demanda e Oferta 8 3. Teoria do Consumidor 36 4. Teoria da Firma 52 5. Estruturas de Mercado 70 6. Questões de Concursos 85 7. Gabarito

Leia mais

Prova de Microeconomia

Prova de Microeconomia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CURSO DE MESTRADO EM ECONOMIA PROCESSO SELETIVO 2010 Prova de Microeconomia INSTRUÇÕES PARA A PROVA Leia atentamente as questões. A interpretação das questões faz parte da

Leia mais

METAS PARA A INFLAÇÃO, INTERVENÇÕES ESTERILIZADAS E SUSTENTABILIDADE FISCAL

METAS PARA A INFLAÇÃO, INTERVENÇÕES ESTERILIZADAS E SUSTENTABILIDADE FISCAL METAS PARA A INFLAÇÃO, INTERVENÇÕES ESTERILIZADAS E SUSTENTABILIDADE FISCAL Aluno: Carolina Machado Orientador: Márcio G. P. Garcia Introdução A liquidez abundante no mercado financeiro internacional e

Leia mais

VE = (0.1)($100) + (0.2)($50) + (0.7)($10) = $27.

VE = (0.1)($100) + (0.2)($50) + (0.7)($10) = $27. Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 5, Incerteza :: EXERCÍCIOS 1. Considere uma loteria com três possíveis resultados: uma probabilidade de 0,1 para o recebimento de $100, uma probabilidade de 0,2 para o recebimento

Leia mais

Matemática - UEL - 2010 - Compilada em 18 de Março de 2010. Prof. Ulysses Sodré Matemática Essencial: http://www.mat.uel.

Matemática - UEL - 2010 - Compilada em 18 de Março de 2010. Prof. Ulysses Sodré Matemática Essencial: http://www.mat.uel. Matemática Essencial Equações do Primeiro grau Matemática - UEL - 2010 - Compilada em 18 de Março de 2010. Prof. Ulysses Sodré Matemática Essencial: http://www.mat.uel.br/matessencial/ Resumo: Notas de

Leia mais

ECONOMIA INTERNACIONAL II. Paridade Poder de Compra. Teoria: um primeiro olhar. A Lei do Preço Único

ECONOMIA INTERNACIONAL II. Paridade Poder de Compra. Teoria: um primeiro olhar. A Lei do Preço Único Teoria: um primeiro olhar ECONOMIA INTERNACIONAL II Paridade Poder de Compra Professor: André M. Cunha 1. Teoria da Paridade Poder de Compra (PPC) : a abordagem da paridade poder de compra (PPC) sugere

Leia mais

É usual dizer que as forças relacionadas pela terceira lei de Newton formam um par ação-reação.

É usual dizer que as forças relacionadas pela terceira lei de Newton formam um par ação-reação. Terceira Lei de Newton A terceira lei de Newton afirma que a interação entre dois corpos quaisquer A e B é representada por forças mútuas: uma força que o corpo A exerce sobre o corpo B e uma força que

Leia mais

NCRF 25 Impostos sobre o rendimento

NCRF 25 Impostos sobre o rendimento NCRF 25 Impostos sobre o rendimento Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IAS 12 - Impostos sobre o Rendimento, adoptada pelo texto original

Leia mais

Notas de aula número 1: Otimização *

Notas de aula número 1: Otimização * UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL UFRGS DEPARTAMENTO DE ECONOMIA CURSO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DISCIPLINA: TEORIA MICROECONÔMICA II Primeiro Semestre/2001 Professor: Sabino da Silva Porto Júnior

Leia mais

INTRODUÇÃO À MACROECONOMIA

INTRODUÇÃO À MACROECONOMIA UNIVERSIDADE DA MADEIRA Departamento de Gestão e Economia INTRODUÇÃO À MACROECONOMIA 2º Semestre 2004/2005 1º CADERNO DE EXERCÍCIOS Introdução 1. INTRODUÇÃO 1. * A macroeconomia lida com: a) A Economia

Leia mais

ECONOMIA. 1 o. ANO ADMINISTRAÇÃO E CIÊNCIAS CONTÁBEIS REFERENTE MATERIAL DE ACOMPANHAMENTO DE AULAS PARA OS CURSOS: A 2 A.

ECONOMIA. 1 o. ANO ADMINISTRAÇÃO E CIÊNCIAS CONTÁBEIS REFERENTE MATERIAL DE ACOMPANHAMENTO DE AULAS PARA OS CURSOS: A 2 A. ECONOMIA 1 o. ANO MATERIAL DE ACOMPANHAMENTO DE AULAS PARA OS CURSOS: ADMINISTRAÇÃO E CIÊNCIAS CONTÁBEIS REFERENTE A 2 A. AVALIAÇÃO PROFESSOR FIGUEIREDO SÃO PAULO 2006 2 DEMANDA E OFERTA A Teoria Microeconômica

Leia mais

Chapter 2. 2.1 Noções Preliminares

Chapter 2. 2.1 Noções Preliminares Chapter 2 Seqüências de Números Reais Na Análise os conceitos e resultados mais importantes se referem a limites, direto ou indiretamente. Daí, num primeiro momento, estudaremos os limites de seqüências

Leia mais

Versão Preliminar. Produção em período curto caso discreto

Versão Preliminar. Produção em período curto caso discreto Versão Preliminar Produção em período curto caso discreto 1 - Suponha que a ojinha de Hamburgers Caseiros com a actual dimensão definida por 1 sala com 60 m, mesas e cadeiras, grelhadores, 1 frigorífico

Leia mais

Unidade II MATEMÁTICA APLICADA. Profa. Maria Ester Domingues de Oliveira

Unidade II MATEMÁTICA APLICADA. Profa. Maria Ester Domingues de Oliveira Unidade II MATEMÁTICA APLICADA À CONTABILIDADE Profa. Maria Ester Domingues de Oliveira Receita Total A receita é o valor em moeda que o produtor recebe pela venda de x unidades do produto produzido e

Leia mais

ANTÓNIO BALTAZAR MORTAL PROFESSOR ADJUNTO DA ESCOLA SUPERIOR DE GESTÃO HOTELARIA E TURISMO DA UNIVERSIDADE DO ALGARVE

ANTÓNIO BALTAZAR MORTAL PROFESSOR ADJUNTO DA ESCOLA SUPERIOR DE GESTÃO HOTELARIA E TURISMO DA UNIVERSIDADE DO ALGARVE ANTÓNIO BALTAZAR MORTAL PROFESSOR ADJUNTO DA ESCOLA SUPERIOR DE GESTÃO HOTELARIA E TURISMO DA UNIVERSIDADE DO ALGARVE GLOSSÁRIO DE CONTABILIDADE ANALÍTICA NOVEMBRO 2001 NOTA PRÉVIA O principal objectivo

Leia mais

CONTABILIDADE NACIONAL 1

CONTABILIDADE NACIONAL 1 CONTABILIDADE NACIONAL 1 Ópticas de cálculo do valor da produção O produto de um país pode ser obtido por três ópticas equivalentes: Óptica do Produto permite-nos conhecer o valor do produto por sector

Leia mais

Norma contabilística e de relato financeiro 9. e divulgações apropriadas a aplicar em relação a locações financeiras e operacionais.

Norma contabilística e de relato financeiro 9. e divulgações apropriadas a aplicar em relação a locações financeiras e operacionais. Norma contabilística e de relato financeiro 9 Locações Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IAS 17 Locações, adoptada pelo texto original

Leia mais

Contabilidade é entendida como um sistema de recolha, classificação, interpretação e exposição de dados económicos.

Contabilidade é entendida como um sistema de recolha, classificação, interpretação e exposição de dados económicos. Contabilidade Contabilidade Contabilidade é entendida como um sistema de recolha, classificação, interpretação e exposição de dados económicos. É uma ciência de natureza económica, cujo objecto é a realidade

Leia mais

ESAPL IPVC. Licenciatura em Engenharia do Ambiente e dos Recursos Rurais. Economia Ambiental

ESAPL IPVC. Licenciatura em Engenharia do Ambiente e dos Recursos Rurais. Economia Ambiental ESAPL IPVC Licenciatura em Engenharia do Ambiente e dos Recursos Rurais Economia Ambiental Tema 6 IMPOSTOS E CONTAMINAÇÃO ÓPTIMA Para quê a Regulamentação? No tema anterior vimos que as soluções de mercado

Leia mais