2016 na rota de Reunião CIC/FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2016

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1 2016 na rota de 2015 Reunião CIC/FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2016

2 Deterioração fiscal Incertezas políticas Baixo patamar de confiança Queda na produção Recessão econômica Desemprego elevado e crescente Inflação superior ao teto da meta Juros altos Conjuntura econômica: 2016 na mesma rota de 2015 O ambiente macroeconômico ainda não é capaz de estancar a recessão, também não gera confiança dos agentes e a trilha do crescimento ainda não está no radar. A retomada da economia precisa contar com o retorno da confiança dos agentes privados (necessidade de retorno dos investimentos). Entretanto: necessidade de estabilidade macroeconômica. Sem a recuperação da confiança, o País não assistirá a retomada da economia.

3 Cenário internacional Deterioração das perspectivas de crescimento das principais economias mundiais (incluindo os EUA). Quedas do preços do petróleo provoca aumento da aversão ao risco e com isso o deslocamento de capitais para ativos considerados pelo mercado global como mais seguros. O preço do barril de petróleo atingiu menor valor nos últimos 12 anos (US$30): preocupações com a China, aumento dos estoques de derivados nos EUA e perspectiva de demanda menor devido ao menor crescimento da economia no mundo iniciou com turbulências no mercado mundial (com queda da bolsa de valores em várias partes do mundo). Neste ambiente o aumento da taxa de juros da economia americana pode ser postergado. Incertezas em relação ao desempenho da economia chinesa, deterioração do preço das commodities muito contribuem para a deterioração das perspectivas de crescimento da economia global. Perspectivas de crescimento da China: o 2015: 6,9% o 2016: 6,3% o 2017: 6,0%

4 Prévia do PIB 2015 mostra a pior recessão no Brasil em 25 anos 1990: Plano Collor 7,5 5,5 3,5 1,5-0,5-2,5-4,5 4,7 5,3 4,4 1,0-0,5-4,4 2,2 3,4 Evolução do PIB Brasil 1990 a ,0 0,3 4,3 1,4 3,1 1,1 5,8 3,2 4,0 6,1 5,1-0,1 7,5 3,9 1,9 3,0 0,1-3,8-3,5 Biênio 2015/2016: Projeção de queda de mais de 7% da economia Obs: As variações de 1990 a 2000 referem-se a o Sistema de Contas Nacionais - Referência Já as variações de 2001 a 2013 referem-se ao Sistema de Contas Nacionais- Referência *Contas Nacionais Trimestrais- Ref ** Projeção do Fundo Monetário Internacional (F.M.I) Fonte: Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 1990: País vivenciava uma forte turbulência, com a implementação de medidas pelo então presidente Collor. Entre as medidas de um plano para combater na inflação estava o confisco da poupança bancária de boa parte dos brasileiros, bloqueio dos saldos acima de 50 mil cruzados por 18 meses, criação do IOF e congelamento de salários e preços. O ano de 1990 terminou com retração do PIB e inflação de 1.620,97%. 2015: recessão em praticamente todos os setores de atividade econômica. O cenário da inflação melhorou de lá para cá, Entretanto, crise política, cenário econômico debilitado, com aumento do desemprego, crescimento da inflação, juros altos, adicionam gravidade ao cenário atual.

5 Deterioração fiscal Projeto para alterar a meta fiscal do ano, passando de um superávit de R$24 bilhões para um déficit primário (despesas maiores que as receitas) de R$60,2 bilhões.

6 Deterioração fiscal

7 Cortes no orçamento O governo federal autorizou um bloqueio de gastos de R$ 23,4 bilhões no Orçamento de em meio às incertezas de se cumprir a meta fiscal do ano. Entre as perdas: o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): R$4,2 bilhões o Emendas parlamentares: R$8,1 bilhões o Ministérios da Saúde (R$2,5 bilhões) e Ministério da Educação (R$1,3 bilhão).

8 Novas projeções para o cenário macroeconômico elaboradas pela equipe econômica do Governo Federal.

9 Inflação começou mal o ano IPCA/15 de fevereiro/2016 superior ao de 2015, demonstrando a complexidade da crise atual % mês 3,10 2,60 2,10 1,60 1,10 0,60 IPCA-15 * - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IBGE) Variação (%) mensal e acumulada em 12 Meses janeiro de fevereiro de 2016 % 12 meses 11,00 8,00 5,00 Inflação fevereiro/16: preço dos alimentos, reajustes de mensalidades escolares e correções em transportes 0,10 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ JAN FEV Var. mensal 0,67 0,70 0,73 0,78 0,58 0,47 0,17 0,14 0,39 0,48 0,38 0,79 0,89 1,33 1,24 1,07 0,60 0,99 0,59 0,43 0,39 0,66 0,85 1,18 0,92 1,42 Var. 12 meses 5,63 5,65 5,90 6,19 6,31 6,41 6,51 6,49 6,62 6,62 6,42 6,46 6,69 7,36 7,90 8,22 8,24 8,80 9,25 9,57 9,57 9,77 10,28 10,71 10,74 10,84 2,00 Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (*) IPCA-15: Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (Período de coleta em geral: 15 do mês anterior a 15 do mês de referência). Inflação está resistente e desafia a recessão econômica. Mesmo depois do ano do tarifaço ela não dá trégua. Atividade econômica permanece fraca, mas ainda existem alguns repasses de custos. Além disso, a desvalorização do real e fatores climáticos também colaboram.

10 Comércio varejista apresentou o maior tombo desde 2001 Fonte: IBGE.

11 Taxa de juros do cartão de crédito chega a 411% ao ano De acordo com pesquisa realizada pela Anefac, os juros em janeiro subiram pelo 16º mês consecutivo. Houve alta das taxas em todas as linhas para pessoas físicas e para empresas. Consequência de um cenário econômico conturbado com inflação elevada e desemprego, o que aumenta o risco de inadimplência. O cenário macroeconômico atual aumenta o risco de elevação da inadimplência e, por isso, segundo a Anefac, a tendência é de que as taxas de juros das operações de crédito voltem a crescer.

12 Desemprego elevado País possui mais de nove milhões de pessoas desempregadas (mil pessoas) Pessoas Desempregadas no Brasil a jan-fev-mar fev-mar-abr mar-abr-mai abr-mai-jun mai-jun-jul jun-jul-ago jul-ago-set ago-set-out set-out-nov out-nov-dez nov-dez-jan dez-jan-fev jan-fev-mar fev-mar-abr mar-abr-mai abr-mai-jun mai-jun-jul jun-jul-ago jul-ago-set ago-set-out set-out-nov out-nov-dez nov-dez-jan dez-jan-fev jan-fev-mar fev-mar-abr mar-abr-mai abr-mai-jun mai-jun-jul jun-jul-ago jul-ago-set ago-set-out set-out-nov out-nov-dez nov-dez-jan dez-jan-fev jan-fev-mar fev-mar-abr mar-abr-mai abr-mai-jun mai-jun-jul jun-jul-ago jul-ago-set ago-set-out set-out-nov Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) - IBGE.

13 Crescimento da taxa de desemprego

14 Brasil perde mais um grau de investimento : triplamente rebaixado Credibilidade e previsibilidade muito fragilizadas (Dias piores estão por vir?) A agência de classificação de risco Moody's rebaixou a nota do Brasil. A nota do país caiu dois degraus de uma vez: passou de Baa3, o último nível dentro do grau de investimento, para Ba2, que é categoria de especulação. A deterioração das contas públicas, o aumento do endividamento público e a preocupação com a retomada do crescimento da economia são alguns dos motivos para a queda da nota do País. O novo rebaixamento da nota de crédito brasileira mostra que os maiores riscos para a nossa economia são internos. Fonte e arte: g1/ 24 de fevereiro de O corte de dois graus na nota brasileira, deixa claro que a agência corrigiu o atraso e demonstra que ela não vislumbra sinais convincentes da recuperação da economia nacional. Mas enxergam perspectivas de agravamento da situação política nacional e aumento da dívida pública.

15 Governo Federal anuncia pacote de R$83 bilhões de crédito para estimular o crescimento mais do mesmo. - R$ 10 bilhões para pré-custeio da safra agrícola 2016/2017 via Banco do Brasil - R$ 10 bilhões em recursos do FGTS para instituições financeiras contratarem novas operações de crédito imobiliário - R$ 22 bilhões em recursos do FI-FGTS (fundo de investimento do FGTS) em crédito para operações de infraestrutura - R$ 5 bilhões do BNDES para capital de giro de micro e pequenas empresas - R$ 4 bilhões em linhas de pré-embarque para exportações via BNDES - R$ 15 bilhões do BNDES para refinanciamento das operações que estão vencendo do PSI e do Finame com taxas de mercado, sem subsídio - R$ 17 bilhões (estimativa do governo) em recursos do FGTS para consignado ao setor privado com garantia da multa por demissão e 10% do saldo dos depósitos existentes. 15

16 Governo Federal anuncia pacote de R$83 bilhões de crédito para estimular o crescimento A recessão do País não ocorre exclusivamente pela ausência do crédito, mas sim pela falta de confiança dos agentes econômicos em fazer projetos e adquirir créditos. O problema é não haver investimentos. Inflação, juros altos, aumento do desemprego e queda na renda familiar desestimulam a demanda por crédito. Repetição de erros: diagnóstico errado, receita errada. Na realidade o pacote fará pouco para estimular o crescimento. 16

17 Brasil e China sem comparação Se turbinar o crédito dos bancos públicos fosse uma solução, o Brasil estaria crescendo hoje a um ritmo chinês. Gustavo Loyola Jornal Valor Econômico 30,31 de janeiro e 1º de fevereiro de ,3 6,9 6,3 6,0 Fonte: Fundo Monetário Internacional Para os anos de 2016 e 2017: Projeções FMI ,1-3,8-3,5 0,0 17

18 Mercado imobiliário Pesquisa Abrainc Pesquisa da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias com 19 incorporadoras do País Pesquisa Abrainc Mercado sente os efeitos do cenário econômico, que gera baixa confiança dos potenciais compradores e também dos empreendedores. Unidades lançadas e unidades vendidas caem. Destaque para o número de unidades vendidas superior ao número de lançamentos. Retração dos lançamentos é justificada pelo cenário macroeconômico que inibe investimentos também será um ano difícil. A falta de confiança dos agentes econômicos, crises (econômica e política) continuam presentes.

19 UNIDADES LANÇADAS BH E NOVA LIMA Residenciais: 2014: unidades 2015: unidades Queda de 59,90% no número de unidades residenciais lançados. Comerciais: 2014:1.331 unidades 2015: 594 unidades Queda de 55,37% no número de unidades comerciais lançados. FONTE: BRAIN Aumento do desemprego e restrições ao financiamento imobiliário contribuem para os resultados do segmento imobiliário.

20 Faturamento da indústria de materiais de construção. Fonte: Abramat Fonte: SNIC

21 O que esperar para 2016 As perspectivas não são alentadoras. Não existe, no curto prazo, sinalização da reversão do desajuste do cenário econômico. Enquanto a crise política se fortalece, a economia enfraquece e os setores produtivos padecem com dificuldades. Cenário econômico e político continua desfavorável aos investimentos. A Pesquisa Focus, do Banco Central projeta, para 2016, queda do PIB de 3,40% (caso confirmado, será a segunda consecutiva) e a inflação ainda superior ao teto da meta (7,62%). Nesse ambiente, não se espera recuperação do mercado de trabalho e nem mesmo da renda das famílias. O cenário de dificuldades para 2016 já é certo. Assim, os investimentos devem sofrer nova retração e a confiança de consumidores e empresários permanecer baixa, levando a Construção Civil a apresentar mais um ano de retração em suas atividades. A Fundação Getúlio Vargas estima que em 2016 as atividades do setor construtor sofrerão queda de 5%. Caso confirmado, será o terceiro resultado negativo consecutivo, o que evidencia as dificuldades para o segmento. Sem a recuperação da confiança, dificilmente acontecerá a retomada da economia! 21

22 Economias Avançadas Projeções FMI para ,1 4,3 Economias Emergentes EUA 2,6 Mundo 3,4-3,5 Brasil 1,7 7,5 Alemanha Índia 1,3-1,0 França 1,3 Será o fim dos BRICS? 6,3 Rússia Itália Fonte: Fundo Monetário Internacional. China

23 Todas as projeções para a economia brasileira demonstram que a recessão continua em ,0 Projeções de Crescimento (%) do PIB para ,0 1,0 0,0-1,0-2,0-3,0-4,0-5,0-3,4-2,6-3,5 Focus (Banco Central) C.N.I F.M.I O.C.D.E Min. Planejamento, Orçamento e Gestão -4,0-2,9 Fonte: Banco Central, CNI,FMI,OCDE e Ministério do Planejamento.

24 Perspectivas para a Construção Civil para 2015 e 2016 % 0,5-0,5-1,5-2,5-3,5-4,5-5,5-6,5-7, ,1-0,9 Perspectivas PIB Brasil x PIB Construção Civil -3,5-2,3-5,0 Brasil Contrução Civil Mais de 50% dos investimentos do País passam pela construção e eles caíram 12,7% somente nos primeiros nove meses de ,5-8,0 Fonte: Relatório Focus/Banco Central (4/12) e Fundação Getúlio Vargas. Depois de apresentar queda de 0,9% em seu PIB no ano 2014, a Construção Civil deverá registrar, em 2015, a maior queda de suas atividades desde o ano As estimativas realizadas pela Fundação Getúlio Vargas sinalizam que o setor encerrará o ano com queda de 8%. Para 2016 a FGV também projeta queda para o setor: -5,0%. Portanto, a Construção poderá registrar, em 2016, o terceiro ano seguido de retração. O aumento do desemprego, a queda na renda, a redução dos investimentos e a confiança em baixa devem contribuir para esse resultado. 24

25 Crise no Brasil Irremediável? A ex-estrela do mundo emergente enfrenta uma década perdida. Revista The Economist Janeiro/

26 Pessimismo na Economia brasileira PIB 2016 Inflação Juros 26

27 Alguns desafios da Construção Civil A expressiva queda dos investimentos nacionais. O atraso no pagamento de obras contratadas para o Governo Federal. O aumento de impostos A redução da disponibilidade de recursos e o aumento dos juros para o financiamento imobiliário. 27

28 Muito obrigada! Economista Ieda Vasconcelos Fevereiro/

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