Os sérios desafios da economia. Econ. Ieda Vasconcelos Reunião CIC/FIEMG Maio/2016

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1 Os sérios desafios da economia Econ. Ieda Vasconcelos Reunião CIC/FIEMG Maio/2016 1

2 Os números da economia brasileira que o novo governo precisa enfrentar 11,089 milhões Número de desempregados no Brasil, de acordo com a PNAD Contínua (jan-mar/16) -11,7% Queda da produção industrial no Brasil no primeiro trimestre/16 em relação a igual período ,9% do PIB Dívida Bruta do Governo Geral Projeção CNI para final ,88% 9,28% Variação % acumulada do IPCA/IBGE nos últimos 12 meses encerrados em abril/16 10,9% Taxa de desemprego no País (PNAD Contínua) no primeiro trimestre/ vagas Saldo negativo na geração de vagas com carteira assinada no Brasil no período 12 meses encerrados em março/16. Isso significa que o País perdeu 1,8 milhão de vagas formais neste período Projeção de queda do PIB Brasil em 2016 (Pesquisa Focus/ Banco Central 13/5/2016). Fonte dos dados: IBGE/MTPS/Banco Central e CNI..

3 Forte deterioração das contas públicas Em 2015, as contas do governo tiveram forte deterioração e registraram um rombo recorde de R$ 114,98 bilhões, ou 1,94% do PIB. Para 2016, a previsão é que as despesas superem as receitas pelo 3º ano consecutivo. No acumulado no ano até março, as contas do governo registraram déficit de R$ 18,21 bilhões. Meta Fiscal inicial : superávit de R$24 bilhões (2016) Novo Governo está fazendo levantamento para saber o tamanho desse rombo. Perspectivas sinalizam valores entre R$150 bilhões e R$200 bilhões em Um barco à deriva, com um grande buraco no casco 3

4 Arrecadação continua em queda Necessidade de reativar a economia A economia em recessão, o desemprego em alta e os juros elevados provocam redução de vendas de produtos e serviços, o que proporciona queda na arrecadação de impostos. Deterioração das bases da tributação como a renda, o consumo e os salários. 4

5 O rombo da Previdência Em 2014, a diferença entre as receitas e o pagamento de benefícios previdenciários ficou em R$ 85,81 bilhões, ou 1,5% do PIB. Para 2016, a projeção é de um resultado negativo de R$ 133 bilhões, ou 2,14% do PIB, segundo estimativas do Ministério do Trabalho e da Previdência Social. Já para 2017, a previsão é que o déficit atinja a marca recorde de R$ 167,62 bilhões, ou 2,47% do PIB. 5

6 Fitch volta a rebaixar nota do Brasil O cenário de desajuste macroeconômico e a debilidade das contas públicas levaram o País a perder o importante grau de investimento!. Atualmente o País possui grau especulativo nas três principais agências de classificação de risco do mundo. Detalhe: necessitamos de Capital Externo 6

7 Elevada taxa de juros A taxa Selic encontra-se no maior patamar em quase dez anos. Juros elevados encarecem o crédito inibem o consumo e os investimentos produtivos, provocando a redução do nível de atividade econômica do País. Consequência: recessão e desemprego. Fonte Banco Central. 7

8 Desemprego continua crescendo 17 estados com taxas de desemprego superiores a 10% Fonte: PNAD Contínua/IBGE. 8

9 Brasil já tem a terceira maior taxa de desemprego entre os países do G-20 9

10 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14 jan/15 fev/15 mar/15 abr/15 mai/15 jun/15 jul/15 ago/15 set/15 out/15 nov/15 dez/15 jan/16 fev/16 mar/16 abr/16 Inflação acumulou alta de 9,28% nos últimos 12 meses encerrados em abril/16 % mensal 1,40 1,20 1,00 0,92 IPCA - Variação % mensal e % acumulada em 12 meses Jan/14 - Abr/16 1,32 9,56 1,01 10,71 1,27 9,28 % acumulado 12 meses 10,50 9,50 0,80 8,50 0,60 0,40 0,20 0,00 0,55 5,59 6,28 0,46 0,01 6,41 8,13 0,74 0,22 0,61 0,43 7,50 6,50 5,50 Variação mensal Variação 12 meses Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Inflação continua em patamar elevado. De acordo com a pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central (6/5/16) o IPCA/IBGE encerrará o ano com alta de 7,0%. Será o segundo ano consecutivo de aumento superior ao teto da meta inflacionária (6,5%). 10

11 Prévia do PIB de 2016 mostra o segundo ano consecutivo de recessão % 7,5 5,5 3,5 1,5 2,2 3,4 0,3 0,5 4,4 Taxa (%) de crescimento do PIB Brasil 1996 a 2017* 1,4 3,1 1,1 5,8 3,2 4,0 6,1 5,1 7,5 3,9 1,9 3,0 0,1 0,0 Biênio 2015/2016: Projeção de queda de mais de 7% da economia -0,5-0,1-2,5-4,5-3,8-3, * 2017* Obs: As variações de 1996 a 2015 referem-se ao Sistema de Contas Nacionais Trimestrais -Referência *Projeção do Fundo Monetário Internacional (F.M.I) Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Em 2015 a economia brasileira, de acordo com o IBGE, apresentou redução de 3,8% em seu PIB, a maior registrada na nova série histórica do indicador, iniciada em Somente em 1990 observou-se queda mais acentuada: -4,3%. Deve-se lembrar de que naquele ano o País passou por um grande confisco do Governo Collor, com a justificativa de enfrentar uma inflação superior a 1.600% ao ano. 11

12 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 A crise na indústria ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14 jan/15 fev/15 mar/15 abr/15 mai/15 jun/15 jul/15 ago/15 set/15 out/15 nov/15 dez/15 jan/16 fev/16 mar/16 Produção Física Industrial - Indústria Geral, Insumos Típicos da Construção Civil, Indústrias Extrativas e Indústrias de Transformação Variação 12 meses (%) - Jan/14 a Mar/16 % 5,0 0,0-5,0-10,0-15,0-2,8-15,2-9,7 9,0 6,0 3,0 0,0-3,0-6,0-9,0-20,0-10,7-12,0 Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Insumos Típ. C.C Indústria geral Indústrias extrativas Indústrias de transformação A Indústria nacional padece. Há vários meses vem demonstrando queda em suas atividades. A retração dos investimentos e a queda do consumo das famílias contribuem para esse resultado. Cenário econômico desfavorável com desemprego elevado, redução da renda média dos trabalhadores, inflação alta e crédito mais caro também ajudam a explicar o cenário negativo para o setor. Crise política e econômica: momentos de incerteza adiam as decisões de investimento e isso reflete nos setores produtivos da economia. 12

13 E a Construção Civil? 13

14 Resumo dos resultados da Construção no Brasil Números de pessoas com carteira assinada na Construção Civil no Brasil em março/16. (CAGED/MTPS). -15,2% Queda da produção física industrial insumos típicos da Construção nos últimos 12 meses (abr/15-mar/16) Saldo negativo na geração de vagas com carteira assinada no Brasil nos últimos 12 meses (abril/15-mar/16). (CAGED/MTPS). 7,18% Variação % acumulada do INCC/FGV, nos últimos 12 meses encerrados em abril/16-56,4% Queda no número de unidades financiadas (construção/aquisição) com recursos do SBPE. -5% ou -8%? Projeção de queda do PIB da Construção Civil em 2016 (FGV). Fonte dos dados: FGV/Abecip/IBGE/MTPS. Ano caracterizado por deterioração no cenário político, retração na economia, queda no financiamento imobiliário, forte retração dos investimentos e queda na confiança dos consumidores e empresários. 14

15 Resultados da produção industrial e da produção de insumos típicos da construção % 4,0 2,0 0,0 1,4 0,7-0,2 0,8 Produção Física Industrial Indústria Geral e Insumos Típicos da Construção Civil Variação % acumulada em 12 meses - Jan/14 a Mar/16-2,0-4,0-3,0-6,0-5,6-5,0-8,0-10,0-8,0-9,0-9,7-12,0 Indústria Geral -14,0-16,0 Insumos Típicos da Construção Civil Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). -13,8-15,2-18,0 O baixo ritmo das atividades da Construção Civil reflete em sua cadeia produtiva. A produção de insumos típicos do setor também registra queda. De acordo com a Produção Física Industrial divulgada pelo IBGE nos últimos 12 meses encerrados em março/16, em comparação aos 12 meses anteriores, o segmento registrou queda de 15,2%. 15

16 Fonte: CNI. 16

17 Construção: redução do pessimismo, apesar da atividade ainda em queda Fonte: CNI. 17

18 Perspectivas 18

19 Primeiros sinais que fortalecem o otimismo Pesquisa Focus está projetando menor inflação (5,5%) e maior PIB (+0,5%) para A confiança dos empresários da indústria em maio teve o maior aumento mensal da série histórica iniciada em Ministro da Fazenda espera retomada da economia para os próximos trimestres e não para as próximas semanas, mas também não será nos próximos anos. Sinalização positiva com a aposta da necessidade do resgate da confiança, mediante reconhecimento da necessidade de reequilíbrio e ajustes das contas públicas. Investimento. Reforma da previdência. Reinserção plena do Brasil no comércio externo. Através da Medida Provisória n 727, editada no dia 12 de maio de 2016, foi criado o Programa de Parcerias de Investimentos. emite aos agentes econômicos uma mensagem positiva, ainda que deva ser considerada como uma "carta de intenções", de fomento aos investimentos em infraestrutura no país, ao elevar o tema como prioridade nacional de todos os agentes públicos de execução ou de controle da união, dos estados e municípios. 19

20 A travessia não será fácil. 20

21 Muito obrigada! Economista Ieda Vasconcelos Maio/

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