O Brincar no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil

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1 O Brincar no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil Introdução ao Estudo Com o objetivo de nortear a ação pedagógica do educador, diante da necessidade que surge a partir da aprovação da LDB 9394/96, o Governo Federal, através do MEC - Ministério da Educação e do Desporto, em 1998, propõe ao professor o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil em três volumes: Volume 1 Introdução: traz a concepção de infância, considerando os Centros de Educação Infantil no Brasil dando ênfase a alguns aspectos legais e práticos da instituição; Volume 2 - Formação Social e Pessoal: construção da identidade e aquisição da autonomia, permeado pelas atividades da rotina e planejamento; Volume 3 - Conhecimento de Mundo: Composto por seis documentos - Movimento, Artes Visuais, Música, Linguagem Oral e Escrita, Natureza e Sociedade e Matemática conteúdos e objetivos. Os conteúdos propostos são flexíveis às mais variadas propostas pedagógicas e podem ser adaptados de acordo com o Projeto Político Pedagógico de cada instituição de ensino. Esse material foi proposto com o objetivo de ser norteador das ações do professor, sendo assim, não deve ser visto como uma imposição, mas como um material para ser consultado pelo educador. 1. Conteúdos Curriculares: uma organização em eixo Embora dividido em eixos de trabalhos, o RCNEI deve ser explorado de forma interdisciplinar. A importância da interdisciplinaridade, ao trabalhar com os conteúdos do Referencial Curricular, está em alcançar cada criança em sua singularidade e modelo de aprendizagem. Segundo pesquisas realizadas por Gardner (1994), cada ser humano possui uma habilidade que se destaca naturalmente das demais. Uma criança se destaca ao expressar-se musicalmente, outra possui fluência verbal e expressividade lingüística que influencia todo o grupo. Uma desenha perfeitamente e, assim, a diversidade nas formas de fazer e aprender é perceptível em toda salas de aula, tornando os grupos heterogêneos. A partir de um mesmo conteúdo proposto pode-se trabalhar vários eixos. Este aspecto é determinante no planejamento do educador, pela necessidade de levar todas as crianças à aprendizagem significativa. A contextualização, a exploração de objetos e ambientes, a curiosidade da criança e motivação do educador, a afetividade e conhecimento sobre a faixa etária que está atuando, são elementos necessários à aprendizagem prazerosa. 1

2 1.1 Eixo: Artes Visuais Todos nós obtivemos experiências com a Arte quando passamos pela fase escolar na infância. Alguns de nós nunca mais nos esqueceremos das experiências marcantes, ou mesmo do vínculo com a professora de arte, já que esta aula é uma das mais esperadas pelos alunos. Esses momentos lúdicos e prazerosos, em muitos casos foram deixados de lado para abrir espaço a outras disciplinas consideradas mais importantes para o desenvolvimento do aluno. Enquanto na matemática e no português passávamos a infância memorizando, copiando, reproduzindo, na arte era desenvolvido o potencial criador, a sociabilidade, a oralidade e a capacidade de improvisação, além de inúmeras habilidades motoras, ainda que a Arte, como prática educativa, tenha sido preterida em diversas situações. Nem sempre a Arte era pensada com a devida importância no processo de formação do indivíduo. Não era vista como uma contribuição ao desenvolvimento da inteligência pictórica nem como benefício ao aspecto cognitivo, emocional, físico e social da criança. Segundo o RCNEI, ainda hoje, em muitas escolas, a arte não é interpretada pelo educador como deveria ser: Em muitas propostas as práticas de Artes Visuais são entendidas apenas como meros passatempos em que atividades de desenhar, colar, pintar, e modelar com massinha e argila são destituídas de significados. Outra prática corrente considera que o trabalho deva ter uma conotação decorativa, servindo para ilustrar temas de datas comemorativas, enfeitar as paredes com motivos considerados infantis, elaborar convites, cartazes e pequenos presentes para os pais, etc. Nessas situações é comum que os adultos façam grande parte do trabalho, uma vez que não consideram que a criança tem competência para elaborar um produto adequado. BRASIL (1988, p.87) Partindo da inconformidade com essa situação, pesquisadores do desenvolvimento infantil trouxeram importantes contribuições e dados fundamentais sobre o processo de compreensão e visão de mundo da criança. Assim, foram sugeridas propostas para o ensino da arte que inovaram essa prática em muitas instituições de ensino. Entretanto, nem tudo acontece da forma prevista, no sentido de haver interpretações errôneas das idéias originais dos pesquisadores da área. Assim, podemos citar, no campo da arte, conforme já comentamos no capítulo anterior, a livre expressão. Vejamos o que é referido no documento RCNEI a esse respeito: Tais orientações trouxeram inegável contribuição para que se valorizasse a produção criadora infantil, mas o princípio revolucionário que advogava a todos a necessidade e a capacidade da expressão artística aos poucos transformou-se em um deixar fazer sem nenhum tipo de intervenção, no qual a aprendizagem das crianças pode evoluir muito pouco. BRASIL (1988, p.87) Essa idéia foi muito discutida, resultando em novos conceitos para o ensino da arte. Qual era então a nova proposta? O desenvolvimento artístico da criança depende de complexas formas de aprendizagem e não acontecem automaticamente, à medida que a criança cresce. Essas formas de 2

3 aprendizagem envolvem tudo o que a criança vivencia dede seu nascimento. A cultura, as imagens, o contexto familiar, as diferentes oportunidades experienciadas e diferentes estímulos recebidos. Preparar os materiais que serão utilizados com as crianças deve fazer parte do planejamento do educador. É possível produzir tintas utilizando diversos matérias primas. Essa experiência pode ser realizada na presença da criança para despertar sua curiosidade científica e exploração de materiais. A confecção do papel artesanal é excelente atividade para ensinar a preservação do meio ambiente. Com a massa de modelar caseira e composições tridimensionais com sucata, a criança aprende a improvisar materiais e percebe que, nem sempre, precisa comprar brinquedos caros para se divertir. Na releitura de obras de arte, aprende o respeito pela produção de profissionais da arte, aprende contemplação e apreciação. Expressar-se através do fazer artístico é resgatar o verdadeiro eu, descobrir o elo para a aprendizagem dos valores, sentimentos e significações. ampliar o conhecimento de mundo que possuem, manipulando diferentes objetos e materiais, explorando suas características, propriedades e possibilidades de manuseio e entrando em contato com formas diversas de expressão artística; utilizar diversos materiais gráficos e plásticos sobre diferente superfícies para ampliar suas possibilidades de expressão e comunicação. Interessar-se pelas próprias produções, pelas de outras crianças e pelas diversas obras artísticas (regionais, nacionais ou internacionais), com as quais entrem em contato, ampliando seu conhecimento de mundo e da cultura; Produzir trabalhos de arte, utilizando a linguagem do desenho, da pintura, da modelagem, da colagem, da construção, desenvolvendo o gosto, o cuidado e o respeito pelo processo de produção e criação. 1.2 Eixo: Música Como a forma mais completa de manifestar a diversidade cultural, a música é a expressão do sentimento, do prazer, do protesto, dos rancores e também se constitui em benefício para o bem estar físico, mental e social. Contribui como recurso na formação global da criança nos aspectos Cognitivo / Lingüístico, Psicomotor e Sócio-afetivo. É fundamental que o educador favoreça, através de atividades programadas, a exploração de diversos instrumentos de percussão, a demonstração de instrumentos de corda e de sopro, o contato corporal e os vínculos afetivos, favorecendo a apreciação e fazer musical. Os conteúdos devem abordar melodia, ritmo, harmonia, sons e silêncio. 3

4 Na rotina da creche, pode ser incluída a música cantada em vários momentos do dia, como hora da chegada com cumprimento, chamando cada um pelo nome; hora do lanche; hora da brincadeira; hora da história. Sempre que possível, deve-se realizar um momento de musicalização infantil, onde o educador se programa para fazer uma abordagem musical mais significativa, utilizando os termos adequados para falar da música, dessa forma, desenvolvendo a inteligência musical da criança numa linguagem apropriada à idade. O desenvolvimento pleno das potencialidades inclui o despertar da capacidade auditiva. O ouvido sensível discrimina volume, intensidade e altura de sons, assim como a pronúncia de sons articulados, o que é fundamental para a alfabetização... A freqüência com que a criança é levada a ouvir e apreciar músicas de boa qualidade é responsável direta pelo gosto pela música e, às vezes, pelo despertar de vocações. (RIZZO, 1985, p.242). Ouvir, perceber e discriminar eventos sonoros diversos, fontes sonoras e produções musicais; Brincar com a música, imitar, inventar e reproduzir criações musicais. Explorar e identificar elementos da música para se expressar, interagir com os outros e ampliar seu conhecimento do mundo; Perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio de improvisações, composições e interpretações musicais. 1.3 Eixo: Movimento Para falar sobre movimento, é essencial fazermos referencia à vida intra-uterina, quando o feto já desenvolve sua inteligência corporal-cinestésica (GARDNER, 1994), explorando o ambiente através de seus movimentos e também ao responder com pequenos chutes ao toque da mãe. No primeiro mês de vida, o bebê exercita seus reflexos aprimorando os esquemas motores e através destes traduzem seus desejos e necessidades (PIAGET, 1975). Essa fase antecede a aquisição da linguagem. No entanto, mesmo após a estruturação e compreensão das palavras e da fala fluente, o movimento ainda ocupa lugar privilegiado na vida da criança. Ao movimentar-se e expressar-se no espaço físico, a criança traduz com sua linguagem gestual seus sentimentos, emoções, angústias, pensamentos. As palavras silenciam e a criança encontra no movimento outra maneira de falar de si mesma aos amigos. O movimento não se limita à dança e ao teatro, mas a toda e qualquer manifestação e expressão facial de alegria, tristeza, registro das garatujas e desenhos, corridas, pulos, chutes, gesticulações, ampliando as possibilidades e potencialidades de seu corpo. O incentivo a essas 4

5 práticas educativas levam a criança a inúmeras descobertas e fascínio ao perceber o significado de seus gestos pelo retorno na interatividade com seus pares. O educador deverá proporcionar momentos lúdicos em um espaço desafiador, que estimule a criança a superar obstáculos com segurança, o que fortalecerá sua auto estima, conhecimento de si mesma e de suas capacidades em relação ao próprio corpo. Aprimorar o movimento através do brincar, desenvolve habilidades que são pré-requisitos para a aquisição da linguagem escrita. Cada criança precisa aprender por si própria sobre o que o seu corpo pode fazer, e como e onde ele está se movimentando. A aprendizagem poderá apenas ocorrer pela experiência do fazer! O fazer deve ser guiado por professores e pais perceptivos, informados e conhecedores. Qualquer criança merece o direito de tornar-se mestra de seu próprio físico. Não há direito mais fundamental do que o direito de movimentar-se com confiança e alegria. (CAPON, 1989, p.6). Explorar os objetos, o ambiente e familiarizar-se com a imagem de seu corpo. Locomover-se progressivamente no espaço, adquirindo equilíbrio, noção espacial, auto confiança e auto estima. Ampliar as possibilidades de expressão, potencializando as qualidades dos movimentos referentes à força, velocidade, resistência e flexibilidade. 1.4 Eixo: Linguagem Oral e escrita Ao abordarmos esse eixo, precisamos fazer referência ao desenvolvimento gradativo das quatro habilidades lingüísticas que são escutar, falar, ler e escrever. Cada um desses aspectos traz consigo uma multiplicidade de significados nos provando a impossibilidade de traduzi-los isoladamente, mas com uma interdependência no processo de desenvolvimento do ser humano. É a partir desses elementos que criança interpreta e se apropria do mundo, entende a diversidade cultural e representa a realidade (BRASIL, 1998). Desde sua vida intra-uterina, o bebê exercita e aguça sua capacidade de escutar os sons do ambiente interno e externo ao útero materno. Após o nascimento, sua exploração de mundo e estímulos favorecem a construção de conceitos, esquemas motores e cognitivos capacitando-o à aquisição da fala. Antes, porém, de se expressar através da fala, o bebê compreende muito do que lhe é dito, respondendo com atitudes, gestos, sorrisos, choros. Nessa fase do desenvolvimento da criança, de 0 a 2 anos, a linguagem pode ser estimulada através da valorização do balbucio do bebê, conversas durante as atividades de rotina como no banho, na troca de fraldas, na alimentação, na brincadeira, entre outras. Contar histórias, cantar, imitar os sons dos animais, falar os nomes dos objetos e partes do corpo também constituemse atitudes que estimulam o desenvolvimento da linguagem. 5

6 Com a aquisição da fala, exercício dos esquemas motores e definição da coordenação motora fina, a criança interessa-se pelo mundo da leitura e escrita iniciando sua construção a partir das garatujas, rabiscos, movimentos circulares até a tentativa de registro das palavras. Essa fascinante descoberta do mundo da leitura e escrita deve ser estimulada pelo educador, sempre respeitando o ritmo de cada criança, sua especificidade, curiosidade e interesse. O processo de construção da escrita segundo Emília Ferreiro Ferreiro conclui, em sua psicogênese da língua escrita, que existem cinco níveis de representação gráfica na construção da escrita pela criança, são eles: Nível I e II Pré-silábico: inicialmente, a criança reproduz as formas das letras que visualiza à sua volta, lendo em seus traços o que gostaria que estivesse escrito. A quantidade de letras aleatórias que registra é proporcional ao tamanho do objeto ou animal que representa. Números e letras se misturam, não havendo correspondência entre som e grafia, predominando a escrita de imprensa caixa alta (influência dos estímulos do meio) Nível III Silábico: neste momento de descoberta, a criança registra uma letra para cada sílaba, pois conclui que um som pronunciado se refere a uma grafia traçada. Utiliza letras com ou sem valor sonoro convencional Nível IV Silábico-alfabético: ao registrar da forma silábica uma palavra que tem duas sílabas, a criança entra em conflito, pois até então acreditava que a palavra, para que pudesse ser lida, precisava ter no mínimo três letras. Esse conflito leva a criança à transição para a fase silábicoalfabética, quando registra algumas sílabas completas, outras não. A escrita é diferenciada com valor sonoro inicial. Nível V Alfabético: por fim, descobre a escrita convencional, quando compreende o valor de cada um dos caracteres da escrita. Nessa fase, interessa-se pela escrita cursiva e inicia o processo de descoberta da ortografia, podendo ainda escrever frases inteiras sem separar as palavras convencionalmente (ELIAS, 2000). Participar de situações variadas de comunicação oral, leitura e escrita através do manuseio de livros, revistas e história em quadrinhos, com o fim de expressar-se socialmente e interagir com seus pares; Ampliar gradativamente suas possibilidades de comunicação e expressão, interessando-se pela linguagem escrita, escolhendo livros para ler e apreciar. 1.5 Eixo: Natureza e Sociedade O ser humano está estruturado biologicamente para sentir prazer no contato com a natureza por ser essencialmente natural. Possui necessidade de conviver em sociedade, exercer sua cidadania e ter liberdade de expressão. Repensar a ação pedagógica na Educação Infantil é 6

7 necessário, partindo do conceito de que o que se ensina hoje dentro desse tema, para crianças de até cinco anos de idade, tem sido fragmentado e descontextualizado. No cotidiano e rotina escolar devem ser proporcionadas situações de contato com o fascinante mundo natural e social para que parta da criança a curiosidade e interesse em querer saber mais profundamente sobre suas vivências. O educador deve favorecer a exploração às crianças menores de três anos e, a partir da aquisição da fala, aguçar a sua curiosidade, instigando-a diante das situações que surgem no ambiente escolar, contextualizando a aprendizagem, trazendo significado à sua prática educativa. Cultivar um canteiro de flores ou de verduras, por exemplo, também constrói na criança hábitos saudáveis, como alimentação adequada, disciplina, organização, limpeza, socialização com os demais, observação, contemplação, mutualidade e até uma noção de culinária. Ter um animalzinho no ambiente externo, como tartaruga, coelho, aves, pode contribuir com a atitude de cuidado, respeito e preservação dos animais. No entanto, não podemos ficar restritos ao espaço da escola, mas ir para além das paredes da escola, visitando as diversidades culturais, explorando objetos, roupas, alimentação, linguagem, hábitos, simulando situações. Observar e registrar, através do desenho, os fenômenos naturais, as nuvens, o sol, o vento, a chuva, a noite, a lua, as estrelas. Construir e manusear telescópios para observação. Falar, perguntar, deduzir, refletir, investigar. Existe uma infinidade de assuntos que podem ser trabalhados nesse eixo, mas é preciso ter critérios para que a abordagem seja qualitativa e não quantitativa. Explorar o ambiente, relacionar-se com pessoas e pequenos animais, plantas e objetos diversos, manifestando interesse e curiosidade; Interessar-se e demonstrar curiosidade pelo mundo natural e social, buscando soluções para compreendê-lo, preservá-lo e valorizá-lo. Estabelecer relações entre o modo de vida característico de seu grupo social e de outros grupos. 1.6 Eixo: Matemática A criança vive cercada pela matemática e seus conceitos maior, menor, leve, pesado, largo, estreito, pouco, muito. Mas, como se dá a compreensão da matemática na educação Infantil? Muitos educadores acreditam que a matemática está restrita à atividade realizada no papel, colorindo o numeral e colando a quantidade de bolinhas de papel ao lado do número. Essas atividades também têm a sua importância desde que devidamente contextualizadas quando, através de um jogo ou brincadeira, a criança assimila e compreende conceitos matemáticos fundamentais para a vida em sociedade. 7

8 Aproximadamente aos três anos, é perceptível o interesse da criança na contagem recitativa, ainda que não domine a seqüência lógica dos numerais na contagem dos objetos. A memorização é fator inevitável nesta idade pela imaturidade na estruturação biológica da criança nesta fase para a compreensão dos significados de quantidade, proporcionalidade e outros conceitos matemáticos (RIZZO, 1985). No entanto não deve ser estimulada nos anos seqüenciais, pois o que desejamos na formação do ser humano não é a repetição de idéias, mas sim a descoberta científica pela iniciativa, reflexão e conclusão. À medida que a criança vai amadurecendo, através da interação com o meio, exploração e descobertas, adquire estruturas mentais e esquemas cognitivos que lhe possibilitam compreender, comparar, analisar, interpretar e sintetizar. Nessa etapa, torna-se imprescindível que o educador tome alguns cuidados com o fim de nortear suas ações: ofereça oportunidades; conheça as necessidades e possibilidades da criança; evite uma linguagem que torne a compreensão dificultosa; utilize jogos e materiais concretos para que haja significado na aprendizagem (NICOLAU, 1985) Quando, na brincadeira, as crianças são as peças do jogo, a matemática acontece na exploração do espaço; no ritmo da música e da dança; na organização dos brinquedos; na classificação pelas características dos amiguinhos; na seriação de objetos, na fila para ir ao parque; na hora do lanche comparando tamanho, peso, quantidade; e assim tudo coopera para que a educação matemática seja um sucesso, pois o material didático coexiste com o ambiente nas situações do dia a dia da criança na escola e o recurso que esse ambiente precisa é o educador. Estabelecer aproximações a noções matemáticas presentes no cotidiano da criança, conforme o nível de compreensão adquirido até o momento. Reconhecer e valorizar os números e sua utilização no cotidiano, comunicando, através da linguagem matemática, suas idéias e hipóteses referentes à medida, quantidade e espaço físico. MONTAGNINI, Rosely Cardoso; CAVA, Laura Célia Cabral; ANDRADE, Klésia Garcia Andrade. Ensino das artes e da música. São Paulo: Pearson Education do Brasil,

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