Manejo nutricional dos ovinos Profa. Fernanda Bovino

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1 Manejo nutricional dos ovinos Profa. Fernanda Bovino Introdução Representa até 60% custos Mais importante para o sucesso Exigências nutricionais Mantença Produção Reprodução Alimentos Nutrientes Energia, proteína e minerais Água Exigências nutricionais Quantidade requerida de um nutriente Quantidade de nutrientes ou energia para que os processos vitais do corpo permaneçam normais Não permite perda ou ganho de peso Influenciada Condições ambientais Nutricional Raça Espécie Exigências nutricionais Alimentos Nutrientes Proteína Músculos, ossos, pêlos Crescimento e produção Carboidrato/ energia Gordura Minerais Regula diversas funções Cálcio, fósforo, sódio, magnésio e enxofre Vitaminas A, B, C, D, E e K Água Mais importante 70 a 80% do corpo Funções Regular a temperatura Transporte de nutrientes Eliminar substâncias tóxicas Consumo diário: 1 a 6 L Lactação: aumento de 50% Leite: 90% água Alimentos Volumosos

2 Fibrosos >18% fibra Maior quantidade Funcionamento do rúmen Fenos, silagens, palhas e restos de culturas, forragem verde picada, pastagens em geral 60% dieta Alimentos Concentrados Rico em carboidrato e em proteína Pouca fibra, <18% Grãos, farelos, polpa cítrica, raspa de mandioca, uréia, melaço PASTOS CULTIVADOS E CAPINEIRAS Manejo das pastagens Escolha da forrageira Tipo de terreno/ solo Hábito de pastejo (>1,0 mt) Longevidade Resistência às pragas e doenças e clima Produzir boa massa de forragem Minimizar sistema produtivo Melhorar produção, preservar o solo, reciclar nutrientes e controlar erosão Sistema de pastejo Contínuo Extensivo Menor aproveitamento da forragem Menos infra-estrutura Mão-de-obra menos qualificada Sistema de pastejo rotacionado Divisão em piquetes Controle da rebrota Auxílio no controle da verminose Uniformidade do pasto Maior capacidade de suporte Maior produtividade animal por área Adequação taxa de lotação 0,2UA; 1ha = 5 ovinos/ caprinos adultos Período de ocupação (PO): 7 dias Período de descanso (PD): 21 a 45 dias Número de piquetes Número = (PD/PO) +1 Boas práticas de cultivo Limpeza da área Manter árvores Preparação do solo Curvas de nível Análise de solo Adubação Número correto de animais e na época certa

3 Evitar rebaixamento excessivo Controle de pragas e plantas invasoras Principais forrageiras Gênero Panicum Panium maximum Jacq a kg/ha de MS Qualidade de media a boa Elevada producao de MS Elevada porcentagem de folhas Bom valor nutritivo Gênero Panicum Capim Tanzânia Forma touceiras Folhas mais finas que Mombaça e Colonião Média tolerância ao frio e à seca 2,5 a 3,0 ton de MS/ há/ ano PB 16% Capim Mombaça Maior porte Feno e silagem Gênero Panicum Capim Aruana Um dos melhores para engorda de ovinos e caprinos à pasto Boa tolerância ao pastejo baixo Maior exposição das larvas dos helmintos às interpéries climáticas Ótima palatabilidade 18 a 21 ton de MS/ há/ ano 8 a 10% PB Gênero Cynodon Produção de 15 a 30 kg/há de MS Propagação por mudas Crecimento estolonífero Favorável às larvas dos helmintos Coast Cross, Tiftons e Estrelas Capim Tifton Porte baixo Alta produção de massa verde, ótima palatabilidade e 21% PB Boa tolerância à seca Produção feno Capim Gramão Resistente ao pisoteio 12% PB Feno Gênero Avena Aveia forrageira ou aveia preta Gramínea anual de inverno Região Sul Boa digestibilidade e elevada aceitabilidade 5 a 8 ton/ ha MS 13 a 15% PB Espécies forrageiras

4 Azevém Lolium multiflorum Gramínea de inverno SC e RS Alta palatabilidade e elevado teor de proteína Consorciada com trevo-branco e cornichão Usada por 60 a 180 dias/ anos PB 10 a 12% Silagem Forrageiras para corte Capineira Área cultivada com gramínea de elevada produção Forrageira utilizada Boa aceitação pelos animais Fácil formação Boa persistência e alto vigor de rebrota Fornecida: fresca, cortada ou picada Capim-elefante e cana-de-açucar Cana-de-açucar Verde e picada no cocho (uréia) ou silagem Vantagem Alta produção de MS, 30ton/ ha/ ano Melhor valor nutritivo (colheita) no período seco do ano Manutenção do valor nutritivo Replantio: 4 a 5 anos Baixo custo de produção Desvantagens Baixos níveis de PB e minerais Baixa qualidade da fibra Diminuição da produção com os cortes Corte diário Dificuldade para ensilagem (sem aditivos) Fornecimento diário 6% PV Capim-elefante Pennisetum puperreum Capineira ou ensilagem Muito cultivado Fácil multiplicação Produção 50 a 60 ton/ há de MS Porte elevado Corte com máximo 1,5mt Silagens Milho Muito cultivada Rico em energia Grãos, farelo, rolão, silagem e restos de cultura Escolha do cultivar Adubação adequada Corte: 30 a 37% de MS, grãos de textura variando de pastoso até farináceo duro Sorgo

5 Grãos ou forragem Pastejo ou cocho (verde, silagem, feno) Maior rendimento, menor valor nutritivo, menor exigência em fertilidade e maior resistência à seca comparado ao milho Vantagem: rebrota Planta nova: ácido cianidrico Legumineiras/ banco de proteína Suplementar os animais de maior exigência Leguminosas Rica em proteínas Leucena Tolerantes à seca Pastejo direto ou banco de proteína Consórcio com lavouras Fornecida verde, ensilada ou feno Proteína = Alfafa Não usar como alimento único Guandu Produz em solos pobres e com pouca chuva Grãos para consumo humano e forragem para os animais Adubo verde PB 14 a 21% Consumo direto ou feno Alimentos concentrados Energéticos Milho Sorgo Polpa cítrica Farelo de trigo Milheto Raspa de mandioca Farelo de arroz Melaço cana-de-açucar Ração comercial Proteicos Farelo de algodão Farelo de soja Farelo de canola Farelo de girassol Alimentos alternativos Resíduos Indústria de sucos (laranja, abacaxi, maracujá): polpa in natura ou peletizada Cervejaria: cevada Destilaria de álcool: levedura seca, bagaço de cana Mandioca: casquinha da mandioca, aspa, farinha de varredura, resíduo de fecularia ALIMENTAÇÃO POR CATEGORIA ANIMAL Nascimento à desmama Colostro

6 Leite 15 primeiros dias Múltiplos: suplementar com produtos lácteos Exploração leiteira Criados como órfãos Mamam o colostro e posterior separação Leite de cabra, ovelha ou vaca Nascimento à desmama 3ª semana Estimular desenvolvimento do rúmen Alimentos sólidos Fornecer feno/ capim Creep-feeding 5ª semana Fase de transição Desmama 60 a 75 dias/ 8ª semana 15 kg Fêmea produzindo menos de 1L Nascimento à desmama Proposta de manejo 1ª semana Crias e mães confinados 24 horas 2ª e 3ª semana Crias confinadas e mães pastando à tarde 4ª semana ao desmame Crias confinadas e mães pastando o dia todo Recria Até 90 dias Machos e fêmeas juntos Mesma ração do creep feeding Machos destinados ao abate Terminar com ração mais rica em energia Confinamento 15 kg 60 e 90 dias Machos destinados à reprodução Separados das fêmeas Soltos durante o dia, presos a noite 60 a 70% PV 6 a 8 meses Animais em engorda/ terminação Pasto ou confinado Alcançar PV entre 25 a 30kg Solto: 12 a 15 meses Se suplementados: 6 a 8 meses Confinado: 120 dias

7 Duração 60 a 70 dias Volumoso boa qualidade Ração: 300g/ cab./ dia Recria Fêmeas Incorporadas ao plantel ou vendidas como futuras matrizes Evitar sobrepeso acúmulo de gordura no úbere 1 a 2% concentrado pela manha Passar o dia no pasto Preso à noite com feno à disposição Atingir 70% peso adulto entre 8 14 meses Reprodutor Fora da estação de monta Forragem de boa qualidade 60 dias antes e durante a estação de monta Forragens Concentrado com 16% PB, 1% PV (500 a 700g/ dia) Cálculos urinários Aumento concentrado Diminuição de volumoso Fêmeas adultas 3 semanas antes da estação de monta e 45 dias Ganhar peso Flushing alimentar - cio Aumento do valor energético dos alimentos Não podem estar gordas Forragem de boa qualidade (300g MS) 150 a 200 g/dia de ração Fêmeas gestantes Terço médio 50 a 100 dias Escore corporal 3,0 3,5 Bom feno/ silagem: 2kg/ cab./ dia Ração: 50g/ cab./ dia Plano nutritivo alto Crescimento retardado do feto Predisposição à toxemia da gestação Fêmeas gestantes Terço final de gestação 100 a 150 dias Maior crescimento fetal Necessidade gestante aumenta 100% Maior para gestante de múltiplos Diminuição capacidade ingestão Melhor alimentação Pastagens de excelente qualidade cultivadas para este propósito Menor umidade feno (700g) Suplementar: 500g ração 4 a 5 kg silagem

8 Fêmeas gestantes Problemas terço final Sobrevivência/ desenvolvimento das crias Menor peso corporal Menor vitalidade ao nascimento Redução produção colostro Menor habilidade materna Menor produção de leite no início da lactação Fêmeas em lactação Amamentado Forragem de boa qualidade 300 a 500 g de ração Fêmeas para produção de leite 2 a 3 semanas pós-parto Necessidade nutricional mais elevada Maior produção leiteira Até 90 a 100 dias 500 a 800g/ cab./ dia Alimento com alta densidade energética Produção até 2L/ dia Pastagens de boa qualidade Manejo alimentar: recomendações Estabelecer reserva estratégica de volumoso Capineira, cana-de-açucar, silagem, feno Fornecimento de suplemento mineral Definir o plano de suplementação para os animais para otimizar o desempenho produtivo Fase de cria: amamentação controlada + creep feeding Manejo alimentar: recomendações Não utilizar alimento de origem animal Não utilizar antibióticos e anabolizantes Seguir recomendações dos órgãos governamentais quanto ao uso de antibióticos ionóforos na alimentação animal Manejo alimentar: recomendações Comprar produtos registrados pelo MAPA Estar seguro que os alimentos estejam isentos de fungos ou outros agentes que possam comprometer a saúde dos animais Estocar alimentos protegidos de umidade, roedores e agentes contaminantes Equipamentos Limpeza Triturador e misturador de ração sempre limpos e protegidos Retirada de restos de comida Adapatação gradual quando houver troca na alimentação

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