Latusa digital ano 2 N 14 maio de 2005

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Latusa digital ano 2 N 14 maio de 2005"

Transcrição

1 Latusa digital ano 2 N 14 maio de 2005 Dos novos sintomas ao sintoma analítico Elizabeth Karam Magalhães Na contemporaneidade, a prática clínica confronta o analista com novas formas do sintoma, que têm sido denominadas por vários autores, dentre os quais J.-A. Miller, Éric Laurent, Hugo Freda, Bernard Lecoeur e Maurício Tarrab, de novos sintomas. Ora, o sintoma situa-se em relação ao discurso do mestre 1. Assim, para estudar os novos sintomas, precisamos estar atentos à mudança dos significantes-mestres que ordenam o social e aos modos de gozo que respondem a estes. Isto implica em voltar-se para o discurso do mestre contemporâneo e nele buscar o lugar da psicanálise. Um percurso do conceito de novos sintomas Desde quando se começou a fazer referência aos novos sintomas no Campo freudiano? O que se buscava definir com esta expressão? Minhas leituras indicam que os autores citados começam a falar em novas formas do sintoma para apontar a proliferação dos gozos fora do discurso. O adjetivo novos, referido a sintomas que se apresentam na clínica, tem sido utilizado para abordar a bulimia, a anorexia, a doença do pânico, a toxicomania, etc. que expressam gozos não regulados pelo sintoma, tal como entendido até então. Os novos sintomas não são sintomas no sentido clássico, 1 MILLER, J.-A. Percurso de Lacan. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1987, p

2 pois não têm como função ordenar o gozo. Eles expressam um gozo solto, sem sintoma. Se, no sentido clássico, o sintoma traz uma satisfação inconsciente, nos novos sintomas não há enigma: o sujeito sabe do que goza. No sentido clássico, o sintoma é pensado como barreira ao gozo, mantendo a busca de satisfação dentro dos limites do princípio do prazer. É pela via da palavra que o sujeito confere ao objeto e ao gozo deste seu caráter mítico, pois o objeto é perdido desde sempre, o que abre a possibilidade de objetos e gozos substitutos, inscritos na lógica fálica. De acordo com Soler É isto que o sintoma faz: dada a falta do parceiro adequado de gozo, um sintoma coloca alguma outra coisa no lugar; um substituto, um elemento adequado para encarnar o gozo. Essa operação de substituição fixa o modo de gozo do sujeito. 2 Se a concepção de sintoma, que vigorou até recentemente, está fundamentalmente articulada, em Freud e Lacan, à palavra, as novas formas de sintoma se apresentam mudas, segundo Miller 3. Estas se fazem presentes no corpo de forma mais direta, podendo causar-lhe danos, pois estão referidas ao corpo fisiológico e não ao corpo pulsional. Miller vai refletir sobre o que denomina de novas formas do sintoma no curso O Outro que não existe e seus comitês de ética, em que ele e Laurent se debruçam sobre a inexistência do Outro e suas conseqüências. Aborda essa questão em outros textos, tais como: O sintoma e o cometa e A teoria do parceiro, que são versões revistas de aulas deste seminário. Tais dados parecem indicar que este curso concentra as primeiras formulações de Miller sobre as novas formas de apresentação do sintoma. A contemporaneidade é marcada pela obsolescência do novo, pela troca constante de objetos, e nela o próprio sujeito passa a ocupar a posição de objeto. Miller localiza uma fonte de novos sintomas naquilo que nutre a 2 SOLLER, C. A psicanálise na civilização. Rio de Janeiro: Contra Capa livraria, 1998, p MILLER, J.-A. O sintoma e o cometa. Opção Lacaniana, n 19. S. Paulo: Edições Eólia, 1997, p. 9. 2

3 inquietude de cada um de nós [...] de talvez não ser mais tão novo assim [...] E o culto do novo, de modo inexorável, faz do próprio sujeito um objeto obsoleto, um dejeto 4. Desta forma, a única coisa que resistiria ao caráter sintomático do sempre novo é um novo sintoma 5. Não por acaso estamos na época da invenção do objeto a e de sua subida ao zênite da civilização, na qual o novo aparece como forma contemporânea da pulsão de morte. 6 Do sintoma freudiano ao novo sintoma Freud formula duas abordagens do sintoma. A primeira é construída a partir do modelo da histeria, na qual o que sofre recalque é o desejo. Neste modelo, aquilo que, do desejo, é recalcado aparece no corpo como mensagem ao Outro, o que localiza esta operação no registro simbólico 7. A outra concepção do sintoma é baseada no modelo da neurose obsessiva. Nela, a pulsão aparece como objeto de recalque. Ou seja, aqui está em causa uma satisfação pulsional da ordem do excesso, marcada pela repetição do que retorna sempre ao mesmo lugar, que aponta para um gozo excessivo e fixo. 8 O modelo histérico de sintoma foi concebido como possível de ser interpretado devido à incidência da palavra sobre o sintoma, conferindo-lhe um sentido, como Freud nos mostrou desde os Estudos sobre a histeria. No modelo da neurose obsessiva, a palavra não tem o mesmo efeito sobre o sintoma, uma vez que a pulsão não é da ordem da palavra, mas do real. Aí está sempre 4 MILLER, J.-A &. LAURENT, E. Curso de Orientação Lacaniana ( ), L Autre qui n existe pas et ses comités d ethique. Aula de 5 /03/1997. Inédito. Tradução da autora. 5 MILLER, J.-A. O sintoma e o cometa. Em: Opção Lacaniana, op. cit., p MILLER, J.-A &.Laurent, E. Curso de Orientação Lacaniana ( ). Aula de 5/03/ FREUD, S. Estudos sobre a histeria (1895). Em: Obras completas. Rio de Janeiro, Imago, 1976, vol.ii. 8 FREUD, S. Notas sobre um caso de neurose obsessiva (1909). Em: Obras completas, Rio de Janeiro: Imago, 1976, vol X. 3

4 presente, como se depreende de Inibição, sintoma e angústia 9, a busca permanente e insistente de satisfação, a compulsão à repetição de uma primeira satisfação marcada por um excesso, em que o sintoma aparece como solução satisfatória substituta: o gozo na prática obsessiva. Os novos sintomas inscrevem-se no modelo obsessivo, enquanto marcados pelo real da pulsão, refratários à palavra. Não são sintomas estruturados como linguagem, não se dirigem ao Outro; eles se referem, pelo contrário, a um gozo que se presentifica no corpo de forma surda e repetitiva. As práticas ligadas à palavra, as psicoterapias e a psicanálise, têm como efeito este fenômeno novo, fruto da cultura contemporânea e da demanda de que o sujeito fale do seu gozo. É neste contexto que Miller situa o aparecimento de sintomas mudos. 10 Os novos sintomas poderiam ser apontados como fruto da predominância e do incremento do modelo dos sintomas obsessivos, inclusive na histeria. Ou, indo além, portadores de uma transestruturalidade, que permite que se apresentem tanto na histeria, na neurose obsessiva como na psicose. Segundo Miller, somente o último ensino de Lacan privilegia [...] o modelo obsessivo de sintoma, no qual o sintoma aparece como real, aquele que resiste ao dizer 11. Essa concepção permite pensar a toxicomania, em que o objeto é incorporado, como um gozo auto-erótico que tenta provar a inexistência do Outro. Por isso, diz Miller, o gozo toxicômaco tornou-se emblemático do autismo contemporâneo do gozo 12. O sujeito, na toxicomania, estaria preso à satisfação paradoxal própria do gozo, articulada tanto ao prazer 9 FREUD, S. Inibições, sintomas e ansiedade (1926). Em: Obras completas. Rio de Janeiro: Imago, 1976, vol. XX. 10 MILLER, J.-A. O sintoma e o cometa, op.cit., p Idem, Ibidem. 12 MILLER, J.-A. Os circuitos do desejo na vida e na análise. Rio de Janeiro: Contra Capa livraria, 2000, p.172. Ver: A teoria do parceiro. 4

5 como ao desprazer, e que se apresenta de forma repetitiva, compulsiva e inadiável. O sujeito está preso a um objeto único, insubstituível, o objeto droga. Ao falar sobre a época de Freud, e de como ela propiciou o surgimento da psicanálise, Miller comenta a importância do conceito de repressão na estruturação da sociedade, enquanto a interdição que veicula é capaz de apontar para a falta como condição do desejo. Neste contexto, regulada pela função paterna, a opção do sujeito moderno vai se dar predominantemente pela via do desejo. Já na contemporaneidade, nos defrontamos com um visível aumento da escolha da via do gozo, do sem palavras, da ausência de laço social, que tem como decorrência os novos sintomas silenciosos. O declínio do pai na contemporaneidade tem como conseqüência a diluição da lei e dos ideais morais. Na ausência da prevalência do simbólico ocorre uma equivalência deste com os registros imaginário e real, o que vai ter repercussão sobre a forma do sujeito contemporâneo se constituir e sobre a definição de seus objetos de desejo. Como se constituir sem situar-se em relação ao Outro que agora não existe? A queda do Outro paterno aponta para uma fusão, para uma ausência de intervalo entre o sujeito da contemporaneidade e os objetos que lhe são oferecidos pela ciência. Eles estão à disposição para seu puro gozo, sem que seja necessário passar pelo desejo, como se não houvesse defasagem entre o buscado e o encontrado, ou, em outras palavras, como se a relação sexual fosse possível. Aqui fica foracluída a questão de que é, justamente, a recusa da demanda que produz insatisfação, então transformada em desejo, que conduz ao ideal do eu. 13 A quebra da hegemonia da regulação do gozo via função paterna levaria hoje à pretensão de eliminar tudo que se liga à falta, que, não podemos esquecer, 13 LACAN, J. O Seminário, livro 5: As formações do inconsciente ( ). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998, p

6 sempre foi uma promessa do capitalismo e da ciência. Aliás, o discurso capitalista incrementa o desregramento das pulsões pela oferta compulsiva de objetos, criando necessidades e ofertando-se para tamponá-las. Diante deste Outro não barrado, que se apresenta sem falta, o sujeito materializa o objeto a na comida, na droga, no corpo, etc. Diante da fragilidade da castração, o sujeito faz sintomas que lhe afirmam que a falta existe. O exemplo princeps das novas formas do sintoma são as toxicomanias, pois permitem isolar as características principais que circunscrevem a nova concepção do termo: não ser um sintoma analítico, constituir uma prática de gozo, estar voltado para um gozo sem limites, que prescinde do Outro e, portanto, da palavra. 14 Na obra de Lacan, Freda destaca a definição de droga em sua articulação com a castração, como o que encontra seu sucesso quando permite romper o casamento com o peruzinho 15. Ou seja, a droga como recurso do sujeito para romper com a função fálica. Assim, o toxicômaco se nomeia pelo uso da droga, ou seja, por uma prática ancorada num objeto específico, e não por seu sintoma. 16 Miller define os novos sintomas como uma ampliação da noção de sintoma. Diz ele: o que chamamos de novos sintomas diz respeito sobretudo a que a psicanálise se apodere de novos dados, se estenda e que ela estenda o sintoma 17.. Essa extensão seria necessária para incluir a nova versão do sintoma enquanto prática que não se dirige ao Outro: a extensão da psicanálise à toxicomania participa deste empuxo ao dizer [...] enquanto o toxicômano pode muito bem se arranjar com o não dizer [...]. Temos então 14 MILLER, J.-A. O sintoma e o cometa, op. cit., p LACAN, J. Intervenção no encerramento das jornadas de cartéis (1975) Em: Documentos para uma Escola, n 0. Rio de Janeiro: Letra Freudiana, p MILLER, J.-A & Laurent, E. Curso de Orientação Lacaniana ( ). Aula de 2/04/1997. Inédito, tradução da autora. 17 Idem, ibidem. 6

7 nos novos sintomas um conflito: o empuxo ao dizer social e o não dizer subjetivo entram em conflito direto. 18 Miller destaca como uma referência importante deste seminário a indicação de Lacan de que o modo de gozar contemporâneo depende essencialmente do mais-de-gozar [...]. Isto quer dizer que o sujeito pode viver sem ideal, sem as pessoas, sem o Outro, por um curto circuito que faz a entrega imediata do mais-de-gozar. É desta ligação direta com o mais-de-gozar que é feito o cinismo contemporâneo, permissão de prescindir da sublimação e obter, na solidão, um gozo direto. 19 Isto permite dizer, segundo Miller, que os novos sintomas não são sintomas freudianos, por não se referirem a um disfuncionamento subjetivo que toma como parâmetro o Ideal. Na ausência do Ideal, eles se tornam uma forma de funcionamento do sujeito, uma prática adotada pelo sujeito, sem queixa. 20 Aqui, segundo Miller, cabe introduzir uma dimensão do sintoma essencial para Lacan conforme abordado em RSI: é preciso acreditar nisso para que aí haja sintoma. 21 A razão da resistência do sujeito em buscar o sentido de seu sintoma estaria em que este não lhe parece conter um sentido, e para Miller é essa crença que pode levar o sujeito a pensar que o sintoma seja capaz de dizer: O fenômeno dessa crença constitui o sintoma como analítico; um sintoma existe como analítico se quer dizer algo Idem, ibidem. 19 Idem, ibidem. 20 MILLER, J. -A. Os circuitos do desejo na vida e na análise, op. cit., p MILLER, J.-A. & LAURENT, E. Curso de Orientação Lacaniana ( ). Aula de 2/04/1997. Inédito. Tradução da autora. 22 MILLER, J.-A. O sintoma e o cometa, op. cit., p. 9. 7

8 Os novos sintomas, apesar de seu mutismo e autismo, ou seja, embora práticas que não se dirigem ao Outro, são acessíveis de alguma forma pela palavra. Daí a crença do psicanalista na possibilidade de transformar um novo sintoma num sintoma analítico. É isso que está em causa na clínica da contemporaneidade. Miller chama atenção para a questão do consentimento do sujeito a que se cole nele um sintoma. Como dos novos sintomas chegar ao sintoma analítico? O que fazer para que um sujeito que acredita ter encontrado a solução feliz para elidir as questões mais cruciais do humano a não relação sexual, a divisão subjetiva, questões que, não cessando de se escrever, tensionam exigindo significação abandone tal panacéia para deixar aparecer seu sintoma? Miller responde a essa questão, afirmando que é preciso criar-lhe um sintoma quase freudiano, fazê-lo amar, de uma maneira ou de outra, a palavra, introduzi-lo no gozar pela palavra 23. Aqui a aposta seria de que a fixidez dos modos de gozo presentes nos novos sintomas possa ceder algo ao gozo fálico. Para tocar a satisfação pulsional é preciso que a intervenção do analista vá além da interpretação, apontando o gozo. Tarrab considera que para mover algo desta fixação é preciso reconstruir o Outro, para que surja o efeito sujeito, como resposta do real, [...] ali onde a resposta da época é a de pôr um objeto do mundo no lugar da inexistência do objeto. 24 Para Miller, a perspectiva obsessiva do sintoma é tão discrepante daquela das outras formações inconscientes por estar tão distante de um querer dizer, que 23 MILLER, J.-A & Laurent, E. Curso de Orientação Lacaniana ( ). Aula de 2/04/1997. Inédito. Tradução da autora. 24 TARRAB, M. Produzir novos sintomas. Em: Correio, n 52. Em: Belo Horizonte: EBP, março de 2005, p

9 pode passar desapercebido ao sujeito. Assim, apenas num segundo momento da análise, o sujeito teria condições de se perguntar pelo sentido de seu sintoma. 25 Quem é este Outro diante do qual o sujeito não tem nada a dizer? Parece que estamos diante da questão da presença constante deste Outro sem falta, o Outro da ciência, portador de todas respostas, que se estende como uma rede que aprisiona, não obstante seus furos, e ao qual Miller se refere como pastout partout. Ou seja, o nãotodo em todos os lugares, por não haver todo universal, nem existência do Um 26. Diante deste Outro, o analista opera no sentido de extrair algo deste Outro não barrado para que o sujeito possa advir.transformar um novo sintoma em sintoma analítico é apostar na transformação de uma prática de gozo num sintoma clássico, num sintoma interpretável, inscrito na estrutura da linguagem. Para tanto é preciso, segundo Miller, convencer o viciado, a anoréxica, o doente do pânico de que é possível conferir um sentido a seu sintoma. 27 O que temos, como psicanalistas, a dizer aos que sofrem dos novos sintomas é que continuamos a acreditar que a aposta na psicanálise é válida. Cabe inventar, no caso a caso, como pô-la em prática. 25 MILLER, J.-A. O sintoma e o cometa, op. cit., p MILLER, J.-A & LAURENT, E. Curso de Orientação Lacaniana ( ). Aula de 4/12/1996. Inédito. Tradução da autora. 27 MILLER, J.-A. O sintoma e o cometa, op. cit., p. 9. 9

10 10

Freud, S. Inibições, sintomas e ansiedade (1925). Em: Obras completas. Rio de Janeiro: Imago, 1969. 2

Freud, S. Inibições, sintomas e ansiedade (1925). Em: Obras completas. Rio de Janeiro: Imago, 1969. 2 DAR CORPO AO SINTOMA NO LAÇO SOCIAL Maria do Rosário do Rêgo Barros * O sintoma implica necessariamente um corpo, pois ele é sempre uma forma de gozar, forma substitutiva, como Freud bem indicou em Inibição,

Leia mais

A sua revista eletrônica CONTEMPORANEIDADE E PSICANÁLISE 1

A sua revista eletrônica CONTEMPORANEIDADE E PSICANÁLISE 1 A sua revista eletrônica CONTEMPORANEIDADE E PSICANÁLISE 1 Patrícia Guedes 2 Comemorar 150 anos de Freud nos remete ao exercício de revisão da nossa prática clínica. O legado deixado por ele norteia a

Leia mais

Devastação: um nome para dor de amor Gabriella Dupim e Vera Lopes Besset

Devastação: um nome para dor de amor Gabriella Dupim e Vera Lopes Besset Opção Lacaniana online nova série Ano 2 Número 6 novembro 2011 ISSN 2177-2673 Gabriella Dupim e Vera Lopes Besset No início da experiência analítica, foi o amor, diz Lacan 1 parafraseando a fórmula no

Leia mais

ISSO NÃO ME FALA MAIS NADA! (SOBRE A POSIÇÃO DO ANALISTA NA DIREÇÃO DA CURA) 1

ISSO NÃO ME FALA MAIS NADA! (SOBRE A POSIÇÃO DO ANALISTA NA DIREÇÃO DA CURA) 1 ISSO NÃO ME FALA MAIS NADA! (SOBRE A POSIÇÃO DO ANALISTA NA DIREÇÃO DA CURA) 1 Arlete Mourão 2 Essa frase do título corresponde à expressão utilizada por um ex-analisando na época do final de sua análise.

Leia mais

O amor em análise: algumas considerações a partir de depoimentos de passe Jussara Jovita Souza da Rosa

O amor em análise: algumas considerações a partir de depoimentos de passe Jussara Jovita Souza da Rosa Opção Lacaniana online nova série Ano 5 Número 14 julho 2014 ISSN 2177-2673 : algumas considerações a partir de depoimentos de passe Jussara Jovita Souza da Rosa [...] Falar de amor, com efeito, não se

Leia mais

Feminilidade e Violência

Feminilidade e Violência Feminilidade e Violência Emilse Terezinha Naves O tema sobre a violência e a feminilidade apresenta-se, nas mais diversas áreas do conhecimento, como um tema de grande interesse, quando encontramos uma

Leia mais

Feminilidade e Angústia 1

Feminilidade e Angústia 1 Feminilidade e Angústia 1 Claudinéia da Cruz Bento 2 Freud, desde o início de seus trabalhos, declarou sua dificuldade em abordar o tema da feminilidade. Após um longo percurso de todo o desenvolvimento

Leia mais

Desdobramentos: A mulher para além da mãe

Desdobramentos: A mulher para além da mãe Desdobramentos: A mulher para além da mãe Uma mulher que ama como mulher só pode se tornar mais profundamente mulher. Nietzsche Daniela Goulart Pestana Afirmar verdadeiramente eu sou homem ou eu sou mulher,

Leia mais

2- Ruptura com o Gozo Fálico: como Pensar a Neurose e a Psicose em Relação à Toxicomania?

2- Ruptura com o Gozo Fálico: como Pensar a Neurose e a Psicose em Relação à Toxicomania? 2- Ruptura com o Gozo Fálico: como Pensar a Neurose e a Psicose em Relação à Toxicomania? Giselle Fleury(IP/UERJ), Heloisa Caldas(IP/UERJ) Para pensar, neste trabalho, a neurose e a psicose em relação

Leia mais

Latusa digital ano 2 N 19 outubro de 2005

Latusa digital ano 2 N 19 outubro de 2005 Latusa digital ano 2 N 19 outubro de 2005 Sinthoma e fantasia fundamental no caso do homem dos ratos * Cleide Maschietto Doris Rangel Diogo ** O Homem dos ratos 1 é um caso de neurose muito comentado,

Leia mais

Novos fundamentos para a psicanálise: Teoria da feminilidade generalizada

Novos fundamentos para a psicanálise: Teoria da feminilidade generalizada Novos fundamentos para a psicanálise: Teoria da feminilidade generalizada 2001 Novos fundamentos para a psicanálise: Teoria da feminilidade generalizada Márcio Peter de Souza Leite Conteúdo Argumento...

Leia mais

Título: Entrevista com Fabián Naparstek

Título: Entrevista com Fabián Naparstek Título: Entrevista com Fabián Naparstek Autor: Didier Velásquez Vargas Psicanalista em Medellín, Colômbia. Psychoanalyst at Medellín, Colômbia. E-mail: didiervelasquezv@une.net.co Resumo: Entrevista com

Leia mais

A dimensão aditiva do sintoma

A dimensão aditiva do sintoma Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 7 março 2012 ISSN 2177-2673 Glória Maron Introdução Vivemos um tempo posterior à queda dos ideais e das figuras clássicas de autoridade que encarnam a função

Leia mais

A Outra: o delírio da histérica

A Outra: o delírio da histérica Opção Lacaniana online nova série Ano 2 Número 6 novembro 2011 ISSN 2177-2673 1 Ana Martha Maia e Maria Fátima Pinheiro Desde Freud, podemos dizer que a fantasia e o delírio são construções ficcionais

Leia mais

O AMOR NOSSO DE CADA DIA * Palavras chave: Amor; felicidade; sintoma; semblante

O AMOR NOSSO DE CADA DIA * Palavras chave: Amor; felicidade; sintoma; semblante O AMOR NOSSO DE CADA DIA * Palavras chave: Amor; felicidade; sintoma; semblante Heloisa Caldas ** Minha contribuição para este número de Latusa visa pensar o amor como um semblante que propicia um tratamento

Leia mais

Fome de quê? Daniela Goulart Pestana

Fome de quê? Daniela Goulart Pestana Fome de quê? Daniela Goulart Pestana O trabalho a seguir fruto de um Cartel sobre sintomas alimentares, propõe a ser uma reflexão dos transtornos alimentares mais comuns de nossa contemporaneidade. O eixo

Leia mais

Esse estranho que nos habita. neuroses clássicas e atuais Marcia Zucchi

Esse estranho que nos habita. neuroses clássicas e atuais Marcia Zucchi Opção Lacaniana online nova série Ano 5 Número 14 julho 2014 ISSN 2177-2673 : o corpo nas neuroses clássicas e atuais Marcia Zucchi Introdução Foi através dos mistérios do corpo que Freud criou a psicanálise.

Leia mais

Ser mãe hoje. Cristina Drummond. Palavras-chave: família, mãe, criança.

Ser mãe hoje. Cristina Drummond. Palavras-chave: família, mãe, criança. Ser mãe hoje Cristina Drummond Palavras-chave: família, mãe, criança. Hoje em dia, a diversidade das configurações familiares é um fato de nossa sociedade. Em nosso cotidiano temos figuras cada vez mais

Leia mais

A criança, a lei e o fora da lei

A criança, a lei e o fora da lei 1 A criança, a lei e o fora da lei Cristina Drummond Palavras-chave: criança, mãe, lei, fora da lei, gozo. A questão que nos toca na contemporaneidade é a do sujeito às voltas com suas dificuldades para

Leia mais

A ética do tratamento psicanalítico: diagnóstico diferencial.

A ética do tratamento psicanalítico: diagnóstico diferencial. A ética do tratamento psicanalítico: diagnóstico diferencial. Claudia Wunsch. Psicóloga. Pós-graduada em Psicanálise Clínica (Freud/Lacan) Unipar - Cascavel- PR. Docente do curso de Psicologia da Faculdade

Leia mais

CONTEMPORANEIDADE. Palavras-chave: pai, interdição do incesto, Lei, complexo de Édipo, contemporaneidade, psicanálise.

CONTEMPORANEIDADE. Palavras-chave: pai, interdição do incesto, Lei, complexo de Édipo, contemporaneidade, psicanálise. A FUNÇÃO DO PAI NA INTERDIÇÃO E NA LEI: UMA REFLEXÃO SOBRE IDENTIFICAÇÃO E VIOLÊNCIA NA CONTEMPORANEIDADE. Jamille Mascarenhas Lima Psicóloga, Universidade Federal da Bahia. Especialista em psicomotricidade,

Leia mais

Um Quarto de Volta. Maria Cristina Vecino de Vidal. Discursos

Um Quarto de Volta. Maria Cristina Vecino de Vidal. Discursos Um Quarto de Volta Maria Cristina Vecino de Vidal Este escrito versará em torno da estrutura dos quatro discursos e seu funcionamento na clínica psicanalítica. As questões se centrarão na problemática

Leia mais

Almanaque on-line entrevista Uma questão para a AMP-América

Almanaque on-line entrevista Uma questão para a AMP-América Almanaque on-line entrevista Uma questão para a AMP-América Entrevistada: Elisa Alvarenga Diretora Geral do IPSM-MG e Presidente da FAPOL (Federação Americana de Psicanálise de Orientação Lacaniana). E-mail:

Leia mais

FREUD: IMPASSE E INVENÇÃO

FREUD: IMPASSE E INVENÇÃO FREUD: IMPASSE E INVENÇÃO Denise de Fátima Pinto Guedes Roberto Calazans Freud ousou dar importância àquilo que lhe acontecia, às antinomias da sua infância, às suas perturbações neuróticas, aos seus sonhos.

Leia mais

O corpo para a psicanálise: notas sobre inibição e psicossomática. 1

O corpo para a psicanálise: notas sobre inibição e psicossomática. 1 O corpo para a psicanálise: notas sobre inibição e psicossomática. 1 Miriam A. Nogueira Lima 2 1ª - O corpo para a psicanálise é o corpo afetado pela linguagem. Corpo das trocas, das negociações. Corpo

Leia mais

O AUTISMO NA PSICANÁLISE E A QUESTÃO DA ESTRUTURA Germano Quintanilha Costa 1

O AUTISMO NA PSICANÁLISE E A QUESTÃO DA ESTRUTURA Germano Quintanilha Costa 1 O AUTISMO NA PSICANÁLISE E A QUESTÃO DA ESTRUTURA Germano Quintanilha Costa 1 I Introdução O objetivo deste trabalho é pensar a questão do autismo pelo viés da noção de estrutura, tal como compreendida

Leia mais

Há ou não um ato sexual? 1

Há ou não um ato sexual? 1 Opção Lacaniana online nova série Ano 5 Número 13 março 2014 ISSN 2177-2673 Há ou não um ato sexual? 1 Patrícia Badari Um, dois, três..., uma série de homens, uma série de encontros sexuais é o que ouvimos

Leia mais

A ética na pesquisa com seres humanos sob um ponto de vista psicanalítico

A ética na pesquisa com seres humanos sob um ponto de vista psicanalítico 1 A ética na pesquisa com seres humanos sob um ponto de vista psicanalítico Samyra Assad Foi a oportunidade de falar sobre o tema da ética na pesquisa em seres humanos, que me fez extrair algumas reflexões

Leia mais

Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673. Há um(a) só. Analícea Calmon

Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673. Há um(a) só. Analícea Calmon Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673 Analícea Calmon Seguindo os passos da construção teórico-clínica de Freud e de Lacan, vamos nos deparar com alguns momentos de

Leia mais

Latusa digital ano 0 N 2 setembro de 2003

Latusa digital ano 0 N 2 setembro de 2003 Latusa digital ano 0 N 2 setembro de 2003 O forçamento da psicanálise * Ruth Helena Pinto Cohen ** A ciência moderna tende a excluir a poética de seu campo e a psicanálise, a despeito de ter nascido a

Leia mais

Os impasses na vida amorosa e as novas configurações da tendência masculina à depreciação

Os impasses na vida amorosa e as novas configurações da tendência masculina à depreciação Os impasses na vida amorosa e as novas configurações da tendência masculina à depreciação Maria José Gontijo Salum Em suas Contribuições à Psicologia do Amor, Freud destacou alguns elementos que permitem

Leia mais

Ô MÃE, ME EXPLICA, ME ENSINA, ME DIZ O QUE É FEMININA? nossos tempos não foge à regra. As mulheres, afetadas pela condição de não-todas,

Ô MÃE, ME EXPLICA, ME ENSINA, ME DIZ O QUE É FEMININA? nossos tempos não foge à regra. As mulheres, afetadas pela condição de não-todas, Ô MÃE, ME EXPLICA, ME ENSINA, ME DIZ O QUE É FEMININA? Fernanda Samico Küpper É notória a contribuição que as mulheres sempre deram à engrenagem da psicanálise enquanto campo teórico. Desde Anna O., passando

Leia mais

O FALO E A MORTE NA DINÂMICA DA NEUROSE OBSESSIVA

O FALO E A MORTE NA DINÂMICA DA NEUROSE OBSESSIVA O FALO E A MORTE NA DINÂMICA DA NEUROSE OBSESSIVA Doris Rinaldi 1 A neurose obsessiva apresenta uma complexidade e uma riqueza de aspectos que levou, de um lado, Freud a dizer que tratava-se do tema mais

Leia mais

CORPO, IMAGEM, ORIFÍCIO: PONTUAÇÕES SOBRE O CORPO EM PSICANÁLISE. O valor do corpo como imagem, como suporte imaginário e consistência, por

CORPO, IMAGEM, ORIFÍCIO: PONTUAÇÕES SOBRE O CORPO EM PSICANÁLISE. O valor do corpo como imagem, como suporte imaginário e consistência, por CORPO, IMAGEM, ORIFÍCIO: PONTUAÇÕES SOBRE O CORPO EM PSICANÁLISE Regina Cibele Serra dos Santos Jacinto Ana Maria Medeiros da Costa Podemos afirmar que o interesse de Lacan pela questão do corpo esteve

Leia mais

O diagnóstico diferencial na clínica das toxicomanias Julia Reis

O diagnóstico diferencial na clínica das toxicomanias Julia Reis Opção Lacaniana online nova série Ano 2 Número 5 Julho 2011 ISSN 2177-2673 na clínica das toxicomanias Julia Reis Os descompassos da psiquiatria O DSM Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais

Leia mais

APO TAME TOS SOBRE A A GÚSTIA EM LACA 1

APO TAME TOS SOBRE A A GÚSTIA EM LACA 1 APO TAME TOS SOBRE A A GÚSTIA EM LACA 1 Elza Macedo Instituto da Psicanálise Lacaniana IPLA São Paulo, 2008 A angústia é um afeto Lacan (2005) dedica o Seminário de 1962-1963 à angústia. Toma a experiência

Leia mais

Tudo o que gosto é ilegal, imoral ou engorda

Tudo o que gosto é ilegal, imoral ou engorda Tudo o que gosto é ilegal, imoral ou engorda Maria Cristina da Cunha Antunes Flávia Lana Garcia de Oliveira Introdução: O campo freudiano de orientação lacaniana trabalha segundo o axioma de que não há

Leia mais

De onde vem a resistencia? 1

De onde vem a resistencia? 1 De onde vem a resistencia? 1 Maria Lia Avelar da Fonte 2 1 Trabalho apresentado na Jornada Freud-lacaniana. 2 M dica, psicanalista membro de Intersecção Psicanalítica do Brasil. De onde vem a resistência?

Leia mais

A importância teórica e prática do ensino de Jacques Lacan Palavras-chaves: Lacan, ensino, subversão, orientação. Zelma Abdala Galesi

A importância teórica e prática do ensino de Jacques Lacan Palavras-chaves: Lacan, ensino, subversão, orientação. Zelma Abdala Galesi A importância teórica e prática do ensino de Jacques Lacan Palavras-chaves: Lacan, ensino, subversão, orientação. Zelma Abdala Galesi As inúmeras homenagens prestadas durante o ano de 2001, ao centenário

Leia mais

Os princípios da prática analítica com crianças

Os princípios da prática analítica com crianças Os princípios da prática analítica com crianças Cristina Drummond Palavras-chave: indicação, tratamento, criança, princípios. As indicações de um tratamento para crianças Gostaria de partir de uma interrogação

Leia mais

Transferência e desejo do analista: os nomes do amor na experiência analítica ou Amar é dar o que não se tem

Transferência e desejo do analista: os nomes do amor na experiência analítica ou Amar é dar o que não se tem 1 Transferência e desejo do analista: os nomes do amor na experiência analítica ou Amar é dar o que não se tem Palavras-chave: Transferência, Desejo do analista, Formação Que haja amor à fraqueza, está

Leia mais

Analista em função ama?

Analista em função ama? Analista em função ama?... o amor demanda o amor. Ele não deixa de demandá-lo. Ele o demanda... mais... ainda (Lacan) (1) Este texto é causado pelo interrogante insistente sobre o que é do amor ao final?

Leia mais

A fala freada Bernard Seynhaeve

A fala freada Bernard Seynhaeve Opção Lacaniana online nova série Ano 1 Número 2 Julho 2010 ISSN 2177-2673 Bernard Seynhaeve Uma análise é uma experiência de solidão subjetiva. Ela pode ser levada suficientemente longe para que o analisante

Leia mais

Jovens em análise: as marcas no corpo e a teoria do parceiro-sintoma

Jovens em análise: as marcas no corpo e a teoria do parceiro-sintoma 1 Jovens em análise: as marcas no corpo e a teoria do parceiro-sintoma Lucíola Freitas de Macêdo Palavras-chave: Clínica, Corpo, Parceiro-sintoma, Gozo I) Introdução Não comecei a escrever sobre as marcas

Leia mais

Márcio Peter de Souza Leite 4 de abril de 1997 PUC

Márcio Peter de Souza Leite 4 de abril de 1997 PUC O Pai em Freud 1997 O Pai em Freud Márcio Peter de Souza Leite 4 de abril de 1997 PUC Conteudo: Pais freudianos... 3 O pai de Dora... 3 O pai de Schreber.... 4 O pai castrador, que é o terceiro em Freud,

Leia mais

Sujeito do desejo, sujeito do gozo e falasser

Sujeito do desejo, sujeito do gozo e falasser Sujeito do desejo, sujeito do gozo e falasser Luis Francisco Espíndola Camargo 1 lfe.camargo@gmail.com Resumo: A noção de sujeito do desejo não inclui a substância gozante. Na clínica, tal característica

Leia mais

As vicissitudes da repetição

As vicissitudes da repetição As vicissitudes da repetição As vicissitudes da repetição Breno Ferreira Pena Resumo O objetivo deste trabalho é explorar o conceito de repetição em psicanálise. Para tanto, o autor faz uma investigação

Leia mais

Um percurso de nomes, objetos, angústia e satisfação

Um percurso de nomes, objetos, angústia e satisfação Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673 Um percurso de nomes, objetos, angústia e satisfação Gresiela Nunes da Rosa Diante do enigma primeiro a respeito do desejo do

Leia mais

Falar de si na contemporaneidade. máquina de impostura? 1 Ana Paula Britto Rodrigues

Falar de si na contemporaneidade. máquina de impostura? 1 Ana Paula Britto Rodrigues Opção Lacaniana online nova série Ano 2 Número 5 Julho 2011 ISSN 2177-2673 : uma máquina de impostura? 1 Ana Paula Britto Rodrigues O que tem sido feito do silêncio no mundo atual? Acabou o silêncio? Se

Leia mais

4.59.1. Tema: Sinais de risco nas clínicas mãe-bebê 4.59.2. Coordenadora: Sonia Pereira Pinto da Motta

4.59.1. Tema: Sinais de risco nas clínicas mãe-bebê 4.59.2. Coordenadora: Sonia Pereira Pinto da Motta Mesa: 4.59.1. Tema: Sinais de risco nas clínicas mãe-bebê 4.59.2. Coordenadora: Sonia Pereira Pinto da Motta OS RISCOS NA CONSTITUIÇÃO PSÍQUICA Autora: CRISTINA HOYER Breve Nota Curricular da Autora -

Leia mais

Latusa Digital ano 3 Nº 24 setembro de 2006

Latusa Digital ano 3 Nº 24 setembro de 2006 Latusa Digital ano 3 Nº 24 setembro de 2006 Filho, não vês que estou queimando! Ondina Maria Rodrigues Machado * Fui a Salvador para o XV Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, mas não só para isso. Fui

Leia mais

INIBIÇÃO, SINTOMA E FPS Cristiane Elael

INIBIÇÃO, SINTOMA E FPS Cristiane Elael 1 INIBIÇÃO, SINTOMA E FPS Cristiane Elael Sabemos que, antes dos 6 meses, o bebê ainda tem de seu corpo a idéia de uma imagem despedaçada. Suas relações com um outro diferenciado dela mesma, ou seja, suas

Leia mais

Resumos. Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica

Resumos. Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica Inovação em psicanálise: rumos e perspectivas na contemporaneidade Quarta-feira 10/6 10h30-12h Mesa-redonda Saúde mental e psicanálise

Leia mais

A verdade e o nariz ou A ficção do sujeito entre corpo e linguagem

A verdade e o nariz ou A ficção do sujeito entre corpo e linguagem Opção Lacaniana online nova série Ano 4 Número 12 novembro 2013 ISSN 2177-2673 ou A ficção do sujeito entre corpo e linguagem Nelly Brito Lacan, em um célebre escrito 1, afirma que a fala do paciente é

Leia mais

O desenho e sua interpretação: quem sabe ler?

O desenho e sua interpretação: quem sabe ler? O desenho e sua interpretação: quem sabe ler? Sonia Campos Magalhães Em seu artigo Uma dificuldade da psicanálise de criança, Colette Soler 1 lança uma questão aos psicanalistas que se ocupam desta prática,

Leia mais

Miller, J. A Un répartiroire sexuel, in: La Cause Freudienne, numero 34, Paris Navarin, 1998, pags 7-28 2

Miller, J. A Un répartiroire sexuel, in: La Cause Freudienne, numero 34, Paris Navarin, 1998, pags 7-28 2 O ANALISTA-PARCEIRO-SINTHOMA DA HISTÉRICA Tania Coelho dos Santos - Membro da EBP/Rio e da AMP Eu defendo que a clínica psicanalítica hoje precisa orientar-se pelo parceiro-sinthoma. 1 Isso signfica que

Leia mais

A Estrutura na Psicanálise de criança

A Estrutura na Psicanálise de criança A Estrutura na Psicanálise de criança Maria de Lourdes T. R. Sampaio O que está na cabeça do filho depende de seu desejo 1 Esta frase de Alfredo Jerusalinsky, que se refere à ilusão de alguns pais de que

Leia mais

IV Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental X Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental. Curitiba, de 04 a 07 de Julho de 2010.

IV Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental X Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental. Curitiba, de 04 a 07 de Julho de 2010. IV Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental X Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental. Curitiba, de 04 a 07 de Julho de 2010. Os nomes dos modos de sofrimentos atuais, ou, Transtornos

Leia mais

O SUPEREU NA DEMANDA DE AMOR INSACIÁVEL DAS MULHERES

O SUPEREU NA DEMANDA DE AMOR INSACIÁVEL DAS MULHERES O SUPEREU NA DEMANDA DE AMOR INSACIÁVEL DAS MULHERES Daniela de Oliveira Martins Mendes Daibert Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicanálise da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ);

Leia mais

Os três tempos do objeto no Fort-Da (1) Maria Rita de Oliveira Guimarães Coordenadora Adjunta do Núcleo de Psicanálise e Criança

Os três tempos do objeto no Fort-Da (1) Maria Rita de Oliveira Guimarães Coordenadora Adjunta do Núcleo de Psicanálise e Criança Os três tempos do objeto no Fort-Da (1) Maria Rita de Oliveira Guimarães Coordenadora Adjunta do Núcleo de Psicanálise e Criança O ponto central da investigação que, atualmente, a Nova Rede Cereda realiza,

Leia mais

QUANDO AMAR É DAR AQUILO QUE SE TEM...

QUANDO AMAR É DAR AQUILO QUE SE TEM... QUANDO AMAR É DAR AQUILO QUE SE TEM... Adelson Bruno dos Reis Santos adelsonbruno@uol.com.br Mestrando em Psicologia - IP/UFRJ; Bolsista CAPES; Membro do CLINP-UFRJ/CNPq (Grupo de Pesquisa Clínica Psicanalítica);

Leia mais

Quadro Geral de Disciplinas do PPGP

Quadro Geral de Disciplinas do PPGP Quadro Geral de s do PPGP Obrigatórias CR CH Metodologia de Pesquisa 4 60 Metodologias Específicas - Linha Psicanálise: teoria e clínica 4 60 Metodologias Específicas - Linha Psicologia e Sociedade 4 60

Leia mais

Impasses na clínica psicanalítica: a invenção da subjetividade

Impasses na clínica psicanalítica: a invenção da subjetividade Estados Gerais da Psicanálise: Segundo Encontro Mundial, Rio de Janeiro 2003 Impasses na clínica psicanalítica: a invenção da subjetividade Teresa Pinheiro Regina Herzog Resumo: A presente reflexão se

Leia mais

PSICANÁLISE: UMA ÉTICA DO DESEJO. perspectiva analítica, é de ter cedido de seu desejo (LACAN, 1991, p. 385). Mas que

PSICANÁLISE: UMA ÉTICA DO DESEJO. perspectiva analítica, é de ter cedido de seu desejo (LACAN, 1991, p. 385). Mas que PSICANÁLISE: UMA ÉTICA DO DESEJO Sérgio Scotti Lacan dizia que a única coisa da qual se pode ser culpado, pelo menos da perspectiva analítica, é de ter cedido de seu desejo (LACAN, 1991, p. 385). Mas que

Leia mais

DO DESENVOLVIMENTO DA TEORIA PULSIONAL FREUDIANA PARA UMA REFLEXÃO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE AMOR E ÓDIO. Ligia Maria Durski

DO DESENVOLVIMENTO DA TEORIA PULSIONAL FREUDIANA PARA UMA REFLEXÃO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE AMOR E ÓDIO. Ligia Maria Durski DO DESENVOLVIMENTO DA TEORIA PULSIONAL FREUDIANA PARA UMA REFLEXÃO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE AMOR E ÓDIO. Ligia Maria Durski Iniciemos este texto fazendo uma breve retomada de alguns momentos importantes da

Leia mais

A descoberta freudiana da fantasia fundamental* Palavras-chave: fantasia, clínica, neurose, realidade psíquica

A descoberta freudiana da fantasia fundamental* Palavras-chave: fantasia, clínica, neurose, realidade psíquica A descoberta freudiana da fantasia fundamental* Palavras-chave: fantasia, clínica, neurose, realidade psíquica Laureci Nunes A fantasia fundamental, aspecto central da vida psíquica, orienta a clínica

Leia mais

PSICANÁLISE E A QUESTÃO RELIGIOSA: A INSIGNIFICÂNCIA DO TRIUNFO

PSICANÁLISE E A QUESTÃO RELIGIOSA: A INSIGNIFICÂNCIA DO TRIUNFO PSICANÁLISE E A QUESTÃO RELIGIOSA: A INSIGNIFICÂNCIA DO TRIUNFO 2014 Matheus Henrique de Souza Silva Psicólogo pela Faculdade Pitágoras de Ipatinga-MG. Especializando em Clínica Psicanalítica na atualidade:

Leia mais

Patologias narcísicas e doenças auto-imunes: a questão da transferência [1]

Patologias narcísicas e doenças auto-imunes: a questão da transferência [1] Patologias narcísicas e doenças auto-imunes: a questão da transferência [1] Teresa Pinheiro [2] Este trabalho é um desdobramento da nossa participação na pesquisa clínico-teórica, Patologias narcísicas

Leia mais

O REAL DA LÍNGUA O REAL DA HISTÓRIA considerações a partir do texto La Lengua de Nunca Acabar. Pêcheux e Gadet (1987)

O REAL DA LÍNGUA O REAL DA HISTÓRIA considerações a partir do texto La Lengua de Nunca Acabar. Pêcheux e Gadet (1987) O REAL DA LÍNGUA O REAL DA HISTÓRIA considerações a partir do texto La Lengua de Nunca Acabar. Pêcheux e Gadet (1987) Blanca de Souza Viera MORALES (UFRGS) Para Pêcheux e Gadet a lingüística não pode reduzir-se

Leia mais

Clínica psicanalítica com crianças

Clínica psicanalítica com crianças Clínica psicanalítica com crianças Ana Marta Meira* A reflexão sobre a clínica psicanalítica com crianças aponta para múltiplos eixos que se encontram em jogo no tratamento, entre estes, questões referentes

Leia mais

FUNÇÃO MATERNA. Luiza Bradley Araújo 1

FUNÇÃO MATERNA. Luiza Bradley Araújo 1 FUNÇÃO MATERNA Luiza Bradley Araújo 1 Entendemos por função materna a passagem ou a mediação da Lei que a mãe opera. Nós falamos de uma função e não da pessoa da mãe, função de limite entre o somático

Leia mais

Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna

Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna Henrique Figueiredo Carneiro Liliany Loureiro Pontes INTRODUÇÃO Esse trabalho apresenta algumas considerações,

Leia mais

A Interpretação na Psicanálise Lacaniana Interpretation in Lacanian Psychoanalysis

A Interpretação na Psicanálise Lacaniana Interpretation in Lacanian Psychoanalysis A Interpretação na Psicanálise Lacaniana Interpretation in Lacanian Psychoanalysis RESUMO O artigo apresenta, em uma visão lacaniana, as transformações ocorridas com alguns conceitos psicanalíticos, a

Leia mais

Instituto de Psicanálise e Saúde Mental de Minas Gerais - Almanaque On-line n.6

Instituto de Psicanálise e Saúde Mental de Minas Gerais - Almanaque On-line n.6 O que não cessa de não se atualizar Loren Alyne Costa Resumo O presente artigo tem por objetivo questionar de que forma se dá a temporalidade do inconsciente. Nos dias de hoje, percebemos as novas formas

Leia mais

CLINICA DA ANSIEDADE: Um projeto terapêutico

CLINICA DA ANSIEDADE: Um projeto terapêutico CLINICA DA ANSIEDADE: Um projeto terapêutico De nossos antecedentes Existem instituições onde a psicanálise aplicada da orientação lacaniana tem lugar há muitos anos, como é o caso do Courtil e L Antenne

Leia mais

Não temos tempo a perder 1

Não temos tempo a perder 1 Não temos tempo a perder 1 Ana Martha Wilson Maia Em entrevista concedida a uma revista brasileira, o filósofo Carl Honoré 2 descreve a pressão exercida sobre os pais para oferecerem uma infância perfeita

Leia mais

Revisão de literatura

Revisão de literatura Novas formas do sintoma... E o corpo continua a sofrer Laura Monteiro Junqueira Revisão de literatura A Psicossomática é um termo alheio à Psicanálise e Freud (1923), fala uma vez à respeito da mesma,

Leia mais

UMA TOPOLOGIA POSSÍVEL DA ENTRADA EM ANÁLISE 1

UMA TOPOLOGIA POSSÍVEL DA ENTRADA EM ANÁLISE 1 UMA TOPOLOGIA POSSÍVEL DA ENTRADA EM ANÁLISE 1 Celso Rennó Lima A topologia..., nenhum outro estofo a lhe dar que essa linguagem de puro matema, eu entendo por aí isso que é único a poder se ensinar: isso

Leia mais

Depressão não é sintoma, mas inibição

Depressão não é sintoma, mas inibição 4 (29/4/2015) Tristeza Atualmente denominada de depressão, por lhe dar por suporte o humor, a tristeza é uma covardia de dizer algo do real. Seu avesso, no sentido moebiano, a alegria, pode ir até a elacão.

Leia mais

"Crise ou tentativa de cura? - desafios para uma clínica do sujeito numa enfermaria psiquiátrica". 1

Crise ou tentativa de cura? - desafios para uma clínica do sujeito numa enfermaria psiquiátrica. 1 V Congresso de Psicopatologia Fundamental "Crise ou tentativa de cura? - desafios para uma clínica do sujeito numa enfermaria psiquiátrica". 1 Autora: Lorenna Figueiredo de Souza. Resumo: O trabalho apresenta

Leia mais

RESUMO: O artigo discute a possibilidade do laço social a partir da pulsão e não dos ideais. Palavras-chave: Pulsão, objeto, laço social.

RESUMO: O artigo discute a possibilidade do laço social a partir da pulsão e não dos ideais. Palavras-chave: Pulsão, objeto, laço social. Título: Sobre a pulsão: corpo e gozo na psicanálise com crianças Autora: Suzana Faleiro Barroso Psicanalista, membro da EBP e da AMP. Professora da Faculdade de Psicologia da PUC-Minas, doutora em Teoria

Leia mais

Considerações acerca da transferência em Lacan

Considerações acerca da transferência em Lacan Considerações acerca da transferência em Lacan Introdução Este trabalho é o resultado um projeto de iniciação científica iniciado em agosto de 2013, no Serviço de Psicologia Aplicada do Instituto de Psicologia

Leia mais

O sinthome no autismo é o corpo

O sinthome no autismo é o corpo O sinthome no autismo é o corpo M. Aparecida Farage Osorio Na origem do autismo, está a dissociação entre a voz e a linguagem, como proteção da presença sonora real do Outro angustiante. A voz, assim,

Leia mais

UMA CRIANÇA E EX-PANCADA: RELAÇÃO DO MASOQUISMO INFANTIL AO SADISMO ADULTO

UMA CRIANÇA E EX-PANCADA: RELAÇÃO DO MASOQUISMO INFANTIL AO SADISMO ADULTO UMA CRIANÇA E EX-PANCADA: RELAÇÃO DO MASOQUISMO INFANTIL AO SADISMO ADULTO 2015 Marcell Felipe Alves dos Santos Psicólogo Clínico - Graduado pela Centro Universitário Newton Paiva (MG). Pós-graduando em

Leia mais

RETIFICAÇÃO SUBJETIVA: OS CONTRAPONTOS ENTRE A CLÍNICA PSICANALÍTICA E A EPISTEMOLOGIA HISTÓRICA

RETIFICAÇÃO SUBJETIVA: OS CONTRAPONTOS ENTRE A CLÍNICA PSICANALÍTICA E A EPISTEMOLOGIA HISTÓRICA RETIFICAÇÃO SUBJETIVA: OS CONTRAPONTOS ENTRE A CLÍNICA PSICANALÍTICA E A EPISTEMOLOGIA HISTÓRICA Marcio Luiz Ribeiro Bacelar Wilson Camilo Chaves A expressão retificação subjetiva está presente tanto nas

Leia mais

A Função do Nome Próprio no Campo do Sujeito

A Função do Nome Próprio no Campo do Sujeito A Função do Nome Próprio no Campo do Sujeito Autor: Felipe Nunes de Lima Bacharel em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Integrante do Núcleo de Pesquisa: Psicanálise, Discurso e Laço

Leia mais

Latusa Digital ano 1 N 7 julho de 2004

Latusa Digital ano 1 N 7 julho de 2004 Latusa Digital ano 1 N 7 julho de 2004 A questão preliminar na época do Outro que não existe * Massimo Recalcati ** 1. Defender o sujeito do inconsciente A clínica dos chamados novos sintomas é uma clínica

Leia mais

A prova da devastação Daniela Goulart Pestana

A prova da devastação Daniela Goulart Pestana A prova da devastação Daniela Goulart Pestana A comunicação que segue procura pensar algumas especificidades constitucionais do feminino a partir do aforismo lacaniano: Não há relação sexual. Para dizer

Leia mais

Obesidade: um sintoma convertido no corpo. Os sentidos e os destinos do sintoma em indivíduos que se submeteram à cirurgia bariátrica.

Obesidade: um sintoma convertido no corpo. Os sentidos e os destinos do sintoma em indivíduos que se submeteram à cirurgia bariátrica. Obesidade: um sintoma convertido no corpo. Os sentidos e os destinos do sintoma em indivíduos que se submeteram à cirurgia bariátrica. REI, Vivian Anijar Fragoso [1] ; OLIVEIRA, Paula Batista Azêdo de

Leia mais

Megalomania: amor a si mesmo Raquel Coelho Briggs de Albuquerque 1

Megalomania: amor a si mesmo Raquel Coelho Briggs de Albuquerque 1 Megalomania: amor a si mesmo Raquel Coelho Briggs de Albuquerque 1 Alfredo estava na casa dos 30 anos. Trabalhava com gesso. Era usuário de drogas: maconha e cocaína. Psicótico, contava casos persecutórios,

Leia mais

Transferência e vínculo institucional na Clínica-Escola 1 José Vicente Alcantara

Transferência e vínculo institucional na Clínica-Escola 1 José Vicente Alcantara Transferência e vínculo institucional na Clínica-Escola 1 José Vicente Alcantara "Uma análise termina quando analista e paciente deixam de encontrar-se para a sessão analítica" Sigmund Freud em Analise

Leia mais

MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital 3 Tempo e morte: da urgência ao ato analítico. Revinter: Rio de Janeiro, 2003.

MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital 3 Tempo e morte: da urgência ao ato analítico. Revinter: Rio de Janeiro, 2003. MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital 3 Tempo e morte: da urgência ao ato analítico. Revinter: Rio de Janeiro, 2003. Prefácio Interessante pensar em um tempo de começo. Início do tempo de

Leia mais

O SIGNIFICANTE NA NEUROSE OBSESSIVA: O SINTOMA E SUA RELAÇÃO COM O DESEJO RILMA DO NASCIMENTO MEDEIROS E MARGARIDA ELIA ASSAD - UFPB

O SIGNIFICANTE NA NEUROSE OBSESSIVA: O SINTOMA E SUA RELAÇÃO COM O DESEJO RILMA DO NASCIMENTO MEDEIROS E MARGARIDA ELIA ASSAD - UFPB O SIGNIFICANTE NA NEUROSE OBSESSIVA: O SINTOMA E SUA RELAÇÃO COM O DESEJO RILMA DO NASCIMENTO MEDEIROS E MARGARIDA ELIA ASSAD - UFPB É a verdade do que esse desejo foi em sua história que o sujeito grita

Leia mais

8 O silêncio na psicanálise

8 O silêncio na psicanálise Apresentação O silêncio está sempre presente numa sessão de análise, e seus efeitos são tão decisivos quanto os de uma palavra efetivamente pronunciada. Silêncio do paciente ou do analista, silêncio crônico

Leia mais

A segunda clínica lacaniana e o campo da saúde mental 12

A segunda clínica lacaniana e o campo da saúde mental 12 1 A segunda clínica lacaniana e o campo da saúde mental 12 Palavras-chave: saúde mental, segunda clínica, sintoma, sinthoma Ondina Maria Rodrigues Machado Membro aderente da EBP, Mestre em Psicanálise

Leia mais

Há um acontecimento de corpo

Há um acontecimento de corpo Opção Lacaniana online nova série Ano 5 Número 13 março 2014 ISSN 2177-2673 1 Ram Avraham Mandil Para uma discussão sobre a lógica do tratamento a partir do Seminário...ou pior, de Jacques Lacan, gostaria

Leia mais

O tratamento dado ao gozo da intoxicação: as propostas da abstinência, da redução de danos e da psicanálise Cynara Teixeira Ribeiro

O tratamento dado ao gozo da intoxicação: as propostas da abstinência, da redução de danos e da psicanálise Cynara Teixeira Ribeiro O tratamento dado ao gozo da intoxicação: as propostas da abstinência, da redução de danos e da psicanálise Cynara Teixeira Ribeiro Atualmente, em vários países do mundo, o uso prejudicial de álcool e

Leia mais

DE ONDE VEM A RESISTENCIA? 1

DE ONDE VEM A RESISTENCIA? 1 DE ONDE VEM A RESISTENCIA? 1 Maria Lia Avelar da Fonte 2 A terra da verdade é uma ilha, rodeada por um oceano largo e tormentoso, a região da ilusão; onde muitos nevoeiros, muitos icebergs, parecem ao

Leia mais

A bela Junie 1 : uma conversa sobre o amor Ângela Batista 2

A bela Junie 1 : uma conversa sobre o amor Ângela Batista 2 A bela Junie 1 : uma conversa sobre o amor Ângela Batista 2 Chistophé Honoré, diretor do filme A bela Junie, inspira-se no romance A Princesa de Clèves, publicado anonimamente por Madame de Lafayette,

Leia mais

O apelo contemporâneo por laços narcísicos

O apelo contemporâneo por laços narcísicos O apelo contemporâneo por laços narcísicos Ângela Buciano do Rosário Psicóloga, Doutoranda em Psicologia PUC-MG. Bolsista da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais - FAPEMIG. Mestre em

Leia mais