Histerectomia Radical Laparoscópica versus Aberta para tratamento de cancer de colo uterino inicial: epidemiologia e resultados cirúrgicos

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1 Histerectomia Radical Laparoscópica versus Aberta para tratamento de cancer de colo uterino inicial: epidemiologia e resultados cirúrgicos Reitan R. 1, Bereza, B. 1, Foiato, T.F. 1, Luz, M.A. 1, Guerreiro, J.A. 1, Linhares, J.C. 1 1 Hospital Erasto Gaertner, Curitiba, Paraná.

2 Introdução e Objetivo Nos estágios iniciais 1 de câncer de colo de útero FIGO Ia1 com invasão angiolinfática a IIa a histerectomia radical com linfadenectomia pélvica bilateral apresenta-se como opção de tratamento. 2, 3 Existem inúmeras variações de técnicas cirúrgicas para a realização de histerectomia radical usando as vias: abdominal, laparoscópica, vaginal, robótica ou associação de técnicas. Entretanto, com o melhor entendimento, avanço das técnicas laparoscópicas e aperfeiçoamento técnico dos cirurgiões, a histerectomia radical laparoscópica com linfadenectomia pélvica bilateral laparoscópica (HRL + LPL) tornou-se um método atrativo de tratamento do câncer cervical inicial. 4 Inúmeros outros grupos que publicaram suas experiências mostrando a viabilidade e segurança deste procedimento com vantagens: menor tempo de internamento, menor quantidade de medicamentos analgésicos utilizados pelo paciente, menor risco de hérnia incisional, menor sangramento no intra-operatório, presença de margens cirúrgicas equiparáveis a modalidade convencional. 5,6 O objetivo deste trabalho é analisar o perfil das pacientes operadas por câncer de colo do útero, comparar os resultados cirúrgicos e de morbimortalidade entre as técnicas Histerectomia Radical Aberta (HRA) e Histerectomia Radical Laparoscópica (HRL), em ambas com linfadenectomia pélvica bilateral associada.

3 Foram incluídas neste estudo 173 pacientes, sendo 47 e 126 no grupo estudo (HRL) e grupo controle (HRA), respectivamente. No grupo HRL a idade média das pacientes foi de 40,7 anos (19 62) e no grupo HRA foi de 43,3 anos (17-77). A frequência dos tipos histológicos encontrados entre os grupos estudados é demonstrada na tabela 1. O estádio clínico cirúrgico é mostrado na tabela 2. Resultados Parte dos casos estadiados como IB2 pré-cirúrgicos, revelaram-se tumores menores quando retirados. O tamanho das lesões foi de 12,56 mm no grupo laparoscópico e de 12,81 mm no grupo aberto, não houve diferença estatística entre os grupos. Entre as 47 pacientes do grupo estudo, 31 (66%) foram submetidas à técnica de histerectomia radical modificada, 13 (27,7%) à técnica radical e 3 (6,4%) à técnica radical com preservação nervosa. Dentre as 126 pacientes submetidas a técnica aberta, 115 pacientes (91,3%) pela técnica radical modificada e 11 pacientes (8,7%) pela técnica radical.

4 Resultados As características tumorais nos 2 grupos tamanho, grau de diferenciação (broders), invasão angiolinfática, invasão parametrial e presença de metástases para linfonodos pélvicos são apresentadas na tabela 3. O tempo cirúrgico variou de 110 a 320 minutos (média 210) na cirurgia laparoscópica e 74 a 350 minutos (média 204) na cirurgia convencional (p = 0,5375). As pacientes no grupo estudo permaneceram internadas por um período médio de 2,11 dias (variação de 1 a 6), no grupo controle a média foi de 3,0 dias (variação de 1 a 15), com significância estatística entre os grupos (p = 0,00037). O índice de complicações operatórias em até 30 dias foi semelhante entre os grupos. As complicações são listadas na tabela 4. O total de linfonodos retirados na técnica laparoscópica foi superior à média encontrada pela técnica aberta (13 vs 11,9, p= 0,050).

5 Conclusão A histerectomia radical laparoscópica é aplicável no tratamento de câncer de colo uterino inicial, com desfechos cirúrgicos semelhantes à técnica aberta. Apresenta algumas tendências a resultados cirúrgicos favoráveis como número de linfonodos retirados, margens cirúrgicas livres. A técnica laparoscópica apresenta menor morbidade e menor tempo de permanência hospitalar quando comparada à aberta. Refências: 1. Horn LC, Beckmann MW, Beller A, Schmidt D, Ulrich U, Hantschmann P, Wittekind C. Changes in the TNM classification of gynecological tumors. Pathologe Sep;31(5): Sall S, Pineda AA, Calanog A, Heller P, Greenberg H. Surgical treatment of stages IB and IIA invasive carcinoma of the cervix by radical abdominal hysterectomy. Am J Obstet Gynecol 1979;135: Covens AL, Rosen B, Murphy J, Laframboise S, De Petrillo AD, Lickrish G, et al. Changes in the demographics and perioperative care of stage IA2/IB1 cervical cancer over the past 16 years. Gynecol Oncol 2001;81: Ribeiro R; Linberger L F, Kondo W, Vendrame C, Linhares J C, Laparoscopic Radical Hysterectomy and Pelvic Lymphadenectomy in the Treatment of Cancer of the Cervix Braz. J. Video-Sur, 2013, v. 6, n. 2: Li G, Yan X, Shang H, Wang G, Chen L, Han Y. A comparison of laparoscopic radical hysterectomy and pelvic lymphadenectomy and laparotomy in the treatment of Ib-IIa cervical cancer. Gynecologic Oncology 105 (2007) Garabedian C1, Merlot B, Bresson L, Tresch E, Narducci F, Leblanc E. Minimally invasive surgical management of early-stage cervical cancer: an analysis of the risk factors of surgical complications and of oncologic outcomes. Int J Gynecol Cancer May;25(4): Contato: Reitan Ribeiro Hospital Erasto Gaertner R. Dr. Ovande do Amaral, Jardim das Americas, Curitiba - PR,

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