Atualidades na doença invasiva do colo uterino: Seguimento após tratamento. Fábio Russomano IFF/Fiocruz Trocando Idéias 29 a 31 de agosto de 2013

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1 Atualidades na doença invasiva do colo uterino: Seguimento após tratamento Fábio Russomano IFF/Fiocruz Trocando Idéias 29 a 31 de agosto de 2013

2 Objetivos do seguimento após tratamento de Câncer Detecção de recorrência local Detecção de doença regional Detecção de doença à distância

3 Luesley D & Leeson S (ed) Colposcopy and programme management - Guidelines for the NHS Cervical Screening Programme.

4 Tratamento do Carcinoma IA1recomendações Existe evidência suficiente de que pode ser tratado conservadoramente Devido à variação interexaminador, o diagnóstico histológico deve ser revisto por patologista experiente em oncologia ginecológica Luesley D & Leeson S (ed) Colposcopy and programme management - Guidelines for the NHS Cervical Screening Programme.

5 Seguimento após tratamento do CaIA1 - recomendações Se tratada conservadoramente, seguimento deve ser igual às com NIC2-3: citologia em 6 e 12 meses seguidas de citologia anual pelos próximos 9 anos; retorna ao rastreio habitual após esse período Não existe evidência de que a colposcopia aumente a detecção de doença local Se tratada pela histerectomia, deve ser seguida pelo ginecologista oncológico e pode incluir citologia e colposcopia Luesley D & Leeson S (ed) Colposcopy and programme management - Guidelines for the NHS Cervical Screening Programme.

6 Seguimento após tratamento do CaIA2 - recomendações Se tratada conservadoramente (traquelectomia simples ou radical), pela falta de evidência de melhor seguimento, deve ser definido individualmente pelo ginecologista oncológico Luesley D & Leeson S (ed) Colposcopy and programme management - Guidelines for the NHS Cervical Screening Programme.

7

8 Qual é a estratégia de acompanhamento mais adequada para pacientes com câncer do colo do útero clinicamente livres de doença após tratamento primário potencialmente curativo?

9 Pressupostos para seguimento de longo prazo de pacientes tratadas com objetivo curativo Deve ser suficientemente sensível, específico e custo-efetivo Doença bem conhecida, incluindo locais preferenciais e épocas para recorrência ou metástases Existe tratamento efetivo para doença recorrente

10 Componentes do seguimento Intervalo entre as visitas ou exames Exames disponíveis e sua utilidade clínica Anamnese e exame físico Citologia vaginal Ultrassom RNM TC PET (positron emission tomography) Marcadores tumorais Esquemas especiais na dependência do risco de recorrência

11 Bancos de referências: Medline e Embase ( ) Biblioteca Cochrane (2007) Base de dados da Canadian Medical Association National Guideline Clearinghouse Resumos de trabalhos apresentados em Congressos da American Society of Clinical Oncology ( ) Listas de referências dos artigos identificados 17 estudos retrospectivos com relato de seguimento após tratamento de IB-IIA Consenso de especialistas

12 Intervalos e duração do seguimento

13 Exames utilizados

14 Detecção de recorrência assintomática Exame físico detectou recorrência assintomática em 29 71% das pacientes Rx tórax: 20 47% TC: 0 34%. Citologia vaginal: 0 17%. Os demais (ultrassom, RNM, pielografia venosa, marcadores tumorais) não demonstraram benefício clínico.

15 Padrão de recorrência Risco de recorrência: 8% a 26% das pacientes Nos 6 estudos em que 90% ou mais das pacientes tinham estágio IB, a taxa de recorrência foi de 10% a 18% Quanto à existência de sintomas: 46% a 87% (mediana 74%) sintomáticas 4% a 54% (mediana 26%) assintomáticas Locais de recorrência: 15% a 61% à distância ou em múltiplos locais Nos 11 estudos que relataram recorrência central, 14% a 57% das pacientes a apresentaram

16 Tempo para recorrência Até 2 anos (9 estudos): 62% a 89% Até 3 anos (relatado em 6 estudos): 75% a 85% Até 5 anos: 89% to 99%

17 Sobrevida após detecção da recorrência Mediana entre 7 a 17 meses Sintomáticas vs. assintomáticas (8 estudos): Sintomáticas: mediana de 8 a 38 meses Assintomáticas: mediana de 8 a indeterminado

18 Conclusões Pobre evidência para definir a melhor estratégia de seguimento Consultas de seguimento: A cada 3-4 meses nos primeiros 2 anos A cada 6-12 meses em 3-5 anos Após 5 anos livre de recidiva, as pacientes devem retornar a uma frequencia anual

19 Consultas de seguimento: Procurar: Mudanças no estado geral Sangramento vaginal Dor lombar Perda inexplicada de peso

20 Exame físico completo Buscar sinais relacionados à saúde geral Recidiva local (exame especular e citologia) Recidiva regional (incluindo exame pélvicoretal) Recidiva à distância Realizado por médico com experiência no seguimento de pacientes com câncer

21 Citologia vaginal anual O uso rotineiro de vários exames radiológicos ou marcadores biológicos em pacientes assintomáticas não é indicada, porque o papel dessas investigações ainda deve ser melhor estabelecido.

22 Grato pela atenção!

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