Terapia Focal HIFU Sob Medida Para o Câncer da Próstata: Recentes Avanços

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Terapia Focal HIFU Sob Medida Para o Câncer da Próstata: Recentes Avanços"

Transcrição

1 Terapia Focal HIFU Sob Medida Para o Câncer da Próstata: Recentes Avanços Dr. Marcelo L. Bendhack* O Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), em Curitiba, é o primeiro do país a utilizar o ultrassom robótico HIFU, técnica menos invasiva para tratar o câncer da próstata (CP), com maior precisão. (1) O emprego de HIFU no Brasil começou em janeiro de 2011 com o equipamento Sonablate 500 (fig. 1). Mais de 50 pacientes bem selecionados já foram submetidos ao tratamento, em nosso centro, com segurança. O uso de terapias minimamente invasivas para o CP localizado oferece o potencial intermediário entre seguimento ativo e tratamentos radicais. (2-4) Na América Latina, além do Brasil, HIFU está aprovado no México, Argentina e Bolívia. Na Europa e Ásia, diversas agências nacionais já o aprovaram (Inglaterra, Alemanha, França, Espanha, Rússia, Japão, entre outros). O Nossa Senhora das Graças (Curitiba) foi o primeiro hospital do Brasil a usar a tecnologia HIFU para o tratamento do câncer da próstata. Também foi o pioneiro do emprego de HIFU em geral, no Brasil. Nas últimas décadas foi verificada uma tendência para o diagnóstico precoce, em suas fases iniciais (assintomático), do câncer da próstata (CP). (5,6) Estima-se que este diagnóstico anteceda de 3 a 12 anos a ocorrência de sintomas. (5) O efeito disso tem sido a identificação de tumores menores, que ocupam apenas 5 a 10% do volume da próstata, com maior incidência de doença unifocal ou unilateral, (7) passíveis de terapia focal (TF). O CaPSURE (EUA) demonstrou que a proporção de pacientes com câncer unilateral de pequeno volume e baixo risco aumentou de 29,8%, no período entre , para 45,3%, entre (8) Devido a este frequente diagnóstico precoce, inúmeros pacientes portadores de CP localizados são submetidos a tratamentos radicais [prostatectomia radical (PR), radioterapia externa (RT), braquiterapia (BT) e crioterapia (CT)], independentemente da extensão e agressividade de doença. Embora os índices de cura e de controle de doença sejam satisfatórios, esses tratamentos causam transtornos urinários e sexuais (inclusive disfunções orgásmicas) importantes. Apenas a minoria dos pacientes não apresenta consequências negativas destes tratamentos. Dados científicos apontam, igualmente, para um excesso de agressividade das terapias convencionais para o CP localizado, sobretudo para os de baixo e médio riscos. Exemplo disso é o estudo de Abdollah e cols. (9) Eles avaliaram a relação entre os tipos de tratamento (PR vs. observação) e a taxa de mortalidade câncer específica de 10 anos numa grande população ( homens). Nos casos de alto risco, eles verificaram que a taxa foi de 5,2% para pacientes operados (OP), contra 12,8% para aqueles apenas observados (OBS). Já para os pacientes com * Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia. Mestre e Doutor em Clínica Cirúrgica UFPR. Doutor em Uro-Oncologia Universidade de Düsseldorf, Alemanha. Coordenador Programa de Pós-Graduação e Residência Médica em Urologia do Hospital Cruz Vermelha Universidade Positivo, Curitiba, PR. Uro-Oncologia, Hospital Nossa Sra. das Graças Curitiba. Membro do Conselho da Federação Mundial de Uro- Oncologia (WUOF). Presidente da Associação Latino-Americana de Uro-Oncologia (UROLA). CRM-PR CRM-SP Arq. Pessoal Prática Hospitalar Ano XV Nº 89 Set-Out/

2 riscos intermediário e baixo, as taxas foram de 1,4 (OP) e 3,8% (OBS), respectivamente. Eles concluíram, ao identificar uma pequena diferença neste último grupo, que os pacientes que mais se beneficiaram da PR foram os que apresentavam alto risco. Menor benefício da cirurgia tiveram aqueles com riscos médio e baixo. (9) Assim, o acompanhamento vigiado e a intervenção postergada, estabelecido em protocolos conhecidos como Active Surveillance (AS), (10) foram propostos com o objetivo de minimizar (ou até mesmo eliminar) efeitos colaterais dos tratamentos clássicos para o CP. AS é criticada pela seleção extrema de pacientes, pelo risco de subestadiamento do CP (11) e de promover ansiedade aos pacientes pelo não tratamento do câncer sabidamente presente. TFs têm sido também realizadas com outras tecnologias além de HIFU: CT, terapia fotodinâmica, BT focal, TF com laser (transperineal), terapia termal intersticial por micro-ondas, ablação intersticial por radiofrequência, a eletroporação, a Figura 2. Aspecto do transdutor posicionado durante aplicação de HIFU na região anterior da próstata. Figura 1. Sonablate 500 e o transdutor posicionado durante aplicação de HIFU. termoterapia por nanopartículas, e outras formas de RT, como prótons e Cybernife (todas experimentais) (fig. 1). A ultrassonografia de alta intensidade focada (HIFU), principal forma de terapia focal (TF), pode ser aplicada em toda a glândula ou, de modo experimental, somente em parte(s) dela. HIFU é a única TF efetivamente não invasiva (sem invasão tecidual com p. ex. agulhas). Ela representa a opção equilibrada, situada exatamente entre AS e os tratamentos radicais (fig. 1). Conceito de Terapia Focal (TF) A TF é alternativa de tratamento emergente, com ótimas perspectivas de unir controle do câncer à redução da morbidade. A maioria dos procedimentos empregados na TF são rápidos, com curta internação, sessão única e requerem mínima anestesia. Num contexto mais amplo, o termo HIFU, principal método de TF, pode ser empregado de diversas maneiras: (3) 1. TF da próstata inteira com HIFU: conceito clássico e amplamente difundido. Técnica aplicada atualmente em 30 países, já utilizada para mais de pacientes. 2. TF da metade da próstata (hemi- -HIFU) ou, ainda, em L. Neste último cenário se trata uma metade inteira e a porção posterior da outra. 3. TF localizada, isto é, especial na área de positividade de uma biópsia e/ou onde exames como a Ressonância Magnética (RM) multiparamétrica (MP) apontem para uma única área com doença. Este conceito, bem como o anterior, são objetos de estudo pelo grupo do Prof. Emberton, de Londres, como veremos mais adiante. (2,3,12) O HIFU permite o tratamento do CP através de lesão térmica por aquecimento tecidual com dano direto (85 a 90 graus Celsius), seguida por processo de cavitação. Após este processo, desenvolve-se necrose de coagulação e substituição por tecido inflamatório, e de granulação. (13,14) Os transdutores da Sonablate possuem, simultaneamente, ultrassonografia (US) Doppler colorido, US preto e branco, além do terapêutico. Pode-se identificar a próstata em azul e os pontos focais em amarelo (fig. 2). A somatória de tratamento dos vários pontos focais, nas regiões anterior, média e posterior da próstata (nesta ordem), permite determinar a ablação completa da mesma. Com isso, se permite acompanhamento em tempo real 44 Prática Hospitalar Ano XV Nº 89 Set-Out/2013

3 dos procedimentos, concomitantemente à monitorização contínua do resfriamento retal (ao redor de 15 o C). Além de apresentar alguns conceitos, pretendemos apontar dados científicos sobre a TF. Para fins de organização, vamos dividir o assunto em 3 tópicos 3 conceitos: 1. HIFU ou TF de glândula inteira ou completa (TFC), para doença primária; 2. HIFU ou TF parcial (TFP), para doença primária; 3. HIFU ou TF de salvamento (TFS), para doença recidivada. 1. HIFU ou TF de glândula inteira ou completa (TFC) para doença primária Em todos os tratamentos de glândula total vigentes, os níveis pós terapêuticos de PSA são fundamentais na determinação dos critérios de cura (baseados no nadir de PSA), bem como do diagnóstico da recidiva bioquímica. O HIFU pode ser utilizado como, por ser menos agressivo e passível de repetição ou associação com os tratamentos mais radicais, uma primeira linha de defesa interventiva, pois não elimina a possibilidade de, se não for eficiente, utilizar os métodos clássicos como PR e RT para curar a doença. Aliás, até mesmo a reaplicação de HIFU pode ser indicada, após um HIFU inicial. Uchida e cols. (15) concluíram que os resultados de acompanhamento de longo prazo (12 anos de experiência) de 753 pacientes indicam que HIFU é tratamento eficiente e seguro para pacientes com CP localizado, especialmente para os de riscos baixo e intermediário. Inoue, (16) ao tratar 137 pacientes consecutivos com CP estádios T1 e T2, com Sonablate 500, concluiu que HIFU representa tratamento eficiente, minimamente invasivo e que comporta repetições. Ele é particularmente eficaz para pacientes com riscos baixo e intermediário, e deveria ser considerado como opção terapêutica para o CP localizado. Os resultados de acompanhamento de longo prazo (12 anos de experiência) de 753 pacientes indicam que HIFU é tratamento eficiente e seguro para pacientes com CP localizado, especialmente para os de riscos baixo e intermediário Devido ao frequente quadro de obstrução urinária que o edema prostático determina, após o tratamento, Sumimoto e cols. (17) avaliaram resultados de 129 pacientes submetidos ao HIFU, 64 deles com imediata ressecção transuretral da próstata (RTU-P). Eles concluíram que esta medida melhora a condição urina após o tratamento, sem causar morbidade adicional. Shoji, (18) ao estudar 326 pacientes, concluíram, acerca da qualidade de vida (QV) após tratamentos para CP, que os resultados funcionais e de QV após terapia com HIFU para CP localizado são melhores que aqueles encontrados após outras modalidades de tratamento. Há outro estudo muito relevante sobre a eficácia do tratamento HIFU, publicado neste ano, (19) decorrente do tratamento de pacientes, entre 1997 e 2007, o qual trouxe a seguinte conclusão: HIFUca da próstata localizado, com baixa taxa de mortalidade câncer específica e um alto índice de sobrevida livre de metástases aos 10 anos, bem como com morbidade aceitável. O grupo de Emberton (20) demonstrou, ao tratar 570 homens (entre 2004 e 2012) com CP (23% com baixo, 34% com médio e 43% com alto risco segundo D Amico), o seguinte: a) TFC é uma opção terapêutica para o CP, o qual é possível repetir e com resultados livre de doença favoráveis, a médio prazo; b) HIFU pode ser usado como opção de tratamento primário, minimamente invasivo (TFC). Ainda como referências de apresentações científicas sobre o assunto, podemos citar as seguintes apresentações de trabalhos, pelo nosso grupo, nos seguintes eventos científicos: 1. Simpósios Internacionais de Uro- -Oncologia da UROLA (Associação Latino-Americana de Uro- -Oncologia), em Montevid Uruguai (2006), Curitiba Brasil (2010) e em Córdoba Argentina (2012). 2. Congresso Paulista de Urologia São Paulo, Encontro da Sociedade Paraguaia de Urologia, o Congresso Austríaco e da Sociedade Ba de Urologia, 6 a 8 de junho de 2013, em Graz, na Áustria (fig. 3). 5. Evento de Uro-Oncologia da Sociedade Paranaense de Urologia, em Londrina, agosto de Evento anual de Uro-Oncologia das Universidades USP-RP, UNICAMP e UNESP, Ribeirão Preto, agosto de 2013 (mesa-redonda). Figura 3. O serviço de Uro-Oncologia do HNS Graças apresentou seus resultados com HIFU em vários eventos no Brasil, na América Latina e na Europa. Prática Hospitalar Ano XV Nº 89 Set-Out/

4 Tabela 1.Casuística de terapias focais do serviço de Uro-Oncologia do H. N. S. Graças - Curitiba n = * Incontinência urinária 2.4 % Disfunção erétil 26.2 % HIFU n Primária, glândula completa 40 Primária parcial 03 Salvamento, glândula completa 03 após RT Salvamento, glândula completa 01 após BT Salvamento após cirurgia 03 * 3 tratados no exterior + 1 tratado com RTU-P exclusiva (2004) RT = radioterapia externa; BT = braquiterapia; RTU-P = ressecção transuretral da próstata Fonte: Bendhack M. et al. Em edição. Com mais de 50 pacientes tratados em nosso centro, o qual possui o mais longo período de seguimento no cenário nacional, temos baixos índices de complicação (tabela 1): 2,4% de incontinência (contra 4 a 20% da radioterapia e/ou cirurgia) e 26,2% de disfunção erétil (D.E.; contra 40 a 80% da cirurgia e radioterapia). Pacientes com D.E. após HIFU respondem melhor ao tratamento medicamentoso via oral que outros, os quais receberam terapias radicais clássicas. Nenhum óbito pela doença ocorreu em 33 meses de seguimento. Os pacientes estão sob rigoroso acompanhamento clínico, uro-oncológico. Este se faz com: exame físico, avaliaç com PSA, USG (abdominal e/ou transretal), RM-MP e/ou biópsia do leito prostático. Todas estas formas de seguimento são utilizadas de acordo com o caso. Em caso de recidiva, os pacientes podem ser tratados com PR, RT ou nova aplicação de TF. 2. HIFU ou TF parcial (TFP) para doença primária Ao se aplicar o princípio da TF em que se trata apenas da lesão isolada, se procura minimizar as complicações ao não aplicar energia sobre tecidos prostáticos normais. Preservar tecido faz a diferença, segundo Mark Emberton (comunicado pessoal). Após a TFP, deve-se monitorizar ainda mais cuidadosamente o paciente e, se necessário, oferecer resgates efetivos, caso recidivem ou apresentem novos focos de doença. É imperioso que a TFP não deva comprometer as taxas de cura e de controles clínico e bioquímico, usualmente obtidos com tratamentos clássicos. A definição apresentada em consenso sobre TF, em 2010, foi o seguinte: TF é um tipo de tratamento que visa erradicar um câncer já identificado dentro da próstata e, ao mesmo tempo, preservar tecido prostático não acometido com o objetivo de preservar as funções geniturinárias. (21) Notem que neste conceito, TF já se define como TFP. Daí as dificuldades de interpretação e discussão acerca deste assunto, sobretudo com os colegas não acostumados à técnica. Em nosso departamento preferimos os conceitos de TFC (C = completa) ou TFP (parcial). Mesmo porque o termo focal pode ser relacionado à técnica (ultrassom focado de alta intensidade) e não à área da próstata que seja tratada. Em 2011, o grupo de Londres, liderado por Ahmed e Emberton, demonstrou resultados em 20 pacientes com idade média de 60,4 anos e PSA médio de 7,3 ng/ml, sendo 25% de baixo risco e 75% de risco intermediário, submetidos à hemiablação por HIFU. Todos foram submetidos à RM- -MP e à biópsia transperineal mapeada durante a seleção. Apenas 1 dos 19 pacientes submetidos à biópsia apresentou neoplasia viável (um deles recusou a biópsia). Segundo os autores, após 3 meses de tratamento, ocorreu queda do PSA em 80%. O índice de manutenção de potência sexual, de acordo com os critérios da ASTRO, foi de 95% e apenas 5% usavam forros para perdas urinárias. No curto seguimento de 12 meses, 89% dos pacientes atingiram a trifecta : controle oncológico, potência sexual e continência urinária. (22) O grupo de Ahmed e Emberton publicou, em 2012, trabalho sobre TFP (HI- FU). (23) A base do raciocínio deste estudo foi verificar se a ablação focal seletiva (parcial) de lesões uni- ou multifocais pode, se comparada com terapia de toda a próstata, reduzir os efeitos colaterais do tratamento. Homens entre 25 a 80 anos de idade, (PSA 15 ng/ml, Gleason score 4 + 3, estádio T2) foram incluídos. Eles estavam virgens de tratamento hormonal e puderam ser examinados com RM-MP sob anestesia geral. Receberam TFP com HIFU em todas as lesões conhecidas e com aspecto de câncer, com margem de tecido normal, identificadas na RM-MP, nas biópsias mapeadoras com template, ou em ambas, com Sonablate 500. Os objetivos primários foram eventos adversos, sintomas urinários e função erétil, avaliados através de questionários. Foram recrutados 42 homens durante 3 anos (fechamento em junho de 2010). Um homem morreu 3 meses após a TFP por pneumonia (causa não relacionada) e foi excluído da análise. Após as TFPs, um homem foi internado por retenção urinária aguda e outro teve também internações para tratamento de estenose uretral. Nove homens (22%) tiveram disúria leve a moderada, intermitente e autolimitada em cerca de 5 dias. Debris urinários ocorreram em 14 homens com duração média de 14,5 dias. Infecções urinárias foram identificadas em 7. O índice de função erétil foi similar no pré- assim como 12 meses após TF, bem como os índices de satisfação no intercurso, desejo sexual e satisfação global. Redução significativa entre a linha de base e 12 meses após foi identificada para a função erétil e orgásmica (IIEF-15). (23) De 35 pacientes com boa função pré-tfp com HIFU, 31 (89%) tiveram ereções suficientes para penetração 12 meses após TF. Não houve incontinência urinária 12 meses após TFP. Os sintomas como LUTS melhoraram, quando avaliados pelo IPSS, mas o IPSS para QV não mostrou alteração. (2) Houve melhora significativa na média da próstata-fact (avaliação funcional de terapia do câncer) e nas médias dos escores da FACT geral. Nenhuma evidência 46 Prática Hospitalar Ano XV Nº 89 Set-Out/2013

5 histológica de câncer foi identificada em 30 dos 39 homens (77%), biopsiados seis meses após TF; 36 estavam sem câncer clinicamente significativo. Após retratamento em 4 homens, 39 de 41 (95%) não tinham evidência de doença na RNM-MP, aos 12 meses. A interpretação da TFP com HIFU de lesões tumorais individuais, se multi- ou unifocais, determinou pequena taxa de efeitos colaterais geniturinários e taxa encorajadora de ausência precoce de CP significante. Conceito lesão índice O grupo da Universidade de Stanford instituiu o conceito de lesão índice ou primária como a lesão clinicamente significante e que o volume (aproximadamente 0,5 ml) desta é indicativa de predição da progressão. (23) Uma das maiores limitações da TFP é o risco do subestadiamento. Quando submetidos à PR, 30 a 50% dos pacientes apresentam neoplasias com maior grau de Gleason e mais de 10% têm doença não restrita ao órgão. (24) A maioria dos CP são multifocais e não homogêneos, podendo apresentar diferentes padrões de Gleason em distintas áreas, o que teoricamente poderia desencorajar o emprego de TFP. Entretanto, cerca de 20% dos portadores de CP apresentam lesões localizadas, sendo candidatos a algum tipo de TF. A literatura tem demonstrado que a associação de templates perineais (para biópsias) com técnicas RNM-MP (25) podem permitem maior acurácia diagnóstica. A queda estimada do PSA após ablação da lesão principal permanece indefinida. Aqui também será fundamental o conceito de seguimento sob medida. Assim, a TF sob medida deve ser adaptada a cada paciente, de acordo com os achados de todos os exames, e respeitados a idade e as comorbidades dos mesmos. Nosso serviço, em respeito aos vários estudos que apóiam a TFC, habitualmente prefere HIFU para a glândula inteira, eventualmente subtotal. O momento é de tentar selecionar quem tem a melhor indicação para a TFP. 3. HIFU ou TF para doença recidivada ou de salvamento (TFS) Outra aplicação atrativa é o uso da TF como resgate, após recorrências locais de tratamentos prévios. (26) As indicações de HIFU de resgate incluem falhas após PR (desde que se permita visualizar ou localizar área de recidiva), falhas após RT externa e/ou BT. Para falhas nestes 2 últimos modos, a taxa livre de recidiva bioquímica em 5 anos (após HIFU de salvamento) foi de 52%. (27) Ahmed et al. demonstraram, para pacientes com recidiva após RT externa tratados com TF, taxa de sobrevida livre de recidiva (incluindo pacientes sem resposta UROLA Meeting Bendhack M. et al. UROLA Meeting Bendhack M. et al. ao PSA) de 69% em 1 ano e 49% em 2 anos, de acordo com o critério Phoenix. (28) Ao se excluir pacientes sem resposta ao PSA, estas taxas foram de 74% e 58%, respectivamente (mesmo critério). Os autores concluem que a TF de salvamento é estratégia potencial para recidiva local após RT e que pode reduzir os efeitos colaterais que resultam das terapias clássicas de salvamento. HIFU de salvamento pode ser considerada opção promissora de tratamento. (29) Apresentamos um exemplo tratado em nosso serviço: paciente de 71 anos com recidiva após BT, a qual havia sido realizada 3 anos antes. A RM-MP demonstrou foco de atividade na zona periférica esquerda (figs. 4 e 5). Aplicamos HIFU em toda a próstata e o resultado do PSA Figura 4. Planejamento de HIFU de salvamento em lesão recidivada após braquiterapia (há 3 anos), na região pósterolateral esquerda da próstata. Figura 5. Planejamento de HIFU de salvamento em lesão recidivada após braquiterapia (há 3 anos), na região pósterolateral esquerda da próstata. Prática Hospitalar Ano XV Nº 89 Set-Out/

6 Figura 6. PSA total após HIFU de salvamento para paciente com recidiva após braquiterapia. Bendhack M. et al. total declinou para 0,004 ng/ml (virgem de hormonioterapia; fig. 6). Este resultado permanece, agora já com 20 meses de seguimento, comprovando a eficiência do método. O fato relevante é que as consequências negativas do HIFU como salvamento foram muito menores do que as habitualmente observadas com a PR de salvamento. Seguimento após TF Para o diagnóstico de recidiva, na atualidade, a biópsia é o método mais confiável. (30) Após o diagnóstico de recidiva pós TF, permanecem dúvidas sobre qual a melhor abordagem de resgate: nova TF ou tratamentos radicais (PR/RT), desde que não tenham sido aplicados previamente. Novamente teremos que desenvolver terapias sob medida. Terapia focal sob medida No Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, a terapia focal sob medida se baseia nas tabelas de nomogramas, em especial o nomograma de Sobreiro-Bendhack, (31) publicado como tese de Doutorado do primeiro em 2002, no Brasil. Naquele estudo foram incluídos 374 pacientes operados no nosso Departamento (HNS Graças, Curitiba) e 330 na Clínica Urológica da Universidade de São Paulo (USP). A intenção de fato, ao se utilizar tal ferramenta, em conjunto com a classificação de D Amico para definir o risco do CP, é indicar a TFC ou a TFP para casos muito bem selecionados. Também a forma como se aplica o tratamento HIFU, quando TFP, pode ser mais ampla ou mais restrita, personalizada a cada paciente. Conclusões A mate aqui apresentada sugere o afastamento de ingenuidades decorrentes do modo clássico de formar opinião, o qual se baseia na linguagem figurativa dos anos 90. O amplo e fácil acesso à literatura permite hoje a atualização do médico, sem interferência negativa de recomendações pessoais infundadas. A TF se apresenta como nova possibilidade terapêutica frente ao CP. Aqui nos referimos em especial ao HIFU, devido à segurança do método e sua boa exequibilidade, além de ser, de fato, não invasivo. HIFU é tratamento potencialmente efetivo para o câncer da próstata primário e localizado, com baixa taxa de mortalidade câncer específica e um alto índice de sobrevida livre de metástases aos 10 anos, bem como com aceitável morbidade. Tumores localmente recidivados após RT, BT e/ou PR (neste último caso se a recidiva pode ser visualizada) podem também ser tratados com a TF. Esta indicação já encontra, inclusive, respaldo em consensos urológicos nacionais. Além dos estudos citados acima, concluindo pela eficácia e pela indicação do tratamento, resta claro que o tratamento HIFU completo ou TFC nãoexperimental na medicina, mas rotineiro onde ela é mais avançada. Nosso centro está disponível para esclarecer os questionamentos de colegas urologistas, oncologistas e radioterapeutas que queiram aplicar, auxiliar ou apenas acompanhar seus pacientes, durante ou após o tratamento com HIFU. Esperamos sobretudo por uma melhoria da capacidade de localizarmos precisamente os focos tumorais e de selecionarmos os pacientes com CP, candidatos à TF. De acordo com as condições de risco da doença e das comorbidades, bem como ao se respeitar as preferências dos pacientes, poderão ser introduzidos tratamentos focais, sob medida. (3) t Referências 1. Bendhack ML, Ribeiro AV. Ultrassonografia terapêutica (HIFU) para o câncer da próstata. Urologia Essencial 2011;1(1): Ahmed HU, Hindley RG, Dickinson L, Freeman A, Kirkham AP, Sahu M et al. Focal therapy for localised unifocal and multifocal prostate cancer: a prospective development study. Lancet Oncol. 2012;13(6): Bendhack ML. HIFU: terapia focal (sob medida) para o câncer da próstata. Prática Hospitalar 2011;78: Freeman A, Ogden C, Allen C, Emberton M. High- -intensity-focused ultrasound in the treatment of primary prostate cancer: the first UK series. Br J Cancer Jul 7;101(1): Draisma G, Etzioni R, Tsodikov A, Mariotto A, Wever E, Gulati R, Feuer E, de Koning H. Lead time and overdiagnosis in prostate-specific antigen screening: importance of methods and context. J Natl Cancer Inst. 2009;101(6): Klotz L. Cancer overdiagnosis and overtreatment. CurrOpin Urol. 2012;22(3): pdf 8. Meiers I, Waters DJ, Bostwick DG. Preoperative prediction of multifocal prostate cancer and application of focal therapy: Review Urology 2007;70(6 Suppl): Abdollah F, Sun M, Schmitges J, Thuret R, Bianchi M, Shariat SF et al. Survival benefit of radical prostatectomy in patients with localized prostate cancer: estimations of the number needed to treat according to tumor and patient characteristics. J Urol Jul;188(1): Klotz L. Active surveillance: the Canadian experience. Curr Opin Urol. 2012;22(3): Colleselli D, Pelzer AE, Steiner E, Ongarello 48 Prática Hospitalar Ano XV Nº 89 Set-Out/2013

7 S, Schaefer G, Bartsch G et al. Upgrading of Gleason score 6 prostate cancers on biopsy after prostatectomy in the low and intermediate tpsa range. Prostate Cancer Prostatic Dis. 2010;13(2): Freeman A, Ogden C, Allen C, Emberton M. High- -intensity-focused ultrasound in the treatment of primary prostate cancer: the first UK series. Br J Cancer Jul 7;101(1): Thuroff S, Chaussy C. High-Intensity Focused Ultrassound for Prostate Cancer. In: Early Diagnosis and Treatment of Cancer Prostate Cancer, Ed. Su LM. Saunders-Elsevier, Chaussy CG, Thüroff S. Transrectal high- -intensity focused ultrasound for local treatment of prostate cancer: current role. Arch Esp Urol. 2011;64(6): Uchida T, Muyura N, Sunao S, Yoshihiro N, Yukio U and Toshiro T. Twelve Years Experience with High-intensity Focused Ultrasound (HIFU) Using SonablateTM Devices for the Treatment of Localized Prostate Cancer. AIP Conference Proceedings 1481, no. 1 (October 3, 2012): Inoue Y, Keisuke G, Tetsutaro H and Mutsuo H. Transrectal High-intensity Focused Ultrasound for Treatment of Localized Prostate Cancer. International Journal of Urology 2011;18(5): Sumitomo M, Junichi A, Akinori S, Keiichi I, Kazuhiko N and Tomohiko A. Transurethral Resection of the Prostate Immediately After High-intensity Focused Ultrasound Treatment for Prostate Cancer. International Journal of Urology: Official Journal of the Japanese Urological Association 17, no. 11 (November 2010): Shoji S, Mayura N, Yoshihiro N, Yukio U, Toshiro T and Toyoaki U. Quality of Life Following High- -intensity Focused Ultrasound for the Treatment of Localized Prostate Cancer: A Prospective Study. International Journal of Urology 17, no. 8 (2010): Crouzet S, Chapelon JY, Rouvie re O, Mege- Lechevallier F, Colombel M, Tonoli-Catez H et al. Whole-gland Ablation of Localized Prostate Cancer with High- intensity Focused Ultrasound: Oncologic Outcomes and Morbidity in 1002 Patients. Eur Urol Apr 30.pii: S (13) Dickinson L, Hashim A, McCartan N, Shraddha W, Hindley R, Lewi H et al. Five year oncological outcomes following whole-gland primary HIFU from the UK Independent HIFU registry.553 AUA abstract nr. 553, de la Rosette J, Ahmed H, Barentsz J et al. Focal therapy in prostate cancer-report from a consensus panel. J Endourol 2010;24: Ahmed HU, Freeman A, Kirkham A et al. Focal therapy for localized prostate cancer: a phase I/ II trial. J Urol 2011;185: Stamey TA, McNeal JE, Yemoto CM et al. Biological determinants of cancer progression in men with prostate cancer. JAMA 1999;281: Tareen B, Sankin A, Godoy G, Temkin S, Lepor H, Taneja SS. Appropriate candidates for hemiablative focal therapy are infrequently encountered among men selected for radical prostatectomy in contemporary cohort. Urology 2009;73: Matsuoka Y et al. Combination of Diffusion- -weighted Magnetic Resonance Imaging and Extended Prostate Biopsy Predicts Lobes Without Significant Cancer: Application in Patient Selection for Hemiablative Focal Therapy. Eur Urol (2012), 26. Nomura T, Mimata H. Focal therapy in the management of prostate cancer: an emerging approach for localized prostate cancer. Adv Urol. 2012;2012: Uchida T, Shoji S, Nakano M, Hongo S, Nitta M, Usui Y et al. High-intensity focused ultrasound as salvage therapy for patients with recurrent prostate cancer after external beam radiation, brachytherapy or proton therapy. BJU Int Feb;107(3): Ahmed HU, Paul Cathcart, McCartan N et al. Focal Salvage Therapy for Localized Prostate Cancer Recurrence After External Beam Radiotherapy. Cancer 2012;118: Heidenreich A, Bolla M, Joniau S, Mason MD, Matveev V, Mottet N et al. Guidelines on Prostate Cancer. European Association of Urology, Marchetti P and Eggener S. Focal therapy for localized prostate cancer. Arch Esp Urol 2011;64(8): Sobreiro BP. Nomograma preditivo do estágio patológico: estudo de validação das Tabelas de Partin em pacientes brasileiros f. Tese (Doutorado em Clínica Cirúrgica) - Universidade Federal do Paraná, Paraná, Endereço para correspondência: Rua Mauá, CEP Curitiba - PR o Curso de Atualização em Moléstias da Tireoide 09 e 10 de novembro de 2013 ICESP - Instituto do Cancêr do Estado de São Paulo Para inscrições e mais informações acesse: Coordenação Prof. Lenine Garcia Brandão Prof. Claudio R. Cernea Prof. Marcos R. Tavares Prof. Vergilius J. F. Araújo Filho Dr. Erivelto Volpi Convidado Estrangeiro Dr. Keith Heller New York University, USA Temário Conferência Anísio Costa Toledo Câncer bem diferenciado de Tireoide Discussão de Casos Carcinoma Medular de Tireoide Dicas práticas para reduzir a morbidade cirúrgica em tireoidectomias Experiência de serviços Vagas Limitadas Realização Apoio Institucional Inscrições Agência de turismo Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço HC - FMUSP Latin American Thyroid Society Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço Prática Hospitalar Ano 5850 XV Nº 89 Set-Out/

Ultrassonografia terapêutica (HIFU) para o câncer da próstata

Ultrassonografia terapêutica (HIFU) para o câncer da próstata IMAGEM EM UROLOGIA www.urologiaessencial.org.br Marcelo L. Bendhack Professor da Pós-Graduação Universidades PUC-PR e Positivo Presidente da Sociedade de Oncologia Urológica Seção Latino América - UROLA

Leia mais

Prostatectomia para doença localmente avançada. José Milfont Instituto de Urologia do Rio de Janeiro

Prostatectomia para doença localmente avançada. José Milfont Instituto de Urologia do Rio de Janeiro Prostatectomia para doença localmente avançada José Milfont Instituto de Urologia do Rio de Janeiro Apesar dos esforços para detecção precoce do câncer de próstata: 10% dos homens ainda são diagnosticados

Leia mais

Linfadenectomia em câncer de próstata. Marcos Tobias Machado Setor de Uro-oncologia

Linfadenectomia em câncer de próstata. Marcos Tobias Machado Setor de Uro-oncologia Linfadenectomia em câncer de próstata Marcos Tobias Machado Setor de Uro-oncologia Diagnóstico do acometimento linfonodal em câncer de próstata Tomografia VPP:50% e VPN: 33% Ressonância magnética = TC

Leia mais

II ENCONTRO DE UROLOGIA DO SUDESTE CÂNCER DE BEXIGA QUANDO INDICAR UMA TERAPIA MAIS AGRESSIVA NO T1 DE ALTO GRAU? CARLOS CORRADI

II ENCONTRO DE UROLOGIA DO SUDESTE CÂNCER DE BEXIGA QUANDO INDICAR UMA TERAPIA MAIS AGRESSIVA NO T1 DE ALTO GRAU? CARLOS CORRADI II ENCONTRO DE UROLOGIA DO SUDESTE CÂNCER DE BEXIGA QUANDO INDICAR UMA TERAPIA MAIS AGRESSIVA NO T1 DE ALTO GRAU? CARLOS CORRADI T1 ALTO GRAU DOENCA AGRESSIVA 4ª Causa de Óbito oncológico Pouca melhora

Leia mais

Terapia hormonal prévia e adjuvante à radioterapia externa no tratamento do câncer de próstata

Terapia hormonal prévia e adjuvante à radioterapia externa no tratamento do câncer de próstata Terapia hormonal prévia e adjuvante à radioterapia externa no tratamento do câncer de próstata N o 145 Março/2015 2015 Ministério da Saúde. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que

Leia mais

Do ponto de vista profissional realizo o

Do ponto de vista profissional realizo o HIFU: Terapia Focal (Sob Medida) para o Câncer da Próstata Dr. Marcelo L. Bendhack* Divulgação * Associação de Uro-Oncologia, UROLA Latinoamérica & Brasil. Diretor Técnico Médico Clínica Uro-Onco de Curitiba.

Leia mais

Câncer de próstata. O que você deve saber. Marco A. Fortes HNMD

Câncer de próstata. O que você deve saber. Marco A. Fortes HNMD Câncer de próstata O que você deve saber Marco A. Fortes HNMD Incidência do câncer em homens no Brasil em 1999 Localização Homens % Pele 19500 15,0 Pulmão 14800 11,6 Próstata 14500 11,4 Estômago 13600

Leia mais

Câncer de Próstata Localmente Avançado

Câncer de Próstata Localmente Avançado Urologia Fundamental CAPÍTULO Câncer de Próstata Localmente Avançado Marcos Francisco Dall Oglio Alexandre Crippa UROLOGIA FUNDAMENTAL INTRODUÇÃO Apesar dos esforços para detecção precoce do câncer de

Leia mais

TUDO O QUE SEMPRE QUIS SABER SOBRE

TUDO O QUE SEMPRE QUIS SABER SOBRE TUDO O QUE SEMPRE QUIS SABER SOBRE Quais as principais doenças da próstata? Que tratamentos existem para estas doenças? Qual o melhor tratamento para o cancro da próstata? Esclareça todas as suas dúvidas

Leia mais

VaIN II II e III há indicação para tratamentos não- excisionais?

VaIN II II e III há indicação para tratamentos não- excisionais? Trocando Idéias XIV - 2009 VaIN II II e III há indicação para tratamentos não- excisionais? Walquíria Quida Salles Pereira Primo Doutorado e Mestrado UnB Professora da Pós-graduação UnB Unidade de Ginecologia

Leia mais

DIRETRIZES PARA O CÂNCER DE PRÓSTATA

DIRETRIZES PARA O CÂNCER DE PRÓSTATA DIRETRIZES PR O ÂNER DE PRÓSTT (Texto atualizado em Fevereiro de 2012). Heidenreich (presidente), P.J. astian, J. ellmunt, M. olla, S. Joniau, T.H. van der Kwast, M.D. Mason, V. Matveev, N. Mottet, T.

Leia mais

QUANDO SOLICITAR A RM DE PRÓSTATA COMO PARTE DO DIAGNÓSTICO E ESTADIAMENTO? DR.PÚBLIO VIANA

QUANDO SOLICITAR A RM DE PRÓSTATA COMO PARTE DO DIAGNÓSTICO E ESTADIAMENTO? DR.PÚBLIO VIANA QUANDO SOLICITAR A RM DE PRÓSTATA COMO PARTE DO DIAGNÓSTICO E ESTADIAMENTO? DR.PÚBLIO VIANA RM NO CA PROSTÁTICO Estadiamento loco-regional Detecção tumoral Pesquisa de recidiva local pósprostatectomia

Leia mais

Câncer de Próstata Localizado Riscos Baixo e Intermediário: Lucas Nogueira Coordenador Grupo de Uro Oncologia HC / UFMG Departamento de Uro Oncologia

Câncer de Próstata Localizado Riscos Baixo e Intermediário: Lucas Nogueira Coordenador Grupo de Uro Oncologia HC / UFMG Departamento de Uro Oncologia Câncer de Próstata Localizado Riscos Baixo e Intermediário: Eu NÃO escolho vigilância ativa Lucas Nogueira Coordenador Grupo de Uro Oncologia HC / UFMG Departamento de Uro Oncologia SBU EUA A cada 2 minutos

Leia mais

Câncer de Próstata. Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho

Câncer de Próstata. Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho Câncer de Próstata Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho O que é próstata? A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem

Leia mais

TUMORES DO PÉNIS: Cirurgia Minimamente Invasiva. Pedro Eufrásio. Serviço de Urologia Centro Hospitalar Tondela-Viseu

TUMORES DO PÉNIS: Cirurgia Minimamente Invasiva. Pedro Eufrásio. Serviço de Urologia Centro Hospitalar Tondela-Viseu TUMORES DO PÉNIS: Cirurgia Minimamente Invasiva Pedro Eufrásio Serviço de Urologia Centro Hospitalar Tondela-Viseu INTRODUÇÃO Tumor do pénis é raro. Variabilidade geográfica. 95% são carcinomas espinho-celulares.

Leia mais

III Congresso Internacional de Uro- Oncologia

III Congresso Internacional de Uro- Oncologia III Congresso Internacional de Uro- Oncologia Como interpretar o ASAP e o PIN? Qual o valor do Gleason Terciário na biópsia? Qual a acurácia do tumor de baixo risco na biópsia ser de baixo risco na Prostatectomia

Leia mais

Recomendações do tratamento do câncer de rim estadio T1

Recomendações do tratamento do câncer de rim estadio T1 V Congresso Internacional de Uro-Oncologia Recomendações do tratamento do câncer de rim estadio T1 Afonso C Piovisan Faculdade de Medicina da USP São Paulo Ari Adamy Hospital Sugusawa e Hospital Santa

Leia mais

Módulo: Câncer de Rim Localizado

Módulo: Câncer de Rim Localizado Módulo: Câncer de Rim Localizado Caso 1 CAL, 56 anos, masculino Paciente médico, obeso (IMC = 41; peso 120 kg) Antecedentes clínicos: nefrolitíase Antecedentes cirúrgicos: Laparotomia mediana por divertículo

Leia mais

ORIENTAÇÕES SOBRE HIPERPLASIA BENIGNA DA PROSTATA

ORIENTAÇÕES SOBRE HIPERPLASIA BENIGNA DA PROSTATA ORIENTAÇÕES SOBRE HIPERPLASIA BENIGNA DA PROSTATA (Texto actualizado em Março de 2005) M. Oelke (Presidente), G. Alivizatos, M. Emberton, S. Gravas, S. Madersbacher, M. Michel, J. Nordling, C. Rioja Sanz,

Leia mais

Gaudencio Barbosa R4 CCP HUWC Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço 02-2012

Gaudencio Barbosa R4 CCP HUWC Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço 02-2012 Gaudencio Barbosa R4 CCP HUWC Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço 02-2012 Abordagens combinadas envolvendo parotidectomia e ressecção do osso temporal as vezes são necessárias como parte de ressecções

Leia mais

A. Heidenreich(presidente), J. Bellmunt, M.Bolla, S. Joniau,T.H. van der Kwast, M.D. Mason, V.Matveev, N.Mottet, H-P. Schmid,T. Wiegel, F.

A. Heidenreich(presidente), J. Bellmunt, M.Bolla, S. Joniau,T.H. van der Kwast, M.D. Mason, V.Matveev, N.Mottet, H-P. Schmid,T. Wiegel, F. DIRETRIZES SORE ÂNER DA PRÓSTATA (Texto atualizado em março de 2011) A. Heidenreich(presidente), J. ellmunt, M.olla, S. Joniau,T.H. van der Kwast, M.D. Mason, V.Matveev, N.Mottet, H-P. Schmid,T. Wiegel,

Leia mais

Saúde da Próstata. XXX Ciclo de Debate Município Saudável Envelhecimento Ativo. Claudio B. Murta

Saúde da Próstata. XXX Ciclo de Debate Município Saudável Envelhecimento Ativo. Claudio B. Murta Divisão de Clínica Urológica Saúde da Próstata XXX Ciclo de Debate Município Saudável Envelhecimento Ativo Claudio B. Murta Médico Urologista Coordenador do Centro de Referência do Homem Hospital de Transplantes

Leia mais

TRATAMENTO PÓS OPERATÓRIO NO SEMINOMA E NÃO SEMINOMA DE ESTÁGIO I DE ALTO RISCO Daniel Fernandes Saragiotto

TRATAMENTO PÓS OPERATÓRIO NO SEMINOMA E NÃO SEMINOMA DE ESTÁGIO I DE ALTO RISCO Daniel Fernandes Saragiotto TRATAMENTO PÓS OPERATÓRIO NO SEMINOMA E NÃO SEMINOMA DE ESTÁGIO I DE ALTO RISCO Daniel Fernandes Saragiotto Médico Assistente do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) FMUSP Médico Titular

Leia mais

Câncer de Testículo Não Seminomatoso

Câncer de Testículo Não Seminomatoso Câncer de Testículo Não Seminomatoso Estágio Clínico II Estado da Arte Fabio Kater Centro Paulista de Oncologia / Hospital Nove de Julho Introdução Incidência maior que no começo do século passado Idade

Leia mais

Atendimento odontológico ao paciente com câncer bucal na cidade de Goiânia*

Atendimento odontológico ao paciente com câncer bucal na cidade de Goiânia* UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FACULDADE DE ODONTOLOGIA PROGRAMA DE EXTENSÃO E CULTURA Atendimento odontológico ao paciente com câncer bucal na cidade de Goiânia* VIEIRA,Denise Ferreira 1 ; SOARES,Mariana

Leia mais

III EGEPUB/COPPE/UFRJ

III EGEPUB/COPPE/UFRJ Luiz Otávio Zahar III EGEPUB/COPPE/UFRJ 27/11/2014 O que é a próstata? A próstata é uma glândula pequena que fica abaixo da bexiga e envolve o tubo (chamado uretra) pelo qual passam a urina e o sêmen.

Leia mais

Adenocarcinoma de Esôfago como conseqüência de Esôfago de Barret

Adenocarcinoma de Esôfago como conseqüência de Esôfago de Barret Adenocarcinoma de Esôfago como conseqüência de Esôfago de Barret Serviço de Cirurgia Geral III Dr Antônio Borges Campos Denissa F. G. Mesquita Extensionista da Cir. do Ap. Digestório Samuel Luz Moreno

Leia mais

como intervir Héber Salvador de Castro Ribeiro Departamento de Cirurgia Abdominal A.C. Camargo Cancer Center

como intervir Héber Salvador de Castro Ribeiro Departamento de Cirurgia Abdominal A.C. Camargo Cancer Center Esôfago de Barrett: quando acompanhar e como intervir Héber Salvador de Castro Ribeiro Departamento de Cirurgia Abdominal A.C. Camargo Cancer Center Não possuo conflitos de interesse; Esôfago de Barrett

Leia mais

Qual é o papel da ressecção ou da radiocirurgia em pacientes com múltiplas metástases? Janio Nogueira

Qual é o papel da ressecção ou da radiocirurgia em pacientes com múltiplas metástases? Janio Nogueira Qual é o papel da ressecção ou da radiocirurgia em pacientes com múltiplas metástases? Janio Nogueira METÁSTASES CEREBRAIS INTRODUÇÃO O SIMPLES DIAGNÓSTICO DE METÁSTASE CEREBRAL JÁ PREDIZ UM POBRE PROGNÓSTICO.

Leia mais

CONDUTA APÓS CITOLOGIA LESÃO INTRA-EPITELIAL DE ALTO GRAU MARIA INES DE MIRANDA LIMA

CONDUTA APÓS CITOLOGIA LESÃO INTRA-EPITELIAL DE ALTO GRAU MARIA INES DE MIRANDA LIMA IVX CONGRESSO PAULISTA DE GINECOLOGIA E OBSTETRICIA CONDUTA APÓS CITOLOGIA LESÃO INTRA-EPITELIAL DE ALTO GRAU MARIA INES DE MIRANDA LIMA Lesão intra-epitelial de alto grau:hsil: Qual o significado? NIC

Leia mais

Devemos fazer a triagem de Câncer de Próstata em pacientes com menos de 70 anos? Wilson Busato Jr

Devemos fazer a triagem de Câncer de Próstata em pacientes com menos de 70 anos? Wilson Busato Jr Devemos fazer a triagem de Câncer de Próstata em pacientes com menos de 70 anos? Wilson Busato Jr American Urological Association (guideline 2013) 1. Nunca rastrear < 40 anos 2. Não rastrear de rotina

Leia mais

EMENTA: Câncer urológico - Critérios de alta para pacientes com câncer CONSULTA

EMENTA: Câncer urológico - Critérios de alta para pacientes com câncer CONSULTA PARECER Nº 2422/2013 CRM-PR PROCESSO CONSULTA N.º 11/2013 PROTOCOLO N. º 10115/2013 ASSUNTO: CRITÉRIOS DE ALTA DE SERVIÇOS DE CANCEROLOGIA PARECERISTA: CONS. JOSÉ CLEMENTE LINHARES EMENTA: Câncer urológico

Leia mais

Diretrizes Assistenciais

Diretrizes Assistenciais Diretrizes Assistenciais Protocolo de tratamento adjuvante e neoadjuvante do câncer de mama Versão eletrônica atualizada em Fevereiro 2009 Tratamento sistêmico adjuvante A seleção de tratamento sistêmico

Leia mais

PATOLOGIAS DA PRÓSTATA. Prostata

PATOLOGIAS DA PRÓSTATA. Prostata AULA PREPARADA POR: PATOLOGIAS DA PRÓSTATA Prostata A próstata é um órgão interno que só o homem possui; tem a forma de uma maçã muito pequena, e fica logo abaixo da bexiga. ANATOMIA Tem o tamanho aproximado

Leia mais

Diretrizes Assistenciais. Protocolo de Conduta da Assistência Médico- Hospitalar - Mama

Diretrizes Assistenciais. Protocolo de Conduta da Assistência Médico- Hospitalar - Mama Diretrizes Assistenciais Protocolo de Conduta da Assistência Médico- Hospitalar - Mama Versão eletrônica atualizada em Novembro 2008 Protocolo de Conduta da Assistência Médico-Hospitalar Objetivos: - manuseio

Leia mais

Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo TRATAMENTO CIRÚRGICO DAS METÁSTASES HEPÁTICAS Carcinoma Metastático do Fígado METÁSTASES HEPÁTICAS Neoplasia primeira

Leia mais

CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO. Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto. Introdução

CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO. Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto. Introdução CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto Introdução É realizada a avaliação de um grupo de pacientes com relação a sua doença. E através dele

Leia mais

O Câncer de Próstata. O que é a Próstata

O Câncer de Próstata. O que é a Próstata O Câncer de Próstata O câncer de próstata é o segundo tumor mais comum no sexo masculino, acometendo um em cada seis homens. Se descoberto no início, as chances de cura são de 95%. O que é a Próstata A

Leia mais

O que é câncer de mama?

O que é câncer de mama? Câncer de Mama O que é câncer de mama? O câncer de mama é a doença em que as células normais da mama começam a se modificar, multiplicando-se sem controle e deixando de morrer, formando uma massa de células

Leia mais

Protocolo para Tratamento de Carcinoma Diferenciado de Tireoide

Protocolo para Tratamento de Carcinoma Diferenciado de Tireoide Protocolo para Tratamento de Carcinoma Diferenciado de Tireoide Serviços de Endocrinologia e Medicina Nuclear do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco Apresentadora: Maíra Melo da

Leia mais

Qual é a função dos pulmões?

Qual é a função dos pulmões? Câncer de Pulmão Qual é a função dos pulmões? Os pulmões são constituídos por cinco lobos, três no pulmão direito e dois no esquerdo. Quando a pessoa inala o ar, os pulmões absorvem o oxigênio, que é levado

Leia mais

uro-oncologia da américa

uro-oncologia da américa UROLOGIA entrevista URO-ONCO POR associação de uro-oncologia da américa do sul: NOVOS RUMOS PARA A AMÉRICA DO SUL (UROLA) Prof. Dr. Marcelo Bendhack* urologia deaaz *Professor da Pós-Graduação - Ciências

Leia mais

Diretrizes ANS para realização do PET Scan / PET CT. Segundo diretrizes ANS

Diretrizes ANS para realização do PET Scan / PET CT. Segundo diretrizes ANS Diretrizes ANS para realização do PET Scan / PET CT Segundo diretrizes ANS Referencia Bibliográfica: Site ANS: http://www.ans.gov.br/images/stories/a_ans/transparencia_institucional/consulta_despachos_poder_judiciari

Leia mais

TEMA: Abiraterona (Zytiga ) para tratamento de câncer de próstata avançado sem quimioterapia prévia.

TEMA: Abiraterona (Zytiga ) para tratamento de câncer de próstata avançado sem quimioterapia prévia. NTRR 158/2014 Solicitante: Juíz: Dra. Solange Maria de Lima Oliveira Juiza da 1ª Vara Cível de Itaúna. Data: 04/07/2014 Medicamento X Material Procedimento Cobertura Número do processo: 0338.14.006.873-9

Leia mais

Núcleo Regional de Especialidades de Vitória CRE Metropolitano

Núcleo Regional de Especialidades de Vitória CRE Metropolitano 1 Núcleo Regional de Especialidades de Vitória CRE Metropolitano PROPOSTA DE PROTOCOLO E FLUXO ASSISTENCIAL PARA CÂNCER DE PRÓSTATA Autor: Paulo Roberto F. de Oliveira, Rodrigo Alves Tristão e Wilson Alvarenga

Leia mais

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS.

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Laura S. W ard CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Nódulos da Tiróide e o Carcinoma Medular Nódulos da tiróide são um

Leia mais

Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Departamento de Cirurgia Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Departamento de Cirurgia Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Departamento de Cirurgia Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço D I R E T R I Z E S 2 0 07 Antonio Jose Gonçalves A Disciplina de Cirurgia de

Leia mais

DOENÇAS DA PRÓSTATA. Prof. João Batista de Cerqueira Adjunto DSAU - UEFS

DOENÇAS DA PRÓSTATA. Prof. João Batista de Cerqueira Adjunto DSAU - UEFS DOENÇAS DA PRÓSTATA Prof. João Batista de Cerqueira Adjunto DSAU - UEFS O QUE É A PRÓSTATA? A próstata é uma glândula que tem o tamanho de uma noz, e se localiza abaixo da bexiga, envolvendo a uretra masculina.

Leia mais

Atualidades na doença invasiva do colo uterino: Seguimento após tratamento. Fábio Russomano IFF/Fiocruz Trocando Idéias 29 a 31 de agosto de 2013

Atualidades na doença invasiva do colo uterino: Seguimento após tratamento. Fábio Russomano IFF/Fiocruz Trocando Idéias 29 a 31 de agosto de 2013 Atualidades na doença invasiva do colo uterino: Seguimento após tratamento Fábio Russomano IFF/Fiocruz Trocando Idéias 29 a 31 de agosto de 2013 Objetivos do seguimento após tratamento de Câncer Detecção

Leia mais

SEMANA DA SAÚDE DO HOMEM

SEMANA DA SAÚDE DO HOMEM SEMANA DA SAÚDE DO HOMEM 21 a 27 de setembro de 2009 Marcelo Bendhack Presidente da UROLA Assoc. Latinoamericana de Uro-Oncologia Ângelo Palma Contar Professor de Urologia Gerardo Lopez Secchi Presidente

Leia mais

ORIENTAÇÕES SOBRE CANCRO DA PRÓSTATA

ORIENTAÇÕES SOBRE CANCRO DA PRÓSTATA ORIENTAÇÕES SOBRE CANCRO DA PRÓSTATA (Texto actualizado em Março de 2005: está prevista a publicação de uma actualização em 2010. Aconselha-se os leitores a consultar o texto impresso completo de 2009

Leia mais

Governador Geraldo Alckmin entrega o maior laboratório destinado a pesquisas sobre o câncer da América Latina

Governador Geraldo Alckmin entrega o maior laboratório destinado a pesquisas sobre o câncer da América Latina MATEC ENGENHARIA ENTREGA O MAIOR LABORATORIO PARA PESQUISA DE CÂNCER DA AMÉRICA LATINA Qui, 14/04/11-11h00 SP ganha maior laboratório para pesquisa de câncer da América Latina Instituto do Câncer também

Leia mais

É possível omitir Radioterapia adjuvante em mulheres idosas com Receptor Hormonal positivo?

É possível omitir Radioterapia adjuvante em mulheres idosas com Receptor Hormonal positivo? É possível omitir Radioterapia adjuvante em mulheres idosas com Receptor Hormonal positivo? Rosangela Correa Villar Radioterapia Beneficência Portuguesa- Hospital São Jose FMUSP villardias@uol.com.br INTRODUÇÃO

Leia mais

Estamos prontos para guiar o tratamento com base no status do HPV?

Estamos prontos para guiar o tratamento com base no status do HPV? Controvérsias no Tratamento de Câncer de Cabeça e Pescoço Localmente Avançado Estamos prontos para guiar o tratamento com base no status do HPV? Igor A. Protzner Morbeck, MD, MSc Oncologista Clínico Onco-Vida,

Leia mais

Antígeno Prostático Específico (PSA)

Antígeno Prostático Específico (PSA) Urologia Fundamental CAPÍTULO 21 Antígeno Prostático Específico (PSA) Rodolfo Borges dos Reis Marcelo Ferreira Cassini UROLOGIA FUNDAMENTAL INTRODUÇÃO Antígeno prostático específico (PSA) é uma protease

Leia mais

TEMA: Sunitinibe (Sutent ) para o tratamento do cancer renal

TEMA: Sunitinibe (Sutent ) para o tratamento do cancer renal Nota Técnica 90/2013 Data: 18/05/2014 Solicitante: Dr. Daniel da Silva Ulhoa Juíz de Direito Comarca de Timóteo Medicamento Material Procedimento Cobertura x Número do processo: 0009774-08.2014.8.13.0667

Leia mais

Metástase Cutânea de Carcinoma de Células Claras Renais: Relato de Caso Aichinger, L.A. 1, Kool, R. 1, Mauro, F.H.O. 1, Preti, V.

Metástase Cutânea de Carcinoma de Células Claras Renais: Relato de Caso Aichinger, L.A. 1, Kool, R. 1, Mauro, F.H.O. 1, Preti, V. Metástase Cutânea de Carcinoma de Células Claras Renais: Relato de Caso Aichinger, L.A. 1, Kool, R. 1, Mauro, F.H.O. 1, Preti, V. 1 1 Hospital Erasto Gaertner, Curitiba, Paraná. Introdução e Objetivo O

Leia mais

TRATAMENTO CONSERVADOR DO TUMOR DO PÉNIS Sociedade Portuguesa de Andrologia Lisboa 2013. Francisco E. Martins Serviço de Urologia, CHLN

TRATAMENTO CONSERVADOR DO TUMOR DO PÉNIS Sociedade Portuguesa de Andrologia Lisboa 2013. Francisco E. Martins Serviço de Urologia, CHLN TRATAMENTO CONSERVADOR DO TUMOR DO PÉNIS Sociedade Portuguesa de Andrologia Lisboa 2013 Francisco E. Martins Serviço de Urologia, CHLN INTRODUÇÃO TUMOR RARO! Europa e EUA: < 1: 100.000 (0,4% - 0,6%) Ásia,

Leia mais

DOENÇAS DA PRÓSTATA. P/ Edison Flávio Martins

DOENÇAS DA PRÓSTATA. P/ Edison Flávio Martins DOENÇAS DA PRÓSTATA P/ Edison Flávio Martins PRÓSTATA NORMAL Peso: 15 a 20 gr Localização: Abaixo da bexiga Atravessada pela uretra Função: Reprodutiva DOENÇAS DA PRÓSTATA Infecção: Prostatite aguda e

Leia mais

ATUALIZAÇÕES EM CÂNCER: TRATAMENTO

ATUALIZAÇÕES EM CÂNCER: TRATAMENTO ATUALIZAÇÕES EM CÂNCER: TRATAMENTO Elaine Jacob da Silva Carmo 1 ; Cristiane Alves da Fonseca 2,3 Andréia Juliana Leite Rodrigues 2,3, 4. 1 Curso de Ciências Biológicas, Unidade Universitária de Ciências

Leia mais

Carcinoma do pénis. La Fuente de Carvalho, Ph.D MD

Carcinoma do pénis. La Fuente de Carvalho, Ph.D MD Carcinoma do pénis La Fuente de Carvalho, Ph.D MD Epidemiologia - idade > 50 anos - 550 novos casos / ano (Reino Unido) - 1250 novos casos / ano (EUA) - Centro Registo California - entre 1988 2004 2.870

Leia mais

André Salazar e Marcelo Mamede CANCER PATIENTS: CORRELATION WITH PATHOLOGY. Instituto Mário Penna e HC-UFMG. Belo Horizonte-MG, Brasil.

André Salazar e Marcelo Mamede CANCER PATIENTS: CORRELATION WITH PATHOLOGY. Instituto Mário Penna e HC-UFMG. Belo Horizonte-MG, Brasil. F-FDG PET/CT AS A PREDICTOR OF INVASIVENESS IN PENILE CANCER PATIENTS: CORRELATION WITH PATHOLOGY André Salazar e Marcelo Mamede Instituto Mário Penna e HC-UFMG. Belo Horizonte-MG, Brasil. 2014 CÂNCER

Leia mais

URO RESUMOS. Cirurgia vs. Fisioterapia para Incontinência Urinária de Esforço

URO RESUMOS. Cirurgia vs. Fisioterapia para Incontinência Urinária de Esforço URO RESUMOS www.urologiaessencial.org.br BRASIL SILVA NETO Professor Adjunto - Depto Cirurgia UFRGS Chefe do Serviço de Urologia HCPA ANDRÉ GORGEN NUNES Médico Residente - Serviço de Cirurgia Geral HCPA

Leia mais

DR OMAR REDA EL HAYEK Docente Setor de Uro-oncologia do HCFMUSP Coordenador do Foro de Urologia HIAE

DR OMAR REDA EL HAYEK Docente Setor de Uro-oncologia do HCFMUSP Coordenador do Foro de Urologia HIAE TUMOR DE PÊNIS: Abordagem inicial DR OMAR REDA EL HAYEK Docente Setor de Uro-oncologia do HCFMUSP Coordenador do Foro de Urologia HIAE TUMOR DE PÊNIS Epidemiologia Distribuição geográfica EUA 0,2 / 100.000

Leia mais

DETECÇÃO, DIAGNÓSTICO E ESTADIAMENTO DO CÂNCER DE MAMA

DETECÇÃO, DIAGNÓSTICO E ESTADIAMENTO DO CÂNCER DE MAMA RESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA DAS MAMAS DETECÇÃO, DIAGNÓSTICO E ESTADIAMENTO DO CÂNCER DE MAMA A crescente experiência com a Ressonância Nuclear Magnética (RNM) vem trazendo dúvidas pertinentes quanto

Leia mais

Câncer de próstata. Câncer de próstata localmente avançado Resultados do tratamento com radioterapia e supressão hormonal.

Câncer de próstata. Câncer de próstata localmente avançado Resultados do tratamento com radioterapia e supressão hormonal. Câncer de próstata Câncer de próstata localmente avançado Resultados do tratamento com radioterapia e supressão hormonal Robson Ferrigno RT + HT Bloqueio hormonal isolado: sem intuito curativo Associado

Leia mais

Urologia Virtual (UROVIRT) é o órgão de divulgação da Disciplina de Urologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp na Internet.

Urologia Virtual (UROVIRT) é o órgão de divulgação da Disciplina de Urologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp na Internet. edição abril de 2012 Dr. Carlos D'Ancona Urologia Virtual (UROVIRT) é o órgão de divulgação da Disciplina de Urologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp na Internet. Urovirt é editada mensalmente

Leia mais

Controle loco-regional na doença metastática

Controle loco-regional na doença metastática Câncer de pâncreas Controle loco-regional na doença metastática Fabio Kater Centro Paulista de Oncologia Hospital Nove de Julho Não tenho conflitos de interesse FIGURE 1 Ten Leading Cancer Types for the

Leia mais

Amenizando o impacto do câncer de próstata

Amenizando o impacto do câncer de próstata Amenizando o impacto do câncer de próstata www.laprp.com Afundação do Krongrad Institute, em 1999, visou oferecer cirurgia minimamente invasiva para pacientes com câncer de próstata. A sua criação se deve

Leia mais

SUMÁRIO. Sobre o curso Pág. 3. Etapas do Processo Seletivo Pág. 6. Cronograma de Aulas Pág. 9. Coordenação Programa e metodologia; Investimento

SUMÁRIO. Sobre o curso Pág. 3. Etapas do Processo Seletivo Pág. 6. Cronograma de Aulas Pág. 9. Coordenação Programa e metodologia; Investimento 1 SUMÁRIO Sobre o curso Pág. 3 Coordenação Programa e metodologia; Investimento 3 4 5 Etapas do Processo Seletivo Pág. 6 Matrícula 8 Cronograma de Aulas Pág. 9 2 PÓS-GRADUAÇÃO EM ONCOLOGIA - CURITIBA Unidade

Leia mais

P R O S T AT E C T O M I A R A D I C A L L A P A R O S C Ó P I C A

P R O S T AT E C T O M I A R A D I C A L L A P A R O S C Ó P I C A P R O S T AT E C T O M I A R A D I C A L L A P A R O S C Ó P I C A O Câncer de próstata (Cap) É o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos,

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA FACULDADE DE MEDICINA DA BAHIA TRATAMENTO IDEAL DO CÂNCER DE PRÓSTATA LOCALIZADO

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA FACULDADE DE MEDICINA DA BAHIA TRATAMENTO IDEAL DO CÂNCER DE PRÓSTATA LOCALIZADO - 1 - UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA FACULDADE DE MEDICINA DA BAHIA Fundada em 18 de fevereiro de 1808 Monografia TRATAMENTO IDEAL DO CÂNCER DE PRÓSTATA LOCALIZADO José Gabriel de Freitas Silva Benevides

Leia mais

Coordenador Cirúrgico do Instituto do Fígado Beneficência Portuguesa de São Paulo rogerio@benhurmd.com.br

Coordenador Cirúrgico do Instituto do Fígado Beneficência Portuguesa de São Paulo rogerio@benhurmd.com.br Hepatocarcinoma Seleção de pacientes para transplante Rogério Carballo Afonso Coordenador Cirúrgico do Instituto do Fígado Beneficência Portuguesa de São Paulo rogerio@benhurmd.com.br Hepatocarcinoma Seleção

Leia mais

Diagnóstico do câncer

Diagnóstico do câncer UNESC FACULDADES ENFERMAGEM - ONCOLOGIA FLÁVIA NUNES Diagnóstico do câncer Evidenciado: Investigação diagnóstica por suspeita de câncer e as intervenções de enfermagem no cuidado ao cliente _ investigação

Leia mais

CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE

CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE Hospital Municipal Cardoso Fontes Serviço de Cirurgia Geral Chefe do serviço: Dr. Nelson Medina Coeli Expositor: Dra. Ana Carolina Assaf 16/09/04 René Lambert DEFINIÇÃO Carcinoma

Leia mais

CÂNCER DE MAMA. O controle das mamas de seis em seis meses, com exames clínicos, é também muito importante.

CÂNCER DE MAMA. O controle das mamas de seis em seis meses, com exames clínicos, é também muito importante. CÂNCER DE MAMA Dr. José Bél Mastologista/Ginecologista - CRM 1558 Associação Médico Espírita de Santa Catarina AME/SC QUANDO PEDIR EXAMES DE PREVENÇÃO Anualmente, a mulher, após ter atingindo os 35 ou

Leia mais

RADIOTERAPIA NO CÂNCER DE PRÓSTATA

RADIOTERAPIA NO CÂNCER DE PRÓSTATA RADIOTERAPIA NO CÂNCER DE PRÓSTATA BRUNA JUSTINO SALLES DE ALMEIDA Discente do Curso de Radiologia das Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS JULIANA MORAES DE OLIVEIRA Discente do Curso de Radiologia

Leia mais

Gestantes, porque é possível aguardar o parto?

Gestantes, porque é possível aguardar o parto? Gestantes, porque é possível aguardar o parto? Profª Filomena Aste Silveira Qualificada em patologia cervical Colaboradora das novas diretrizes - Responsável pelo capítulo de baixo grau Doutorado - UFRJ

Leia mais

Agenda. Nódulo da Tireóide. Medicina Nuclear. Medicina Nuclear em Cardiologia 17/10/2011

Agenda. Nódulo da Tireóide. Medicina Nuclear. Medicina Nuclear em Cardiologia 17/10/2011 Agenda Medicina Nuclear Endocrinologia Walmor Cardoso Godoi, M.Sc. http://www.walmorgodoi.com O objetivo desta aula é abordar a Medicina nuclear em endocrinologia (notadamente aplicações Câncer de Tireóide).

Leia mais

URO-ONCOLOGIA( CÂNCER UROLÓGICO) A.Câncer de Pênis. Fernando da Rocha Camara

URO-ONCOLOGIA( CÂNCER UROLÓGICO) A.Câncer de Pênis. Fernando da Rocha Camara URO-ONCOLOGIA( CÂNCER UROLÓGICO) A.Câncer de Pênis O pênis, no ser humano é motivo de orgulho, e às vezes motivo de vergonha. Quando a pessoa imagina que o mesmo seja pequeno, chega a evitar contatos sexuais

Leia mais

Laura Meyer da Silva SEXO: MUITO PRAZER 2. Como ter uma vida sexual plena e feliz. www.lpm.com.br L&PM POCKET

Laura Meyer da Silva SEXO: MUITO PRAZER 2. Como ter uma vida sexual plena e feliz. www.lpm.com.br L&PM POCKET Laura Meyer da Silva SEXO: MUITO PRAZER 2 Como ter uma vida sexual plena e feliz www.lpm.com.br L&PM POCKET 3 3 Quando a ejaculação prematura reforça a angústia Ejaculação rápida, ejaculação prematura

Leia mais

Nefrectomia citorredutora

Nefrectomia citorredutora Nefrectomia citorredutora no câncer de rim metastático Gustavo Lemos Junho 2012 Carcinoma de células renais 1/3 metastáticos no diagnóstico 20 a 30% dos Ptscom tumor localizado irão desenvolver metástases.

Leia mais

Cetuximabe para Carcinoma de Laringe recidivado

Cetuximabe para Carcinoma de Laringe recidivado NOTA TÉCNICA 152/2014 Solicitante: Juiz Fernando de Moraes Mourão Número do processo: 0042.14.002900-2 Réu: MUNICÍPIO DE ARCOS e ESTADO DE MINAS GERAIS Data: 23/07/2013 Medicamento x Material Procedimento

Leia mais

Epidemiologia e fatores de

Epidemiologia e fatores de Câncer de Próstata Maria C. Dornas José A.D.R. Júnior Rui T. Figueiredo e Filho Fabrício B. Carrerette Ronaldo Damião Resumo A história do câncer de próstata (CaP) mudou após a introdução do PSA na prática

Leia mais

Imprecisões na determinação do estágio clínico no câncer de próstata localizado

Imprecisões na determinação do estágio clínico no câncer de próstata localizado Uro-Resumos www.urologiacontemporanea.org.br Brasil Silva Neto Professor Adjunto do Departamento de Cirurgia Faculdade de Medicina UFRGS Serviço de Urologia Hospital de Clínicas de Porto Alegre Tiago Elias

Leia mais

Câncer do pâncreas. Orlando Jorge Martins Torres Professor Livre-Docente UFMA

Câncer do pâncreas. Orlando Jorge Martins Torres Professor Livre-Docente UFMA Câncer do pâncreas Orlando Jorge Martins Torres Professor Livre-Docente UFMA Diagnóstico A tomografia helicoidal com dupla fase é o melhor exame de imagem para diagnosticar e estadiar uma suspeita de carcinoma

Leia mais

RM MAMÁRIA: quando indicar?

RM MAMÁRIA: quando indicar? RM MAMÁRIA: quando indicar? Lucio De Carli Serviço de Diagnóstico por Imagem da Mama Hospital Mãe de Deus SSMD Porto Alegre/RS e-mail: luciodc@terra.com.br RM MAMÁRIA - indicações - Incoerência EF x MG

Leia mais

Sessão Televoter Urologia

Sessão Televoter Urologia 2012 Norte 17 de Novembro Sábado Sessão Televoter Urologia Tomé Lopes Palma dos Reis LUTS (Lower Urinary Tract Symptoms) Obstructivos (Esvaziamento) Irritativos (Armazenamento) Hesitação inicial Jacto

Leia mais

CPMG- SGT NADER ALVES DOS SANTOS CÂNCER DE PRÓSTATA PROF.WEBER

CPMG- SGT NADER ALVES DOS SANTOS CÂNCER DE PRÓSTATA PROF.WEBER CPMG- SGT NADER ALVES DOS SANTOS CÂNCER DE PRÓSTATA PROF.WEBER Próstata Sobre o Câncer Sintomas Diagnóstico e exame Tratamento Recomendações O QUE É A PRÓSTATA? A próstata é uma glândula que tem o tamanho

Leia mais

BRAQUITERAPIA DECABEÇA E PESCOÇO?

BRAQUITERAPIA DECABEÇA E PESCOÇO? HÁ ESPAÇO PARA HÁ ESPAÇO PARA BRAQUITERAPIA DE CABEÇA E PESCOÇO? BRAQUITERAPIA DECABEÇA E PESCOÇO? Dra. Anne Karina S. Kiister R3 - Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE-SP) Braquiterapia Da palavra

Leia mais

Sobrevida Mediana Classe I: 7,1 meses Classe II: 4,2 meses Classe III: 2,3 meses

Sobrevida Mediana Classe I: 7,1 meses Classe II: 4,2 meses Classe III: 2,3 meses Tratamento das Metástases Cerebrais Eduardo Weltman Hospital Israelita Albert Einstein Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Tratar ou Não Tratar? Piora do prognóstico Déficits neurológicos

Leia mais

Módulo Doença avançada

Módulo Doença avançada Módulo Doença avançada Radioterapia de SNC no Câncer de pulmão: Up date 2013 Robson Ferrigno Esta apresentação não tem qualquer conflito de interesse Metástases Cerebrais Câncer mais freqüente do SNC 1/3

Leia mais

Rastreamento do câncer de pulmão

Rastreamento do câncer de pulmão Rastreamento do câncer de pulmão Arthur Soares Souza Jr. Professor livre docente da FAMERP Membro do Ultra X Diagnóstico por Imagem São José do Rio Preto - SP Rastreamento do câncer de pulmão Estamos familiarizados

Leia mais

Prof. Dr. Jorge Eduardo F. Matias Cirurgia do Aparelho Digestivo Departamento de Cirurgia UFPR - HC

Prof. Dr. Jorge Eduardo F. Matias Cirurgia do Aparelho Digestivo Departamento de Cirurgia UFPR - HC DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DOS NÓDULOS HEPÁTICOS BENIGNOS Prof. Dr. Jorge Eduardo F. Matias Cirurgia do Aparelho Digestivo Departamento de Cirurgia UFPR - HC DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DOS NÓDULOS HEPÁTICOS

Leia mais

URO-RESUMOS. Brasil Silva Neto. Emanuel Burck dos Santos

URO-RESUMOS. Brasil Silva Neto. Emanuel Burck dos Santos URO-RESUMOS Brasil Silva Neto Doutor em Medicina: Ciências Cirúrgicas Serviço de Urologia Hospital de Clínicas de Porto Alegre Universidade Federal do Rio Grande do Sul Emanuel Burck dos Santos Mestre

Leia mais

Baixas temperaturas são letais para as células cancerosas.

Baixas temperaturas são letais para as células cancerosas. Crioablação Baixas temperaturas são letais para as células cancerosas. A crioablação é uma técnica que utiliza o resfriamento controlado para tratamento do câncer, destruindo as células cancerosas e preservando

Leia mais

Glanulectomia total no Cancro do Pénis Controlo oncológico e qualidade de vida

Glanulectomia total no Cancro do Pénis Controlo oncológico e qualidade de vida Acta Urológica 2008, 25; : 49-53 Artigos Originais 49 Glanulectomia total no Cancro do Pénis Controlo oncológico e qualidade de vida Bruno Graça, Eduardo Carrasquinho, Pedro Bargão, Manuel Ferreira Coelho,

Leia mais

Radiology: Volume 274: Number 2 February 2015. Amélia Estevão 10.05.2015

Radiology: Volume 274: Number 2 February 2015. Amélia Estevão 10.05.2015 Radiology: Volume 274: Number 2 February 2015 Amélia Estevão 10.05.2015 Objetivo: Investigar a vantagem da utilização da RM nos diferentes tipos de lesões diagnosticadas na mamografia e ecografia classificadas

Leia mais

Perfusao e Infusao Papel Atual Frente os Novos Tratamentos

Perfusao e Infusao Papel Atual Frente os Novos Tratamentos Perfusao e Infusao Papel Atual Frente os Novos Tratamentos Dr. André Molina Cirurgião Oncológico Mestre em Oncologia Núcleo de Câncer de Pele e Dermatologia Hospital A. C. Camargo - SP Conflitos de Interesse

Leia mais