Devemos fazer a triagem de Câncer de Próstata em pacientes com menos de 70 anos? Wilson Busato Jr

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1 Devemos fazer a triagem de Câncer de Próstata em pacientes com menos de 70 anos? Wilson Busato Jr

2 American Urological Association (guideline 2013) 1. Nunca rastrear < 40 anos 2. Não rastrear de rotina entre anos 3. Rastrear entre anos (l (alto risco pode ser individualizada) id d 4. Intervalo de 2 anos pode ser uma opção (decisão compartilhada) 5. Nunca rastrear > 70 anos ou < 10anos expectativa European Randomized Study of Screening for Prostate Cancer (ERSPC) Prostate, Lung, Colorectal, and Ovary Cancer Screening Trial (PLCO)

3 Essa é uma decisão de validade mundial? Epidemiologia do CaP é uniforme no mundo? (incidência, agressividade, raça,mortalidade, acesso à saúde, etc) R x tem sido semelhante em todos os países? Nível de evidência alta para essa decisão?

4 Dados epidemiológicos são uniformes no mundo? Variação Internacional da incidência do câncer da próstata Variação de até 24 vezes Eur Urol, 61 (2012):1079 Incidência aumentando em todos os países à taxas distintas

5 Dados epidemiológicos são uniformes no mundo? Variação Internacional da mortalidade d do câncer da próstata Variação de até 10 vezes Eur Urol, 61 (2012):1079 Previsão para 2030 de 500mil mortes

6 Dados epidemiológicos são uniformes no mundo? Dados no Brasil são subestimados SUL: 91/100mil SUDESTE: 88/100mil CENTR OESTE: 63/100mil NORDESTE: 47/100mil NORTE: 30/100mil

7 Dados epidemiológicos são uniformes no mundo? Dados no Brasil são subestimados Registro de Câncer de Base Populacional SP ( ): Brasília: 112/100mil anos: 337/100mil anos: 1.137/100mil Santiago et al. Cien Saude Colet 18 (2013) Goiânia: 99,3/100mil Aracajú: 100/100mil Lima et al. Rev Assoc Med Bras 59 (2013)

8 Dados epidemiológicos são uniformes no mundo? Composição racional é diferente Câncer de Próstata é mais agressivo e mais precoce Patrimônio genético multirracial comum Darcy Ribeiro IBGE 2010: 97 milhões de negros 45% dos brasileiros tem 90% de gene africano subsaarianos 86% dos brasileiros possuem 10% gene africano 80% dos brasileiros tem ancestralidade européia USA: cerca de 10% são negros Rotterdam: 100% são brancos Universidade de Brasília Cancer Statistics Review (2006)

9 Dados epidemiológicos são uniformes no mundo? Decisão compartilhada com o paciente Se nem os especialistas ilit concordam se devemos ou não rastrear, como podemos esperar que a decisão fique por conta dos pacientes com menos informações?

10 Rastreamento é o mesmo em todos os países? Não há rastreamento no Brasil, mas exames oportunísticos 2011 (DATASUS): 17 milhões de consultas ginecológica 2,6 milhões de consultas urológicas População masculina (45 a 75 anos) 21 milhões (2011) 3,9milhõesde PSAs TOTAL: 6,6 milhões de PSAs Estimativa prevalência de CaP no Brasil: 1,7 milhões 20% dos homens fazem PSA SUS: 76% Seguradoras: 23% Particular: 1%

11 Rastreamento é o mesmo em todos os países? Há uma baixa adesão populacional ao rastreamento UFMG 135 médicos > 51 anos = 21% nunca fizeram PSA USA: 67% 60 anos haviam fit feito PSA último ano Tirol: 86,6% 6% de adesão Santiago et al. Cien Saude Colet 18 (2013) Zona rural e pequenas cidades GLOBOCAN: admite estatística cobre apenas 30%dapopmundial Censo % vivem no campo 15 milhões de homens Center et al. Eur Urol 61 (2012)

12 Rastreamento é o mesmo em todos os países? AZUL: incidência LARANJA: mortalidade Houve um grande aumento da detecção e após queda das taxas Aumento dos casos compatível com aumento real da incidência (12%) Queda da mortalidade após > 15 anos Estamos ainda na fase de aumento das taxas de detecção As taxas de mortalidade ainda estão aumentando com o rastreamento Center et al. Eur Urol 61 (2012)

13 Não rastrear quando expectativa de vida < 10anos 1990 era de 66 anos IBGE(2013): 74,6 anos Santa Catarina 76,8 anos

14 Nível de evidência alta para essa decisão?

15 Nível de evidência alta para essa decisão?

16 Redução da mortalidade A taxa de mortalidade diminuiu 34% USA após PSA de 1990 a 2004 Kitagawa et al. Prostate 1 (2013) Gomella LG. Screening for prostate cancer: the PSA controversy. 6th Annual Interdisciplinary Prostate Cancer Congress; March, 2013; New York ERSPC: redução de 38% no risco relativo em 11 anos Göteborg com 14 anos redução de 50% no RR de morte e de 41% de metástase

17 Redução da mortalidade Para prevenir 1 morte é necessários rastrear Relato inicial (9 anos) Rastrear 1410 Tratar anos seguimento Rastrear 1055 Tratar anos seguimento Rastrear 293 Tratar 12 ERSPC

18 Redução de doença avançada e metástase Redução complicações: dor óssea, fraturas, obstruções, etc Andrioleet al. N EnglJ Med Md360 (2009) Antes PSA: 75% morriam pelo CaP ou este contribuía Risco de META reduziu 30% (ERSPC) e 49% (Göteborg) META (1990) 77casos/100mil e (2000) 37casos/100mil Shteynshlyuger et al. Urol Clin N Am 37 (2010) Redução de recidiva B x Q após PR dentre rastreados Etzioni et al. Med Decis Making 28 (2008)

19 Determinação do risco futuro de ter CaP PSA anos pode definir avaliações futuras (GR: B) PSA < 1,0ng/ml 45 anos após 25 anos risco Västerbotten Intervention Project 3,9% com CaP 1,2% com alto 40 45anos: 45 1 a 2 ng/ml lor: 9, a 3ng/ml lor: 23,3 3 3 a 4ng/ml OR: 43,9 60 anos: PSA 2ng/ml tem 26X risco de morrer aos 85anos

20 SIM NÃO

21 Como se ajusta as velas? 1. Um único teste de PSA 40 anos pode identificar o grupo de alto risco e indicar rastreamento adequado; 2. Reduzir intensidade R x > 60 anos com PSA< 2ng/ml 3. Pouco benefício em homens acima 70 anos ( 3ng/ml e comorbidades) 4. Intervalos a partir de 2/2 anos (4/4 anos) 5. Rastreamento inteligente entre 50 e 69 anos

22 Como se ajusta as velas? 6. Casosde Câncer prostático Familiar 2 parentes 1 o grau 1 parente 1 o grau + 2 de 2 o grau 7. Sem rastreamento populacional 8. Avaliaçãodo riscopelo Urologista Obrigado

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