Devemos fazer triagem de Câncer de próstata em pacientes com menos de 70. Dr. Aguinaldo César Nardi

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1 Devemos fazer triagem de Câncer de próstata em pacientes com menos de 70 anos? NÃO Dr. Aguinaldo César Nardi

2 Caso Conceito GHB, 54a PSA com aumento progressivo 2009 = 2, = 3, = 3, = 4,0 TR normal Assintomático Bx = Gleason 3+3 em 3 fragmentos no lobo direito

3 Caso Conceito GHB, 54a Paciente submetido a PRR AP = Adenocarcinoma de próstata G3+3 ocupando pequena área do lobo direito PSA controle <0,04

4 Caso Conceito Incontinente (4 fraldas/dia) DE Severa Fisioterapia sem melhora importante Oferecido prótese

5 Caso Conceito E se não fosse realizado rastreamento?????

6 Câncer de Próstata Epidemiologia NCI estimativas casos novos óbitos INCA estimativas novos casos mortes em 2011

7 Critérios adequados para um programa de rastreamento Foco em doença de alto impacto na saúde pública A expectativa de vida da população rastreada é longa A doença é assintomática nas fases em que a detecção precoce é possível Os testes diagnósticos são adequados, de baixo custo e boa acurácia O tratamento modifica a história natural da doença diminuindo a mortalidade Os danos aoscasos falso positivos sãomínimos O rastreamento não promove a hiperdetecção de casos indolentes, levando a tratamentos desnecessários O tratamento não promove piora da qualidade de vida Smith et al, Cancer Medicine (7th Edition);B.C. Decker;Ontario,2006 Diretrizes AMB/SBU

8 Rastreamento no CaP Umdosmaioresdesafiosnadetecçãoprecoce incorrenafaltadeconhecimentodasuahistória natural (evolução, padrão de disseminação e prognóstico), que ainda permanece, na sua grande totalidade, desconhecida. Diretrizes AMB / SBU 2014

9 O tratamento modifica a história natural do câncer da próstata diagnosticado precocemente? Sim estudo SPCG 4

10 Estudo SPCG 4: Sobrevida Global mortalidad e (%) prostatectomia 40 obs anos de seguimento P< % Diferença absoluta = 5.4%. NNT: 17 pacientes devem ser tratados para prevenir 1 morte em 10 anos Bill- Axelson et al. NEJM 352:1977, 2005

11 Estudo SPCG 4: Mortalidade por câncer da próstata após 15 anos Bill-Axelson et al. NEJN (18):1708

12 Estudo randomizado de rastreamento com PSA Europeu Risco cumulativo de morte por câncer da próstata 214 mortes por câncer da próstata no grupo do rastreamento 326 mortes por câncer da próstata no grupo controle HR 0.80 (95% CI, 0.65 to 0.98; P = 0.04) Schroeder et al NEJM 360: 1310, 2009

13

14 homens (55 74 a) Após 13 anos de seguimento: Incidência rastreamento = 108/ vs 97/ Mortes rastreamento = 3,7/ vs 3,4/ Conclusão Não há benefício Andriole GL - JCNI. 2014

15 Riscos potenciais do rastreamento Falso % 13% Alta taxa de bx negativa (75%) Biópsia = ITU / RUA = 1/200 Superdiagnóstico / tratamentos t t desnecessários Sequelas de cirurgia ou radioterapia 48 pacientes tratados para evitar uma morte Andriole GL - N Engl J Med. 2009; Croswell JM - Ann Fam Med Draisma G J Natl Cancer Inst. 2003

16 Dados conflitantes ERSPC rastreamento com PSA cada 2 a 7 anos Redução no risco relativo de morte em 20% (55 69a) PLCO sem diminuição no risco de morte Aumento no diagnóstico em 12% USPTFS Não recomenda rastreamento Andriole GL - N Engl J Med Schröder FH - N Engl J Med. 2009

17 Custos estimados do rastreamento com PSA no Brasil População brasileira masculina 50 70: 14,2 milhoes (IBGE 2014) 1 único teste de PSA (Adolfo Lutz) a R$30 cada X 14,2 milhões = R$ 426 milhões ± 20% com PSA alterado: biópsia (Sinasa) a R$370 X 28milhões 2,8 = R$ 1036 milhões ± 20% com câncer da próstata: 1 mapeamento ósseo (AMB) a R$50 X 0.56 milhão = R$ 28 milhões ± 80% com câncer da próstata localizado: prostatectomia radical (AMB) a R$716 X 0.44 milhão = R$ 315 milhões

18 Custos estimados do rastreamento populacional do câncer da próstata gastos totais por ano somando tudo = R$ 1,8 bilhões orçamento do ministério da saúde: [1.9% do pib brasileiro (2007) 2.3 trilhões] -R$ 45 bilhões melhor cenário: 5% do orçamento da saúde Fonte: IBGE, Ministério da Saúde

19 Guidelines NICE Oferecer acompanhamento como opcao em casos de CaP localizado e de baixo risco (2014) Considerar acompanhamento em casos de CaP localizado de risco intermediário em pacientes que não querem cirurgia ou radioterapia imediatamente (2014)

20 RECOMENDAÇÕES SBU 2013 RASTREAMENTO OPORTUNÍSTICO DEVE SER ENCORAJADO ENTRE HOMENS BRASILEIROS ACIMA DOS 50 ANOS RASTREAMENTO POPULACIONAL OBRIGATÓRIO NA POPULAÇÃO DE RISCO (ANT. FAMILIARES, COR DE PELE NEGRA, OBESOS)

21 CONCLUSÃO AINDA É CEDO PARA DECIDIR O MELHOR É A INVESTIGACÃO CONSENTIDA CASOS POSITIVOS FAVORÁVEIS: PRIORIZAR ACOMPANHAMENTO OFERECER AO PACIENTE A POSSIBILIDADE DE DECIDIR

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