III Congresso Internacional de Uro- Oncologia

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1 III Congresso Internacional de Uro- Oncologia Como interpretar o ASAP e o PIN? Qual o valor do Gleason Terciário na biópsia? Qual a acurácia do tumor de baixo risco na biópsia ser de baixo risco na Prostatectomia Radical?

2 Int J Clin Exp Pathol. 2009; 2(4):

3 PIN (de alto grau) corresponde a células atípicas dispostas em arranjo glandular arquitetural também atípico, que compartilham alterações morfológicas e genéticas com o câncer mas não invadem o estroma prostático ASAP, também conhecido como foco atípico suspeito mas não diagnóstico de malignidade, representa um pequeno grupo de glândulas que guardam algumas mas não todas as características necessárias para o diagnóstico definitivo de adenocarcinoma. World J Urol October ; 27(5): doi: /s

4 PIN ASAP Lesão precursora e marcador de risco A porcentagem de adenocarcinoma na rebiópsia é semelhante à efetuada por indicação clínica (entre 15 e 20%) A re-biópsia não requer maior representação do local onde foi estabelecido o diagnóstico de PIN Representa uma categoria diagnóstica não conclusiva por escassez de amostragem A porcentagem de adenocarcinoma na rebiópsia é significativamente superior à por indicação clínica ( 40%) e deve representar exaustivamente o local do diagnóstico

5 Qual a preocupação dos patologistas em relação ao PIN? Que ele anteceda ou coexista com o carcinoma + ASAP/ou critério clínico Repetir em 6 meses PIN Repetir em 6 meses??? multifocal Repetir em 6 meses?

6 ASAP e imuno-histoquímica realizada Inconclusiva Insuficiente ou controles internos negativos Imuno-histoquímica Positiva para racemase e negativa para 34 βe12 e p63 Não realizada Motivo?

7 Am J Clin Pathol Aug;134(2):293-8

8 Se houver indicação de segunda opinião, dar preferência a um patologista com bom treinamento em uropatologia (variação de incidência de ASAP 0,7 a 23,4% a depender da experiência do patologista) Donald Floyd Gleason ( ). ASAP 2ª opinião

9 Qual a preocupação dos patologistas com o ASAP? Que ele seja um carcinoma pouco representado 2ª Opinião de patologista Imunohistoquímica Re-biópsia entre 3 e 6 meses

10 III Congresso Internacional de Uro- Oncologia Como interpretar o ASAP e o PIN? Qual o valor do Gleason Terciário na biópsia? Qual a acurácia do tumor de baixo risco na biópsia ser de baixo risco na Prostatectomia Radical?

11 ESCORE DE GLEASON 1966 Escore de Gleason 1974 Escore de Gleason sofre primeira modificação e é aceito internacionalmente sendo considerado pelo CAP o fator prognóstico mais relevante na biópsia Em 2005 a ISUP recomenda modificações na classificação Delahunt B, Miller R J, Srigley J R, Evans A J & Samaratunga H (2012) Histopathology 60, Gleason grading: past, present and future

12 The 2005 ISUP modified Classification of Gleason grading. Não usar padrões 1 ou 2 em biópsias

13 Toda glândula maligna cribriforme maior que uma glândula benigna deve ser classificada como padrão 4 Histopathology 2012, 60,

14 Um padrão secundário de menor grau que o primário, perfazendo menos de 5% da amostra, deve ser ignorado Uma andorinha só...

15 Em contrapartida, um padrão secundário de maior grau deve ser incorporado ao escore em qualquer proporção que apareça Se houver um grau terciário mais alto, ele entra na composição do escore como padrão secundário

16 Arch Pathol Lab Med Vol 133, November 2009 A, AN EXAMPLE OF A PROSTATE NEEDLE BIOPSY SPECIMEN DEMONSTRATING PRIMARY PATTERN 3, CHARACTERIZED BY WELL-FORMED, DISCRETE GLANDS. B, SECONDARY PATTERN 4 CHARACTERIZED BY POORLY FORMED FUSED GLANDS (BLACK ARROWS) AND TERTIARY PATTERN 5 CHARACTERIZED BY CORDS AND INDIVIDUAL SINGLECELLS (RED ARROWHEADS). THIS CASE SHOULD BE GRADED AS 3 + 5

17 Recidiva bioquímica no carcinoma escore 7 com padrão terciário 5 na biópsia Escore 8 Escore 9 ou 10

18 Previsão de volume tumoral na prostatectomia Escore7 Escore 7 com terciário 5

19 III Congresso Internacional de Uro- Oncologia Como interpretar o ASAP e o PIN? Qual o valor do Gleason Terciário na biópsia? Qual a acurácia do tumor de baixo risco na biópsia ser de baixo risco na Prostatectomia Radical? Usefulness of the 2005 International Society of Urologic Pathology Gleason grading system in prostate biopsy and radical prostatectomy specimens Hiroji Uemura, Koji Hoshino, Takeshi Sasaki*, Yasuhide Miyoshi B J U I N T E R N A T I O N A L 1 0 3,

20 O escore de Gleason na biópsia influencia decisão terapêutica Câncer em estágio inicial Escore de Gleason e predição de volume tumoral Tratamento curativo Vigilância ativa

21 Concordância do escore de Gleason Gleason da biópsia Gleason convencional da prostatectomia Gleason ISUP da prostatectomia 64,1% 69,9%

22 Downgrading Gleason da biópsia Gleason convencional da prostatectomia Gleason ISUP da prostatectomia 28,2% 27,2%

23 Overgrading Gleason da biópsia Gleason convencional da prostatectomia 7,8% Gleason ISUP da prostatectomia 2,9% (diferença estatística)

24 BIÓPSIA POR AGULHA X PROSTATECTOMIA Tumores com escore de Gleason 6 em biópsia por agulha são mais comumente subgraduados Os relatados como escore de Gleason 8 10 tendem a ser super estimados na graduação O PROBLEMA MAIOR É AMOSTRAGEM!!!

25 ESCORE ISUP SE RELACIONA MAIS COM RECIDIVA BIOQUÍMICA Escore de Gleason ISUP biópsia prostatectomia Recidiva bioquímica Recidiva bioquímica

26 Avaliação do volume de tumor na biópsia Correlação independente com volume e extensão local Porcentagem e número de fragmentos positivos (até 3 cores com <50%) Medida microscópica da extensão do tumor

27 Qual a acurácia do tumor de baixo risco na biópsia ser de baixo risco na Prostatectomia Radical? A acurácia ainda não é perfeita. Mas é o que temos!

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