PATOLOGIA DA MAMA. Ana Cristina Araújo Lemos

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PATOLOGIA DA MAMA. Ana Cristina Araújo Lemos"

Transcrição

1 PATOLOGIA DA MAMA Ana Cristina Araújo Lemos

2

3

4

5

6

7

8

9

10 Freqüência das alterações mamárias em material de biópsia Alteração fibrocística 40% Normal 30% Alterações benignas diversas 13% Câncer 10% Fibroadenoma 7% Robbins Pathologic Basis of Disease, 6ed.

11 Alterações Clínicas Dor Massa Palpável (2 cm) Descarga mamilar Densidade Calcificações

12 ANOMALIAS MAMÁRIAS CONGÊNITAS Mama supra-numerária ou acessória Mamilo supra-numerário ou acessório Inversão do mamilo Macromastia

13 ECTASIA DUCTAL Definição 5ª e 6ª dec Massa peri-areolar palpável Morfologia

14

15

16

17 MASTITES Mastite aguda Staphylococcus Streptococcus

18

19

20

21 Mastite peri-ductal ou abscesso etiologia subareolar recidivante Patogenia Clínica Morfologia

22

23 Mastite granulomatosa Lesões raras doenças sistêmicas Imunocomprometidos Prótese / Piercing

24

25

26

27 Implantes de silicone Alterações estéticas Complicações

28

29 Esteato necrose Definição Manifestações clínicas Morfologia

30

31 Lesões Epiteliais Benignas 1. Alterações mamárias não proliferativas 2. Doença mamária proliferativa sem atipias 3. Doença mamária proliferativa com atipias

32 Doença Mamária Não Proliferativa Conceito Alterações mais comuns: cistos, metaplasia apócrina, fibrose, adenose Relação com o câncer de mama

33

34

35

36

37

38

39 DOENÇA PROLIFERATIVA MAMÁRIA Conceito Principais alterações : hiperplasia epitelial adenose esclerosante papiloma de pequenos ductos

40 Sem atipias Com atipias Hiperplasia epitelial Adenose esclerosante Lesão esclerosante complexa Papiloma Hiperplasia epitelial atípica

41

42

43

44

45

46

47

48

49

50

51

52

53

54 RISCO DE DESENVOLVIMENTO DE CÂNCER DE MAMA Sem aumento do risco: alteração fibrocística (cistos, adenose, metaplasia apócrina, fibrose) e hiperplasia epitelial leve sem atipias; Leve aumento do risco (1,5 a 2 vezes): adenose esclerosante, hiperplasia moderada e florida sem atipias, papilomas; Moderado aumento do risco (4 a 5 vezes): hiperplasia com atipias ductal ou lobular. Alto aumento do risco: carcinoma intraductal ou lobular in situ História familiar de câncer de mama aumenta o risco em todas as categorias

55 NEOPLASIAS MAMÁRIAS Neoplasias estromais (estroma inter e intra-lobular) Fibroadenoma Tumor Filóide Neoplasias epiteliais Papilomas intra-ductais Carcinomas

56 FIBROADENOMA Definição Epidemiologia Manifestações clínicas Morfologia

57

58

59

60

61

62 TUMOR FILÓIDE BENIGNO Definição Epidemiologia 6ª década Manifestações clínicas Morfologia

63

64

65

66

67

68 TUMOR FILÓIDE MALIGNO Definição Epidemiologia Manifestações clínicas Morfologia

69

70

71

72

73 PAPILOMA DE GRANDE DUCTO Definição Epidemiologia Manifestações clínicas Morfologia Papiloma de Grande Ducto Papiloma de Pequeno Ducto

74

75

76

77 CARCINOMAS DE MAMA Epidemiologia 1. Predisposição genética 2. Aumento da idade (77% > 50 anos) 3. Doença proliferativa mamária 4. Carcinoma mamário contra-lateral ou de endométrio 5. Radiação 6. Influências geográficas 7. Duração do período reprodutivo 8. Paridade 9. Idade ao ter o primeiro filho 10. Obesidade 11. Estrogênios exógenos 12. Parentesco de 1º grau com ca de mama 13. Raça 14. Psíquicos

78 CARCINOMAS DE MAMA Etiologia e Patogênese 1. Fatores genéticos 2. Influências hormonais 3. Fatores ambientais 4. Alterações celulares relacionadas com sua progressão

79 Cânceres familiares: 25% relacionam- se com BRCA1 BRCA2 Câncer mamário esporádico: exposição hormonal, superexporessão do ER

80 CARCINOMAS DE MAMA 1. Carcinoma intraductal ou ductal in situ 2. Carcinoma intralobular ou lobular in situ 3. Carcinoma ductal invasivo 4. Carcinoma lobular invasivo

81 CARCINOMAS DE MAMA Distribuição dos tipos histológicos Carcinomas in situ 15-30% Carcinoma Ductal in situ 80% Carcinoma Lobula in situ 20% Carcinomas invasivos 70-85% Carcinoma Ductal 79% Carcinoma Lobular 10% Carcinoma Tubular 6% Carcinoma Colóide/Mucinoso 2% Carcinoma medular 2% Carcinoma papilífero 1%

82 CARCINOMA DUCTAL Ductal in situ: 80% de todos os carcinomas in situ 15-30% de todos os carcinomas Subtipos histológicos: comedocarcinoma, sólido, cribriforme, papilífero, micropapilar História Natural: 32% invasivo Bilateralidade: 10-20% Microcalcicações Doença de Paget do mamilo: 50-60% massa palpável subjacente 1% dos casos Carcinoma Ductal Microinvasivo: foco de invasão menor que 0,1cm subtipo: comedocarcinoma

83

84

85 Prurido Eritema Crosta escamosa

86

87

88

89

90 CARCINOMA DUCTAL Carcinoma Ductal Invasivo 70-85% 79% sem subtipo específico Densidade alterada Microcalcificações agrupadas Maioria com intenso aumento do tecido conjuntivo ( carcinoma cirroso ) Grau histológico e receptores hormonais

91

92

93

94

95

96

97

98 CARCINOMA LOBULAR 1. Carcinoma lobular in situ: 20% dos carcinomas in situ; 1-6% de todos os carcinomas Bilateralidade: 50-70% (maioria incidental) História Natural: 25-35% invasivo Ausente achados característicos na mamografia 2. Carcinoma Lobular Invasivo: 5-10% dos invasivos Bilateralidade 20%; multicentricidade; padrão invasivo difuso dificulta detecção ao exame físico; metástases para LCR, superfícies serosas, ovário, útero e medula óssea Alteração na densidade sutis

99

100

101

102

103

104

105 CARCINOMA MEDULAR Carcinoma Medular 1-5% Mulheres mais jovens; relação com gene BRCA 1 (13% dos tumores) Prognóstico melhor (moléculas de adesão?)

106

107

108

109 CARCINOMA MUCINOSO OU COLÓIDE Variante não usual (1-6%) Pacientes mais velhas Crescimento lento Menos de 20% com metástase axilar Melhor prognóstico Expressam receptores hormonais

110

111

112

113

114 CARCINOMA TUBULAR Carcinoma tubular 2-6% Lesão espiculada Densidade mamográfica irregular Mulheres mais jovens (40 anos) Multifocal 10-56% Bilateral 9-38% Metástase axilar - <10% Excelente prognóstico Expressam receptores hormonais

115

116

117

118 CARCINOMA PAPILÍFERO Raro (< 1% de todos os tumores invasivos) Prognóstico melhor que dos carcinomas ductais invasivos

119

120 OUTRAS DENOMINAÇÕES CARCINOMA INFLAMATÓRIO : extensa embolização linfática dérmica edema e avermelhamento cutâneo PELE EM CASCA DE LARANJA : embolização linfática bloqueio da drenagem linfática, linfedema e espessamento da pele

121

122

123

124

125 FATORES PROGNÓSTICOS 1. Carcinoma invasico X carcinoma in situ 2. Metástase para linfonodos 3. Doença avançada cérebro, meninge) (pulmão, osso, fígado, adrenal, 4. Tamanho do tumor (>2cm) 5. Carcinoma inflamatório 6. Subtipo histológico 7. Grau do tumor 8. Receptores de estrogênio e progesterona 9. HER2/ neu 10. Invasão vascular 11. Índice de proliferação 12. Expressão de oncogenes e perda da expressão de genes supressores de tumores 13. Angiogênese

126 EST

127 MIB 1

128 HER2/neu

129

Neoplasias dos epitélios glandulares II

Neoplasias dos epitélios glandulares II Neoplasias dos epitélios glandulares II PATOLOGIA II Aula Prática nº4 MAMA: Correlação estrutura/lesão Cél. Basais/mioepiteliais Cél. Basais/mioepiteliais (actina) Cél. luminais Cél. luminais MAMA: Estrutura

Leia mais

MALE BREAST DISEASE: PICTORIAL REVIEW

MALE BREAST DISEASE: PICTORIAL REVIEW MALE BREAST DISEASE: PICTORIAL REVIEW WITH RADIOLOGIC- PATHOLOGIC CORRELATION 1 CHERI NGUYEN, MD MARK D. KETTLER, MD MICHAEL E. SWIRSKY, MD VIVIAN I. MILLER, MD CALEB SCOTT, MD RHETT KRAUSE, MD JENNIFER

Leia mais

CÂNCER DE MAMA NA SENILIDADE

CÂNCER DE MAMA NA SENILIDADE CÂNCER DE MAMA NA SENILIDADE ANTOMIA PATOLÓGICA SENILIDADE aos 65? Diminuição da filtração glomerular Aumento de sensibilidade a mielotoxicidade Mucosite Neurotoxicidade Toxicidade cardíaca IDADE COMO

Leia mais

Exames que geram dúvidas - o que fazer? SELMA DE PACE BAUAB

Exames que geram dúvidas - o que fazer? SELMA DE PACE BAUAB Exames que geram dúvidas - o que fazer? SELMA DE PACE BAUAB Exames que geram dúvidas - o que fazer? Como ter certeza que é BI-RADS 3? Quando não confiar na biópsia percutânea? O que fazer com resultados

Leia mais

Keratin plug. Squamous epithelium. Lactiferous sinus. Interlobular ducts. Lobule with acini. Terminal (intralobular) ducts. Lobules.

Keratin plug. Squamous epithelium. Lactiferous sinus. Interlobular ducts. Lobule with acini. Terminal (intralobular) ducts. Lobules. Citologia Mamária Keratin plug Squamous epithelium Lactiferous sinus Interlobular ducts Lobule with acini Subsidiary duct Terminal (intralobular) ducts Lobules Main ducts 2ª Costela Músculo Grande Peitoral

Leia mais

CÂNCER DE MAMA. O controle das mamas de seis em seis meses, com exames clínicos, é também muito importante.

CÂNCER DE MAMA. O controle das mamas de seis em seis meses, com exames clínicos, é também muito importante. CÂNCER DE MAMA Dr. José Bél Mastologista/Ginecologista - CRM 1558 Associação Médico Espírita de Santa Catarina AME/SC QUANDO PEDIR EXAMES DE PREVENÇÃO Anualmente, a mulher, após ter atingindo os 35 ou

Leia mais

Raniê Ralph Anatomia Patológica Doenças da mama Anomalias do desenvolvimento Fisiologia mamária Alterações não proliferativas:

Raniê Ralph Anatomia Patológica Doenças da mama Anomalias do desenvolvimento Fisiologia mamária Alterações não proliferativas: Doenças da mama Anomalias do desenvolvimento Amastia: ausência completa da mama. Pode ou não estar acompanhada de ausência/hipodesenvolvimento do músculo peitoral. Faz parte de síndromes como a de Turner.

Leia mais

HISTÓRIA NATURAL DOS TIPOS RAROS DE CÂNCER DE MAMA

HISTÓRIA NATURAL DOS TIPOS RAROS DE CÂNCER DE MAMA HISTÓRIA NATURAL DOS TIPOS RAROS DE CÂNCER DE MAMA Carcinomas Profª. Dra. Maria do Carmo Assunção Carcinoma tipo basal Grau 3 CK14 & CK5 = Positivo P63 pode ser positivo (mioepitelial) Triplo negativo

Leia mais

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo CAPÍTULO 3 CÂnCER DE EnDOMéTRIO O Câncer de endométrio, nos Estados Unidos, é o câncer pélvico feminino mais comum. No Brasil, o câncer de corpo de útero perde em número de casos apenas para o câncer de

Leia mais

Apresentação de Caso Clínico L.E.M.D.A.P.

Apresentação de Caso Clínico L.E.M.D.A.P. Apresentação de Caso Clínico L.E.M.D.A.P. De Oliveira,J.V.C¹; SILVA, M.T.B¹; NEGRETTI, Fábio². ¹Acadêmicas do curso de Medicina da UNIOESTE. ²Professor de Anatomia e Fisiologia Patológica da UNIOESTE.

Leia mais

QUANDO PEDIR SEGUNDA OPINIÃO OU REPETIR IHQ? QUAL O MÍNIMO DE INFORMAÇÕES QUE O ONCOLOGISTA DEVE DEMANDAR? Dr. Carlos E. Bacchi Patologia 1

QUANDO PEDIR SEGUNDA OPINIÃO OU REPETIR IHQ? QUAL O MÍNIMO DE INFORMAÇÕES QUE O ONCOLOGISTA DEVE DEMANDAR? Dr. Carlos E. Bacchi Patologia 1 QUANDO PEDIR SEGUNDA OPINIÃO OU REPETIR IHQ? QUAL O MÍNIMO DE INFORMAÇÕES QUE O ONCOLOGISTA DEVE DEMANDAR? Dr. Carlos E. Bacchi Patologia 1 QUANDO PEDIR SEGUNDA Dr. Ira Bleiweiss of Mount Sinai OPINIÃO

Leia mais

Citopatologia mamária. Histologia da mama feminina

Citopatologia mamária. Histologia da mama feminina Citopatologia mamária Puberdade: crescimento das mamas em função do desenvolvimento glandular e da deposição aumentada de tecido adiposo. Mulheres durante o ciclo menstrual: aumento do volume mamário em

Leia mais

CÂNCER DE COLO UTERINO

CÂNCER DE COLO UTERINO 16 CÂNCER DE COLO UTERINO INTRODUÇÃO As inflamações do colo uterino (cervicite) são muito freqüentes, mas sem maiores conseqüências. No colo uterino também são freqüentes os carcinomas. O câncer de colo

Leia mais

Tumores mamários em cadelas

Tumores mamários em cadelas Novos Exames Estamos colocando a disposição de todos o Teste de Estimulação ao ACTH que é usado para identificar e acompanhar o tratamento do hipoadenocorticismo e hiperadrenocorticismo em cães e gatos.

Leia mais

Cancro da Mama. Estrutura normal das mamas. O que é o Cancro da Mama

Cancro da Mama. Estrutura normal das mamas. O que é o Cancro da Mama Cancro da Mama O Cancro da Mama é um tumor maligno que se desenvolve nas células do tecido mamário. Um tumor maligno consiste num grupo de células alteradas (neoplásicas) que pode invadir os tecidos vizinhos

Leia mais

Radiology: Volume 274: Number 2 February 2015. Amélia Estevão 10.05.2015

Radiology: Volume 274: Number 2 February 2015. Amélia Estevão 10.05.2015 Radiology: Volume 274: Number 2 February 2015 Amélia Estevão 10.05.2015 Objetivo: Investigar a vantagem da utilização da RM nos diferentes tipos de lesões diagnosticadas na mamografia e ecografia classificadas

Leia mais

CASO 1. Paciente 19 anos, estudante 2 ano de medicina, realizando exames de rotina solicitada pela ginecologista; Nega história familiar e pessoal;

CASO 1. Paciente 19 anos, estudante 2 ano de medicina, realizando exames de rotina solicitada pela ginecologista; Nega história familiar e pessoal; SESSÃO INTERATIVA CASO 1 Paciente 19 anos, estudante 2 ano de medicina, realizando exames de rotina solicitada pela ginecologista; Nega história familiar e pessoal; Exame físico: sem particularidades.

Leia mais

Calcificações Mamárias em Mamografia. Reunião Temática

Calcificações Mamárias em Mamografia. Reunião Temática Calcificações Mamárias em Mamografia Reunião Temática Mafalda Magalhães 20/05/2013 Anatomia da Mama Pele Estroma tecido adiposo + tecido conjuntivo Tecido glandular Anatomia da Mama Mama 15-18 lobos; 1

Leia mais

Pode ser difícil para si compreender o seu relatório patológico. Pergunte ao seu médico todas as questões que tenha e esclareça todas as dúvidas.

Pode ser difícil para si compreender o seu relatório patológico. Pergunte ao seu médico todas as questões que tenha e esclareça todas as dúvidas. Perguntas que pode querer fazer Pode ser difícil para si compreender o seu relatório patológico. Pergunte ao seu médico todas as questões que tenha e esclareça todas as dúvidas. Estas são algumas perguntas

Leia mais

O que é o câncer de mama?

O que é o câncer de mama? O que é o câncer de mama? As células do corpo normalmente se dividem de forma controlada. Novas células são formadas para substituir células velhas ou que sofreram danos. No entanto, às vezes, quando células

Leia mais

Anatomia da mama Função biológica

Anatomia da mama Função biológica Dr.Jader Burtet Ginecologia e Obstetrícia Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre Hospital Materno Infantil Presidente Vargas de Porto Alegre Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia

Leia mais

CANCER DE MAMA FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO

CANCER DE MAMA FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO CANCER DE MAMA FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO OS TIPOS DE CANCER DE MAMA O câncer de mama ocorre quando as células deste órgão passam a se dividir e se reproduzir muito rápido e de forma

Leia mais

BREAST IMAGING REPORTING AND DATA SYSTEM NOVO BI-RADS EM MAMOGRAFIA

BREAST IMAGING REPORTING AND DATA SYSTEM NOVO BI-RADS EM MAMOGRAFIA BREAST IMAGING REPORTING AND DATA SYSTEM NOVO BI-RADS EM MAMOGRAFIA Breast Imaging Reporting and Data System Dr Marconi Luna Doutor em Medicina UFRJ Ex-Presidente da SBM Breast Imaging Reporting and Data

Leia mais

4 Encontro de Enfermagem Ginecológica do Estado do Rio de Janeiro

4 Encontro de Enfermagem Ginecológica do Estado do Rio de Janeiro 4 Encontro de Enfermagem Ginecológica do Estado do Rio de Janeiro Afecções Oncológicas nas Mamas Enfª Giselle G. Borges Epidemiologia (BRASIL, 2012) Anatomia da mama (estruturas) Linfonodos Fisiologia

Leia mais

Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS:

Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS: Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS: As mamas (ou seios) são glândulas e sua função principal é a produção de leite. Elas são compostas de lobos que se dividem em porções menores, os lóbulos, e ductos, que

Leia mais

Câncer de Mama IZABELLA SERAPHIM PITANGA. Princípios Básicos História Natural Epidemiologia. Mastologista do Núcleo da Mama

Câncer de Mama IZABELLA SERAPHIM PITANGA. Princípios Básicos História Natural Epidemiologia. Mastologista do Núcleo da Mama Câncer de Mama Princípios Básicos História Natural Epidemiologia IZABELLA SERAPHIM PITANGA Mastologista do Núcleo da Mama O QUE É CÂNCER? Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm

Leia mais

Papanicolaou: 1º: 3 anos após coitarca, seguimento anual por 2 anos, resultado negativo: segue a cada 3 anos.

Papanicolaou: 1º: 3 anos após coitarca, seguimento anual por 2 anos, resultado negativo: segue a cada 3 anos. Ca de colo de útero Fator de risco: Coitarca precoce HPV (16/18) Múltiplos parceiros Tabagismo ACHO Alta paridade Infecção: de 12 a 24 meses a imunidade vence o vírus Baixa imunidade: não consegue eliminar

Leia mais

LESÕES QUÍSTICAS DO PÂNCREAS - ABORDAGEM DIAGNÓSTICA POR IMAGEM -

LESÕES QUÍSTICAS DO PÂNCREAS - ABORDAGEM DIAGNÓSTICA POR IMAGEM - LESÕES QUÍSTICAS DO PÂNCREAS - ABORDAGEM DIAGNÓSTICA POR IMAGEM - 6/04/2011 Célia Antunes Moderador: Dr. Luís Curvo Semedo Abordagem multidisciplinar das lesões quísticas pancreáticas Clínica Radiologia

Leia mais

1. ASPECTOS HISTOFISIOLÓGICOS DA GLÂNDULA MAMÁRIA

1. ASPECTOS HISTOFISIOLÓGICOS DA GLÂNDULA MAMÁRIA CITOLOGIA MAMÁRIA 2008 aula semi-presencial 2 profª Sandra 1. ASPECTOS HISTOFISIOLÓGICOS DA GLÂNDULA MAMÁRIA A estrutura histológica das glândulas mamárias varia de acordo com o sexo, idade e estado fisiológico.

Leia mais

PATOLOGIAS DA MAMA. Ranuce Ribeiro Aziz Ydy

PATOLOGIAS DA MAMA. Ranuce Ribeiro Aziz Ydy PATOLOGIAS DA MAMA Ranuce Ribeiro Aziz Ydy PATOLOGIAS DAS MAMAS - AFBM # Alterações Funcionais Benignas da Mama (AFBM), doença fibrocística, displasia da mama: condição clínica caracterizada por mastalgia

Leia mais

TEXTO 5 CÂNCER DE MAMA

TEXTO 5 CÂNCER DE MAMA TEXTO 5 CÂNCER DE MAMA 1. INTRODUÇÃO NEYSA APARECIDA TINOCO REGATTIERI 1 O câncer de mama é a doença maligna mais comum entre as mulheres, excetuando-se os carcinomas da pele. Mulheres que chegam aos 90

Leia mais

MAMOGRAFIA: Importância e seus Métodos. Prof.ª Esp. Natália Ficagna

MAMOGRAFIA: Importância e seus Métodos. Prof.ª Esp. Natália Ficagna MAMOGRAFIA: Importância e seus Métodos Prof.ª Esp. Natália Ficagna ANATOMIA DA MAMA Tecido Glandular + Tecido Conjuntivo +Tecido Adiposo Alvéolo Lóbulo Lobo Ducto Lactífero Seio Lactífero - Mamilo As

Leia mais

CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO. Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto. Introdução

CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO. Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto. Introdução CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto Introdução É realizada a avaliação de um grupo de pacientes com relação a sua doença. E através dele

Leia mais

Nódulo da mama. Turma 5, Grupo A. Ana Isabel Alves Luís Alberto Pereira Luís Miguel Neves Miguel Ângelo Cunha Rita Pires

Nódulo da mama. Turma 5, Grupo A. Ana Isabel Alves Luís Alberto Pereira Luís Miguel Neves Miguel Ângelo Cunha Rita Pires Nódulo da mama Turma 5, Grupo A Cirurgia 4º ano Faculdade de Medicina do Porto 19/09/06 Ana Isabel Alves Luís Alberto Pereira Luís Miguel Neves Miguel Ângelo Cunha Rita Pires Sumário Revisão de aspectos

Leia mais

Perda da uniformidade nas células e desarranjo estrutural tecidual

Perda da uniformidade nas células e desarranjo estrutural tecidual .Leucoplasia: (grego: leuco = branco - plasis = formação) Transformação metaplásica do epitélio escamoso estratificado não ceratinizado consistindo em aumento das camadas de ceratina. Exemplos: mucosa

Leia mais

TUMORES DA VESÍCULA E VIAS BILIARES. Dr. Francisco R. de Carvalho Neto

TUMORES DA VESÍCULA E VIAS BILIARES. Dr. Francisco R. de Carvalho Neto TUMORES DA VESÍCULA E VIAS BILIARES Dr. Francisco R. de Carvalho Neto TUMORES BENIGNOS ( classificação de Christensen & Ishate A) TUMORES BENIGNOS VERDADEIROS 1) De origem epitelial adenoma papilar ( papiloma)

Leia mais

O que é câncer de mama?

O que é câncer de mama? Câncer de Mama O que é câncer de mama? O câncer de mama é a doença em que as células normais da mama começam a se modificar, multiplicando-se sem controle e deixando de morrer, formando uma massa de células

Leia mais

Pereira C., Henriques J., Cirurgia Patologia e Clínica, Lisboa, McGraw-Hill, 2ª Edição

Pereira C., Henriques J., Cirurgia Patologia e Clínica, Lisboa, McGraw-Hill, 2ª Edição Anotadas do 5º Ano 2008/09 Data: 21/10/08 Disciplina: Cirugia II Prof.: Dr.ª Emília Vieira, Dr.ª Isidra Cantante Tema da Aula Teórica-Prática: Neoplasia da mama Autores: Joana G. Moreira e Inês Coelho

Leia mais

NEOPLASIAS. MSc. Isabela Brcko

NEOPLASIAS. MSc. Isabela Brcko NEOPLASIAS MSc. Isabela Brcko Proliferações locais de clones celulares cuja reprodução foge ao controle normal, e que tendem para um tipo de crescimento autônomo e progressivo, e para a perda de diferenciação

Leia mais

Andrea Canelas 23/09/2009

Andrea Canelas 23/09/2009 BI-RADS Andrea Canelas Moderador: d Dra Manuela Gonçalo 23/09/2009 BI-RADS Introdução BI-RADS Organização do Relatório Léxico Mamografia, Ecografia e RM Categorias BI-RADS Conclusão Introdução Cancro da

Leia mais

NEOPLASIAS DE ORIGEM MESENQUIMAL E NOMENCLATURA DAS NEOPLASIAS

NEOPLASIAS DE ORIGEM MESENQUIMAL E NOMENCLATURA DAS NEOPLASIAS NEOPLASIAS DE ORIGEM MESENQUIMAL E NOMENCLATURA DAS NEOPLASIAS Curso: Graduação em Odontologia 4 º e 5 º Períodos Disciplina: Patologia Oral http://lucinei.wikispaces.com Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira

Leia mais

1. INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

1. INTRODUÇÃO E OBJETIVOS 1 1. INTRODUÇÃO E OBJETIVOS 2 1. INTRODUÇÃO E OBJETIVOS A ressonância magnética (RM) das mamas tem sido cada vez mais utilizada para o diagnóstico preciso tanto do câncer primário como do câncer recorrente,

Leia mais

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS TÍTULO: A TOMOSSÍNTESE NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER DE MAMA CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: BIOMEDICINA INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS

Leia mais

TOMOSSÍNTESE MAMÁRIA CASOS CLÍNICOS

TOMOSSÍNTESE MAMÁRIA CASOS CLÍNICOS TOMOSSÍNTESE MAMÁRIA CASOS CLÍNICOS SELMA DI PACE BAUAB Radiologista da Mama Imagem São José do Rio Preto - SP CASO 1 55 anos. Assintomática TOMOSSÍNTESE LESÃO EPITELIAL ESCLEROSANTE (Cicatriz Radial)

Leia mais

Agentes... Célula Normal. Causa... Divisão Celular. Célula Neoplásica. Divisão Celular. Físicos Químicos Biológicos. Fatores Reguladores.

Agentes... Célula Normal. Causa... Divisão Celular. Célula Neoplásica. Divisão Celular. Físicos Químicos Biológicos. Fatores Reguladores. Célula Normal Ciclo Celular G 0 /G 1 /S/G 2 /M Divisão Celular Neoplasias Fatores Reguladores Controlada Estimuladores Inibidores Homeostase Célula Neoplásica Divisão Celular Ciclo Celular G 0 /G 1 /S/G

Leia mais

Clube da Revista. www.cepem.med.br. Ano I - Número I - Julho 2010

Clube da Revista. www.cepem.med.br. Ano I - Número I - Julho 2010 Ano I - Número I - Julho 2010 Avaliação ultrassonográfica da recorrência ganglionar em pacientes operadas por câncer de mama. Prezado colega, Acompanhando o ritmo acelerado da produção científica em medicina

Leia mais

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO:

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: 1) Esta prova é composta por 20 (vinte) questões de múltipla escolha, cada uma valendo 0,5 (meio) ponto. 2) Cada questão apresenta apenas uma resposta correta. Questões rasuradas

Leia mais

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO:

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: 1) Esta prova é composta por 20 (vinte) questões de múltipla escolha, cada uma valendo 0,5 (meio) ponto. 2) Cada questão apresenta apenas uma resposta correta. Questões rasuradas

Leia mais

O seu guia para entender o laudo médico de câncer de mama

O seu guia para entender o laudo médico de câncer de mama O seu guia para entender o laudo médico de câncer de mama Desenvolvido para você pela breastcancer.org, com traduções realizadas em colaboração com a Cancer Resource Foundation, Inc. www.cancer1source.org.

Leia mais

Hermann Blumenau- Complexo Educacional Curso Técnico em Saúde Bucal. Patologia Bucal. Prof. Patrícia Cé

Hermann Blumenau- Complexo Educacional Curso Técnico em Saúde Bucal. Patologia Bucal. Prof. Patrícia Cé Hermann Blumenau- Complexo Educacional Curso Técnico em Saúde Bucal Patologia Bucal Prof. Patrícia Cé No organismo, verificam-se formas de crescimento celular controladas e não controladas. A hiperplasia,

Leia mais

História natural de carcinoma lobular x ductal

História natural de carcinoma lobular x ductal Filomena Marino Carvalho filomena@usp.br História natural de carcinoma lobular x ductal 1 Classificaçãohistológicados tumores de mama Carcinoma invasivo de tipo não especial (ductal invasivo) Subtipos

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR Acerca dos possíveis achados ambulatoriais de doenças benignas e malignas da mama, julgue os itens a seguir. 41 A amastia é um processo de má formação caracterizado pela ausência de tecido glandular mamário,

Leia mais

Português - Superior. 1. O texto 1 tem, prioritariamente, a função de:

Português - Superior. 1. O texto 1 tem, prioritariamente, a função de: Português - Superior TEXTO 1 Achar que a educação é o único e o melhor caminho para a mobilidade social é uma coisa tão óbvia que dá para desconfiar. Trata-se de unanimidade. Acreditar que a educação é

Leia mais

TÍTULO: UTILIZAÇÃO DA MAMOGRAFIA PARA O DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE MAMA MASCULINO

TÍTULO: UTILIZAÇÃO DA MAMOGRAFIA PARA O DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE MAMA MASCULINO TÍTULO: UTILIZAÇÃO DA MAMOGRAFIA PARA O DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE MAMA MASCULINO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: MEDICINA INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO ANHANGUERA DE

Leia mais

PROCESSOS PROLIFERATIVOS NÃO NEOPLÁSICOS

PROCESSOS PROLIFERATIVOS NÃO NEOPLÁSICOS DISCIPLINA DE PATOLOGIA ORAL E MAXILOFACIAL Graduação em Odontologia - 5º Período PROCESSOS PROLIFERATIVOS NÃO NEOPLÁSICOS http://lucinei.wikispaces.com Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira 2012 GRANULOMA

Leia mais

Lesões císticas do pâncreas: abordagem diagnóstica e terapêutica

Lesões císticas do pâncreas: abordagem diagnóstica e terapêutica Lesões císticas do pâncreas: abordagem diagnóstica e terapêutica Gustavo Rêgo Coêlho (TCBC) Serviço de Cirurgia e Transplante de Fígado Hospital das Clínicas - UFC Tumores Cís+cos do Pâncreas Poucos tópicos

Leia mais

DEGUSTAÇÃO. Introdução. Objetivos

DEGUSTAÇÃO. Introdução. Objetivos NÓDULO MAMÁRIO ANA DUBOC ROCHADEL JULIANA OLIVEIRA SOARES 109 PROMEF Ciclo 9 Volume 1 Introdução Nódulo mamário é a segunda queixa mamária mais comum em um consultório de APS; a primeira mais comum é a

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DO MORENO Concurso Público 2009 Cargo: Médico Mastologista / Nível Superior CONHECIMENTOS DE LÍNGUA PORTUGUESA.

PREFEITURA MUNICIPAL DO MORENO Concurso Público 2009 Cargo: Médico Mastologista / Nível Superior CONHECIMENTOS DE LÍNGUA PORTUGUESA. CONHECIMENTOS DE LÍNGUA PORTUGUESA Texto 1 Numa tirinha de Maurício de Sousa, publicada em O Estado de S. Paulo (22/11/2007, D8), a professora diz à classe: Este ano só o Chico vai ficar em recuperação.

Leia mais

Apresentação de Caso Clínico L.E.M.D.A.P.

Apresentação de Caso Clínico L.E.M.D.A.P. Apresentação de Caso Clínico L.E.M.D.A.P. CARDOSO, Michel¹; DELFINO, Gabriel Felipe Lima¹; NEGRETTI, Fábio² ¹Acadêmico do curso de Medicina da Unioeste ²Professor de Anatomia e Fisiologia Patológica da

Leia mais

TEXTO 10 ACHADOS DE IMAGEM NO EXAME DE MAMOGRAFIA

TEXTO 10 ACHADOS DE IMAGEM NO EXAME DE MAMOGRAFIA TEXTO 10 ACHADOS DE IMAGEM NO EXAME DE MAMOGRAFIA NEYSA APARECIDA TINOCO REGATTIERI 1 Diferentes alterações no tecido mamário podem produzir achados de imagem semelhantes, porém, em alguns casos, esses

Leia mais

Arimide. Informações para pacientes com câncer de mama. Anastrozol

Arimide. Informações para pacientes com câncer de mama. Anastrozol Informações para pacientes com câncer de mama. AstraZeneca do Brasil Ltda. Rod. Raposo Tavares, km 26,9 CEP 06707-000 Cotia SP ACCESS net/sac 0800 14 55 78 www.astrazeneca.com.br AXL.02.M.314(1612991)

Leia mais

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS.

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Laura S. W ard CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Nódulos da Tiróide e o Carcinoma Medular Nódulos da tiróide são um

Leia mais

Prof. Dr. Jorge Eduardo F. Matias Cirurgia do Aparelho Digestivo Departamento de Cirurgia UFPR - HC

Prof. Dr. Jorge Eduardo F. Matias Cirurgia do Aparelho Digestivo Departamento de Cirurgia UFPR - HC DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DOS NÓDULOS HEPÁTICOS BENIGNOS Prof. Dr. Jorge Eduardo F. Matias Cirurgia do Aparelho Digestivo Departamento de Cirurgia UFPR - HC DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DOS NÓDULOS HEPÁTICOS

Leia mais

TUMORES BENIGNOS DOS OVARIOS. Pedro Cordeiro de Sá Filho

TUMORES BENIGNOS DOS OVARIOS. Pedro Cordeiro de Sá Filho TUMORES BENIGNOS DOS OVARIOS Pedro Cordeiro de Sá Filho Videoendoscopia Ginecológica Retorno as atividades Tempo cirúrgico Complicações Custos Cirurgia convencional X Videolaparoscopia Estética Pós-operatório

Leia mais

vulva 0,9% ovário 5,1%

vulva 0,9% ovário 5,1% endométrio 12,3% ovário 5,1% vulva 0,9% colo uterino 13,3% câncer de mama 68,4% Maior incidência nas mulheres acima de 60 anos ( 75% ) Em 90% das mulheres o primeiro sintoma é o sangramento vaginal pós-menopausa

Leia mais

Gradação Histológica de tumores

Gradação Histológica de tumores Gradação Histológica de tumores A gradação histológica é uma avaliação morfológica da diferenciação celular de cada tumor. Baseada geralmente em 03-04 níveis de acordo com o tecido específico do tumor.

Leia mais

I Curso Internacional Pre -Congresso de Imaginologia Mama ria. 1st International Breast Imaging Pre-conference Course. 15 de maio de 2014

I Curso Internacional Pre -Congresso de Imaginologia Mama ria. 1st International Breast Imaging Pre-conference Course. 15 de maio de 2014 I Curso Internacional Pre -Congresso de Imaginologia Mama ria 1st International Breast Imaging Pre-conference Course 15 de maio de 2014 Declaração de conflitos de interesse Resolução RDC n.º 96/08 Nunca

Leia mais

ESTADIAMENTO. 1. Histórico

ESTADIAMENTO. 1. Histórico Curso de Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família 68 ESTADIAMENTO O estadiamento tem como objetivo agrupar pacientes segundo a extensão anatômica da doença. Essa normatização tem grande valia

Leia mais

30/05/2016 DISTORÇÃO ARQUITETURAL DISTORÇÃO ARQUITETURAL. DÚVIDAS DO DIA-A-DIA DISTORÇÃO ARQUITETURAL e ASSIMETRIAS Como vencer este desafio?

30/05/2016 DISTORÇÃO ARQUITETURAL DISTORÇÃO ARQUITETURAL. DÚVIDAS DO DIA-A-DIA DISTORÇÃO ARQUITETURAL e ASSIMETRIAS Como vencer este desafio? finas linhas ou espículas irradiando-se de um ponto DÚVIDAS DO DIA-A-DIA e ASSIMETRIAS Como vencer este desafio? retração focal, distorção ou retificação da porção anterior ou posterior do parênquima BI-RADS

Leia mais

SISMAMA. Informação para o avanço das ações de controle do câncer de mama no Brasil. Qual a situação do câncer de mama no Brasil? O que é o SISMAMA?

SISMAMA. Informação para o avanço das ações de controle do câncer de mama no Brasil. Qual a situação do câncer de mama no Brasil? O que é o SISMAMA? SISMAMA Informação para o avanço das ações de controle do câncer de mama no Brasil Este informe apresenta os primeiros dados do SISMAMA - Sistema de Informação do Câncer de Mama, implantado nacionalmente

Leia mais

Carcinoma ductal in situ da mama

Carcinoma ductal in situ da mama 36 Carcinoma ductal in situ da mama Carlos A. Silva Lopes 1. INTRODUÇÃO A designação carcinoma ductal in situ (ductal carcinoma in situ [CDIS]) 1-9 engloba um largo espectro de lesões histológicas nas

Leia mais

Carcinoma Escamoso Invasor

Carcinoma Escamoso Invasor Carcinoma Escamoso Invasor Lesões Precursoras do Carcinoma Cervical de Células C Escamosas Morfogênese do Carcinoma Cervical Mucosa ectocervical Mucosa endocervical Hiperplasia de Células de Reserva Displasia

Leia mais

Universidade do Vale do Paraíba. Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento MARCELO MORENO ESPECTROSCOPIA RAMAN EM CÂNCER DE MAMA

Universidade do Vale do Paraíba. Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento MARCELO MORENO ESPECTROSCOPIA RAMAN EM CÂNCER DE MAMA Universidade do Vale do Paraíba Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento MARCELO MORENO ESPECTROSCOPIA RAMAN EM CÂNCER DE MAMA São José dos Campos, SP 2006 MARCELO MORENO ESPECTROSCOPIA RAMAN EM CÂNCER

Leia mais

Mamografia Overview. tdtonline.org. Cristina Almeida, Eugénia Arede, Sónia Costa e Susana Vieira, 2008

Mamografia Overview. tdtonline.org. Cristina Almeida, Eugénia Arede, Sónia Costa e Susana Vieira, 2008 Mamografia Overview Cristina Almeida, Eugénia Arede, Sónia Costa e Susana Vieira, 2008 Introdução O que é a mamografia? A mamografia é um exame que tem como objectivo o estudo do tecido mamário, realizado

Leia mais

O sistema TNM para a classificação dos tumores malignos foi desenvolvido por Pierre Denoix, na França, entre 1943 e 1952.

O sistema TNM para a classificação dos tumores malignos foi desenvolvido por Pierre Denoix, na França, entre 1943 e 1952. 1 SPCC - Hospital São Marcos Clínica de Ginecologia e Mastologia UICC União Internacional Contra o Câncer - TNM 6ª edição ESTADIAMENTO DOS TUMORES DE MAMA HISTÓRIA DO TNM O sistema TNM para a classificação

Leia mais

Biopatologia glossário Neoplasias

Biopatologia glossário Neoplasias NEOPLASIAS/LESÕES NEOPLASIFORMES/LESÕES PRECURSORAS/LESÕES PRÉ-MALIGNAS Adenocarcinoma Adenocarcinoma endometrióide Adenocarcinoma mucinoso Adenocarcinoma seroso Adenoma 1 Adenoma folicular 2 Adenoma pleomórfico

Leia mais

macroscopia clivagem processamento inclusão - parafina coloração desparafinização microtomia bloco

macroscopia clivagem processamento inclusão - parafina coloração desparafinização microtomia bloco Patologia Cirúrgica macroscopia clivagem processamento inclusão - parafina coloração desparafinização microtomia bloco Exame Histopatológico Exame anatomopatológico é ATO MÉDICO! lâminas microscopia laudo

Leia mais

CEPEM News. Revisitando o Sistema BI-RADS de Mamografia e Ultrassonografia: As novas considerações das próximas edições (2012)

CEPEM News. Revisitando o Sistema BI-RADS de Mamografia e Ultrassonografia: As novas considerações das próximas edições (2012) Revisitando o Sistema BI-RADS de Mamografia e Ultrassonografia: As novas considerações das próximas edições (2012) Prezados Colegas No final de 1992, voltávamos de curso de imagenologia mamária ministrado

Leia mais

Oncologia. Aula 2: Conceitos gerais. Profa. Camila Barbosa de Carvalho 2012/1

Oncologia. Aula 2: Conceitos gerais. Profa. Camila Barbosa de Carvalho 2012/1 Oncologia Aula 2: Conceitos gerais Profa. Camila Barbosa de Carvalho 2012/1 Classificação da Quimioterapia Em relação ao número de medicamentos usados; Em relação ao objetivo; Em relação à via de administração;

Leia mais

TUMORES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

TUMORES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL TUMORES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL D O MIN I Q U E F O N S E C A R O D R I G U E S L A C E T R 2 D O S E RV IÇ O D E PAT O L O G IA D O H U - U F J F D O MIL A C E T @ G M A I L. C O M Junho/2015 EPIDEMIOLOGIA

Leia mais

TUMORES GIGANTES DE OVÁRIO

TUMORES GIGANTES DE OVÁRIO TUMORES GIGANTES DE OVÁRIO Os autores apresentam três casos de Tumores Gigantes de Ovário, sendo um com alto grau de malignidade (Linfoma do tipo Burkitt), dois benignos (Cisto Seroso e Teratoma), porém

Leia mais

CÂNCER DE MAMA. Maria da Conceição M. Ribeiro

CÂNCER DE MAMA. Maria da Conceição M. Ribeiro CÂNCER DE MAMA Maria da Conceição M. Ribeiro O Brasil apresenta um quadro sanitário em que se combinam doenças ligadas à pobreza típicas dos países em desenvolvimento. O câncer está entre as primeiras

Leia mais

Centro Universitário Cesmac CAMILA MARIA BEDER RIBEIRO

Centro Universitário Cesmac CAMILA MARIA BEDER RIBEIRO Centro Universitário Cesmac CAMILA MARIA BEDER RIBEIRO TUMORES ODONTOGÊNICOS Tumores odontogênicos - grupo de doenças heterogêneas que vão desde hamartomas ou proliferação de tecido não neoplásico a neoplasias

Leia mais

UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO. Não deixe de preencher as lacunas a seguir.

UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO. Não deixe de preencher as lacunas a seguir. UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CANDIDATO Não deixe de preencher as lacunas a seguir. Prédio Sala Nome Nº de Identidade Órgão Expedidor UF Nº de Inscrição MÉDICO MASTOLOGISTA ATENÇÃO

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE MEDICINA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA: CIÊNCIAS MÉDICAS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE MEDICINA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA: CIÊNCIAS MÉDICAS UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE MEDICINA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA: CIÊNCIAS MÉDICAS GRAU DE CONCORDÂNCIA DIAGNÓSTICA ENTRE PATOLOGISTAS NA AVALIAÇÃO DE SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO

Leia mais

Descobrindo o valor da

Descobrindo o valor da Descobrindo o valor da Ocâncer de mama, segundo em maior ocorrência no mundo, é um tumor maligno que se desenvolve devido a alterações genéticas nas células mamárias, que sofrem um crescimento anormal.

Leia mais

Agenda. Nódulo da Tireóide. Medicina Nuclear. Medicina Nuclear em Cardiologia 17/10/2011

Agenda. Nódulo da Tireóide. Medicina Nuclear. Medicina Nuclear em Cardiologia 17/10/2011 Agenda Medicina Nuclear Endocrinologia Walmor Cardoso Godoi, M.Sc. http://www.walmorgodoi.com O objetivo desta aula é abordar a Medicina nuclear em endocrinologia (notadamente aplicações Câncer de Tireóide).

Leia mais

UNILAB no Outubro Rosa Essa luta também é nossa. CUIDAR DA SAÚDE É UM GESTO DE AMOR À VIDA. cosbem COORDENAÇÃO DE SAÚDE E BEM-ESTAR www.unilab.edu.

UNILAB no Outubro Rosa Essa luta também é nossa. CUIDAR DA SAÚDE É UM GESTO DE AMOR À VIDA. cosbem COORDENAÇÃO DE SAÚDE E BEM-ESTAR www.unilab.edu. UNILAB no Outubro Rosa Essa luta também é nossa. CUIDAR DA SAÚDE É UM GESTO DE AMOR À VIDA. cosbem COORDENAÇÃO DE SAÚDE E BEM-ESTAR www.unilab.edu.br CUIDAR DA SUA SAÚDE É UM GESTO DE AMOR À VIDA. As mamas

Leia mais

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE. Gerência de Regulação PROTOCOLO DE ACESSO A EXAMES/PROCEDIMENTOS AMBULATORIAIS ULTRASSONOGRAFIA MAMÁRIA

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE. Gerência de Regulação PROTOCOLO DE ACESSO A EXAMES/PROCEDIMENTOS AMBULATORIAIS ULTRASSONOGRAFIA MAMÁRIA Gerência de Regulação PROTOCOLO DE ACESSO A EXAMES/PROCEDIMENTOS AMBULATORIAIS ULTRASSONOGRAFIA MAMÁRIA 2013 Observações a serem consideradas no preenchimento de todas as solicitações de Exames disponibilizados

Leia mais

O Novo BI-RADS. Introdução. MARCONI LUNA Pres. Departamento de Mamografia da SBM.

O Novo BI-RADS. Introdução. MARCONI LUNA Pres. Departamento de Mamografia da SBM. 1 O Novo BI-RADS MARCONI LUNA Pres. Departamento de Mamografia da SBM. Introdução No Congresso Americano de Radiologia em dezembro de 2003 (RSNA) em Chicago foi divulgado a 4ª edição do BI-RADS (Breast

Leia mais

Câncer de mama diagnóstico precoce mamografia. Vinicius Milani Budel

Câncer de mama diagnóstico precoce mamografia. Vinicius Milani Budel Câncer de mama diagnóstico precoce mamografia Vinicius Milani Budel câncer de mama Sebastiano del Piombo 1520 Florença O martírio de Santa Agatha INCIDÊNCIA NO BRASIL: 52.680 NOVOS CASOS/ANO MORTALIDADE

Leia mais

Análise Imuno-histológica de tumores da mama, induzidos quimicamente com N-metil-N-nitrosureia, em ratos Sprague-Dawley.

Análise Imuno-histológica de tumores da mama, induzidos quimicamente com N-metil-N-nitrosureia, em ratos Sprague-Dawley. Análise Imuno-histológica de tumores da mama, induzidos quimicamente com N-metil-N-nitrosureia, em ratos Sprague-Dawley. Ruben Miguel Maia Soares Dissertação de Mestrado em Oncologia 2012 Ruben Miguel

Leia mais

Diagnóstico do câncer de mama Resumo de diretriz NHG M07 (segunda revisão, novembro 2008)

Diagnóstico do câncer de mama Resumo de diretriz NHG M07 (segunda revisão, novembro 2008) Diagnóstico do câncer de mama Resumo de diretriz NHG M07 (segunda revisão, novembro 2008) De Bock GH, Beusmans GHMI, Hinloopen RJ, Corsten MC, Salden NMA, Scheele ME, Wiersma Tj traduzido do original em

Leia mais

Fundamentos de oncologia. Você sabe o que é o câncer e como ele se desenvolve em nosso corpo?

Fundamentos de oncologia. Você sabe o que é o câncer e como ele se desenvolve em nosso corpo? BIOLOGIA Cláudio Góes Fundamentos de oncologia 1. Introdução Você sabe o que é o câncer e como ele se desenvolve em nosso corpo? Nesta unidade, você verá que o termo câncer refere-se a uma variedade de

Leia mais

1ª Edição do curso de formação em patologia e cirurgia mamária. Programa detalhado

1ª Edição do curso de formação em patologia e cirurgia mamária. Programa detalhado 15.6.2012 MÓDULO 1 - Mama normal; Patologia benigna; Patologia prémaligna; Estratégias de diminuição do risco de Cancro da Mama. 1 1 Introdução ao Programa de Formação 9:00 9:15 1 2 Embriologia, Anatomia

Leia mais