LEONARDO MODOLO CHRISPA EDI:A REALIDADE DOS SUPERMERCADOS DE LAVRAS - MG

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1 LEONARDO MODOLO CHRISPA EDI:A REALIDADE DOS SUPERMERCADOS DE LAVRAS - MG LAVRAS MG 2014

2 LEONARDO MODOLO CHRISPA EDI:A REALIDADE DOS SUPERMERCADOS DE LAVRAS - MG Monografia de Graduação apresentada ao Departamento de Ciência da Computação para obtenção do título de Bacharel em Sistemas de Informação Orientador Prof. Dr. Luiz Marcelo Antonialli Co-Orientador Prof. Dr. André Luiz Zambalde LAVRAS MG 2014

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4 Dedico esta monografia à minha minha família, minha mãe Cássia meu pai Jorge e meu irmão Gabriel que nunca me deixaram desistir, é por vocês que sempre volto em casa, ao meu amor Giovanna que sempre apoiou nos momentos mais dificeis...

5 AGRADECIMENTOS Agradeço a todos tiveram participação de alguma maneira na minha graduação, nesta fase da minha vida onde aprendi muito e fiz muitos amigos. Agradeço ao meu orientador, Prof. Antonialli que me indicou este projeto e apesar das dificuldades sempre me ajudou. Agradeço ao meu coorientador, Prof. Zambalde pela paciêcia, pelas orientações e pelo espirito crítico que tornaram este trabalho possível. Agradeço a todos os membros da banca, que aceitaram prontamente meu convite para contribuir com o projeto. Agradeço a toda minha família de Lavras, a república vakatolada, André Luiz, Diego, Anderson, Danilo, Felipe, Elder, Elvis e Alysson. Agradeço também a todos os amigos da UFLA, Robert, Leandro, Vinicius Habib e muitos outros que já foram e outros que vieram. Finalizando eu agradeço a minha família.

6 RESUMO O objetivo deste trabalho foi verificar a existência do sistema EDI em dois supermercados da região de Lavras-Mg e seus impactos na tomada de decisão. O setor supermercadista vem buscando vantagens competitivas por meio da informatização e a busca de um relacionamento melhor com seus clientes e fornecedores. Para isso, o setor supermercadista tem feito um bom investimento em Tecnologia da Informação (TI), o que ainda não é o suficiente perto de outros setores, como o de indústria e de serviços. Foram realizadas entrevistas com roteiro semiestruturado para o levantamento dos dados nos supermercados. E constatado que o sistema EDI possivelmente não é viável a estas organizações observou-se como o sistema tem soluções para as organizações e como anda estagnado o atual quadro da tecnologia de informação nos supermercados estudados. Palavras-Chave: EDI;varejo;supermercados.

7 ABSTRACT With globalization and new technologies, as well as many solutions, a new problem is observed, large amounts of information, and how redundant are available, compared to this, there are solutions in the area of information systems called EDI. This project aims to analyze the supermarket sector organizations seeking competitive advantages through computerization, and the search for a better relationship with your customers and suppliers to do so, this supermarket sectors have made a good investment in Information Technology ( IT ), better low, close to other sectors of the industry and service. And check for EDI system in supermarkets in the region of Lavras and their impacts for decision making. We observed two of the four companies in the retail market, serving the entire region of the city of Lavras. Considering your current reality on the issue of automation, verifying the adoption and use of EDI systems. Interviews were conducted with semi-structured questionnaire to collect data in supermarkets. And found that the EDI system is possibly not viable for these organizations. Observe how the system has solutions for all types stagnant organization and how is the current context of information technology in the city s supermarkets. Keywords: EDI; retail; supermarkets.

8 SUMÁRIO 1 Introdução Contextualização e motivação Problema e objetivo Estrutura do projeto Referencial Teórico Eletronic Data Interchange - EDI Impactos do EDI para a Organização Política de implantação do EDI EDI no Varejo EDI no Comércio Eletrônico EDI no Magazine Luiza EDI nas Lojas Americanas S.A EDI no McDonald s EDI nos Supermercados EDI no Grupo Pão-Açúcar Metodologia Tipo de pesquisa Procedimentos Metodológicos Resultados e Discussões Estudos de multicasos Supermercado A Supermercado B EDI proposto para os supermercados Considerações Finais 56

9 Referências Bibliograficas 57

10 LISTA DE FIGURAS 2.1 Mostra atuação do EDI Mostra o processo de EDI nas organizações Mostra o processo de comunicaçao B2b e B2c Retratando a modelagem de acordo com os padrões Revista Eletrônica, modificado de Prates e Galão Sistema adotado pela rede Bom-Preço hoje Walmart

11 10 1 INTRODUÇÃO Com a acirrada competição entre as empresas, uma das estratégias adotadas por elas para elevar a eficiência nos processos tem sido a utilização de modernas tecnologias de produção e informação. Tais tecnologias vem transformando o mercado e proporcionando às empresas cada vez mais eficiência na gestão, maior qualidade de produtos/serviços e redução nos custos. A globalização vem trazendo diversas opções para a solução de problemas e com ela se geram novos problemas, entre eles o grande número de informações, muitas desnecessárias para o gerenciamento das organizações. Também a falta de segurança e a lentidão na utilização de informações que podem até prejudicar o desempenho dos gestores. No setor supermercadista a utilização da Tecnologia da Informação (TI) tem aumentado e se tornado cada vez mais indispensável para a gestão do negócio. Isto se deve a vários fatores, dentre os quais destaca-se a busca por maior eficiência no desempenho operacional, a redução de custos, a necessidade de integração com a cadeia logística imposta pelos fornecedores, as crescentes exigências legais, fiscais, tributárias e o ambiente de grande competitividade (CARVALHO e GALEGALE, 2006). O uso de tecnologias de informação no setor iniciou-se na retaguarda (back office) da organização nos departamentos de finanças, recursos humanos, contabilidade e, de forma "burocrática", nos setores de compras e controle de estoque. Numa segunda fase, deu-se início à automatização das frentes das lojas. Essa etapa culminou com a introdução maciça de tecnologias como: código de barras, leitura óptica/scanners, PDV/check out (com balanças eletrônicas e preenchimento de cheques), etiquetas eletrônicas nas prateleiras, transferência eletrônica de fundos, smatcard e outras tecnologias que objetivam otimizar a passagem dos clientes pelos caixas e tornar os PDV mais produtivos. (WERNER e SEGRE, 2002, p. 8).

12 11 No caso do presente estudo, buscou-se retratar o uso da tecnologia de informação nos supermercados da região da cidade de Lavras-MG, especialmente, com foco na utilização do EDI (Eletronic Data Interchange) ou troca eletrônica de dados. 1.1 Contextualização e motivação Segundo Tuunainen (1998), citado por Ferreira e Silveira (2007), os sistemas de EDI são usados em redes corporativas, para a troca de documentos e informações entre empresas, o que elimina papéis e burocracias, aumenta a velocidade de comunicação para o envio de documentos e reduz custos. O EDI é utilizado para conectar fornecedores e clientes, enviando pacotes de pedidos e faturas (entre outras coisas), de um computador ao outro (esses dados podem ser enviados por redes privadas e pela internet). As empresas estão buscando parceiros que as ajudem a gerar novas oportunidades de negócio. Esses parceiros podem ter muito pouco em comum um com o outro, mas podem dar origem a novas formas de relacionamento com clientes, fornecedores, grupos de interesse ou até mesmo concorrentes. Os sistemas EDI são utilizados para a troca de informações numa rede privada, ou não, entre diversas organizações; nessas trocas podem ser enviados e recebidos documentos de todos os tipos, contendo informações de vital importância. O EDI é usado para conectar fornecedores e clientes com mais velocidade e menos burocracia. Exemplo disso são grandes marcas como Carrefour, Pão de Açúcar e Walmart que se utilizam dessa tecnologia atualmente. O EDI pode ser considerado uma das ferramentas mais bem difundidas nas mais diversas redes de grandes empresas, inclusive as do setor supermercadista. Tais redes utilizam dessa ferramenta para ampliar e gerenciar negócios e mercados, empregando o sistema de maneira a obter vantagens estratégicas frente aos concorrentes.

13 Problema e objetivo A quantidade de informações disponíveis sobre as organizações são muitas e precisam estar disponíveis para serem extraídas facilmente. Por esse motivo, as organizações precisam estar sempre atualizadas no quesito tecnologia da informação. A evolução do mercado faz essa premissa ainda mais necessária. A comunicação com agilidade e sem erros é um problema a ser superado. Este trabalho teve como objeto de estudo as organizações do setor supermercadista, vantagens competitivas por meio da informatização, bem como um melhor relacionamento com clientes e fornecedores. Desse modo, objetivou-se verificar a existência de sistema EDI em supermercados da região de Lavras-MG e seus impactos na tomada de decisão. 1.3 Estrutura do projeto O capítulo 2 retrata os tópicos sobre o EDI: o que é EDI, como e onde ele é utilizado, suas vantagens e desvantagens; mostrar-se-á sua realidade no varejo e em supermercados. Os tipos de EDI disponíveis no mercado e também seus benefícios e dificuldades de aplicação. O capítulo 3 descreve os meios e a base que foram definidas para o desenvolvimento deste projeto, frisando os métodos, as qualificações e propriedades importantes do trabalho. No capítulo 4 são apresentados os resultados e as discussões sobre a pesquisa feitas nos supermercados de Lavras MG, retratando dificuldades encontradas, além da pesquisa feita nos mesmos. As conclusões, onde buscou-se demonstrar vantagens e desvantagens do EDI e um conhecimento mais aprofundado sobre o tema. Ao fim são apresentadas as referencias bibliográficas.

14 13 2 REFERENCIAL TEÓRICO Neste capítulo, inicialmente tem-se a conceituação do EDI, os tipo de EDI, impactos e políticas impostas por fornecedores e compradores. Na sequência, retratar-se-á exemplos da utilização do EDI no varejo, enfim, o quadro do EDI nos supermercados. 2.1 Eletronic Data Interchange - EDI Existem muitos canais para que haja a comunicação e a troca de informação entre diversos agentes de uma organização, seja no varejo, intermediadores, fabricantes, fornecedores e clientes; logo, mais informações são necessárias ao gestor para tomada de decisão frente aos problemas da organização. Com a competição global e o desenvolvimento de novas tecnologias ficou muito clara a necessidade do compartilhamento de dados ou ativos de informação entre os responsáveis pela cadeia de suprimentos, projetistas dos produtos, fabricantes e distribuidores (Bittar e Lima, 1997; Cash e Konsynk,1985;Clemonse e Mc Farlan, 1988; Gurbaxani e Wang, 1991). A adoção dos sistemas de informação e tecnologia dinamizou o fornecimento e disseminação dessas informações. A adoção destas tecnologias se tornou altamente indispensável para as organizações, a busca por um maior desempenho da organização e integração dos processos e em consequência um maior controle sobre o que ocorre dentro e fora da organização. Com o auxilio destas tecnologias, administração das empresas é feita com um pensamento mais gerencial, organizando e percebendo o que ocorre partes operacionais, táticas e gerenciais da organização. Obtendo assim, um grande facilitador para a tomada de decisão. De acordo com Cunha (2013), a tecnologia da informação é um fator determinante nas empresas, age nos processos de tomada de decisão dos gestores,

15 14 atendendo a complexidade, ao crescimento e à rentabilidade das organizações, garantindo assim uma vantagem competitiva. Como citado por Cunha (2013) o conceito de tecnologia da informação tais como os recursos tecnológicos e computacionais ativos de informação. Segundo Walton (1998), a TI quando utilizada nas organizações atua em uma grande gama de atividades com softwares e hardwares, permitindo coletar, armazenar, processar e acessar números e imagens e o controle de equipamentos e processos de trabalho. Cunha (2013) relaciona a TI como arma estratégica, pois a TI não só da apoio as operações de negócios existentes, como também permite que se viabilizem novas estratégias empresariais. Como mostrado por Andreasi e Gambarato (2010) a Tecnologia da Informação (TI) veio para ajudar os gestores e suas empresas através dos Sistemas de Informação (SI), amparando na tomada de decisão, no gerenciamento financeiro e no controle da qualidade. Abaixo citaremos alguns tipos de soluções em sistemas de informações que auxiliam seus gestores na tomada de decisão. Os SIG s conhecidos como sistemas de informações gerenciais, são sistemas que buscam o gerenciamento com informações sumarizadas e estruturadas, em uma base regular e recorrente. Um SIG é qualificado por sua estruturação, pelo mesmo processar um volume maior de ativos de informação, dar impulso ao controle operacional, permitir documentação ser particularizada (DA SILVA, 2007). Segundo Alvarez (2001) o ERP engloba as necessidades de informações de uma empresa qualquer. É um sistema computacional que se integraliza em diversos módulos, mesmo que independentes, dividem a mesma base de dados, e proporciona, como principal alvo, oferecer informações. Um Sistema de Apoio à Decisão fornece informações com o objetivo direcionando e apoiando os processos decisórios. Informações importantes são ar-

16 15 mazenadas, processadas, e apresentas de forma à contribuir para a decisão a ser adotada (SLACK, CHAMBERS e JOHNSTON, 2002). Gianesi e Corrêa (1993) afirmam que os Sistemas de Administração da Produção são a apoio, a alma da produtividade. Estes mostram em seus objetivos o planejamento e o controle do processo de manufatura. O OPT é um software aplicativo baseado em procedimentos heurísticos que visam elevar ao máximo a aplicação em três componentes para de produção: o fluxo de materiais, os estoques e as despesas operacionais. Reduzindo custos com materiais (ALVAREZ, 2001). Nesse contexto, o EDI surge como uma tecnologia de informação tem a capacidade de estreitar relações entre as empresas, de uma forma padronizada, melhorando os resultados dentre essas relações comerciais em termos estratégicos e operacionais das organizações. Figura 2.1: Mostra atuação do EDI.

17 16 Os sistemas EDI têm como função a troca eletrônica de dados entre as empresas, através de computadores e recursos de telecomunicações, também permitindo o intercâmbio de documentos. Ganhou importância difundindo-se nas últimas décadas, aumentando e eficiência e a competitividade do comércio varejista no Brasil. Como citado por Bittar e Lima (1997, pg. 1) o EDI é uma nomenclatura utilizada de maneira universalizar padrões Eletronic Data Interchange, conforme a norma ISO Esses conceitos foram inicialmente desenvolvidos na França. O EDI foi definido na padronização Francesa (Bittar e Lima, 1997 apud; Marcillet, 1994), EDIFRANCE como transferência de dados de computador para computador, entre parceiros de negócios, usando mensagens eletrônicas de dados, estruturados e agrupados, na forma de mensagens padrão; dessa forma, favorecem a diminuição de custos e aumentam a produtividade da companhia, melhorando procedimentos e reduzindo custos. Esta é uma nova forma de comunicação entre parceiros econômicos, trata-se de um sistema padronizado de troca eletrônica de informações dados ou ativos empresariais, o qual possui características básicas a integração automática entre os sistemas, com mínima intervenção humana. O EDI foi desenvolvido para atender às necessidades de comunicação eletrônica, tornando-se uma poderosa ferramenta de B2B (Business to Business), termo em inglês que significa comércio entre organizações e, basicamente, uma melhor relação entre cliente, empresa e fornecedor é o B2C (Business to Comerce), termo em inglês que significa negócio para o comércio, relação de organização e cliente. De acordo com Braz; Porto e Plonski (2000), o serviço para o processamento eletrônico de transações é um dos principais instrumentos adotados para que se possam obter diferenciais competitivos de maneira estratégica. Abaixo segue o processo de funcionamento do sistema EDI:

18 17 Figura 2.2: Mostra o processo de EDI nas organizações. De acordo com Gallon e Beuren (2011), o EDI pode dividir-se em duas categorias: o EDI puro ou tradicional, que compõe as mensagens padronizadas e utiliza os serviços da VAN ou Rede de Valor Agregado, redes privadas criadas ou estabelecidas diretamente com as necessidades da empresa que provém o meio para o transporte. É um cenário em que há vários tipos de mensagens sendo trocados pelas partes interessadas. A segunda categoria é a Web EDI que pode ligar as empresas menores ao sistema de EDI, em que o formulário com os dados da mensagem é acessível através da Internet.

19 18 Figura 2.3: Mostra o processo de comunicaçao B2b e B2c. Com a simples utilização de um software como browser e softwares de integração, esse serviço também é suportado pelas VAN s. (EAN Brasil, 2002). O modelo EDI VAN (Value Added Network Services) ou rede de valor agregado é mais difundido em empresas que priorizam a segurança acima de tudo; são tidas como redes de privadas voltadas inteiramente para determinada função na empresa. Utilizada de maneira a abrir um canal de comunicação particular para o envio de suas informações em padrões pré-determinados para elas mesmas na contratação do serviço VAN. Esse tipo de EDI, normalmente, é utilizado por empresas de grande porte que detêm um maior poder econômico perante as de menor tamanho pelo fato de que esses sistemas, além de caros, são desenvolvidos sob medida para essas organizações, ou seja, de acordo com as suas necessidades. É a solução para o problema de falta de padronização, de acordo com Bittar e Lima (1997); é normalmente encontrado em redes VAN, visto que o padrão básico utilizado em redes VAN nacional e internacional é compatível (EDIFACT, internacional e o RND, padrão muito utilizado nacionalmente em indústrias).

20 19 Como mostra Porto, Braz e Plonski (2000), o EDI transmitido via VAN é superior ao EDI via internet, no que se refere à inovação. O EDI provocou impactos positivos, apesar de estes apresentarem intensidade menor que os observados para a produtividade, possivelmente atrelados à reorganização das formas de trabalho, tornando-as menos burocráticas. A maioria das empresas que fazem o uso EDI utiliza as VAN s, porque estas oferecem comodidade e as liberam da administração de uma rede de comunicações potencialmente completa. As VAN s também proporcionam uma grande segurança nos dados transmitidos e outros serviços, como conversão de documentos para diferentes formatos e padrões, para ser interpretada corretamente, ou ainda conexão de usuários com outras redes. Essa modalidade de comércio eletrônico também é conhecida por EDI tradicional. As VAN s associadas à EAN no Brasil atualmente são a Embratel, a GE (Global Exchange Services), a IBM Brasil e Proceda. Abaixo se encontram citadas algumas empresas no Brasil que disponibilizam a tecnologia EDI em conjunto com redes VAN no Brasil: Interchange GEIS IBM TIVIT E as redes VAN para o suporte EDI: GXS Sterling Commerce Inovis Agora se aborda o contexto sobre EDI WEB, uma solução para muitas empresas que necessitam do sistema e não têm muito poder aquisitivo para adotá-lo.

21 20 São sistemas EDI que utilizam a internet para o envio de informações, através da web. É uma solução que está de acordo com as realidades das médias e pequenas empresas. Essas redes são muito discriminadas no cenário EDI, devido ao fato de que não proporcionam muita segurança aos dados que são transmitidos. Existem softwares que mostram uma segurança maior e, devido ao custo, a demanda por este tipo de sistema tem crescido rapidamente. O EDI e a Internet, segundo Porto, Braz e Plonski (2000 apud BITTAR; LIMA, 2004), surge para reduzir deficiências do EDI não só de padronização de sistemas e de dados mais também problemas como, alto custo tecnológico e falta de flexibilidade entre parceiros de negócios. Esses problemas são pela rede, que permite que empresas, mesmo com sistemas menos estruturados e com recursos financeiros escassos para aquisição de tecnologia.. Seguem alguns exemplos software que são voltados ao EDI WEB: EDIdEv: Kit para desenvolvedores para o sistema EDI de acordo com a necessidade da empresa. EDICOM: Tido como referência internacional em EDI em FATURAMENTO ELETRÔNICO, desenvolve modelos de transmissão e integração de dados entre empresas seguindo critérios da organização. Accura Aplication: Sistema automatizado para o tratamento de um grande volume de transações EDI ANSI x12 padrão entre os parceiros comerciais. Ben Select: suporta uma variedade de extratos e relatórios de dados, além de manuais seguro e dados programados e entrega de documentos aos transportadores e sistemas de folha de pagamento. Um grande problema para a adoção do EDI é a padronização de seus dados em compatibilidade com os seus parceiros comerciais. Este tema tem sido

22 21 muito abordado em diversas áreas de estudo sobre o EDI, principalmente com a integração do EDI com a internet. Isso também leva a um dilema sobre a utilização de sistemas abertos ou proprietários e padrões que sejam utilizados pela maioria das organizações para o aumento da harmonização de padrões. Com um número muito grande de organizações aderindo ao EDI, o custo para a harmonização de padrões entre eles está ficando cada vez mais elevado. O desenvolvimento de padronização envolve três tipos de informação: protocolos para a troca de informações o que permite o envio da informação entre as redes e os computadores, o desenvolvimento das mensagens que necessitam de uma concordância entre informações requeridas para a transação e a harmonização dos dados para redução de ambiguidades. Progressos consideráveis têm sido realizados com relação aos protocolos de troca de dados, através dos esforços de ofertantes de tecnologia e da existência de padrões públicos e industriais. Embora possa haver problemas técnicos, soluções técnicas universais já estão disponíveis e há softwares no mercado para lidar com a comunicação envolvendo diferentes protocolos e sistemas de rede. Agora, a responsabilidade pelo desenvolvimento das mensagens voltou-se para o nível global, com o papel crescente do processo UN/EDIFACT para desenvolvimento de padrões EDI. O EDIFACT tem sido bem sucedido em desenvolver a sintaxe EDI, resultando-se de fato em um padrão global de uso. Contudo, o problema reside em desenvolver padrões de mensagem globais, isso porque esses padrões têm a intenção de construir mensagens não ambíguas. Segundo (Marcillet, 1994) e citado por Bittar e Lima (2004existem dois padrões mais utilizados: o Ansi X12, nos Estados Unidos, e o EDIFACT (Eletronic Data Interchange for Administration, Commerce and Transport), na Europa Várias tentativas têm sido feitas para que exista uma nomenclatura mundial, mas isso tem se mostrado muito difícil.

23 22 De acordo com Iaderosa ( 1992) e citado por Bittar e Lima (2004). com O Brasil adota o padrão de documentos para EDI contidos em um diretório de mensagens chamado EDIFACT (Iaderosa, 1992). Dentro dele existe uma série de documentos formatados. No Brasil, segue-se a norma ABNT NBR Como citado por Patrizia (1996) o EDI é mais do que um simples pedido feito de forma eletrônica. Se não existem documentos padronizados, não há informações estruturadas dentro de um código pré-estabelecido. Figura 2.4: Retratando a modelagem de acordo com os padrões. Os padrões mais utilizados estão citados abaixo: EDIFACT: (EDI + For Administration Commerce and Transport). Padrão criado pela ONU com o objetivo principal de fixar uma padronização de mensagens para o intercâmbio de informações em nível mundial. usado no Brasil baseando-se na norma ABNT NBR Mais ANSI ASC X.121: América do Norte, Austrália e Nova Zelândia. UNTDI: Europa Ocidental.

24 23 Os dados transmitidos via EDI necessitam de estar bem estruturados contendo dados como número do produto, nome do produto, nome de cliente, quantidade e outras informações. É preciso deixar bem claro que muitas pessoas confundem o EDI com o eletronic mail, onde os dados são transmitidos de uma rede de internet e não existe o tratamento das informações como é feito no sistema EDI. O EDI pode ser qualificado como um sistema de cooperativa e de auxílio ao BI(Business Inteligence) em português inteligência de negócios, onde são necessárias pelo menos duas corporações participantes com objetivos de negócio diferentes. Esse sistema cooperativo pode envolver corporações, fornecedores e clientes; corporações em seus bancos, entre as join ventures de uma companhia ou entre os seus próprios competidores (Preston, 1998). O EDI para a sua adoção é uma etapa inicia; sua gestão da cadeia de informações é tida como muito radical por não apenas envolver um investimento de hardware e softwares e análise da rede corporativa, mas é também uma reestruturação da relação cliente-fornecedor, uma adaptação em novas práticas de trabalho e uma alteração no ciclo total de negócios (Preston 1988). Agora ressaltaremos algumas considerações sobre reposição de estoque, que nos negócios é feita de forma automática com o EDI; exemplo disso, os envios de pedidos transitados diariamente para o fornecedor, dados de movimento de saída de produtos das lojas dos clientes. O sistema vai controlando dados de estoque até que, atingido o estoque mínimo ou um limite pré-determinado, o mesmo já envia os devidos dados para que esta reposição seja efetuada, já enviando a nova remessa de produtos e emitindo suas notas fiscais. Elimina-se, assim, a necessidade de pedido que, através de contratos e processos legais, pode ficar a cargo do próprio fornecedor (Bittar e Lima, 1997). Essa prática em que o fornecedor fica a cargo do gerenciamento de estoque e entregas é chamado de VMI (Vendor Management Inventory). O EDI é fortemente ligado a esse conceito.

25 24 De acordo com Prates e Gallão (2007, p. 2 apud; Lummus 1997, p. 80), as transações frequentemente enviadas pelo EDI são as de compras, transporte e transações de pedidos entre um comprador e um vendedor, ordens de compra, aviso de estoque, despacho de material e transporte. Uma outra definição simples e objetiva é de que o EDI, para Prates e Gallão (2007, p. 2 apud Zabeo, 2002), basicamente trata-se de uma troca eletrônica de mensagens pré-formatadas, seguindo determinado padrão de tecnologia, ligando máquina com máquina. Em sua opinião, a eficiência, segurança e, de certa forma, simplicidade com que é feito esse processo, são algumas das razões que fazem com que o EDI tenha conseguido manter seu alto índice de aceitação nas empresas e esteja pronto para ser ampliado, ao contrário do que alguns chegaram a pensar, em razão do advento da internet. Os ganhos potenciais advindos da adoção do EDI vêm do aumento da competitividade, aumento de velocidade a uma base de acesso, controle mais estreito, dinâmico e inteligente sobre ações de todos os tipos na cadeia de suprimento; fornecem feedback s precisos num prazo curto a todos os participantes do canal de fornecimento, abrangendo outros métodos para a execução de ferramentas como o just-in-time, e troca de informações, agilidade e eficiência nos processos produtivos. Além disso, há a minimização dos custos transacionais já que os números de pessoas também envolvidas no processo são menores. É importante também citar o contexto da automatização de decisões lógicas através do EDI (sistemas de auxílio à inteligência de negócios), que trabalham analisando automaticamente as informações e, acima de tudo, melhora a qualidade da informação, confiança e parceria entre os fornecedores, prestadores de serviços e clientes, obtendo a sincronia dos processos de produção. O EDI veio para auxiliar e facilitar a implantação de melhorias de processos como o Just in Time(JIT), a política de não estoque, o quick response (QR) que veio para avançar no segmento dos códigos de barras e o gerenciamento da

26 25 qualidade total conhecido internacionalmente como o TQM (Total Quality Management) Impactos do EDI para a Organização A tecnologia EDI é considerada uma ferramenta adequada para a melhoria da troca de informações entre as empresas tornando-as mais viáveis, ágeis e confiáveis; mas, no contexto de uma nova de tecnologia para inovação, como todo um novo conhecimento a ser adotado, são sofridos impactos. Para esse efeitos existem muitos que as vezes são inesperados sendo necessário estudos que, por meio de análises, mostrem se esses impactos estarão alinhados com a realidade da empresa para que no momento da adoção do sistemas escolha se a viabilidade do mesmo é aceitável para a realidade da organização. É importante notar que para adoção de uma forma eficiente de automação, não apenas composto por adquirir novos equipamentos como um bom hardware e um bom software, exige-se também um treinamento adequado, adaptação do pessoal e definir novas metas frente à nova estrutura adotada, adaptando os processos da organização. Não basta apenas informatizar os antigos procedimentos ou incluir novos escopos e algumas tarefas de escape para o processo. Necessitase de uma mudança, de forma geral, em processo que são executados, modos de gerir a forma de organização da empresa. É também muito importante repensar o relacionamento organizacional, cliente e fornecedor, para alteração no ciclo de negócios. Nesse quadro de reestruturação é muito imprescindível a participação direta dos parceiros que também tem de estar antenados em novas atualizações para adoção da nova tecnologia EDI, se irá aderir a essa nova tecnologia ou adaptação da mesma com o EDI WEB. Ainda as consequências para adoção do novo sistema precisam ser levadas em consideração. Apesar de turbulentas, essas adequações organizacionais para o novo sistema mostram a organização. Um lado bom são

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