Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária

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1 Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária Outubro de MUNDO O milho é o cereal mais produzido no mundo. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção média do cereal nos últimos cinco anos foi de 833,56 milhões de toneladas (Figura 1). No mesmo período, a produção média de arroz e trigo foi semelhante, com valores em torno de 675 milhões de toneladas. Atualmente, a área semeada com milho no mundo está estimada em 175,2 milhões de hectares, refletindo um aumento de cerca de 4% em relação ao ano anterior. Contudo, espera-se uma produção de 839,0 milhões de toneladas do cereal, redução maior que 4% em relação à safra passada (Figura 1). Fonte: USDA. Elaboração: DERAL Os Estados Unidos são os maiores produtores e consumidores de milho, respondendo por 36% da produção e 32% do consumo mundial nos últimos cinco anos (Tabela 1 e 2). A maior parte do milho é destinada ao uso animal, porém, a

2 cada ano aumenta a utilização do cereal para produção do combustível etanol. A estimativa é que a demanda norte-americana de milho para o etanol seja de aproximadamente 40% do total de milho produzido no país. Neste ano os Estados Unidos plantaram a maior área de milho desde 1944, sendo a maior área já cultivada do cereal no mundo. A estimativa inicial da safra norte-americana era de 375,68 milhões de toneladas, que seria a maior da história daquele país. Porém, a cada dia confirma-se a quebra de produção, em função da maior seca desde No ultimo relatório do USDA a produção estimada americana foi de 271,94 milhões de toneladas, redução de 27,6% em relação ao estimado inicialmente. Contudo, o país ainda mantém a liderança na produção do cereal no mundo. Na 2 a posição está a China, responsável em média nos últimos cinco anos por 20% da produção mundial (Tabela 1). O Brasil é o 3 a maior produtor, com 7,4%. Até a safra 2010/11 a produção brasileira se equiparava a produção da União Europeia, que é composta por 27 países. Na safra 2011/12 houve um aumento significativo na produção brasileira em torno de 27% em relação à safra anterior (Tabela 1). De acordo com o USDA, para o ano safra 2012/13 o Brasil deverá produzir 70 milhões de toneladas e consumir 80% do total produzido pelo país. Tabela 1 - Principais países produtores /09 a 2012/13 (milhões t). Países 2008/ / / / /13 (¹) EUA 307,14 332,55 316,17 313,92 271,94 China 165,91 163,97 177,25 192,78 200,00 Brasil 51,00 56,10 57,40 72,73 70,00 União Europeia 62,32 56,95 55,93 65,27 55,61 Argentina 15,50 25,00 25,20 21,00 28,00 Ucrânia 24,23 10,48 11,92 22,84 21,00 Índia 19,73 16,72 21,73 21,57 20,00 México 24,23 20,37 21,06 18,10 21,50 África do Sul 12,57 13,42 10,92 11,50 13,50 Canadá 10,59 9,56 11,71 10,70 11,60 Outros 106,31 116,08 121,00 127,34 125,87 Mundo 799,53 821,2 830,29 877,75 839,02 Fonte: USDA (Outubro/2012) (¹) Estimativa

3 Tabela 2 - Principais países consumidores (milhões t). Países 2008/ / / / /13 (¹) EUA 259,27 281,59 285,01 278,97 254,01 China 153,00 165,00 180,00 188,00 201,00 União Europeia 61,60 59,30 62,50 67,30 61,50 Brasil 45,50 47,00 49,50 54,00 56,00 México 32,40 30,20 29,20 29,50 29,70 Índia 17,00 15,10 18,10 17,20 17,50 Japão 16,70 16,30 15,70 15,00 15,00 Canadá 11,69 11,63 11,43 11,07 11,40 África do Sul 9,90 10,30 10,65 10,70 11,10 Egito 11,10 12,00 12,50 11,70 12,20 Outros 165,47 175,49 173,82 189,91 183,88 Mundo 783,63 823,91 848,41 873,35 853,29 Fonte: USDA (Outubro/2012) (¹) Estimativa Entre o final dos anos 80 e os dias atuais, a demanda mundial passou de 462,0 milhões de toneladas para 853,3 milhões de toneladas estimados para a safra 2012/13, o que representa um incremento de 85% no período. Os EUA e a China consomem juntos 53% do milho produzido no mundo. De acordo com o USDA, o consumo de milho pela China, safra 2012/13, está estimado em 201 milhões de toneladas; aumento de 31% em relação à safra 2008/09, que representa 48 milhões de toneladas em valores absolutos. Mesmo sendo o segundo maior produtor, a participação chinesa no mercado internacional como exportador é limitada, pois a produção é destinada a atender a demanda interna pelo produto. Na safra 2004/05 a China exportou 7,6 milhões de toneladas de milho, a nova estimativa do USDA para o ano 2012/13 é de 200 mil toneladas. Com a quebra na safra norte-americana de milho, decorrente da maior seca em mais de 50 anos, o relatório do USDA divulgou para a safra 2012/13 além da redução nas exportações, o ajuste na taxa de consumo dos Estados Unidos para 254 milhões de toneladas, cerca de 9% menor que o ano anterior. Para esta temporada (2012/13), os estoques estão estimados em 117,3 milhões de toneladas de milho, relação de 13,7% entre o estoque e o consumo mundial, sendo o menor valor desde 1973/74. A exportação mundial deve se limitar em 93,3 milhões de toneladas, 9,2% inferior ao ano safra anterior, que obteve valor recorde de comercialização.

4 Tabela 3 - Oferta e demanda mundial (milhões t). Safra Relação (%) Produção Exportação Consumo Estoque Final Estoque/Consumo 2008/09 801,2 84,0 784,6 148,2 18,9 2009/10 819,4 93,0 823,5 144,1 17,5 2010/11 829,1 91,9 848,9 124,3 14,6 2011/12 876,7 102,8 864,7 139,6 16,1 2012/13 (¹) 839,0 93,3 853,3 117,3 13,7 Fonte: USDA (Outubro/2012) (¹) Estimativa Os Estados Unidos são os maiores exportadores. Entretanto, segundo informações do USDA, a exportação norte-americana deve reduzir em torno de 20% na safra 2012/13, totalizando 31 milhões de toneladas de milho, motivado principalmente pela menor disponibilidade do produto e pelo aumento da demanda interna. Com a redução na estimativa de exportação dos EUA, alguns países foram favorecidos, é o caso do Brasil que poderá exportar no ano safra 2012/13 19 milhões de toneladas, superando a comercialização da Argentina, até então considerado como o segundo maior exportador do mundo. Os países que mais importam milho do mundo, em ordem decrescente, são: Japão, México, Coreia do Sul e Egito. Tabela 4 - Principais exportadores /09 a 2012/13 (milhões t). Países 2008/ / / / /13 (¹) EUA 47,76 49,72 45,24 38,50 31,00 Argentina 8,47 16,97 15,20 16,70 17,50 Brasil 7,18 8,62 11,58 12,70 19,00 Ucrânia 5,5 5,07 5,00 15,00 12,50 Outros 15,06 12,61 14,87 19,85 13,31 Mundo 83,97 92,99 91,89 102,75 93,31 Fonte: USDA (Outubro/2012) (¹) Estimativa

5 BRASIL De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a produção total do cereal no Brasil na safra 2011/12 foi de 72,73 milhões de toneladas, com destaque para 2ª Safra, em que houve acréscimo em torno de 23% na área semeada no país. A safra 2011/12 do cereal chega ao fim com valores recordes de produção, superando os 58,6 milhões de toneladas obtidos na safra 2007/08. A área semeada com milho na primeira safra foi de 7,56 milhões de hectares, com 35,2 milhões de toneladas produzidas. Observa-se durante as safras uma tendência de decréscimo na área cultivada do milho verão, atribuída à opção dos produtores pelo plantio da soja, que apresenta maior rentabilidade e liquidez. Nas últimas duas décadas até os dias atuais a área da primeira safra de milho no Brasil reduziu mais de 40%, contudo, quando se fala em produção, a redução foi menos significativa, em valores próximos a 20%. Isso indica que mesmo com a diminuição de área, houve um aumento na produtividade da cultura. A adoção de tecnologia tem sido determinante para os atuais níveis de produtividade, que nas últimas safras situou-se em kg/ha. No cultivo de verão os estados que mais se destacam são: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, juntos, eles responderam na média dos últimos cinco anos por mais de 60% da produção brasileira (Tabela 6). Tabela 5 - Área e produção de milho no Brasil. 1 a Safra 2 a Safra Total Safra (milhão (milhão (milhões (milhão ha) (milhões t) (milhões t) ha) ha) t) 2007/2008 9,64 39,96 5,13 18,67 14,77 58, /2009 9,27 33,65 4,90 17,35 14,17 51, /2010 7,72 34,08 5,27 21,94 12,99 56, /2011 7,64 35,93 5,89 21,48 13,81 57, /2012 7,56 34,95 7,60 38,70 15,16 72,57 Fonte: CONAB (outubro de 2012). Em contrapartida a redução da safra de verão, ocorre a expansão no plantio da segunda safra de milho, que produzia em 2008/09 17,5 milhões de toneladas e

6 na atual safra produziu 38,7 milhões de toneladas do cereal, incremento de 121%. O Paraná e o Mato Grosso são os estados que mais se destacam, com aumento significativo na área plantada em relação à safra 2010/11 de 17,9% e 44,1%, respectivamente. Juntos esses estados respondem por 56% da produção de milho segunda safra do Brasil (Tabela 7). O Paraná é o líder na produção brasileira de milho, participando por 23% do total produzido em 2011/12 (Figura 2). O Mato Grosso vem se firmando como o segundo maior produtor nacional, tendo sua produção concentrada quase que exclusivamente na segunda safra, respondendo por 21% da produção total. Até a safra 2010/11 o estado de Minas Gerais ocupava a terceira colocação na produção de milho, com 6,20 milhões de toneladas. Na safra 2011/12 o estado de Goiás conquistou essa posição, respondendo, em média, por 12% da produção brasileira. Fonte: CONAB, outubro Elaboração: DERAL A safrinha foi introduzida com objetivo de se ter mais uma opção de plantio para o inverno, e atualmente mostra-se um importante cultivo, obtendo valores de produção próximos ao do milho de verão. A CONAB divulgou em outubro de 2012 a intenção de plantio para Safra 2012/13 do Brasil. A área de milho a ser semeada no verão está estimada entre 7,04 a 7,26 milhões de hectares, refletindo uma redução de 6,8% a 4% em relação à safra anterior. A produção deverá alcançar entre 34,52 e

7 35,88 milhões de toneladas, 1,9% a 5,9% maior que a safra 2011/12, quando foram colhidas 33,9 milhões de toneladas do cereal. Para a 2ª Safra a área estimada é de 7,60 milhões de hectares, mantendo o valor semeado na safra passada, com produção estimada de 37,36 milhões de toneladas, aumento de aproximadamente 4% na produção brasileira. A CONAB acredita que com os preços atuais aquecidos, no mínimo, haverá a manutenção da 2ª Safra de milho no Brasil. Considerando as duas safras, estima-se uma produção de 72,6 milhões de toneladas, com consumo para 2012/13 de 70% do total produzido (Tabela 8). Os estoques finais de 2011/12 estão estimados em 10,3 milhões toneladas, e caso não haja algum fator que impeça o desempenho da cultura do milho, os estoques finais de 2012/13 poderão ser os maiores já registrados, com valor de 17,7 milhões de toneladas, relação estoque/consumo de 35%. Tabela 6 - Principais estados produtores de milho 1 a safra de milho (milhões t). Estados 2008/ / / / /13 (1) Bahia 1,54 1,62 1,90 1,95 1,65 Goiás 3,20 2,64 3,10 4,38 3,62 Minas Gerais 6,37 5,92 6,20 7,28 7,00 Paraná 6,52 6,87 6,05 6,58 6,74 Santa Catarina 3,27 3,80 3,57 2,95 3,29 São Paulo 3,37 3,47 3,35 3,40 3,11 Rio Grande do Sul 4,25 5,59 5,78 3,34 5,37 Outros 5,14 4,17 5,99 3,64 4,92 Brasil 33,65 34,08 35,93 33,52 35,2 Fonte: CONAB (¹) Estimativa Tabela 7 - Principais estados produtores de milho 2 a safra de milho (milhões t). Estados 2008/ / / / /13 (1) Goiás 1,70 2,15 2,91 4,20 3,97 Mato Grosso 7,55 7,71 7,25 15,03 14,13 Mato Grosso do Sul 1,81 3,36 3,22 5,72 5,24 Paraná 4,58 6,58 6,20 10,18 10,09 São Paulo 0,91 1,07 0,98 1,50 1,39 Outros 0,81 1,07 1,02 2,07 2,54 Brasil 17,35 21,94 21,59 38,70 37,36 Fonte: CONAB (¹) Estimativa

8 Tabela 8 - Oferta e demanda nacional de milho (milhões t). Safra Produção Exportação Consumo Estoque Relação (%) Final Estoque/Consumo 2008/09 51,0 7,3 45,4 7,1 15,6 2009/10 56,0 11,0 47,0 5,6 11,9 2010/11 57,4 9,3 48,5 6,0 12,3 2011/12 72,6 17,5 51,2 10,3 20,1 2012/13 (1) 72,6 15,0 50,5 17,7 35,0 Fonte: CONAB (Outubro/2012) (¹) Estimativa EXPORTAÇÕES O Brasil já exportou, no ano de 2012, aproximadamente 9,4 milhões de toneladas de milho, sendo que 33% do total foram escoados no mês de setembro. No mesmo período de janeiro a setembro de 2011, o Brasil exportou cerca de 6,2 milhões de toneladas, 34% a menos em relação ao ano atual. A CONAB estima que o Brasil, até 31 de janeiro de 2013, comercializará um valor recorde de 17,5 milhões de toneladas, superando o ano de 2007 em que foi exportado cerca de 10,9 milhões de toneladas. Caso haja a confirmação desse valor, o Brasil poderá superar a Argentina na exportação de milho pela primeira vez. O favorecimento do Brasil no mercado internacional como exportador de milho deve-se por um conjunto de fatores. No cenário externo, a quebra na safra norte-americana, aliada a situação de baixíssimos estoques, gerou ajustes no mercado de milho e valorização do preço do cereal. Dentre os ajustes, está a redução nas exportações dos EUA e o aumento nas importações de milho em 1,9 milhões de toneladas, ante as 750 mil toneladas importadas na safra 2011/12. No cenário nacional, a safra 2011/12 foi marcada pela maior área de milho cultivada no país (1ª e 2ª safra) e, mesmo com alguns problemas climáticos, confirma-se a maior produção obtida, com valor superior a 72 milhões de toneladas. Com a maior disponibilidade do produto, o Brasil aumentou seu market share na comercialização do milho, com preços mais atrativos e câmbio favorável às vendas externas. A exportação do milho deve desacelerar a partir de fevereiro com o início da comercialização da soja.

9 O maior importador do milho brasileiro é o Irã, que adquiriu do Brasil nesse ano um total de 1,33 milhões de toneladas. Em seguida, destacam-se o Egito e a Coreia do Sul, que adquiriram 1,30 e 1,12 milhões de toneladas, respectivamente. O preço médio praticado na venda foi de US$ 261,06/tonelada. Tabela 9 Exportação brasileira de milho grão. ANO Volume (t) Receita (US$ FOB) US$/t , , , , (¹) ,06 Fonte: MDIC/SECEX Aliceweb (¹) Janeiro a Setembro Tabela 10 Exportação brasileira por destino (em toneladas). Países Quantidade (t) (¹) Partic. (%) Irã ,1 Egito ,8 Coréia do Sul ,9 Taiwan ,7 Japão ,2 Marrocos ,2 Arábia Saudita ,7 República Dominicana ,7 Malásia ,5 Colômbia ,3 Outros ,6 Total Fonte: MDIC/SECEX Aliceweb ( 1 ) Janeiro a setembro

10 PARANÁ A cultura do milho sempre teve um papel importante para a economia paranaense, a considerar pelo número de empregos e renda gerados pela cadeia produtiva. Essa importância pode ser verificada por meio dos dados do Valor Bruto da Produção da Agropecuária Paranaense (VBP), o qual representa toda a receita bruta gerada pelo setor agropecuário. Entre 2006 e 2011, o VBP do milho situou-se, em média, em R$ 4,09 bilhões anuais, o que representou, cerca de 10% da renda bruta da agropecuária do Paraná. Em comparação com outros grãos, o milho tem se mantido na 2ª colocação, ficando atrás apenas da soja, que lidera o ranking. Tabela 11 - Valor da produção das culturas selecionadas no período de 2007 a Cultura VBP (R$ bilhões) Feijão 0,543 1,598 1,075 1,046 0,939 Milho 4,090 4,920 2,893 3,738 4,795 Soja 5,936 8,293 6,832 8,102 10,958 Trigo 1,098 1,520 1,082 1,483 0,993 Outros 20,843 25,045 25,539 29,926 32,804 Total 32,510 41,376 37,421 44,295 50,490 Fonte: SEAB/DERAL (1) Valores Nominais (2) Inclui triticale (3) Demais produtos: produção animal, outros grãos, outras culturas, produtos florestais, frutas, hortaliças, etc. A Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB) possui 22 núcleos regionais (Figura 3). Recentemente foi criado o núcleo regional de Dois Vizinhos, que está no início das suas atividades. O Departamento de Economia Rural (DERAL) tem atuação em todas as regiões do Estado, sendo responsável pelas pesquisas de campo nos municípios e levantamento de informações relevantes sobre as culturas produzidas no Paraná. Na 1 a safra de milho, o núcleo regional de Ponta Grossa é responsável, na média dos últimos cinco anos, por 18% da produção paranaense de milho. Em seguida, destaca-se o núcleo de Curitiba com 13% de participação, Guarapuava

11 com 10%, Francisco Beltrão com 9% e Pato Branco com 7% do total produzido. De maneira geral, a produção do milho verão está concentrada na região sul do estado, com cerca de 50% do total produzido do cereal. A produção média dos últimos cincos anos é de 6,63 milhões de toneladas. Figura 3 Divisão política dos Núcleos Regionais da SEAB Na 2 a safra de milho as regiões que mais se destacam são aquelas que tradicionalmente produzem soja no verão e, mesmo com algumas adversidades climáticas, cultivam o milho no inverno, respeitando o zoneamento agrícola. O núcleo de Toledo responde pela maior produção da 2 a safra de milho, com 22% do total obtido nas últimas cinco safras. O núcleo regional de Campo Mourão respondeu, em média, por 17%, Cascavel com 14%, Maringá com 12%, Londrina com 10% e Cornélio Procópio com 8% do total produzido no estado do Paraná. A produção média entre a safra 2007/2008 e 2011/12 é de 6,67 milhões de toneladas do cereal. Em relação à produção total de grãos, o milho respondeu, na média das últimas cinco safras, por 46% da produção paranaense e 9% da safra brasileira de grãos. O Paraná destaca-se como o maior produtor de milho do país, com uma produção na safra 2011/12 de 16,59 milhões de toneladas, superando o recorde obtido na safra 2007/08, quando produziu 15,37 milhões de toneladas (Tabela 12).

12 Tabela 12 Área e produção de milho no estado do Paraná de cinco safras agrícolas. Safra 1 a Safra 2 a Safra Total (milhão ha) (milhões t) (milhão ha) (milhões t) (milhão ha) (milhões t) 2007/2008 1,37 9,71 1,60 5,66 2,98 15, /2009 1,27 6,52 1,51 4,58 2,78 11, /2010 0,89 6,87 1,36 6,58 2,25 13, /2011 0,77 6,11 1,69 6,36 2,46 12, /2012 (1) 0,98 6,59 2,03 10,00 3,01 16,59 Fonte: IBGE; CONAB; SEAB/DERAL (outubro/2012) (1) Estimativa Apesar do aumento de 26% na área de milho da 1 a safra, temporada 2011/12, a produção foi apenas 8% superior em relação à safra anterior devido à estiagem que castigou o Estado desde o final de 2011 até meados de fevereiro. O potencial produtivo era 7,997 milhões de toneladas, porém, foram colhidas 6,539 milhões de toneladas, uma quebra de 18,2% na produção, o que resultou em uma perda de 1,458 milhão de toneladas. Para a 2 a safra do cereal (2011/12) houve incremento de 20% na área plantada, obtendo uma produção recorde para o cultivo nesse período. O Paraná é o segundo maior produtor de milho 2 a Safra, com produção de 10 milhões de toneladas, ficando atrás apenas do Mato Grosso, que colheu em torno de 15 milhões de toneladas. A maior parte do milho produzido no Paraná é consumida no próprio Estado. A CONAB estima um consumo em torno de 10 milhões de toneladas anuais. Deste total, a maior parte é destinada às atividades pecuárias, mais especificamente para a avicultura e suinocultura. Nos últimos anos, tanto o Brasil, como o Paraná, conquistaram um importante papel no mercado internacional como exportadores de milho. No período de janeiro a setembro de 2012, o Paraná exportou aproximadamente 2,1 milhões de toneladas, com variação de 190% a mais em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse valor representa 23% do volume total exportado pelo Brasil no ano de O aumento da exportação do cereal, muito usado para alimentação animal, deve-se ao bom momento dessa cultura, que foi favorecida pelos bons preços no

13 mercado internacional, motivado principalmente pela quebra da safra norteamericana. Tabela 13 Exportação de Milho no estado do Paraná de 2008 a ANO Volume (t) Receita (US$ FOB) US$/t , , , , (¹) ,14 Fonte: MDIC/SECEX Aliceweb (1) Janeiro a Setembro Nos útlimos cinco anos, os preços recebidos pela saca de milho no Paraná situaram-se, em média, a R$ 18,21 por saca de 60 kg. De janeiro a outubro de 2012, a média dos preços recebidos pela saca de milho foi de R$ 22,90, sendo o maior valor obtido no mês de agosto (R$ 26,66), com variação positiva de 12% em relação ao maior preço do ano de Vale ressaltar que o preço da saca de milho no ano de 2011 também foram considerados bons, tendo um valor médio no ano de R$22,41. Fonte: SEAB/DERAL (1) Janeiro a Outubro; (2) Preço em destaque referente ao mês de agosto.

14 PERSPECTIVAS PARANÁ Safra 2012/13 Após o aumento de área na safra 2011/12, a 1ª safra de milho, temporada 2012/13, apresentou redução de 13% de área. Esse cenário deve-se principalmente pelo avanço na área de soja no Estado, motivado pelos bons preços da oleaginosa e pela maior rentabilidade em relação ao milho e outras culturas de verão. As regiões que apresentaram maior redução foram o Norte e Oeste do Estado, totalizando uma diminuição de 33,4% na área plantada da 1ª safra de milho. Na Região Sul do Estado, responsável por cerca 50% da produção do cereal no verão, a estimativa de área foi reduzida em 13%. O cenário climático para o início de plantio da nova safra de milho não foi o mais apropriado em diversas regiões produtoras do estado. Contudo, com a regularização das chuvas a partir de meados de setembro, houve intensificação nos trabalhos de plantio da nova safra. Atualmente, 91% da área estimada de milho foram semeadas e, desse total, 8% encontram-se em germinação e 92% na fase de desenvolvimento. Aproveitando os bons preços do produto, 11% da safra 2012/13 de verão já foram comercializadas, isso representa um total de aproximadamente 746 mil toneladas de milho. Caso não haja algum fator climático que interfira o desempenho da cultura, a produção paranaense será de 6,95 milhões de toneladas, um acréscimo de 6% em relação à safra 2011/12, que foi afetada pela estiagem.

15 Tabela 14 Comparativo de Safras 2011/12 e 2012/13 (1) da 1ª safra de milho do Paraná. Núcleo Área Plantada (ha) Produção (t) Regional 2011/ /13 Var. (%) 2011/ /13 Var. (%) Apucarana , ,8 Campo Mourão , ,5 Cascavel , ,8 Cornélio Procópio , ,8 Curitiba , ,2 Francisco Beltrão , ,2 Guarapuava , ,8 Irati , ,4 Ivaiporã , ,1 Jacarezinho , ,6 Laranjeiras do Sul , ,8 Londrina , ,0 Maringá , ,2 Paranaguá , ,2 Paranavaí , ,3 Pato Branco , ,9 Ponta Grossa , ,0 Toledo , ,5 Umuarama , ,9 União da Vitória , ,8 Total , ,2 Norte , ,4 Noroeste , ,7 Oeste , ,7 Centro-Oeste , ,5 Sudoeste , ,6 Sul , ,7 Fonte: SEAB/DERAL (¹) Estimativa 22/10/2012

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