INDÚSTRIA BRASILEIRA DE BENS DE CAPITAL MECÂNICOS

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "INDÚSTRIA BRASILEIRA DE BENS DE CAPITAL MECÂNICOS"

Transcrição

1 INDÚSTRIA BRASILEIRA DE BENS DE CAPITAL MECÂNICOS INDICADORES CONJUNTURAIS DEZEMBRO/2015

2 Resumo de desempenho Dezembro 2015 Variáveis R$ milhões constantes Variação percentual sobre Mês No ano mês mês do ano ano Receita líquida total 5.317, ,12-17,0-30,9-14,4 Receita líquida interna 2.007, ,23-43,6-62,7-23,0 Consumo aparente 7.029, ,19-24,8-39,9-11,7 Variáveis Mês US$ milhões No ano mês Variação percentual mês do ano ano Exportação 855, ,15 14,1 8,0-16,2 Importação 1.138, ,40-14,7-40,2-23,3 Saldo -282, ,24-51,6-74,5-27,9 Variáveis No fim do mês Mil pessoas média no ano mês Variação percentual mês do ano ano Emprego 308, ,898-1,9-12,8-8,1 DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 2

3 Consumo aparente R$ bilhões constantes* Mês / Mês = -24,8% Mês / Mês do ano = -39,9% Acumulado ano / Acumulado ano = -11,7% Receita Líquida Interna (MM3) Consumo aparente mensal Importados (c/ CIF+II) MM3 No mês de dezembro/15 o consumo aparente nacional apresentou retração de 24,8%. No ano de 2015 a queda acumulada foi de 11,7%, apesar da desvalorização da moeda nacional, que no mesmo período inflou em 42% o valor dos bens importados. Desconsiderando o efeito cambial, ou seja, adotando para 2015 cambio igual ao de 2014, o resultado apurado para o consumo aparente passa a ser ainda mais preocupante, queda de 24,1% em Fonte: DCEE/ABIMAQ e SECEX. Elaboração: DCEE/ABIMAQ. * Deflator utilizado coluna 32 - FGV DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 3

4 Receita Líquida Total R$ bilhões constantes* Mês / Mês = -17,0% Mês / Mês do ano = -30,9% Acumulado ano / Acumulado ano = -14,4% 12,00 10,00 8,00 6,00 4,00 2,00 0,00 Exportação (MM3) Receita Líquida Total (mensal) Receita Líquida Interna (MM3) Receita Líquida Interna (mensal) Apesar do efeito cambial que também elevou o valor das exportações, o mercado interno retraído em -23%, resultou em receita líquida total do setor 14,4% menor em Sem a valorização do dólar a queda da Receita Líquida Total seria de 22,8% A queda de 14,4% das vendas de máquinas e equipamentos registrada em 2015 se soma às quedas de 11,6% em 2014/13 e 5% em 2013/12 e acumula para o setor uma retração da ordem de 30% nas vendas ao longo dos últimos 3 anos. Fonte: DCEE/ABIMAQ e SECEX. Elaboração: DCEE/ABIMAQ. * Deflator utilizado coluna 32 - FGV DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 4

5 Curva de comportamento Receita Líquida Média vs 2014 e 2015 R$ bilhões 11,0 10,0 9,0 8,0 Média ,21 7,69 As incertezas políticas combinadas com a política econômica recessiva, onde o custo do capital é incompatível com o retorno dos investimentos, tem inviabilizado qualquer decisão de investimento no país. 7,0 6,0 Os dados do mês de dezembro ratificam este cenário de contração dos investimentos e apontam para mais um ano de queda. 5,0 fev mar mai jun ago set nov dez 5,32 Fonte: DCEE/ABIMAQ. Nota: Deflator utilizado coluna 32 - FGV DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 5

6 Evolução dos preços A volatilidade do câmbio continua como fator recessivo adicional pois, aumenta os riscos de descasamento entre os preços dos insumos de produção e os preços de venda de máquinas e equipamentos, inibe o esforço exportador e as decisões de investimentos no pais. Fonte: ABIMAQ, IBGE e BCB. Elaboração: DCEE/ABIMAQ. * Índice de custo de produção de máquinas e equipamentos. **Outubro/15 DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 6

7 Taxa de câmbio real Variação % acumulada base /14 R$ deflacionado (base /14) Câmbio Real /14 = 2,38 Dez/15 = 3,35 R$/US$ Euro/US$ Cesta/US$ (exceto EUA) /14 fev/14 mar/14 /14 mai/14 jun/14 /14 ago/14 set/14 /14 nov/14 dez/14 /15 fev/15 mar/15 /15 mai/15 jun/15 /15 ago/15 set/15 /15 nov/15 dez/15 40,67 24,97 21,65 A depreciação do Real, nestes últimos meses, foi causada por instabilidades políticas e fatores externos e, portanto, não há garantia de que mantenha as vantagens competitivas observadas a partir de agosto de Mas, no momento é o único instrumento disponível ao setor produtivo na busca por market share no mercado interno, ao substituir bens importados, e no externo. Fonte: LCA. Elaboração: DCEE/ABIMAQ. Cesta: Zona do Euro, China, Argentina, Japão, Chile, Índia, Venezuela, Rússia e México. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 7

8 Exportação US$ bilhões FOB Mês / Mês = +14,1% Mês / Mês do ano = +8,0% Acumulado ano / Acumulado ano = -16,2% 1,2 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 MM3 Mensal As exportações em 2015 de US$ 8,030 bilhões em máquinas e equipamentos, refletem queda de 16,2% nas vendas externas em relação às vendas de Na ponta, observamos crescimento pelo segundo mês consecutivo, 29,1% em nov/15 e 14,1% em dez/15 e pode ser interpretado como um indício de inversão da curva. A paralisia nos financiamentos à exportação, combinada com a volatilidade cambial, são fatores que continuam dificultando o processo de exportações. Fonte: SECEX; Elaboração: DCEE/ABIMAQ. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 8

9 Exportação por setores ores com sua participação no total Ano Mês/Mês anter. Participação ABIMAQ -16,2 14,1 100% Componentes p/ a ind. de bens de capital Máquinas para logística e construção civil Infra-estrutura e indústria de base -62,2 Máquinas para petróleo e energia renovável Máquinas para agricultura Máquinas para a indústria de transformação Máquinas para bens de consumo -26,1-34,3-28,5-7,3-4,9-10,3 2,6 22,8 8,3 38,7 20,8 23,4 97,6 28,5% 23,2% 14,5% 9,5% 9,7% 7,8% 6,8% No mês de dezembro, excluindo o setor ficante de máquinas para infraestrutura e indústria de base, todos os setores registraram crescimento nas exportações. No ano, apesar do bom desempenho nos últimos meses, ainda a maioria registrou exportações abaixo do resultado de 2014, com exceção do setor de Infraestrutura e indústria de base que registrou em 2015 crescimento de 8,3% Fonte: SECEX; Elaboração: DCEE/ABIMAQ. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 9

10 Exportação por destinos US$ bilhões Participação % no total exportado América Latina Estados Unidos 50,6 48,1 40,9 44,6 45,2 43,2 44,4 40,1 41,6 23,0 19,0 20,4 17,7 18,3 20,9 20,0 21,7 18,7 Os principais destinos das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos (M&E) são, pela ordem, América Latina, Europa e Estados Unidos. Europa 18,4 18,9 18,2 14,7 15,1 15,2 16,0 17,3 15, Grupos -Dez Dez 2014 Var. % TOTAL GERAL ,2 1 América Latina ,8 Mercosul ,1 2 Estados Unidos ,5 3 Europa ,6 As exportações para a América Latina, incluindo o Mercosul, em 2015 ganharam participação relativa quando comparadas com o ano de 2014 mais em função da queda da Europa do que pelo seu crescimento. Para os EUA, a participação mantem uma trajetória crescente justificada principalmente pela retomada da atividade industrial. Fonte: SECEX; Elaboração: DCEE/ABIMAQ. Mercosul Estados Membros: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 10

11 Importação US$ bilhões FOB Mês / Mês = -14,7% Mês / Mês do ano = -40,2% Acumulado ano / Acumulado ano = -23,3% 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 MM3 Mensal As importações que chegaram a US$ 18,818 bilhões no ano de 2015, estão 23,3% inferiores a Esta queda é coerente com o ambiente recessivo na indústria brasileira de transformação. Infelizmente esta queda não foi compensada pelo aumento das vendas no mercado interno pelos ficantes nacionais e portanto confirma uma forte redução da taxa de investimento sobre o PIB pelo terceiro ano consecutivo, reduzindo a probabilidade de crescimento econômico após o ajuste fiscal Fonte: SECEX; Elaboração: DCEE/ABIMAQ. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 11

12 Importação por setores ores com sua participação* no total ano mês/mês anter. Participação ABIMAQ Componentes p/ a ind. de bens de capital Máquinas para a indústria de transformação Máquinas para bens de consumo Infra-estrutura e indústria de base -40,9-23,3-14,7-22,8-19,6-21,2-25,5-21,9-8,6 2,4 100% 28,8% 20,7% 16,4% 15,1% A queda no ano ocorreu simultaneamente em todos os setores de BK, o que confirma as observações es. O fato da importação de componentes evoluir abaixo de 2014, indica continuidade da redução de produção nacional, ao longo dos próximos meses. Máquinas para logística e construção civil Máquinas para agricultura Máquinas para petróleo e energia renovável -33,1-26,6-7,6-4,1-2,3 33,1 15,0% 2,7% 1,3% No mês de dezembro/15, observou-se aumento nas importações de Máquinas para a Indústria de Transformação e também de Máquinas para petróleo e Energia Renovável Fonte: SECEX; Elaboração: DCEE/ABIMAQ. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 12

13 Principais origens das importações Part. % no total importado (US$) EUA 21,8% 20,9% Ranking (peso) Alemanha Itália Japão China Coréia 16,8% 15,7% 14,4% 14,1% 9,1% 9,6% 6,3% 5,6% 3,9% 2,7% 2.º 1.º 3.º 4.º 6º 5º A série histórica, a partir de 2012, mostra o fim de um agressivo crescimento do volume de produtos chineses no mercado nacional e uma certa estabilidade no market share entre os principais fornecedores de máquinas e equipamentos no Brasil. Em 2015, pela primeira vez em 10 anos, a China perde participação relativa no mercado brasileiro. Espanha 2,1% 2,3% 7º Fonte: SECEX; Elaboração: DCEE/ABIMAQ. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 13

14 Balança comercial US$ bilhões FOB Mês / Mês = -51,6% Mês / Mês do ano = -74,5% Acumulado ano / Acumulado ano = -27,9% 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0-0,5-1 -1,5 Saldo (MM3) Exportação (MM3) Importação (MM3) A redução do déficit na balança comercial de máquinas e equipamentos, de um patamar da ordem de US$ 1,5 bilhão mensal para perto de US$ 1,0 bilhão resulta, como pode ser observado no gráfico, muito mais da redução das importações do que uma melhora nas exportações Fonte: SECEX; Elaboração: DCEE/ABIMAQ. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 14

15 NUCI Nível de Utilização da Capacidade Instalada % Carteira de Pedidos em meses para o atendimento NUCI Carteira de Pedidos Média Anual ,1 4,4 80,8 4,4 82,3 5,1 Carteira de pedidos -3,9% s/ dezembro ,8 74,5 75,1 4,0 3,5 3,2 75,4 2,9 68,5 2, Em dezembro/15 a indústria brasileira de máquinas e equipamentos mecânicos utilizou 65,8% de sua capacidade instalada. Comparado com o mês (novembro/15, 69,4%) a queda foi de 5,1%, e na comparação com o dezembro de 2014 (dezembro/14 69,3%) a queda chegou a 5,1%. A carteira de pedidos, cresceu 6,5% contra o mês imediatamente e caiu 3,9% comparada com dezembro/ Fonte e Elaboração: DCEE/ABIMAQ. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 15

16 Pessoal ocupado (em mil pessoas) Mês / Mês = -1,9% Emprego Mês / Mês do ano = -8,1% O comportamento do 385,92 380,29 353,94 308,72 emprego está acompanhando o desempenho da receita líquida. Desde meados de 2013 o número de pessoas ocupadas na indústria de bens de capital mecânico vem diminuindo, e teve maior intensidade em O setor encerrou o mês de dezembro de 2015 com 309 mil pessoas empregadas contra mais de 354 mil em dezembro de 2014, que significa o fechamento de aproximadamente 45 mil postos de trabalho nos últimos 12 meses. Fonte e Elaboração: DCEE/ABIMAQ. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 16

17 DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística

CENÁRIOS 2013: PERSPECTIVAS E O SETOR DE BKs 19/03/2013

CENÁRIOS 2013: PERSPECTIVAS E O SETOR DE BKs 19/03/2013 CENÁRIOS 2013: PERSPECTIVAS E O SETOR DE BKs 19/03/2013 CENÁRIO GLOBAL Crescimento global de 3,4 % em 2013 O mundo retoma a média histórica de crescimento (3,4% a.a) Zona do Euro sai da recessão Os EEUU

Leia mais

Tabela 1 Taxa de Crescimento do Produto Interno Bruto no Brasil e em Goiás: 2011 2013 (%)

Tabela 1 Taxa de Crescimento do Produto Interno Bruto no Brasil e em Goiás: 2011 2013 (%) 1 PANORAMA ATUAL DA ECONOMIA GOIANA A Tabela 1 mostra o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e de Goiás no período compreendido entre 211 e 213. Nota-se que, percentualmente, o PIB goiano cresce relativamente

Leia mais

CENÁRIO ECONÔMICO PLANO UNIFICADO 2º TRI/2015

CENÁRIO ECONÔMICO PLANO UNIFICADO 2º TRI/2015 CENÁRIO ECONÔMICO PLANO UNIFICADO 2º TRIMESTRE DE 2015 1 CENÁRIO ECONÔMICO O segundo trimestre do ano de 2015 demonstrou uma aceleração da deterioração dos fatores macroeconômicos no Brasil, com aumento

Leia mais

CRESCIMENTO DO PIB MUNDIAL (%)

CRESCIMENTO DO PIB MUNDIAL (%) 1 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 CRESCIMENTO DO PIB

Leia mais

Economia Brasileira: da estabilidade macroeconômica ao crescimento sustentado

Economia Brasileira: da estabilidade macroeconômica ao crescimento sustentado Economia Brasileira: da estabilidade macroeconômica ao crescimento sustentado Junho de 2010 Wilson R. Levorato Diretor Geral Brasil e a crise internacional: porque nos saímos tão bem? Onde estamos? Cenário

Leia mais

Economia Brasileira: Câmbio, Balança de Pagamentos e a Política Fiscal. Affonso Celso Pastore

Economia Brasileira: Câmbio, Balança de Pagamentos e a Política Fiscal. Affonso Celso Pastore Economia Brasileira: Câmbio, Balança de Pagamentos e a Política Fiscal Affonso Celso Pastore 1 índice (basket / US$) Entramos em um ciclo de valorização do dólar. A experiência dos dois ciclos anteriores

Leia mais

INDX apresenta estabilidade em abril

INDX apresenta estabilidade em abril 1-2- 3-4- 5-6- 7-8- 9-10- 11-12- 13-14- 15-16- 17-18- 19-20- 21-22- 23-24- 25-26- 27-28- 29-30- INDX INDX ANÁLISE MENSAL INDX apresenta estabilidade em abril Dados de Abril/11 Número 52 São Paulo O Índice

Leia mais

16 a 31 de dezembro de 2014

16 a 31 de dezembro de 2014 16 a 31 de dezembro de 2014 As principais informações da economia mundial, brasileira e baiana INTRODUÇÃO Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia Diretoria de Indicadores e Estatísticas

Leia mais

Indicador Trimestral de PIB do Espírito Santo

Indicador Trimestral de PIB do Espírito Santo SUMÁRIO EXECUTIVO O Produto Interno Bruto (PIB) do estado do Espírito Santo é calculado anualmente pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) em parceria com o Instituto eiro de Geografia e Estatística

Leia mais

ABIH-RJ FECOMÉRCIO- RJ

ABIH-RJ FECOMÉRCIO- RJ 2014 ABIH-RJ FECOMÉRCIO- RJ ANUÁRIO ESTATÍSTICO DA TAXA DE OCUPAÇÃO HOTELEIRA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO Pesquisa mensal da ABIH-RJ que visa acompanhar a taxa de ocupação nas unidades de hospedagem da

Leia mais

2.2 Ambiente Macroeconômico

2.2 Ambiente Macroeconômico Por que Ambiente Macroeconômico? Fundamentos macroeconômicos sólidos reduzem incertezas sobre o futuro e geram confiança para o investidor. A estabilidade de preços é uma condição importante para processos

Leia mais

1 a 15 de janeiro de 2015

1 a 15 de janeiro de 2015 1 a 15 de janeiro de 2015 As principais informações da economia mundial, brasileira e baiana INTRODUÇÃO Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia Diretoria de Indicadores e Estatísticas

Leia mais

Bem-estar, desigualdade e pobreza

Bem-estar, desigualdade e pobreza 97 Rafael Guerreiro Osório Desigualdade e Pobreza Bem-estar, desigualdade e pobreza em 12 países da América Latina Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, México, Paraguai, Peru,

Leia mais

CARTA MENSAL: Janeiro/2012

CARTA MENSAL: Janeiro/2012 Prezados Investidores, No mês de Janeiro os Fundos BC FIA e BC FIM tiveram retorno de +9,71% e +4,02% (451,13% do CDI), versus desempenho do Ibovespa de +11,13%. Em 12 meses as variações acumuladas são

Leia mais

Investimentos em Infraestrutura e Crescimento Econômico Brasileiro

Investimentos em Infraestrutura e Crescimento Econômico Brasileiro Investimentos em Infraestrutura e Crescimento Econômico Brasileiro Márcio Holland Secretário de Política Econômica Comissão de Infraestrutura do Senado Federal Brasília, 19 de maio de 2014 2 Por que investimentos

Leia mais

SONDAGEM INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO

SONDAGEM INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO Indicadores CNI ISSN 2317-7322 Ano 7 Número 3 março de SONDAGEM INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO Condições financeiras pioram no primeiro trimestre A indústria da construção tem sido fortemente impactada pela atual

Leia mais

TAXA DE OCUPAÇÃO HOTELEIRA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

TAXA DE OCUPAÇÃO HOTELEIRA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO TAXA DE OCUPAÇÃO HOTELEIRA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO Levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis Rio de Janeiro, em parceria com a Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro Junho

Leia mais

INDX registra alta de 3,1% em Março

INDX registra alta de 3,1% em Março 14-jan-11 4-fev-11 25-fev-11 18-mar-11 8-abr-11 29-abr-11 2-mai-11 1-jun-11 1-jul-11 22-jul-11 12-ago-11 2-set-11 23-set-11 14-out-11 4-nov-11 25-nov-11 16-dez-11 6-jan-12 27-jan-12 17-fev-12 9-mar-12

Leia mais

Título: PREÇO INTERNACIONAL E PRODUÇÃO DE SOJA NO BRASIL DE 1995 A

Título: PREÇO INTERNACIONAL E PRODUÇÃO DE SOJA NO BRASIL DE 1995 A Título: PREÇO INTERNACIONAL E PRODUÇÃO DE SOJA NO BRASIL DE 1995 A 2003. Magali Simoni Azevedo 1 Resumo O estudo sobre o preço internacional e a produção de soja no Brasil de 1995 a 2003 teve como objetivo

Leia mais

A Economia Global e as Perspectivas para o Agronegócio Brasileiro

A Economia Global e as Perspectivas para o Agronegócio Brasileiro A Economia Global e as Perspectivas para o Agronegócio Brasileiro Henrique de Campos Meirelles Julho de 20 1 pico = 100 Valor de Mercado das Bolsas Mundiais pico 100 Atual 80 Japão 60 40 crise 1929 20

Leia mais

SETOR DE TELECOMUNICAÇÕES

SETOR DE TELECOMUNICAÇÕES SETOR DE TELECOMUNICAÇÕES AUDIÊNCIA PÚBLICA - SENADO FEDERAL EDUARDO LEVY Brasília, 20 de maio de 2014 números do setor de telecomunicações R$ 29,3 bilhões de investimentos em 2013 segundo ano consecutivo

Leia mais

Sede Nacional Sede N a N ci c o i nal l - SP

Sede Nacional Sede N a N ci c o i nal l - SP Sede Nacional Sede Nacional - SP Fundação: 1937 - origem em um sindicato de máquinas têxteis; Possui 1.500 empresas associadas e representa 4,5 mil empresas; O setor representado pela ABIMAQ gera mais

Leia mais

A COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO E DE BENS DE CAPITAL

A COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO E DE BENS DE CAPITAL A COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO E DE BENS DE CAPITAL Uma análise do período 2000 2011 Abril de 2012 A competitividade da ind. de transformação e de BK A evolução do período 2000 2011, do:

Leia mais

SONDAGEM ESPECIAL. Exportações ganham importância para indústria brasileira. Comércio Exterior. Opinião CNI

SONDAGEM ESPECIAL. Exportações ganham importância para indústria brasileira. Comércio Exterior. Opinião CNI Indicadores CNI SONDAGEM ESPECIAL 64 Comércio Exterior Exportações ganham importância para indústria brasileira A queda na demanda doméstica e a desvalorização da moeda estão estimulando o aumento das

Leia mais

ANUÁRIO ESTATÍSTICO DA TAXA DE OCUPAÇÃO HOTELEIRA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

ANUÁRIO ESTATÍSTICO DA TAXA DE OCUPAÇÃO HOTELEIRA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO 2012 ABIH-RJ FECOMÉRCIO-RJ ANUÁRIO ESTATÍSTICO DA TAXA DE OCUPAÇÃO HOTELEIRA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO Pesquisa mensal da ABIH-RJ que visa acompanhar a taxa de ocupação nas unidades de hospedagem da

Leia mais

Impactos do atual modelo de desenvolvimento econômico sobre as empresas

Impactos do atual modelo de desenvolvimento econômico sobre as empresas Impactos do atual modelo de desenvolvimento econômico sobre as empresas Ilan Goldfajn Economista-chefe e Sócio Itaú Unibanco Dezembro, 2015 1 Roteiro sofre de diversos desequilíbrios e problemas de competitividade.

Leia mais

Boletim Informativo de Crédito Imobiliário e Poupança

Boletim Informativo de Crédito Imobiliário e Poupança Boletim Informativo de Crédito Imobiliário e Poupança D A T A A B E C I P A B R I L, 2 0 1 6 D E S T A Q U E S D O M Ê S São Paulo, 27 de maio de 2016 Crédito imobiliário alcança R$ 3,5 bilhões em abril

Leia mais

BRASIL: o fim de um modelo ou um ajuste cíclico? MAIO 2013

BRASIL: o fim de um modelo ou um ajuste cíclico? MAIO 2013 BRASIL: o fim de um modelo ou um ajuste cíclico? MAIO 2013 Novo padrão de consumo Mar 00 Sep 00 Mar 01 Sep 01 Mar 02 Sep 02 Mar 03 Sep 03 Mar 04 Sep 04 Mar 05 Sep 05 Mar 06 Sep 06 Mar 07 Sep 07 Mar 08

Leia mais

IMPA P C A T C O T O D O CUST S O T O BRA

IMPA P C A T C O T O D O CUST S O T O BRA IMPACTO DO CUSTO BRASIL E DO CÂMBIO NA INDÚSTRIA BRASILEIRA (2004/2010) Janeiro/2011 IMPACTO DO CUSTO BRASIL E DO CÂMBIO E NA INDÚSTRIA BRASILEIRA (2004/2010) O CUSTO BRASIL E O CÂMBIO Custo Brasil Indústria

Leia mais

A política comercial no período 2005-2010:

A política comercial no período 2005-2010: A política comercial no período 2005-2010: contribuições para o desempenho exportador? Julho de 2010 Estrutura 1. Quando foi o boom exportador? 2. Política comercial pós-boom: - política de proteção (tarifas

Leia mais

ESTRUTURA ESCRITORIO SEDE CURITIBA, PR. Matriz

ESTRUTURA ESCRITORIO SEDE CURITIBA, PR. Matriz 1 ESTRUTURA ESCRITORIO SEDE CURITIBA, PR. Matriz 2 ESTRUTURA ESCRITÓRIOS OPERACIONAIS Porto Trombetas Belém Porto Franco Altamira São Luís Parauapebas Floriano Posto da Mata Cofins e Sabará Guarapuava

Leia mais

2012: EXPECTATIVAS PARA UM

2012: EXPECTATIVAS PARA UM - Departamento de Competitividade e Tecnologia 2012: EXPECTATIVAS PARA UM ANO DE CRISE ECONÔMICA MUNDIAL José Ricardo Roriz Coelho Abril de 2012 1. A crise econômica dos países desenvolvidos e consequências

Leia mais

AGENDA DESEMPENHO FINANCEIRO NOSSO NEGÓCIO VANTAGENS COMPETITIVAS OPORTUNIDADES

AGENDA DESEMPENHO FINANCEIRO NOSSO NEGÓCIO VANTAGENS COMPETITIVAS OPORTUNIDADES Dezembro de 2015 1 DISCLAIMER Esta apresentação pode incluir declarações que representem expectativas sobre eventos ou resultados futuros de acordo com a regulamentação de valores mobiliários brasileira

Leia mais

Estudos. População e Demografia

Estudos. População e Demografia População e Demografia Prof. Dr. Rudinei Toneto Jr. Guilherme Byrro Lopes Rafael Lima O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde 1991, divulga anualmente uma base com a população dos

Leia mais

www.ccee.org.br Nº 009 Setembro/2014 0800 10 00 08

www.ccee.org.br Nº 009 Setembro/2014 0800 10 00 08 www.cceorg.br Nº 009 Setembro/2014 0800 10 00 08 Introdução O Boletim de Operação das Usinas é uma publicação mensal que apresenta os principais resultados consolidados de capacidade, garantia física e

Leia mais

O que aconteceu com o preço dos investimentos no Brasil

O que aconteceu com o preço dos investimentos no Brasil 14 mar 07 Nº 25 O que aconteceu com o preço dos investimentos no Brasil Por Fernando Pimentel Puga e Marcelo Machado Nascimento Assessores da presidência Brasil cresceu pouco, com baixo investimento A

Leia mais

ATA DE REUNIÃO DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS - COMIN COMIN - Nº 04/2014

ATA DE REUNIÃO DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS - COMIN COMIN - Nº 04/2014 ATA DE REUNIÃO DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS - COMIN COMIN - Nº 04/2014 Data: 27/02/2014 Participantes Efetivos: Edna Raquel Rodrigues Santos Hogemann Presidente, Valcinea Correia da Silva Assessora Especial,

Leia mais

Políticas Públicas. Lélio de Lima Prado

Políticas Públicas. Lélio de Lima Prado Políticas Públicas Lélio de Lima Prado Política Cambial dez/03 abr/04 ago/04 dez/04 abr/05 ago/05 Evolução das Reservas internacionais (Em US$ bilhões) dez/05 abr/06 ago/06 dez/06 abr/07 ago/07 dez/07

Leia mais

Hóspedes, dormidas e proveitos mantêm crescimento significativo

Hóspedes, dormidas e proveitos mantêm crescimento significativo Atividade Turística Julho de 20 15 de setembro de 20 Hóspedes, dormidas e proveitos mantêm crescimento significativo A hotelaria registou 5,8 milhões de dormidas em julho de 20, valor correspondente a

Leia mais

Carta Mensal Novembro 2015

Carta Mensal Novembro 2015 Canvas Classic FIC FIM (nova razão social do Peninsula Hedge FIC FIM) Ao longo de novembro, a divergência na direção da política monetária conduzida pelos dois mais relevantes bancos centrais do mundo

Leia mais

Administração de recursos de terceiros no Brasil e no mundo: evolução e perspectivas

Administração de recursos de terceiros no Brasil e no mundo: evolução e perspectivas Robert John van Dijk Diretor Superintendente Administração de recursos de terceiros no Brasil e no mundo: evolução e perspectivas Agosto de 2008 Agenda - Administração de recursos de terceiros: no Brasil

Leia mais

São Paulo, 17 de Agosto de 2012

São Paulo, 17 de Agosto de 2012 São Paulo, 17 de Agosto de 2012 Discurso do Presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini, no 22º Congresso da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores - Fenabrave Senhoras

Leia mais

RELATÓRIO DE INVESTIMENTOS

RELATÓRIO DE INVESTIMENTOS RELATÓRIO DE INVESTIMENTOS 1 Trimestre RESULTADOS OBTIDOS Saldos Financeiros Saldos Segregados por Planos (em R$ mil) PGA PB TOTAL CC FI DI/RF FI IRFM1 FI IMAB5 SUBTOTAL CC FI DI/RF FI IRFM1 FI IMAB5 SUBTOTAL

Leia mais

Relatório Mercatto OABPREV RJ Fundo Multimercado

Relatório Mercatto OABPREV RJ Fundo Multimercado Relatório Mercatto OABPREV RJ Fundo Multimercado Abril/11 Sumário 1. Características do Fundo Política de Gestão Objetivo do Fundo Público Alvo Informações Diversas Patrimônio Líquido 2. Medidas Quantitativas

Leia mais

SONDAGEM INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO

SONDAGEM INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO Indicadores CNI ISSN 2317-7322 Ano 6 Número 12 dezembro de SONDAGEM INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO Indústria da construção termina ano com queda intensa A indústria da construção encerrou com queda intensa e

Leia mais

Tabela 1 - Preço médio da Soja em MS - Período: 02/06 á 06/06 junho de 2014 - Em R$ por saca de 60Kg. Praça 02/jun 03/jun 04/jun 05/jun 06/jun Var.

Tabela 1 - Preço médio da Soja em MS - Período: 02/06 á 06/06 junho de 2014 - Em R$ por saca de 60Kg. Praça 02/jun 03/jun 04/jun 05/jun 06/jun Var. SOJA» MERCADO INTERNO O preço da saca de 6 Kg de soja em grãos experimentou recuo na primeira semana de junho. A cotação média no dia 6/Jun foi de R$ 62,6, valor este 3,12% inferior ao verificado em 2/Jun.

Leia mais

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos TÊXTIL E CONFECÇÕES MAIO DE 2016

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos TÊXTIL E CONFECÇÕES MAIO DE 2016 DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos TÊXTIL E CONFECÇÕES MAIO DE 2016 1 PRODUTOS 2 A CADEIA TÊXTIL É DIVIDIDA EM 3 SEGMENTOS: FIBRAS E FILAMENTOS TÊXTIL CONFECÇÕES 3 FATURAMENTO DA CADEIA

Leia mais

Operações Crédito do SFN

Operações Crédito do SFN BC: Operações de Crédito do Sistema Financeiro Nacional sobem 0,1% em maio de 2016, acumulando alta de 2,0% em 12 meses O crédito total do SFN incluindo as operações com recursos livres e direcionados

Leia mais

PANORAMA DO SETOR. Evolução do setor 2. Crescimento do setor x crescimento da economia 3. Comparativo de índices de preços 4. Comércio Exterior 5

PANORAMA DO SETOR. Evolução do setor 2. Crescimento do setor x crescimento da economia 3. Comparativo de índices de preços 4. Comércio Exterior 5 PANORAMA DO SETOR Evolução do setor 2 Crescimento do setor x crescimento da economia 3 Comparativo de índices de preços 4 Comércio Exterior 5 Perfil Empresarial 8 Mercado Brasileiro 11 Canais de distribuição

Leia mais

PANORAMA DO SETOR EVOLUÇÃO

PANORAMA DO SETOR EVOLUÇÃO EVOLUÇÃO A Indústria Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos apresentou um crescimento médio deflacionado composto de 10% nos últimos 16 anos, tendo passado de um faturamento "ExFactory",

Leia mais

Investimento estrangeiro direto na África. Roberto Iglesias Katarina P. da Costa. Novembro 2011

Investimento estrangeiro direto na África. Roberto Iglesias Katarina P. da Costa. Novembro 2011 Investimento estrangeiro direto na África Roberto Iglesias Katarina P. da Costa Novembro 2011 Investimento t estrangeiro direto na África Contexto Global Investimento Chinês na África Investimento Brasileiro

Leia mais

Setor Externo: Triste Ajuste

Setor Externo: Triste Ajuste 8 análise de conjuntura Setor Externo: Triste Ajuste Vera Martins da Silva (*) A recessão da economia brasileira se manifesta de forma contundente nos resultados de suas relações com o resto do mundo.

Leia mais

Cenários para Precificação do Petróleo e do Gás Natural. Adriano Pires

Cenários para Precificação do Petróleo e do Gás Natural. Adriano Pires Cenários para Precificação do Petróleo e do Gás Natural Adriano Pires 17/03/2009 1 O Ano de 2009 Uma queda no crescimento da demanda global de energia conduzirá a preços menores de petróleo e de gás em

Leia mais

Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB

Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB Impactos da redução dos investimentos do setor de óleo e gás no PIB 21 Outubro 2015 1. Apresentação Diversos fatores têm impactado o crescimento econômico do Brasil desde 2014. A mudança nos preços das

Leia mais

Economia Brasileira: performance e perspectivas

Economia Brasileira: performance e perspectivas 1 Economia Brasileira: performance e perspectivas DEPECON / FIESP Janeiro de 2005. Ano PIB Total PIB Industrial 1990-4,35-8,18 1991 1,03 0,26 1992-0,54-4,22 2004: 1993 4,92 7,01 1994 5,85 6,73 1995 4,22

Leia mais

Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos

Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos DEFESA COMERCIAL ABIMAQ - Defesa Comercial Objetivo Fundamental: Neutralizar práticas desleais ao comércio, realizadas por empresas ou governos

Leia mais

Comércio Exterior BOLETIM. Ribeirão Preto/SP Prof. Dr. Luciano Nakabashi Marcos Hitoshi Endo e Marina Cassiano Ribeiro

Comércio Exterior BOLETIM. Ribeirão Preto/SP Prof. Dr. Luciano Nakabashi Marcos Hitoshi Endo e Marina Cassiano Ribeiro Em fevereiro de 215, o Brasil apresentou um déficit na balança comercial de, aproximadamente, US$ 2,8 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses, o montante é um déficit de US$ 3,8 bilhões (Figura 1),

Leia mais

Dois Cenários Antagônicos para 2015

Dois Cenários Antagônicos para 2015 Dois Cenários Antagônicos para 2015 Celso L. Martone Setembro de 2014 A Herança Lula/Dilma I Taxa de inflação efetiva de 7,5%, contida a 6,5% pelo congelamento de preços administrados (energia, combustíveis,

Leia mais

Soja Análise da Conjuntura Agropecuária MUNDO SAFRA 2014/15

Soja Análise da Conjuntura Agropecuária MUNDO SAFRA 2014/15 Soja Análise da Conjuntura Agropecuária Novembro de 2014 MUNDO SAFRA 2014/15 Devido ao aumento das cotações nas últimas safras, principalmente na comparação com o milho, o cultivo da soja vem aumentando

Leia mais

Situação da economia e perspectivas. Gerência-Executiva de Política Econômica (PEC)

Situação da economia e perspectivas. Gerência-Executiva de Política Econômica (PEC) Situação da economia e perspectivas Gerência-Executiva de Política Econômica (PEC) Recessão se aprofunda e situação fiscal é cada vez mais grave Quadro geral PIB brasileiro deve cair 2,9% em 2015 e aumentam

Leia mais

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 26 de janeiro de 2010.

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 26 de janeiro de 2010. Análise CEPLAN Recife, 26 de janeiro de 2010. Temas que serão discutidos na Análise Ceplan A conjuntura econômica título em mestre 2010 e perspectivas para 2011 (Brasil, Nordeste, Estados); Informe especial

Leia mais

Política Social no Brasil e seus Efeitos sobre a Pobreza e a Desigualdade

Política Social no Brasil e seus Efeitos sobre a Pobreza e a Desigualdade CIDOB AECID EL BRASIL DESPUES DE LULA. Éxitos y desafíos en la reducción de la pobreza y el liderazgo regional Política Social no Brasil e seus Efeitos sobre a Pobreza e a Desigualdade Lena LAVINAS Instituto

Leia mais

I - Resultado mensal: 60,82%, acum. ano: 66,55% acum. 12 meses: 68,50%

I - Resultado mensal: 60,82%, acum. ano: 66,55% acum. 12 meses: 68,50% dez/12 fev/13 abr/13 jun/13 ago/13 out/13 dez/12 fev/13 abr/13 jun/13 ago/13 out/13-870 -953-919 -937-1.015-601 -623-714 -780-780 -860-266 Novembro de edição n. 28 I - Resultado mensal: 60,82%, acum. ano:

Leia mais

COMÉRCIO EXTERIOR GLOBAL BRASIL: janeiro-dezembro 2015

COMÉRCIO EXTERIOR GLOBAL BRASIL: janeiro-dezembro 2015 Secretaria-Geral ALADI/SEC/di 2668 12 de janeiro de 2016 COMÉRCIO EXTERIOR GLOBAL BRASIL: janeiro-dezembro 2015 Os fluxos globais do comércio exterior brasileiro contraíram-se significativamente em 2015

Leia mais

Mudanças no setor de lácteos e os desafios para as cooperativas

Mudanças no setor de lácteos e os desafios para as cooperativas Mudanças no setor de lácteos e os desafios para as cooperativas Jacques Gontijo Presidente Itambé Curitiba, 08 de julho de 2008 Roteiro Grandes mudanças no setor leiteiro - 2006 a 2008 Cenário Mundial

Leia mais

Mudança do cenário internacional e reflexos para o setor externo brasileiro

Mudança do cenário internacional e reflexos para o setor externo brasileiro Mudança do cenário internacional e reflexos para o setor externo brasileiro Irailton Silva Santana Júnior 1 Vinícius de Araújo Mendes 1 Introdução O presente relatório concentra a análise da economia brasileira

Leia mais

F.17 Cobertura de redes de abastecimento de água

F.17 Cobertura de redes de abastecimento de água Comentários sobre os Indicadores de Cobertura até 6 F.17 Cobertura de redes de abastecimento de água Limitações: Requer informações adicionais sobre a quantidade per capita, a qualidade da água de abastecimento

Leia mais

PANORAMA DO SETOR EVOLUÇÃO

PANORAMA DO SETOR EVOLUÇÃO EVOLUÇÃO A Indústria Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos apresentou um crescimento médio deflacionado composto de 10% nos últimos 16 anos, tendo passado de um faturamento "ExFactory",

Leia mais

PRODUTIVIDADE DO TRABALHO Fevereiro de 2014

PRODUTIVIDADE DO TRABALHO Fevereiro de 2014 PRODUTIVIDADE DO TRABALHO Fevereiro de 2014 SUMÁRIO EXECUTIVO A produtividade do trabalho da indústria catarinense variou 2% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano anterior. No primeiro bimestre de

Leia mais

Perspectivas para a Inflação

Perspectivas para a Inflação Perspectivas para a Inflação Carlos Hamilton Araújo Setembro de 213 Índice I. Introdução II. Ambiente Internacional III. Condições Financeiras IV. Atividade V. Evolução da Inflação 2 I. Introdução 3 Missão

Leia mais

RELATÓRIO DE INVESTIMENTOS. Outubro de 2015

RELATÓRIO DE INVESTIMENTOS. Outubro de 2015 RELATÓRIO DE INVESTIMENTOS Outubro de 2015 1 RESULTADOS DOS INVESTIMENTOS 1.1. Saldos Financeiros Saldos Segregados por Planos (em R$ mil) DATA CC FI DI/RF PGA FI IRFM1 FI IMAB5 SUBTOTAL CC FI DI/RF FI

Leia mais

Economic Outlook October 2012

Economic Outlook October 2012 Economic Outlook October 2012 Agenda Economia global Consolidação de crescimento global fraco. Bancos centrais estão atuando para reduzir riscos de crise. Brasil Crescimento de longo prazo entre 3.5% e

Leia mais

Divulgação de Resultados 1T16. 06 de Maio de 2016

Divulgação de Resultados 1T16. 06 de Maio de 2016 Divulgação de Resultados 06 de Maio de 2016 Aviso Importante Algumas das afirmações aqui contidas se baseiam nas hipóteses e perspectivas atuais da administração da Companhia que poderiam ocasionar variações

Leia mais

Sinval Zaidan Gama Superintendente de Operações no Exterior

Sinval Zaidan Gama Superintendente de Operações no Exterior Eletrobrás Centrais Elétricas Brasileiras S.A. Integração Energética na América Latina Sinval Zaidan Gama Superintendente de Operações no Exterior Fevereiro de 2010 O Sistema Eletrobrás O Sistema Eletrobrás

Leia mais

Antonio Delfim Netto

Antonio Delfim Netto 7º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais Desafios para a Economia Brasileira Antonio Delfim Netto 28 de agosto de 2015 Campos do Jordão, SP 1 1948 1951 1954 1957 1960 1963 1966 1969

Leia mais

DESEMPENHO DO TURISMO EM ALAGOAS, PARA ABRIL DE 2015

DESEMPENHO DO TURISMO EM ALAGOAS, PARA ABRIL DE 2015 DESEMPENHO DO TURISMO EM ALAGOAS, PARA ABRIL DE 2015 Superintendência de Produção da Informação e do Conhecimento (SINC) Diretoria de Estatística e Indicadores Conforme último relatório Focus do Banco

Leia mais

ROTEIRO DE EXPOSIÇÃO Índices inflacionários, evolução salarial da categoria e despesa de pessoal no Estado de São Paulo

ROTEIRO DE EXPOSIÇÃO Índices inflacionários, evolução salarial da categoria e despesa de pessoal no Estado de São Paulo ROTEIRO DE EXPOSIÇÃO Índices inflacionários, evolução salarial da categoria e despesa de pessoal no Estado de São Paulo SINDSAÚDE-SP 17/10/2008 COMPORTAMENTO DOS PREÇOS No período 2001-2008, presenciamos

Leia mais

Diretoria de Política Econômica Gerência-Executiva de Relacionamento com Investidores. Contas Externas. Janeiro de 2012

Diretoria de Política Econômica Gerência-Executiva de Relacionamento com Investidores. Contas Externas. Janeiro de 2012 Diretoria de Política Econômica Gerência-Executiva de Relacionamento com Investidores Contas Externas Janeiro de 212 S é r i e Perguntas mais Freqüentes Contas Externas Este texto integra a série Perguntas

Leia mais

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2013

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2013 Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2013 As exportações em março apresentaram aumento de +27,85% em relação a fevereiro. O valor exportado superou novamente a marca de US$ 1 bilhão, atingindo

Leia mais

Aquisição de 8.671 hectares de terras com florestas plantadas. Conselho de Administração aprova investimento adicional de

Aquisição de 8.671 hectares de terras com florestas plantadas. Conselho de Administração aprova investimento adicional de APRESENTAÇÃO CORPORATIVA Agosto de 2010 11 Destaques Aquisição de 8.671 hectares de terras com florestas plantadas Xno Estado de São Paulo Conselho de Administração aprova investimento adicional de XR$

Leia mais

- Corr. de comércio: US$ 38,9 bi, 2º maior valor para meses de abril, (1º abr-13: US$ 42,3 bi);

- Corr. de comércio: US$ 38,9 bi, 2º maior valor para meses de abril, (1º abr-13: US$ 42,3 bi); Abril / 2014 Resultados de Abril de 2014 - Exportação: US$ 19,7 bi em valor e média de US$ 986,2 milhões, 5,2% acima da média de abr-13 (US$ 937,8 milhões); 2ª maior média de exportação para abril (1º

Leia mais

PANORAMA DO CINEMA BRASILEIRO (2000-2009) Por Roberto Moreira, Débora Ivanov e Fabrício Gallinucci São Paulo, Dezembro de 2010

PANORAMA DO CINEMA BRASILEIRO (2000-2009) Por Roberto Moreira, Débora Ivanov e Fabrício Gallinucci São Paulo, Dezembro de 2010 PANORAMA DO CINEMA BRASILEIRO (2000-2009) Por Roberto Moreira, Débora Ivanov e Fabrício Gallinucci São Paulo, Dezembro de 2010 A pesquisa foi realizada a partir de banco de dados da Ancine Agência Nacional

Leia mais

André Urani (aurani@iets.inf.br)

André Urani (aurani@iets.inf.br) Um diagnóstico socioeconômico do Estado de a partir de uma leitura dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE (1992-4) André Urani (aurani@iets.inf.br) Maceió, dezembro de 5 Introdução

Leia mais

Políticas macroeconômicas para um crescimento robusto e sustentável

Políticas macroeconômicas para um crescimento robusto e sustentável Políticas macroeconômicas para um crescimento robusto e sustentável São Paulo, FGV-SP, 10º Fórum de Economia, 30/09/2013 Luiz Fernando de Paula Professor Titular da FCE/UERJ e ex- Presidente da AKB Email:

Leia mais

Relatório da Pesquisa Conjuntural

Relatório da Pesquisa Conjuntural -12,3% -13, -13,5% -13,1% -12,7% -12,4% -12,7% -7,9% -9,3% -6,9% -2,7% -0,2% I Resultado Nacional Os dados divulgados no Relatório da Pesquisa Conjuntural, elaborados com base nas informações das empresas

Leia mais

RADAR ABIT CENÁRIO TÊXTIL E VESTUÁRIO

RADAR ABIT CENÁRIO TÊXTIL E VESTUÁRIO RADAR ABIT CENÁRIO TÊXTIL E VESTUÁRIO Janeiro 2014 TÊXTIL E VESTUÁRIO CENÁRIO TÊXTIL E VESTUÁRIO Para 2014, estima-se que a cadeia produtiva têxtil e de vestuário em termos de volume evolua sobre 2013

Leia mais

Seminário Energia Soluções para o Futuro Geração Hidrelétrica. Flávio Antônio Neiva Presidente da ABRAGE

Seminário Energia Soluções para o Futuro Geração Hidrelétrica. Flávio Antônio Neiva Presidente da ABRAGE Seminário Energia Soluções para o Futuro Geração Hidrelétrica Flávio Antônio Neiva Presidente da ABRAGE Belo Horizonte, 24 de abril de 2014 Associadas da ABRAGE Usinas das associadas da ABRAGE Hidrelétricas

Leia mais

Publicação do Sistema Abramge-Sinamge-Sinog - Edição I - N o 01 - Setembro/2014

Publicação do Sistema Abramge-Sinamge-Sinog - Edição I - N o 01 - Setembro/2014 Publicação do Sistema Abramge-Sinamge-Sinog - Edição I - N o 01 - Setembro/2014 A saúde suplementar no Brasil cresceu consistentemente nos últimos anos e o país ocupa lugar de destaque no cenário mundial.

Leia mais

Mercados emergentes precisam fazer mais para continuar a ser os motores do crescimento global

Mercados emergentes precisam fazer mais para continuar a ser os motores do crescimento global Mercados emergentes precisam fazer mais para continuar a ser os motores do crescimento global de janeiro de 1 Por Min Zhu Em nossa Reunião Anual de outubro de 13, travamos um longo debate sobre as perspectivas

Leia mais

Custo de Oportunidade do Capital

Custo de Oportunidade do Capital Custo de Oportunidade do Capital É o custo de oportunidade de uso do fator de produção capital ajustado ao risco do empreendimento. Pode ser definido também como a taxa esperada de rentabilidade oferecida

Leia mais

1. QUESTÃO: Considere o modelo IS-LM convencional discutido em sala de aula.

1. QUESTÃO: Considere o modelo IS-LM convencional discutido em sala de aula. ECONOIA ONETÁRIA LTA DE EXERCÍCIOS 2 SOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS. QUESTÃO: Considere o modelo - convencional discutido em sala de aula. Curva : Y = [α + I + G βt] γ i β β Curva : = κy ηi a) Edogenos: Y e i;

Leia mais

Parte III: Abordagem Histórica da Economia Brasileira

Parte III: Abordagem Histórica da Economia Brasileira Parte III: Abordagem Histórica da Economia Brasileira Capítulo 12: O Brasil ao Longo do Século XX: alguns fatos estilizados Parte III Capítulo 12 Gremaud, Vasconcellos e Toneto Jr. 2 Brasil ao longo do

Leia mais

Notícias Economia Internacional. e Indicadores Brasileiros. Nº 1/2 Julho de 2012

Notícias Economia Internacional. e Indicadores Brasileiros. Nº 1/2 Julho de 2012 Notícias Economia Internacional e Indicadores Brasileiros Nº 1/2 Julho de 2012 Sindmóveis - Projeto Orchestra Brasil www.sindmoveis.com.br www.orchestrabrasil.com.br Realização: inteligenciacomercial@sindmoveis.com.br

Leia mais

Encontro de Bancos Centrais de países de língua portuguesa

Encontro de Bancos Centrais de países de língua portuguesa Encontro de Bancos Centrais de países de língua portuguesa Antônio Gustavo Matos do Vale Diretor de Liquidações e Desestatização 4 de outubro de 2010 1 Evolução recente da economia brasileira O momento

Leia mais

Panorama do setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos

Panorama do setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos Panorama do setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos Página 1 Evolução A Indústria Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos apresentou um crescimento médio deflacionado composto

Leia mais

2ª Conferência de Investimentos Alternativos: FIDC, FII E FIP

2ª Conferência de Investimentos Alternativos: FIDC, FII E FIP 2ª Conferência de Investimentos Alternativos: FIDC, FII E FIP São Paulo, 21 de Agosto de 2013 Hotel Caesar Park Patrocínio SPX Capital Agosto 2013 Perspectivas Macroeconômicas Inflação acumulada em 12

Leia mais

Cenário Econômico de Curto Prazo O 2º Governo Lula

Cenário Econômico de Curto Prazo O 2º Governo Lula Cenário Econômico de Curto Prazo O 2º Governo Lula Esta apresentação foi preparada pelo Grupo Santander Banespa (GSB) e o seu conteúdo é estritamente confidencial. Essa apresentação não poderá ser reproduzida,

Leia mais

Mudanças nos Preços Relativos

Mudanças nos Preços Relativos Mudanças nos Preços Relativos Tabela 1 Variação acumulada do IPCA: eiro/ junho/ Discriminação Brasil Belém 1/ Nordeste Sudeste Sul Centro- Gráfico 1 - Alteração no peso do IPCA por segmento de consumo:

Leia mais

Preço médio da Soja em Mato Grosso do Sul Período: 09/12 á 16/12 de 2013 - Em R$ por saca de 60 kg.

Preço médio da Soja em Mato Grosso do Sul Período: 09/12 á 16/12 de 2013 - Em R$ por saca de 60 kg. ISS 2316-119 SOJA» MERCADO INTERNO A segunda semana de dezembro foi de leve depreciação com valor médio de R$ 69,56 no preço da saca de 6 Kg de soja em grãos, representando uma queda de 2% em relação aos

Leia mais