INDÚSTRIA BRASILEIRA DE BENS DE CAPITAL MECÂNICOS

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1 INDÚSTRIA BRASILEIRA DE BENS DE CAPITAL MECÂNICOS INDICADORES CONJUNTURAIS MARÇO/2015

2 O que mudamos? No mercado interno: A revisão concluída pelo DCEE, que acompanhou as recentes alterações metodológicas adotadas pelo IBGE, resulta em uma ampliação da quantidade de empresas presentes na amostragem. Incorporou-se também na estatística os serviços ligados à produção industrial. Com esta ampliação os resultados (média de ) são os seguintes: Faturamento Líquido: 42% Pessoal Ocupado: 46% Pretende-se, a partir do 2º semestre, deixar de divulgar a série antiga. * Passa a ser adotado o faturamento líquido, para ser melhor comparável internacionalmente DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 2

3 O que mudamos? No mercado externo: As NCMs do setor foram revisadas e, com algumas inclusões e ras exclusões o setor passa a contar agora com NCMs. Retiradas: 116 Incluídas: 13 O resultado é uma queda, na média de , de US$ de 18% nas exportações e 9% nas importações. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 3

4 Na FBCF, a nova série aumenta a participação do setor de Bens de Capital de 10,1% para 12,2% em DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 4

5 INDÚSTRIA BRASILEIRA DE BENS DE CAPITAL MECÂNICOS INDICADORES CONJUNTURAIS MARÇO/2015

6 Consumo aparente mensal R$ bilhões constantes* Mês corrente / Mês anterior = +16,2% Mês ano corrente / Mês do ano anterior = +10,2% Acumulado ano corrente / Acumulado ano anterior = +3,9% Importados (c/ CIF+II) MM3 Consumo interno líq. de prod. nac. MM3 Consumo aparente mensal Consumo Aparente Nova Base (MM3) Faturamento Interno Líq. Nova Base (MM3) ,70 5,89 Em março/15 o consumo aparente de BKMs no valor de R$ 10,232 bilhões, cresceu 16,2% em relação ao resultado de fevereiro/15. No trimestre, o resultado de RS$ 29,832 bilhões quando comparado com o mesmo período de 2014, tem um consumo aparente maior em 3,9%. Ao eliminamos a variação cambial, ou seja, quando utilizamos o mesmo câmbio médio para período de 2014, o consumo aparente caiu 2,4%. O trimestre mostra uma certa estabilidade no consumo aparente, apesar da volatilidade Fonte: DCEE/ABIMAQ e SECEX. Elaboração: DCEE/ABIMAQ. * Deflator utilizado coluna 32 - FGV DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 6

7 Faturamento Bruto mensal R$ bilhões constantes* Mês corrente / mês anterior = +16,8% Mês ano corrente / Mês do ano anterior = +16,1% Acumulado ano corrente / Acumulado ano anterior = +8,7 % Exportação MM3 Faturamento mensal faturamento interno MM3 Nova Base (MM3) 7, Em março/15 o faturamento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos foi de R$ 7,023 bilhões, aumento de 16,8% sobre o mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a faturamento bruto foi 16,1% maior. No trimestre, o valor de R$ 18,756 bilhões registra crescimento de 8,7% sobre o mesmo trimestre de A melhora no faturamento é devida basicamente à exportação pois, as vendas no mercado interno registram queda de 16,8% quando comparadas com o mês anterior. Fonte: DCEE/ABIMAQ e SECEX. Elaboração: DCEE/ABIMAQ. * Deflator utilizado coluna 32 - FGV DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 7

8 Comportamento do faturamento Média vs 2014 e 2015 A curva de comportamento sazonal do faturamento está representada pela cor azul e é a média das observações realizadas no período póscrise de 2010 a O comportamento do faturamento em 2014, representado pela linha vermelha, foi 17% abaixo da média (curva azul). A linha verde, representa o faturamento de 2015 e está por enquanto acima de Ainda que abaixo da média Fonte: DCEE/ABIMAQ. Nota: Deflator utilizado coluna 32 - FGV DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 8

9 Evolução dos preços Nos últimos meses os preços de máquinas e equipamentos cresceram menos do que a variação dos custos, reduzindo, ainda mais, as margens do setor. O IPP acumulado nos doze meses é de 1,59% contra 8,13% do IPCA no mesmo período. A depreciação cambial observada na ponta ainda apresenta pouco efeito nos preços de bens de capital, talvez em função da excessiva volatilidade da taxa de câmbio. Fonte: ABIMAQ, IBGE e BCB. Elaboração: DCEE/ABIMAQ. * Índice de custo de produção de máquinas e equipamentos. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 9

10 Taxa de câmbio nominal Variação % acumulada base dez/13 Ao contrário do senso comum, o real mostra apreciação durante a maior parte de 2014 contra as ras moedas. A partir de setembro/14, ele começa a se desvalorizar contra o dólar e somente a partir de fevereiro/15 ele se desvaloriza levemente contra o euro e a cesta de moedas representativas de nosso comercio exterior mas, em il o Real volta a se valorizar. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 10

11 Exportação mensal US$ bilhões FOB Mês corrente / Mês anterior = +55,9% Mês ano corrente / Mês do ano anterior = +21,9% Acumulado ano corrente / Acumulado ano anterior = -11,9% 1,6 1,4 1,2 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 MM3 Mensal Nova base (MM3) 0,67 O resultado das exportações de março/15 no valor de US$ 1,235 bilhões foi 55,9% maior do que o resultado registrado em fevereiro/15. Comparando com o mesmo mês do ano anterior, as exportações cresceram 21,9%. No trimestre, o valor de US$ 2,812 bilhões, ainda é de queda de 11,9%, quando comparado com o mesmo período de A queda entre a nova série e a anterior, na média 2014/2015, é da ordem de US$ -220 milhões/mês Fonte: SECEX; Elaboração: DCEE/ABIMAQ. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 11

12 Exportação por setores Setores com sua participação no total Ano Mês/Mês anter. Participação ABIMAQ -11,9 55,9 100% Componentes p/ a ind. de bens de capital Infra-estrutura e indústria de base Máquinas para logística e construção civil Máquinas para petróleo e energia renovável -9,7-25,3-19,6 30,9 17,1 28,9 94,1 191,1 24,8% 27,7% 17,2% 11,1% No mês, quase todos os setores cresceram. Apesar do forte crescimento do setor de Máquinas para petróleo e energia renovável, o setor que mais impulsionou o crescimento neste mês foi o setor de Infra-estrutura e indústria de base. Máquinas para bens de consumo Máquinas para agricultura -28,0-28,9 21,9 66,5 7,4% 6,4% No trimestre, apenas o setor de Infra-estrutura e indústria de base, teve exportações melhores que o trimestre de Máquinas para a indústria de transformação -15,7-1,7 5,4% Fonte: SECEX; Elaboração: DCEE/ABIMAQ. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 12

13 Exportação por destinos US$ bilhões Participação % no total exportado América Latina Estados Unidos Europa 35,7 23,4 18,1 15,1 15,3 37,4 41,2 45,5 44,0 39,9 37,9 24,6 18,9 18,9 19,5 21,0 18,7 18,4 18,6 34,1 34,5 28,7 31,0 20,619,7 19,4 18, Grupos -Mar Mar 2014 Var. % TOTAL GERAL 2,81 3,19-27,7 1 América Latina 0,97 1,03-5,3 Mercosul 0,34 0,39-14,3 2 Estados Unidos 0,87 0,87-0,2 3 Europa 0,51 0,66-21,9 Os principais destinos das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos são, pela ordem, América Latina, Estados Unidos e Europa. As exportações para a América Latina, incluindo o Mercosul, tiveram uma queda relativa preocupante a partir de 2011 ainda que no 1º trimestre de 2015 passem a apresentar leve crescimento na participação quando comparado com o ano de Os EUA, segundo maior destino de nossas exportações, mantém sua trajetória de crescimento desde 2012, justificado pela retomada da atividade industrial americana. Fonte: SECEX; Elaboração: DCEE/ABIMAQ. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 13

14 Importação mensal US$ bilhões FOB Mês corrente / Mês anterior = 19,1% Mês ano corrente / Mês do ano anterior = -7,1% Acumulado ano corrente / Acumulado ano anterior = -12,3% 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 MM3 Mensal Base nova (MM3) 1,77 No mês de março/15 foram importados US$ 2,173 bilhões em máquinas e equipamentos. Sobre fevereiro, as importações cresceram 19,1%. Quando comparado com março/14, as importações apresentam queda de 7,1%. No trimestre, o resultado de US$ 6,614 bilhões em 2015 é 12,7% menor que o resultado do trimestre de A diferença entre a nova série e a anterior na média 2014/2015 é da ordem de US$ -350 milhões/mês Fonte: SECEX; Elaboração: DCEE/ABIMAQ. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 14

15 Importação por setores Setores com sua participação* no total ano mês/mês anter. Participação ABIMAQ -12,3 19,1 100% Componentes p/ a ind. de bens de capital Infra-estrutura e indústria de base Máquinas para a indústria de transformação Máquinas para logística e construção civil Máquinas para bens de consumo Máquinas para petróleo e energia renovável -59,0-16,0-3,7-23,1-25,9-6,9 34,2 23,1 13,6 2,7 31,1 31,7 23,2% 21,8% 16,4% 12,8% 15,8% 8,4% No mês de março/15, quando comparado com fevereiro/15, quase todos os setores aumentaram suas importações. Apenas Máquinas para petróleo e energia renovável reduziu suas importações no mês, embora continue crescendo no ano. No trimestre, quase todos os setores mantém suas importações abaixo de Máquinas para agricultura -14,6 33,3 1,6% Fonte: SECEX; Elaboração: DCEE/ABIMAQ. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 15

16 Principais origens das importações Part. % no total importado (US$) EUA Alemanha Itália China ,2% 27,2% 27,1% 24,6% 24,8% 24,7% 25,2% 25,5% 23,8% 23,4% 18,0% 15,9% 16,6% 15,1% 14,3% 14,4% 14,7% 12,4% 12,1% 12,5% 12,3%12,2% 8,2% 9,3% 9,6% 13,9% 12,9% 8,5% 7,6% 7,2% 7,2% 7,1% 7,6% 7,8% 8,6% 7,2% Ranking (peso) 2.º 1.º 3.º 4.º Apesar da operação ocorrida em eiro, de um barco farol, a China voltou a ocupar a segunda posição no ranking, com participação de 23,4% no total de máquinas e equipamentos importados no país. Os Estados Unidos, por sua vez recuperaram a primeira colocação no ranking. Juntos, esses dois países representaram 47,2% do total das importações brasileiras em Fonte: SECEX; Elaboração: DCEE/ABIMAQ. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 16

17 Balança comercial US$ bilhões FOB Mês corrente / mês anterior = -9,1% Mês ano corrente / Mês do ano anterior = -29,3% Acumulado ano corrente / Acumulado ano anterior = -12,6% Saldo (MM3) Importação (MM3) Exportação (MM3) Base nova (MM3) Em março/15 o saldo da balança comercial de máquinas e equipamentos registrou queda de 9,1% sobre o mês de fevereiro de 2015 e chegou a um déficit de US$ 939 milhões. No trimestre o déficit de US$ 3,082 bilhões está 12,6% abaixo do mesmo período de A diferença entre a nova série e a anterior na média 2014/2015 é da ordem de US$ -25 milhões, de redução Fonte: SECEX; Elaboração: DCEE/ABIMAQ. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 17

18 NUCI (%) e Carteira de Pedidos (em meses para o atendimento) NUCI Carteira de Pedidos Média Anual ,1 4,4 4,4 80,8 82,3 5,1 Carteira de pedidos -3,8% s/ fevereiro ,8 4,0 74,5 75,1 3,5 3,2 75,4 2,9 69,7 2, Em março/15 a indústria brasileira de máquinas e equipamentos mecânicos utilizou 69,7% de sua capacidade instalada. Comparado com o mês anterior (fevereiro/15) houve uma leve queda em seu uso, 0,3%, e na comparação com o mesmo mês de 2014, a queda chegou a 8,8%. A carteira de pedidos também registrou queda em março/15 na comparação com o mês de fev/15 (3,8%), e na comparação com o mesmo mês de 2014 a carteira de pedidos recuou 9,3%. Fonte e Elaboração: DCEE/ABIMAQ. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 18

19 NUCI (%) e Carteira de Pedidos (em meses para o atendimento) por setores NUCI (%) Seriados Pesada 70,99 63, Pesada Seriados CARTEIRA (meses) A utilização da capacidade instada está em nível bastante preocupante, tanto na indústria de bens seriados como na de bens sob encomenda. Em bens seriados, o setor permanece pelo terceiro mês consecutivo em nível historicamente baixo. Em bens sob encomenda, apesar da melhora pontual ocorrida no mês anterior, o setor mantêm sua trajetória descendente em sua utilização de capacidade. 8 8,08 4 1, A carteira de pedidos sofreu redução em março/15 em comparação com fevereiro/15, sendo de 2,7% em bens seriados e 6,4% em bens sob encomenda. Fonte e Elaboração: DCEE/ABIMAQ. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 19

20 Pessoal ocupado (em mil pessoas) Mês corrente / mês anterior = -1,1% Mês ano corrente / Mês do ano anterior = -4,9% 353, A indústria brasileira de máquinas e equipamentos mecânicos registrou queda de 1,1% (2.606 empregados retirados do setor) no seu quadro de pessoal no mês de março/15 quando comparado com o mês anterior (fev/15), registrando pessoas empregadas. Comparando este número com o número de pessoas empregadas a partir de eiro de 2014 observamos o fechamento postos de trabalho no setor na série antiga e de na série nova. Fonte e Elaboração: DCEE/ABIMAQ. DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística 20

21 DCEE Departamento de Competitividade, Economia e Estatística

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