Ações Reunião realizada nos dias 13 a 16 de outubro de 2014

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1 R E L A Ç Õ E S I N T E R N A C I O N A I S Órgão Organização Internacional do Trabalho (OIT) Representação Eventual 18ª Reunião Regional Americana da OIT Representante Lidiane Duarte Nogueira Advogada Divisão Sindical da CNC Ações Reunião realizada nos dias 13 a 16 de outubro de 2014 Os representantes de governos, empregadores e trabalhadores das Américas se reuniram em Lima, no Peru, para a 18ª Reunião Regional Americana da OIT, que teve como temas centrais: desenvolvimento sustentável com trabalho digno; produtividade e inclusão social na região; e formalização da economia informal. O diretor-geral da OIT, Guy Ryder, apresentou um informe sobre os desafios do século XXI para as Américas, com foco no emprego pleno e produtivo e no trabalho digno. Ryder destacou que, na última década, a despeito de alguns países terem apresentado progressos significativos em termos de crescimento econômico, redução do desemprego e da pobreza e melhoria de outros indicadores do trabalho, a região continua a ser marcada por grandes desigualdades; e o combate à desigualdade requer a adoção de políticas públicas integradas para promoção da inclusão social, do trabalho decente e emprego produtivo e de um ambiente favorável para empresas sustentáveis. Também enfatizou a necessidade de combate à discriminação e à violação da liberdade de associação.

2 Por fim, ressaltou que essa integração é necessária para superar obstáculos e seguir em frente na criação de empregos de qualidade. O respeito pelos direitos fundamentais no trabalho, o ambiente propício para empresas sustentáveis e o diálogo social efetivo, baseado na confiança mútua entre os governos e os representantes dos empregadores e dos trabalhadores, são essenciais. Após debates, governos, empregadores e trabalhadores da região acordaram conclusões concretas e pragmáticas que podem inspirar o desenvolvimento de políticas e orientar a ação da OIT durante os próximos quatro anos, quando será realizada uma nova reunião regional americana. Assim, a OIT deve prestar assistência aos Estados Membros, auxiliando-os no implemento dos compromissos assumidos, tais como: 1. planejamento de políticas públicas de empregabilidade global para promover o completo, decente e produtivo emprego, como consta das conclusões da segunda discussão recorrente sobre o emprego (103ª Sessão da Conferência Internacional do Trabalho 2014); 2. criação de condições para promoção da liberdade de associação e negociação coletiva, nos termos das Convenções n os 87, 98, 151 e 154, inclusive no que se refere à identificação e à eliminação das restrições legais ao exercício desses direitos; 3. formulação de políticas que promovam um ambiente favorável à criação e ao desenvolvimento das empresas, em conformidade com a resolução relativa à promoção de empresas sustentáveis, adotada pela Conferência Internacional do Trabalho em 2007, considerando-se o

3 princípio da livre iniciativa e o respeito ao direito de propriedade; 4. adoção de estratégias para facilitar a transição da informalidade para a formalidade, consistentes com o resultado do debate que terá lugar na 104ª Sessão da Conferência Internacional do Trabalho, a ser realizada em 2015; 5. implemento de condições para diversificar o setor produtivo, tendo em conta as transformações ocorridas no setor industrial, em especial nos produtos de maior valor agregado; 6. promoção de políticas de integração regional, fomentando trocas comerciais e investimentos, com ênfase na infraestrutura, a fim de aumentar a competitividade das economias; 7. estabelecimento de políticas de salário mínimo; 8. ação imediata, renovada e específica para abordar a crise de desemprego juvenil, em consonância com a Resolução aprovada na 101ª Sessão da Conferência Internacional do Trabalho, em 2012, nas seguintes áreas: emprego e políticas econômicas para o emprego dos jovens; empregabilidade, educação, formação e habilidades; transição da escola para o trabalho; políticas de mercado de trabalho; empreendedorismo e autoemprego; e direitos para os jovens; 9. adoção de políticas destinadas à erradicação do trabalho forçado, que devem prever a ratificação e a implementação do Protocolo na Convenção nº 29, adotada na 103ª Sessão da Conferência Internacional do Trabalho, em 2014, e respectiva recomendação; 10. incremento das políticas tendentes a eliminar o trabalho infantil, notadamente aquelas constantes da

4 Iniciativa Regional - América Latina e Caribe livres do trabalho infantil; 11. estabelecimento de políticas de combate à discriminação no emprego e na profissão; 12. adoção de políticas para promover uma transição justa para a realização de trabalho decente, empregos verdes e desenvolvimento sustentável, consoante as conclusões da 102ª Sessão da Conferência Internacional do Trabalho; 13. formulação de políticas de migração, tendo em conta o quadro multilateral na migração laboral da OIT; 14. estabelecimento de políticas destinadas à atualização de competências dos trabalhadores e dos empregadores, a fim de minimizar as diferenças entre as suas competências e as necessidades do mercado de trabalho, com ênfase nas micros, pequenas e médias empresas; 15. estabelecimento de pisos de proteção social, em conformidade com as disposições da Convenção nº 102 e da Recomendação nº melhoria das condições de saúde e segurança do trabalho, que podem incluir a ratificação e a implementação das Convenções n os 155 e 187; 17. melhoria no desempenho dos serviços de inspeção do trabalho, inclusive na identificação dos recursos necessários; 18. divulgação da declaração de princípios sobre empresas multinacionais e política social; e

5 19. estímulo à prática de ações de interesse tripartite que compõem a agenda de desenvolvimento pós Por fim, os representantes de governos, empregadores e trabalhadores das Américas solicitaram que a OIT: (a) promova os direitos da liberdade de associação e negociação coletiva, bem como outros direitos fundamentais, por meio de campanhas e programas de ação; (b) estimule a criação de um ambiente propício ao desenvolvimento e à instituição de empresas sustentáveis, em consonância com a resolução adotada pela Conferência Internacional do Trabalho de 2007, por meio de campanhas e programas de ação; (c) apoie a integração de políticas para a formalização e impulsione o Programa Regional para La Formalización de La Informalidad (Forlac), na América Latina e no Caribe, orientando os países na transição do informal para a economia formal; (d) promova a coerência de políticas nos níveis global, regional e nacional para alcançar o desenvolvimento sustentável baseado no trabalho decente e no emprego produtivo, por meio de pesquisas e análises multidimensionais, com a colaboração das organizações internacionais e regionais; (e) estimule o diálogo social efetivo, por meio do reforço das competências dos atores sociais, com a devida assistência técnica; (f) promova a agenda de trabalho decente em processos de integração sub-regional e regional, com a participação dos atores e ênfase no respeito à liberdade de associação, à negociação coletiva e à

6 promoção de um clima favorável a empresas sustentáveis; (g) propicie o intercâmbio de informações sobre boas práticas, políticas, estratégias e programas que têm tido impactos positivos na geração e na promoção do emprego juvenil, enfatizando a relação entre educação, empresa e mundo do trabalho, com vistas a assegurar que a formação profissional corresponda às necessidades de cada país; (h) desenvolva modelos de sucesso para fortalecer a administração do trabalho e capacitar os auditores Fiscais do Trabalho, estabelecendo critérios de monitoramento desses programas; (i) continue a organizar oficinas de capacitação para os Estados Membros sobre o sistema de controle e aplicação de normas da OIT; e (j) disponibilize assistência técnica para os Estados Membros para melhoria das condições de saúde e segurança no trabalho.

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