A reunião de instalação do Grupo de Trabalho (GT) foi realizada no edifício-sede do MTE, em Brasília DF.

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1 E C O N O M I A Órgão Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) Representação Efetiva Grupo de Trabalho para discutir a facilitação da transição da economia informal para a formalidade Representante Lidiane Duarte Nogueira Advogada Divisão Sindical da CNC Ações Reunião Ordinária realizada no dia 1º de outubro de 2014 A reunião de instalação do Grupo de Trabalho (GT) foi realizada no edifício-sede do MTE, em Brasília DF. Participaram do encontro representantes do governo MTE e Ministério das Relações Exteriores (MRE); dos empregadores CNC, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); dos empregados Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST); e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A reunião foi iniciada com a apresentação, pelo representante do governo (Secretaria de Inspeção do Trabalho - SIT/MTE), do informe da Comissão sobre a transição da informalidade para a economia formal, reunida durante a 103ª Conferência da OIT, realizada em 2014, em Genebra. O representante esclareceu que a Conferência adotou o relatório da Comissão, tendo aprovado como conclusões

2 gerais, e para fins de consulta com os governos, a proposta para fazer uma recomendação com o fim de facilitar a transição do informal para a economia formal. Com isso, o tema foi incluído na ordem do dia da próxima Conferência, para segunda discussão. Por se tratar de tema de dupla discussão, e considerando-se que em alguns pontos importantes a discussão foi adiada para o ano de 2015, no âmbito da Comissão Tripartite de Relações Internacionais (CTRI), foi proposta a criação de grupo de trabalho tripartite para estudar o assunto e formar posição de consenso do Brasil, a ser levada à próxima reunião da Conferência da OIT. Na esfera da CTRI, tanto os empregadores como os trabalhadores manifestaram sua concordância com a criação do grupo. Após a apresentação de breve histórico dos fatos pelo representante do governo, usaram da palavra os representantes das bancadas patronal e laboral. A bancada dos empregadores se manifestou fazendo as seguintes observações: essa transição deve ocorrer de maneira gradual e progressiva, uma vez que a formalização deve se dar como um processo, e não como um acontecimento; são necessárias reformas no sistema tributário dos países, estimulando as empresas a gerar empregos sustentáveis; deve haver uma modificação na economia de mercado, assim como mudanças políticas e institucionais que melhorem o ambiente de negócios; devem ser demonstrados os benefícios dessa transição, com incentivos para migrar da informalidade para a formalidade; deve haver uma expansão do direito de propriedade; e as políticas públicas de empreendedorismo devem ser disseminadas pelos Estados Membros. Os empregadores ressaltaram, ainda, que os principais pontos de divergência nas discussões foram em relação às propostas de inclusão no texto da recomendação de

3 temas como cadeia produtiva (supply chain) e terceirização (subcontracting). Os empregadores foram contra a inserção desses temas no texto - temas esses que sequer eram cogitados na minuta originária da recomendação, até porque nada têm a ver com o escopo da Comissão. O debate sobre cadeia produtiva, inclusive, já está previsto para entrar em pauta no ano de Esclareceram, por fim, que o texto em relação ao qual não houve acordo ficou entre parênteses, devendo retornar para exame nas Comissões no ano que vem, na continuação da discussão sobre a transição da economia informal para a formal. A bancada dos trabalhadores, por sua vez, destacou que o projeto de recomendação trata de questão pluritemática, pois os efeitos da informalidade desembocam em discussões sobre trabalho escravo, trabalho infantil, terceirização e migração. Seus membros enfatizaram, também, que, com o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT), introduziram no texto da futura recomendação a emenda envolvendo o tema cadeia produtiva (supply chain) na cobertura dos direitos trabalhistas fundamentais dos trabalhadores informais. Destacaram que esse é um dos mais importantes debates no mundo do trabalho, pois a real condição de eficácia dos direitos fundamentais passa pelo envolvimento dos setores econômicos nas intercorrências de suas cadeias produtivas. Feitas essas considerações, o representante governamental informou que a Oficina Internacional do Trabalho preparou o texto de um projeto de recomendação com base na primeira discussão da Conferência e nas respostas recebidas ao questionário contido no relatório preliminar. Informou, também, sobre a solicitação aos governos no sentido de que, em um prazo de três meses, a contar do seu recebimento e após realização de consultas com as organizações mais

4 representativas dos empregadores e dos trabalhadores, informasse à OIT se há emendas ou observações ao texto e se consideram que o texto proposto constitui base apropriada para a segunda discussão, na próxima reunião da Conferência. As observações feitas pelos governos serão acolhidas no quarto e último relatório sobre o tema, que a OIT preparará e submeterá à consideração da Conferência Internacional do Trabalho de As respostas devem ser comunicadas à OIT, em Genebra, até o dia 30 de novembro de Em relação ao texto proposto pela OIT, o representante governamental explicou que foram feitas diversas modificações na redação resultante da primeira discussão. Segundo a OIT, essas alterações visam preencher as lacunas detectadas, especialmente em relação ao primeiro e ao segundo relatório, e eliminar as incongruências do texto. Com essa abordagem, objetiva facilitar o debate e o alcance do consenso na segunda e última discussão do tema, durante a 104ª Reunião da Conferência Internacional do Trabalho (2015), que tem previsão de duração de apenas duas semanas - mais curta que o habitual. Em seguida, tendo por base a versão já alterada pela OIT, passou-se ao exame dos itens pendentes de consenso no projeto de recomendação. Depois de breves comentários sobre os motivos dos dissensos apontados, restou acordado que as bancadas deverão encaminhar seu posicionamento e eventuais sugestões de redação para esses itens até o dia 30 de outubro. Essas sugestões serão consolidadas pelo governo para discussão na próxima reunião do GT.

5 Por fim, o representante governamental submeteu à aprovação dos membros integrantes do GT a proposta de cronograma dos trabalhos. Após debates, restou acordado o seguinte calendário: "30/10/ prazo final para que as bancadas enviem comentários ao projeto de Recomendação da OIT para o correio eletrônico 06/11/2014-2ª Reunião do GT, no período das 14h30 às 17h30; 14/11/ prazo final para que as bancadas reenviem eventuais comentários ao projeto de Recomendação da OIT; 04/02/2015-3ª Reunião do GT; 08/04/2015-4ª Reunião do GT; Maio/ Reunião da Comissão Tripartite de Relações Internacionais; e 1º a 13 de junho de ª Conferência Internacional do Trabalho.

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