Os padrões de especialização na UE-15. Os padrões de especialização na UE-15. Política Económica e Actividade Empresarial

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1 Política Económica e Actividade Empresarial Política Económica e Actividade Empresarial 2. O Crescimento, a Competitividade e o Desenvolvimento Empresarial 2.1. A evolução da competitividade e da produtividade na União Europeia O desempenho ao nível das indústrias (indicadores por sectores e actividades) O desempenho ao nível das empresas (indicadores por segmentos empresariais) 2.2. A emergência da competitividade como referência das políticas públicas e das estratégias empresariais 2.3. O contributo das políticas de promoção da produtividade para o crescimento económico 2. O Crescimento, a Competitividade e o Desenvolvimento Empresarial 2.1 A evolução da competitividade e da produtividade na UE O desempenho ao nível das indústrias (indicadores por sectores de actividade) O Importância do Padrão de Especialização Os padrões de especialização na UE-15 Países Principais Actividades de Especialização (*) 1ª 2ª 3ª ÁUSTRIA Refinação Petróleo Madeira Equip. Telecomunicações (2,25) (2,22) (1,96) BÉLGICA Metalurgia Base Serviços Juridicos Seguros e Pensões (2,04) (1,91) (1,90) DINAMARCA Transporte Marítimo Extractivas Ap. Rádio e Televisão (6,10) (1,94) (1,67) FINLÂNDIA Equip. Telecomunicações Pasta e Papel Construção Naval (18,85) (7,25) (2,79) FRANÇA I & D Electrónica Fios e Cabos (2,27) (1,39) (1,31) GRÉCIA Transporte Marítimo Turismo Vestuário (2,85) (2,70) (2,22) IRLANDA Equip. Escritório Electrónica Química (16,56) (7,90) (5,85) ITÁLIA Calçado Vestuário Têxtil (2,22) (2,17) (2,07) 1 (*) rácio entre o peso relativo de cada actividade no valor acrescentado no país e na UE-15 Os padrões de especialização na UE-15 LUXEMBURGO Banca Serv. Suporte Banca Metalurgia Base (5,60) (4,60) (3,14) HOLANDA Ap. Rádio e Televisão Extractivas Seguros e Pensões (4,83) (3,39) (1,89) PORTUGAL Calçado Vestuário Têxtil (3,41) (2,95) (2,47) ESPANHA Turismo Transporte Terrestre Refinação Petróleo (2,97) (1,61) (1,59) SUÉCIA Pasta e Papel Equip. Telecomunicações Fios e Cabos (3,28) (2,42) (2,02) REINO UNIDO Ap. Rádio e Televisão Extractivas Instrumentos (3,30) (3,11) (2,57) ALEMANHA Automóvel Equipamentos Eléctricos Instrumentos Científicos (1,96) (1,92) (1,84) 2 (*) rácio entre o peso relativo de cada actividade no valor acrescentado no país e na UE-15 Países Principais Actividades de Especialização (*) 1ª 2ª 3ª Fonte: Comissão Europeia (2005), EU Sectoral Competitiveness Indicators.

2 Especialização e Competitividade O caso particular da Europa do Sul A especialização sectorial das economias europeias, nas actividades mais expostas à concorrência, quer no grande mercado interno europeu, quer no mercado mundial, (as actividades de bens e serviços totalmente transaccionáveis), reflecte fenómenos de eficiência competitiva. Pode reflectir, no entanto, fenómenos de distorção de preços e/ou de afectação ineficiente de recursos e/ou de desequilíbrio externo nas actividades mais orientadas para os mercados domésticos nacionais e mais abrigadas ou protegidas da concorrência internacional. As, a construção, o comércio e a hotelaria e restauração fornecem o terreno principal de manifestação destes fenómenos... Especialização e Competitividade O caso particular da Europa do Sul A Europa do Sul - Portugal, Espanha e Grécia apresenta na UE-15 uma forte e destacada liderança na especialização nestas actividades A Grécia lidera nas Comunicações, onde Portugal e Espanha são 5º e 6ª Portugal lidera na Electricidade, Gás e Água, onde a Espanha é 4ª A Espanha lidera na Construção, logo seguida de Portugal e da Grécia que ocupam a 2ª e 3ª posições A Grécia lidera no Comércio Retalhista, onde a Espanha e Portugal ocupam as 3ª e 4ª posições Portugal -Comércio Grossista, entre as duas economias com funções logísticas globais mais desenvolvidas, a Holanda e a Bélgica, ocupando a 2ª posição A Grécia lidera no Comércio e Reparação Automóvel, logo seguida de Portugal e da Espanha que ocupam, respectivamente, a 2ª e 3ª posições A Espanha lidera na Hotelaria e Restauração, logo seguida da Grécia que ocupa a 2ª posição Evolução das Exportações per capita Europa do Sul e PECO A segmentação de actividades pela Intensidade Tecnológica Segmentos Indústrias 4000 Indústrias de Alta Tecnologia Aeronáutica e aeroespacial, produtos farmacêuticos, computadores e equipamentos de informáticos e de escritório, electrónica e equipamentos de telecomunicações, instrumentos médicos, ópticos e de precisão 3000 ($USD per capita) Indústrias de Média Alta Tecnologia Indústrias de Média-Baixa Tecnologia Máquinas e aparelhos eléctricos, automóveis e componentes, indústrias químicas (excluindo farmacêutica), equipamento ferroviário e outro equipamento de transporte, máquinas e equipamentos Coque, produtos refinados do petróleo e combustível nuclear, borracha e plásticos, produtos minerais não metálicos, construção e reparação naval, metalurgias de base, produtos metálicos Indústrias de Baixa Tecnologia Pasta e papel, artes gráficas, têxteis, vestuário, couro, calçado, produtos alimentares, bebidas e tabaco, madeira, mobiliário e cortiça Portugal Espanha Itália Grécia Polónia R.Checa Hungria 7

3 Posicionamento e performance no desenvolvimento industrial ( ) no ranking das Exportações Mundiais ( ) MALÁSIA NIC ÁSIA "Ganhadores" Hungria R. Checa Eslovaquia Grecia Luxemburgo Eslovenia Peso dos produtos de média e alta tecnologia nas Exportações (%) PORTUGAL GRÉCIA TURQUIA ESPANHA PECO ITÁLIA CHINA MERCOSUL IRLANDA Ranking Espanha Irlanda Noruega Austria Suécia Polónia Finlândia Dinamarca Portugal "Perdedores" Peso das actividades de média e alta tecnologia no VAB (%) [as "bolhas" medem o valor exportado per capita, em $usd, para 1985 e 1998] 10 Belgica França Holanda Italia Alemanha Reino Unido Ranking Padrão Tecnológico de Especialização Estrutura das exportações, desvios face à média da OCDE, em pontos percentuais 1992 Padrão Tecnológico de Especialização Estrutura das exportações, desvios face à média da OCDE, em pontos percentuais United States Japan Austria Belgium Denmark Finland France Germany Netherlands Ireland Sweden United Kingdom Italy Spain Portugal Greece -50 United States Japan Austria Belgium Denmark Finland France Germany Netherlands Ireland Sweden United Kingdom Italy Spain Portugal Greece Alto Médio-Alto Médio-Baixo Baixo Alto Médio-Alto Médio-Baixo Baixo

4 Peso relativo dos segmentos tecnológicos nas exportações industriais (Portugal, OCDE e União Europeia,1990 e 1999, %) Contributo dos segmentos tecnológicos para a balança comercial industrial (Portugal, OCDE e União Europeia,1990 e 1999, %) 70% 20% 60% 15% 50% 10% 40% 30% 5% 0% -5% 20% -10% 10% 0% Baixa Tecnologia Média-baixa Tecnologia Média- alta tecnologia Alta tecnologia -15% Baixa Tecnologia Média-baixa Tecnologia Média- alta tecnologia Alta tecnologia Portugal 1990 Portugal 1999 OCDE 1990 OCDE 1999 UE 1990 UE 1999 Portugal 1990 Portugal 1999 OCDE 1990 OCDE 1999 UE 1990 UE O Crescimento, a Competitividade e o Desenvolvimento Empresarial 2.1. A evolução da competitividade e da produtividade na UE O desempenho ao nível das indústrias O desempenho ao nível das empresas Bibliografia Política Económica e Actividade Empresarial competitiveness: An industry perspective Can Europe resume the catching-up Comission, pp17-37 e ; Koopman- European Competitiveness Report 2006). Mary 2.1. A evolução da competitividade e da produtividade na UE Análise comparativa da produtividade na UE e nos EUA global e por sectores: níveis e variação. Trajectórias de crescimento do produto Tentando explicar os comportamentos da produtividade Políticas 15 16

5 Conceito de produtividade Custos Salariais Unitários A produtividade pode ser medida em relação a qualquer factor de produção. Nesta discussão considera-se a produtividade do trabalho: valor acrescentado por unidade de trabalho. As unidades de trabalho podem ser: emprego em número de efectivos, nº de equivalentes a tempo completo ou horas trabalhadas. Ao nível de um sector particular de actividade ter-se-á: VAB Ao nível do país será: Produtividade VAB * Emprego Emprego PIB Emprego Custos Salariais Unitários ou CTUP (Custos em trabalho por unidade (de valor) produzida). Medem a relação entre os montantes pagos em remunerações e o valor acrescentado CTUP Remunerações VAB Dividindo ambos os termos da fracção pelo Emprego os custos salariais unitários podem escrever-se alternativamente como CTUP Remunerações Emprego VAB Emprego Salário médio Produtividade Importância do conceito de produtividade PIB per capita, produtividade e emprego A produtividade pode ser medida em relação a qualquer factor de produção. Nesta discussão considera-se a produtividade do trabalho: valor acrescentado por unidade de trabalho. As unidades de trabalho podem ser as pessoas ou as horas trabalhadas. A produtividade determina os salários e as remunerações dos capitais investidos, as duas principais fontes de rendimento das empresas e dos indivíduos e por conseguinte também do estado. A capacidade de obter um nível de vida elevado (medido pelo PIB per capita) e em constante crescimento depende da produtividade e da taxa de emprego: PIB PIB Emprego per _ capita * Emprego População 19 In Van Ark... 20

6 PIB, produtividade e emprego na UE (taxas de crescimento anual) Níveis de produtividade por efectivo Labour productivity Employment % EU= f 2007f 2008f Note: The two components sum up to the average annual GDP growth rate in the respective periods. Data source: European Commission (AMECO). 0 Austria Belgium Cyprus Czech Republic Denmark Estonia Finland France Germany Greece Hungary Ireland Italy Latvia Lithuania Luxembourg Malta Netherlands Poland Portugal Slovakia Slovenia Spain Sweden United Kingdom EU-25 US 21 Note: Labour productivity defined as GDP per employed person. Data source: European Commission (AMECO) Taxas de crescimento da produtividade por efectivo Factores de variabilidade da Produtividade Três dimensões de variabilidade da produtividade: países, sectores e tempo. % p.a Agravamento dos lags de produtividade da UE15 em relação aos EUA => perda de competitividade Agravada com a evolução dos CTUP relativos na década de 1990 Mais acentuada no último período Maior incidência nos sectores com maior intensidade tecnológica 0.0 Tendo em conta a posição dos sectores em relação às TIC: Austria Belgium Note:Labour productivity defined as GDP per employed person. Data source: European Commission (AMECO). Cyprus Czech Republic Denmark Estonia Finland France Germany Greece Hungary Ireland Italy Latvia Lithuania Luxembourg Malta Netherlands Poland Portugal Slovakia Slovenia Spain Sweden United Kingdom EU-25 US Os EUA dominam o crescimento da produtividade nos sectores produtores de tecnologia, com maior evidência no último período UE15 tem maior crescimento da produtividade nos sectores não TIC: não ajuda à UE um melhor desempenho pois a concorrência está nos países terceiros emergentes 23 A UE15 ingressou mais tarde no surto TIC 24

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8 Empresas: Efeito directo positivo da I&D no desempenho das empresas / crescimento da produtividade Maior nas empresas dos EUA comparativamente às da UE. Apenas em e para os escalões intermédio e superior é que as empresas da UE15 apresentam melhor crescimento da produtividade A I&D tem impactos positivos no crescimento da produtividade principalmente no caso das PME e das empresas americanas É apenas nos serviços e nos escalões intermédio e superior que as empresas da UE15 apresentam maior crescimento da produtividade

9 Implicações de política: 1. Liberalização e desregulamentação de mercados para estimular concorrência (de produtos energia - e de trabalho efeitos potencialmente contraditórios no capital humano); 2. Financiamento da inovação (grau de risco dos investimentos em I&D => diversificação de instrumentos financeiros e financiamentos públicos) e 3. Ambiente de negócios Ex.: uma redução de 25% nos custos administrativos => acréscimo de 1% no PIB no CP e de 1,4% no LP 4. Difusão das tecnologias de informação e comunicação no tecido produtivo (avanço dos EUA nessa difusão foi decisivo para o seu ganho de produtividade em relação à UE) Agenda da Estratégia de Lisboa Política Económica e Actividade Empresarial 2. O Crescimento, a Competitividade e o Desenvolvimento Empresarial 2.2. A emergência da competitividade como referência das políticas públicas e das estratégias empresariais Bibliografia O conceito de competitividade: factores, dimensões e determinantes Mateus, A. (2003 b), Competitividade e Coesão, Conceitos e Metodologias de Análise, pp 2-19 Económica e Social, Volume 1 As grandes questões conceptuais e Observatório do QCA, pp 17-32) NOÇÕES DE COMPETITIVIDADE / ELEMENTOS A DESTACAR Competitividade das empresas / competitividade dos territórios: Anos 80, Administração Reagan: bens e serviços capazes de superar o teste dos mercados internacionais e permitir, ao mesmo tempo, aumentar o rendimento real dos cidadãos. A competitividade, ao nível nacional, baseia-se numa performance superior da Anos 90, Administração Clinton: "a nossa capacidade para produzir bens e serviços que passem o teste da concorrência internacional enquanto os nossos cidadãos possam desfrutar de níveis de vida que sejam, simultaneamente, NOÇÕES DE COMPETITIVIDADE / ELEMENTOS A DESTACAR Competitividade das empresas / competitividade dos territórios: OCDE, 1995: capacidade que as empresas, as indústrias, as regiões, as nações e as regiões supranacionais têm de gerar, de forma sustentada, quando expostas à concorrência internacional, níveis de rendimento dos factores e níveis de emprego relativamente Comissão Europeia, 2002: a capacidade de uma economia em prover, numa base sustentável, a sua população com elevados e crescentes níveis de vida e com elevadas taxas de emprego está no coração dos objectivos ambiciosos estabelecidos para a União Europeia pela reunião do Conselho Europeu em 35 36

10 A competitividade na era da Globalização elementos de inteligibilidade: Imposição a todas as empresas e territórios Nivelamento de preços dos bens transaccionáveis >< competitividade pelos custos, dispersão dos custos do capital e salariais Organização da produção segmentada e complexa, em função das procuras, redução dos tempos de percepção e de resposta aos mercados, redes de subcontratação e comercialização >< competitividade pelo valor Competitividade como resultado no quadro do funcionamento de factores de concorrência >< competitividade de médio e longo prazo vs compettividade de curto prazo Empresas: articulação da organização interna com múltiplos relacionamentos externos (clientes, fornecedores, concorrentes, etc.) Indissociabilidade das políticas de concorrência e de competitividade papel do BENCHMARKING (Políticas Públicas, Regulação, Regime de Crescimento, Inserção Internacional) 37 Competitividade como processo e não como estado => indicadores complexos envolvendo múltiplos elementos / factores determinandes da competitividade Aspectos quantitativos eficácia e eficiência na transformação de condições em resultados Aspectos qualitativos A competitividade como noção relativa, comparativa e dinâmica Comparativa de resultados (quotas de mercado, captação de investimentos) Referência da comparação: potencial revelado no processo competitivo (vantagens e desvantages competitivas) A competitividade como processo estrutural continuado ciclos de vida dos produtos, indústrias, territórios horizontostemporais diferenciados na produção de resultados de políticas / estratégias públicas e privadas A evolução das dimensões, factores e determinantes da competitividade 38 Desempenho Macroeconómico Os fundamentos microeconómicos afirmam-se sobre as condições macroeconómicas da competitividade, no quadro de uma relação onde : (Dinâmica de Especialização) (Factores Chave na Concorrência ) condições macroeconómicas surgem como condição necessária, mas não suficiente, Eixos estruturantes do conceito de Competitividade Envolvente Mesoeconómica Fundamentos Microeconómicos [infra-estruturas e serviços suporte] (Aglomeração Cooperação) (Dinâmica de Inovação) Enquanto os fundamentos microeconómicos se vão relevando crescentemente decisivos para atingir níveis elevados e sustentados de produtividade, isto é, para concretizar em resultados o potencial aberto por um ambiente económico, social,institucional e regulamentar favorável à iniciativa empresarial (Organização e Gestão Empresarial, Progresso Tecnológico) 39 40

11 A evolução das dimensões, factores e determinantes da competitividade A evolução das dimensões, factores e determinantes da competitividade As visões mais modernas de base horizontal e microeconómica, centradas nas determinantes não custo da competitividade, mais associadas aos ganhos de eficiência, Os factores dinâmicos da competitividade afirmam-se no quadro mais vasto da valorizaçãoda construção das vantagens competitivas duradouras, de médio e longo prazo, afirmam-se sobre as visões mais tradicionais de base vertical e sectorial, centradas nas determinantes custo da competitividade, mais associadas à combinação nos aprovisionamentos, e de eficácia, traduzidos, nomeadamente, em ganhos de quota de mercado e de margens operacionais Os factores estáticos da competitividade afirmam-se sobre as simples vantagens comparativas reveladas, no curto prazo, no comércio internacional A evolução das dimensões, factores e determinantes da competitividade Os factores avançados da competitividade, afirmam-se no quadro mais vasto da progressiva afirmação dos aspectos mais qualitativos associados à criação de valor e à satisfação de dinâmicas de procura progressivamente diferenciadas e crescentemente exigentes no tempo de resposta, Factores da Competitividade Avançados (recursos específicos, especializados, escassos, localizados) Pessoas educadas e qualificadas portadoras de competências, funcionamento Sistemas estruturados de inovação, de ciência & tecnologia e de informação & comunicação com componentes integradas Infra-estruturas sofisticadas de prestação de serviços de apoio ao desenvolvimento de produtos e soluções (projecto, engenharia, qualidade, tendências, design,...) Redes de fornecedores especializados, presença de actividades complementares, opções alargadas de outsourcing, acesso a Mercado de capitais maduro, disponibilidade de serviços financeiros avançados, capital de risco (...) os factores básicos da competitividade afirmam-se sobre os aspectos mais quantitativos associados à produção física e à mera mobilidade de bens e serviços 43 Básicos (recursos genéricos, transaccionáveis ou acessíveis) Capital físico (instalações e equipamentos produtivos, redes de infra-estruturas básicas,...) (brutos, intermédios, transformados) (qualificações básicas e intermédias) Mobilidade de pessoas e mercadorias Acesso a crédito e a serviços financeiros (...) 44

12 Factores da competitividade A evolução das dimensões, factores e determinantes da competitividade A posição de um país, de uma região ou de uma empresa, no acesso aos factores básicos de produção, em quantidade e qualidade, é importante na sustentação de vantagens competitivas... As dimensões imateriais da competitividade, mais associadas ao conhecimento, à propriedade intelectual, à informação e à inovação, indispensáveis à diferenciação e à criação de valor (componentes intangíveis dos investimentos),... mas são os factores avançados que, ao converterem-se em recursos específicos, especializados e escassos, são determinantes na criação sustentada de riqueza, isto é, competências, é decisivo na inovação. as dimensões materiais da competitividade, capacidade de transformar recursos em volumes de produção (componentes tangíveis dos investimentos); A evolução das dimensões, factores e determinantes da competitividade "COMPETITIVIDADE CUSTO" "COMPETITIVIDADE NÃO-CUSTO" Os factores domésticos ou internos afirmam-se sobre os factores estritamente externos da competitividade, no quadro mais vasto da compatibilização da eficiência individual e colectiva, isto é, da compatibilização da competitividade das empresas com a competitividade dos territórios (blocos regionais supra-nacionais, nações, regiões ou cidades) através isto é, de reduções de preços e custos, desligadas do processo de capacitação das estruturas internas (pessoas, organizações, instituições) de uma economia. eficiência Custo unitário ():Preço () e/ou Quantidade () Preços dos recursos e dos (1) Salários (2) Encargos Sociais (3a) Impostos s/trabalho (9) Organização do tempo de trabalho (10) Base institucional das relações laborais (11) Produtividade do trabalho (3b) Impostos s/capital (4) Taxa de Juro (5) Taxa de câmbio Condições de utilização dos factores produtivos (12) Estrutura activos e financiamento (13) Ritmo de rotação (14) Produtividade do Capital matériasprimas e bens intermédios (7) Preços regulados (8) Impostos específicos (15) Produtividade dos Materiais (economias de eficiência) (16) Progresso Tecnológico Combinação da eficiência e da eficácia Valor () : Margem >, Quantidade= ou Margem=, Quantidade > Políticas públicas (macro, micro, sectoriais, horizontais, regionais, estruturais) Trabalho Capital Materiais (18) Sistemas de educação e formação (19) Sistemas de ciência e tecnologia (20) Redes de infra-estruturas e de logística (21) Qualidade dos serviços públicos (22) Redes institucionais de governância Estratégias empresariais (iniciativas de concorrência e cooperação) (23) Inovação (actividades de I&D, gestão dos ciclos de vida dos processos e produtos, design,...) (24) Sistemas de qualidade (25) Organização da flexibilidade (26) Adaptação à procura (segmentação, tempo de resposta) (27) Redes de cooperação empresarial 47 (17) Produtividade Total dos Factores - Combinação de economias de escala, gama e especialização 48

13 Exemplo de composição de um índice de competitividade territorial

14 Política Económica e Actividade Empresarial 2. O Crescimento, a Competitividade e o Desenvolvimento Empresarial 2..3 O contributo das políticas de promoção da produtividade para o crescimento económico 1. Crescimento económico e competitividade: os grandes modelos teóricos 2. Competitividade e convergência económica Bibliografia: e Social, Volume 1 CIRIUS, CEPREDE e GEOIDEIA, Relatório para o Observatório do QCA, pp 33-39, 61-68) Crescimento económico e competitividade: os grandes modelos teóricos Neoclássicos (Kaldor, Solow e Swan): Trajectória de crescimento sucessão de equilíbrios estável; reposição automática Rendimentos marginais do capital decrescentes limite ao crescimento steady state Em steady-state o crescimento do PIBpc, produtividade e de K/L é nulo, pois todos os seus determinantes crescem à mesma taxa Progresso tecnológico (exógeno) permite evitar baixa da taxa de remuneração do capital evitando estagnação do investimento e gerando novos steady-states Há equilíbrio quando a taxa de crescimento do PIBpc = taxa de progresso técnico Taxa de progresso técnico PTF (resíduo de Solow) = y-(k+l) 1. Crescimento económico e competitividade: os grandes modelos teóricos Competitividade Crescimento Convergência Modelos de crescimento Coesão Desenvolvimento A competitividade coloca a questão do crescimento económico que não corresponde necessariamente a desenvolvimento O desenvolvimento gera coesão Na perspectiva dos processos sustentados de crescimento dos níveis de vida: competitividade e coesão, crescimento e desenvolvimento, devem ser entendidos como complementares A evolução dos modelos de crescimento acompanha a complexificação do quadro de factores de competitividade Crescimento económico e competitividade: os grandes modelos teóricos Crescimento endógeno (Barro, Romer) (1): Determinantes do crescimento: capital físico, capital humano, capital tecnológico, capital público (externalidades), learning by doing, divisão do trabalho, externalidades ) Progresso tecnológico é um resultado da economia (resultante da procura de inovação estimulada pela maximização do lucro) actividade remunerada Rendimentos marginais do capital são não decrescentes 55 56

15 1. Crescimento económico e competitividade: os grandes modelos teóricos Crescimento endógeno (Barro, Romer) (2): -se em mercados de concorrência imperfeita - caracterizados por elevados custos fixos e baixos custos marginais rendimentos marginais crescentes Usados como bens de capital ou intermédios acréscimo de produtividade no conjunto da economia e crescimento do produto Internacionalização dos spill-overs tecnológicos e de conhecimento redução dos custos de inovação e aumento da PTF papel da I&D doméstica na absorção de spill-overs Apesar da incerteza da mudança tecnológica tendência para o equilíbrio geral Crescimento económico e competitividade: os grandes modelos teóricos Evolucionistas: Diferenciação comportamental das decisões empresariais: Avanços tecnológicos estado contínuo de desequilíbrio, incerteza ex-ante Comportamento das empresas capacidades estratégicas (não só I&D e capital humano) Enquadramento institucional ajuda a explicar diferenças de crescimento entre países Vantagem competitiva: I&D, marketing, organização e gestão, aprendizagem individual e colectiva, economias de rede (ligações entre actores), direitos de propriedade. Crescimento não envolve necessariamente trajectória de convergência / alternância com divergência processo de transformação interactivo com a C&T e as instituições Ritmo de evolução da tecnologia e sua difusão (spill-overs) são favoráveis à convergência Crescimento económico associado a destruição criadora ascensão / declínio de indústrias Competitividade e convergência económica 2..3 O contributo das políticas de promoção da produtividade para o crescimento económico 2. Competitividade e convergência económica Convergência do PIB per capita / produtividade: sigma e beta e mudanças de posição regionais Convergências nominal, real e estrutural Nível de vida interno e poder de compra internacional Processos de convergência na UE Convergência do PIB per capita / produtividade: sigma e beta Convergência sigma: redução do grau de dispersão territorial do indicador (diminuição do coeficiente de variação) Gráfico 2: Convergência sigma no VAB per capita Coeficiente de variação 0,35 0,3 0,25 0,2 0,15 0, Fonte: DPP 60

16 Convergência do PIB per capita / produtividade: sigma e beta Convergência beta: Convergência do PIB per capita / produtividade: sigma e beta Para haver convergência beta os espaços menos desenvolvidos têm de crescer a taxas superiores às dos mais desenvolvidos Absoluta convergência para um único steady state; partindo de diferentes situações territoriais de partida (assimetrias), crescimento mais rápido das economias menos desenvolvidas, para um mesmo estádio de desenvolvimento. Condicional convergência para steady states distintos por território: com estruturas diferentes (assimetrias) cada economia tem o seu steady state, e a convergência define-se pela aproximação a esses estados, o que significa que a convergência não equivale a eliminação absoluta das assimetrias. Para isso, exige-se alterações estruturais mais profundas que possibilitem acréscimos dos próprios steady state. Estimação econométrica: txc(pib/h )= + PIB/H (Convergência com < 0) Convergência do PIB per capita / produtividade: sigma e beta Convergência beta: aplicação às regiões portuguesas Quadro 5 - Convergência beta crescimento do VAB per capita NUT III Convergência do PIB per capita / produtividade: sigma e beta Relação entre convergência beta e sigma: Período Coef independente (1) Velocidade de convergência R 2 BFNDW Convergência absoluta (equação 1) (3.963)*** -0,027 (-2.730)*** , (9.620)*** (0.713) (2.540)** ( )*** (0.540) (-2.569)** ln(y) A B ln(y) A ln(y) B A Convergência condicionada (equação 2) (3.630)*** (-3.077)*** B (3.492)*** (3.959)*** (-3.236)*** (-3.165)*** t t t (16.502)*** ( )*** *estatisticamente significativo a 10% **estatisticamente significativo a 5% ***estatisticamente significativo a 1% (1) No caso de convergência condicionada, o coeficiente independente representa a média dos coeficientes independentes regionais (2) Autocorrelação positiva Convergência sigma e beta Divergência sigma e beta Divergência sigma e convergência beta 63 64

17 A Convergência Económica na UE-15 (O período da programação estrutural, ) Convergência Nominal e Real A convergência analisa-se também pelas posições regionais na hierarquia de desenvolvimento (PIBpc) face às suas posições de partida PIB per capita Portugal Grécia Espanha Itália Alemanha Suécia Austria Finlândia Bélgica Dinamarca França Holanda Reino Unido Irlanda A convergência nominal corresponde a um processo de convergência dos níveis de preços, no quadro da realização do mercado interno, fortemente impulsionada pela UEM, que tende a ter uma velocidade mais elevada do que a do processo de convergência dos níveis de salários. Em termos dinâmicos, só encontramos efectiva convergência real quando os ganhos em matéria de produtividade, nos países menos desenvolvidos, são suficientes para compensar a redução da correcção das paridades de poder de compra originada pela evolução do nível geral de preços PIB per capita 2004 [A "bolha" representa a variação do PIBpc (em %) e a côr o seu sentido (verde - ganhos,vermelho - perdas)] CONVERGÊNCIA NOMINAL CONVERGÊNCIA REAL Nível de Vida Interno e Poder de Compra Internacional APROXIMAÇÃO DOS RITMOS DE EVOLUÇÃO DE PREÇOS E CUSTOS Estabilidade cambial, Nivelamento de taxas de juro, Homogeneização das taxas de inflação APROXIMAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE INTERVENÇÃO ESTATAL CONJUNTURAL Harmonização da fiscalidade (indirecta e específica), Restrições orçamentais comuns (saldos de execução e níveis de endividamento) CONVERGÊNCIA ESTRUTURAL APROXIMAÇÃO DOS SISTEMAS DE PREÇOS Remuneração dos factores, Estrutura de preços relativos, Redução da dispersão dos níveis absolutos de preços APROXIMAÇÃO DOS NÍVEIS DE VIDA DA POPULAÇÃO Crescimento mais rápido das economias e regiões menos desenvolvidas, Redução das disparidades no PIB per capita, - APROXIMAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO DESENVOLVIMENTO A PRAZO Sistema de educação e formação, Dotação de infra-estruturas Qualidade das administrações públicas APROXIMAÇÃO DAS ESTRUTURAS EMPRESARIAIS Convergência na especialização de actividades e nos modelos de negócios, Intensidade de utilização dos factores dinâmicos e avançados de competitividade Organização dos mercados, Comportamentos dos agentes económicos, Regulamentação da concorrência, níveis de protecção social e natureza das políticas públicas 67 A utilização do PIB per capita como indicador na análise dos processos de convergência económica, nomeadamente na Europa, é, muitas vezes, realizada sem rigor metodológico O PIB per capita, de um país ou de uma região, avaliado em paridades de poder de compra (PPC), representa uma aproximação ao nível de vida interno médio da respectiva população O PIB per capita, de um país ou de uma região, avaliado em euros correntes, representa uma aproximação ao poder de compra internacional médio da respectiva população

18 As Economias Nacionais na Europa Alargada (O 3º ciclo de programação estrutural, ) As Trajectórias Nacionais de Evolução ( ) Itália Irlanda Reino Unido Dinamarca Alemanha Austria Holanda Bélgica Suécia França Finlândia 100 Itália (89-93) Itália (94-99) Itália (1986) Reino Unido Itália (00-06) (94-99) Reino Unido (86) Irlanda (94-99) Reino Unido (89-93) PIB p/capita em PPC P Espanha Chipre Eslovénia Grécia Malta Portugal República Checa Hungria Eslováquia Letónia Lituânia Polónia Estónia PIB per capita em PPC 75 Grécia (86) Grécia (89-93) Portugal (89-93) Portugal (86) Espanha (94-99) Espanha (89-93) Grécia (00-06) Espanha (86) Portugal (00-06) Portugal (94-99) Grécia (94-99) Espanha (00-06) Irlanda (89-93) Irlanda (86) As Trajectórias Nacionais de Evolução ( ) Política Económica e Actividade Empresarial PIB per capita em PPC Bélgica (89-93) Holanda (89-93) Bélgica (86) França (00-06) Alemanha* (00-06) França (89-93) Austria (89-93) Austria (00-06) Holanda (00-06) Holanda (94-99) Bélgica (00-06) Bélgica (94-99) França (94-99) Finlândia (94-99) Austria (94-99) Austria (86) Reino Unido (00-06) Alemanha* Holanda (86) (94-99) Finlândia (00-06) França (86) Alemanha* (89-93) Suécia (00-06) Suécia (94-99) Finlândia (89-93) Finlândia (86) Irlanda (00-06) Alemanha (86) Dinamarca (00-06) Dinamarca (89-93) Dinamarca (86) Suécia (86) Dinamarca (94-99) Suécia (89-93) O Crescimento, a Competitividade e o Desenvolvimento Empresarial 2.3 O contributo das políticas de promoção da produtividade para o crescimento económico As articulações da competitividade: implicações para a política económica Competitividade e inovação; produtividade; flexibilidade e adaptabilidade Bibliografia Económica e Social, Volume 1 As grandes questões conceptuais e Observatório do QCA, pp 40-60). - Recent 12, Comissão Europeia, Direcção Geral Empresa) 72

19 Inovação As interacções do processo de inovação O processo de inovação deve ser visto como uma rede complexa de actividades e parcerias. Algumas actividades são internas à empresa e dependem de uma estreita comunicação e colaboração entre grupos ou departamentos dentro da empresa. Outras são externas, e correspondem a ligações que a empresa estabelece com outras entidades para ter acesso a conhecimentos, que complementam ou suplementam os seus, e que lhe fazem falta para levar a cabo o processo de inovação. I&D OA C&T Concepção de produtos Organização de processos e tecnologias Universidades Produção Processos Transformação Distribuição Transportes Logística Serviços Consumidores Utilizadores Serviços públicos de apoio Dimensões sinergéticas da inovação: Competitividade e Inovação Novos produtos (ganhos de eficácia)/ novos processos (ganhos de eficiência) Incremental (melhorias...) /radical: / (rupturas...) nos modelos de produção e/ou consumo e de gestão de recursos naturais Tecnológica / organizacional (na inovação de processos) conjugação de realidades técnicas e de realidades humanas e organizacionais Investimento material e imaterial Produção de conhecimento e difusão de conhecimento processos de aprendizagem / acumulação de conhecimento Globalização e a deslocação do efeito motor da oferta para a procura - segmentada / personalizada e exigente em qualidade e resposta rápida 75 Análise da COMPETITIVIDADE e da INOVAÇÃO (esquema integrador das diferentes dimensões de análise) Capacidade Científica e Tecnológica Desenvolvimento Novos Processos e Produtos Natureza dos Recursos "CONCEPÇÃO" "FABRICAÇÃO" DISTRIBUIÇÃO" OFERTA Gestão do Saber Material INOVAÇÃO Ritmo e orientação Valor Identificação de Necessidades Imaterial Natureza das Actividades e dos Investimentos Renovação Estilos de Vida Transformação Modelos de Consumo Natureza dos Produtos/Serviços PROCURA (Sentido da deslocação do dinamismo competitivo (do protagonismo da "oferta" ao protagonismo da "procura") 76

20 COMPETITIVIDADE centrada no custo e INOVAÇÃO limitada COMPETITIVIDADE centrada no valor e INOVAÇÃO rápida Gestão do Saber articulação deficiente Identificação de Necessidades Gestão do Saber sinergias sustentadas Identificação das Necessidades Capacidade Científica e Tecnológica INOVAÇÃO Renovação Estilos de Vida Capacidade Científica e Tecnológica INOVAÇÃO Renovação Estilos de Vida Desenvolvimento Novos Processos e Produtos Transformação Modelos de Consumo Desenvolvimento Novos Processos e Produtos Transformação Modelos de Consumo recursos demasiado genéricos competências insuficientes produtos insuficientemente recursos específicos competências dinâmicas produtos diferenciados "CONCEPÇÃO" "FABRICAÇÃO" DISTRIBUIÇÃO" "CONCEPÇÃO" "FABRICAÇÃO" DISTRIBUIÇÃO" défice estrutural actividades "truncadas" défice estrutural integração estrutural integração estrutural cadeias de valor alargadas e qualificadas OFERTA PROCURA (Sentido da deslocação do dinamismo competitivo (do protagonismo da "oferta" ao protagonismo da "procura") 77 Estratégias competitivas orientadas pela gestão do valor para o cliente OFERTA PROCURA (Sentido da deslocação do dinamismo competitivo (do protagonismo da "oferta" ao protagonismo da "procura") 78 Competitividade e flexibilidade e adaptabilidade Valor do produto percepcionado pelo mercado I II valor (+) e preço (-) rupturas estratégicas 6 progresso preço (-) e valor (=) diferenciação preço (-) > valor (-) custo 1 fronteira eficiente 2 5 viabilidade na ineficiência preço (-) < valor (-) III valor (+) e preço (=) valor 3 IV 4 valor (+) > preço (+) diferenciação fronteira eficiente viabilidade na ineficiência valor (+) < preço (+) Inviabilidade valor (-) e preço (+) Preço do produto 79 Estabilidade macroeconómica + mobilidade microeconómica condições para uma economia flexível e adaptável às modificações tecnológicas e de mercado (alterações de procura; estratégias das economias concorrentes) Possibilidades de automatização flexível e integrada oferecidas pelas tecnologias da informação e computação Gestão da relação entre clientes e fornecedores (just-in-time) Integração da concepção, desenvolvimento, produção e distribuição dos produtos Mecanismos de contratação duradouros (redes) Qualidade total (nos produtos defeito zero e na gestão) Articulação entre educação e formação profissional: a aprendizagem pelo fazer e ao longo da vida... 80

21 Competitividade e Flexibilidade e Adaptabilidade Competitividade e produtividade Um cluster é 81 uma aglomeração ou polarização geográfica e histórica de empresas e actividades, de instituições e serviços, interligados e associados pela partilha e utilização comum de infra-estruturas e pela exploração de complementaridades, isto é, uma rede, mais ou menos alargada, de estruturas empresariais diversificadas mas fortemente interdependentes num processo ou cadeia de criação colectiva e cumulativa de valor A produtividade como elemento motor do crescimento económico (ritmo e natureza do crescimento crescimento intensivo /crescimento extensivo em trabalho) Acréscimos de eficiência / pleno emprego de recursos humanos Globalização / polarização pela procura: da produtividade física (quantidade) à produtividade valor Cash-flow gerado; valor percebido pelo mercado e estratégias empresariais Produtividade elemento de eficiência produtiva / produtividade associada à concepção; ao uso de recursos não renováveis; à pegada Eficiência individual e eficiência colectiva: a organização da empresa e as redes de empresas (concorrência + cooperação coopetition; externalidades de rede) e clusters Divisão do trabalho ao longo da cadeia de valor e actividades de suporte 82 elemento catalisador de actividades inovadoras Envolvente favorável à sustentação de ciclos dinâmicos de investimento Envolvente Concorrencial Concorrência interna e local significativa Condições de Oferta Qualidade elevada dos Recursos Humanos, das Infra-estruturas e serviços de C&T, I&D e Informação & Comunicação Indústrias e Serviços de Suporte Capital de Risco abundante Actividades complementares e fornecedores especializados Ligação a clientes sofisticados e exigentes e a clientes de vanguarda que antecipam tendências Condições de Procura Capacidade de satisfação de procuras específicas em segmentos dinâmicos 83 84

22 A LÓGICA DA FORMAÇÃO E CONSOLIDADÇÃO DOS CLUSTERS Interacção concentrada Confluência de prioridades institucionais e convergência de práticas; Aglomeração, ligações e complementaridade; Partilha de estruturas e valores comuns; Concorrência, especialização e diversificação) Capacidade de investimento e de iniciativa reforçada Orientação para o mercado e para a inovação Conquista e alargamento da escala / Acesso a externalidades de conhecimento e organização Cadeia de valor agilizada (disponibilidade de recursos) (adaptação à procura) (eficiência colectiva) (curva de experiência acelerada) (Iniciativa facilitada) 85 Políticas horizontais (regulação da concorrência)/ Políticas verticais (orientação para um sector / região específico) Falhas de mercado / falhas de Estado / imperfeições sistémicas Exs.: as imperfeições de sistema que impedem que um agrupamento de actividades funcione como cluster, tais como, ausência de articulação e de cooperação entre os meios empresariais e universitário (instituições de interface) ou entre as próprias empresas Políticas de indução indirecta de clusters inovadores favorecimento da criação de instituições que estabelecem as interacções entre agentes Economia do conhecimento Sistemas de inovação Estratégia de Lisboa e políticas comunitárias Cap. 3 86

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