Educação, Economia e Capital Humano em Portugal Notas sobre um Paradoxo

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1 Portugal na União Europeia Faculdade de Economia, Universidade do Porto - 21 Janeiro 2011 Educação, Economia e Capital Humano em Portugal Notas sobre um Paradoxo Pedro Teixeira (CEF.UP/UP e CIPES); Miguel Portela (NIPE e UM); João Cerejeira (NIPE e UM); Marta Simões (GEMF e UC) e Carla Sá (NIPE/UM e CIPES)

2 Educação e Economia Uma relação recente e complexa Perspectiva individual e social Valorização dos benefícios monetários O caso português como um caso paradoxal

3 Um aparente paradoxo Educação e Capital Humano em Portugal: A percepção do atraso Expectativas elevadas Massificação do sistema de ensino Cepticismo quanto aos resultados

4 Evolução da Taxa de Alfabetização (Fonte: De la Fuente e Domenech (2001) e UNESCO) Quadro 1 - Evolução da Taxa de Alfabetização ( ) ANOS PORTUGAL ESPANHA ITÁLIA GRÉCIA

5 Nível de Escolaridade da População Portuguesa (Fonte: De la Fuente e Domenech, 2001; UNESCO) ANOS Quadro 1 - Evolução da Taxa de Alfabetização ( ) Analfabeta Saber Ler e Escrever º Ciclo Básico º Ciclo Básico º Ciclo Básico Secundário Médio e Superior

6 Qualificação da População Activa (Fonte: Eckaus, 2007) Nº médio de anos de escolaridade da população activa

7 Qualificação da População Activa (Fonte: Quadros de Pessoal) 90,0% % de trabalhadores com 30 a 35 anos por nível máximo de escolaridade e ano 80,0% 70,0% 60,0% 50,0% 40,0% 30,0% 20,0% 10,0% 0,0% % Educ <=6 % Educ=9 % Educ=12 % Educ Superior

8 Hungary1 Greece Poland1 Italy1 Portugal Korea Spain France1 Czech Republic2 Australia Belgium2 Slovenia Austria Estonia Canada2 Slovak Republic Denmark1 Netherlands2 Germany United States3 United Kingdom1 Norway Finland1 Switzerland New Zealand1 Sweden3 Participação em Actividades de Educação (Formal e Não-Formal) (Fonte OCDE, 2010) % OECD average

9 Factores Explicativos do Crescimento Económico (Fonte Lains, 2003) TRABALHO CAPITAL HUMANO CAPITAL PTF

10 Educação e Crescimento Efeito directo importante na produtividade dos factores Efeitos indirectos ainda mais importantes inovação e absorção de tecnologia Estímulo ao investimento em capital físico Impacto muito importante do ensino primário e secundário

11 Taxas de Retorno Privado da Educação PERÍODO % TAXA DE RETORNO 1986/ % (OLS) 1995 OLS % QR % 1982/1994 OLS % / QR % / % 1982/1986/1992 OLS - 5.3% / 5.5% / 6.4% QR % / % / %

12 7,60% Taxas de Retorno Médio por Ano de Escolaridade em Portugal ( ) - OLS Fonte: Quadros de Pessoal 7,40% 7,20% 7,00% 6,80% 6,60% 6,40% 6,20%

13 Retornos da Educação (Fonte: Quadros de Pessoal) 250% Retorno salarial, em relação a trabalhadores com o 6º ano de escolaridade ou menos, por nível de escolaridade e ano (trabalhadores com 30 a 35 anos ) 200% 150% 100% 50% 0% Ret Educ 9 Ret Educ 12 Ret Educ Superior

14 Educação e Emprego Crescimento da taxa de desemprego dos diplomados Crescimento muito rápido da oferta de diplomados Grande desemprego friccional Nível de desemprego permanece baixo Problemas pontuais

15 Sobre-educação no Mercado de Trabalho Crescimento e composição da Oferta Estratégia de integração no mercado de trabalho Modernização e ajustamento tecnológico Desequilíbrios e ajustamentos

16 Formação Profissional e Emprego Volume de formação permanece baixo Retorno elevado, sobretudo para formação promovida pelo empregador Distribuição desigual da oferta de formação Sinalização menos positiva de certos tipos de formação

17 Educação e Equidade Alargamento significativo da composição do corpo discente (género, região, estrato social) Grande variabilidade do retorno da educação Diferenças crescentes entre níveis de educação Diferenças persistentes relativamente ao género

18 Educação e Economia em Portugal um balanço provisório Elevadas expectativas face ao atraso histórico Efeitos muito significativos ao nível do crescimento económico Efeitos importantes e persistentes no mercado de trabalho ao nível do rendimento e do emprego Contributo complexo em termos de equidade

19 Educação e Economia em Portugal Algumas questões para debate Qual o balanço do processo de massificação do sistema de ensino? Será que persiste uma visão mecânica e algo ingénua dos efeitos económico-sociais da educação? Qual o ajustamento das expectativas individuais face ao binómio educação-mercado de trabalho? Como desenvolver uma segunda geração de políticas educativas? Como envolver as entidades empregadoras?

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