Portugal 2020 O Financiamento às Empresas. Empreender, Inovar, Internacionalizar. Speaking Notes. Fevereiro 10, Vila Nova de Famalicão

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1 Portugal 2020 O Financiamento às Empresas Empreender, Inovar, Internacionalizar Speaking Notes Fevereiro 10, 2015 Vila Nova de Famalicão Casa das Artes Miguel Frasquilho Presidente, AICEP Portugal Global

2 Senhor Ministro da Economia, Dr. António Pires de lima, Senhor Secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, Dr. Pedro Gonçalves, Senhor Presidente do IAPMEI, Prof. Miguel Cruz, Senhor Presidente do Turismo de Portugal, Dr. João Cotrim Figueiredo, Senhores Administradores da AICEP, do IAPMEI e do Turismo de Portugal aqui presentes, Senhores Empresários, Minhas senhoras e meus senhores, É um gosto para a AICEP, Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal co-organizar, juntamente com o IAPMEI num excelente exemplo de boa cooperação institucional entre entidades públicas, esta sessão sobre o novo quadro de financiamento Portugal Com este evento, que decorrerá durante a tarde de hoje, pretende-se, tal como já aqui foi mencionado, ajudar as empre- 1

3 sas a perceber melhor os novos sistemas de incentivos que estão disponíveis. Apoios à Qualificação e Internacionalização de PMEs; a projetos de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico (I&DT); e a projetos de investimento produtivo. Como é fácil de perceber pela nossa missão, não poderíamos estar mais interessados em ajudar a divulgar este novo pacote de apoios financeiros. Com este avultado montante à disposição, cerca de 26 mil milhões de euros dos quais cerca de 40%, ou cerca de 10 mil milhões de euros, serão destinados às empresas, contribuir-se-á para aumentar a captação e retenção de investimento, bem como a internacionalização do tecido empresarial nacional. Estaremos, desta forma as nossas empresas que são as Vossas empresas. Ou seja, estamos a fortalecer Portugal! 2

4 Minhas senhoras e meus senhores, Este novo quadro comunitário tem lugar num momento em que as relações económicas entre Portugal e o Mundo têm conhecido um acentuado desenvolvimento, tanto no que se refere ao comércio bilateral de bens e serviços, como ao investimento. Na vertente da internacionalização, a abertura crescente da economia portuguesa aos mercados internacionais tem sido consequência do esforço e da resiliência dos empresários nacionais e permitam-me que o acentue, porque é justo: uma consequência do vosso esforço e da vossa resiliência. E os resultados estão à vista de todos. Desde 2012, Portugal regista uma balança externa positiva, uma situação totalmente distinta da tendência das últimas décadas. E as exportações portuguesas de bens e serviços representam já cerca de 40% do PIB, uma subida de 12 pontos percentuais face ao que se verificava em

5 As empresas portuguesas passaram a focar-se na estratégia de internacionalização das suas atividades, vendendo os seus produtos e serviços num crescente número de mercados. Atualmente, são já mais de 40 mil as empresas portuguesas exportadoras de bens e serviços, que facturam cerca de 30% das suas vendas ao exterior a mercados extracomunitários, mais 10 pontos percentuais do que em Temos, portanto, mais empresas portuguesas a vender os seus produtos e serviços e em mais mercados, provando que o Made in Portugal é hoje um ativo reconhecido internacionalmente e, muito importante, um ativo que acrescenta valor, que é uma situação que, há alguns anos, não se verificava. No entanto, e apesar dos resultados muito positivos já alcançados, temos ainda um longo caminho a percorrer se nos quisermos aproximar de alguns países europeus comparáveis no que se refere ao peso das exportações no PIB. E aqui refirome à Irlanda com mais de 100%; passando pela Eslováquia, 4

6 com cerca de 90%, até aos casos da Áustria e Dinamarca, em que este valor se situa acima dos 50%. Com este novo Portugal 2020 estão criadas as condições para que os anos vindouros sejam, de facto, ainda melhores: Permitam-me destacar: O alargamento do leque de atividades transacionáveis a áreas até agora excluídas, nomeadamente relacionadas com serviços internacionalizáveis nas áreas da educação e da saúde humana e apoio social, bem com a atividades de rádio, televisão e telecomunicações; O alargamento do leque de elegibilidades nos Projetos de Internacionalização, a áreas correlacionadas, como a Presença na web (economia digital), o Desenvolvimento e promoção internacional de marcas, Certificações específicas para os mercados externos, ( ) enfim, para além das vertentes de prospecção e marketing internacional; E, também, a Criação do Vale Internacionalização, para aquisição de serviços de prospecção de mercados. 5

7 Como juntos somos mais fortes, também me parece relevante a majoração de 5% do incentivo às empresas participantes em projetos conjuntos (associações + empresas). A AICEP está totalmente empenhada em ajudar as vossas empresas nos processos de internacionalização. E isto, quer cá dentro, quer, sobretudo, lá fora. Cá dentro, nas candidaturas a este Portugal 2020; e através das ações de capacitação internacional que promovemos (como é o caso, por exemplo, do Roadshow Portugal Global, uma iniciativa que está a percorrer o país mensalmente, e que pretende aproximar as oportunidades de internacionalização que identificamos, quer em termos geográficos, quer sectoriais, das regiões que visitamos). E sobretudo lá fora no terreno, a potenciar os vossos negócios. E, portanto, sendo esta uma das missões da AICEP, não é de estranhar que o nosso Plano Estratégico, recentemente apresentado, vá neste sentido: até final de 2016, pretendemos 6

8 acompanhar 65 mercados, alargando assim a nossa presença a 12 novos países, em zonas de maior dinamismo económico. Como penso ser consensual, para um pequeno país como Portugal, que tem um mercado interno muito limitado, a internacionalização é a única forma de proporcionar um crescimento económico e um desenvolvimento sustentáveis. Ora, só com mais inovação, e mais e melhor investimento seremos capazes de sustentar um crescimento forte das exportações, como todos desejamos. O Portugal 2020 vem, também, e naturalmente, ao encontro disto mesmo. De forma não exaustiva, permitam-me destacar, ao nível do investimento: Primeiro, o aumento da exigência de inovação para as Não PMEs, não sendo passíveis de apoio projetos de investimento de mera expansão ou de modernização; 7

9 Depois, o facto de, no caso de projetos de investimento localizados nas NUTS II Lisboa e Algarve, promovidos por Grandes Empresas, apenas serem elegíveis atividades de inovação produtiva a favor de uma nova atividade; Mas permitam-me também destacar o alargamento Das despesas elegíveis, passando-se a incluir despesas em construção para os projetos industriais; Assim como do Plano de Reembolso para 8 anos, incluindo 2 anos de carência e 6 de reembolsos, quando anteriormente a regra geral era um Plano total de 6 anos, com 3 anos de carência (sendo que os projetos de turismo mantêm um Plano de Reembolso de 10 anos, incluindo 3 anos de carência e 7 anos de reembolso); Também aqui, a AICEP está totalmente comprometida em Vos auxiliar. De forma mais direta, nos Vossos investimentos, mas também atraindo mais e melhor investimento que potencie os Vossos negócios e o País. Com a implementação do nosso Plano Estratégico criaremos 8

10 uma rede de especialistas na captação de investimento estrangeiro, designados como FDI Scouts. Esta equipa irá, para já, focar-se em 3 áreas geográficas: América do Norte (Canadá e Estados Unidos), Europa (Alemanha, Benelux, França, Itália, Reino Unido e Suíça) e Ásia (China, Coreia do Sul e Japão). Iremos, assim, focar os nossos esforços nas economias com maior relevância ao nível do investimento estrangeiro mundial e que, apesar de já investirem em Portugal, oferecem um potencial de crescimento muito relevante. Porque a verdade é que, hoje, Portugal está mais atrativo para o investimento e há que retirar beneficio desta realidade. Ao longo dos últimos anos, o nosso país tem vindo a corrigir alguns dos seus desequilíbrios estruturais, como é o caso das contas externas e das contas públicas, e a implementar um vasto conjunto de medidas em prol da melhoria da competitividade. 9

11 Com reformas como, por exemplo, a do mercado de trabalho, em que Portugal convergiu para a média da OCDE no que concerne à flexibilidade laboral; ou a reforma do IRC, que deve ficar completa até 2018, e com a qual se prevê que o País ofereça um dos mais competitivos regimes da União Europeia, não só ao nível da taxa (que se prevê possa atingir 17% em 2018, face aos 31.5% de 2013), mas ao nível de várias outras vertentes do imposto; Portugal melhorou a sua competitividade: O nosso país ocupa hoje a 25ª posição no ranking de competitividade Doing Business 2015, entre 189 países à frente de França, Espanha, Itália, Holanda, Polónia ou Japão; E outro relevante ranking de competitividade, o World Economic Forum coloca Portugal como o 36º país mais competitivo do mundo (de um total de 144 países analisados). Este tão importante Portugal 2020 vem reforçar a oferta 10

12 nacional, vem reforçar as condições e características muito atrativas que o país já oferece. O novo Código Fiscal do Investimento, o sistema científico e universitário de qualidade, as redes de infraestruturas de telecomunicações e logística de topo, e a ampla gama de fornecedores e empresas de referência, são apenas alguns dos exemplos que podem ser mencionados. Parece-nos, realmente, que este é um bom momento para investir em Portugal. Portugal é hoje um País mais integrado na economia global, mais competitivo e mais sustentável. Senhoras e Senhores, O novo quadro comunitário de apoio, Portugal 2020, é uma oportunidade que não pode, nem deve, ser desperdiçada. É uma oportunidade única para as empresas portuguesas intensificarem o rumo do crescimento sustentável em que Portugal se encontra. Sustentar-se-á o crescimento económi- 11

13 co e melhorar-se-á o nível de vida da população. É nisto que, tenho a certeza, todos estamos empenhados. Pela nossa parte, pela parte da AICEP, tudo faremos para ajudar a alcançar este desígnio nacional. E em jeito de conclusão, permitam-me realçar o subtítulo da sessão de hoje e lançar um último repto: Inovem, Invistam, Internacionalizem-se! É esse o caminho certo; eu diria mesmo, é esse o único caminho que oferece garantias de continuarmos a progredir. Muito obrigado pela vossa atenção. 12

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