Uma política econômica de combate às desigualdades sociais

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Uma política econômica de combate às desigualdades sociais"

Transcrição

1 Uma política econômica de combate às desigualdades sociais Os oito anos do Plano Real mudaram o Brasil. Os desafios do País continuam imensos, mas estamos em condições muito melhores para enfrentálos. Com a ajuda de toda a população, o Governo Federal construiu uma economia sólida e desenvolveu programas sociais eficazes, destinados sobretudo aos mais pobres. O Plano Real foi o instrumento que tornou possível promover os benefícios para milhões e milhões de brasileiros. Em resumo, ingressamos numa era de estabilização, de crescimento e de distribuição de renda e abandonamos o círculo vicioso da recessão, da inflação e da concentração de renda A primeira forma de luta contra a exclusão social consistiu em conseguir a estabilização econômica, deixando para trás quatro décadas de convivência com a inflação. Em junho de 1994, a inflação estava em 47%, quando foi controlada pelo Plano Real. Em 2001, a média foi de apenas 0,6% ao mês. O Governo Federal desmontou a ciranda da inflação, deixou de agir na economia como se fosse um megaempresário, reestruturou o sistema financeiro e consolidou o ajuste fiscal (o equilíbrio das contas públicas, isto é, o Estado brasileiro não pode gastar mais do que arrecada). A estabilização contribuiu para distribuir a renda e melhorar as condições de vida da população. A segunda forma de luta contra a exclusão social foi o crescimento econômico, com aumento da produção e do emprego. Uma importante razão para isso foi o aumento do poder de compra dos assalariados logo após o Plano Real. O crescimento econômico médio entre 1995 e 2001 foi da ordem de 2,9% do PIB, superior aos 6 anos anteriores (da ordem de 0,6% do PIB). Isso se deu apesar de o País ter enfrentado três crises econômicas internacionais de graves proporções (mexicana, asiática e russa).

2 A terceira forma de luta contra a exclusão social baseou-se em investimentos diretos num bem-sucedido conjunto de programas em áreas como educação, saúde, reforma agrária e combate à pobreza, entre outras. As bases para um novo tipo de desenvolvimento O modelo de industrialização seguido pelo Brasil desde a década de 1930 ficou conhecido como de substituição de importações e estava baseado na proteção do Estado e no fechamento do mercado interno. Foi capaz de impulsionar o desenvolvimento do País por quase 50 anos, mas teve também limitações importantes. Limitação número 1: beneficiou apenas uma parcela restrita de brasileiros. Limitação número 2: favoreceu a formação de monopólios e, ao proteger a empresa nacional da concorrência estrangeira, acabou por torná-la menos competitiva e inferior na qualidade de seus produtos e serviços. Em decorrência dessa herança, o País mostrava-se incapaz de financiar os investimentos necessários a um novo ciclo de desenvolvimento. Era preciso, ao mesmo tempo, buscar uma saída que permitisse democratizar os ganhos do desenvolvimento e associar a economia brasileira à dinâmica da economia internacional. Para atingir esses objetivos, a partir de 1995, o Governo Federal seguiu uma agenda de reformas cujos principais tópicos vão listados no quadro a seguir. 272 Brasil , a era do Real

3 O crescimento do PIB Os anos 80 foram considerados uma década perdida para a economia brasileira um período de dificuldades que parecia não ter fim. De 1981 a 1992, o PIB per capita diminuiu 0,5% ao ano, em média. Em seguida, veio o contraste: em 2001, a economia brasileira completou nove anos de crescimento contínuo. De 1993 a 2001, o PIB per capita aumentou 1,7% ao ano, em média. De 1993, quando foram tomadas as primeiras medidas que prepararam o Plano Real, até 2001, o PIB brasileiro cresceu em média 3,1% ao ano, menos do que o desejado Uma política econômica de combate às desigualdades sociais 273

4 pela população, mas acima do dobro do crescimento médio dos 12 anos anteriores. O crescimento acumulado foi de 31,2%. Além disso, o crescimento da economia brasileira foi muito mais regular. Com as limitações internas e as crises externas, não houve nenhum ano de queda do PIB desde 1993, embora o crescimento tenha sido pequeno em 1998 e Dos 12 anos anteriores, cinco tiveram queda do PIB. 274 Brasil , a era do Real

5 No dia 28 de março de 2002, o IBGE divulgou os resultados do PIB brasileiro para o ano de 2001, que foi de R$ 1,184 trilhão, o que representou um crescimento real de 1,51% em relação ao ano de Indústria, agricultura e serviços mostram dinamismo A partir de 1993, a indústria brasileira recuperou o dinamismo, com uma expansão média de 3,1% ao ano. Antes, de 1981 a 1992, o setor industrial havia encolhido, com uma queda média anual do produto de 0,14%. Contrariando a visão de que a abertura às importações seria prejudicial, a indústria foi o setor que teve a recuperação mais expressiva. Para a população, isso foi sentido na prática: O gasto menor com alimentos e a recuperação do acesso ao crédito impulsionaram o consumo de bens duráveis, como carros e TV em cores. Foi nítida a mudança de patamar no volume de produção e consumo. De para , a média anual da produção de autoveículos aumentou 48%, ao passo que a de TV em cores cresceu 118%. No começo dos anos 1990, a produção de carros ficava pouco acima de 1 milhão de unidades por ano. Após o Plano Real, houve saltos seguidos, batendo o recorde de 2,1 milhões de veículos em Uma política econômica de combate às desigualdades sociais 275

6 Produção de TV em cores Em milhões de aparelhos 8,5 7,8 3,4 5,0 6,1 5,8 4,0 5,3 4,7 2,4 2, Fonte: Abinee, Eletros Algo semelhante se deu com a TV em cores, um sonho de consumo cada vez mais possível de se realizar para inúmeras famílias a partir de então. Em 1992, foram produzidas 2,3 milhões de TV em cores. Após o Plano Real, esse número subiu para 8,5 milhões, quase quatro vezes mais. Mesmo com a queda nos anos seguintes, a produção manteve-se em níveis muito mais elevados que o anterior. Em ambos os casos, a demanda da população foi atendida basicamente pela indústria brasileira, cuja produção se ampliou e diversificou, sem temer a abertura às importações de carros e aparelhos eletroeletrônicos. Alguns tipos de produto tiveram uma acentuada queda de preços. Houve uma melhora generalizada da qualidade, bem como uma atualização tecnológica dos produtos, em sintonia com o que há de melhor no mundo todo. A retomada dos investimentos no setor industrial foi marcante. Na média de 1995 a 2000, os investimentos apresentaram uma expansão de 87% sobre a média de 1991 a 1994, conforme mostra o gráfico acima. 276 Brasil , a era do Real

7 Também a agropecuária aumentou seu ritmo de crescimento e deu dois grandes saltos em sete anos. Com isso, contribuiu expressivamente para a estabilização dos preços, a geração de divisas e a expansão da economia. O País se firmou como grande fornecedor mundial de grãos e de carne bovina, suína e de frango, por exemplo (veja o capítulo sobre agricultura). O melhor exemplo de que a modernização alcançou o setor de serviços vem do turismo. Finalmente, o Brasil começou a aproveitar seu enorme potencial nessa área de maneira profissional e organizada, com atração de turistas estrangeiros e estímulo ao turismo doméstico. O mercado segurador brasileiro também teve um comportamento muito positivo, com a queda da inflação. A modernização contínua da estrutura produtiva do País exigiu uma diversificação na oferta de produtos de seguros e resseguros. Uma política econômica de combate às desigualdades sociais 277

8 Mercado segurador Crescimento acumulado 120,00% 100,00% 80,00% 104,73% 73,81% 60,00% 40,00% 20,00% 5,59% 3,42% 0,00% Seguro Resseguro Fonte: ECT Só a China atraiu mais investimentos que o Brasil Desde 1996, o Brasil só é superado pela China como principal destinatário dos investimentos estrangeiros diretos entre os países emergentes. De 1,3 bilhão de dólares em 1993, a entrada saltou para 33 bilhões em 2000 (confira no gráfico abaixo). Em 2001, apesar de todas as dificuldades externas e da crise de energia, esse volume chegou a 22,6 bilhões de dólares. A partir do Plano Real, o ingresso anual de investimentos diretos estrangeiros deu um salto. A média anual de 1994 a 2001 é 13 vezes maior do que no começo da década. Até 1993, os investimentos diretos estrangeiros mantinham-se longe do Brasil, como ficaram em toda a década de 1980 um pouco acima de um bilhão de dólares anuais. Os investimentos estrangeiros têm tido um papel importante na modernização da estrutura produtiva do País, seja pela compra de empresas pré-existentes, seja com novos empreendimentos. Ao contrário do que acontecia quando a economia era fechada, a nova fase traz para o Brasil tecnologias de produto e de processo de padrão mundial. Em alguns setores, verifica-se a transferência de parte das atividades de pesquisa e desenvolvimento. 278 Brasil , a era do Real

9 O fortalecimento regional A existência de fontes de financiamento estáveis, garantida pelos Fundos Constitucionais de Financiamento, potencializou e viabilizou a captação de significativos volumes de recursos para as economias das Regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte, provenientes de outras fontes nacionais e internacionais. Um exemplo é o do montante de R$ 6,7 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), no período (até julho), que permitiu atrair outros recursos para a região, computados apenas os financiamentos do Banco do Nordeste, no total de R$ 9,6 bilhões. Isso representou uma injeção de recursos da ordem de R$ 17,3 bilhões, com impacto direto na redistribuição da renda no Nordeste, uma vez que 61,4% destinaram-se a agentes produtivos de mini e pequeno porte. Por meio do Banco do Nordeste, o Governo Federal financiou investimentos que ajudaram a estruturar as atividades produtivas do semi-árido, utilizando recursos do FNE. Foram aplicados, de 1995 a 2002 (julho), R$ 2,3 bilhões, que representa 51% dos recursos desse fundo. O conjunto de ações para impulsionar o desenvolvimento das regiões menos dinâmicas possibilitou ao Nordeste um crescimento médio anual de 2,36%, entre 1996 e 1999, superior ao brasileiro. Como um dos resultados, a participação dessa região no PIB nacional elevou-se de 12,8% para 13,1% no mesmo período. Uma política econômica de combate às desigualdades sociais 279

10

é de queda do juro real. Paulatinamente, vamos passar a algo parecido com o que outros países gastam.

é de queda do juro real. Paulatinamente, vamos passar a algo parecido com o que outros países gastam. Conjuntura Econômica Brasileira Palestrante: José Márcio Camargo Professor e Doutor em Economia Presidente de Mesa: José Antonio Teixeira presidente da FENEP Tentarei dividir minha palestra em duas partes:

Leia mais

PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA

PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA SETEMBRO /2012 ÍNDICE INTRODUÇÃO 3 1. Dimensão e características da ocupação no setor da construção civil no Brasil e na Bahia (2000 e 2010)...

Leia mais

3 O Panorama Social Brasileiro

3 O Panorama Social Brasileiro 3 O Panorama Social Brasileiro 3.1 A Estrutura Social Brasileira O Brasil é um país caracterizado por uma distribuição desigual de renda. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios

Leia mais

Os altos juros pagos pelo Estado brasileiro

Os altos juros pagos pelo Estado brasileiro Boletim Econômico Edição nº 91 dezembro de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Os altos juros pagos pelo Estado brasileiro Neste ano de 2014, que ainda não terminou o Governo

Leia mais

Atendência de forte ex

Atendência de forte ex ARTIGO Estudo traça o novo perfil do desemprego no Brasil A abertura comercial sem critérios, aliada ao contexto competitivo interno de altas taxas de juros e ausência de financiamento de médio e longo

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Junio 2011 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

Conjuntura - Saúde Suplementar

Conjuntura - Saúde Suplementar Conjuntura - Saúde Suplementar 25º Edição - Abril de 2014 SUMÁRIO Conjuntura - Saúde Suplementar Apresentação 3 Seção Especial 5 Nível de Atividade 8 Emprego 9 Emprego direto em planos de saúde 10 Renda

Leia mais

A RECUPERAÇÃO DA PRODUÇÃO DO ALGODÃO NO BRASIL. Joffre Kouri (Embrapa Algodão / joffre@cnpa.embrapa.br), Robério F. dos Santos (Embrapa Algodão)

A RECUPERAÇÃO DA PRODUÇÃO DO ALGODÃO NO BRASIL. Joffre Kouri (Embrapa Algodão / joffre@cnpa.embrapa.br), Robério F. dos Santos (Embrapa Algodão) A RECUPERAÇÃO DA PRODUÇÃO DO ALGODÃO NO BRASIL Joffre Kouri (Embrapa Algodão / joffre@cnpa.embrapa.br), Robério F. dos Santos (Embrapa Algodão) RESUMO - Graças a incentivos fiscais, ao profissionalismo

Leia mais

Conjuntura Dezembro. Boletim de

Conjuntura Dezembro. Boletim de Dezembro de 2014 PIB de serviços avança em 2014, mas crise industrial derruba taxa de crescimento econômico Mais um ano de crescimento fraco O crescimento do PIB brasileiro nos primeiros nove meses do

Leia mais

Discurso de Luiz Inácio Lula da Silva Seminário do Prêmio Global de Alimentação Des Moines, Estados Unidos 14 de outubro de 2011

Discurso de Luiz Inácio Lula da Silva Seminário do Prêmio Global de Alimentação Des Moines, Estados Unidos 14 de outubro de 2011 Discurso de Luiz Inácio Lula da Silva Seminário do Prêmio Global de Alimentação Des Moines, Estados Unidos 14 de outubro de 2011 Estou muito honrado com o convite para participar deste encontro, que conta

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Novembro 2012 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

2. QUATRO CENÁRIOS PARA O RIO GRANDE DO NORTE

2. QUATRO CENÁRIOS PARA O RIO GRANDE DO NORTE 2. QUATRO CENÁRIOS PARA O RIO GRANDE DO NORTE 35 1 Este capítulo apresenta uma síntese de quatro cenários prospectivos elaborados pelo Mais RN. O documento completo, contendo o detalhamento dessa construção,

Leia mais

Cenário positivo. Construção e Negócios - São Paulo/SP - REVISTA - 03/05/2012-19:49:37. Texto: Lucas Rizzi

Cenário positivo. Construção e Negócios - São Paulo/SP - REVISTA - 03/05/2012-19:49:37. Texto: Lucas Rizzi Cenário positivo Construção e Negócios - São Paulo/SP - REVISTA - 03/05/2012-19:49:37 Texto: Lucas Rizzi Crescimento econômico, redução da pobreza, renda em expansão e dois grandes eventos esportivos vindo

Leia mais

Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco. Central do Brasil, na Comissão Mista de Orçamento do. Congresso Nacional

Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco. Central do Brasil, na Comissão Mista de Orçamento do. Congresso Nacional Brasília, 18 de setembro de 2013. Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil, na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional Exmas. Sras. Senadoras e Deputadas

Leia mais

A queda da desigualdade e da pobreza no Brasil

A queda da desigualdade e da pobreza no Brasil 28 set 2006 Nº 14 A queda da desigualdade e da pobreza no Brasil Por Antonio Prado 1 Economista do BNDES O salário mínimo subiu 97% de 1995 a 2006, enquanto a concentração de renda diminuiu O desenvolvimento

Leia mais

Aumentar a fonte Diminuir a fonte

Aumentar a fonte Diminuir a fonte 1 de 6 31/01/2014 23:46 Aumentar a fonte Diminuir a fonte SOMOS CINCO - Líderes dos países integrantes dos Brics em reunião na China, em 2011, que marcou a entrada da África do Sul Crédito: Roberto Stuckert

Leia mais

ipea políticas sociais acompanhamento e análise 7 ago. 2003 117 GASTOS SOCIAIS: FOCALIZAR VERSUS UNIVERSALIZAR José Márcio Camargo*

ipea políticas sociais acompanhamento e análise 7 ago. 2003 117 GASTOS SOCIAIS: FOCALIZAR VERSUS UNIVERSALIZAR José Márcio Camargo* GASTOS SOCIAIS: FOCALIZAR VERSUS UNIVERSALIZAR José Márcio Camargo* Como deve ser estruturada a política social de um país? A resposta a essa pergunta independe do grau de desenvolvimento do país, da porcentagem

Leia mais

A GERAÇÃO DE ENERGIA E O DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO DAS REGIÕES NORTE E NORDESTE

A GERAÇÃO DE ENERGIA E O DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO DAS REGIÕES NORTE E NORDESTE A GERAÇÃO DE ENERGIA E O DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO DAS REGIÕES NORTE E NORDESTE MISSÃO DO IPEA: "Aprimorar as políticas públicas essenciais ao desenvolvimento brasileiro, por meio da produção e disseminação

Leia mais

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio. Balança Comercial do Agronegócio Março/2015

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio. Balança Comercial do Agronegócio Março/2015 MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio Balança Comercial do Agronegócio Março/2015 I Resultados do mês (comparativo Mar/2015 Mar/2014)

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Setembro 2011 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

Análise dos resultados

Análise dos resultados Análise dos resultados Pesquisa Anual da Indústria da Construção - PAIC levanta informações sobre o segmento empresarial da indústria da construção A em todo o Território Nacional. A presente análise apresenta

Leia mais

Curitiba, 25 de agosto de 2010. SUBSÍDIOS À CAMPANHA SALARIAL COPEL 2010 DATA BASE OUTUBRO 2010

Curitiba, 25 de agosto de 2010. SUBSÍDIOS À CAMPANHA SALARIAL COPEL 2010 DATA BASE OUTUBRO 2010 Curitiba, 25 de agosto de 2010. SUBSÍDIOS À CAMPANHA SALARIAL COPEL 2010 DATA BASE OUTUBRO 2010 1) Conjuntura Econômica Em função dos impactos da crise econômica financeira mundial, inciada no setor imobiliário

Leia mais

[Infográfico] As projeções de produção da cana, açúcar e etanol na safra 2023/2024

[Infográfico] As projeções de produção da cana, açúcar e etanol na safra 2023/2024 As projeções de produção de cana, açúcar e etanol para a safra 2023/24 da Fiesp/MB Agro No Brasil, a cana-de-açúcar experimentou um forte ciclo de crescimento da produção na década passada. A aceleração

Leia mais

Desafio mundial. Paralelamente a questões

Desafio mundial. Paralelamente a questões KPMG Business Magazine 31 Getty Images/Alexander Bryljaev Muitas tendências apontadas pelo estudo já são evidentes, e a lentidão na busca de soluções para mitigá-las trará sérias consequências para a população

Leia mais

Relatório Mensal - Julho

Relatório Mensal - Julho Relatório Mensal - Julho (Este relatório foi redigido pela Kapitalo Investimentos ) Cenário Global A economia global apresentou uma relevante desaceleração nos primeiros meses do ano. Nosso indicador de

Leia mais

Ministério da Fazenda. Junho 20041

Ministério da Fazenda. Junho 20041 Ministério da Fazenda Junho 20041 Roteiro Os avanços do Governo Lula O Brasil está crescendo Consolidando a agenda para o crescimento 2 Os avanços do Governo Lula 3 Consolidando a estabilidade macroeconômica

Leia mais

O gráfico 1 mostra a evolução da inflação esperada, medida pelo IPCA, comparando-a com a meta máxima de 6,5% estabelecida pelo governo.

O gráfico 1 mostra a evolução da inflação esperada, medida pelo IPCA, comparando-a com a meta máxima de 6,5% estabelecida pelo governo. ANO 4 NÚMERO 31 OUTUBRO DE 2014 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO 1-CONSIDERAÇÕES INICIAIS O gerenciamento financeiro do governo, analisado de forma imparcial, se constitui numa das

Leia mais

PROGRAMA DE GOVERNO DA FRENTE POPULAR A FAVOR DO AMAPÁ PROPOSTAS PARA O AMAPÁ CONTINUAR AVANÇANDO

PROGRAMA DE GOVERNO DA FRENTE POPULAR A FAVOR DO AMAPÁ PROPOSTAS PARA O AMAPÁ CONTINUAR AVANÇANDO PROGRAMA DE GOVERNO DA FRENTE POPULAR A FAVOR DO AMAPÁ PROPOSTAS PARA O AMAPÁ CONTINUAR AVANÇANDO MACAPÁ-AP JULHO DE 2014 ÍNDICE APRESENTAÇÃO 1 INTRODUÇÃO 2 DIRETRIZES 3 PRINCÍPIOS 4 OBJETIVOS ESTRATÉGICOS

Leia mais

ESPAÇO RURAL ALIMENTOS PARA OS BRASILEIROS E PARA O MUNDO

ESPAÇO RURAL ALIMENTOS PARA OS BRASILEIROS E PARA O MUNDO ESPAÇO RURAL ALIMENTOS PARA OS BRASILEIROS E PARA O MUNDO Introdução O modelo de desenvolvimento rural nos últimos tempos, baseado na modernização agrícola conservou muitas das características históricas

Leia mais

APRESENTAÇÃO NO INSTITUTO DO VAREJO

APRESENTAÇÃO NO INSTITUTO DO VAREJO APRESENTAÇÃO NO INSTITUTO DO VAREJO 18 de Agosto de 2006 Demian Fiocca Presidente do BNDES www.bndes.gov.br 1 BRASIL: NOVO CICLO DE DESENVOLVIMENTO Um novo ciclo de desenvolvimento teve início em 2004.

Leia mais

Floresta pode ajudar a tirar o Brasil da crise financeira

Floresta pode ajudar a tirar o Brasil da crise financeira São Paulo, domingo, 24 de maio de 2009 Floresta pode ajudar a tirar o Brasil da crise financeira País pode ser "melhor que a Suécia" se investir em uso sustentável, diz diretor do Bird CLAUDIO ANGELO EDITOR

Leia mais

O investimento público e o desenvolvimento econômico do Brasil

O investimento público e o desenvolvimento econômico do Brasil CRISTINA FRÓES DE BORJA REIS (*) O investimento público e o desenvolvimento econômico do Brasil Esse artigo apresenta as relações entre investimento público e desenvolvimento econômico no Brasil entre

Leia mais

Economia cresce (pouco) em 2012 graças ao consumo. Crescerá mais só quando o investimento despontar

Economia cresce (pouco) em 2012 graças ao consumo. Crescerá mais só quando o investimento despontar Economia cresce (pouco) em 2012 graças ao consumo. Crescerá mais só quando o investimento despontar Resultado do PIB revela uma economia débil para expandir o que produz, mas com força para atiçar a demanda

Leia mais

PERSPECTIVAS DA ECONOMIA BRASILEIRA. Henrique Meirelles

PERSPECTIVAS DA ECONOMIA BRASILEIRA. Henrique Meirelles PERSPECTIVAS DA ECONOMIA BRASILEIRA Henrique Meirelles 28 de agosto, 2015 AGENDA CURTO PRAZO (2015/2016): AJUSTES MACROECONÔMICOS PROJEÇÕES LONGO PRAZO: OBSTÁCULOS AO CRESCIMENTO PROPOSTAS DE POLÍTICA

Leia mais

ECONOMIA www.abras.com.br A informação que fala direto ao seu bolso 29 de Setembro de 2015

ECONOMIA www.abras.com.br A informação que fala direto ao seu bolso 29 de Setembro de 2015 Associação Brasileira de Supermercados Nº56 ECONOMIA www.abras.com.br A informação que fala direto ao seu bolso 29 de Setembro de 2015 Ritmo de vendas do autosserviço diminui em agosto Resultado do mês

Leia mais

PAINEL. US$ Bilhões. nov-05 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1

PAINEL. US$ Bilhões. nov-05 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior ASSESSORIA ECONÔMICA PAINEL PRINCIPAIS INDICADORES DA ECONOMIA BRASILEIRA Número 68 1 a 15 de fevereiro de 211 ANÚNCIOS DE INVESTIMENTOS De

Leia mais

Lições para o crescimento econômico adotadas em outros países

Lições para o crescimento econômico adotadas em outros países Para o Boletim Econômico Edição nº 45 outubro de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Lições para o crescimento econômico adotadas em outros países 1 Ainda que não haja receita

Leia mais

Novas perspectivas para o Comércio entre Brasil e China. Resenha Economia e Segurança

Novas perspectivas para o Comércio entre Brasil e China. Resenha Economia e Segurança Novas perspectivas para o Comércio entre Brasil e China Resenha Economia e Segurança Daniel Mendes 21 de outubro de 2004 Novas perspectivas para o Comércio entre Brasil e China Resenha Economia e Comércio

Leia mais

ANO 4 NÚMERO 25 MARÇO DE 2014 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO

ANO 4 NÚMERO 25 MARÇO DE 2014 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO ANO 4 NÚMERO 25 MARÇO DE 2014 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO 1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS Em geral as estatísticas sobre a economia brasileira nesse início de ano não têm sido animadoras

Leia mais

Desafios para a Indústria Eletroeletrônica

Desafios para a Indústria Eletroeletrônica Desafios para a Indústria Eletroeletrônica 95 O texto aponta as características das áreas da indústria eletroeletrônica no país e os desafios que este setor tem enfrentado ao longo das últimas décadas.

Leia mais

A EVOLUÇÃO DO INVESTIMENTO EXTERNO DIRETO (IED) NO BRASIL: 1995-2013 1 RESUMO

A EVOLUÇÃO DO INVESTIMENTO EXTERNO DIRETO (IED) NO BRASIL: 1995-2013 1 RESUMO 1 A EVOLUÇÃO DO INVESTIMENTO EXTERNO DIRETO (IED) NO BRASIL: 1995-2013 1 Cleidi Dinara Gregori 2 RESUMO Este artigo tem como objetivo analisar a evolução do investimento externo direto, também conhecido

Leia mais

GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL NEOLIBERAL E OS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI

GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL NEOLIBERAL E OS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL NEOLIBERAL E OS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI Como pode cair no enem A desconcentração industrial verificada no Brasil, na última década, decorre, entre outros fatores,

Leia mais

Suinocultura - Análise da Conjuntura Agropecuária

Suinocultura - Análise da Conjuntura Agropecuária Suinocultura - Análise da Conjuntura Agropecuária fevereiro de 2013. 1 - Considerações Iniciais A Suinocultura é uma das atividades da agropecuária mais difundida e produzida no mundo. O porco, espécie

Leia mais

MENSAGEM DO FÓRUM REGIONAL PERMANENTE DAS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE DO ESTADO DA BAHIA

MENSAGEM DO FÓRUM REGIONAL PERMANENTE DAS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE DO ESTADO DA BAHIA enário econômico brasileiro vem sendo cada vez mais reconhecida e destacada. Além de gerador do maior número de empregos formais no país, o setor exibe, especialmente nos últimos anos, números Boletim

Leia mais

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome O Brasil assume o desafio de acabar com a miséria O Brasil assume o desafio de acabar com a

Leia mais

EVITANDO NOVAS CRISES E CRIANDO A CAFEICULTURA DO FUTURO

EVITANDO NOVAS CRISES E CRIANDO A CAFEICULTURA DO FUTURO EVITANDO NOVAS CRISES E CRIANDO A CAFEICULTURA DO FUTURO A cafeicultura brasileira, vitimada por longo período de preços baixos, empreendeu um esforço imenso para tornar-se mais eficiente e ganhar competitividade.

Leia mais

Cenários Transformadores para a Educação Básica no Brasil

Cenários Transformadores para a Educação Básica no Brasil RELATÓRIO FINAL Cenários Transformadores para a Educação Básica no Brasil Preparado pelo Instituto Reos JUNHO 2015 CONVOCADORES FINANCIADORES Capítulo 2 CONTEXTO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA C2 17 CAPÍTULO 2

Leia mais

Questão 11. Questão 12. Resposta. Resposta. O mapa e os blocos-diagramas ilustram um dos grandes problemas do mundo moderno.

Questão 11. Questão 12. Resposta. Resposta. O mapa e os blocos-diagramas ilustram um dos grandes problemas do mundo moderno. Questão 11 O mapa e os blocos-diagramas ilustram um dos grandes problemas do mundo moderno. b) Porque há diferentes modos de ocupação do solo. Nas áreas onde a cobertura vegetal é mais densa, ocorre uma

Leia mais

Inovar para Sustentar o Crescimento

Inovar para Sustentar o Crescimento Café & Debate Escola Nacional de Administração Pública ENAP Inovar para Sustentar o Crescimento Glauco Depto. de Sociologia USP Brasília, 19 de abril de 2007 2007 China: volta ao patamar natural? Data

Leia mais

Edição 24 (Novembro/2013) Cenário Econômico A ECONOMIA BRASILEIRA EM 2013: UM PÉSSIMO ANO Estamos encerrando o ano de 2013 e, como se prenunciava, a

Edição 24 (Novembro/2013) Cenário Econômico A ECONOMIA BRASILEIRA EM 2013: UM PÉSSIMO ANO Estamos encerrando o ano de 2013 e, como se prenunciava, a Edição 24 (Novembro/2013) Cenário Econômico A ECONOMIA BRASILEIRA EM 2013: UM PÉSSIMO ANO Estamos encerrando o ano de 2013 e, como se prenunciava, a economia nacional registra um de seus piores momentos

Leia mais

Aula5 POPULAÇÃO E DEMOGRAFIA NO BRASIL. Debora Barbosa da Silva

Aula5 POPULAÇÃO E DEMOGRAFIA NO BRASIL. Debora Barbosa da Silva Aula5 POPULAÇÃO E DEMOGRAFIA NO BRASIL META Refletir sobre as características da população brasileira como fundamento para a compreensão da organização do território e das políticas de planejamento e desenvolvimento

Leia mais

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio. Balança Comercial do Agronegócio Agosto/2015

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio. Balança Comercial do Agronegócio Agosto/2015 MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio Balança Comercial do Agronegócio Agosto/2015 I Resultados do mês (comparativo Agosto/2015 Agosto/2014)

Leia mais

Sustentabilidade da Dívida Brasileira (Parte 2)

Sustentabilidade da Dívida Brasileira (Parte 2) 36 temas de economia aplicada Sustentabilidade da Dívida Brasileira (Parte 2) Raí Chicoli (*) Este é o segundo de uma série de três artigos que tratarão do tema da sustentabilidade da dívida brasileira.

Leia mais

Cesta básica de Porto Alegre registra queda de 4% em junho de 2014

Cesta básica de Porto Alegre registra queda de 4% em junho de 2014 1 Cesta básica de Porto Alegre registra queda de 4% em junho de 2014 Porto Alegre, 07 de julho de 2014. NOTA À IMPRENSA Em junho de 2014, a Cesta Básica de Porto Alegre registrou queda de 4,00%, passando

Leia mais

FINANCIAMENTO NO PNE E OS DESAFIOS DOS MUNICÍPIOS. LUIZ ARAÚJO Doutor em Educação Professor da Universidade de Brasília Diretor da FINEDUCA

FINANCIAMENTO NO PNE E OS DESAFIOS DOS MUNICÍPIOS. LUIZ ARAÚJO Doutor em Educação Professor da Universidade de Brasília Diretor da FINEDUCA FINANCIAMENTO NO PNE E OS DESAFIOS DOS MUNICÍPIOS LUIZ ARAÚJO Doutor em Educação Professor da Universidade de Brasília Diretor da FINEDUCA O QUE ESTÁ EM JOGO? Em todo debate sobre financiamento educacional

Leia mais

INTERCÂMBIO COMERCIAL BRASILEIRO NO MERCOSUL 1994 A 2003

INTERCÂMBIO COMERCIAL BRASILEIRO NO MERCOSUL 1994 A 2003 INTERCÂMBIO COMERCIAL BRASILEIRO NO A Marco Antônio Martins da Costa Melucci Friedhlde Maria Kutner Manolescu -Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas FCSA Universidade do Vale do Paraíba. Av. Shishima

Leia mais

VERSÃO PRELIMINAR. Notas sobre Redes de Proteção Social e Desigualdade

VERSÃO PRELIMINAR. Notas sobre Redes de Proteção Social e Desigualdade Notas sobre Redes de Proteção Social e Desigualdade 1) Nos últimos dez anos a renda media dos brasileiros que caiu a taxa de 0.6% ao ano, enquanto o dos pobres cresceu 0.7%, já descontados o crescimento

Leia mais

O custo financeiro do Estado brasileiro

O custo financeiro do Estado brasileiro Boletim Econômico Edição nº 48 novembro de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico O custo financeiro do Estado brasileiro 1 O comportamento dos juros da dívida pública A gastança

Leia mais

BRASIL Julio Setiembre 2015

BRASIL Julio Setiembre 2015 Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Julio Setiembre 2015 Prof. Dr. Rubens Sawaya Assistente: Eline Emanoeli PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE

Leia mais

PAINEL 16,0% 12,0% 8,0% 2,5% 1,9% 4,0% 1,4% 0,8% 0,8% 0,0% 5,0% 3,8% 2,8% 3,0% 2,1% 1,0% 1,0% -1,0%

PAINEL 16,0% 12,0% 8,0% 2,5% 1,9% 4,0% 1,4% 0,8% 0,8% 0,0% 5,0% 3,8% 2,8% 3,0% 2,1% 1,0% 1,0% -1,0% Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior ASSESSORIA ECONÔMICA PAINEL PRINCIPAIS INDICADORES DA ECONOMIA BRASILEIRA Número 58 1 a 15 de setembro de 2010 PIB TRIMESTRAL Segundo os dados

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO II RELATÓRIO ANALÍTICO 15 1 CONTEXTO ECONÔMICO A quantidade e a qualidade dos serviços públicos prestados por um governo aos seus cidadãos são fortemente influenciadas pelo contexto econômico local, mas

Leia mais

Sumário. 1 A pirâmide social brasileira: 3 As aspirações e os desejos. 4 Um povo cada vez mais otimista...26. 5 As diferenças regionais:

Sumário. 1 A pirâmide social brasileira: 3 As aspirações e os desejos. 4 Um povo cada vez mais otimista...26. 5 As diferenças regionais: Sumário 1 A pirâmide social brasileira: uma mudança à vista?...4 Renda familiar e renda disponível: as classes DE chegam ao ponto de equilíbrio...10 3 As aspirações e os desejos de consumo do brasileiro...18

Leia mais

Desafios da Indústria e da Política de Desenvolvimento Produtivo

Desafios da Indústria e da Política de Desenvolvimento Produtivo Desafios da Indústria e da Política de Desenvolvimento Produtivo Josué Gomes da Silva IEDI Seminário Internacional: A Hora e a Vez da Política de Desenvolvimento Produtivo BNDES / CNI CEPAL / OCDE 22/09/2009

Leia mais

Visão. O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada. do Desenvolvimento. nº 96 29 jul 2011

Visão. O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada. do Desenvolvimento. nº 96 29 jul 2011 Visão do Desenvolvimento nº 96 29 jul 2011 O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada Por Fernando Puga e Gilberto Borça Jr. Economistas da APE BNDES vem auxiliando

Leia mais

Como as empresas financiam investimentos em meio à crise financeira internacional

Como as empresas financiam investimentos em meio à crise financeira internacional 9 dez 2008 Nº 58 Como as empresas financiam investimentos em meio à crise financeira internacional Por Fernando Pimentel Puga e Marcelo Machado Nascimento Economistas da APE Levantamento do BNDES indica

Leia mais

Indicadores de Desempenho Publicado em Novembro de 2015

Indicadores de Desempenho Publicado em Novembro de 2015 Publicado em Novembro de 2015 Fatos Relevantes Agosto/2015 Vendas Industriais As vendas industriais registraram expansão de 28,40% em agosto. Trata-se do maior aumento dos últimos três meses e aponta para

Leia mais

Redução do preço de alimentos básicos continua pelo terceiro mês

Redução do preço de alimentos básicos continua pelo terceiro mês 1 São Paulo, 04 de agosto de 2010. NOTA À IMPRENSA Redução do preço de alimentos básicos continua pelo terceiro mês Desde maio, na maioria das capitais onde é realizada mensalmente a Pesquisa Nacional

Leia mais

SONDAGEM INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO DE ALAGOAS

SONDAGEM INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO DE ALAGOAS SONDAGEM INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO DE ALAGOAS Indicadores dos Níveis de Atividade e Emprego continuam em tendência de queda na Indústria da Construção de Alagoas e do Nordeste no 2º Trimestre de 2015 2º

Leia mais

Valor da cesta básica diminui em 15 cidades

Valor da cesta básica diminui em 15 cidades 1 São Paulo, 04 de setembro de 2015. NOTA à IMPRENSA Valor da cesta básica diminui em 15 cidades Das 18 cidades em que o DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - realiza

Leia mais

Por que Serviços? Serviços (% PIB) - eixo da esquerda PIB per capita ($ de 2005) - eixo da direita

Por que Serviços? Serviços (% PIB) - eixo da esquerda PIB per capita ($ de 2005) - eixo da direita Por que Serviços? Jorge Arbache 1 Bens e serviços estão se combinando por meio de uma relação cada vez mais sinergética e simbiótica para formar um terceiro produto que nem é um bem industrial tradicional,

Leia mais

A Influência da Crise Econômica Global no Setor Florestal do Brasil

A Influência da Crise Econômica Global no Setor Florestal do Brasil A Influência da Crise Econômica Global no Setor Florestal do Brasil 1. INTRODUÇÃO Ivan Tomaselli e Sofia Hirakuri (1) A crise financeira e econômica mundial de 28 e 29 foi principalmente um resultado da

Leia mais

TIGRES ASIÁTICOS e CHINA

TIGRES ASIÁTICOS e CHINA TIGRES ASIÁTICOS e CHINA China Muito importante economicamente para o Brasil e para o mundo. Em muitos produtos vimos escrito: Made In China. O que os produtos chineses podem acarretar à produção dos mesmos

Leia mais

Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial

Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial Associado à Fundação Armando Alvares Penteado Rua Ceará 2 São Paulo, Brasil 01243-010 Fones 3824-9633/826-0103/214-4454 Fax 825-2637/ngall@uol.com.br O Acordo

Leia mais

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Síntese

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Síntese 2014 Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Síntese Dieese Subseção Força Sindical 19/09/2014 PESQUISA NACIONAL POR AMOSTRA DE DOMICILIOS - PNAD 2013 Síntese dos Indicadores POPULAÇÃO A Pesquisa

Leia mais

5,1 4,9 3,4 2,9 2,4 2,0

5,1 4,9 3,4 2,9 2,4 2,0 MUNDO BRASIL PERNAMBUCO MUNDO Crescimento menor com mais protecionismo norte-americano. DESACELERAÇÃO Depois do melhor período de bonança das últimas três décadas (desde 1976, com a alta dos preços do

Leia mais

TEXTO 1 1. CONJUNTURA BRASILEIRA. 1.1. As Transformações Recentes

TEXTO 1 1. CONJUNTURA BRASILEIRA. 1.1. As Transformações Recentes TEXTO 1 1. CONJUNTURA BRASILEIRA 1.1. As Transformações Recentes O Brasil, do ponto de vista econômico e social, vem sofrendo uma constante mutação em seus principais indicadores básicos como: população;

Leia mais

Salário Mínimo e Mercado de Trabalho no Brasil no Passado Recente

Salário Mínimo e Mercado de Trabalho no Brasil no Passado Recente Salário Mínimo e Mercado de Trabalho no Brasil no Passado Recente João Saboia 1 1. Introdução A questão do salário mínimo está na ordem do dia. Há um reconhecimento generalizado de que seu valor é muito

Leia mais

A EVOLUÇÃO DO PIB PARANAENSE - 2009 A 2014

A EVOLUÇÃO DO PIB PARANAENSE - 2009 A 2014 A EVOLUÇÃO DO PIB PARANAENSE - 2009 A 2014 Marcelo Luis Montani marcelo.montani@hotmail.com Acadêmico do curso de Ciências Econômicas/UNICENTRO Mônica Antonowicz Muller monicamuller5@gmail.com Acadêmica

Leia mais

Desempenho da Agroindústria em 2004. histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003), os

Desempenho da Agroindústria em 2004. histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003), os Desempenho da Agroindústria em 2004 Em 2004, a agroindústria obteve crescimento de 5,3%, marca mais elevada da série histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003),

Leia mais

Perfil Educacional SEADE 72

Perfil Educacional SEADE 72 Perfil Educacional A análise da situação educacional do Estado de Santa Catarina fundamentase nos indicadores de instrução da população (taxa de analfabetismo para 1991), de escolarização (taxa líquida

Leia mais

ESCRITÓRIO TÉCNICO DE ESTUDOS ECONÔMICOS DO NORDESTE-ETENE INFORME MACROECONOMIA, INDÚSTRIA E SERVIÇOS

ESCRITÓRIO TÉCNICO DE ESTUDOS ECONÔMICOS DO NORDESTE-ETENE INFORME MACROECONOMIA, INDÚSTRIA E SERVIÇOS O nosso negócio é o desenvolvimento ESCRITÓRIO TÉCNICO DE ESTUDOS ECONÔMICOS DO NORDESTE-ETENE INFORME MACROECONOMIA, INDÚSTRIA E SERVIÇOS A INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA E A TRANSFERÊNCIA DE RECURSOS ENTRE

Leia mais

FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO

FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO Apresentação Esse relatório trata do Financiamento do Desenvolvimento Regional formulado pelo Ministério da Integração Nacional-MI, como contribuição à reflexão do tema

Leia mais

Revista Istoé Dinheiro 16/08/2015 Desânimo elétrico

Revista Istoé Dinheiro 16/08/2015 Desânimo elétrico Revista Istoé Dinheiro 16/08/2015 Desânimo elétrico Há dois anos em crise, com custos nas alturas, o setor elétrico aguardava com enorme expectativa o anúncio do Programa de Investimento em Energia Elétrica,

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2006 (Do Sr. Ricardo Santos e outros) O Congresso Nacional decreta:

PROJETO DE LEI Nº, DE 2006 (Do Sr. Ricardo Santos e outros) O Congresso Nacional decreta: 1 PROJETO DE LEI Nº, DE 2006 (Do Sr. Ricardo Santos e outros) Autoriza o Poder Executivo a criar o Programa Nacional Pró-Infância Brasileira e dá outras providências. O Congresso Nacional decreta: Artigo

Leia mais

A CIRCULAÇÃO FINANCEIRA NO MUNDO ATUAL

A CIRCULAÇÃO FINANCEIRA NO MUNDO ATUAL A CIRCULAÇÃO FINANCEIRA NO MUNDO ATUAL 1 -- SISTEMA FINANCEIRO E SEUS COMPONENTES BÁSICOS: >> Sistema financeiro = é formado pelo conjunto de mercados e instituições que servem para relacionar poupadores

Leia mais

Microcrédito no âmbito das políticas públicas de trabalho e renda

Microcrédito no âmbito das políticas públicas de trabalho e renda OPINIÃO DOS ATORES Microcrédito no âmbito das políticas públicas de trabalho e renda Rogério Nagamine Costanzi* Desde a experiência do Grameen Bank em Bangladesh, o microcrédito passou a se disseminar

Leia mais

VALORIZAÇÃO DO BEZERRO ATRAI ATENÇÃO PARA A CRIA

VALORIZAÇÃO DO BEZERRO ATRAI ATENÇÃO PARA A CRIA Ano 6 - Edição 25 Agosto 2014 VALORIZAÇÃO DO BEZERRO ATRAI ATENÇÃO PARA A CRIA Por Prof. Dr. Sergio De Zen, Pesquisador; Equipe Pecuária de Corte As cotações praticadas em todos os elos da cadeia pecuária

Leia mais

Mercado. Cana-de-açúcar: Prospecção para a safra 2013/2014

Mercado. Cana-de-açúcar: Prospecção para a safra 2013/2014 Mercado Cana-de-açúcar: Prospecção para a safra 2013/2014 Por: WELLINGTON SILVA TEIXEIRA As mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global suscitam as discussões em torno da necessidade da adoção

Leia mais

Taxa de Juros para Aumentar a Poupança Interna

Taxa de Juros para Aumentar a Poupança Interna Taxa de Juros para Aumentar a Poupança Interna Condição para Crescer Carlos Feu Alvim feu@ecen.com No número anterior vimos que aumentar a poupança interna é condição indispensável para voltar a crescer.

Leia mais

AVALIAÇÃO DO GOVERNO

AVALIAÇÃO DO GOVERNO Indicadores CNI Pesquisa CNI-Ibope AVALIAÇÃO DO GOVERNO Popularidade cresce no segundo semestre Mas presidente Dilma encerra primeiro mandato com popularidade menor que no seu início A popularidade da

Leia mais

ECONOMIA www.abras.com.br A informação que fala direto ao seu bolso 22 de Dezembro de 2015

ECONOMIA www.abras.com.br A informação que fala direto ao seu bolso 22 de Dezembro de 2015 Associação Brasileira de Supermercados Nº59 ECONOMIA www.abras.com.br A informação que fala direto ao seu bolso 22 de Dezembro de 2015 Supermercados mostram queda de -1,61% até novembro Desemprego e renda

Leia mais

número 3 maio de 2005 A Valorização do Real e as Negociações Coletivas

número 3 maio de 2005 A Valorização do Real e as Negociações Coletivas número 3 maio de 2005 A Valorização do Real e as Negociações Coletivas A valorização do real e as negociações coletivas As negociações coletivas em empresas ou setores fortemente vinculados ao mercado

Leia mais

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio Balança Comercial do Agronegócio Outubro/2015 I Resultados do mês (comparativo Outubro/2015 Outubro/2014)

Leia mais

Global Development Finance: uma perspectiva mais positiva para os países em desenvolvimento

Global Development Finance: uma perspectiva mais positiva para os países em desenvolvimento Global Development Finance: uma perspectiva mais positiva para os países em desenvolvimento Os países em desenvolvimento estão se recuperando da crise recente mais rapidamente do que se esperava, mas o

Leia mais

Formação em Protecção Social

Formação em Protecção Social Formação em Protecção Social Sessão 3 A dimensão económica da PS e a relação com outras áreas da política Bilene, Moçambique, 5, 6 e 7 de Maio de 2010 A importância do investimento Ao nível da intervenção

Leia mais

Boletim Econômico Edição nº 42 setembro de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico

Boletim Econômico Edição nº 42 setembro de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Boletim Econômico Edição nº 42 setembro de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Eleição presidencial e o pensamento econômico no Brasil 1 I - As correntes do pensamento econômico

Leia mais

O Brasil no século XXI. Desafios Estratégicos para o Brasil em 2022

O Brasil no século XXI. Desafios Estratégicos para o Brasil em 2022 O Brasil no século XXI Desafios Estratégicos para o Brasil em 2022 Construir o Brasil do século XXI Reduzir as Vulnerabilidades Externas; Enfrentar as desigualdades; Realizar as potencialidades; Construir

Leia mais

ECONOMIA www.abras.com.br A informação que fala direto ao seu bolso 30 de Novembro de 2015

ECONOMIA www.abras.com.br A informação que fala direto ao seu bolso 30 de Novembro de 2015 Associação Brasileira de Supermercados Nº58 ECONOMIA www.abras.com.br A informação que fala direto ao seu bolso 30 de Novembro de 2015 Índice de Vendas acumula queda de -1,02% até outubro Vendas do setor

Leia mais

Boletim informativo: Brasil em Foco

Boletim informativo: Brasil em Foco mar/02 dez/02 set/03 jun/04 mar/05 dez/05 set/06 jun/07 mar/08 dez/08 set/09 jun/10 mar/02 dez/02 set/03 jun/04 mar/05 dez/05 set/06 jun/07 mar/08 dez/08 set/09 jun/10 Edição 3 Boletim informativo: Brasil

Leia mais

BOLETIM DE CONJUNTURA INDUSTRIAL

BOLETIM DE CONJUNTURA INDUSTRIAL GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E GESTÃO (SEPLAG) Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE) BOLETIM DE CONJUNTURA INDUSTRIAL 3º TRIMESTRE DE 2011 Fortaleza-CE

Leia mais