Portugal e a Política de Coesão

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1 MINISTÉRIO DO AMBIENTE, DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL Portugal e a Política de Coesão Rui Nuno Baleiras Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional Centro de Informação Europeia Jacques Delors 23 de Novembro de 2006

2 Estrutura Política de desenvolvimento regional: orientações estratégicas 20 anos de política de coesão em Portugal uma breve retrospectiva QREN mudança de paradigma

3 POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL Orientações Estratégicas

4 Política Regional: Abordagens alternativas Visão tradicional Política redistributiva é a resposta a assimetrias regionais de desenvolvimento; Subsidiação directa aos agentes económicos em função (quase exclusiva) do seu nível de rendimento; Provisão de infra-estruturas e equipamentos de utilização colectiva; Portugal (QCA I, II e III): imperou provisão de infraestruturas e equipamentos (coesão territorial). Visão moderna Dois vectores: coesão e competitividade territoriais; Condições necessárias para desenvolvimento sustentado; Promoção em paralelo.

5 Fonte: Augusto Mateus et.al. Índices de competitividade e coesão ( ) 2002) Mapa da COMPETITIVIDADE Mapa da COESÃO N N Minho-Lima Minho-Lima Cá vad o Ave Alto Trás -os-montes Cá vad o Ave Alto Trás -os-montes Região Autónoma dos Açores Grande Porto Tâmega Entre Douro e Vouga Douro Região Autónoma dos Açores Grande Porto Tâ me ga Entre Douro e Vouga Douro Baixo Vouga Baixo Mondego Pinhal Litoral Médio Tejo Dão-La fõe s Pinhal Interior Norte Pinhal Interior Sul Serra da Estrela Cova da Beira Beira Interior Norte Beira Interior Sul Baixo Vouga Baixo Mondego Pinhal Litoral Médio Tejo Dão-La fõe s Pinhal Interior Norte Pinhal Interior Sul Serra da Estrela Cova da Beira Beira Interior Norte Beira Interior Sul IS Competitividade > 120 ] 100 ; 120 ] ] 80 ; 100 ] ] 60 ; 80 ] < 60 Grande Lisboa Península de Setúbal Oeste Lezíria do Tejo Alto Alentejo Alentejo Central IS Coesão > 120 ] 100 ; 120 ] ] 80 ; 100 ] ] 60 ; 80 ] < 60 Grande Lisboa Península de Setúbal Oeste Lezíria do Tejo Alto Alentejo Alentejo Central Região Autónoma da Madeira Alent ejo Litoral Baixo Alentejo Região Autónoma da Madeira Alentejo Litoral Baixo Alentejo Algarve Km Algarve Km

6 Magno Objectivo da Política Regional em Portugal Desenvolvimento sustentado e sustentável das regiões portuguesas: Coesão territorial e Competitividade territorial Duas condições necessárias.

7 VINTE ANOS DE POLÍTICA DE COESÃO EM PORTUGAL Uma Breve Retrospectiva

8 Visão Nacional Política de coesão da UE com três Quadros Comunitários de Apoio ( ) e cerca de 50 mil M de financiamento estrutural comunitário. Modelo económico das últimas décadas permitiu obter resultados interessantes: Crescimento económico e convergência real Coesão territorial (infra-estruturação do território, acesso a serviços públicos, aumento da taxa de escolaridade, aumento da esperança média de vida, diminuição da taxa de mortalidade)

9 Persistem problemas estruturais na economia, na sociedade e no território PIB pc PPS UE15=100 IRELAND Produtividade (por hora trabalhada) taxa anual de variação SPAIN PORTUGAL GREECE EU15 PORTUGAL Investimento em I&D - % do PIB % de Desemprego de Longa Duração 2,0 60 1,6 EU ,2 0,8 0,4 PORTUGAL EU15 PORTUGAL Fonte: OCDE e EUROSTAT.

10 QREN 2007/13 Mudança de Paradigma

11 Quadros comunitários anteriores: Resultados interessantes (já referido) em termos de crescimento económico e de coesão; Convergência real interrompida nos últimos 4/5 anos (causas conjunturais e estruturais); QCA III com pulverização de finalidades na afectação dos recursos. QREN: Grande desafio da competitividade; Cooperação e coordenação entre agentes económicos e institucionais; Transversalidade das intervenções; Conjunto reduzido de prioridades.

12 QREN Orientações estratégicas Prioridades estratégicas nacionais: Competitividade crescimento sustentado e sustentável da economia portuguesa: Qualificação da actividade económica (investimento empresarial orientado para os sectores transaccionáveis; inovação); Qualificação dos recursos humanos (educação e formação profissional num contexto de inclusão social); Qualificação do território (atractividade); Qualificação da administração Qualificação da administração (redução dos custos públicos de contexto)

13 QREN Princípios operacionais Cinco princípios estruturantes para o QREN e PO: Concentração de recursos e de tipologias de acções estruturais apoiáveis pelo QREN; Selectividade na escolha das acções a apoiar; Viabilidade económico-financeira dos projectos de investimento; Coesão e valorização territoriais, potenciando os factores de progresso específicos de cada região e contribuindo para o desenvolvimento sustentável e regionalmente equilibrado de todo o país; Gestão e monitorização estratégica das intervenções.

14 QCA III Programas Operacionais 12 PO Sectoriais: PO Educação, PO Emprego, Formação e Desenvolvimento Social PO Ciência e Inovação 2010 PO Sociedade do Conhecimento PO Saúde PO Cultura PO Modernização da Administração Pública PO Agricultura e Desenvolvimento Rural PO Pescas PO Economia (PRIME) PO Acessibilidade e Transportes PO Ambiente. PO Regionais por NUTS II PO de Assistência Técnica

15 QREN Programas Operacionais Três PO Temáticos: PO Factores de Competitividade (FEDER) PO Potencial Humano (FSE) PO Valorização Territorial (FEDER+F. Coesão) PO Regionais por NUTS II PO Cooperação Territorial Europeia (Transfronteiriça, Transnacional, Inter-regional) PO de Assistência Técnica

16 Dotações financeira por temas QREN QREN vs. QCA III QREN (preços de 2004) vs. QCA III (preços correntes) Domínios Fundo QREN QCA III Var. M M % Actividade económica e inovação Qualificação dos Recursos Humanos FEDER 5 041* % FSE % Infra-estruturas de utilização colectiva FEDER+ FC 6 191* % * Dotação mínima

17 Respostas políticas qualitativas: exemplos Qualificação dos recursos humanos: dupla certificação Investimento empresarial: sistemas de incentivos

18 Muito obrigado pela vossa atenção!

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