Cenário Econômico e Social

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Transcrição:

Cenário Econômico e Social Outubro/2014

2014. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Sebrae Todos os direitos reservados A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação aos direitos autorais (Lei n 9.610). Informações e contatos Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Sebrae Unidade de Gestão Estratégica UGE SGAS 605 Conj. A Asa Sul Brasília/DF CEP: 70200-645. Telefone: (61) 3348-7461 Site: www.sebrae.com.br Presidente do Conselho Deliberativo Roberto Simões Diretor Presidente Luiz Barretto Diretor Técnico Carlos Alberto dos Santos Diretor de Administração e Finanças José Cláudio dos Santos Unidade de Gestão Estratégica Gerente Pio Cortizo Elaboração e Execução: Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae Nacional Núcleo de Estudos e Pesquisas Paulo Jorge de Paiva Fonseca (coordenação técnica) UGE/NA - NEP 2/21

Sumário Objetivo... 4 Metodologia... 4 Economia Internacional... 5 Economia brasileira... 8 Oportunidades para os pequenos negócios... 18 Conclusão... 20 Painel Impacto do Cenário Econômico Social na forma de atuação do Sebrae... 21 UGE/NA - NEP 3/21

Objetivo O presente trabalho nasce da necessidade de se elaborar e manter atualizado um cenário de longo prazo para as micro e pequenas empresas vis-à-vis a conjuntura macroeconômica brasileira e internacional, com o objetivo de subsidiar a elaboração/revisão do Plano Plurianual do sistema SEBRAE e a consequente definição de ações estratégicas junto a essas empresas, identificando riscos, oportunidades de melhorias e possibilidade de desenvolvimento de os programas e produtos. Metodologia Este cenário se balizou em dados/informações obtidas em fontes secundárias (IBGE, BACEN, IPEA, MTE, FGV, CNI etc), que disponibilizam, periodicamente, dados sobre importantes variáveis macroeconômicas. Para efeito de projeção das variáveis macroeconômicas brasileiras, como inflação, câmbio, meta da taxa Selic e PIB, foram consideradas as expectativas dos analistas de mercado (mediana), disponibilizadas no site do Banco Central do Brasil. Para as variáveis macroeconômicas de outros países/blocos econômicos, como o PIB, por exemplo, foram utilizadas as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). Este trabalho apresenta um cenário único (mais provável), de longo prazo, para as MPE e sua atualização ocorrerá nos meses de e outubro de cada ano. UGE/NA - NEP 4/21

2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014* 2015* 2019* Economia Internacional EUA Segundo o Departamento de Comércio do governo norte-americano, o PIB dos Estados Unidos atingiu, em 2013, a cifra de US$ 17,2 trilhões, representando aumento de 2,2% sobre o ano anterior. Embora esse resultado tenha superado as expectativas do FMI, que esperava alta de 1,6%, ficou abaixo do crescimento de 2,8% observado em 2012, e poderia ter sido melhor, não fosse a redução dos gastos públicos e a crise na Europa. Pesou a favor desse crescimento o consumo pessoal e o aumento das exportações e dos investimentos fixos dos residentes e não residentes. Já, no segundo trimestre de 2014, a taxa anualizada de crescimento foi de 4,6%, refletindo as contribuições positivas de consumo pessoal, exportações, investimentos e despesas do governo. O Federal Reserve FED (Banco Central americano) efetuou a redução de US$ 10 bilhões no volume de compra mensal de títulos da dívida, preparando sua saída definitiva do programa de injeção de liquidez na economia, o que deve acontecer na sua próxima reunião, agendada para este mês de outubro. A taxa básica de juros deve permanecer por um tempo considerável entre zero e 0,25%, com inflação situando-se entre 1,5% e 1,7% a.a., abaixo da meta de 2,0%. O desemprego, por sua vez, situa-se, atualmente, em 6,1%. O FMI reduziu sua projeção de crescimento do PIB dos EUA para 2,2% em 2014, com a dívida pública atingindo 105,6% do PIB. Com isso, as perspectivas são de continuidade de lenta recuperação da economia norte-americana, neste e nos próximos anos, sem contribuir, de forma significativa, para um crescimento mais robusto da economia mundial. Gráfico 1 3,6 3,1 2,5 1,9 PIB dos EUA (em %) -0,3 2,5 1,8 2,8 2,2 2,2 3,1 2,6 86% Dívida pública dos EUA (em % PIB) 95% 99% 103% 105% 106% 106% 107% 2009 2010 2011 2012 2013 2014* 2015* 2019* -2,8 Fonte: FMI (relatório out/14) * Projeções UGE/NA - NEP 5/21

Zona do Euro O PIB da Zona do Euro caiu 0,5% em 2013, segunda queda anual consecutiva. No primeiro trimestre de 2014, elevou-se em apenas 0,2% e, no segundo, apresentou crescimento nulo. Os indicadores da Zona do Euro continuam a sinalizar estagnação da economia da região. Porém, a perspectiva de medidas de estímulo, como a redução das taxas de juros e aumento da compra de ativos, por parte dos bancos centrais europeus desses países, tende a melhorar o cenário traçado para essa região, nos próximos anos. China A China, por sua vez, continua a registrar desaceleração no seu ritmo de atividade, mas o governo vem implementando medidas de estímulo, como a programação de os gastos em infraestrutura e a facilitação do acesso ao crédito. A desaceleração do ritmo de crescimento da economia desse país já vem afetando negativamente o mercado global de commodities por ser esse um importante destino das exportações dos EUA, da Ásia e da América Latina, incluindo o Brasil. E essa situação poderá se agravar, a depender da continuidade e magnitude dessa desaceleração. O FMI projeta, para 2014, ligeira recuperação do PIB da região do Euro (+ 0,8%), e alta de 7,4% para o PIB da China. Em 2015 e 2019, o PIB chinês deve registrar crescimentos menores, de 7,1% e 6,3%, respectivamente, sinalizando continuidade de redução do ritmo de crescimento da segunda r economia do planeta. Gráfico 2 16 14 12 10 8 6 4 2 0-2 -4-6 -8-10 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014* 2015* 2019* Fonte: Relatório FMI - out/14 * Projeções Crescimento do PIB (em % a.a.) BRICS x EUA x Zona do Euro China Índia Brasil Rússia África do Sul EUA Zona do Euro Assim, o cenário externo de lenta recuperação da economia dos EUA e europeia, além da desaceleração do ritmo de crescimento da economia chinesa, pouco beneficiará o Brasil, principalmente, no tocante às exportações. É provável até que a China continue redirecionando parte de suas exportações para países emergentes, incluindo o Brasil, o que manterá acirrada a concorrência com as empresas brasileiras, tanto no mercado interno brasileiro como no mercado internacional. UGE/NA - NEP 6/21

Resumo da economia internacional: Continuidade de recuperação lenta e gradual da economia dos EUA. Perspectiva de ligeira recuperação da economia da Zona do Euro, com o PIB da região devendo fechar 2014 com crescimento de 0,8%. Desaceleração do ritmo de crescimento da economia chinesa se mantém, com reflexos na economia global, contribuindo para a redução de preços das commodities, principalmente, minerais e metálicas. Com a retração dos mercados globais, a China deve continuar a direcionar r quantidade de seus produtos para países emergentes, como o Brasil, acirrando ainda mais a concorrência como os produtos nacionais, interna e externamente. Cenário internacional continua fragilizado, pouco contribuindo a economia brasileira, principalmente, no que tange às exportações e preço das commodities. UGE/NA - NEP 7/21

Ótica da produção PIB Ótica da demanda Economia brasileira PIB O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu apenas 0,5% no primeiro semestre de 2014, frente a igual período de 2013 (Gráfico 3). Pela ótica da oferta, o crescimento do valor adicionado bruto da Agropecuária foi de 1,2%, bem menor que o registrado no mesmo período de 2013 por esse or (+12,4%). O valor adicionado bruto do or de Serviços (que engloba o Comércio) também mostrou baixo crescimento (1,1%), enquanto a contribuição da Indústria foi negativa, em 1,4%, nesse mesmo comparativo. No or de Serviços, sobressaíram-se os Serviços de Informação (+3,7%), Intermediação financeira e seguros (+2,5%) e Transporte, armazenagem e correio (+2,4%). Na Indústria, destacaram-se a Extrativa Mineral (+6,8%) e a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (+3,1%). Todas as demais atividades sofreram quedas, como a Construção Civil (-4,9%) e a Indústria de Transformação (-3,1%). Consumo Famílias Fonte: IBGE Variação do PIB - 1º sem. 2014 X 1º sem. 2013 (em %) 2013 2014 Importação Exportação Cons. Ad. Pública FBCF -6,8% Serviços Indústria Agropecuária -0,6% -1,4% 0,5% 1,6% 2,1% 2,7% 1,7% 2,7% 0,5% 2,2% 1,1% 1,1% 1,2% 2,3% 5,0% 7,6% -8,0% -3,0% 2,0% 7,0% 12,0% 12,4% Pelo lado da demanda agregada, a surpresa positiva foi a alta de 2,3% nas exportações, acima da registrada em igual período de 2013. O Consumo do Governo também superou o observado no primeiro semestre do ano passado, registrando elevação de 2,1%. Já a Formação Bruta de Capital Fixo (Investimentos) computou expressiva queda de 6,8%, revertendo a alta de 5,0% verificada no mesmo período de 2013. O Consumo das Famílias, por sua vez, vem perdendo forças, tendo registrado elevação de apenas 1,7% no primeiro semestre deste ano contra alta de 2,7%, em igual semestre do ano passado. UGE/NA - NEP 8/21

jan-12 fev-12-12 abr-12 mai-12 jun-12-12 ago-12-12 out-12-12 dez-12 jan-13 fev-13-13 abr-13 mai-13 jun-13-13 ago-13-13 out-13-13 dez-13 jan-14 fev-14-14 abr-14 mai-14 jun-14-14 A receita nominal do or de Serviços, de janeiro/2012 a ho/2014, vem se estabilizando no mesmo pata observado em outubro de 2013, enquanto a receita nominal do Comércio começa a mostrar retração, assim como o volume de vendas deste or. Já a produção industrial continua estagnada, situando-se no mesmo nível de janeiro de 2012 (gráfico 4). 140 135 130 125 120 115 110 105 100 95 90 107,6 105,7 101,6 97,8 Gráfico 4 - Desempenho da Indústria, Comércio e Serviços (Número índice - Indústria: média de 2012 = 100; Comércio e Serviços: média de 2011 = 100) Indústrias de transformação Receita Nominal Comércio Varejista Volume vendas Comércio Varejista Receita Nominal Serviços 134,3 126,2 113,2 97,9 Fonte: IBGE A desaceleração do Consumo das famílias deve-se, em grande parte, ao aumento do nível de endividamento da população e às sucessivas elevações das taxas de juros, indicando que o modelo de crescimento da economia brasileira, baseado no crescimento do consumo, vem se esgotando. Essa realidade se reflete no Volume de vendas e na Receita nominal do Comércio varejista, que também vêm perdendo fôlego, o mesmo ocorrendo com a receita dos Serviços. Situação mais desfavorável tem experimentado a Indústria de transformação, que continua com produção nos mesmos níveis de 2012, em função da forte concorrência com os produtos importados e queda da produtividade. Os Investimentos, que têm grande influência no crescimento econômico, registraram queda expressiva, de 6,8%, no primeiro semestre deste ano, apesar dos incentivos dados pelo governo aos Programas de Investimento em Logística, ao Programa Minha Casa Minha Vida e ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Diante desse quadro, analistas do mercado financeiro prospectam crescimento de apenas 0,24% para o PIB em 2014, devendo apresentar elevações res nos próximos anos (Gráfico 5). UGE/NA - NEP 9/21

Jan-11 Abr Jul Out Jan-12 abril Out Jan-13 abr out jan-14 abr R$/US$ 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014* 2015* 2016* 2017* 2018* Gráfico 5 - Evolução do PIB (em %) 7,5% 3,4% 3,0% 2,2% 0,0% 4,3% 1,3% 2,7% 5,7% 1,1% 3,2% 6,1% 4,0% 5,2% -0,3% 2,7% 1,0% 2,5% 1,0% 0,2% 2,3% 3,0% 3,0% Fonte: IBGE * Projeções: BACEN - Boletim Focus (02.10.2014) CÂMBIO Após ter se apreciado em 2011, o dólar voltou a se valorizar em relação ao real, chegando a atingir R$ 2,45, em embro deste ano (Gráfico 6). Gráfico 6 - Taxa de câmbio - dólar compra, fim do período 2,60 2,40 2,43 2,45 2,20 2,00 2,20 1,80 1,60 1,40 1,55 Fonte: BACEN Esse o pata de taxa de câmbio tende a beneficiar a indústria nacional, principalmente os ores que vinham sofrendo forte concorrência com produtos importados, como o Têxtil e Confecções e de Calçados, por exemplo. Com a redução dos custos (desonerações fiscais, redução do custo com energia elétrica etc) e o câmbio mais favorável a esses ores, as empresas poderão direcionar um volume r de investimentos para iação, com vistas a buscarem melhoria de processos e diferenciação/diversificação de seus produtos, obtendo, assim, r competitividade. Analistas do mercado financeiro prospectam dólar a R$ 2,40 ao final de 2014 e a R$ 2,50, ao final de 2015. UGE/NA - NEP 10/21

Geral Alimentação e bebidas Habitação Artigos de residência Vestuário Transporte Saúde e cuidados pessoais Despesas pessoais Educação Comunicação -0,34 4,58 3,92 6,76 8,21 7,55 6,90 8,70 9,12 8,28 Ressalte-se, no entanto, que desvalorizações cambiais, embora beneficiem as empresas exportadoras e a indústria nacional, tendem a majorar os custos das empresas que utilizam insumos importados em seus processos produtivos, podendo ocasionar repasses de parte desses aumentos de custo ao longo de cadeias produtivas, pressionando os índices de inflação. INFLAÇÃO Segundo o IBGE, o IPCA acumulado nos doze últimos meses até embro de 2014 ficou em 6,76%, extrapolando o teto da meta definido para este ano (de 6,5%). Puxou o índice o grupo Despesas Pessoais (+9,12%) e Habitação (+8,70%), como pode ser observado no Gráfico 7, a seguir. 15,00 Gráfico 7 - IPCA - taxa (%) acumulada em 12 meses até embro/14, por grupo 10,00 5,00 0,00-5,00 Fonte: IBGE Com o objetivo de conter a crescente (e resistente) alta de preços, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) tem mantido a taxa básica de juros (Selic) em 11% ao ano. No atual contexto de desvalorização cambial, que acaba por pressionar a inflação, é provável que a taxa Selic se mantenha em pata elevado, podendo até aumentar ainda mais no ano que vem. UGE/NA - NEP 11/21

jan/10 jan/11 jan/12 jan/13 jan/14 em % a.a. Gráfico 8 - Inflação (IPCA acum. 12 meses) X Taxas de juros (Selic) 14,00 12,00 12,50 IPCA (acum. 12 meses) Taxa Selic 11,00 11,00 10,00 8,00 6,00 7,31 7,25 6,70 6,76 4,00 2,00 0,00 Fonte: IBGE e Bacen A expectativa dos analistas financeiros, segundo o Boletim Focus do Banco Central, é de que o IPCA feche 2014 em 6,32%, acima do pata verificado em 2013 e próximo ao teto da meta (6,5%), voltando a se reduzir nos anos seguintes (Gráfico 9). Gráfico 9 - IPCA - Variação anual (%) 6,50% 6,32% 6,30% 5,91% 5,84% 5,91% 5,50% 5,50% 5,05% 4,31% 2009 2010 2011 2012 2013 2014* 2015* 2016* 2017* 2018* Fonte: IBGE * Projeções: Bacen - Boletim Focus de 03.10.14 EMPREGO E RENDA A quantidade de pessoas ocupadas, neste ano, vem se estabilizando em um pata inferior ao observado em 2013. Já o rendimento médio real do trabalhador mostrou tendência de alta, no início de 2014, mas registrou retração a partir de ço, voltando a se recuperar em agosto (Gráfico 10). Fato positivo foi constatar que, desde 2013, a geração líquida de postos de trabalho continua sendo impulsionada pelos pequenos negócios, enquanto as médias e grandes empresas têm demitido mais do que contratado, segundo dados do Cadastro UGE/NA - NEP 12/21

Pessoas ocupadas (em mil) jan/11 jan/12 jan/13 jan/14 em R$ Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Gráfico 10 - Pessoas ocupadas X Rendimento médio real Pessoas Ocupadas (em mil) - eixo da esquerda 23.200 22.700 22.200 21.700 21.200 Rendimento médio real das PO - eixo da direita 2100 2050 2000 1950 1900 1850 1800 1750 1700 Fonte: IBGE Obs.: Os dados se referem a pessoas com 10 anos ou mais ocupadas e ao rendimento médio nominal referentes às regiões metropolitanas das cidades de Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre. Com o desempenho mais fraco do PIB, desde 2012, os reajustes reais do salário mínimo tendem a ser menores, o que certamente contribuirá para a continuidade de redução do consumo. Paralelamente, os reajustes reais de salários dos trabalhadores, em geral, não atrelados ao salário mínimo, também têm sido menores. Além disso, outros fatores têm agido no sentido de inibir o consumo: taxas de juros e nível de endividamento da população em pataes elevados. TAXAS DE JUROS E CRÉDITO Após ter sofrido e aumentos consecutivos (de abril/2013 a abril/2014), a taxa básica de juros da economia (Selic) vem sendo mantida em 11% pelo Comitê de Política Econômica do Banco Central (COPOM). Esses aumentos tiveram por objetivo conter o consumo e, por conseguinte, a inflação, uma vez que tendem a provocar encarecimento das operações de crédito bancárias, em geral. Pelo Gráfico 11, pode-se perceber, a título de exemplo, aumentos contínuos nas taxas de juros do crédito pessoal (para pessoa física) e do capital de giro (pessoa jurídica), pelo Sistema Financeiro Nacional. O saldo da carteira de crédito dos bancos, referente ao crédito pessoal, continua crescente, mas o saldo das operações de capital de giro mostra certa estabilidade. Com o aumento da inadimplência, os bancos tornaram-se mais seletivos nas concessões de crédito, dificultando o acesso ao crédito para os interessados. UGE/NA - NEP 13/21

% da renda acumulada nos últimos 12 meses jan/10 jan/11 jan/12 jan/13 jan/14 Média de 2009 = 100 Volume em R$ milhões Tx. Juros (% a.a.) Gráfico 11 - Saldo de Crédito (CG e CP) X respectivas Taxas de juros X Selic 400.000 350.000 CG (Capital Giro - saldo R$ milhões) Tx. Juros CG (% a.m.) Selic (% a.a.) CP (Crédito Pessoal - saldo R$ milhões) Tx. Juros CP (% a.m.) 55,0 50,0 45,0 300.000 40,0 35,0 250.000 200.000 150.000 30,0 25,0 20,0 15,0 10,0 100.000 ago jun abr fev jan/14 dez out ago jun abr fev jan/13 Dez Nov Out Set Ago Jul Jun Maio Abr Mar Fev Jan/12 Dez Nov Out Set Ago Jul Jun Mai Abr Mar Fev jan/11 Fonte: Bacen 5,0 O nível de endividamento das famílias no Sistema Financeiro Nacional continua crescente, tendo atingido, em ho/2014, 46% da renda acumulada por elas nos últimos 12 meses. Já a inadimplência do consumidor, embora tenha se reduzido em meados de 2013, voltou a subir e já ultrapassa os elevados níveis, observados em 2012 e inicio de 2013 (Gráfico 12). Gráfico 12 - Endividamento X Inadimplência Endividamento (eixo da esquerda) 60 Inadimplência (eixo da direita) 180,0 55 160,0 50 45 46 140,0 120,0 40 100,0 35 80,0 30 60,0 Fonte: BACEN e SERASA O volume de microcrédito direcionado a microempreendedores, pelo sistema financeiro, também cresceu de forma significativa, até fevereiro de 2014, mas depois se reduziu e voltou a registrar elevações menos expressivas. Já a inadimplência nessa linha de crédito também registrou aumento significativo, e permanece em níveis elevados, saindo da faixa de 1,6% (2012), para a faixa de 7,5%, em 2014 (Gráfico 13). UGE/NA - NEP 14/21

Microcrédito concedido (R$ milhões) Inadimplência (%) 6.000 5.000 4.000 3.000 2.000 1.000 0 Gráfico 13 - Microcrédito concedido a microempreendedores X Inadimplência Microcrédito concedido (R$ milhões) Inadimplência no microcrédito (em %) 9 5.407 8 7,58 7 6 5 4 3 2 1 0 Fonte: BACEN Segundo o Boletim Focus do Banco Central, analistas do mercado financeiro acreditam que a taxa básica de juros (Selic) deve fechar 2014 em 11,0% a.a., aumentando ainda mais em 2015 (12,00% a.a.) e só voltando a cair em 2016. Gráfico 14 - Taxa Selic (% a.a.) - Projeções 14,0% 13,75% 12,0% 10,75% 11,50% 11,00% 12,00% 11,00% 10,0% 10,00% 10,00% 10,00% 8,0% 8,75% 6,0% 7,25% 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014* 2015* 2016* 2017* 2018* Fonte: Bacen *Projeções analistas financeiros - Boletim Focus (02.10.14) Importante destacar que, entre 2003 e 2011, houve migração de 32 milhões de consumidores, das classes D/E para a classe C, entre 2003 e 2011, o que fez com que os consumidores desta classe passassem a representar mais da metade da população (54%). Trata-se de uma mudança estrutural, que alterou o perfil de consumo do brasileiro. Esses 32 milhões de os consumidores passaram a demandar produtos e serviços que antes não demandavam. A continuar esse ritmo, a perspectiva é de que, neste ano, a classe C passe a representar 58% do total de consumidores, com a migração de mais 15 milhões de pessoas, provenientes das classes D/E. UGE/NA - NEP 15/21

em milhões de pessoas Mudança na configuração das classes sociais A e B: acima de R$ 7.475,00 C: de R$ 1.734,01 a R$ 7.475,00 D e E: até R$ 1.734,00 200 160 120 13 66 105 23 29 118 80 40 96 64 49 0 2003 2011 2014 Fonte: Centro de Políticas Sociais (FGV) Apesar dessas estimativas otimistas para o crescimento da classe C, o menor ritmo de elevação da massa salarial pode anular, parcialmente, o efeito positivo que o aumento da classe C venha a causar na economia. POLÍTICA FISCAL Em agosto, o or público consolidado registrou deficit primário de R$ 14,5 bilhões, com o Governo Central, os governos regionais e as empresas estatais tendo apresentado deficits primários de R$ 12 bilhões, R$ 2,3 bilhões e R$ 173 milhões, respectivamente. Porém, no acumulado do ano até agosto, houve superavit de R$ 10,2 bilhões, ante R$ 54 bilhões no mesmo período de 2013. Esses foram os piores resultados da série histórica, desde dezembro de 2001, quando teve início pelo Banco Central. As contas do Governo Central também foram deficitárias (despesas res que as receitas), em R$ 10,4 bilhões. Esse também foi o pior resultado para o mês de agosto, desde o início da série, em 1997. O objetivo fiscal de todo o or público, para este ano, é de superávit de R$ 99 bilhões, ou seja, 1,9% do PIB, o mesmo percentual registrado em 2013. Deste modo, o esforço fiscal do primeiro semestre deste ano equivale a 10,3% da meta para o ano de 2014 fechado, o que sinaliza que dificilmente a meta de superavit fiscal para este ano será cumprida, principalmente, se forem consideradas as desonerações fiscais, aumento dos gastos públicos e perspectiva de redução da receita, com arrefecimento da atividade econômica. UGE/NA - NEP 16/21

Resumo do cenário nacional: A taxa básica de juros (Selic) saiu de 7,25% (ço/2013) para 11% a.a. (abril/2014) e deverá permanecer em pata elevado neste ano, chegando em 12,0% a.a., em 2015, só voltando a cair a partir de 2016. Crédito para capital de giro das empresas mostra certa estagnação, o que pode estar associado ao aumento da inadimplência, fazendo com que os bancos se tornem mais seletivos na concessão do crédito. Inflação (IPCA) permanece elevada, em torno do teto da meta (de 6,5%) e deve fechar 2014 em 6,32%, segundo expectativas dos agentes financeiros, caindo a partir de 2015. Meta de superávit primário para o or público consolidado este ao (1,9% do PIB) corre o risco de não ser atingida, em função das desonerações fiscais, aumento dos gastos públicos e perspectiva de redução da receita, com arrefecimento da atividade econômica. Taxa de câmbio (RS/US$) tende a continuar desvalorizada, favorecendo a indústria nacional e os exportadores. Mas, por outro lado, penaliza os importadores de insumos por pressionar os preços desses produtos e dos índices de preços, em geral. Investimentos tendem a puxar o crescimento do PIB nos próximos anos, com menor participação do Consumo das famílias, tendo em vista o elevado nível de endividamento e inadimplência da população. Pela ótica da oferta (produção), o or de Serviços, que inclui o Comércio, continuará a dar sustentação ao PIB do país nos próximos anos, com ligeira recuperação da Indústria. Analistas do mercado financeiro prospectam elevação de 0,24% para o PIB em 2014, devendo registrar taxas pouco res nos anos seguintes, entre 1% e 3%. UGE/NA - NEP 17/21

1980 1985 1990 1995 2000 2005 2010 2015 2020 2025 2030 2035 2040 2045 2050 Oportunidades para os pequenos negócios O Governo Federal aponta para a continuidade do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que se soma aos investimentos que serão realizados pelos ores público e privado, em decorrência da descoberta do petróleo da camada Pré- Sal. Só a Petrobras pretende investir R$ 87 bilhões até 2016 no Pré-Sal. Junto com os investimentos, surgem inúmeras oportunidades para pequenos negócios na cadeia produtiva do petróleo e em atividades diversas em regiões de grandes obras. Projeta-se também, para os próximos anos, forte transformação da composição etária da população brasileira, o que sinaliza as oportunidades de negócios a serem oferecidos para o público de faixa etária igual e superior a 60 anos, cuja representatividade na população será cada vez r, atingindo 30% em 2050 (o triplo da representatividade atual). Envelhecimento da população brasileira 100% 6% 6% 7% 7% 8% 9% 10% 12% 6% 6% 14% 90% 6% 7% 16% 7% 19% 8% 21% 24% 9% 9% 9% 27% 9% 10% 11% 30% 80% 11% 12% 13% 12% 12% 13% 13% 13% 70% 14% 15% 13% 14% 15% 14% 15% 15% 15% 14% 14% 60% 18% 15% 16% 19% 19% 16% 15% 18% 18% 17% 15% 50% 16% 15% 15% 18% 18% 15% 40% 23% 17% 15% 15% 22% 21% 16% 13% 21% 16% 12% 30% 21% 18% 15% 17% 13% 12% 17% 11% 11% 20% 16% 14% 12% 26% 11% 26% 11% 24% 10% 10% 10% 21% 20% 19% 17% 14% 13% 12% 11% 10% 10% 9% 9% 0% 60 ou mais anos 50 a 59 anos 40 a 49 anos 30 a 39 anos 20 a 29 anos 10 a 19 anos 0 a 9 anos Fonte: IBGE - dados obtidos em -11 O quadro, a seguir, consolida os principais eventos, programas e projetos previstos para este e próximos anos no país, sendo que alguns deles já estão em andamento. Especifica ainda os ores envolvidos e os respectivos volumes de recursos correspondentes aos investimentos e às desonerações fiscais, o que pode ser entendido como uma janela de oportunidade para as empresas que atuam ou que venham a atuar nesses ores. UGE/NA - NEP 18/21

Quadro de oportunidades para os pequenos negócios Eventos Ano Setores Investimentos/desonerações (estimativas) Olimpíadas (RJ) 2016 Idem acima R$ 30 bilhões Internet longo prazo Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), e- commerce e web 2.0 ND Petrobras 2014 a 2018 cadeia produtiva do petróleo US$ 220,6 bilhões Cidade Melhor R$ 57,1 bilhões Comunidade Cidadã R$ 23 bilhões Minha Casa, Minha Vida R$ 278,2 bilhões de 2011 a 2014 Água e luz para todos R$ 30,6 bilhões PAC 2 Transportes R$ 104,5 bilhões Energia R$ 465,5 bilhões Total 1 R$ 958,9 bilhões Transportes R$ 4,5 bilhões Pós 2014 Energia R$ 627,1 bilhões Total 2 R$ 1.590,5 bilhões Desonerações fiscais (INSS sobre a folha de pagamento) Programa de Investimento em Logística: Rodovias e Ferrovias 2013 e 2014 Construção civil, Bens de capital, Material elétrico, Têxteis e confecções, Couros e calçados, Plásticos, Móveis, Fabricação de aviões, Fabricação de navios, Fabricação de ônibus, Aves, suínos e derivados, Pescados, Pães e massas, Fármacos e medicamentos, Autopeças, Equip. médicos e odontológicos, Bicicletas, Pneus e câas de ar, Papel e celulose, Vidros, Fogões, refrigeradores e lavadoras, Cerâmicas, Pedras e rochas ornamentais, Tintas e vernizes, Construção metálica, Equipam. ferroviário, Fabricação de ferramentas, Fabricação de forjados de aço, Parafusos, porcas e trefilados, Brinquedos, Instrumentos óticos, Call Centers, Design houses, Hotéis, TI e TIC, Suporte técnico de informática, Manutenção e reparação de aviões, Aéreo, Marítmo, fluvial e navegação de apoio, Rodoviário coletivo, Comércio varejista. R$ 16 bilhões (2013) e R$ 24 bilhões (2014) 2013 a 2017 Construção civil pesada R$ 79,5 bilhões UGE/NA - NEP 19/21

Conclusão O crescimento da economia brasileira continuará mais atrelado ao dinamismo do mercado interno do que do mercado internacional, tendo em vista o lento processo de recuperação da economia americana e dos países que integram a Zona do Euro e a desaceleração do ritmo de crescimento da economia chinesa. Embora as commodities agropecuárias, minerais e metálicas devam continuar a ser representativas na pauta de exportação brasileira, seus preços não devem apresentar aumentos significativos, em função do desaquecimento da economia global. Diante desse quadro, as perspectivas para as empresas exportadoras brasileiras não são tão otimistas quanto se desejaria, em que pese o o pata do câmbio (real mais desvalorizado em relação ao dólar). Já as empresas que atuam predominantemente no mercado interno tendem a se beneficiar mais da atual taxa de câmbio e das desonerações fiscais, que objetivam aumentar a competitividade dessas empresas frente aos produtos importados. Os aumentos reais, em menor intensidade, da renda do trabalhador, associados à redução do ritmo de crescimento do mercado de trabalho, ao aumento do endividamento da população e da inadimplência do consumidor, devem agir no sentido de reduzir o consumo, contribuindo cada vez menos com o crescimento do PIB, pela ótica da demanda agregada. Apesar do cenário pouco favorável, oportunidades para os empreendedores (e potenciais empresários/empreendedores) de pequenos negócios continuarão a surgir, podendo-se destacar os eventos esportivos, como as Olimpíadas, em 2016, na cidade do Rio de Janeiro, os programas e projetos da cadeia do petróleo e gás e tantos outros que envolvem grandes volumes de investimentos, em diversos ores da economia. Dado esse cenário, é de se esperar que as empresas procurem investir mais em iação e sustentabilidade, pois assim terão condições de buscar melhorias em processos de produção/vendas e diferenciação e diversificação de seus produtos/serviços, o que tende a contribuir significativamente para o aumento de suas competitividades frente aos concorrentes externos, mais especificamente. UGE/NA - NEP 20/21

Internacional Nacional Painel Impacto do Cenário Econômico Social na forma de atuação do Sebrae Cenário prospectivo: Principais Tendências Ameaças/Oportunidades para as MPE Oportunidades para atuação do Sebrae Programas associados > Maior participação dos Investimentos no PIB. > Crescimento moderado do PIB (entre 1,0% e 3,0%), nos próximos anos. > Ingresso de 15 milhões de os consumidores na classe C, provenientes das classes D/E, em 2014. > Indústria: Concorrência interna continua acirrada, tanto com produtos importados quanto nacionais. > Serviços: Desempenho melhor que a indústria, mas com tendência de taxas de crescimento menores. > Consumo das famílias em ritmo menor, em função do elevado nível de endividamento e inadimplência da população. > Taxas de juros devem permanecer em pata elevado. > Reajustes reais (acima da inflação) de salários continuam, mas em ritmo menor. > Taxa de câmbio mais desvalorizada (entre > Gastos públicos permanecem elevados em 2014, mas devem diminuir nos próximos anos. > Eventos esportivos: Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas no Rio de Janeiro (2016). > Aumento expressivo do número de Microempreendedores Individuais (MEI), devendo superar o número de Micro Empresas (ME), já em 2015. > Quantidade de Micro e pequenas empresas tende a crescer de forma vegetativa, acompanhando o crescimento da população. > Aumento da participação das MPE nas cadeias produtivas oriais, principalmente, na área de infraestrutura logística (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos etc), na cadeia do petróleo e gás e na Construção civil. > Aumento da concorrência interna. > Aumento dos Investimentos em Iação e/ou diferenciação de serviços e produtos e em Sustentabilidade, para recuperar competitividade. > Redução da receita das empresas. > Custos (operacionais e financeiros): Se, por um lado, taxas de juros mais elevadas e aumento real dos salários agem no sentido de elevar os custos das empresas, por outro, as desonerações fiscais e redução no preço da energia tendem a reduzí-los. > Taxa de câmbio desvalorizada: > Encarecimento dos preços dos insumos/bens importados tende a beneficiar a indústria nacional, que produz bens similares, mas penaliza as empresas que comercializam esses bens importados ou os utilizam em seus processos produtivos. > Aumento da competitividade para o exportador. > Continuidade de aumento das compras governamentais com r participação das MPE. > Serviços: Turismo (hospedagem, bares e restaurantes, operadoras e agências de turismo, organizadores de eventos e outros); Economia criativa (souvenir, cultura, entretenimento, gastronomia como identidade culinária local); Serviços em geral Tecnologia da informação; Cursos de línguas estrangeiras. > Indústria: Construção civil, Madeira e Móveis, Moda (Têxtil e confecções, couro e calçados, gemas e jóias). > Comércio: Comércio Varejista; Artesanato. > Agronegócios: Apicultura, Cafeicultura, Cachaça, Floricultura, Fruticultura, Mandiocultura, Suinocultura, Vitivinicultura. > Inclusão no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). > Emissão de Notas Fiscais. > Auxílio maternidade, Auxílio doença e Aposentadoria pelo INSS. > Facilidade na abertura de conta bancária e obtenção de empréstimo bancário. > Isenção de tributos federais e pagamento de valor fixo mensal: R$ 34,90 (comércio ou indústria), R$ 38,90 (prestação de serviços) ou R$ 39,90 (comércio e serviços), atualizados anualmente com base no salário mínimo. > Aumento da concorrência. > Aumento da inadimplência. > Reforço/ampliação dos projetos de atendimento, ou seja, com abordagem territorial e orial: Setorial; Setorsegmento; Encadeamento produtivo (cadeia produtiva do Petróleo e Gás, por exemplo) e desenvolvimento territorial. > Ampliação de ações voltadas a investimentos em iação e/ou diferenciação de produtos. > Desenvolvimento de soluções orientadas para as necessidades atuais e futuras das MPE. > Maior conscientização dos empreendedores para adoção de ações voltadas à sustentabilidade. > Capacitação do empreendedor para um melhor gerenciamento financeiro do seu negócio (fluxo de caixa). > Apoio à capacitação de empresas no processo de internacionalização. > Maior participação das MPE nas Compras Governamentais. > Aprofundamento do processo de implementação da Lei Geral das MPE nos municípios. > Ampliação de projetos com abordagem orial e territorial: Setorial, Setor-segmento e Territorial, nas cidades onde ocorrerão esses eventos e nas cidades circunvizinhas. > Participação em feiras de negócio e rodadas de negócio > Aumento do atendimento/capacitação desse público. > Desenvolvimento de soluções específicas para os MEI, incluindo cursos/treinamentos para melhor gerenciamento financeiro do seu negócio, sem desprezar o atendimentos às micro e pequenas empresas, que continuarão a crescer e a demandar os produtos e serviços do Sebrae. SEBRAETEC; ALI; SEBRAE MAIS e NEGÓCIO A NEGÓCIO; TERRITÓRIO DA CIDADANIA, NA MEDIDA. SEBRAETEC; ALI; SEBRAE MAIS; NEGÓCIO A NEGÓCIO; TERRITÓRIO DA CIDADANIA; NA MEDIDA; SEI. SEBRAETEC; ALI; SEBRAE MAIS; NEGÓCIO A NEGÓCIO; TERRITÓRIO DA CIDADANIA. SEBRAE 2014; SEBRAE MAIS; NEGÓCIO A NEGÓCIO. NEGÓCIO A NEGÓCIO; TERRITÓRIO DA CIDADANIA; SEI e NA MEDIDA. > Aumento da expectativa de vida da população. > Envelhecimento da população brasileira > Turismo; Clínicas médicas, de fisioterapia, de estética, de repouso, serviços de enfermagem/cuidadores(as) etc. > Reforço/ampliação dos projetos com abordagem orial: Setorial; Setor-segmento e Encadeamento produtivo. > Elaboração de estratégias específicas para os ores e segmentos que se beneficiarão com essa tendência. SEBRAETEC; ALI; SEBRAE MAIS. > Cenário internacional: = Economia dos EUA em lenta recuperação; = Desaceleração da economia chinesa; = Manutenção da crise na Zona do Euro, no médio prazo. = Mercados emergentes continuarão a puxar o crescimento da economia mundial. > Redução das exportações, em volume e valor (menor demanda mundial e queda de preço das commodities). > Busca de mercados alternativos (emergentes), como, por exemplo, Ásia, Norte da Áfria, Oriente Médio e América Latina. > Aumento da concorrência externa. > Melhor capacitação das empresas voltadas à exportação (redução de custos, investimentos e redirecionamento de mercado). > Maior divulgação e utilização dos produtos da Unidade de Acesso e Iação e Tecnologia (UAIT) SEBRAE MAIS (Planejando para internacionalizar)