TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO
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- Domingos Philippi Madeira
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1 II RELATÓRIO ANALÍTICO 15
2 1 CONTEXTO ECONÔMICO A quantidade e a qualidade dos serviços públicos prestados por um governo aos seus cidadãos são fortemente influenciadas pelo contexto econômico local, mas principalmente pela situação nacional e internacional. Neste sentido, é importante contextualizar a condição econômica vigente no ano de 2002 ao analisar as Contas do Distrito Federal. 1.1 CONTEXTO ECONÔMICO NACIONAL O ano que passou foi marcado pela aceleração inflacionária no segundo semestre, resultado da elevada desvalorização cambial durante o período eleitoral. O aumento do nível de preços acarretou elevação na taxa de juros, que, por sua vez, implicou um crescimento na relação dívida/pib. No setor externo, entretanto, o aumento da taxa de câmbio teve como reflexo uma melhora nas contas externas, com acréscimo nas exportações e redução das importações. O ano começou com a meta de inflação fixada em 3,5%, podendo chegar a 5,5%. Segundo estimativas elaboradas pelo IPEA no seu Boletim de Conjuntura de janeiro de 2002, a previsão era: crescimento do PIB de 2,5%, inflação de 4,7%, depreciação cambial média de 7,1% e taxa de câmbio de R$ 2,61 ao final do ano. A taxa de juros seria de 17% em dezembro. No setor externo, a perspectiva era de déficit em conta corrente de US$ 21,3 bilhões e saldo de US$ 4 bilhões na balança comercial. No decorrer do ano, tais estimativas não se confirmaram, pois a taxa de câmbio sofreu desvalorização bem superior à prevista, apresentando grande volatilidade e influenciando na elevação da taxa de inflação e dos juros. Após um início de ano tranqüilo no mercado cambial em que houve ligeira valorização no primeiro quadrimestre, a situação começou a mudar a partir de maio. Deste mês em diante, teve-se elevada e contínua desvalorização cambial, que se estendeu até o mês de outubro, quando o dólar alcançou a taxa média de R$ 3,81. Passadas as eleições, o dólar caiu para um valor médio de R$ 3,58 em novembro e terminou o ano em R$ 3,63. No acumulado de 2002, a desvalorização do Real ficou em torno de 50% frente ao dólar, muito além das expectativas iniciais, que previam um dólar na faixa de R$ 2,60. Como resultado dessa turbulência, o risco-brasil mais do que triplicou entre o final de março e o final de julho. As incertezas econômicas decorrentes do período eleitoral, a crise argentina e o aumento da aversão ao risco no mercado financeiro internacional foram os fatores determinantes desse processo, pois, ao acarretarem redução drástica do crédito externo, restringiram as fontes de financiamento e provocaram a desvalorização cambial. 16
3 Uma conseqüência dessa desvalorização foi a elevação do nível de preços. A inflação acumulada até setembro, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo IPCA, era de 5,60%, o que não se distanciava muito do teto estabelecido pelo sistema de metas de inflação. Contudo, com a crescente desvalorização cambial, que se acentuou nos meses anteriores às eleições, a inflação disparou, alcançando, só nos três últimos meses do ano, 6,56% e totalizando 12,53% no ano. Tal resultado superou em muito tanto o limite estabelecido no sistema de metas quanto a taxa de 2001 (7,67%). Entre os nove grupos que compõem o IPCA, "alimentação e bebidas", "habitação" e "artigos para residência" apresentaram variação acima da média. Os dois primeiros foram responsáveis conjuntamente por mais de 50% do valor final do IPCA. O comportamento dos preços nestes dois grupos foi fortemente influenciado pelo repasse da desvalorização cambial. Isso é facilmente observado quando se analisam os produtos que tiveram maiores aumentos dentro destes grupos trigo, óleo de soja, açúcar e gás, cuja característica comum é o fato de terem os seus preços definidos em dólar no mercado mundial de commodities. É interessante observar que o grupo "alimentação e bebidas", por exemplo, com a relativa estabilidade do dólar no 1 o semestre, apresentou variação de apenas 0,60% nesse período, enquanto, no 2 o semestre, com a desvalorização cambial, a variação foi de 18,76%. Além disso, importa ressaltar que o impacto inflacionário da desvalorização ocorreu de forma diferenciada de acordo com a renda das famílias. O INPC, que mede o custo de vida das famílias mais pobres até oito salários mínimos, foi de 14,7%. Enquanto o IPCA, que representa o custo de vida das famílias com renda até quarenta salários mínimos, foi de 12,5%. Outra conseqüência da desvalorização foi o aumento da dívida pública, em virtude de a maior parte desta estar atrelada a títulos cambiais. No Boletim de Conjuntura do IPEA de julho-agosto, cita-se que 95% do aumento da dívida pública ocorrido até então se devia à desvalorização cambial. Por conta desse aumento da dívida pública, foi necessário estabelecer uma política fiscal mais austera, aumentando a meta de superávit primário de 3,75% para 3,88% do PIB. Essa mudança de meta foi também um dos itens acertados com o FMI para a obtenção de um acordo que disponibilizou US$ 30 bilhões e permitiu acalmar o mercado cambial. Ao fim do ano, o superávit primário obtido foi recorde 4,06%, tendo sido maior do que o previsto e acertado com o FMI. Em relação à política monetária, o impacto do crescimento da inflação foi a elevação na taxa referencial de juros, Selic. Em reunião do Comitê de Política 17
4 Monetária Copom, realizada em , a taxa de juros foi elevada de 18% a.a. para 21% a.a., sofrendo novos aumentos para 22% a.a. e 25% a.a. em novembro e dezembro, respectivamente. Na média, a taxa Selic foi de 19,2% a.a., tendo sido o maior valor desde No setor externo, o ano de 2002 caracterizou-se pelo forte ajuste ocorrido nas contas externas, mais especificamente no saldo da conta corrente. O déficit acumulado em conta corrente foi de US$ 7,8 bilhões, o menor valor desde 1994, passando de 4,6% do PIB em 2001 US$ 23,2 bilhões para 1,7% do PIB em A principal alteração na composição das transações correntes ocorreu na balança comercial, que apresentou saldo positivo de US$ 13,1 bilhões em 2002, contra US$ 2,6 bilhões em Esse resultado foi alcançado mais em virtude da queda das importações, 15%, do que em função das exportações, que cresceram apenas 3,7%. O reduzido crescimento das exportações explica-se pela situação internacional, que apresentou baixo crescimento, e, sobretudo, pela queda das importações argentinas nosso segundo maior parceiro comercial, que foi superior a 50%. Novamente, o fator chave que explica o resultado das contas externas é a desvalorização cambial ocorrida no 2 o semestre. Até julho do ano passado, a previsão de superávit comercial era de US$ 5 bilhões, segundo o boletim Focus do Banco Central. À medida que a moeda ia perdendo valor, as estimativas eram revistas, terminando o ano com um saldo na balança comercial três vezes superior à previsão inicial do IPEA. No que se refere aos investimentos estrangeiros no país, houve forte retração em relação a Enquanto, em 2001, tais investimentos alcançaram US$ 22,5 bilhões, no ano passado foram US$ 16,6 bilhões, e 51% deste valor corresponderam a conversões de dívidas em investimentos. O reflexo dessa conjuntura adversa, que implicou a redução dos investimentos estrangeiros e a alta da taxa de juros, ficou expresso na baixa taxa de crescimento do PIB, que foi de 1,5% em Considerando o crescimento populacional de 1,3%, segundo estimativa do IBGE, o resultado é um aumento do PIB per capita de apenas 0,2%. O crescimento do PIB foi parecido nos setores de Indústria (1,52%) e Serviços (1,49%), ficando o destaque para o setor de Agropecuária, com crescimento de 5,79%. Entre os subsetores da indústria, cabe ressaltar o desempenho da área Extrativa Mineral na qual se incluem as atividades ligadas ao petróleo com taxa de crescimento de 10,4%. No setor de Serviços, o subsetor de Comunicações foi o que apresentou o melhor resultado, com crescimento de 7,4%. O pior subsetor, no geral, foi o de Construção, com retração de 2,5% em relação a
5 O baixo crescimento econômico explica, em grande medida, a situação de aumento do desemprego em Enquanto, no ano de 2001, a taxa média de desemprego aberto, medida pela Pesquisa Mensal de Emprego PME do IBGE, ficou em 6,2%, no ano passado, a taxa média foi de 7,1%. TAXA DE DESEMPREGO PME ,00 7,50 % 7,00 6,50 6,00 5, , Mês Fonte: IBGE. No gráfico acima, observa-se que a taxa de desemprego em 2002 manteve-se num patamar mais elevado do que em 2001 praticamente o ano todo, com exceção de dezembro. 1.2 CONTEXTO ECONÔMICO LOCAL Em relação ao mercado de trabalho do DF, verificou-se a criação de 26,3 mil novos postos de trabalho, segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos Dieese. Com exceção do setor da Indústria de Transformação, em que o número de ocupados foi reduzido em 1,4 mil, em todos os outros setores houve aumento no número de vagas: 17,5 mil nos Serviços, 5,5 mil no Comércio e 2,8 mil na Construção Civil. Entre os assalariados, houve aumento no número de vagas no Setor Privado (14,1%) e no Emprego Doméstico (1,9%), com redução no Setor Público (5,3%). Apesar do surgimento de novas vagas, a taxa de desemprego cresceu, pois a população economicamente ativa aumentou em 41,9 mil, isto é, mais do que o número de novos postos de trabalho. No que se refere ao custo de vida, no ano de 2002, a inflação em Brasília, conforme medida pelo IPCA, foi superior à média nacional. Enquanto o IPCA geral ficou em 12,5%, a taxa para a cidade foi de 14,8%. 19
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