Ganhos de Gestão do Centro de Operação da CESP com a Certificação ISO 9001:2000

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2 Ganhos de Gestão do Centro de Operação da CESP com a Certificação ISO 9001:2000 Autores: José Hélio Luppi Júnior CESP Castilho-SP. Fernando Peres de Moraes CESP Castilho-SP. Carlos Alberto Skilhan CESP- São Paulo-SP. 2

3 HISTÓRICO CESP 05/12/1966 Constituída como Centrais Elétricas de São Paulo, com a fusão de 11 empresas de energia elétrica; 27/12/1977 Alterada a razão social para Companhia Energética de São Paulo; 1996 Início do processo de privatização Lei Estadual 9361/96, sob coordenação do Conselho do PED. 3

4 HISTÓRICO CESP 1997 CESP atuava em todo o Estado de São Paulo nas áreas de: Geração Transmissão Distribuição Controle Acionário: CPFL e COMGÁS 4

5 HISTÓRICO CESP CESP ATUAL Maior Companhia de geração de energia elétrica do Estado de São Paulo e a 4ª do Brasil; Produz aproximadamente 50% da energia gerada em São Paulo; Possui 6 Usinas Hidrelétricas: Ilha Solteira, Eng o Souza Dias (Jupiá), Eng o. Sérgio Motta (Porto Primavera), Três Irmãos, Paraibuna e Jaguari; Capacidade Instalada: 7.455,30 MW em 57 Unidades Geradoras; 5

6 HISTÓRICO CESP CESP ATUAL Capacidade expansível: 924,50 MW em Três Irmãos e Eng o Sérgio Motta (Porto Primavera); Principal mercado suprido: Distribuidoras do Estado de São Paulo: Eletropaulo, Bandeirante, CPFL e ELEKTRO; Possui 3 eclusas em operação: Três Irmãos, Eng o Souza Dias (Jupiá) e Eng o Sérgio Motta (Porto Primavera); 6

7 CENTRO DE CONTROLE DA PRODUÇÃO CCP É o Centro de Operação de Geração COG da CESP; Instalado no Edifício de Comando da UHE Eng o Souza Dias (Jupiá); O CCP supervisiona, coordena, controla e comanda a operação das UHEs da CESP, integrado ao ONS. 7

8 SITUAÇÃO ANTES DA IMPLANTAÇÃO DO S.G.Q. Após a cisão da CESP 1. Centro Regional de Operação do Paraná CROR, foi transformado no Centro de Operação de Geração COG da CESP: Passou a despachar a geração das 6 usinas da CESP; Coordenar para a CTEEP a operação das subestações elevadoras dessas UHEs. 8

9 SITUAÇÃO ANTES DA IMPLANTAÇÃO DO S.G.Q Após a cisão da CESP 2. COS de Bom Jardim ficou com a CTEEP e foi contratado pelo ONS para coordenar a operação sistêmica no Est. de São Paulo. Os maiores recursos de pessoal, equipamentos e ferramentas da operação estavam no COS; 3. Passamos a operar um COG com recursos a partir de um CRO; 4. Sistema de Supervisão e Controle SSC era contratado da CTEEP; 9

10 SITUAÇÃO ANTES DA IMPLANTAÇÃO DO S.G.Q Após a cisão da CESP 5. Informações e dados da operação estavam num computador de grande porte; sua organização não atendia mais as necessidades empresariais da CESP; 6. Haviam dificuldades no fluxo de informações do tempo real Pós Operação e Clientes Internos; 7. Transcrição manual de dados e informações para planilhas em microcomputadores, com elevada margem de erro; 10

11 SITUAÇÃO ANTES DA IMPLANTAÇÃO DO S.G.Q Após a cisão da CESP 8. Excesso de retrabalhos; 9. Processos informatizados desenvolvidos p/ computador de grande porte; 10. Os registros estavam armazenados, porém, havia dificuldade de acesso e formato inadequado; 11

12 SITUAÇÃO ANTES DA IMPLANTAÇÃO DO S.G.Q Após a cisão da CESP 11. Falta de recursos de informática em baixa plataforma levavam a gestão deficiente dos processos, geravam desmotivação da equipe; 12. A situação exigia mudanças urgentes, que foram estimuladas pela alta direção da empresa; 12

13 SITUAÇÃO ANTES DA IMPLANTAÇÃO DO S.G.Q Após a cisão da CESP 13. Plano de médio prazo com as seguintes ações: Operação das usinas passou à gerência de cada U.P. ; COG ficou com a inserção sistêmica, controles da produção, dos impedimentos operativos e normas de operação; Reforço do quadro de pessoal para estruturar 3 equipes: Pré Operação e Tempo Real, Análise da Operação e Inspeções e Normas da Operação; 13

14 SITUAÇÃO ANTES DA IMPLANTAÇÃO DO S.G.Q Após a cisão da CESP 13. Plano de médio prazo com as seguintes ações: Reforma e ampliação das instalações; Ampliação do foco de COG para CCP; Readequação de softwares para microcomputadores; 14

15 SITUAÇÃO ANTES DA IMPLANTAÇÃO DO S.G.Q Após a cisão da CESP 14. Após a implantação dessas ações ao longo de 4 anos: Condições de trabalho melhoraram muito; Produtos fornecidos aos clientes internos evoluíram; Porém deixavam a desejar quanto a: Precisão e qualidade das informações. 15

16 POR QUE IMPLANTAR UM SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE? Produtos deficientes em Qualidade e precisão das informações; Clientes internos insatisfeitos precisavam de novos produtos; Sucesso do programa Gestão pela Qualidade Total GQT nas instalações da empresa no início dos anos 90; 16

17 POR QUE IMPLANTAR UM SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE? 1998 a UHE Água Vermelha deu um salto de Qualidade com a Certificação no Sistema ISO 9002 para o Processo Geração de Energia Elétrica; Percebemos que precisávamos de um Choque de Qualidade; Com apoio da Alta Direção, optamos por implantar um Sistema de Gestão da Qualidade em

18 AS BASES PARA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA 2004 Definido que o processo seria certificado na Norma NBR ISO 9001:2000; Definida a equipe envolvida com o projeto; Integração e motivação da equipe a nível de time vencedor de desafios; Melhoria dos equipamentos de informática; 18

19 AS BASES PARA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA 2004 Treinamento da equipe - entidades externas; Visita técnica a 2 instalações com processos certificados; Palestras motivacionais; Estávamos prontos para iniciar a implantação do sistema. 19

20 INÍCIO DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA 2005 Desafio: Qual processo certificar? Qual traria maior ganho de gestão? Estabelecer condições de contorno para definir claramente o escopo; Concentrar esforços de forma focada para otimizar ganhos; 20

21 INÍCIO DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA 2005 Decisão: Certificar o processo com mais reclamações dos clientes internos; Trazer maiores ganhos no atendimento à alta direção da empresa. 21

22 INÍCIO DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA Definido o processo a ser certificado Controle da Produção de Energia Elétrica da CESP: Definido o escopo que seria abrangido Controle Hidráulico do Reservatório; Controle de Geração de Energia Elétrica; Controle de Impedimento Operativo. 22

23 INÍCIO DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA Estabelecer os requisitos exigidos pela Norma ISO Longas discussões na equipe para consensar: Fornecedores, insumos, missão, negócio, produto e cliente. Com esses itens claramente definidos a equipe pode elaborar o Manual do Sistema de Gestão da Qualidade MSQ. 23

24 SISTEMA NBR ISO 9001:2000 IMPLANTADO E EM ANDAMENTO Atualmente O sistema está implantado, certificado e em plena manutenção; Auditorias internas e externas com resultados satisfatórios; Comitê da Qualidade reúne-se periodicamente para delinear atividades e definir ações; Pesquisas de Satisfação do Cliente PSC, são realizadas trimestralmente; 24

25 SISTEMA NBR ISO 9001:2000 IMPLANTADO E EM ANDAMENTO Os processos já existiam antes da implantação do sistema; Não haviam acompanhamentos, verificações e análises estruturados; Não havia avaliação formal pelo cliente; Atualmente o processo é avaliado trimestralmente pelo cliente, via entrevista presencial ou teleconferência; O processo é rastreado em cada etapa por vetores de desempenho e indicadores de resultado que são acompanhados via BSC; 25

26 SISTEMA NBR ISO 9001:2000 IMPLANTADO E EM ANDAMENTO MACROFLUXOGRAMA DA REALIZAÇÃO DO PRODUTO INSUMOS PDP Programa Diário de Produção PDD Programa Diário de Defluência Leitura e Dados de Operação das Usinas PROCESSO CONTROLE DA PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DA CESP VD1 VD3 VD5 VD7 VD2 VD4 VD6 VD8 SGHIM Sistema de Acompanhamento da Geração e Hidrologia BDP Boletim Diário de Produção ADP Análise Diária da Produção GIO Gerenciamento de Impedimento Operativo CONTROLE DA ENERGIA ELÉTRICA PRODUZIDA ENTREGA DO PRODUTO 26 CLIENTES

27 SISTEMA NBR ISO 9001:2000 IMPLANTADO E EM ANDAMENTO Melhoria do processo na busca dos objetivos da qualidade e atendendo a política da qualidade na empresa, por meio de: Estímulo à capacitação dos empregados; Eficiência e eficácia dos sistema de gestão; Atendimento aos requisitos do cliente e partes interessadas. 27

28 SISTEMA NBR ISO 9001:2000 IMPLANTADO E EM ANDAMENTO Essa nova forma de encarar o processo provocou um choque de Gestão, permitindo assim: Análise estruturada do processo principal e de cada um dos processos de apoio; Crescimento da equipe como um todo; Criação de novos modelos na busca de melhores resultados; Ganhos acima da média e resultados melhores a cada avaliação. 28

29 O SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL - SGA A NBR ISO 9001:2000 (Sistema de Gestão da Qualidade) foi alinhada com a NBR ISO 14001:2004 (Sistema de Gestão Ambiental) para compatibilizar as 2 normas em benefício da comunidade e usuários. No CCP o SGA está compatibilizado em 2 segmentos principais: Tratamento de resíduos; Controle hidráulico dos reservatórios 29

30 VANTAGENS DA IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA Ganho de Qualidade nos processos de apoio que causam reflexo ao processo principal; Padronização desses processos em conformidade com a Norma ISO; Melhorias no ambiente de trabalho e clima organizacional; 30

31 VANTAGENS DA IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA Aumento da capacitação e estímulo à aprendizagem dos empregados; Melhoria contínua dos processos abrangidos; Maior relacionamento entre Departamento e Divisão; 31

32 MELHORIAS PARA A ÁREA Melhoria das ferramentas informatizadas e equipamentos de informática; Eliminação de retrabalhos e aumento da confiabilidade de dados e informações; Aumento da motivação dos empregados e comprometimento com metas e resultados; 32

33 MELHORIAS PARA A ÁREA Processos operativos mais transparentes face a quantidade, qualidade e detalhamento dos dados Ganho de Qualidade no Controle de Energia Elétrica Produzida; Preparativos para ampliar o escopo do processo certificado. 33

34 CONCLUSÃO Comparando as situações anterior e posterior à implantação do Sistema ISO, constatamos que esse choque de gestão promoveu enorme ganho de qualidade e redução de custos para os produtos do Centro de Controle, além de grande desenvolvimento da equipe. O nível de satisfação do cliente, nos últimos 2 anos, tem se mantido acima dos 85%. 34

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