INCENTIVO AO EMPREENDEDORISMO ATRAVÉS DA QUALIFICAÇÃO TÉCNICA E APOIO INSTITUCIONAL PELAS INCUBADORAS: o caso da incubadora de Pato Branco-Paraná

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1 INCENTIVO AO EMPREENDEDORISMO ATRAVÉS DA QUALIFICAÇÃO TÉCNICA E APOIO INSTITUCIONAL PELAS INCUBADORAS: o caso da incubadora de Pato Branco-Paraná Norma Brambilla (UTFPR/Pato Branco). Vânia Lionço (UTFPR/Pato Branco). Antônio Carlos de Francisco (UTFPR/Ponta Grossa). Resumo O presente estudo aborda a integração entre a formação universitária e a criação de novas empresas através da capacitação técnica e do incentivo da instituições de ensino, da sociedade civil organizada e do poder público. A realização pesquisa deu-se junto aos empreendedores incubados no Programa de Incubação de Empresas de Pato Branco Pr, e com as instituições de ensino que coordenam e apoiam o programa. Percebeu-se que os resultados são favoráveis e os empreendedores superam as dificuldades e buscam realizar ações que impulsionem o seu negócio. Observa-se o projeto tem surtido efeito positivo na economia e mercado regional, com o surgimento de novas empresas e novos produtos que impulsionam o desenvolvimento regional. Palavras-Chave: empreendedorismo, formação universitária, incubação de empresa. Introdução O desenvolvimento humano e profissional dos jovens passa por suas escolhas de trabalho e cursos de formação complementar e de ensino superior, as necessidades pessoais aliadas as expectativas de desenvolvimento e independência econômica impulsiona as pessoas na busca de soluções que aliem seus conhecimentos e habilidades com oportunidades de mercado que gerem rentabilidade e novas perspectivas profissionais. O sucesso profissional relaciona-se diretamente com a competitividade existente no mercado de trabalho para inserção dos jovens na vida profissional, tanto no elevado número de pessoas já qualificadas como na redução dos postos de trabalho que podem ser considerados limitadores para a iniciação profissional. Tanto a sociedade como o poder público buscam o desenvolvimento dos setores produtivos e comerciais de maneira a fomentar a evolução econômica de suas regiões levando a melhores condições de vida para a população.

2 Portanto o objetivo do estudo foi analisar a efetividade dos projetos incubados no Genises de Pato Branco, suas dificuldades e expectativas como alternativas no fomento ao desenvolvimentos pessoal das empreendedores e da região onde estão inseridas as empresas. Para a realização deste estudo utilizou como técnica de pesquisa exploratória, que segundo Ruaro (2004, p. 24), é um estudo que tem como finalidade buscar maiores informações sobre determinado assunto. O método de pesquisa utilizado envolve ainda o procedimento de abordagem qualitativa através de um estudo de caso, que ainda segundo Ruaro (2004, p. 26), seriam etapas mais concretas da investigação com finalidade mais restritas em termos de explicação geral dos fenômenos e menos abstratas. Na coleta dos dados e informações que embasaram as análises utilizou-se a técnica de observação direta intensiva. Ao se referir aos instrumentos de coleta de dados Santos diz que: Procedimentos de coleta são os métodos práticos utilizados para juntar as informações, necessárias a construção de raciocínios em torno de um fato/fenômeno/problema. Na verdade, a coleta de dados de cada pesquisa terá peculiaridades adequadas àquilo que se quer descobrir. Mas, é possível apontar alguns procedimentos padrão, comumente utilizados aos quais se fazem as adaptações de espaços/tempo/matéria, necessárias as exigências de cada caso (SANTOS, 2002, P. 29). Através do acompanhamento das atividades desenvolvidas pelos professores e acadêmicos da incubadora de Pato Branco, pode-se verificar as contribuições que as atividades práticas geram na atuação profissional e a melhora no desempenho da gestão das empresas que participam da incubadora no perfil profissional dos empreendedores e, no fomento ao desenvolvimento regional. Buscou-se avaliar os resultados obtidos pelos empreendedores e o acompanhamento dos professores das instituições de ensino que orientam as empresas incubadas, observando o perfil dos envolvidos e os reflexos no desempenho destes profissionais nas diversas áreas de atuação e, com relação ao mercado de trabalho. Observou-se que nas três fases do processos de incubação existem 10 empresas. Estas fases são O Fomento (ensino, pesquisa, extensão - empreendedorismo) a Preparação (Hotel Tecnológico) a Maturação (Genesis) e a ultima fase que é a consolidação (Intic Pato Branco Tecnópole NTI), onde são acompanhados desde a fase de geração da idéia, a estruturação da empresa com o desenvolvimento dos produtos ou serviços e sua inserção no mercado. A incubadora oferece a estrutura física e o apoio técnico para que as empresa possam se desenvolver e iniciar sua participação no mercado. Aplicou-se um roteiro de estruturado de entrevista onde buscou-se identificar a empresa, ramo de atividade, tempo de atuação, numero de funcionários e o histórico da empresa e do processo de incubação bem como as dificuldades e expectativas percebidas pelos empreendedores com relação ao processo de incubação e de relacionamento com o mercado.

3 O Projeto de incubação de novas empresas em Pato Branco A cidade de Pato Branco começou a trabalhar de forma organizada entre a sociedade civil e o poder público, para fomentar o desenvolvimento de empresas de base tecnológica, principalmente na área de software e eletrônica, com este propósito acabou desenvolvendo um mecanismo conhecido como Incubadora Gênesis de Pato Branco (IGPB), que encontra-se localizada no campus da Unidade de Ensino de Pato Branco do CEFET-PR, onde está inserida num contexto de macrodesenvolvimento regional. A partir do ano de 1998, a cidade de Pato Branco no Estado do Paraná, busca estruturar algumas iniciativas para despertar uma vocação tecnológicca em seu desenvolvimento visando qualificar-se como Tecnópole em período de 20 anos. O incentivo à geração de novas empresas de base tecnológica é um dos pilares de sustentação desta iniciativa. Inicialmente, o Centro Softex Gênesis Empreender desenvolve ações conjuntas com o projeto Pato Branco Tecnópole, objetivando tornar a região pólo produtor de software com inserção no mercado nacional e internacional. Entre os anos de 1998 e 2000, oito empresas tiveram seus projetos de negócio aprovados e iniciaram os respectivos planos de incubação. Ao final dos dois primeiros anos, período destinado à incubação, três empresas foram graduadas. O processo de seleção de novos projetos foi alterado em meados de 2001 para a manutenção de edital permanente, sendo as condições de aceite de novos projetos a apresentação de caráter inovador e viabilidade mercadológica e, logicamente, disponibilidade de espaço físico na incubadora. Durante este período é possível destacar os seguintes marcos relevantes: A empresa Sponte Informática fechou parceria para distribuição de seu produto com duas grandes franquias de escolas de idiomas, atingindo com estes negócios a marca de 400 escolas utilizando seu software de gestão; A empresa WSA Desenvolvimento foi premiada como o melhor projeto de empresas nascente no Prêmio Celso Ramos de Empreendedorismo promovido pela Rede Catarinense de Empreendimento Tecnológicos e pela FIESC; A IGPB participa como entidade fundadora da REPARTE Rede Paranaense de Incubadoras, criada em setembro de 2000; Participação em rodada de negócios nas áreas de Internet, comunicação e telemedicina, promovida pelo ALL Invest, realizado em Madri em novembro de 2000, com dois representantes; Presença de 8 empresas residentes e associadas na COMDEX 2002, como prospectoras e expositoras, no estande conjunto da REPARTE; A empresa residente Inteligere Sistemas foi selecionada nos editais nacionais da FINEP e do PAETI/CNPq. Resultados gerais do período 1998 a 2003: projetos avaliados: 25; total de projetos residentes: 13; empresas graduadas: 4; empresas que não graduaram: 2; empresas encerradas: 1; total de produtos gerados: 13; empresas selecionadas em editais: 1 em 2 editais; empresas que receberam destaque: 4; total de pessoas envolvidas: 45; parcerias viabilizadas: 8; visitas técnicas, feiras, etc: 11; empresas participantes: 15;

4 Os resultados mencionados podem parecer incipientes porém, quando enquadrados numa realidade regional de uma pequena cidade distante dos grandes centros, como é o caso de Pato Branco ( habitantes), passam a ser extremamente representativos. Empreendedorismo como fomento à criação de novas empresas O uso do termo empreendedorismo vem da palavra em inglês entrepreneurship, a qual advém do francês, entre-preneur, utilizada no século XII para designar aquele que incentiva brigas (Vèrin, apud Dolabela, 1999). Cantillon, já em 1755, definia o empreendedor como alguém que comprava matéria-prima, com o objetivo de processá-la e depois revender por um preço maior, o que conferiu ao empreendedor a imagem de alguém que assumia riscos, aproveitando oportunidades com o objetivo de obter lucros. Economicamente, Jean Baptiste Say, em 1816, incluiu no conceito a premissa de que a criação de novos empreendimentos resultava em desenvolvimento econômico. Segundo ressalta Fillion (1999), o autor supracitado pode ser considerado o pai do empreendedorismo, pois, foi o primeiro a lançar os alicerces desse campo de estudo. No estudo do empreendedorismo verifica-se uma associação ao desenvolvimento econômico e das pequenas e micros empresas PME s, que como Timmons apud Dolabela (1999) afirma, desde a segunda guerra mundial 50% de todas as invenções e 95% de todas a inovações radicais surgiram de novas e pequenas empresas. Empreendedor, segundo Gerber (1996), é o inovador, o grande estrategista, o criador de novos métodos para penetrar ou criar novos mercados; detentor de uma personalidade criativa, que transforma possibilidades em probabilidade. As funções inovadoras do empreendedor são definidas por Shumpeter (1934), como uma combinação de recursos de maneira nova e original, promovendo o desenvolvimento e o crescimento econômico. Uma proposta de maior extensão da palavra empreendedor, foi apresentada por Bruce (1987), descrevendo o empreendedor como sendo uma pessoa cujas decisões determinam diretamente o destino da empresa, quer essa pessoa assuma todo o controle ou todo o risco. Para tal é necessário que o empreendedor desenvolva habilidades para a prática empresarial. Habilidades, segundo Rodrigues (1992), envolvem uma proficiência prática, física e mental e é adquirida por treinamento e prática, ou seja, é a arte de saber fazer, podendo ser aprimoradas pela busca e assimilação do conhecimento. Para Nonaka e Takeuchi (1997), a criação do conhecimento gera a inovação contínua e esta por sua vez, possibilita a obtenção da vantagem competitiva, importante para o crescimento e a longevidade do ciclo de vida organizacional. Aliado ao conhecimento teórica, podem ser fomentado o desenvolvimento de habilidades para que os estudantes percebam seu potencial empreendedor e resulte em maior aplicação do conhecimento tanto para os novos empreendimentos como em atividades desenvolvidas nas empresas onde eles atuam.

5 Expectativas dos empreendedores incubados em Pato Branco Através de análise das informações obtidas junto aos empreendedores incubados no ano de 2005, percebeu-se que as atividades das dez empresas incubadas nas três fases oferecidas pelo projeto são na área tecnológica e estão relacionadas com a formação técnica dos empreendedores em seus cursos de graduação, o que representa a importância das instituições de ensino no fomento ao desenvolvimento regional e na profissionalização dos empreendedores que comporão o cenário econômico e social da comunidade. O Número médio de empregos gerados é de 4,3 empregos diretos, mesmo não sendo um número tão expressivo, pode ser considerado um resultado favorável se observado que são empresas em estagio inicial e ainda não estão com todo seu potencial de mercado desenvolvido. Verificou-se também que o montante de capital inicial médio investido nas empresas atinge a quantia de R$ 2.180,00, não representado riscos insuportáveis para os empreendedores e também uma quantia passível se ser reunida por uma ou mais pessoas dispostas a iniciar uma novo negócio que possibilite o atendimento de necessidades do mercado consumidor, gere desenvolvimento regional e propicie profissionalização e satisfação pessoal aos empreendedores. A própria comunidade organizada e o poder público pode contribuir nos investimentos para a concretização de novos empreendimentos. Percebeu-se também que as maiores dificuldades dizem respeito ao investimentos em novos equipamentos, capital de giro, negociação com fornecedores e, com relação a mão de obra especializada. Os empreendedores conhecem o desenvolvimento técnico de seus produtos e serviços, apresentando dificuldades de na gestão do empreendimento, para minimizar estas questões os coordenadores do projeto possibilitam aos empreendedores a participação em cursos e treinamentos, especialmente em parceria com o SEBRAE, mesmo assim pode ser constato a ansiedade dos empreendedores no que se refere às questões administrativas de seu negócio. Já com relação a questão financeira, após os investimentos iniciais verifica-se dificuldades para acréscimo de mais capital próprio no negócio e de acesso a linhas de créditos que ofereçam condições favoráveis para captação destes recursos e incremento às ações da empresa. O apoio a estas questões podem ser ainda ampliada tanto pela sociedade como pelo poder público, através do repasse de recursos que equipe as empresas ou mesmo cedendo temporariamente equipamentos na forma de comodato para que as empresas possam desenvolver suas atividades e atender aos seus clientes, mantendo os empregos gerado e contribuindo para o desenvolvimento local e regional. Quanto às expectativas dos empreendedores, verifica-se que nem mesmo as limitações e dificuldades enfrentadas minam as esperanças de sucessos daqueles que acreditaram na possibilidade de desenvolver suas habilidades e talentos de forma rentável, oferecendo seus produtos e serviços para o mercado consumidor. Os empreendedores mesmo estando atuando em um tempo médio superior a dois anos e meio, continuam com uma elevada positividade à respeito do sucesso do negócio, eles já percebem os resultados favoráveis e respondem com dedicação e trabalho para atingir os objetivos da organização que criaram. A sociedade e as instituições de ensino demonstram que estão apoiando tanto as empresas incubadas como os novos empreendedores que preparam seus projetos para

6 inscrição no edital de agosto de 2005, onde se reúnem periodicamente para análise da estrutura e dos resultados colhidos pelo programa de incubação. Considerações finais O programa de incubadora de empresas de Pato Branco apresenta resultados muito importantes para o desenvolvimento econômico da cidade e da região. O apoio das instituições de ensino superior da cidade, bem como, o dos setores organizados da sociedade civil tem sido fator decisivo para a concretização destes resultados. Desde o surgimento do projeto da Incubadora Gênesis de Pato Branco (IGPB) no ano de 1998, a cidade tem colhido bons resultados no seu desempenho na área de desenvolvimento tecnológica e já é reconhecida como um pólo de tecnologia, onde são desenvolvidos encontros e seminários de abrangências estadual e nacional nesta área. A localização do pólo tecnológico, junto ao campus da Unidade de Ensino de Pato Branco do CEFET-PR, tem se revelado de valor estratégico, tanto para a realização de encontros e seminários com empresários da região e de todas as partes do país que visitam o centro, também possibilita aos empreendedores o estreito convívio com laboratórios e professores para o suporte técnico necessários aos seus empreendimentos. Verificou-se que tanto o espaço destinado às empresas incluídas no processo de incubação de Pato Branco, como o apoio a elas oferecido tem contribuído para o desempenho das mesmas. Os empreendedores estão otimistas quanto ao futuro de seus negócios e revelam que entre as maiores dificuldades por eles encontradas na gestão de seus empreendimentos, são a falta de recursos e o domínio de técnicas administrativas, ambas podem ser trabalhadas pelos gestores do projeto para sanar as maiores dificuldades e manter a potencialidade dos empreendimentos. ENTREPRENEURSHIP INCENTIVE THROUGH THE TECHNIQUE QUALIFICATION AND INSTITUTIONAL SUPPORT BY THE INCUBATORS: The case of the incubator in Pato Branco - Paraná Abstract The present study approaches the integration between the university formation and creation of new companies through the qualification technique and the incentive of the educational institutions, the organized civil society and the public power. The accomplishment research was given together to the entrepreneurs enclosed in the Programa de Incubação de Empresas de Pato Branco-Pr, and with the institutions of education that co-ordinate and support the program. One fact we can see is that the results are favorable and the entrepreneurs surpass the difficulties and search to carry through actions that stimulate its business. The project observed has occasioned positive effect in the economy and regional market, with the sprouting of new companies and new products that stimulate the regional development. Key words: entrepreneurship, higher education, enterprises development.

7 Referências bibliográficas ADIZES, I. Os ciclos de vida das organizações: como e por que as empresas crescem e morrem e o que fazer a respeito. 4ª ed.. São Paulo: Pioneira, BENNIS, W. Líderes e Liderança. Rio de Janeiro: Campus, BERGAMINI. Cecília Whitaker, BERALDO. Deobel Garcia Ramos. Avaliação de Desempenho Humano na Empresa. 4ª ed. São Paulo: Atlas, BERNARDES, C. Teoria geral das organizações: os fundamentos da administração integrada. São Paulo: Atlas, CARVALHO LIMA, A. A. T. F. Meta Modelo de Diagnóstico para Pequenas Empresas. Universidade Federal de Santa Catarina PPGEP. Tese de doutorado, CHIAVENATO, Idalberto. Desempenho Humano nas Empresas: Como desenhar cargos e avaliar desempenho. São Paulo: Atlas, DEMO. Pedro, Introdução à Metodologia da Ciência. São Paulo: Atlas, DOLABELA, F. C. C. Oficina do empreendedor. São Paulo: Cultura, FILION, L. J. Empreendedorismo: empreendedores e proprietários-gerentes de pequenos negócios. RAUSP Revista de Administração da Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 34, n. 2, p. 5-28, abr./jun JOHNSON, R. M. Superando os obstáculos de uma empresa iniciante. In: BIRLEY, S & MUZYKA, D. F. (orgs.). Dominando os desafios do empreendedor. São Paulo: Makron Books, LEZANA, A. R. e TONELLI. O comportamento do empreendedor. In: De Mori, F. (org). Empreender: identificando, avaliando e planejando um novo negócio. Florianópolis: ENE / UFSC, MEYER JR. V. Considerações sobre planejamento estratégico na universidade. In: FINGER, Almeri P. (org.). Universidade: organização, planejamento e gestão. Florianópolis: UFSC/CPGA/Nupeau, NONAKA, I. & TAKEUCHI, H. Criação de conhecimento na empresa - como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. Rio de Janeiro: Campus REIS. Dálcio Roberto dos, Gestão da Inovação Tecnológica. São Paulo: Editora Manoele, RUARO. Dirceu Antônio, Manual de Apresentação de Produção Acadêmica. 2ª ed. Pato Branco: Editora da Faculdade Mater Dei, 2004.

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