EDITAL CHAMADA DE CASOS PARA PARTICIPAÇÃO DE PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS INICIATIVAS INOVADORAS PARA SUSTENTABILIDADE EM DISTRIBUIÇÃO E LOGÍSTICA

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1 EDITAL CHAMADA DE CASOS PARA PARTICIPAÇÃO DE PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS INICIATIVAS INOVADORAS PARA SUSTENTABILIDADE EM DISTRIBUIÇÃO E LOGÍSTICA O Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas () e as empresas-membro da Iniciativa Inovação e Sustentabilidade na Cadeia de Valor (ISCV) convidam, por meio desta chamada de casos, pequenas e médias empresas e organizações com atuação no Brasil a compartilharem conosco práticas inovadoras que enderecem soluções para sustentabilidade relacionadas aos processos de distribuição e logística na cadeia de valor de grandes empresas. Esta chamada de casos é parte das atividades de ISCV, iniciativa empresarial do em parceria com o Citi e patrocinada pela Citi Foundation que visa promover inovação para a sustentabilidade a partir de pequenos e médios empreendimentos no contexto da cadeia de valor das grandes empresas. APRESENTAÇÃO DISTRIBUIÇÃO E LOGÍSTICA NA CADEIA DE VALOR DAS EMPRESAS País de dimensões continentais, o Brasil sofre dificuldades históricas com sua infraestrutura de transportes deficiente e outros aspectos que colocam os processos de logística em destaque entre os entraves que dificultam as condições de competitividade no cenário nacional e internacional para as empresas que aqui atuam. Investimentos insuficientes, falta de planejamento e olhar de longo prazo, desequilíbrio na disponibilidade de recursos e infraestrutura pelo território e a complexidade do sistema tributário são alguns dos problemas que definem o cenário no qual se insere o desafio de distribuição de insumos, produtos e serviços no país. Para avançar na construção de um novo modelo de distribuição e logística no Brasil, que melhore a condição do país no mercado internacional ao mesmo tempo em que minimize impactos negativos e gere resultados socioambientais relevantes, precisamos encontrar alternativas inovadoras que transformem radicalmente as condições de gestão dos processos logísticos no país. A inspiração para criação de novos padrões para os modelos de distribuição e logística das empresas no país pode estar próxima dos atores mais propícios para desenvolver inovações disruptivas: os pequenos e médios empreendimentos. Pequenos negócios têm, naturalmente, maior flexibilidade. Para eles, a inovação não implica grande dificuldade de desmobilização de ativos, como geralmente acontece nas grandes empresas. Ao mesmo tempo, as condições de competição e sobrevivência das pequenas empresas no mercado são altamente desafiadoras.

2 Se por um lado a flexibilidade e o potencial de inovação das PMEs representam um ativo de grande relevância a ser integrado às cadeias de valor das grandes empresas, por outro lado as pequenas podem também se beneficiar ao relacionar-se com grandes empresas, não só aumentando faturamento, mas também acessando conhecimentos, técnicas de gestão e experiências que se concentram ao redor do grande capital. Neste contexto, ISCV está buscando práticas de negócios promovidas por pequenos e médios empreendimentos, no território nacional, que inovem nos processos de distribuição e logística da cadeia de valor de grandes empresas, promovendo resultados relevantes do ponto de vista da sustentabilidade. Para participar, siga as instruções presentes neste edital. A INICIATIVA ISCV O Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (), em parceria com o Citi e patrocínio da Citi Foundation, lançou em dezembro de 2011 a iniciativa Inovação e Sustentabilidade na Cadeia de Valor, cujos principais objetivos são: ü Produzir e disseminar conhecimento sobre práticas inovadoras de sustentabilidade na cadeia de valor; ü Reconhecer e incentivar a inovação para a sustentabilidade em pequenos e médios empreendimentos que atuem na cadeia de valor de grandes empresas; ü Mobilizar grandes empresas para a elaboração de estratégias inovadoras de sustentabilidade para suas cadeias de valor; ü Criar espaços para troca de experiências e formação de rede, articulando atores sociais em torno de temas ligados a inovação e sustentabilidade na cadeia de valor. Por meio destes objetivos, o ISCV busca induzir mudanças no modelo de gestão tradicional das cadeias de valor, procurando influenciar positivamente

3 as pequenas e médias empresas (PMEs) e seu papel na cadeia de grandes empresas. O QUE É? A concepção desta iniciativa tem como referência central a articulação e integração de três conceitos Inovação Inovação é a introdução de novidade ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo ou social que resulte em novos produtos, processos ou serviços. Ela não só pode ser de diferentes naturezas levando novidades desde produtos a modelos de negócios, como também de diferentes intensidades, gerando desde melhorias incrementais até transformações radicais, disruptivas. Segundo o Fórum de Inovação da FGV-EAESP, inovação é qualquer mudança que produz resultados positivos (inovação = ideia + implementação + resultados). Os resultados positivos devem abranger os diferentes públicos envolvidos e impactados pela iniciativa, por um prazo razoável. Cadeia de valor O termo cadeia de valor emergiu em meados dos anos 80, cunhado por Michael Porter como o conjunto de atividades que adicionam valor a um produto ou serviço desde as etapas iniciais de projeto/produção até o atendimento ao consumidor final. O desenvolvimento do conceito ao longo das últimas décadas deixou evidente que a cadeia de valor inclui também os relacionamentos estabelecidos pelas empresas com diferentes públicos ao desenvolver suas atividades, podendo incluir não somente aqueles diretamente ligados às atividades produtivas e comerciais da empresa, como também as relações com poder público, comunidades e outras empresas e organizações que formam a rede de relações da empresa nas localidades em que atuam, amplamente vinculadas à capacidade de geração de valor pelos negócios. O desenvolvimento do conceito também tem refletido os aprendizados que a abordagem de ciclo de vida traz para avaliação do valor gerado, dos impactos e externalidades dos negócios. Nesse sentido caminhamos para a consideração de cadeias fechadas, circulares, que considerem os processos de pós-consumo e participem da construção de soluções nas quais diferentes cadeias e atividades se articulam e complementam, considerando os limites da capacidade de suporte do planeta. Sustentabilidade O termo sustentabilidade apresenta diversas possibilidades de interpretação e definição. Conceito multidimensional pode integrar dimensões materiais e imateriais. Para sistematizar e simplificar o entendimento e o encaminhamento de ações e avaliações práticas, uma das possíveis abordagens para sua definição parte do chamado triple bottom line, ou seja, o tripé social, ambiental e econômico. Nesse sentido, o desenvolvimento de ações ou inovações que integrem sustentabilidade deve considerar, de forma sistêmica, os diferentes aspectos econômicos, sociais e ambientais relacionados a sua proposta de valor. O CICLO 2015 DE ISCV: DISTRIBUIÇÃO E LOGÍSTICA Em 2015, ISCV tem como foco a sustentabilidade nos processos de Distribuição e Logística das empresas, tema que orienta a agenda de trabalho desse quarto ciclo do projeto. Ao longo do ano serão explorados aspectos como:

4 ü os desafios dos processos de distribuição e logística no Brasil; ü as possibilidades de inovação na gestão de impactos econômicos, sociais e ambientais destes processos; ü as oportunidades de desenvolvimento de iniciativas em distribuição e logística que atuem como meio para geração de oportunidades de inclusão social a partir do empreendedorismo e de negócios envolvendo micro, pequenas e médias empresas; e ü a consolidação dos atributos de sustentabilidade como vantagem competitiva nas redes de distribuição de empresas de diferentes portes e segmentos. Mais informações sobre ISCV estão disponíveis PORQUE PARTICIPAR As PMEs selecionadas serão convidadas a integrar as atividades do projeto, junto às grandes empresas-membro. Terão a oportunidade de apresentar-se em encontros presenciais no âmbito da iniciativa ISCV, contribuindo para a troca de experiências, desafios e aprendizados e possibilitando o estabelecimento de relações e negócios entre os participantes e suas redes de relacionamentos. Além disso, outros benefícios para as organizações selecionadas são: ü Assimilação de conhecimentos nos assuntos relacionados ao projeto, especialmente relacionado à inovação para sustentabilidade em processos de distribuição e logística; ü Troca de experiências, desafios e aprendizados com grandes empresasmembro e outras PMEs selecionadas na iniciativa; ü Visibilidade e reconhecimento da organização. COMO PARTICIPAR Pode participar desta seleção qualquer empreendimento que realize prática inovadora, desde que atenda aos conjuntos de critérios de elegibilidade definidos. Estando o empreendimento e sua prática em conformidade com esses critérios, será então submetido a uma análise com base em 6 critérios de seleção que indicará a relação de iniciativas selecionadas. Os critérios de elegibilidade (de empreendimento e práticas) e de seleção estão descritos a seguir.

5 Critérios de elegibilidade da empresa? Ser micro, pequena ou média empresa, de acordo com o seguinte critério (SEBRAE/IBGE): SETOR PORTE DA EMPRESA Nº DE EMPREGADOS Microempresa 0 a 19 Indústria Pequena empresa 20 a 99 Média empresa 100 a 499 Microempresa 0 a 9 Comércio e serviços Pequena empresa 10 a 49 Média empresa 50 a Demonstrar que participa da cadeia de fornecimento de pelo menos 1 (uma) empresa de grande porte, sendo fornecedor há pelo menos 1 (um) ano; 3. Estar em operação há mais de 2 (dois) anos. 4. Cumprir os requisitos legais aplicáveis à natureza e setor de atuação da empresa Critérios de elegibilidade da prática Ser um projeto ou processo formal operante preferencialmente há mais de 1 (um) ano;

6 Apresentar uma melhoria relevante no impacto social, ambiental e econômico dos negócios do empreendimento (temas do triple bottom line), com evidências de sua implementação; A prática deve estar ligada ao negócio principal da empresa, ou seja, a prática deve influenciar diretamente os produtos e/ou serviços que o empreendimento oferece ao mercado. Critérios de seleção da prática: Os casos cujas empresas e práticas atenderem aos critérios de elegibilidade serão submetidos a uma avaliação de acordo com os critérios a seguir: 1. Valor estratégico da prática para o empreendimento (Peso 2); 2. Grau de inovação da prática, definido a partir da concepção de novos produtos, serviços, processos, funcionalidades ou modelos de gestão (Peso 2); 3. Grau de contribuição da prática para a sustentabilidade do empreendimento, integrando as dimensões econômica+social+ambiental - Exemplos: Redução de custos/ Geração de receitas/ impacto socioambiental (Peso 3); 4. Grau de contribuição da prática para a sustentabilidade da(s) cadeia(s) produtiva(s) da(s) qual(is) o empreendimento faz parte (Peso 4); 5. Grau de maturidade da prática Exemplos: Capacidade de articulação de atores da cadeia / processos de monitoramento e avaliação/ planejamento e orçamento (Peso 2); 6. Perspectivas futuras da prática, potencial de consolidação, de crescimento (replicabilidade), de impacto e influência na cadeia produtiva, considerando aspectos como existência de demanda pela solução, disponibilidade da tecnologia e viabilidade financeira (Peso 1); 7. Grau de contribuição para geração de oportunidades de inclusão social a partir do empreendedorismo e para o desenvolvimento socioeconômico das comunidades onde é realizado (Peso 1); Na avaliação, a cada um dos critérios será atribuída uma nota em uma escala fechada de pontuação (de 1 a 4). As notas serão ponderadas pelo peso de cada critério, conforme indicado acima.

7 COMO ENVIAR SEU CASO Para submeter o caso de sua empresa, clique aqui e preencha o questionário que estará disponível até o dia 04 de Maio de Em caso de dúvidas, entre em contato com Maurício Jerozolimski pelo ou pelo telefone (11)

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