GASOMETRIA ph E GASES SANGUÍNEOS

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "GASOMETRIA ph E GASES SANGUÍNEOS"

Transcrição

1 GASOMETRIA ph E GASES SANGUÍNEOS CBHPM AMB CBHPM Sinonímia: Gasometria de Siggaard-Andersen. Teste de exercício em ergômetro com realização de gasometria arterial. Gasometria arterial e/ou venosa. Fisiologia: ADVERTÊNCIA: Este exame deve ser feito em até 15 minutos após a coleta do material mantido à temperatura ambiente e até em 1 hora quando refrigerado entre + a +8ºC desde o início. Material Biológico: Sangue total, arterial ou venoso, em seringa heparinizada. Coleta:,0 ml de sangue total. Dispensa preparo. Armazenamento: Refrigerar entre + e +8ºC, até no máximo uma hora após a coleta. Depois desse tempo o exame não tem mais utilidade clínica (o ph diminui, o pco aumenta e o po diminui), devendo ser feito em nova amostra de sangue. Exames Afins: Sódio, Potássio, Cloro, Cálcio ionizável, Hemoglobina, Eritrograma. Anion Gap. A-a Gradient ( Shunt ). Valor Normal: ARTERIAL ph 7,35 a 7,45 pco 35,0 a 45,0 mmhg po 80,0 a 95,0 mmhg - HCO 3 0,0 a 30,0 meq/l plasma CO total 1,1 a 31,4 meq/l plasma -3,0 a +3,0 meq/l sangue Saturação de O 9,0 a 98,0 % VENOSO ph 7,33 a 7,43 pco 41,0 a 60,0 mmhg po 5,0 a 40,0 mmhg - HCO 3 1,1 a 38,9 meq/l plasma CO total,4 a 40,7 meq/l plasma variável meq/l sangue Saturação de O 41,1 a 74,6 % * Para transformar mmhg em hpa, multiplicar os mmhg por 0,133 ** Para transformar mb (milibar) em mmhg, multiplicar os mmhg por 0,75 FÓRMULAS DE CÁLCULO DOS PARÂMETROS. Equação de Henderson-Hasselbalch

2 ph HCO3 pk Log 0,0306 pco pk = 6,104 pco = pressão parcial de CO em mmhg BICARBONATO [HCO 3 ] - HCO3 Anti log ph 6,104 0, 0306 pco Antilog = Antilogaritmo decimal ph = ph plasmático pco = pressão parcial de CO em mmhg CO TOTAL (TCO ) TCO 0, pco HCO (TCO ) = CO Total em meq/l plasma pco = pressão parcial de CO em mmhg BASE EXCESS = EXCESSO DE BASE () 1 0,0143 Hb HCO 9,5 1,63 Hb 7,4 ph 3 = Excesso de base em ± meq/l sangue ph = ph plasmático BUFFER BASE = BASE TAMPÃO BB 41,7 0, 4 Hb BB = Buffer Base em meq/l sangue = Excesso de Base em ± meq/l sangue Normal de 45 a 50 meq/l sangue arterial 4 a 61 meq/l sangue venoso STANDARD BICARBONATE = BICARBONATO STANDARD 4

3 BS 1, 4 BS = Bicarbonato Standard em meq/l plasma = Base Excess em ± meq/l sangue Normal de 1,9 a 6,08 meq/l plasma arterial 0,50 a 35,00 meq/l plasma venoso SATURAÇÃO DE O DA HEMOGLOBINA Para obter a saturação de Hb é preciso primeiro calcular o po corrigido (po c): po c po fph ft f po = pressão parcial de O em mmhg fph = fator de correção do ph fph ph 0,0003 e 1,1056 ph = ph plasmático ft = fator de correção da Temperatura ft 7,69 e 0,0549 T T = temperatura do paciente em ºC f = fator de correção do excesso de base f 1 0, 003 = Excesso de Base em ± meq/l sangue Finalmente, aplicar o po c na equação: Sat% po c,71 Sat% = Saturação de O em % po c = pressão parcial de O corrigido CIANOSE: É causada pela Carbamino-hemoglobina (HbCO ) + Meta-hemoglobina, se houver, independentemente dos g/dl da Hb total.

4 HbCO Hb Sat% Hb 100 HbCO = Carbamino-hemoglobina + Metahemoglobina em g/dl Hb = Hemoglobina (total) em g/dl Sat% = Saturação de O em % (sangue arterial) Interpretação: Cianose ligeira: 3,0 a 3,9 g/dl de HbCO ; Cianose média: 4,0 a 4,9 g/dl de HbCO ; Cianose franca: 5,0 ou mais g/dl de HbCO. Obs.: HbCO 3,0 g/dl sem cianose clinicamente aparente é anemia profunda ou presença de carboxi-hemoglobina. CONTEÚDO EM O ContO Sat% 0, 0139 Hb ContO = Conteúdo em O no sangue em ml O /dl sangue Sat% = Saturação de O em % Normal de 14,5 a 1,5 ml O /dl sangue arterial 6,3 a 16,6 ml O /dl sangue venoso RESERVA ALCALINA RA,3077 HCO3 RA = Reserva alcalina em Vol% Preparo do Paciente:

5 Eliminar imediatamente qualquer bolha de ar que haja na seringa. Espetar a agulha numa rolha de borracha. Fazer o exame dentro de 15 minutos. Se não for possível, guardar imediatamente em geladeira por no máximo 1 hora. Informar se o sangue é arterial ou venoso, a hora da coleta, a temperatura axilar do paciente e a dosagem da última hemoglobina (ou pedir Eritrograma). Método: phmetria e gasometria com eletrodos seletivos. Interpretação: Distúrbios do equilíbrio ácido-básico. Acidose ou Alcalose respiratória, metabólica ou combinada, compensada ou descompensada. Ver Nomogramas de Siggaard-Andersen no Apêndice 1. Sitiografia: do autor:

TROCAS GASOSAS TRANSPORTE DE O 2 E CO 2 FUNÇOES DA HEMOGLOBINA QUÍMICA DA RESPIRAÇÃO. Profa. Dra. Celene Fernandes Bernardes

TROCAS GASOSAS TRANSPORTE DE O 2 E CO 2 FUNÇOES DA HEMOGLOBINA QUÍMICA DA RESPIRAÇÃO. Profa. Dra. Celene Fernandes Bernardes TROCAS GASOSAS TRANSPORTE DE O 2 E CO 2 FUNÇOES DA HEMOGLOBINA QUÍMICA DA RESPIRAÇÃO Profa. Dra. Celene Fernandes Bernardes Plasma sanguíneo ph normal Acidose Alcalose Líquido extracelular Sangue arterial

Leia mais

Considerações Gerais sobre Hemogasometria

Considerações Gerais sobre Hemogasometria Considerações Gerais sobre Hemogasometria Exame hemogasométrico Grande importância na avaliação do equilíbrio ácido-básico Diagnóstico e prognóstico de inúmeras enfermidades Cuidados importantes para obtenção

Leia mais

Disciplina de BIOQUÍMICA do Ciclo Básico de MEDICINA Universidade dos Açores 1º Ano ENSINO PRÁTICO 5ª AULA PRÁTICA

Disciplina de BIOQUÍMICA do Ciclo Básico de MEDICINA Universidade dos Açores 1º Ano ENSINO PRÁTICO 5ª AULA PRÁTICA Disciplina de BIOQUÍMICA do Ciclo Básico de MEDICINA Universidade dos Açores 1º Ano ENSINO PRÁTICO 5ª AULA PRÁTICA EQUILÍBRIO ÁCIDO-BASE NO ORGANISMO HUMANO REGULAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO HIDROGENIÓNICA - IMPORTÂNCIA

Leia mais

Ciclo Respiratório Normal. Como Respiramos? Prova de Função Pulmonar. Que diz a espirometria? Espirômetro. Sensível ao volume.

Ciclo Respiratório Normal. Como Respiramos? Prova de Função Pulmonar. Que diz a espirometria? Espirômetro. Sensível ao volume. Ciclo Respiratório Normal Como Respiramos? Prova de Função Pulmonar Que diz a espirometria? Espirômetro Sensível ao volume Sensível ao fluxo 1 FEV1 / FVC % Visão Geral da Hematose O índice espirométrico

Leia mais

GASOMETRIA ARTERIAL- ARTIGO DE REVISÃO. interpretação

GASOMETRIA ARTERIAL- ARTIGO DE REVISÃO. interpretação TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO GASOMETRIA ARTERIAL- ARTIGO DE REVISÃO interpretação Dra Leticia Godoy Dias Sanderson Porto Ferreira, fevereiro 2012 Resumo O objetivo do estudo é identificar na literatura

Leia mais

Tampão. O que é? MISTURA DE UM ÁCIDO FRACO COM SUA BASE CONJUGADA, QUE ESTABILIZA O P H DE UMA SOLUÇÃO

Tampão. O que é? MISTURA DE UM ÁCIDO FRACO COM SUA BASE CONJUGADA, QUE ESTABILIZA O P H DE UMA SOLUÇÃO Tampões biológicos Relembrar os conceitos de ácido e base (Brönsted-Lowry), ph, pka; Compreender a importância do ph na manutenção da estrutura tridimensional das biomoléculas; Conhecer os valores de ph

Leia mais

GASOMETRIA ARTERIAL GASOMETRIA. Indicações 11/09/2015. Gasometria Arterial

GASOMETRIA ARTERIAL GASOMETRIA. Indicações 11/09/2015. Gasometria Arterial GASOMETRIA ARTERIAL Processo pelo qual é feita a medição das pressões parciais dos gases sangüíneos, a partir do qual é possível o cálculo do PH sangüíneo, o que reflete o equilíbrio Ácido-Básico 2 GASOMETRIA

Leia mais

Petr Soares de Alencar DISTÚRBIOS DO EQUILÍBRIO ÁCIDO BASE

Petr Soares de Alencar DISTÚRBIOS DO EQUILÍBRIO ÁCIDO BASE Petr Soares de Alencar DISTÚRBIOS DO EQUILÍBRIO ÁCIDO BASE GASOMETRIA ARTERIAL GASOMETRIA ARTERIAL Paciente com os seguintes valores na gasometria arterial: ph = 7,08; HCO - 3 = 10mEq/litro; PCO 2 = 35

Leia mais

ph do sangue arterial = 7.4

ph do sangue arterial = 7.4 Regulação do Equilíbrio Ácido Base ph do sangue arterial = 7.4 < 6.9 ou > 7.7 = MORTE 1 Importância do ph nos processos biológicos Protonação ou desprotonação de radicais proteicos Variação da carga total

Leia mais

Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra Ano Lectivo 2011/2012. Unidade Curricular de BIOQUÍMICA I Mestrado Integrado em MEDICINA 1º Ano

Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra Ano Lectivo 2011/2012. Unidade Curricular de BIOQUÍMICA I Mestrado Integrado em MEDICINA 1º Ano Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra Ano Lectivo 2011/2012 Unidade Curricular de BIOQUÍMICA I Mestrado Integrado em MEDICINA 1º Ano ENSINO PRÁTICO E TEORICOPRÁTICO 5ª AULA TEÓRICOPRÁTICA RESOLUÇÃO

Leia mais

SISTEMA TAMPÃO NOS ORGANISMOS ANIMAIS

SISTEMA TAMPÃO NOS ORGANISMOS ANIMAIS SISTEMA TAMPÃO NOS ORGANISMOS ANIMAIS Regulação do Equilíbrio Ácido-Básico ph = Potencial Hidrogeniônico Concentração de H + Quanto mais ácida uma solução maior sua concentração de H + e menor o seu ph

Leia mais

Objetivo: Estudar os mecanismos fisiológicos responsáveis pelas trocas gasosas e pelo controle do transporte de gases Roteiro:

Objetivo: Estudar os mecanismos fisiológicos responsáveis pelas trocas gasosas e pelo controle do transporte de gases Roteiro: TROCAS GASOSAS E CONTROLE DO TRANSPORTE DE GASES Objetivo: Estudar os mecanismos fisiológicos responsáveis pelas trocas gasosas e pelo controle do transporte de gases Roteiro: 1. Trocas gasosas 1.1. Locais

Leia mais

21/07/14. Processos metabólicos. Conceitos Básicos. Respiração. Catabolismo de proteínas e ácidos nucleicos. Catabolismo de glicídios

21/07/14. Processos metabólicos. Conceitos Básicos. Respiração. Catabolismo de proteínas e ácidos nucleicos. Catabolismo de glicídios Prof. Dr. Adriano Bonfim Carregaro Medicina Veterinária FZEA USP www.anestesia.vet.br Processos metabólicos Respiração Catabolismo de proteínas e ácidos nucleicos Ácidos acético, sulfúrico, fosfórico e

Leia mais

Equilíbrio ácido-básico. Monitor: Tarcísio Alves Teixeira Professor: Guilherme Soares Fisiologia Veterinária / MFL / IB / UFF

Equilíbrio ácido-básico. Monitor: Tarcísio Alves Teixeira Professor: Guilherme Soares Fisiologia Veterinária / MFL / IB / UFF Equilíbrio ácido-básico Monitor: Tarcísio Alves Teixeira Professor: Guilherme Soares Fisiologia Veterinária / MFL / IB / UFF O que são Ácidos e Bases Ácido: substância que, em solução, é capaz de doar

Leia mais

Aula-8Gasometria Arterial. Profª Tatiani

Aula-8Gasometria Arterial. Profª Tatiani Aula-8Gasometria Arterial Profª Tatiani Gasometria Arterial A gasometria arterial é um exame invasivo que mede as concentrações de oxigênio, a ventilação e o estado ácido-básico. Tipicamente, os valores

Leia mais

ph arterial entre 7,35 e 7,45 [H+] ~ 40 nanomoles/l (10-9) CO2 (Ácido volátil) O CO 2 não se acumula no organismo, é eliminado pelos pulmões

ph arterial entre 7,35 e 7,45 [H+] ~ 40 nanomoles/l (10-9) CO2 (Ácido volátil) O CO 2 não se acumula no organismo, é eliminado pelos pulmões Regulação do ph dos líquidos Regulação do ph dos líquidos ph = log[ ] LEC =, ±, (, mm) ph , Alcalose Ojetivo: Manutenção do ph sistêmico na faixa de normalidade. ph arterial entre, e, [H]

Leia mais

ALCALOSES 1. Introdução HA H + +A -.

ALCALOSES 1. Introdução HA H + +A -. ALCALOSES 1 Introdução Acidose e alcalose referem-se aos mecanismos fisiopatológicos que causam acúmulo de ácido ou base no organismo. Os termos acidemia e alcalemia referem-se ao ph no fluido extracelular.

Leia mais

EXAMES COMPLEMENTARES GASOMETRIA GASOMETRIA ARTERIAL EQUILÍBRIO ÁCIDO - BÁSICO EQUILÍBRIO ÁCIDO - BÁSICO

EXAMES COMPLEMENTARES GASOMETRIA GASOMETRIA ARTERIAL EQUILÍBRIO ÁCIDO - BÁSICO EQUILÍBRIO ÁCIDO - BÁSICO GASOMETRIA ARTERIAL EXAMES COMPLEMENTARES GASOMETRIA A gasometria arterial é um exame invasivo que mede as concentrações de oxigênio, a ventilação e o estado ácido-básico. Prof. Carlos Cezar I. S. Ovalle

Leia mais

Fisioterapia em Terapia Intensiva

Fisioterapia em Terapia Intensiva Ácidos e Bases Fisioterapia em Terapia Intensiva ÁCIDO moléculas que contem átomos de hidrogênio capazes de liberar íons de hidrogênio. HCl H + + Cl BASE molécula que pode aceitar um íon de hidrogênio

Leia mais

Homeostase do ph. Ácidos e Bases. HA H + + A - HCl H + + Cl - H 2 CO 3 H + + HCO H + + NH 3. Escala de ph

Homeostase do ph. Ácidos e Bases. HA H + + A - HCl H + + Cl - H 2 CO 3 H + + HCO H + + NH 3. Escala de ph Frederico Gueiros Filho Formação: Bacharelado em Biologia - UERJ Mestrado em Genética - UFRJ Doutorado - Harvard Medical School - EUA Pós-doutorado - Harvard, Depto. MCB - EUA Interesse de pesquisa: Mecanismo

Leia mais

Sistema Respiratório. Superior. Língua. Inferior

Sistema Respiratório. Superior. Língua. Inferior Sistema Respiratório Língua Superior Inferior Funções 1. Troca de gases entre a atmosfera e o sangue. 2. Regulação homeostática do ph corporal 3. Proteção contra substâncias irritantes e patógenos 4. Vocalização

Leia mais

Distúrbios Ácido Básicos

Distúrbios Ácido Básicos Distúrbios Ácido Básicos Prof. Vinicius Coca Fisioterapeuta Especialista em Pneumofuncional Mestre em Terapia Intensiva - SOBRATI Mestre em Ensino na Saúde - UGF Equilíbrio Acidobásico O Equilíbrio acidobásico

Leia mais

ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS ESPECIAIS ÍNDICES ERITROCITÁRIOS

ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS ESPECIAIS ÍNDICES ERITROCITÁRIOS ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS ESPECIAIS ÍNDICES ERITROCITÁRIOS Sinonímia: DGM = Diâmetro Globular Médio. EGM = Espessura Globular Média. SGM = Superfície Globular Média. PEGM = Peso Específico Globular Médio.

Leia mais

DISTÚRBIO HIDRO- ELETROLÍTICO E ÁCIDO-BÁSICO. Prof. Fernando Ramos Gonçalves -Msc

DISTÚRBIO HIDRO- ELETROLÍTICO E ÁCIDO-BÁSICO. Prof. Fernando Ramos Gonçalves -Msc DISTÚRBIO HIDRO- ELETROLÍTICO E ÁCIDO-BÁSICO Prof. Fernando Ramos Gonçalves -Msc Distúrbio hidro-eletrolítico e ácido-básico Distúrbios da regulação da água; Disnatremias; Alterações do potássio; Acidoses

Leia mais

BIOQUÍMICA II SISTEMAS TAMPÃO NOS ORGANISMOS ANIMAIS 3/1/2012

BIOQUÍMICA II SISTEMAS TAMPÃO NOS ORGANISMOS ANIMAIS 3/1/2012 BIOQUÍMICA II Professora: Ms. Renata Fontes Medicina Veterinária 3º Período O conteúdo de Bioquímica II utiliza os conhecimentos adquiridos referentes ao estudo do metabolismo celular e fenômenos físicos

Leia mais

Conceito de ph ph = - Log [H + ] Aumento [H + ] => diminuição do ph => acidose Diminuição [H + ] => aumento do ph => alcalose Alterações são dependent

Conceito de ph ph = - Log [H + ] Aumento [H + ] => diminuição do ph => acidose Diminuição [H + ] => aumento do ph => alcalose Alterações são dependent Equilíbrio ácido-básico A concentração de H no FEC é mantida dentro de um limite extremamente estreito: 40 nmol/l = 1.000.000 menor que a Concentração dos outros íons!! [H] tem profundo efeito nos eventos

Leia mais

Alterações do equilíbrio hídrico Alterações do equilíbrio hídrico Desidratação Regulação do volume hídrico

Alterações do equilíbrio hídrico Alterações do equilíbrio hídrico Desidratação Regulação do volume hídrico Regulação do volume hídrico Alteração do equilíbrio hídrico em que a perda de líquidos do organismo é maior que o líquido ingerido Diminuição do volume sanguíneo Alterações do equilíbrio Hídrico 1. Consumo

Leia mais

Interpretação da Gasometria Arterial. Dra Isabel Cristina Machado Carvalho

Interpretação da Gasometria Arterial. Dra Isabel Cristina Machado Carvalho Interpretação da Gasometria Arterial Dra Isabel Cristina Machado Carvalho Distúrbios Ácido-Base O reconhecimento dos mecanismos homeostáticos que controlam o equilíbrio ácido-base é fundamental, pois os

Leia mais

Como interpretar a Gasometria de Sangue Arterial

Como interpretar a Gasometria de Sangue Arterial Como interpretar a Gasometria de Sangue Arterial Sequência de interpretação e estratificação de risco 08/01/2013 Daniela Carvalho Objectivos da Tertúlia Sequência de interpretação da GSA - Método dos 3

Leia mais

Manutenção do ph do sangue

Manutenção do ph do sangue Manutenção do ph do sangue Muitos dos fluidos biológicos, quer no interior, quer no exterior das células, apresentam intervalos de ph muito apertados, ou seja um valor de ph praticamente constante, uma

Leia mais

Analisador portátil MELHOR + MELHOR

Analisador portátil MELHOR + MELHOR Analisador portátil MELHOR + MELHOR Resultados onde você estiver O VetScan i-stat 1 fornece resultados precisos de gasometria arterial, eletrólitos, bioquímica e hematologia em minutos com 2 a 3 gotas

Leia mais

ph SISTEMAS TAMPÕES Faculdade de Medicina PUC-Campinas Profa. Dra. Celene Fernandes Bernardes

ph SISTEMAS TAMPÕES Faculdade de Medicina PUC-Campinas Profa. Dra. Celene Fernandes Bernardes ph SISTEMAS TAMPÕES Faculdade de Medicina PUC-Campinas Profa. Dra. Celene Fernandes Bernardes ph = potencial hidrogeniônico ph = -log [H + ] Sorenson 1909 A escala de ph é logarítma; portanto, quando duas

Leia mais

FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO

FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO 1 Ventilação e metabolismo energético Equivalente ventilatório de oxigênio: Relação entre volume de ar ventilado (VaV) e a quantidade de oxigênio consumida pelos tecidos (VO2) indica

Leia mais

D) Como seria a correção desse distúrbio? A correção seria atuar na causa e proporcionar eliminação de CO2 por aumento da ventilação alveolar.

D) Como seria a correção desse distúrbio? A correção seria atuar na causa e proporcionar eliminação de CO2 por aumento da ventilação alveolar. Exercícios de Gasometria Arterial - Gabarito Docente responsável: Profª Paula C Nogueira Para as situações abaixo, responda às seguintes questões: Considere os seguintes valores de referência: ph: 7,35-7,45

Leia mais

1. Respiração Orgânica x Respiração Celular

1. Respiração Orgânica x Respiração Celular Respiração 1. Respiração Orgânica x Respiração Celular 2. Respiração Direta x Respiração Indireta O 2 CO 2 O 2 CO 2 superfície respiratória tecidos Problema Limita o tamanho Ex: poríferos, cnidários, platelmintos,

Leia mais

Fundamentos de Química Profa. Janete Yariwake. Equilíbrio químico em solução aquosa. Soluções-tampão. Soluções tampão

Fundamentos de Química Profa. Janete Yariwake. Equilíbrio químico em solução aquosa. Soluções-tampão. Soluções tampão Equilíbrio químico em solução aquosa Soluções-tampão 1 Soluções tampão Definição: soluções que podem resistir a variações significativas de ph. (se adicionamos quantidades pequenas de ácidos fortes ou

Leia mais

Adaptações cardiovasculares agudas e crônicas ao exercício

Adaptações cardiovasculares agudas e crônicas ao exercício UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE Departamento de Fisiologia Laboratório de Farmacologia Cardiovascular - LAFAC Adaptações cardiovasculares agudas e crônicas ao exercício Prof. André Sales Barreto Desafio

Leia mais

TERAPÊUTICA DAS ALTERAÇÕES DO EQUILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO

TERAPÊUTICA DAS ALTERAÇÕES DO EQUILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO TERAPÊUTICA DAS ALTERAÇÕES DO EQUILÍBRIO ÁCIDOBÁSICO Introdução O ph do líquido extracelular é uma das variáveis mais rigorosamente reguladas do organismo. Os limites vitais da variação do ph para mamíferos

Leia mais

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA Clínica Médica e Cirúrgica I INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA João Adriano de Barros Disciplina de Pneumologia Universidade Federal do Paraná Objetivos da Aula... Importância da IRA devido a sua alta mortalidade

Leia mais

MECANISMOS DE ACIDIFICAÇÃO URINÁRIA. Carlos Balda UNIFESP

MECANISMOS DE ACIDIFICAÇÃO URINÁRIA. Carlos Balda UNIFESP MECANISMOS DE ACIDIFICAÇÃO URINÁRIA Carlos Balda UNIFESP - 2012 Steady State Equilíbrio Dinâmico VALORES NORMAIS ph H+ (nanoeq/l) pco 2 (mmhg) HCO 3 (meq/l) ARTERIAL 7,37-7,43 37-43 36-44 22-26 VENOSO

Leia mais

Insuficiência respiratória aguda. Prof. Claudia Witzel

Insuficiência respiratória aguda. Prof. Claudia Witzel Insuficiência respiratória aguda O que é!!!!! IR aguda Incapacidade do sistema respiratório de desempenhar suas duas principais funções: - Captação de oxigênio para o sangue arterial - Remoção de gás carbônico

Leia mais

05)Quanto ao ciclo de Krebs é INCORRETO afirmar que:

05)Quanto ao ciclo de Krebs é INCORRETO afirmar que: FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO Questões de Avaliação Parte I 01)Compare a energia produzida pela degradação da glicose pela via aeróbica e pela via anaeróbica terminando com o lactato, destacando quais as vantagens

Leia mais

Universidade Federal Rural de Pernambuco

Universidade Federal Rural de Pernambuco Universidade Federal Rural de Pernambuco Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal Área de Biofísica Medindo o potencial Hidrogeniônico Prof. Romildo Nogueira 1. Entendendo as bases A manutenção da

Leia mais

Fisiologia do Sistema Urinário

Fisiologia do Sistema Urinário Sistema Urinário Fisiologia do Sistema Urinário Funções do sistema urinário Anatomia fisiológica do aparelho urinário Formação de urina pelos rins Filtração glomerular Reabsorção e secreção tubular Equilíbrio

Leia mais

EQÚILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO E ACIFICAÇÃO URINÁRIA. Profa. Dra. Monica Akemi Sato

EQÚILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO E ACIFICAÇÃO URINÁRIA. Profa. Dra. Monica Akemi Sato EQÚILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO E ACIFICAÇÃO URINÁRIA Profa. Dra. Monica Akemi Sato Introdução Homeostasia: constância do meio interno Claude Bernard Parâmetros fisiológicos constantes: temperatura, volume, pressão,

Leia mais

O plasma sanguíneo contém uma reserva ("pool") total de carbonato (essencialmente HCO 3-

O plasma sanguíneo contém uma reserva (pool) total de carbonato (essencialmente HCO 3- Exercícios 1. Segel, Biochemical Calculations, Capítulo 1, Problema 1-19. O Ka do ácido fraco HA é 1,6 x 10-6. Calcular: a) O grau de ionização do ácido para uma solução 10-3 M. b) O ph 2. Segel, Biochemical

Leia mais

Nefropatia Diabética. Caso clínico com estudo dirigido. Coordenadores: Márcio Dantas e Gustavo Frezza

Nefropatia Diabética. Caso clínico com estudo dirigido. Coordenadores: Márcio Dantas e Gustavo Frezza Nefropatia Diabética Caso clínico com estudo dirigido Coordenadores: Márcio Dantas e Gustavo Frezza Neste texto está descrita a apresentação clínica e a evolução ao longo de 3 décadas de caso clínico de

Leia mais

DISTÚRBIOS DO EQUILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO REVISÃO DE LITERATURA

DISTÚRBIOS DO EQUILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO REVISÃO DE LITERATURA DISTÚRBIOS DO EQUILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO REVISÃO DE LITERATURA SOUZA, Camila Carolina Discente do Curso de Medicina Veterinária da FAMED Garça SACCO, Soraya Regina ZAPPA, Vanessa Docente do Curso de Medicina

Leia mais

Ácidos, bases e sistemas tampão

Ácidos, bases e sistemas tampão Ácidos, bases e sistemas tampão Ionização da água A água pura tem uma baixa concentração de iões hidrónio (H 3 O + ) e uma igual concentração de iões hidróxido (OH - ) Os ácidos são dadores de protões

Leia mais

Coleta de Amostras Biológicas. Prof. Fernando Ananias

Coleta de Amostras Biológicas. Prof. Fernando Ananias Coleta de Amostras Biológicas Prof. Fernando Ananias Material Biológico (Amostras): Líquidos Secreções Excreções Fragmentos de tecido Mais utilizados: sangue e urina INTRUÇÕES GERAIS O jejum recomendado

Leia mais

Resolução UNIFESP 2015

Resolução UNIFESP 2015 Resolução UNIFESP 2015 1-Utilizando o aparato indicado na figura, certo volume de solução aquosa de sulfato de cobre(ii) hidratado foi colocado dentro do béquer. Quando o plugue foi conectado à tomada

Leia mais

Prof Me Alexandre Rocha

Prof Me Alexandre Rocha Prof Me Alexandre Rocha alexandre.personal@hotmail.com www.professoralexandrerocha.com.br login: profrocha e senha: profrocha www.avaliacaoja.com.br www.professoralexandrerocha.com.br 1 Função O propósito

Leia mais

Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso.

Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso. INSTRUÇÕES 1 Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso. 2 3 4 Caso se identifique em qualquer outro local deste Caderno,

Leia mais

TECIDO SANGUÍNEO Livro 4 Frente A Pág 22

TECIDO SANGUÍNEO Livro 4 Frente A Pág 22 1) FUNÇÕES ØTransporte (gases, nutrientes, hormônios e excretas); ØDefesa do organismo; ØManutenção da temperatura corpórea; TECIDO SANGUÍNEO Livro 4 Frente A Pág 22 2) ORIGEM 2) ORIGEM Ø O processo de

Leia mais

Os gases respiratórios não exercem pressão parcial quando estão combinados com os pigmentos respiratórios, nem quando estão quimicamente modificados.

Os gases respiratórios não exercem pressão parcial quando estão combinados com os pigmentos respiratórios, nem quando estão quimicamente modificados. A circulação de um fluido (sangue ou hemolinfa) acelera a distribuição dos gases respiratórios (movimento por fluxo). Entretanto, os gases, especialmente oxigênio, são pouco solúveis em soluções aquosas.

Leia mais

CRISE HIPOXÊMICA. Maria Regina da Rocha Corrêa

CRISE HIPOXÊMICA. Maria Regina da Rocha Corrêa CRISE HIPOXÊMICA Maria Regina da Rocha Corrêa Crise Hipoxêmica Introdução Fisiopatologia Quadro clínico Fatores Precipitantes Tratamento Crise Hipoxêmica Cardiopatia Cianótica crise hipoxêmica Tratamento

Leia mais

Sistema tampão. Um sistema tampão é constituído por um ácido fraco e sua base conjugada HA A - + H +

Sistema tampão. Um sistema tampão é constituído por um ácido fraco e sua base conjugada HA A - + H + Sistema tampão Um sistema tampão é constituído por um ácido fraco e sua base conjugada HA A - + H + Quando se adiciona um ácido forte na solução de ácido fraco HX X - + H + HA A - H + X - H + H + HA A

Leia mais

Mensuração da concentração de gases e de íons dissolvidos no sangue

Mensuração da concentração de gases e de íons dissolvidos no sangue UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS FACULDADE DE ENGENHARIA ELÉTRICA E DE COMPUTAÇÃO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA BIOMÉDICA Curso de especialização em Engenharia Clínica Medição e Transdução Grandezas Biomédicas

Leia mais

Os gases respiratórios não exercem pressão parcial quando estão combinados com os pigmentos respiratórios, nem quando estão quimicamente modificados.

Os gases respiratórios não exercem pressão parcial quando estão combinados com os pigmentos respiratórios, nem quando estão quimicamente modificados. A circulação de um fluido (sangue ou hemolinfa) acelera a distribuição dos gases respiratórios (movimento por fluxo). Entretanto, os gases, especialmente oxigênio, são pouco solúveis em soluções aquosas.

Leia mais

água 47 mmhg Hg) 37 o C Temperatura ( o C)

água 47 mmhg Hg) 37 o C Temperatura ( o C) Difusão e Transporte dos Gases Propriedade dos Gases Lei dos gases A pressão dos gases é determinada pelo impacto constante das moléculas em movimento contra uma superfície. Os gases dissolvidos na água

Leia mais

P1 - PROVA DE QUÍMICA GERAL 15/09/2012

P1 - PROVA DE QUÍMICA GERAL 15/09/2012 P1 - PROVA DE QUÍMICA GERAL 15/09/01 Nome: Nº de Matrícula: GABARITO Turma: Assinatura: Questão Valor Grau Revisão 1 a,5 a,5 3 a,5 a,5 Total 10,0 Dados R = 0,081 atm L mol -1 K -1 T (K) = T ( C) + 73,15

Leia mais

SÓDIO 139 meq/l Valores de ref erência: 134 a 147 meq/l Material: Soro Anteriores:(11/10/2016): 139 Método: Eletrodo Seletiv o

SÓDIO 139 meq/l Valores de ref erência: 134 a 147 meq/l Material: Soro Anteriores:(11/10/2016): 139 Método: Eletrodo Seletiv o SÓDIO 139 meq/l Valores de ref erência: 134 a 147 meq/l (11/10/2016): 139 Método: Eletrodo Seletiv o POTÁSSIO 3,6 meq/l Valores de ref erência: 3,5 a 5,4 meq/l Método: Eletrodo Seletiv o URÉIA 37 mg/dl

Leia mais

Ligações e Equilíbrio Químico

Ligações e Equilíbrio Químico Ligações e Equilíbrio Químico Ligações e Equilíbrio Químico 1. (FUVEST) A hemoglobina (Hb) é a proteína responsável pelo transporte de oxigênio. Nesse processo, a hemoglobina se transforma em oxi-hemoglobina

Leia mais

APLICAÇÕES GOLD ANALISA PARA O QUICK LAB

APLICAÇÕES GOLD ANALISA PARA O QUICK LAB ÁCIDO ÚRICO - PP - Cat. 451 200 Determinações - Volume: 200 ml Técnica de Análise: Seguir as Instruções de Uso do produto. Calibração Para a calibração, usar o (1) do kit ou o Calibrador Gold Analisa Cat.

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ PROGRAMA DE ENSINO TUTORIAL (PET) FACULDADE DE MEDICINA DISTÚRBIO HIDROELETROLÍTICO E ÁCIDO-BÁSICO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ PROGRAMA DE ENSINO TUTORIAL (PET) FACULDADE DE MEDICINA DISTÚRBIO HIDROELETROLÍTICO E ÁCIDO-BÁSICO UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ PROGRAMA DE ENSINO TUTORIAL (PET) FACULDADE DE MEDICINA DISTÚRBIO HIDROELETROLÍTICO E ÁCIDO-BÁSICO Petiano(a): Flora Cruz de Almeida ÁGUA CORPORAL Sexo - Homem: 60% - Mulher:

Leia mais

Curso: FARMÁCIA Disciplina: Bioquímica Clínica Título da Aula: Doseamento de Uréia, Creatinina, AST e ALT. Professor: Dr.

Curso: FARMÁCIA Disciplina: Bioquímica Clínica Título da Aula: Doseamento de Uréia, Creatinina, AST e ALT. Professor: Dr. Curso: FARMÁCIA Disciplina: Bioquímica Clínica Título da Aula: Doseamento de Uréia, Creatinina, AST e ALT. Professor: Dr. Fernando Ananias NOME: RGM: ATIVIDADE PRÁTICA 2 1) DETERMINAÇÃO DE URÉIA E CREATININA

Leia mais

3) Complicações agudas do diabetes

3) Complicações agudas do diabetes 73 3) Complicações agudas do diabetes Hiperglicemias As emergências hiperglicêmicas do diabetes melitus são classificadas em: cetoacidose diabética (CAD) e estado hiperglicêmico hiperosmolar (EHH), que

Leia mais

MODELO DE BULA (Profissionais de Saúde)

MODELO DE BULA (Profissionais de Saúde) MODELO DE BULA (Profissionais de Saúde) CPHD SMP 35 FRAÇÃO ÁCIDA cloreto de sódio + cloreto de potássio + associações APRESENTAÇÃO E FORMA FARMACÊUTICA Solução para hemodiálise bombona plástica de 5 ou

Leia mais

CAPÍTULO 3 SISTEMA TAMPÃO

CAPÍTULO 3 SISTEMA TAMPÃO 17 CAPÍTULO 3 SISTEMA TAMPÃO Introdução: As reações químicas no organismo estão sujeitas a certas limitações como faixas estreitas de ph e temperatura, devido à necessidade de se preservar o ambiente fisiológico.

Leia mais

Biofísica renal. Estrutura e função dos rins

Biofísica renal. Estrutura e função dos rins Biofísica renal Estrutura e função dos rins Múltiplas funções do sistema renal Regulação do balanço hídrico e eletrolítico (volume e osmolaridade) Regulação do equilíbrio ácidobásico (ph) Excreção de produtos

Leia mais

Resultados de Exames. Data do Exame: 16/04/2015. GASOMETRIA VENOSA Método: Potenciometria/Amperometria/Espectrofotometria

Resultados de Exames. Data do Exame: 16/04/2015. GASOMETRIA VENOSA Método: Potenciometria/Amperometria/Espectrofotometria Data do Exame: 16/04/2015 Paciente: CLAUDIA MACEDO Resultados de Exames GASOMETRIA VENOSA Método: Potenciometria/Amperometria/Espectrofotometria ph : 7,37 7,33 a 7,43 po2 : 157 mmhg 30 a 50 mmhg pco2:

Leia mais

QBQ 0204 Bioquímica. Carlos Hotta e Glaucia Souza. Introdução à disciplina 11/03/17

QBQ 0204 Bioquímica. Carlos Hotta e Glaucia Souza. Introdução à disciplina 11/03/17 QBQ 0204 Bioquímica Introdução à disciplina Carlos Hotta e Glaucia Souza 11/03/17 Organização do curso Os tópicos serão tratados em aulas expositivas e resolução de exercícios. Material disponível em http://carloshotta.com.br/qbq0304

Leia mais

Layout de Importação de Resultados de Exames

Layout de Importação de Resultados de Exames Layout de Importação de Resultados de Exames O processo de atualização dos resultados de exames laboratoriais é uma tarefa extensa e exaustiva. Para tal, foi implementada uma rotina no Nefrodata-ACD que

Leia mais

CONCEITOS DE ÁCIDO, BASE E ph

CONCEITOS DE ÁCIDO, BASE E ph ÁGUA, ph E TAMPÕES- DISTÚRBIOS ÁCIDO-BÁSICOS (Adaptado de http://perfline.com/cursos/cursos/acbas) A regulação dos líquidos do organismo inclui a regulação da concentração do íon hidrogênio, para assegurar

Leia mais

Testes de Consumo máximo de Oxigênio (Vo 2 máx) Fisiologia Do Esforço Prof.Dra. Bruna Oneda 2016

Testes de Consumo máximo de Oxigênio (Vo 2 máx) Fisiologia Do Esforço Prof.Dra. Bruna Oneda 2016 Testes de Consumo máximo de Oxigênio (Vo 2 máx) Fisiologia Do Esforço Prof.Dra. Bruna Oneda 2016 Tamponamento Substâncias que se dissociam em solução e liberam H + são denominadas ácidos Compostos que

Leia mais

INFLUÊNCIA DO TEMPO DE ARMAZENAMENTO DA AMOSTRA SOBRE OS PARÂMETROS HEMATOLÓGICOS DE CÃES

INFLUÊNCIA DO TEMPO DE ARMAZENAMENTO DA AMOSTRA SOBRE OS PARÂMETROS HEMATOLÓGICOS DE CÃES INFLUÊNCIA DO TEMPO DE ARMAZENAMENTO DA AMOSTRA SOBRE OS PARÂMETROS HEMATOLÓGICOS DE CÃES Liamara A. LEIDENTZ, Daiane LAZAROTTO. Orientador: Wanderson A. B. Pereira. Introdução O hemograma é um dos exames

Leia mais

As alterações são grandes para que haja sustentação das necessidades maternas e para o desenvolvimento do feto

As alterações são grandes para que haja sustentação das necessidades maternas e para o desenvolvimento do feto ALTERAÇÕES CARDIORRESPIRATÓRIAS NA GESTAÇÃO Gestação e Exercício dois fatores que alteram o sistema cardiorrespiratório Gestacionais devido aos hormônios do feto e da placenta Exercício devido ao estresse

Leia mais

TRANSPORTE DE GASES NO SANGUE. Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular Setor de Ciências Biológicas

TRANSPORTE DE GASES NO SANGUE. Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular Setor de Ciências Biológicas TRANSPORTE DE GASES NO SANGUE Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular Setor de Ciências Biológicas ANATOMIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO ESTRUTURA DAS VIAS AÉREAS ESQUERDO WEST 2002 VASOS ALVEOLARES

Leia mais

Material: Sangue c/edta Método..: Citometria/Automatizado e estudo morfológico em esfregaço corado

Material: Sangue c/edta Método..: Citometria/Automatizado e estudo morfológico em esfregaço corado HEMOGRAMA COMPLETO Material: Sangue c/edta Método..: Citometria/Automatizado e estudo morfológico em esfregaço corado ERITROGRAMA V.R: Homens Mulheres Hemacias em milhoes/mm3...: 5,07 4,5 a 5,9 4,0 a 5,4

Leia mais

MODELO DE BULA (Pacientes)

MODELO DE BULA (Pacientes) MODELO DE BULA (Pacientes) CPHD AC 35 C/GLICOSE CPHD AC 45 C/GLICOSE cloreto de sódio + cloreto de potássio + associações APRESENTAÇÃO E FORMA FARMACÊUTICA Solução para hemodiálise bombona plástica de

Leia mais

Enfermeira. Graduada pela UNISINOS. Aluna do Pós-Graduação do curso Enfermagem em Terapia Intensiva/UNISINOS. 2

Enfermeira. Graduada pela UNISINOS. Aluna do Pós-Graduação do curso Enfermagem em Terapia Intensiva/UNISINOS. 2 ADEQUAÇÃO DA PRÁTICA DE COLETA DE GASOMETRIA ARTERIAL PELA ENFERMAGEM EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO FLÔR, Janaína1 VARGAS, Mara Ambrosina de Oliveira2 RESUMO: Pesquisa documental retrospectiva

Leia mais

Ventilação Pulmonar. Vol. Ar Corrente (L) Pressão intrapleural (cm H 2 O) Fluxo de Ar (L/s) pleura parietal. pleura visceral.

Ventilação Pulmonar. Vol. Ar Corrente (L) Pressão intrapleural (cm H 2 O) Fluxo de Ar (L/s) pleura parietal. pleura visceral. Difusão de O 2 e nos alvéolos e transporte de gases no sangue: dos pulmões aos tecidos e dos tecidos aos pulmões Efeitos do exercício Lisete Compagno Michelini Ventilação Pulmonar Pressão intrapleural

Leia mais

Docente: Prof a. Dr a. Luciana M. Saran

Docente: Prof a. Dr a. Luciana M. Saran FCAV/ UNESP Jaboticabal Disciplina: Química Geral Assunto: Solução Tampão Docente: Prof a. Dr a. Luciana M. Saran 1 1. INTRODUÇÃO Por que a adição de 0,01 mol de HCl à 1L de sangue humano, altera o ph

Leia mais

BIOQUÍMICA PARA ODONTO

BIOQUÍMICA PARA ODONTO BIOQUÍMICA PARA ODONTO Aula 1: ph, pk a e Sistemas tampão Aminoácidos Autoria: Luiza Higa Programa de Biologia Estrutural Instituto de Bioquímica Médica Universidade Federal do Rio de Janeiro Reprodução

Leia mais

PRINCÍPIO FÍSICO E TRANSPORTE DOS GASES

PRINCÍPIO FÍSICO E TRANSPORTE DOS GASES PRINCÍPIO FÍSICO E TRANSPORTE DOS GASES Prof. Me Tatiane Quaresma O sangue tem várias funções, entre as quais o transporte de gases respiratórios essenciais ao funcionamento do nosso organismo. O2 das

Leia mais

Experimento 1: Efeito do íon comum equilíbrio de ionização da amônia

Experimento 1: Efeito do íon comum equilíbrio de ionização da amônia Experimento Deslocamento de equilíbrios químicos (Princípio de Le Chatelier) Objetivo: Estudar e compreender alguns fatores que deslocam equilíbrios químicos. Experimento 1: Efeito do íon comum equilíbrio

Leia mais

Avaliação e tratamento das alterações do equilibrio ácido-base

Avaliação e tratamento das alterações do equilibrio ácido-base Avaliação e tratamento das alterações do equilibrio ácido-base - Regras práticas - Prof. Doutor António Vaz Carneiro Disciplina de Introdução à Clínica Disciplina de Medicina I Centro de Estudos de Medicina

Leia mais

tampão Prof a Alessandra Smaniotto QMC Química Analítica Curso de Graduação em Farmácia Turmas 02102A e 02102B

tampão Prof a Alessandra Smaniotto QMC Química Analítica Curso de Graduação em Farmácia Turmas 02102A e 02102B Cap 3: Equilíbrio Químico Soluções tampão Prof a Alessandra Smaniotto QMC 5325 - Química Analítica Curso de Graduação em Farmácia Turmas 02102A e 02102B Água:excepcional habilidade em dissolver grande

Leia mais

Docente: Prof a. Dr a. Luciana M. Saran

Docente: Prof a. Dr a. Luciana M. Saran FCAV/ UNESP Jaboticabal Disciplina: Química Fisiológica Assunto: Solução Tampão Docente: Prof a. Dr a. Luciana M. Saran 1 1. INTRODUÇÃO Por que a adição de 0,01 mol de HCl à 1L de sangue humano, altera

Leia mais

NO ANEXO I (TR) ONDE SE LÊ

NO ANEXO I (TR) ONDE SE LÊ 1º ADENDO AO EDITAL DO PREGÃO PRESENCIAL N. 35/2013 (PROCESSO N. 176432/2013) O Município de Várzea Grande, por meio do Pregoeiro Oficial designado pelas Portarias n. 284, 419 e 422/2013, no uso de suas

Leia mais

CPHD COM GLICOSE. Fresenius Medical Care Ltda. Solução para Hemodiálise

CPHD COM GLICOSE. Fresenius Medical Care Ltda. Solução para Hemodiálise CPHD COM GLICOSE Fresenius Medical Care Ltda Solução para Hemodiálise CPHD COM GLICOSE cloreto de sódio + cloreto de potássio + associações APRESENTAÇÃO E FORMA FARMACÊUTICA Solução para hemodiálise. CPHD

Leia mais

André Silva Franco ASF Escola Olímpica de Química Julho de 2011

André Silva Franco ASF Escola Olímpica de Química Julho de 2011 André Silva Franco ASF Escola Olímpica de Química Julho de 011 Origem Termodinâmica do Equilíbrio Numa reação, o equilíbrio ocorre quando a energia livre é nula. A O que é Q? a B B Quociente reacional:

Leia mais

Homeostase do potássio, cálcio e fosfato

Homeostase do potássio, cálcio e fosfato Homeostase do potássio, cálcio e fosfato Regulação dos eletrólitos Homeostase do potássio Intracellular ADP ATP P Extracellular Hipocalemia: baixo Repolarização mais lenta do potencial de membrana. - Fraqueza

Leia mais

TROCA E TRANSPORTE DE GASES

TROCA E TRANSPORTE DE GASES TROCA E TRANSPORTE DE GASES Difusão dos gases através da membrana respiratória Unidade Respiratória Cada alvéolo: 0,2 mm Parede Unidade respiratória: delgada Capilares Membrana Respiratória ou Membrana

Leia mais

FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA

FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA Respiração A função da respiração é essencial à vida e pode ser definida, de um modo simplificado, como a troca de gases (O 2 e CO 2 ) entre as células do organismo e a atmosfera.

Leia mais