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6 Flávio Figueiredo Filho Vice-presidente da Apelmat/Selemat

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13 VENHA PARA O MUNDO APELMAT Eventos Espaço exclusivo do associado Salão de eventos Auditório Estacionamento Palestras Feiras Apoio ao associado Divulgação em feiras Prêmios Valorização do associado Prêmios SEJA UM ASSOCIADO! Portal Responsivo Aplicativo Marketing Revista Digital Valores e Vantagens Imbatíveis Com 3 anúncios de página inteira, ganhe! (Edições 158,159 e 160) Revista Digital Aplicativo Portal Responsivo Marketing Para maiores informações, ligue! Tel. (11) ou cel. (11) Marcos Dechechi w w w. a p e l m a t. o r g. b r revista.apelmat.org.br Válido somente para contratos de TRÊS publicações na revista impressa.

14 Manutenção e Mercado Caso a caso A aplicação, a forma de operação e a qualidade da manutenção do equipamento são fatores determinantes não só para uma conservação adequada, como também no momento de pensar no valor de revenda a hora de comprar um equipa- Nmento, todos sabem que o melhor preço nem sempre é o mais barato. O valor ideal reúne a qualidade desejada e o melhor preço. Mas e no caso de uma máquina usada? Para quem quer vender, como chegar ao preço? Para quem está interessado em comprar, como saber se o equipamento vale o que está sendo pedido? Em entrevista para a Revista Apelmat/Selemat, Célio Ribeiro, diretor-proprietário da empresa Maxter Máquinas, deixa claro que as respostas a tais perguntas dependem de vários fatores. Não existe uma tabela de preços linear no mercado para avaliar uma máquina usada. O correto é se basear numa avaliação técnica, afirma o executivo, que assumiu a gestão da WebPesados em abril deste ano. Célio Ribeiro, da Maxter Não existe uma tabela de preços linear para avaliar uma máquina usada. O correto é se basear numa avaliação técnica Revista Apelmat/Selemat Quando é hora de pensar em revender uma máquina? Célio Ribeiro Geralmente uma máquina usada é colocada à venda quando já não atende às expectativas do proprietário. Algumas empresas têm, em seu programa de renovação de frota, a idade média do equipamento. Esse ciclo gira em torno de quatro a cinco anos e, no máximo, de 8 mil a 10 mil horas de uso. 14 APELMAT - SELEMAT Maio/Junho 2014

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16 Manutenção e Mercado RAS Quais são os critérios para avaliar um equipamento depreciado? CR Quantidade de horas trabalhadas, histórico de manutenção, estado de conservação e manutenção, tipo de operação em que foi utilizado. Este último item influencia muito na vida útil dos equipamentos. RAS Como chegar ao valor de revenda? CR Não existe uma tabela de preços linear no mercado para avaliar uma máquina usada. O correto é se basear numa avaliação técnica, pois dois produtos do mesmo ano, marca e modelo, e com o mesmo número de horas, podem ter uma liquidez muito diferenciada. A aplicação, a forma de operação e a qualidade da manutenção são fatores determinantes para a conservação adequada dos equipamentos. RAS A Maxter desenvolveu uma ferramenta para avaliar esses ativos. Do que se trata? Como funciona? CR Na verdade, desenvolvemos uma tabela de avaliação técnica. Fizemos vários testes, com vários modelos, marcas e anos, e funcionou muito bem. A questão é que, para funcionar adequadamente, essa tabela precisa ser calibrada constantemente. Existe uma variação muito grande dos custos de vários componentes importados, e os preços são calculados com base nos componentes novos e no fator de depreciação. Desta forma, resolvemos, por enquanto, não colocá-la no mercado. Vamos pesquisar um pouco mais e fazer mais testes, mas acredito que achamos um caminho interessante que pode ser aplicado para todos os tipos de máquinas. RAS Como evitar erros no cálculo de revenda de um equipamento e na negociação da venda? CR Deve-se procurar a ajuda de profissionais especializados do mercado. Alguns clientes já se conscientizaram de que o equipamento tem de ser depreciado e vendido conforme a lei da oferta e da procura, mas a maioria dos usuários não tem canais de apoio para avaliar os seus produtos de forma séria e transparente. A aplicação, a forma de operação e a qualidade da manutenção são fatores determinantes para a conservação adequada dos equipamentos RAS Quais cuidados se deve ter na negociação de um equipamento usado? CR É muito importante saber da origem, da procedência dele, e ter os registros de manutenção. Quando essa parte está em ordem, quem vende passa mais segurança para quem compra. E, para quem está vendendo, agrega mais valor. RAS Na sua opinião, o que significa ter um bom retorno do investimento que foi feito? CR É quando você consegue depreciar o equipamento em um espaço máximo de 36 meses e trabalhar com ele por pelo menos mais dois anos depois de depreciado. 16 APELMAT - SELEMAT Maio/Junho 2014

17 A um clique A WebPesados. (www.webpesados.com.br) oferece, desde 2009, várias soluções de venda, desde classificados a campanhas, feirões e leilões. Já é referência para várias instituições financeiras, frotistas e seguradoras, aponta Célio Ribeiro, diretor-proprietário da Maxter Máquinas e um dos idealizadores do projeto. Desde 2006, Ribeiro busca aproveitar sua experiência de 26 anos no mercado, sendo 19 dedicados exclusivamente à comercialização de máquinas e equipamentos usados. Fomos os maiores compradores de grandes lotes de equipamentos em nosso País. Nos lotes havia de tudo um pouco, e isso nos ajudou a entender todas as opções de mercado existentes, principalmente construção, mineração, agrícola e industrial, conta. Em 2005, Ribeiro percebeu que o mercado estava mudando rapidamente. As máquinas usadas estavam perdendo valor ano a ano. Com a facilidade de comprar uma nova, o quadro foi piorando o negócio de usados. Quem tinha uma máquina usada para venda tinha um problema, e quem queria vender uma nova não conseguia viabilizar a venda por não conseguir absorver a usada como parte de pagamento, explica. Vi nisso uma oportunidade muito interessante de negócio. Foi aí que desenvolvemos a WebPesados, conta. De 2009 para cá, mais de 50 mil oportunidades de negócios foram geradas por meio das ferramentas de venda do site. Deram ótimos resultados tanto para quem vende quanto para quem compra, afirma. Segundo o executivo, os maiores desafios e também os maiores diferenciais da WebPesados são a qualidade e a transparência dos dados sobre os equipamentos divulgados tanto nos feirões como nos leilões. Para fazer frente à questão foi criado um serviço de avaliação técnica, que é conduzido por uma equipe preparada para analisar e certificar as informações. Como resultado dessa transparência, 90% dos compradores arremataram os seus lotes sem terem feito a vistoria presencial, conta Ribeiro. Em agosto deste ano será lançada a Venda Direta. Qualquer pessoa ou empresa que tiver alguma máquina ou caminhão para venda poderá recorrer a esse serviço, pelo qual a WebPesados divulga os bens, capta os compradores e desenvolve a negociação até o fechamento final. A WebPesados conta em seu mailing com mais de 150 mil clientes segmentados. A cada mês, o site recebe cerca de 200 mil visitas e mais de 4 mil anúncios ativos. Maio/Junho 2014

18 Obras A união faz a força Presente em 92 países e reunindo mais de 1 bilhão de pessoas associadas, o cooperativismo representa um grande agente econômico o Estado de São Paulo são mais Nde mil cooperativas que agregam quase 4 milhões de cooperados. No Brasil, cooperativas contam com mais de 11 milhões de associados. O modelo não visa ao lucro e por isso mesmo distribui melhor a renda, contribuindo para maior justiça social, afirma Paulo Gonçalves Lins Vieira, coordenador jurídico da Organização das Cooperativas no Estado de São Paulo (Ocesp). Em sua essência, o cooperativismo reúne pessoas que se organizam para exercer uma atividade econômica, tanto para oferecer como para adquirir coletivamente produtos e serviços. Baseada na adesão voluntária e gerida de forma democrática, a cooperativa é controlada por seus membros, que participam da formulação de políticas e da tomada de decisões. Todos têm direito a voz e voto, sintetiza Guilherme Santos e Campos, consultor do Sebrae SP. Todos têm os mesmos direitos, sejam eles fundadores ou não. Enfim, todos são donos, acrescenta Vieira. Guilherme Santos e Campos, do Sebrae SP "Todos têm direito a voz e voto" Caracterizada como sociedade simples, a cooperativa tem como principal objetivo a prestação de serviço aos associados para a melhoria do status econômico de cada um. Essa melhoria resulta do aumento dos ingressos do cooperado ou da redução das despesas. O lucro não é sua finalidade, ou seja, ela não visa remunerar o capital de seus sócios, esclarece o consultor jurídico da Ocesp. 18 APELMAT - SELEMAT Maio/Junho 2014

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20 Obras O grande benefício é a eliminação dos intermediários nas relações econômicas, concentrando na figura do cooperado a dupla qualidade; ou seja, ele é dono e usuário da sociedade. O modelo no setor agrícola agrupa produtores rurais que têm dificuldades para conseguir acesso ao mercado de maneira individual. Eles se reúnem tanto para comprar insumos quanto para vender seus produtos, exemplifica Campos. O poder de negociação é o grande ganho. Todo benefício é revertido para o cooperado. Aproveitar essa vantagem e fazer com que a cooperativa seja bem-sucedida depende do perfil do grupo e da participação dos associados, completa. O principal objetivo da cooperativa é a prestação de serviço aos associados para a melhoria do status econômico de cada um E aí? As potencialidades de uma cooperativa poderiam ser exploradas pelo segmento de locação. No Brasil, a Lei 5.764/71, que rege as cooperativas brasileiras, permite a atuação em qualquer atividade econômica. De acordo com Vieira, na área de equipamentos, as cooperativas buscam atender às demandas dos cooperados com a compra de determinadas m á q u i n a s. P o r e x e m p l o, u m a colheitadeira de café tem um custo que dificilmente poderia ser arcado por apenas um associado. A compra via cooperativa é rateada entre todos, e o produto torna-se de uso comum. Atualmente, as cooperativas de transporte, formadas por donos de veículos, fazem a locação de seus bens. Acredito que a mesma lógica pode ser aplicada ao segmento de equipamentos pesados para construção, afirma o consultor jurídico da Ocesp. Paulo Gonçalves, da Ocesp "As cooperativas de transporte fazem a locação de seus bens. A mesma lógica pode ser aplicada ao segmento de equipamentos pesados para construção" Para sua constituição são necessárias 20 pessoas físicas. Depois, podem ser admitidas pessoas jurídicas que realizem a mesma atividade que as pessoas físicas, explica Vieira. Reunidos os interessados, o primeiro passo para a criação de uma cooperativa é procurar a instituição responsável pela organização delas em cada Estado brasileiro. Em São Paulo, a Ocesp é responsável pela formação dos empreendimentos paulistas. Além disso, antes de entrar ou contratar uma sociedade cooperativa, é importante verificar se ela tem registro e está regular na Ocesp. Nesse caso, o tomador de serviço terá mais segurança quanto à correta constituição da cooperativa, de acordo com a legislação brasileira, explica Vieira. A consulta pode ser feita pelo site 20 APELMAT - SELEMAT

21 Abrangência Não há fronteiras para a expansão dos empreendimentos cooperativos. Eles podem atender clientes em qualquer parte do Brasil e em outros países. Paulo Gonçalves Lins Vieira, coordenador jurídico da Organização das Cooperativas no Estado de São Paulo (Ocesp), exemplifica o fato comentando que uma das maiores cooperativas norte-americanas está investindo no mercado de fertilizantes no Brasil. Outro exemplo é o de uma grande cooperativa do Estado de São Paulo que exporta açúcar e álcool para diversos países, diz. A participação em processos de licitação pública também é permitida, conforme a Lei É vedado ao agente público admitir, prever, incluir ou tolerar, nos atos de convocação, cláusulas ou condições que comprometam, restrinjam ou frustrem o seu caráter competitivo inclusive nos casos de sociedades cooperativas e estabeleçam preferências ou distinções em razão da naturalidade, da sede ou domicílio dos licitantes ou de qualquer outra circunstância impertinente ou irrelevante para o específico objeto do contrato. Tal determinação legal também está validada pela Lei Estadual /06, enfatiza. Diferenças na essência A cooperativa é caracterizada como sociedade simples e tem como principal objetivo a prestação de serviço aos cooperados. O lucro não é sua finalidade, ou seja, ela não visa remunerar o capital de seus sócios. Além disso, todos têm os mesmos direitos, sejam fundadores ou não. Na sociedade empresária, que é classificada como uma sociedade de capital, o objetivo é a maximização dos lucros para os sócios. Quando há assembleias, o quórum é proporcional ao capital dos sócios. E o lucro é proporcional ao capital investido pelo sócio. Nos termos da lei As cooperativas brasileiras são regidas pela Lei nº 5.764/71. Os 13 ramos distintos do cooperativismo no País seguem os mesmos princípios e as mesmas regras. No que se refere à forma de estrutura e organização societária, o padrão é o mesmo; entretanto, conforme a atividade econômica desenvolvida é necessária uma adequação. Por exemplo, as cooperativas de crédito devem se adequar às normas do Banco Central, além de à Lei Complementar 130/2009, específica para o ramo. As cooperativas de trabalho devem observar a Lei Federal /2012, que estabelece normas de proteção e funcionamento para a atividade. As cooperativas educacionais seguem as normas do Ministério da Educação; as de infraestrutura, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel); as de saúde, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e assim acontece em cada caso. Maio/Junho 2014

22 Gestão e Negócios Ao seu dispor Soluções inteligentes para gestão de frotas, controle de máquinas, monitoramento on-line e gestão corporativa são algumas das apostas para elevar a produtividade e reduzir custos Por Tatiana Alcalde om o desenvolvimento da Cconstrução e da mineração no Brasil, as empresas que atuam nesses dois segmentos buscam maior produtividade, a fim de garantir a competitividade e a sustentabilidade de seus negócios. A saída tem sido investir em equipamentos mais modernos, novos métodos construtivos, controle de máquinas e sistemas inteligentes que contribuem para uma gestão mais efetiva da frota. A tecnologia não é um simples acessório ou uma corrente contra a qual não há como nadar contra. Aplicada às máquinas de construção, ela proporciona maior eficiência e qualidade ao trabalho. Além disso, torna o ofício do trabalhador mais seguro. Hoje, o operador comanda a máquina com o uso de joysticks e acionando botões. Não existe mais esforço físico, comenta Relton César, especialista de serviço da Case Construction Equipment. Já as soluções de monitoramento permitem acompanhar melhor o desempenho dos equipamentos, sua localização e necessidades de manutenção, evitando paradas inesperadas e aumentando seu rendimento e vida útil. Juliano Gewehr, especialista de produtos da Ciber Equipamentos Rodoviários, acrescenta que esse é um investimento importante para que se tenha a certeza de uma correta execução e para que haja controle de custos operacionais. As soluções atuais permitem que mesmo a distância, estando no Brasil ou fora do País, o executivo saiba onde a máquina está operando, se está sendo usada adequadamente e quanto está consumindo de combustível. É possível até mesmo receber de forma on-line o resultado da análise de fluidos, entre outras informações. Johan Arnberg, da Leica Geosystems Determinar a ferramenta correta não é uma tarefa fácil para uma empresa com pouca experiência na aquisição de soluções tecnológicas Além da tranquilidade e da facilidade de gerenciamento, a tecnologia possibilita evitar que problemas ocorram. Os benefícios ao negócio são inúmeros, desde redução de custos por não necessidade de deslocamento do gestor da frota para verificar a situação da máquina até a diminuição no valor de seguro por ter o sistema de monitoramento instalado, destaca Rafael Barbosa, especialista de produto da New Holland Construction. Segundo Thiago Cibim, gerente de suporte ao cliente da John Deere Construção, atualmente o usuário tem buscado equipamentos com tecnologia embarcada, que fazem com que a operação seja facilitada e barateada. Ele analisa todos os aspectos de uma máquina, e a questão tecnológica influencia muito no momento da compra, afirma. A aquisição bem planejada desses instrumentos torna a empresa mais preparada para enfrentar a concorrência e suprir, de maneira eficiente, as necessidades dos clientes. Espera-se a fidelização, fala Ana Almeida, gerente de marketing da JCB. 22 APELMAT - SELEMAT Maio/Junho 2014

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24 Gestão e Negócios O poder de competividade, fundamental para qualquer organização, cresce, uma vez que gerenciar a empresa a partir de dados confiáveis faz com que as decisões sejam tomadas com mais rapidez e acerto. No entanto, tão importante quanto investir em tecnologia é optar pela oferta que mais se adapte às necessidades da companhia, pondera Marcel Corradi, gerente de negócios da Engecompany. Avaliar antes de investir Para poder escolher a melhor ferramenta tecnológica, o primeiro conselho é levantar as reais necessidades da empresa e o valor disponível para investimento. Na sequência, devem-se analisar as soluções oferecidas no mercado. Vale conversar com o concessionário e até mesmo com outros usuários. Eles podem indicar o que usar, pois já conhecem a operação e as necessidades que são atendidas pelos equipamentos. Leandro Yokoti, da BMC Hyundai "A área de cobertura de satélite é bem mais ampla" Para o presidente da Leica Geosystems Machine Control Division, Johan Arnberg, determinar a ferramenta correta para a aplicação desejada não é uma tarefa fácil para uma empresa com pouca experiência na aquisição de soluções tecnológicas. Ela tem de ser guiada, durante o processo, por um fornecedor competente até chegar ao sistema mais adequado às suas necessidades, comenta. Defina a melhor solução sempre tendo em vista a demanda da companhia, incluindo a redução de custo que se espera atingir, aconselha Corradi. Quando se trata de tecnologia aplicada a equipamentos de construção e terraplenagem, deve-se levar em consideração a forma com que ela irá afetar a produtividade da máquina, ajudar a reduzir os custos de operação e manutenção, e facilitar os controles e gestão de frota. Os sistemas de monitoramento com telemetria podem contribuir muito nesse aspecto. Os relatórios que eles geram ajudam a corrigir erros de operação e a evitar falhas catastróficas por meio de alertas, garante César, da Case Construction Equipment. A programação da manutenção passa a ser mais eficiente a partir da leitura remota dos horímetros. A gestão Claudio Rogério Duarte, da DN4 Tecnologia As soluções tecnológicas propiciam a tomada de decisões mais precisas das horas dos técnicos de oficina é mais bem controlada, aumentando a produtividade da equipe. E a área de manutenção atua nos períodos exatos das ações preventivas. Relatórios de consumo de combustível, ociosidade e produtividade colaboram para identificar gargalos na produção e oportunidades de redução de custo. Um software eficiente, programando e arquivando o histórico dos equipamentos, também facilita a gestão de frota, além de aumentar o valor de revenda dos equipamentos. Um detalhe importante: qual é a forma de comunicação da tecnologia embarcada? É via GPRS ou via satélite? Como grande parte dos equipamentos trabalha em pontos de difícil acesso e, muitas vezes, longe de grandes centros urbanos, existe o risco de não se ter cobertura GPRS. Ou seja, a tecnologia embarcada não ajudará, pois não haverá comunicação. Já quando falamos de comunicação via satélite, temos um cenário diferente, pois a área de cobertura de satélite é bem mais ampla, ressalta Leandro Yokoti, gerente nacional de suporte ao produto da BMC Hyundai. Para Gewehr, da Ciber Equipamentos Rodoviários, não basta conhecer as soluções existentes no mercado, mas entender quais são as inovações e não ter medo de adquirir um equipamento de alta tecnologia em função do receio de que os operadores não irão conseguir manejar adequadamente. Os avanços foram projetados justamente para facilitar, e não para atrapalhar a operação, ressalta. 24 APELMAT - SELEMAT Maio/Junho 2014

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26 Gestão e Negócios Paulo Lima, gerente de vendas do Dimep Sat, completa: É importante saber da estrutura da empresa, se ela tem a preocupação de inovar, se tem um departamento de desenvolvimento, se conta com técnicos na região e se está comprometida em atender à necessidade do cliente ou simplesmente vender. Outros dois fatores que devem ser considerados antes da aquisição de qualquer solução tecnológica são a integração e a flexibilidade para customização. Samuel Albuquerque, gerente de marketing e vendas de peças da Volvo Construction Equipment Latin America, explica que os sistemas de monitoramento, por exemplo, geram uma grande quantidade de informações, códigos de falhas etc. Mas esses dados só terão utilidade prática se forem rapidamente analisados e transformados em material de valor agregado. Balanço Realizado o investimento, a melhor forma para conferir se uma solução tecnológica foi bem aplicada é fazer o comparativo com períodos anteriores à aplicação. Existem vários indicadores capazes de serem aferidos antes e depois, como índice de acidentes, consumo de combustível médio da frota (litros/hora ou litros por tonelada movimentada), horas disponíveis para produção, nível de disponibilidade mecânica, produção (toneladas por hora), custo da hora de manutenção e reparos. Rafael Barbosa, da New Holland Construction "Os benefícios ao negócio são inúmeros" Para obtermos a máxima eficiência na utilização dos recursos tecnológicos dos equipamentos atuais, é fundamental que as soluções para monitoramento remoto permitam a integração de informações disponíveis via diferentes sistemas, diz Albuquerque. E que também seja possível customizar a solução, por exemplo, gerando indicadores de desempenho e mapas gerenciais (KPIs/dashboards) que atendam às necessidades específicas de cada empresa, completa. Por último, elabore um planejamento com todas as etapas essenciais para aquisição e uso da ferramenta escolhida. É fundamental que se ponderem as horas de implantação, personalização, treinamento, funcionários envolvidos etc., detalha Corradi, da Engecompany. Thiago Cibim, da John Deere Construção "A questão tecnológica influencia muito no momento da compra" Por exemplo, com um sistema de telemetria é possível analisar as informações de consumo real e de uso de um equipamento que trabalha 30 dias no mês, oito horas por dia. Nesse período, porém, a máquina permanece com o motor ligado, sem produzir durante uma hora a cada dia. Ou seja, são 30 horas perdidas. Com uma máquina que consome em média 10 litros por hora, há um gasto desnecessário de 300 litros. Se utilizarmos um custo de litro do diesel de R$ 2, teremos um gasto extra de R$ 600 no mês e de R$ no ano, contabiliza Barbosa, da New Holland Construction. Essas informações permitem ver onde cortar despesas extras e, nesse caso, um treinamento com o operador pode ser uma boa solução, comenta. As metas a serem perseguidas também precisam ser mensuráveis, possibilitando o cálculo da redução de custo e do aumento da lucratividade. Lembre-se de definir ciclos de análise. Os objetivos, sempre claros e alcançáveis, precisam ser permanentemente analisados para adequação e definição de novos escopos, destaca Corradi, da Engecompany. Deve-se também levar em consideração a opinião de todos os afetados pela nova tecnologia, desde operadores até os responsáveis por uma frente de trabalho. Quando a tecnologia é bem aplicada, os benefícios são facilmente percebidos por meio da diminuição de 26 APELMAT - SELEMAT Maio/Junho 2014

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28 Gestão e Negócios despesas de operação e aumento de produção, afirma César, da Case Construction Equipment. A redução de custo pode chegar à casa de 30%, acrescenta Lima, do Dimep Sat. Juliano Gewehr, da Ciber Equipamentos Rodoviários "Os avanços foram projetados para facilitar, e não para atrapalhar a operação" Há também ganhos intangíveis, como a melhora da imagem da empresa a partir do aperfeiçoamento da gestão e, consequentemente, da prestação de serviço. Além da possibilidade de tomada de decisões mais precisas, baseando-se em informações de qualidade e rapidamente disponíveis, conclui Claudio Rogério Duarte, diretorpresidente da DN4 Tecnologia. Veja + Na rota da inovação Confira no Portal de Notícias da Apelmat (www.apelmat.org.br) as soluções tecnológicas oferecidas por BMC Hyundai, Case Construction E q u i p m e n t, C a t e r p i l l a r, C i b e r Equipamentos Rodoviários, Dimep, DN4 Tecnologia, Engecompany, JCB, John Deere, Leica Geosystems Machine Control Solutions, New Holland Construction e Volvo Construction Equipment Latin America. Veja + Tecnologia sobre rodas Caminhão parado é prejuízo. Confira no Portal de Notícias da Apelmat (www.apelmat.org.br) as soluções de rastreamento e gestão da frota que Scania, Volkswagen, Iveco e Ford oferecem ao cliente. Experiência concreta: a tecnologia garante produtividade Na Loctrator, a gestão tecnológica garante produtividade. Em 2007, a empresa deu os primeiros passos no monitoramento dos equipamentos via GPS por meio de sistemas fornecidos pelos fabricantes. Começamos de maneira tímida e, conforme fomos ganhando experiência, participamos também dos processos de melhorias, lembra Rafael Briard, engenheiro de manutenção da empresa. Foi quando, em 2012, optamos por estender a cobertura para todos os equipamentos e viaturas, visando a um melhor acompanhamento, garantia de disponibilidade e menor custo de manutenção, completa. O monitoramento proporciona uma ampla supervisão das máquinas. Por exemplo, com o horímetro controla-se a agenda das intervenções necessárias. Acompanhamos o sistema diariamente. Nele, é possível inserir os tipos de alerta e definir intervalos, detalha. Há um alerta emitido a cada 250 horas trabalhadas para cada equipamento, o que permite fazer a programação das paradas com segurança. Além disso, existe o benefício de se obter, em tempo real, a localização dos equipamentos durante a jornada de trabalho ou transporte. Para as máquinas que podem se deslocar facilmente, como para obras de saneamento, aliase uma maior segurança contra roubos e deslocamentos indevidos. Isso, como já ocorreu, permite a fácil localização para socorros mecânicos, diz, satisfeito. A monitoria ainda favorece a conferência das medições para a checagem das horas produtivas ou paradas. O sistema permite relatórios diversos, seja para manutenção, seja para acompanhamento e verificações. Enfim, permite a total telemetria da máquina. Para Briard, é essencial realizar um rigoroso controle de manutenção e adotar ações no equipamento para assegurar a confiabilidade e retorno previstos quando de sua compra. Devido ao cenário atual, com preços muito competitivos, uma quebra que exija manutenção corretiva onerosa pode acabar com o lucro de um grande contrato. Existem poucas empresas que realmente põem na ponta do lápis o resultado gerado por cada máquina, e esse tipo de tecnologia é um grande aliado para garantir eficiência, produtividade e retorno com a sustentabilidade do negócio, destaca. Veja + Agenda lotada? Quais são os principais ladrões do tempo e como fugir de suas armadilhas? Confira a resposta no Portal de Notícias da Apelmat (www.apelmat.org.br). Conheça também os aplicativos que podem ajudar na organização das tarefas no dia a dia. 28 APELMAT - SELEMAT Maio/Junho 2014

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30 Reportagem de Capa Vida longa! Caminhos para melhorar a rentabilidade e a gestão das finanças Por Tatiana Alcalde aúde financeira significa ter S condições de honrar seus compromissos, gerar recursos para futuros empreendimentos e remunerar de forma adequada o investidor, define Reginaldo Gonçalvez, coordenador do curso de ciências contábeis da Faculdade Santa Marcelina (Fasam). Administrar o dinheiro que está dentro da empresa para que ela mantenha a vitalidade é um alvo comum a todas as companhias, independentemente do ramo de atuação. Porém, cada segmento apresenta alguma particularidade, comenta. E aí está o x da equação. No caso do setor de locação de equipamentos pesados, muitas empresas têm um capital de giro pequeno. Basicamente, a sobrevida delas depende da locação de máquinas para terceiros. Quanto melhor o bem estiver locado, mais fácil será obter recursos para suprir a operação e investir, explica Gonçalvez. No entanto, existem os picos de locação, os bons momentos com o desenrolar de diversas obras. Há um vantajoso faturamento, recebimento dentro dos prazos e dinheiro para fazer o capital de giro. 30 APELMAT - SELEMAT

31 Mas e em tempos de vacas magras? É importante fazer e segurar caixa para dar continuidade ao negócio quando há baixa demanda do mercado e até mesmo quando um cliente se torna inadimplente. Depender da economia é complicado. Por e x e m p l o, o a t u a l contexto pré-eleitoral não deve mudar. A dúvida está em relação ao período posterior. O governo vai investir? As obras vão continuar ou veremos queda em virtude da restrição de mercado?, questiona. Marcio Gabrielli, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV- Eaesp), ressalta outra particularidade do setor: o investimento inicial da empresa é grande e, portanto, apresenta um peso significativo. Ela não conta com estoque para vender, mas máquinas para locar. Se o equipamento ficar parado, obviamente perde dinheiro, diz. Podemos fazer um paralelo com as companhias aéreas, que têm muito custo fixo, o que sempre põe a empresa em uma condição delicada. Tudo sob controle Diante da competitividade no mercado e do cenário econômico, é vital dispor de uma administração financeira apurada e confiável. É preciso ter controle sobre os números. Conhecer os indicadores do negócio é o primeiro passo para conservar a saúde em dia. O segundo é conservar as contas organizadas. E para isso não é preciso desembolsar grandes quantias com softwares. Basta possuir as planilhas certas e saber analisá-las. Uma ferramenta básica, e importante, da administração financeira é o fluxo de caixa. Mesmo assim, ainda existem muitos casos de empresas que trabalham sem ela, afirma o contador Eduardo Sehnem Ferro, colaborador do escritório Giovani Duarte Oliveira Advogados Associados. Maio/Junho 2014

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