Ciências Contábeis. Centro Universitário Padre Anchieta

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1 Ciências Contábeis Centro Universitário Padre Anchieta

2 Projeto SPED Em 2007, foi aprovado o Projeto SPED Sistema Público de Escrituração Digital, foi oficializado. Trata-se de uma solução tecnológica que oficializa os arquivos digitais das escriturações fiscais e contábil dos sistemas empresariais dentro do formato digital específico e padronizado.

3 Projeto SPED Objetivos: Redução de custos com armazenamento de documentos Minimizar encargos com o cumprimento das obrigações acessórias Maior segurança

4 Projeto SPED Este projeto foi dividido em 3 etapas ou 3 subprojetos: Nota Fiscal Eletrônica Sped Contábil Sped Fiscal

5 Nota Fiscal Eletrônica É um documento emitido e armazenado eletronicamente, de existência apenas digital, com o intuito de documentar uma operação de circulação de mercadorias ou prestação de serviço ocorrida entre as partes, cuja validade jurídica é garantida pela assinatura digital do emitente e recepção, pelo fisco, antes da ocorrência do Fato Gerado.

6 Responsabilidades do Contribuinte Estar devidamente credenciado a Secretaria da Fazenda (SEFAZ) da circunscrição do estabelecimento sujeito a obrigatoriedade de emissão do prazo previsto. Usar Certificado digital padrão ICP-Brasil para assinatura das Notas Fiscais Eletrônicas Armazenar documentos eletrônicos (XML da NF-e) autorizados pelo SEFAZ em repositório seguro, para exibição ao FISCO quando necessário.o armazenamento deve ser feito durante o prazo decadencial exigido pela legislação.

7 Responsabilidades do Contribuinte Zelar pela consistência dos dados tributários a serem transmitidos à SEFAZ, uma vez que o preenchimento da NF-e e é de exclusiva responsabilidade do emitente. O arquivo eletrônico gerado da NF-e (XML), após ter tido sua autorização concedida pela SEFAZ, deve ser enviado ao cliente da empresa emissora (ou destinatário da NF-e) uma vez que é o documento que contém a validade jurídica da transação comercial realizada entre o emissor e o destinatário.

8 Responsabilidades do Contribuinte Após a autorização da NF-e pela SEFAZ, deve-se imprimir (representação gráfica da NF-e) para que a mesma seja enviada em conjunto com a mercadoria vendida. A DANFE não é uma nota fiscal, nem substitui uma nota fiscal, servindo apenas como instrumento auxiliar para consulta da NF-e, pois contém a chave de acesso da mesma, o que permite ao detentor desse documento confirmar a efetiva existência/status da NF-e.

9 Credenciamento O credenciamento é um processo formal, através do qual o contribuinte interessado voluntariamente ou sob obrigatoriedade solicita autorização para emissão de NF-e. É indispensável o uso do Certificado Digital para que a NF-e s emitidas tenham validade jurídica. Este certificado deve ser emitido por uma Autoridade Certificadora credenciada pela ICP-Brasil. Deve ser em nome da empresa (e-cnpj) ou específico para NF-e

10 Benefícios Redução de Custos com a dispensa de emissão para o armazenamento de documentos em papel Redução de custos com a racionalização e simplificação da obrigações acessórias. Possibilidade de troca de informações entre os próprios contribuintes a partir de um leiaute padrão Uniformização das informações que o contribuinte presta às diversas unidades federadas

11 Benefícios Redução do envolvimento involuntário em práticas fraudulentas Redução do tempo despendido com a presença de auditores fiscais nas instalações do contribuinte Simplificação e agilização dos procedimentos sujeitos ao controle da administração tributária Fortalecimento do controle da fiscalização por meio de intercâmbio de informações entre as administrações tributárias

12 Benefícios Disponibilidade de cópias autênticas e válidas para usos distintos e concomitantes Redução do Custo Brasil Aperfeiçoamento do combate à sonegação Preservação do meio ambiente pela redução do consumo papel

13 Benefícios Rapidez no acesso a informação Eliminação do papel Aumento da produtividade do auditor através da eliminação dos passos para coleta do arquivo Redução dos custos administrativos Melhoria na qualidade da informação Possibilidade do cruzamento de informações entre os dados contábeis e fiscais

14 Nota Fiscal Eletrônica A integração e cooperação entre administrações tributárias, tem sido um dos temas mais discutidos nos países federativos e com forte descentralização fiscal como o Brasil. As administrações tributárias despendem grandes somas de recursos para captar, tratar, armazenar e disponibilizar informações sobre a emissão de notas fiscais dos contribuintes.

15 Nota Fiscal Eletrônica Os volumes de transações efetuadas e os montantes de recursos movimentados crescem num ritmo intenso, o que reflete nos custos inerentes à necessidade do Estado em detectar e prevenir a evasão fiscal.

16 Nota Fiscal Eletrônica Desta forma, o projeto justifica-se pela necessidade de investimento público voltado para integração do processo do controle fiscal, possibilitanto: Melhor intercâmbio de informações Redução de custos e entraves burocráticos, facilitando o cumprimento das obrigações tributárias e o pagamento de impostos e contribuições Fortalecimento do controle e da fiscalização

17 Nota Fiscal Eletrônica Entre as partes, o projeto trará os seguintes benefícios: Aumento na confiabilidade da Nota Fiscal Melhoria no processo de controle fiscal, provendo um melhor intercâmbio e compartilhamento de informações entre os fiscos Redução de custos no processo de controle de notas fiscais capturadas pela fiscalização de mercadorias em trânsito

18 Nota Fiscal Eletrônica Diminuição do sonegação e aumento da arrecadação Suporte aos projetos de escrituração eletrônica contábil e fiscal da Secretaria da Receita Federal e demais secretarias da Fazenda Fortalecimento da integração dos fiscos, facilitando a fiscalização realizada entre as Administrações tributárias devido ao compartilhamento das informações da NF-e. Rapidez no acesso às informações. Eliminação do papel

19 Nota Fiscal Eletrônica Aumento da produtividade do auditor através da eliminação de passos para coleta dos arquivos Possibilidade de cruzamento de informações.

20 SPED Contábil A legislação federal exige que, além do Livro Diário, o contribuinte escriture o Livro Razão. Obriga também que as pessoas jurídicas não optantes pelo Simples, a apresentar os arquivos eletrônicos que representam a contabilidade.

21 SPED Contábil São assim, três formas distintas de representar uma mesma realidade, sujeitas a formalidades distintas: Livro Diário, escrituração em papel, lançamentos em ordem cronológica; termos de abertura e encerramento; transcrição das demonstrações contábeis; Livro Razão, escrituração em papel, lançamentos em ordem de conta e data Arquivos eletrônicos, composto por plano de contas, lançamentos e saldos.

22 SPED Contábil Na manipulação dos arquivos eletrônicos atualmente entregues, constata-se que em 90% eles representam de forma adequada a escrituração em papel, e a partir do mesmo conjunto de arquivos é possível gerar os Livros Diário e Razão.

23 SPED Contábil Do cenário geral, temos: Baixa produtividade na execução de auditoria Informações declaratórias não confiáveis Facilidade de simulação de transações comerciais Dificuldade de execução dos controles Falta de compatibilidade entre os dados economicosfiscais dos contribuintes Indisponibilidade de informação das transações comerciais em tempo hábil

24 SPED Contábil Dificuldade de disponibilizar, compartilhar informações e trocar Alto custo de impressão, manipulação e armazenamento de livros da escrituração comercial Dificuldade no cumprimento das obrigações acessórias Falta de padronização de obrigações acessórias entre estado e SRF Extravio de livros fiscais como instrumento para obstruir o desenvolvimento da ação fiscal Dificuldade em rastrear operações dissimuladas

25 SPED Contábil Foi criado para substituição da escrituração em papel, pela Escrituração Contábil Digital ECD, também chamada de SPED-Contábil que visa a substituição da emissão dos livros contábeis (Diário e Razão) em papel pela sua existência apenas digital. Os livros Diário e Razão serão representados por um mesmo conjunto de informações.

26 SPED Contábil A solução abrange os fiscos federal, estaduais, futuramente municipais, DNRC, CFC, Banco Central, SUSESP, CVM e contribuintes que irão fornecer informações para a composição da base de dados. A entrega de livros segue o modelo atual. A periodicidade será anual.

27 SPED Contábil Para o SPED Contábil, temos um validador para leitura e validação do arquivo. Este validador, também permitirá a visualização na tela da contabilidade da empresa, permitindo ao contribuinte ver as demonstrações contábeis e os lançamentos feitos no formato do Diário e do Razão.

28 SPED Contábil O arquivo deverá ser assinado pelo responsável legal e pelo contabilista responsável pela escrituração. O aplicativo deverá fazer a chamada para que os dois possam apontar os certificados digitais que farão a assinatura digital do arquivo. O contribuinte deverá transmitir o arquivo contábil para SPED utilizando o validador, que fará alguns batimentos em tempo de recepção e um recibo é fornecido ao contribuinte.

29 SPED Contábil Depois de recebida, a escrituração contábil vai para um banco de dados que irá permitir que os órgãos parceiros do SPED façam consultas e possam extrair o arquivo inteiro enviado para trabalho de auditoria. Para cada consulta ou extração, feita por qualquer órgão parceiro do SPED, o contribuinte deverá ser notificado que a escrituração foi acessada.

30 SPED Contábil Algumas das obrigações que devem ser incorporadas no SPED: Informações do IPI na DIPJ Detalhamento da origem do Crédito no PER/DCOMP

31 SPED Fiscal O SPED Fiscal é um conjunto de documentos fiscais, apuração de alguns impostos e outras informações de interesse dos fiscos das unidades federativas e da Receita Federal do Brasil

32 SPED Fiscal De maneira geral, a empresa não utiliza a escrituração em papel em seus controles. Recorre aos arquivos eletrônicos que a representam para buscar informações de que necessita. Os arquivos em papel derivam das exigências legais e sua geração, autenticação e armazenamento são tarefas burocráticas, sem grande utilidade no dia-adia da empresa.

33 SPED Fiscal No âmbito estadual, o contribuinte se defronta com a falta de padronização das informações devidas as diferenças entre as Secretarias da Fazenda Estaduais. Atualmente, as informações requeridas pelo Fisco, de demonstrações em meio eletrônico, e em alguns casos, em meio físico, o que exige uma pesada estrutura de recepção, processamento e controle.

34 SPED Fiscal Com assinatura de Protocolo entre a Receita Federa, Secretarias de Fazenda Estaduais e Municipais em 2005, a criação do SPED se tornou não só uma oportuna, mas imperativo das Administrações Tributárias, que com o desenvolvimento deste projeto, podem obter informações com mais qualidade, desonerando o contribuinte da trabalhosa e cara tarefa de manter informações no papel..

35 SPED Fiscal A escrituração fiscal substitui a escrituração e impressão dos seguintes livros: Registro de Entradas Registro de Saídas Registro de Inventário Registro de apuração de IPI Registro de apuração de ICMS

36 SPED Fiscal Com o SPED Contábil e Fiscal implantados, a empresa que utilizá-lo estará dispensada de apresentar a DIPJ e outras obrigações acessórias relativas a outros tributos no âmbito federal.

37 SPED Fiscal As unidades federadas, onde se localiza o estabelecimento da empresa tem acesso as informações do SPED.

38 SPED Fiscal A multa pela falta de entrega do arquivo é de R$ 5.000,00, sem contar com as multas das obrigações que não foram entregues.

39 SPED PIS/Cofins Trata-se de um arquivo digital, incluído no SPED, a ser utilizado por pessoas jurídicas de direito privado na escrituração da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, nos regimes de apuração nãocumulativo e/ou cumulativo, com base no conjunto de documentos e operações representativos das receitas auferidas, bem como dos custos, despesas, encargos e aquisições geradores de créditos da nãocumulatividade.

40 SPED PIS/Cofins O regime da não-cumulatividade foi criado em 2002 para o PIS e 2003 para a Cofins. Toda empresa que estão no lucro real, ou que possuem faturamento anual superior a R$ 48 milhões, foram obrigadas a sair do regime cumulativo e entrar no regime nãocumulativo.

41 SPED PIS/Cofins No regime cumulativo, as empresas recolhem mensalmente sobre o faturamento um percentual. No regime da não-cumulatividade, apesar de ter uma aliquota maior, foi criado com a finalidade de reduzir a carga tributária das empresas que utilizam insumos e matéria-prima; ou seja, porque ele permite que insumos e matérias-primas gerem créditos que são abatidos do valor final a ser recolhido de PIS/Cofins.

42 SPED PIS/Cofins Documentos e operações da escrituração representativos de receitas auferidas e de aquisições, custos, despesas e encargos incorridos, serão relacionados no arquivo da EFD-PIS/Cofins em relação a cada estabelecimento da pessoa jurídica.

43 SPED PIS/Cofins A escrituração das contribuições sociais e dos créditos será efetuada de forma centralizada, pelo estabelecimento matriz da pessoa jurídica.

44 SPED PIS/Cofins O arquivo da EFD-PIS/COFINS deverá ser validade, assinado digitalmente e transmitido pela internet, ao décimo dia útil do 2º. Mês subsequente a que se refira a escrituração, inclusive casos de extinção, incorporação, fusão e cisão total ou parcial.

45 SPED PIS/Cofins Estão obrigadas a adotar a EFD-PIS/COFINS: Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1 de janeiro de 2012, as pessoa jurídicas sujeita s a tributação do imposto sobre a renda com base no Lucro Real. Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1 de janeiro de 2012, as demais pessoa s jurídicas sujeitas à tributação do imposto sobre a renda com base no Lucro presumido ou Arbitrado

46 SPED PIS/Cofins A não apresentação da EFD-PIS/Cofins no prazo fixado, acarretará na aplicação de multa no valor de R$ 5.000,00 por mês-calendário.

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