(FCONT) CONTROLE FISCAL CONTÁBIL DE TRANSIÇÃO ROTEIRO DE PROCEDIMENTOS

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1 (FCONT) CONTROLE FISCAL CONTÁBIL DE TRANSIÇÃO ROTEIRO DE PROCEDIMENTOS O que é FCONT? É um programa eletrônico da Receita Federal no qual deverá efetuar a escrituração das contas patrimoniais e de resultado, destinado obrigatoriamente e exclusivamente às pessoas jurídicas sujeitas ao LUCRO REAL e ao RTT, seu objetivo é reverter os efeitos tributários oriundos dos lançamentos que modifiquem o resultado (Receitas, Custos e Despesas) para fins de apuração do LUCRO REAL e da base de cálculo da CSLL, instituída pela Lei nº /07 e a Lei nº /09 (RTT), devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de Dentre as inovações trazidas pela Medida Provisória nº 449 de 2008, destaque especial pode ser dado ao Regime Tributário de Transição - RTT. Tal regime, ora regulado pela Lei nº de (conversão da MP 449), visa determinar os ajustes tributários decorrentes dos novos métodos e critérios contábeis introduzidos pela Lei nº de 2007, e pelos arts. 37 e 38 da própria Lei nº de 2009, na Lei das S/A (Lei nº de 1976). A Receita Federal do Brasil tratou desse assunto por meio da Instrução Normativa RFB nº 949 de e Instrução Normativa RFB nº 967 de , trazendo a obrigatoriedade de novos registros por meio do Controle Fiscal Contábil de Transição (FCONT). Introdução Dentre as inovações trazidas pela Medida Provisória nº 449 de 2008, destaque especial pode ser dado ao Regime Tributário de Transição - RTT. Tal regime, ora regulado pela Lei nº de (conversão da MP 449), visa determinar os ajustes tributários decorrentes dos novos métodos e critérios contábeis introduzidos pela Lei nº de 2007, e pelos arts. 37 e 38 da própria Lei nº de 2009, na Lei das S/A (Lei nº de 1976). Tais alterações visam a convergência das normas contábeis brasileiras aos critérios internacionais. Nota: As Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting Standard - IAS), atualmente conhecidas como normas IFRS (International Financial Reporting Standard) são importantes, pois conferem maior transparência e qualidade às informações contábeis, dando maior segurança aos investidores. A Receita Federal do Brasil tratou desse assunto por meio da Instrução Normativa RFB nº 949 de , trazendo a obrigatoriedade de novos registros por meio do Controle Fiscal Contábil de Transição (FCont). Neste Roteiro, trataremos dessa nova obrigação acessória, cujo aplicativo foi aprovado pela Instrução Normativa RFB nº 967 de Nota: Sobre o RTT, vide nosso Roteiro "IRPJ, CSLL, PIS e COFINS - Regime Tributário de Transição - RTT - Lei nº de 2009".

2 I - Instituição do FCont Por meio da Instrução Normativa RFB nº 949 de 2009, foi instituído o Controle Fiscal Contábil de Transição (FCont) para fins de registros auxiliares conforme previsão do inciso II do 2º do art. 8º do Decreto-Lei nº 1.598, de 1977 (que trata de livros fiscais). Nota: Referido dispositivo legal dispõe: " 2º Para fins da escrituração contábil, inclusive da aplicação do disposto no 2º do art. 177 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, os registros contábeis que forem necessários para a observância das disposições tributárias relativos à determinação da base de cálculo do imposto de renda e, também, dos demais tributos, quando não devam, por sua natureza fiscal, constar da escrituração contábil, ou forem diferentes dos lançamentos dessa escrituração, serão efetuados exclusivamente em: I - livros ou registros contábeis auxiliares; ou II - livros fiscais, inclusive no livro de que trata o inciso I do caput deste artigo." Fundamentação: art. 7º da Instrução Normativa RFB nº 949 de 2009 II - Obrigatoriedade O FCont é obrigatório para as pessoas jurídicas sujeitas cumulativamente ao lucro real e ao RTT. Dispõe o 4º do art. 8º da Instrução Normativa RFB nº 949 de 2009, que no caso de não existir lançamento com base em métodos e critérios diferentes daqueles prescritos pela legislação tributária, baseada nos critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007, fica dispensada a elaboração do FCont. Contudo, o art. 5º da Instrução Normativa RFB nº 967 de 2009 determina que no caso de não existir lançamento com base em métodos e critérios diferentes daqueles aplicáveis para fins tributários, a pessoa jurídica deverá apresentar os dados a que se refere o art. 1º do mesmo ato, sem os lançamentos (expurgos e inserções), apenas com a identificação do contribuinte. Assim, recomenda-se a todos os contribuintes sujeitos cumulativamente ao RTT e ao lucro real, que enviem o FCont ao fisco federal, ainda que não tenham lançamentos a fazer. Fundamentação: art. 7º da Instrução Normativa RFB nº 949 de 2009; art. 5º da Instrução Normativa RFB nº 967 de 2009 III - Escrituração O FCont é uma escrituração, das contas patrimoniais e de resultado, em partidas dobradas, que considera os métodos e critérios contábeis aplicados pela legislação tributária. A utilização do FCont é necessária à realização dos ajustes relativos às diferenças entre os critérios contábeis e os tributários provocados pelas novas normas contábeis da Lei das S/A, não podendo ser substituído por qualquer outro controle ou memória de cálculo. Para fins de escrituração do FCont, poderá ser utilizado critério de atribuição de custos fixos e variáveis aos produtos acabados e em elaboração mediante rateio diverso daquele utilizado para fins societários, desde que esteja integrado e coordenado com o restante da escrituração, nos termos do art. 294 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de O atendimento a essa condição impede a aplicação do disposto no art. 296 do Decreto nº 3.000, de 1999.

3 Fundamentação: art. 8º da Instrução Normativa RFB nº 949 de 2009 III.1 - Lançamentos Os dados a serem apresentados por intermédio do Programa do FCont consistem em lançamentos referentes aos mesmos fatos, mas considerando critérios diferenciados, quais sejam: a) lançamentos realizados na escrituração contábil para fins societários, que devem ser expurgados; e b) lançamentos considerando os métodos e critérios contábeis aplicáveis para fins tributários, que devem ser inseridos. Ou seja, no Programa Gerador do FCont devem ser informados os lançamentos que existem na escrituração comercial, mas que devem ser expurgados para remover os reflexos das alterações introduzidas pela Lei nº de 2007, e pelos arts. 37 e 38 da Lei nº de 2009, que modifiquem o critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na escrituração contábil para apuração do lucro líquido do exercício definido no art. 191 da Lei nº de 1976; bem assim os lançamentos não efetuados na escrituração comercial, mas que devam ser incluídos para fins de apuração do resultado com base na legislação vigente em Determina ainda o 3º do art. 1º da Instrução Normativa RFB nº 967 de 2009, que no caso da pessoa jurídica que tenha adotado a Escrituração Contábil Digital (ECD), nos termos da Instrução Normativa RFB Nº 787 de 2007, a escrituração contábil para fins societários, considerada como ponto de partida para os expurgos e inserções, será a própria ECD. No caso da pessoa jurídica que não tenha adotado a ECD e esteja sujeita à apresentação do FCont, a apresentação da escrituração contábil para fins societários fica condicionada à intimação por parte da autoridade fiscal. Fundamentação: 1º, 3º e 4º do art.1º da Instrução Normativa RFB nº 967 de 2009 III.2 - Substituição dos dados Os lançamentos tanto de expurgos quanto de inserções a que se refere o art. 1º da Instrução Normativa RFB nº 967 de 2009, relativos ao ano-calendário de 2008, poderão, excepcionalmente, ser substituídos até a apresentação de dados referentes a 2009 ou até o final do prazo fixado para apresentação da DIPJ 2010, o que ocorrer primeiro. Fundamentação: art. 4º da Instrução Normativa RFB nº 967 de 2009

4 III.3 - Esquema prático Nota: Esquema extraído do Manual de Ajuda do Aplicativo FCont. IV - Prazo para apresentação O prazo de entrega dos dados contidos no FCont, regra geral, será o mesmo prazo fixado para apresentação da DIPJ. Excepcionalmente para dados relativos ao ano-calendário de 2008, o prazo será encerrado às 23h59min (vinte e três horas e cinquenta e nove minutos), horário de Brasília, do dia 30 de novembro de Para os casos de cisão, cisão parcial, fusão, incorporação ou extinção ocorridos em 2009 e em 2010, até o mês anterior ao prazo final da apresentação da DIPJ do exercício de 2010 (DIPJ 2010, ano-calendário 2009), a apresentação dos dados pelo FCont deverá ocorrer no mesmo prazo fixado para apresentação da DIPJ Fundamentação: art. 2º da Instrução Normativa RFB nº 967 de 2009 V - Forma de elaboração Os dados a serem informados pelo FCont, deverão ser enviados mediante a utilização do aplicativo disponibilizado no sítio da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) na Internet, no endereço

5 O Instrução Normativa RFB nº 967 de 2009 aprovou o Programa Validador e Assinador da Entrada de Dados para o Controle Fiscal Contábil de Transição (FCont). Nota: Para a apresentação do FCont é obrigatória a assinatura digital mediante utilização de certificado digital válido. V.1 - Diagrama de utilização do Programa FCont Nota: Extraído do Manual de Ajuda do Aplicativo FCont. V.2 - Leiaute, regras de validação e tabelas de códigos aplicáveis O Ato Declaratório Executivo COFIS nº 49 de 2009 aprovou o leiaute e as regras de validação aplicáveis aos campos e registros utilizados no PVA-Fcont, nos termos de seu Anexo Único. Determina ainda referido ato, que o PVA-Fcont utilizará as tabelas de código definidas nos Atos Declaratórios Executivos Cofis nº 36, de 18 de dezembro de 2007, e nº 20, de 28 de maio de 2009, que são aplicadas à Escrituração Contábil Digital. Eduardo Purcena Analista de Negócios siagri.com.br

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