Renda Fixa. Análise de Mercado

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1 Renda Fixa renda-fixa-brasil, risco-brasil, fra-cambial, juros-brasileiros, paridade-descoberta-das-taxas-de-juros, us-treasuries, análise-do-dólar, análise-do-di-futuro, bond-soberano-brasileiro, siautukowatari Mercado aguarda Selic estável, mas a demanda por prêmios aumenta Enquanto o yield do T-Bond de 10 anos oscila em breve congestão, aos 2,2% representando um dos principais referenciais de renda fixa em âmbito global, os retornos da renda fixa doméstica ampliam os seus prêmios, na esteira do atual movimento de forte alta do dólar, tanto futuro quanto spot, e do CDS brasileiro de 5 anos, que renova máximas históricas. Refletindo este cenário, os agentes vem demandando maiores prêmios em todos os contratos futuros de DI, que se situam acima de 14% ao longo de toda a curva a termo, e embutem em suas posições os recentes anúncios sobre o déficit primário e o PIB do segundo trimestre. Dessa forma, ainda que as expectativas apontem para a manutenção da taxa Selic na reunião do Copom desta semana (conforme apuração da Bloomberg e do Relatório Focus), o mercado precifica novos vetores de alta sobre a paridade descoberta das taxas de juros, convergindo para incrementos sucessivos dos retornos do DI futuro, NTN-B e bond soberano brasileiro, abrindo oportunidades pouco comuns para captura de yield. O quadro se mostra especialmente atrativo para investidores estrangeiros, mas, importa ponderar que, na mão contrária, o FRA Cambial apresenta tendência de queda, com recuo em todos os seus contratos em linha com os maiores descontos provocados pela alta do dólar futuro. US Treasuries. Embora a sua tendência geral seja de baixa, o retorno do T-bond de 10 anos retomou a configuração de incertezas, oscilando em torno do referencial de 2,200% e mantendo-se em linha com a média das últimas 200 cotações. Neste momento, porém, merece destaque uma rara situação de convergência, em que coincidem as médias de 200 e de 30 dias entre si e com o próprio yield do momento, como observado em mai/2014 o que reforça o comportamento de incertezas. Uma reversão da tendência primária apenas seria possível se o retorno do T-bond superar 2,500% com consistência. T-bond de 10 anos (yield % a.a.) Análise de Mercado Referências de Mercado 1º. de setembro de 2015 Renato Odo, CNPI-P % a.a. Meta Selic (29-jul-2015) 14,25 Selic Over (31-agosto-2015) 14,15 CDI Over (31-agosto-2015) 14,13 TR (ago-2015) 1,47 Poupança (agosto-2015) 8,27 TJLP (durante o 3T15) 6,50 Títulos Públicos Federais % a.a. IMA-B (julho-2015) 11,23 IMA-C (julho-2015) 9,70 IMA-S (julho-2015) 12,10 IMA-Geral (julho-2015) 10,82 Índices de Preço (12M) % a.a. IPCA (jul-2015) 9,56 INPC (jul-2015) 9,81 INCC-C (ago-2015) 7,12 IGP-M (ago-2015) 7,55 IGP-DI (jul-2015) 7,43 Fontes: Bloomberg, FGV, IBGE, Anbima, Bacen e BB Investimentos Nos últimos 5 anos, o yield vem respeitando uma longa linha de baixa, com o maior pico em 3,986% (negociado em 05/04/2010) e a menor cotação em 1,387% (em 24/07/2012). T-bond de 10 anos (yield % a.a.) Risco Brasil. Com a superação de importantes referenciais de preço, o CDS brasileiro de 5 anos ganha espaço para percorrer as cotações situadas entre os atuais 364 pontos e o ápice de 586 pontos, registrado em 24/10/2008 (por ocasião da crise subprime). Os padrões gráficos formados desde set/2014 configuram, portanto, forte movimento de alta, entre breves correções em prazos mais curtos. O movimento atual busca os patamares de 385 e 462 pontos, mas podem repetir o referido topo em 586 pontos. Por outro lado, uma hipotética reversão para baixa só seria possível se o CDS perder os 306 pontos. Confira também o relatório Mercado Secundário de Debêntures clique aqui. 1º. de setembro de / 6

2 Renda Fixa Credit Default Swap Brasil 5 anos (% a.a.) Credit Default Swap Brasil 5 anos (% a.a.) Bond soberano. Com registro de topos e fundos ascendentes, permanece em alta o retorno do bond soberano brasileiro com vencimento em 2025 (cupom de 4,25%), respeitando as configurações de canal de alta e rompimento de topos históricos. Por outro lado, no curto prazo, o yield oscila em torno do importante referencial de 5,100%, mas sem apresentar, até o momento, sinais expressivos de mudança de tendência. No entanto, embora bem menos provável, se perder o nível de 4,755%, o yield poderia reverter a tendência atual e buscar cotações mais baixas como os níveis de 4,578% e 4,432%. Bond Soberano Brasileiro com vencimento em 2025 (yield % a.a.) Juros Brasileiros. A estrutura a termo das taxas DI se elevou em toda a sua extensão, retomando um perfil mais horizontalmente plano entre abr/2017 e jan/2022, em meio a pregões de liquidez e volatilidade elevadas. As taxas de todos os contratos se situaram acima dos 14% a.a., com yields maiores entre os derivativos mais curtos (até out/2016) e entre os últimos da estrutura, posteriores a jan/2025, que acompanharam a alta do CDS Brasil de 5 anos. 1º. de setembro de / 6

3 10/1/ /3/ /1/2015 1/4/2016 2/1/2016 3/1/2016 4/1/2016 5/2/2016 6/1/2016 7/1/2016 8/1/2016 9/1/ /3/ /1/ /1/2016 1/2/2017 4/3/2017 7/3/ /2/2017 1/2/2018 4/2/2018 7/2/ /1/2018 1/2/2019 4/1/2019 7/1/ /1/2019 1/2/2020 4/1/2020 7/1/ /1/2020 1/4/2021 4/1/2021 7/1/ /1/2021 1/3/2022 7/1/2022 1/2/2023 7/3/2023 1/2/2024 7/1/2024 1/2/2025 1/2/2026 1/2/2029 1/2/2030 Renda Fixa Ao longo da semana, o mercado acompanhou importantes vetores de alta às taxas DI, como a apuração de déficit primário em junho e a retomada da força altista do dólar, mas, também, vetores de baixa, como o enfraquecimento do PIB e um momentâneo arrefecimento da aversão global ao risco, por parte de investidores estrangeiros. No Brasil, foram divulgados o PIB apurado no segundo trimestre deste ano, com recuo de -2,6% na comparação com igual período do ano anterior, e a apuração de déficit primário em julho, no valor de R$ 10,019 bilhões. No entanto, até o fechamento de ontem prevaleceram as forças de alta sobre as taxas dos contratos futuros de DI, notadamente após a entrega da proposta orçamentária de 2016 ao Congresso, que considerou nos cálculos a previsão de déficit primário de R$ 30,5 bilhões em 2015 (correspondendo a 0,5% do PIB). Na manhã de hoje, a Fitch divulgou comentários, ponderando o novo dado com o cenário-base de suas análises. O contexto atual, que se refletiu nos movimentos do mercado de juros, foi confirmado pela expectativa de mercado, compilada no relatório Focus publicado ontem, acrescentando mais uma estimativa de recuo do PIB, não apenas para 2015 (-2,26%), mas também para 2016 (-0,40%), em relação à semana anterior. Ademais, também a expectativa de produção industrial voltou a recuar na pesquisa do Focus desta semana, reduzindo-se de -5,20% para -5,57%. Após dezessete semanas seguidas de alta e duas de estabilidade, o Focus revelou que a expectativa para o IPCA de 2015 continua a ceder ligeiramente, pela segunda semana seguida (recuando de 9,29% para 9,28%), mas com a perspectiva de retomada e alta dos preços administrados (em 15,20%). Nesta semana está agendada reunião do Comitê de Política Monetária, para definição da taxa básica de juros. As estimativas de mercado compiladas pela Bloomberg convergem para manutenção da taxa Selic nos atuais 14,25% a.a. Os volumes iniciaram a semana em níveis elevados (na casa de mil negócios) e terminaram o período com ligeira diminuição, mas performando um total semanal relativamente alto (com registro de média diária de 1.496,8 mil negociações, contra 1.050,9 mil na semana anterior). Curva da Estrutura a Termo Taxa Interbancária Brasileira (Juros em % a.a., Volume em quantidade de contratos) ,000,000 1,800,000 1,600,000 1,400,000 1,200,000 1,000, , , , ,000 - Volume Acumulado (Quantidade, em 5 pregões) O diferencial entre os contratos de vencimentos médios e longos (jan/2017 e jan/2021, de maior liquidez) reduziuse de forma volátil durante a última semana e registrou, novamente, uma maior influência do derivativo de jan/2021. A inclinação da curva continua ligeiramente negativa, mas vem apresentando, há várias semanas, diferenciais cada vez menores. (Observando os contratos de vencimentos médios e longos, é possível notar que os retornos se mostram menores entre os vencimentos mais longos, o que leva o desenho da curva a se inclinar para baixo, gradativamente, acompanhando a projeção do tempo. O tamanho dessa inclinação pode ser medido, comparando-se a taxa do contrato de médio prazo com a taxa de um contrato longo.) Prêmio de Risco Diferencial de Taxas em pontos percentuais (jan/17 x jan/21) Inversamente ao que se observou nos futuros de DI, o FRA Cambial recuou o seu yield em todos os contratos da curva, especialmente por conta da valorização do dólar no mercado futuro, que acarretaram maiores descontos sobre os retornos. 1º. de setembro de / 6

4 01-out nov dez jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez jan fev mar abr-17 1-Nov-15 1-Dec-15 1-Jan-16 1-Feb-16 1-Mar-16 1-Apr-16 1-May-16 1-Jun-16 1-Jul-16 1-Aug-16 1-Sep-16 1-Oct-16 1-Nov-16 1-Dec-16 1-Jan-17 1-Feb-17 1-Mar-17 1-Apr-17 1-May-17 1-Jun-17 1-Jul-17 Renda Fixa Curva da Estrutura a Termo FRA Cambial (Juros descontados pelo câmbio em % a.a., Volume em milhares de contratos) Volume Acumulado (Quantidade, nos 2 pregões) Dólar Futuro x Real na BM&FBovespa (R$ por US$) ago ago-15 Dólar comercial interbancário. O forte gap de abertura observado na semana passada não foi fechado e o movimento altista prosseguiu, com força, superando a média móvel de 30 dias. A moeda cumpriu os três principais objetivos da atual tendência (R$ 3,20; R$ 3,31; R$ 3,55) e, neste momento, permanece em campo de alta, direcionada aos níveis de R$ 3,65 e R$ 3,75, ainda em horizonte de curto prazo. Após o rompimento da linha de tendência de baixa, em junho, o dólar segue em tendência de alta, em meio a volatilidades de curto prazo situadas em campo altista (especialmente pela superação do nível de Fibonacci de R$ 3,10 e pela consistente sustentação do preço acima da média móvel de 30 dias). Por outro lado, apenas se perder o fundo em R$ 3,22, de forma consistente, a moeda pode reverter a tendência de alta e buscar os patamares de R$ 3,07 e R$ 2,88 o que se torna cada vez menos provável no momento. 1º. de setembro de / 6

5 Renda Fixa De janeiro a março, a cotação do dólar no mercado spot apresentou forte valorização, rompendo níveis importantes, como o topo em R$ 2,90, e vem se mantendo acima desse referencial até o momento. Ao longo do período, porém, o mês de maio foi marcado por uma particular redução da volatilidade, sob a forma de um padrão gráfico triangular que costuma anteceder movimentos mais intensos de alta ou de baixa, quando rompido. Em julho, entretanto, a oscilação foi efetivamente rompida e confirmada, rumando em direção a preços cada vez mais altos e alinhando-se à tendência primária de alta. Cabe notar que não apenas o padrão triangular foi rompido, mas também foi superado os próprios níveis de Fibonacci em R$ 3,03 e R$ 3,10, além do nível de R$ 3,22, os quais figuraram como um relevantes resistências históricas. Entre o ápice observado em set/2002 e o fundo registrado em jul/2008, a cotação do dólar comercial (interbancário) oscilou em meio a baixas sucessivas, partindo de R$ 3,74 e chegando a R$ 1,55 (nos fechamentos mensais). Contudo, o comportamento posterior merece especial destaque, em vista da formação de um consistente movimento de alta, pouco comum, identificado pelo rompimento de sequências baixistas de prazos menores e pela acumulação e convergência de médias. Paralelamente, também o fundo formado em R$ 1,55 que foi tocado em dois momentos e respeitado como um limite à força de baixa reforça a cotação para níveis sucessivamente maiores, em harmonia com os níveis de preço referenciados pela série de Fibonacci. Esta força altista, por fim, ganhou um novo e forte impulso no mês de março, que ultrapassou o canal de alta formado desde o final de 2011, levando a cotação do dólar a níveis cada vez maiores. 1º. de setembro de / 6

6 Disclaimer Administração Diretor Sandro Kohler Marcondes Gerente-Executivo Carlos Eduardo Omine Equipe de Pesquisa BB Securities Head of Research - Nataniel Cezimbra 4th Floor, Pinners Hall Old Broad St. London EC2N 1ER - UK Renda Variável (facsimile) Demanda Oferta Managing Director Analista-Chefe: Mário Bernardes Junior Analista-Chefe: Victor Penna Vinicius Balbino Bouhid +44 (207) Bancos e Serviços Financeiros Agribusiness Deputy Managing Director Mário Bernardes Junior Luciana de Carvalho Selma da Silva +44 (207) Director of Sales Trading Carlos Daltozo Márcio de Carvalho Montes Boris Skulczuk +44 (207) Head of Sales Rafael Reis Nick Demopoulos +44 (207) Institutional Sales Annabela Garcia +44 (207) Consumo Infraestrutura e Concessões Melton Plumber +44 (207) Maria Paula Cantusio Renato Hallgren Renata Kreuzig +44 (207) Trading Bruno Fantasia +44 (207) Imobiliário Materiais Básicos Gianpaolo Rivas +44 (207) Daniel Cobucci Gabriela Cortez Head of M&A Paul Hollingworth +44 (207) Indústrias e Transportes Petróleo e Gás Mário Bernardes Junior Wesley Bernabé Kamila dos Santos Oliveira Banco do Brasil Securities LLC 535 Madison Avenue 34th Floor New York City, NY USA Saúde e Educação Utilities (Member: FINRA/SIPC/NFA) Mário Bernardes Junior Wesley Bernabé Managing Director Daniel Alves Maria +1 (646) Mariana Ruza Paulon Viviane da Cruz Silva Managing Director Carla Sarkis Teixeira +1 (646) Institutional Sales - Equity Charles Langalis +1 (646) Renda Fixa e Estratégia de Mercado Institutional Sales - Fixed Income Analista-Chefe: Wesley Bernabé Cassandra Voss +1 (646) Renda Fixa, Moedas e Commodities Estratégia de Mercado DCM Renato Odo Hamilton Moreira Alves Richard Dubbs +1 (646) Syndicate José Roberto dos Anjos Fabio Cardoso Kristen Tredwell +1 (646) Sales Este relatório foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes, em princípio, fidedignas e de boa-fé. Entretanto, o BB-BI não declara nem garante, expressa ou tacitamente, que essas informações sejam imparciais, precisas, completas ou corretas. Todas as recomendações e estimativas apresentadas derivam do julgamento de nossos analistas e podem ser alternadas a qualquer momento sem aviso prévio, em função de mudanças que possam afetar as projeções da empresa. Este material tem por finalidade apenas informar e servir com instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento. Não é, e não deve ser interpretado como uma oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. É vedada a reprodução, distribuição ou publicação deste material, integral ou parcialmente, para qualquer finalidade. Nos termos do art. 18 da ICVM 483, o BB - Banco de Investimento S.A declara que: 1 - A instituição pode ser remunerada por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); o Conglomerado Banco do Brasil S.A pode ser remunerado por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório, ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s). 2 - A instituição pode possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), mas poderá adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da empresa(s) no mercado; o Conglomerado Banco do Brasil S.A pode possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderá adquirir, alienar e intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado. 3 - As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas à mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Michelle Malvezzi +1 (646) Myung Jin Baldini +1 (646) BB Securities Asia Pte Ltd Managing Director 6 Battery Road #11-02 Singapore, Marcelo Sobreira Director, Head of Sales José Carlos Reis Institutional Sales Equipe de Vendas Paco Zayco Atacado: Varejo: Amelia Khoo Gerente Antonio Emilio Ruiz Gerente Márcio Carvalho José Bianca Onuki Nakazato Mário D'Amico BB-Banco de Investimento S.A. BB-BI Bruno Finotello Rodrigo Ataíde Roxo Rua Senador Dantas, º andar Denise Rédua de Oliveira Rio de Janeiro RJ - Brasil Edger Euber Rodrigues Tel. (21) Fax (21) Elisangela Pires Chaves Henrique Reis Marcela Andressa Pereira Viviane Ferro Candelária 6 / 6

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