Modelo de Oferta e Demanda Agregada (OA-DA)



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Modlo d Ofrta Dmanda Agrgada (OA-DA) Lops Vasconcllos (2008), capítulo 7 Dornbusch, Fischr Startz (2008), capítulos 5 6 Blanchard (2004), capítulo 7 O modlo OA-DA xamina as condiçõs d quilíbrio dos mrcados d bns, d ativos do mrcado d trabalho. Os dois primiros mrcados rfltm a curva d dmanda agrgada o mrcado d trabalho rflt as implicaçõs do mrcado d trabalho. A rlação d ofrta agrgada xprssa os fitos do produto sobr o nívl d prços. Ela driva do comportamnto dos prços salários. Salários, Prços Dsmprgo: O salário nominal agrgado (W) dpnd d 3 fators: 1. Nívl sprado d prços = P 2. Taxa d Dsmprgo = u (rlação ngativa/ invrsa) 3. Variávl abrangnt z, qu rprsnta todas as outras variávis qu podm aftar o rsultado da fixação dos salários (rlação positiva/ dirta). Assim: 1) Nívl Esprado d Prços (P ) O nívl d prços é important na dtrminação do salário, pois os trabalhadors s procupam com os salários rais (w/p). Do msmo modo, as mprsas s procupam com os salários rais. A idéia aqui é qu um aumnto no nívl sprado d prços lva a um aumnto do salário nominal na msma proporção. Os salários nominais são fixados no príodo t quando o nívl d prços rlvants (m t+1) ainda não é conhcido. Por isso os salários dpndm do nívl sprado d prços. 2) Taxa d Dsmprgo (u) Um dsmprgo mais alto nfraquc o podr d ngociação dos trabalhadors forçando-os a rcbr um salário mais baixo. 3) Outros Fators Por convnção dfin-s qu um aumnto m z impliqu um aumnto do salário. Exmplos: sguro dsmprgo, aumnto do salário mínimo, contrato d trabalho d stabilidad. Dtrminação dos prços: W = P F( u, z) Os prços fixados plas mprsas dpndm dos custos com qu las s dfrontam. Os custos dpndm da função d produção dos prços dos insumos. Supondo qu a mprsa

produz bns usando o trabalho como único fator d produção (hipóts simplificadora, pois usam capital, matérias-primas há progrsso tcnológico): Y = AN Y = produto; N = mprgo; A = produtividad do trabalho (produto por trabalhador) constant. Dada a hipóts qu A é constant ( 1 funcionário produza 1 unidad d produto), podmos rscrvr a xprssão antrior como: Y = N Qu implica qu o custo d produzir uma unidad adicional d produto sja o custo d mprgar um funcionário adicional. O custo d produzir 1 unidad adicional d produto é igual a W. S houvss concorrência prfita no mrcado d bns, o prço d uma unidad d produto sria igual ao custo marginal (P = W). Contudo, a maioria dos mrcados não são prfitamnt comptitivos as mprsas cobram um prço maior do qu o su custo marginal, ou sja: µ = margm (markup) do prço sobr o custo. Nst caso, P srá maior do qu o custo W por um fator igual a P = (1+ µ)w Dividindo ambos lados da quação d dtrminação d prços plo salário nominal, trmos: P/W = 1+ µ Assim, a razão ntr o nívl d prços o salário rsultant do comportamnto d prços das mprsas é igual a 1 mais a margm. Invrtndo os lados dsta quação, obtmos o salário ral rsultant: w 1 = p 1 + µ Esta quação indica qu as dcisõs d fixação d prços dtrminam o salário ral pago plas mprsas. Um aumnto da margm lva as mprsas a aumntarm sus prços, dado o salário qu têm d pagar; d forma quivalnt, um aumnto da margm lva a uma diminuição do salário ral. Substituindo a taxa d dsmprgo (u) por sua xprssão m trmos d produto, tmos: Ond: U = dsmprgo L = força d trabalho P = ( 1 + µ ) W U L N N Y u = = = 1 = 1 L L L L 2

N = mprgo Lmbrando qu Y = N. Substituindo u por 1-(Y/L) m, P = P ( 1 µ ) F( u, z) tmos: Y P = P ( 1 µ ) F(1, z) L Esta é a rlação ofrta agrgada (ou rlação do mrcado d trabalho). O nívl d prços (P) dpnd do nívl sprado d prços (P ) do nívl d produto (Y), assim como do markup, da variávl abrangnt (z) da força d trabalho (L). A rlação OA tm 2 propridads importants: 1) Um aumnto do produto lva a um aumnto no nívl d prços. Sgum os quatro passos: i. Um aumnto do produto lva a um aumnto do mprgo; ii. Um aumnto do mprgo lva a uma quda no dsmprgo, portanto, a uma diminuição da taxa d dsmprgo; iii. Uma taxa d dsmprgo mnor lva a um aumnto do salário nominal; iv. Um aumnto do salário nominal lva a um aumnto no nívl d prços. Y N u W P 2) Um aumnto do nívl sprado d prços lva a um aumnto do nívl d prços ftivo d msma magnitud, ou sja: a) S os fixadors d salários (sindicatos) spram qu o nívl d prços sja mais alto, fixam um salário nominal mais alto. b) O aumnto do salário nominal lva a um aumnto d custos, o qu lva a um aumnto dos prços fixados plas mprsas a um nívl d prços mais alto. A Curva d Ofrta Agrgada P W P A rlação ntr P Y, para um dado valor d P é rprsntada pla figura a sguir. OA aprsnta 3 propridads: 1. OA é positivamnt inclinada. Assim, a atividad conômica m xpansão prssiona os prços. 2. OA passa plo ponto A, m qu Y = Y n P = P. O nívl d prços é igual ao nívl d prços sprado quando o produto é igual ao nívl natural d produto. 3

3. Um aumnto d P dsloca a curva d ofrta agrgada para cima uma quda d P dsloca OA para baixo. A um dado nívl d produto, o aumnto d P lva a um aumnto m W, qu lva a um aumnto dos prços. Assim, a qualqur nívl d produto, o nívl d prços é mais alto. OA dsloca para cima. Inclinação da curva d ofrta agrgada Dpnd da snsibilidad dos salários às variaçõs no nívl d mprgo: s o salário nominal for pouco snsívl às variaçõs no produto mnos inclinada é a ofrta agrgada vic-vrsa. Curva OA: casos xtrmos Caso Kynsiano O caso kynsiano stá basado na noção d qu prços salários sjam rígidos. Enquanto o salário nominal for fixo, o nívl d prços também srá fixo a produção srá dtrminada totalmnt plas condiçõs da dmanda agrgada. A curva OA é horizontal. 4

A ofrta d trabalho é infinitamnt lástica. Pod fazr política montária fiscal qu há aumnto do produto, m função do dslocamnto da dmanda agrgada. Caso Clássico O mrcado d trabalho stá m quilíbrio. Qualqur variação na dmanda agrgada provoca apnas aumnto dos prços. Dslocamnto da curva d ofrta agrgada 5

Dado qu Y = Y n P = P um aumnto m P lva a um aumnto nos salários, qu lva a uma aumnto m P. Assim, no nívl d produto igual a Y n o nívl d prços srá mais alto. A curva d Ofrta Agrgada s dsloca para cima. Outros fators qu dslocam a ofrta agrgada são: 1. Sguro dsmprgo: s houvr um aumnto do sguro dsmprgo, dado o produto, os trabalhadors trão maior podr d barganha nas ngociaçõs d salários, aumntando os salários os prços. OA s dsloca para cima. 2. S as mprsas aumntam o markup, com produto dado, havrá um aumnto nos prços. OA dsloca para cima. 3. O aumnto do salário nominal aumnta os custos d produção, dado o produto, havrá aumnto dos prços. OA dsloca para cima. S considrarmos qu a função d produção é dada por Y = AN, mudanças na produtividad o avanço tcnológico dslocam a ofrta agrgada. Um aumnto na produtividad dsloca OA para baixo, porqu dado o produto, a maior produtividad diminui os custos com salários, consqüntmnt, os prços. Um avanço tcnológico também dslocará a ofrta agrgada para baixo. Dmanda Agrgada A rlação dmanda agrgada rprsnta o fito do nívl d prços sobr o produto. É drivada das condiçõs d quilíbrio do mrcado d bns montário. O quilíbrio do mrcado d bns é dado por: IS: Y = C(Y T )+ I (Y, i)+ G O quilíbrio no mrcado montário é dado por: M LM: = YL(i) P Na figura a sguir, o quilíbrio do mrcado d bns montário é dado no ponto A. Um aumnto do nívl d prços, diminui o stoqu ral d moda M/P. Isto implica qu a curva LM s dsloca para cima. A um dado nívl d produto, o stoqu ral d moda mais baixo lva a um aumnto da taxa d juros o quilíbrio passa para o ponto A. A taxa d juros aumnta d i para i, o produto diminui d Y para Y. A rlação DA é dada por: M Y = Y, G, T P A rlação ngativa ntr produto nívl d prços é mostrada com a DA ngativamnt inclinada na figura a sguir. Qualqur variávl, xcto o nívl d prços, qu dsloqu ou a curva IS ou a curva LM também dslocará a rlação d dmanda agrgada. Um aumnto dos gastos do govrno dslocará a DA para a dirta. Já uma contração montária lvará a um dslocamnto para a squrda da DA. 6

(P) A inclinação da curva DA Quanto mais inclinada é a curva IS, mais inclinada é a DA. Lmbrando qu a inclinação da IS é dada por: [( 1 - c) / b]. Quanto maior 1-c quanto mnor a snsibilidad juros do invstimnto mais inclinada é a IS. A inclinação da DA é dtrminada pla ficácia da política montária. Quanto maior a ficácia da política montária, mnos inclinada é a DA. 7

DA srá mnos inclinada quanto mnor a snsibilidad juros da dmanda por moda quanto maior a snsibilidad juros da dmanda por invstimntos; DA srá mnos inclinada quanto maior o multiplicador da rnda quanto mnor a snsibilidad rnda da dmanda por moda. Curva DA: casos xtrmos Nss caso a curva LM é vrtical. Nss caso a curva LM é quas horizontal. Equilíbrio OA-DA Curto prazo Juntando as rlaçõs OA-DA ocorr a dtrminação do quilíbrio do produto do nívl d prços. Not qu o nívl sprado d prços dtrmina a posição da OA, portanto, a dtrminação d Y P. No curto prazo, vamos considrar qu P não s altra. Mas no longo prazo, ocorrm mudanças m P, dslocando OA mudando o quilíbrio. Juntando as rlaçõs OA DA tm-s: Y OA = P = P ( 1 µ ) F(1, z) L DA = M Y = Y, G, T P 8

O quilíbrio d curto prazo ocorr no ponto A (m qu Y >Y n ). Nst ponto, os mrcados d bns, montário d trabalho stão m quilíbrio. No curto prazo não há razão para qu o produto sja igual ao produto natural. O quilíbrio d médio/longo prazo Vimos na figura antrior qu no ponto A o produto d quilíbrio é suprior ao nívl natural d produto. Assim, sabmos qu o nívl d prços é maior do qu o nívl sprado d prços maior do qu o nívl d prços sprado plos fixadors d salários no momnto m qu fixam os salários nominais. O fato d P sr maior do qu P provavlmnt lvará aos fixadors d salários a aumntarm as suas xpctativas quanto ao nívl d prços qu ocorrrá no futuro. Na próxima vz qu fixarm os salários nominais considrarão um P maior (P > P ). Ess aumnto do nívl sprado d prços implica qu, no próximo príodo, OA srá dslocada para cima (OA ). Para um dado nívl d produto, os fixadors d salários spram um nívl d prços mais alto. Els fixam W mais alto, o qu lva as mprsas a fixar um prço mais lvado. Assim, P aumnta. O dslocamnto para cima d OA implica qu a conomia s mov para cima sobr a curva DA. O quilíbrio ocorr m A. O produto cai para Y. Mas, o ajust não acaba no ponto A. Nst ponto Y ainda é maior do qu Y n P> P. Diant disso, os fixadors d salários continuam a aumntar as suas xpctativas do nívl d prços. O ajust trmina m A m qu Y = Y n P = P. Enquanto o produto stivr acima do nívl natural, o nívl d prços stará acima do sprado. Isto lva aos fixadors d salários a aumntar as suas xpctativas do nívl d prços, lvando ao aumnto do nívl d prços. O aumnto do nívl d prços lva a uma diminuição do stoqu ral d moda, o qu lva a um aumnto da taxa d juros, diminuindo o produto. O ajust ocorr quando Y = Y n P = P, assim, as xpctativas não mudam mais. No médio prazo, o produto volta ao nívl natural d produto. 9

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Modlo d Ofrta Dmanda Agrgada (OA-DA) Part 2 Lops Vasconcllos (2008), capítulo 7 Blanchard (2004), capítulos 7 8 O quilíbrio d médio/longo prazo Vimos na figura antrior qu no ponto A o produto d quilíbrio é suprior ao nívl natural d produto. Assim, sabmos qu o nívl d prços é maior do qu o nívl sprado d prços maior do qu o nívl d prços sprado plos fixadors d salários no momnto m qu fixam os salários nominais. Y OA = P = P ( 1 µ ) F(1, z) L O fato d P sr maior do qu P provavlmnt lvará aos fixadors d salários a aumntarm as suas xpctativas quanto ao nívl d prços qu ocorrrá no futuro. Na próxima vz qu fixarm os salários nominais considrarão um P maior (P > P ). Ess aumnto do nívl sprado d prços implica qu, no próximo príodo, OA srá dslocada para cima (OA ). Para um dado nívl d produto, os fixadors d salários spram um nívl d prços mais alto. Els fixam W mais alto, o qu lva as mprsas a fixar um prço mais lvado. Assim, P aumnta. O dslocamnto para cima d OA implica qu a conomia s mov para cima sobr a curva DA. O quilíbrio ocorr m A. O produto cai para Y. Mas, o ajust não acaba no ponto A. Nst ponto Y ainda é maior do qu Y n P> P. Diant disso, os fixadors d salários continuam a aumntar as suas xpctativas do nívl d prços. O ajust trmina m A m qu Y = Y n P = P. Enquanto o produto stivr acima do nívl natural, o nívl d prços stará acima do sprado. Isto lva aos fixadors d salários a aumntar as suas xpctativas do nívl d prços, lvando ao aumnto do nívl d prços. O aumnto do nívl d prços lva a uma diminuição do stoqu ral d moda, o qu lva a um aumnto da taxa d juros, diminuindo o produto. O ajust ocorr quando Y = Y n P = P, assim, as xpctativas não mudam mais. No médio prazo, o produto volta ao nívl natural d produto. 11

Ajust do produto ao longo do tmpo Efitos d uma política montária Equilíbrio inicial Y = Y n, P = P A curva DA s dsloca para a dirita (DA ). No curto prazo, a conomia vai para o ponto A. O produto aumnta para Y o nívl d prços aumnta para P. M M/P Y Com o passar do tmpo, ocorr o ajust das xpctativas d prços. Os fixadors d salários rvêm as suas xpctativas, o qu faz a OA s dslocar para cima ao longo do tmpo. O procsso d ajust pára quando o produto volta ao nívl natural. Podmos idntificar o tamanho xato do aumnto no nívl d prços: o aumnto proporcional dos prços dv sr igual ao aumnto proporcional do stoqu nominal d moda. S o aumnto nominal d moda for d 10%, ntão o nívl d prços trmina 10% maior. A figura a sguir mostra o ajust ao longo do tmpo: 12

Em A Y > Y n. Há uma mudança nas xpctativas, OA s dsloca para OA. No longo prazo a conomia volta a oprar no ponto m qu Y = Y n. Efitos sobr a taxa d juros Há dois fitos m ação por trás do dslocamnto d LM para LM. Um é dvido ao aumnto d M. O outro, qu compnsa parcialmnt o primiro é o aumnto d P. S P não altrass, LM s dslocaria até LM o quilíbrio ocorrria no ponto B. Mas, P aumntou d P para P no curto prazo. Ao longo do tmpo P continua a aumntar. Isto rduz M/P LM s dsloca para cima (i aumnta Y cai). A taxa d juros rtorna ao nívl inicial. Nutralidad da Moda: No curto prazo, a xpansão montária lva a um aumnto do nívl d produto uma diminuição da taxa d juros a um aumnto no nívl d prços. 13

Ao longo do tmpo os prços aumntam mais os fitos da xpansão montária sobr o produto a taxa d juros dsaparcm. Assim, o aumnto da moda nominal não tm fito algum sobr o produto ou sobr a taxa d juros. A moda é nutra no longo prazo. Efitos d uma contração fiscal (rdução do déficit orçamntário) Equilíbrio inicial Y=Yn, P=P G Y A curva DA s dsloca para a dirita (DA ). No curto prazo, a conomia vai para o ponto A. O produto os prços cam para Y P. No longo prazo, os agnts corrigm suas xpctativas, sprando uma inflação mnor no futuro. OA s dsloca para s baixo até alcançar o novo quilíbrio m A. Efito sobr a taxa d juros S P não altrass, IS s dslocaria até IS o quilíbrio ocorrria no ponto B. Mas, P caiu d P para P no curto prazo, dslocando LM para LM. No curto prazo, o quilíbrio ocorr no ponto A. Ao longo do tmpo P continua a cair. Isto aumnta M/P LM s dsloca para baixo (i cai Y aumnta). 14

Curva d Ofrta Agrgada d Longo Prazo No longo prazo, a curva d ofrta agrgada é vrtical, ou sja, no longo prazo o único fito é o aumnto dos prços. Efitos d políticas montárias fiscais Rlação ntr lasticidads dslocamntos da DA: Quanto mais ficazs são as políticas montárias fiscais, maior a variação da rnda, portanto, maior é o dslocamnto da DA. Assim, no caso d uma política montária, quanto mnor a snsibilidad juros da dmanda por moda quanto maior a snsibilidad juros do invstimnto mais ficaz é a política montária. No caso d uma política fiscal, quanto maior o multiplicador, maior a snsibilidad juros d dmanda por moda mnor a snsibilidad juros do invstimnto, maior a ficácia da política fiscal. Efitos d um choqu: o aumnto dos prços do ptrólo (aumnto do markup) Como nst modlo considramos o trabalho como único fator d produção, para analisar o fito d uma mudança no prço do ptrólo, vamos considrar qu houv um aumnto no markup (dvido a um choqu nos prços do ptrólo). Vjamos primiro o fito d longo prazo, m sguida, os fitos d curto prazo. Um aumnto no prço do ptrólo lva a um W/P mnor a um u maior. No curto prazo, o aumnto do prço d ptrólo rflt-s m um aumnto no markup. Isto lva às mprsas aumntarm sus prços (aumnta P) para qualqur nívl d produto. OA s dsloca para cima. E quanto à DA? Ela pod s movr m razão das mudanças dos planos d Invstimntos das mprsas ou também pod sr movr dvido à rdução do consumo. Aqui vamos considrar qu DA não s mov a conomia passa a oprar no ponto A. 15

No Ponto A o produto é maior do qu o novo nívl natural d produto. A conomia s mov ao longo do tmpo para A. Nst ponto, o produto é mnor do qu o inicial os prços são ainda maiors. Essa combinação d crscimnto ngativo inflação alta foi chamada d stagflação. Uma sínts dos fitos d curto longo prazo Mcanismos d propagação A conomia é aftada por choqus na OA, na DA ou m ambos. Cada choqu tm fitos dinâmicos sobr o produto sus componnts. Ests mcanismos dinâmicos são chamados d mcanismos d propagação. A introdução das xpctativas: a curva d ofrta agrgada d Lucas (Lucas, 1973) A curva d ofrta d Lucas tm a sguint forma: Y = Y p + α(p P ) α > 0 16

Y p = Produto potncial à taxa natural d dsmprgo P = Nívl corrnt d prços P = Prço sprado α = snsibilidad d rsposta do produto a mudanças inspradas d prços S o nívl d prços corrnts suprar o nívl sprado, o produto suprará o produto potncial s for infrior, o produto srá infrior ao potncial. Caso as xpctativas dos agnts s confirmm com o nívl d prços igualando o sprado, o produto corrnt iguala o potncial. Assim uma política conômica não prvista (por xmplo, uma política montária d surprsa), qu ampli a dmanda agrgada (dsloqu-a para a dirita) tm no curto prazo, fito positivo sobr o produto, mas também tm fito positivo sobr os prços. No longo prazo, porém, apnas os prços são aftados. Problma d Extração d Sinal (Modlo d Ilhas): Os agnts rcbm informaçõs sobr sus prços, mas não sabm quanto da variação d sus prços rflt variaçõs do nívl gral d prços quanto rflt variaçõs dos prços rlativos. Os agnts têm xpctativas racionais, mas todas as informaçõs não são suficints para sabr xatamnt o qu stá ocorrndo. S o agnt acrdita qu o aumnto d su prço vai ocorrr dvido ao aumnto do nívl gral d prços, l simplsmnt aumnta sus prços sm modificar a quantidad produzida: OA é vrtical (o mrcado d trabalho stá m quilíbrio). Mas, s l acrdita qu havrá uma mudança nos prços rlativos, o agnt aumnta tanto os prços quanto a quantidad produzida: OA é mnos inclinada. Em conomias qu aprsntam grand instabilidad d prços a OA srá mais inclinada, porqu os agnts, na hora d fazr a xtração d sinal, tndm a achar qu houv um aumnto do nívl gral d prços. Em conomias mais stávis, OA srá mnos inclinada porqu os agnts, na xtração d sinal, tndm a achar qu houv uma mudança no prço rlativo. Sínts d Sachs Larrain (2000: p. 78):... podmos dizr qu a conomia aprsnta propridads kynsianas a curto prazo propridads clássicas a longo prazo. A curto prazo, as altraçõs na dmanda aftam tanto a produção como os prços, ao passo qu a longo prazo, só aftam os prços. 17

Curva d Phillips Supondo outra forma para a função F, tm-s: OA = P = P ( 1 µ ) F( u, z) F(u, z) = 1 αu + z Ela rprsnta a noção d qu, quanto maior u, mnor W ; quanto maior z maior W. O parâmtro alfa rprsnta a força do fito do dsmprgo sobr o salário. Substituindo F na OA. Assim: P = P ( 1 µ )(1 + αu + z) Sja π a taxa d inflação π a taxa d inflação sprada. A quação antrior pod sr rscrita como: π = π + ( µ + z) αu Um aumnto na inflação sprada lva a um aumnto na inflação ftiva; Dada a inflação sprada, um aumnto no markup, ou um aumnto m z lva a um aumnto na inflação; Dada a inflação sprada, um aumnto da taxa d dsmprgo, lva a uma diminuição da inflação. Rscrvndo a quação antrior com índics tmporais: t t π = π + ( µ + z) αu t Na primira vrsão, Phillips inicialmnt mostrou qu a taxa d mudança d salários dpnd ngativamnt da taxa d dsmprgo. Na vrsão modificada d Solow Samulson, a rlação passa a mostrar um trad off ntr inflação dsmprgo. Considrando qu na quação antrior a inflação sprada sja igual a zro (inflação corrnt não é aftada plas xpctativas), tmos: π = ( µ + z) α t u t Esta quação indica qu há uma rlação stávl ntr inflação dsmprgo. A curva d Phillips srá mais inclinada quanto maior for o alfa. Dado o nívl sprado d prços (=0), o dsmprgo mais baixo lva a um salário nominal mais alto. Em rsposta, as mprsas aumntam sus prços. Em razão do aumnto dos prços, os trabalhadors rivindicam um salário mais alto. Um salário maior lva às mprsas a um aumnto m sus prços. Ess mcanismo é chamado d spiral d prços salários. 18

Durant os anos d 1960 a inflação passou a tr um comportamnto consistntmnt positivo, modificando a manira como os agnts formam as suas xpctativas. A curva d Phillips foi modificada por Fridman Phlps, incluindo a formação d xpctativas. π t = θπ t 1 θ = rprsnta o fito da inflação do ano antrior sobr a inflação sprada do ano atual. Substituindo na rlação mostrada antriormnt, tmos qu: t t 1 π = θπ + ( µ + z) αu t Quando θ = 0, obtmos a CP original. Quando θ > 0, a taxa d inflação dpnd não apnas da taxa d dsmprgo, mas também da taxa d inflação do ano antrior. Quando θ = 1, a rlação s torna a sguint: π π = ( µ + z) αu t t 1 t Portanto, a taxa d dsmprgo afta não a taxa d inflação, mas a variação da taxa d inflação. O dsmprgo lvado lva a uma inflação dcrscnt. 19