JULIANA STEDILLE RICHELLY DE MACEDO RAMOS PROJETO DE PESQUISA AVALIAÇÃO EM ARTE

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1 UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL CENTRO DE FILOSOFIA E EDUCAÇÃO PROJETO NOSSA ESCOLA PESQUISA SUA OPINIÃO - PÓLO RS CURSO ESCOLA E PESQUISA: UM ENCONTRO POSSÍVEL JULIANA STEDILLE RICHELLY DE MACEDO RAMOS PROJETO DE PESQUISA AVALIAÇÃO EM ARTE Projeto de pesquisa apresentado junto ao curso de Extensão Escola e Pesquisa: um encontro Possível. Orientadora: Profª Edi jussara Candido Lorensatti Caxias do Sul 2013

2 Sumário 1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO TEMA Delimitação do Tema Problema JUSTIFICATIVA HIPÓTESES OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivos Específicos METODOLOGIA POPULAÇÃO/AMOSTRA RECURSOS Recursos Humanos Recursos Materiais CRONOGRAMA REFERENCIAL TEÓRICO A arte como disciplina obrigatória nos currículos escolares Arte como conhecimento A avaliação na disciplina de arte REFERÊNCIAS QUESTIONÁRIO... 9

3 1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL CENTRO DE FILOSOFIA E EDUCAÇÃO CURSO DE EXTENSÃO: Escola e Pesquisa: um encontro Possível Coordenadora: Drª : Nilda Stecanela Período: março a agosto de 2013 Autores: Juliana Stedille Richelly Ramos Orientadora: Profª Edi jussara Candido Lorensatti 2 TEMA Avaliação na disciplina de arte 2.1 Delimitação do Tema Métodos usados para avaliar o aluno na disciplina de Arte nos Anos Finais do Ensino Fundamental. 2.2 Problema Quais critérios são utilizados para avaliar o aluno em Arte? 3 JUSTIFICATIVA A avaliação tem um importante papel para o processo de ensino e aprendizagem, por isso é necessário entender seu conceito e sua função. Para Hernández (2000) a avaliação é... a realização de um conjunto de ações direcionadas ao recolhimento de uma série de dados sobre uma pessoa, fato, situação ou fenômeno, com o fim de emitir um juízo sobre a mesma (pag.148). Transpondo essa definição para a educação, o professor é o responsável por direcionar a avaliação a fim de dar valor ao que o aluno aprendeu. Segundo Hernandéz (2000), a avaliação é um dos temas mais controversos relacionados à arte na educação, uma das crenças que cercam a arte na educação em relação aos conhecimentos vinculados às artes visuais é a de que não se possa, que não

4 tenha sentido avalia-los (pag. 144). Essas crenças ficaram incutidas pela história da arteeducação no Brasil, relacionadas à tendências de arte como atividade ou como liberdade de expressão da criança, que continuam presentes nas práticas docentes. Esse projeto pretende analisar, através de artigos relacionados, a história da arteeducação no Brasil para entender o porquê das controvérsias em relação à avaliação. E buscar critérios para uma avaliação válida na disciplina, tendo como base os fundamentos de Fernando Hernandés (2000). Também espera abordar como os professores veem essa avaliação, se tem dúvidas, e se baseiam em algum fundamento ou método para isso. O presente projeto justifica-se pela necessidade de se fazer essa análise para buscar respostas sobre a melhor maneira de avaliar o aluno, sendo que é uma preocupação constante do professor, porém tendo em mente que avaliar é a consequência do processo e não um ato separado. 4 HIPÓTESES - A disciplina de arte é vista como atividade, portanto não é necessário avaliar. - O professor de arte não tem critérios definidos ao avaliar o aluno. - A avaliação faz parte do processo de ensino/aprendizagem e se faz necessária na disciplina. - São necessários diferentes instrumentos de avaliação conforme o conteúdo. 5 OBJETIVOS 5.1 Objetivo Geral Identificar os procedimentos de avaliação na disciplina de Arte nos anos finais do ensino fundamental para compreender os critérios dessa avaliação. 5.2 Objetivos Específicos a) Abordar o ensino de arte como conhecimento e suas implicações para uma avaliação condizente. b) Verificar quais os instrumentos e critérios utilizados para a avaliação. c) Analisar se a avaliação no ensino de arte condiz com a concepção metodológica da disciplina.

5 6 METODOLOGIA Nesse trabalho utilizaremos a metodologia de pesquisa de opinião ou estudo de opinião cujo mesmo é um levantamento estatístico de uma amostra particular da opinião pública. Essas pesquisas geralmente são feitas para representar as opiniões de uma população fazendo-se uma série de perguntas a um pequeno número de pessoas e então extrapolando as respostas para um grupo maior dentro do intervalo de confiança, pensando ser a maneira mais precisa de um resultado satisfatório de acordo com os objetivos deste projeto. A pesquisa será realizada através de questionário autoaplicável, com questões fechadas e abertas. As questões serão feitas aos estudantes do curso de Artes Visuais da UCS que já atuam como professores e para alguns professores da rede pública e privada. 7 POPULAÇÃO/AMOSTRA Estudantes do curso de Licenciatura em Artes Visuais da UCS que atuam como professores e alguns professores de Arte atuantes em Caxias do Sul. 8 RECURSOS 8.1 Recursos Humanos O projeto contará com duas pesquisadoras que irão a campo entrevistar professores da disciplina de Arte. 8.2 Recursos Materiais Será necessário computador e internet para o contato das pesquisadoras, livros e material de apoio para o referencial teórico, assim como folhas de ofício e impressora para o questionário. 9 CRONOGRAMA Período Descrição da ação Responsáveis Observações Abril Estruturação do projeto; Juliana e Definição do tema, do Richelly problema, objetivos e hipóteses. Maio Elaboração e aplicação de questionário. Juliana Richelly e

6 Junho Aplicação do questionário Tabulação Richelly Juliana Escrita da redação do referencial teórico Julho Resultados Juliana e Richelly Agosto Artigo e apresentação do Juliana e seminário Richelly 10 REFERENCIAL TEÓRICO 10.1 A arte como disciplina obrigatória nos currículos escolares Pra início de conversa é necessário entender que a disciplina de artes demorou a ser implantada definitivamente no currículo escolar, a que por consequência refletiu na forma de vê-la nas escolas. De acordo com Barbosa (1989a) a disciplina de arte tornou-se obrigatória nos currículos escolares em 1971, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), de n Nesse período, o Brasil vivia num contexto social e político do Regime Militar e a disciplina tinha a função de humanizar o currículo:... as artes eram aparentemente a única matéria que poderia mostrar alguma abertura em relação às humanidades e ao trabalho criativo, porque mesmo filosofia e história haviam sido eliminadas do currículo. (BARBOSA, 2002b, p.9 ) Porém, apesar dessa função, a Educação Artística, como foi denominada, não poderia suprir as necessidades de liberdade e criatividade nesse contexto de Regime Militar. Conforme afirma os autores Silva e Araújo (2009), a disciplina na verdade não passou de mera atividade:...a Lei, ao designar os componentes do currículo, classificou-os em duas modalidades: (1) Disciplinas (áreas do conhecimento com objetivos, conteúdos, metodologias e processo de avaliação específica); (2) e atividades (desenvolvimento de práticas e procedimentos). (SILVA, ARAÚJO, 2009, p. 10) Portanto, não cabia à Educação Artística ensinar a pensar arte, a disciplina não era compreendida como área de conhecimento não havendo objetivos de aprendizagem, nem conteúdo, nem metodologia, o que encontramos ainda hoje:...a concepção de ensino da arte como atividade cristalizou no ensino de arte diferentes práticas pedagógicas, que encontramos, ainda hoje, nas escolas brasileiras, tais, como: (1) cantar músicas da rotina escolar e/ou o canto pelo canto; (2) preparar apresentações artísticas e objetos para a comemoração de datas comemorativas; (3) fazer a decoração da escola

7 para as festas cívicas e religiosas; entre outra... (SILVA, ARAÚJO, 2009, p. 10) Barbosa (1989) aponta que a avaliação em arte não era como nas outras disciplinas, a autora afirma que o sistema educacional não exigia notas, pois... arte- educação é concebida como uma atividade, mas não como uma disciplina de acordo com interpretações da lei educacional (BARBOSA, 1989, p.172). Segundo os autores citados entende-se que o ensino da arte visto somente como uma prática não se integrava com as outras áreas de conhecimento, portanto, não era dada à disciplina sua devida importância. Dessa forma a avaliação também não era necessária, pois a arte não cabia num processo de aprendizado Arte como conhecimento Silva e Araújo (2009) colocam que a concepção do ensino de arte como atividade custou a retirada da disciplina do currículo em Estudiosos que acreditavam que a arte poderia auxiliar no desenvolvimento do aluno lutaram para que fosse novamente implantada a disciplina, com sua devida importância:... a partir da ideia de que arte é um campo de conhecimento específico, com objetivos, conteúdos, métodos de ensino e processos de avaliação da aprendizagem próprios.... (p. 11) Os autores abordam que compreender a arte como (...) conhecimento, como uma construção social, histórica e cultural é trazer a arte para o domínio da cognição. (p.11). Sendo a arte essencial para o desenvolvimento humano é imprescindível que esteja onde a cognição também acontece, ou seja, na escola. Conforme Silva e Araújo (2009) depois de muita luta de arte/educadores a disciplina de arte passou a fazer parte novamente do currículo escolar a partir de 1996 com a nova LDBEN, de n Dessa vez... consagrou, oficialmente, a concepção de ensino de arte como conhecimento, ao explicitar que o ensino de arte escolar deverá promover o desenvolvimento cultural dos alunos. (p. 13) 10.3 A avaliação na disciplina de artes Todo esse processo de implantação e reconhecimento da disciplina de artes no currículo escolar deixou marcas ainda resistentes nas escolas:...quatro séculos do ensino de arte no Brasil foram baseados, exclusivamente, na concepção de arte como técnica. No entanto, essa concepção de ensino não ficou restrita apenas a esse período histórico, pois, ainda hoje encontramos nas práticas escolares essa concepção de ensino de arte, que vem se manifestando através do ensino do desenho, do ensino do desenho geométrico, do ensino dos elementos da linguagem visual, descontextualizada da obra de arte... (SILVA E ARAÚJO, pag. 5)

8 Embora hoje legitimemos a arte como conhecimento ainda existe nas escolas a concepção de arte como atividade, o que atrapalha o processo de aprendizagem e de avaliação. Santos (2004), em seu estudo com professores de artes da rede pública mostra que a prática às vezes passa longe da teoria: A maioria dos professores indica como critérios de êxito em Artes Plásticas: o aluno participativo, interessado (60%) e se o trabalho do aluno está dentro da proposta e vai mais além do que o professor pediu (50%). A maioria dos professores indica que NÃO existe o fracasso (70%) e a minoria que SIM existe o fracasso (30%).Os critérios mais citados são: que o aluno faça o trabalho por fazer, que o aluno não faça nada e não produza [ ]. (SANTOS, 2004, p. 989) Por tudo isso que a avaliação em arte se torna um tema controverso, pois se por um lado a arte já é reconhecida como conhecimento, por outro lado ainda instaura na educação uma visão tecnicista da disciplina, como o que se avalia é o produto final, mas avaliando o objeto artístico nem sempre se está avaliando o conhecimento adquirido. Hernandéz destaca que se pode... distinguir três fases de processo de avaliação da aprendizagem dos alunos, com distintas funções e implicações e que essas fases já são bem conhecidas e divulgadas nas reformas educativas, porém não costumam ser levadas em conta na disciplina de arte, justamente por sua história como disciplina eletiva. As três fases consistem em avaliação inicial, que detecta os conhecimentos prévios dos alunos, a avaliação formativa, que tem como finalidade ajudar os alunos a progredirem e compreender qual a falta para que o aprendizado aconteça, e a avaliação somativa, que é todo o processo e reconhece se os alunos alcançaram os objetivos. Para uma avaliação bem sucedida é necessário saber interpretar os resultados obtidos com os alunos, o que só acontece se a avaliação estiver alinhada com os objetivos que se quer alcançar e a transparência do professor de deixar claro esses objetivos. 11 REFERÊNCIAS BARBOSA, Ana Mae. Arte-Educação no Brasil: realidade hoje e expectativas futuras. In: Estudos Avançados Disponível em: Acesso em: 10 abr A imagem no ensino da arte. São Paulo: Perspectiva, 2002b. ENTREVISTAS, roda-viva, fapesp. São Paulo: Disponível em:

9 Acesso em 08 abr HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho. Porto Alegre: Artmed, SANTOS, Suzana Maria Ortiz dos. Teorizações dos docentes sobre a avaliação em Artes Plásticas. Ensaio: avaliação e políticas públicas em educação. Rio Comprido: V. 12, N. 45, p , Out./Dez., Disponível em: Acesso em: 08 abr SILVA, E. M. A. & ARAÚJO, C. M. de Tendências e concepções de ensino de arte na educação escolar brasileira: um estudo a partir da trajetória histórica e sócioepistemológica da arte/educação. [Disponível em Acesso em: 08 abr QUESTIONÁRIO UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL Curso de extensão: Escola e Pesquisa: um encontro possível Olá! Sou pesquisador(a) do projeto Nossa Escola Pesquisa Sua Opinião (NEPSO), que é um curso de extensão chamado Escola e Pesquisa: um encontro possível. Este curso acontece na Universidade de Caxias do Sul. Estou pesquisando sobre a Avaliação na disciplina de Artes. FORMAÇÃO ACADÊMICA: TEMPO DE ATUAÇÃO:

10 REDE DE ENSINO (pública, privada ou ambas): 1 - Você segue alguma concepção metodológica para sua prática pedagógica? Qual? 2 Assinale uma alternativa por questão: AVALIAÇÃO ESCOLAR A A avaliação se faz necessária para a prática docente? ( ) SIM ( )NÃO ( )NÃO SE APLICA B Através da avaliação pode-se mudar e direcionar o processo ensino/aprendizagem? ( ) SIM ( )NÃO ( )NÃO SE APLICA C A avaliação está relacionada com a concepção metodológica? ( )SIM ( )NÃO ( )NÃO SE APLICA 3 Que modalidades você utiliza para avaliar o aluno? (provas, trabalhos, etc...) ( )Não sabe/não respondeu 4 Quais os principais critérios? a) Participação b) Comportamento c) Estética d) Entendimento do conteúdo e) Entendimento da tarefa Mais critérios: Você acredita que existe fracasso em artes? ( ) SIM ( )NÃO Explique o porquê da sua resposta:

11 ( )Não sabe/não respondeu 6 Você reprova em artes? ( )SIM ( )NÃO

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