Convergência de Elementos Empreendedores no Agronegócio: uma Análise dos Produtores de Orgânicos da Feira Agroecológica de Porto Alegre/RS

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1 CONVERGÊNCIA DE ELEMENTOS EMPREENDEDORES NO AGRONEGÓCIO: UMA ANÁLISE DOS PRODUTORES DE ORGÂNICOS DA FEIRA AGROECOLÓGICA DE PORTO ALEGRE/RS APRESENTACAO ORAL-Agricultura Familiar e Ruralidade RENATA GONÇALVES RODRIGUES 1 ; ANDREA POLIDORI CELIA 2 ; PALOMA DE MATTOS 3 ; ANA CLAUDIA MACHADO PADILHA 4. 1,2,3.UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL, PORTO ALEGRE - RS - BRASIL; 4.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO, PASSO FUNDO - RS - BRASIL. Convergência de Elementos Empreendedores no Agronegócio: uma Análise dos Produtores de Orgânicos da Feira Agroecológica de Porto Alegre/RS Grupo de Pesquisa: Agricultura Familiar e Ruralidade Resumo A preocupação com a saúde e o bem-estar tem incrementado a demanda por alimentos saudáveis, onde se destacam os produtos orgânicos. Nesse contexto, este estudo tem como objetivo identificar elementos empreendedores entre os produtores rurais que participam da Feira Agroecológica do Bairro Bom Fim, localizada na cidade de Porto Alegre/RS. Para isso, foi realizada uma pesquisa qualitativa exploratória do tipo estudo de caso com quatro produtores de orgânicos. Como resultado percebeu-se que o cumprimento do propósito dos produtores agroecológicos se deve, não somente as características empreendedoras de seus gestores, mas, principalmente, pelo comprometimento com a lógica de produção orgânica de todos os atores participantes no processo produtivo. Assim conclui-se que os produtores de orgânicos estão cada vez mais buscando colocar no mercado, produtos diferenciados e inovadores com qualidade, segurança alimentar e credibilidade. E o mercado de orgânicos, por ser um mercado exigente, tem absorvido esses produtores especializados com potencial empreendedor e inovador. Palavras-chave: Empreendedorismo; Produção Orgânica; Agronegócios. Abstract Concern about the health and well-being has increased the demand for healthy foods, with the focus on organic products. In this context, this study aims to identify key entrepreneurs among farmers participating in the Feira Agroecológica do Bairro Bom Fim, located in Porto Alegre / RS. In order to achieve this objective, it was performed an exploratory qualitative case study of four organic producers. As a result, it was perceived that achieving the purpose of agroecological farmers is because not only the characteristics of their entrepreneurial managers, but mainly because of its commitment to organic production logic of all actors involved in the production process. It was concluded that 1

2 organic producers are increasingly looking to market, different and innovative products with quality, food safety and credibility. And the organic market, because it is a demanding market, has absorbed these specialized producers with potential entrepreneurial and innovative. Key Words: Entrepreneurship; Organic Production; Agribusiness 1 INTRODUÇÃO O empreendedorismo é um dos campos de mais rápido crescimento dentro da economia, administração, finanças e, até mesmo, legislação. Sua importância é amplamente reconhecida, apesar de haver pouco consenso sobre como a função empresarial deve ser modelada e incorporada na economia e estratégia (KLEIN, 2008). No entanto, para Kuratko e Audretsch (2009), existe um consenso quando se analisa o comportamento empreendedor, o qual inclui: (1) tomar a iniciativa, (2) a organizar ou reorganizar do social, econômica mecanismos para transformar recursos e situações para explicar práticas, e (3) a aceitação do risco de falha (SHAPERO, 1975). Nesse mesmo sentido, Ireland et al. (2001) argumentam que as ações empreendedoras e estratégicas são muitas vezes destinadas a encontrar novos mercados ou espaço competitivo para que a empresa crie riqueza. Para os autores, as empresas direcionam seus esforços para a criação de novos negócios, desenvolvendo novos modelos de negócio que criam novas formas de vida competitiva. O grau em que a empresa empreendedora atua em termos de inovação, capacidade de assumir riscos e pró-atividade, está relacionado às dimensões da gestão estratégica. O entendimento das interseções críticas destes domínios específicos permite que os empreendedores aumentem seu conhecimento que, por sua vez, conduz a uma maior qualidade empresarial e ações estratégicas. A necessidade de identificar o perfil empreendedor em diversos setores está embasada na compreensão do comportamento dos indivíduos que se propõem a criar algo novo. Na visão de Ronstadt (1985), esse processo perpassa a tomada de decisão, a transformação de mecanismos econômicos e sociais em recursos e situações para proveito prático, além da iniciativa de assumir os riscos do sucesso ou do fracasso. Com base nestes fenômenos, a agricultura orgânica ganha cada vez mais espaço na economia mundial. O segmento de produtos orgânicos tem crescido cerca de 20% ao ano, tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento sendo o segmento que mais cresce dentro do setor de alimentos (UNCTAD, 2009). Ao analisar a produção de orgânicos na América Latina, as taxas de crescimento apresentam-se em elevação extraordinária. Estes países já contribuem com cerca de 20% da produção orgânica do mundo e têm o maior número de fazendas (YUSSEFI, 2006). Já o Brasil, foi em 2005 o sexto maior produtor de orgânicos no mundo (ALBERSMEIER; SCHULZE; SPILLER, 2009). A crescente preocupação com a elevação dos níveis de qualidade de vida, bem como com as questões ecológicas, influenciam na postura do consumidor, que, por sua vez busca nos alimentos orgânicos a minimização dos impactos negativos causados pelo método tradicional de cultivo dos alimentos. A demanda por tais produtos é crescente em todo o mundo. Embora para atender certos nichos deste mercado, determinados requisitos devem ser cumpridos tal como a certificação, quando o produto for destinado ao mercado externo. 2

3 Entretanto, existe a forma de comercialização direta, que ocorre no mercado interno, bastando para os produtores estarem organizados e registrados junto ao Ministério da Agricultura. A migração do processo produtivo em seu sistema tradicional para a agricultura orgânica exige dos produtores mudança de hábitos. Pois neste processo os produtos são cultivados livres de agrotóxicos ou adubos químicos, evitando a contaminação dos alimentos e do meio ambiente. A busca por esse equilíbrio demanda do produtor uma dedicação mais intensa, ao passo que oferece um retorno econômico maior, pois ocorre a comercialização de um produto diferenciado e com valor agregado. Assim, ao analisar a história recente do setor de agricultura orgânica, percebe-se a existência de elementos inerentes ao empreendedorismo que indicam a necessidade de estudos acerca do tema no meio rural. E é nesta perspectiva de análise, através da inserção de elementos inovadores em suas atuais práticas produtivas com vistas à identificação de novas oportunidades no segmento de mercado em que se insere, é que o setor de produção de orgânicos vem conquistando nichos de mercado específicos. Desse modo, o estudo tem como objetivo identificar elementos empreendedores entre os produtores rurais que participam da Feira Agroecológica do Bairro Bom Fim, localizada na cidade de Porto Alegre/RS. Considerando que o mercado de produtos orgânicos encontra-se em expansão frente ao aumento das demandas, tanto no mercado interno como no mercado externo, a importância de contribuir para as discussões acerca do tema junto aos pequenos produtores, torna-se relevante para incentivar atitudes empreendedoras no setor. 2 REVISÃO DA LITERATURA 2.1 O Empreendedorismo e a Figura do Empreendedor O termo empreendedorismo surgiu na segunda metade do século XVIII e no início do século XIX, por meio dos economistas Richard Cantillon, em 1755, e, Jean Baptiste Say, em Esses autores não estavam preocupados apenas com a macroeconomia, mas, também, com as organizações, com o gerenciamento de negócios e com a criação de novos empreendimentos (ALVES; NATAL, 2007). Segundo Dolabela (1999), foi Jean Baptiste Say, economista francês, que usou pela primeira vez o termo empreendedor em um ambiente científico, por volta do ano de 1803, como denominação da pessoa que transfere recursos econômicos de um setor de produtividade mais baixo para um setor de produtividade mais elevado e de maior rendimento. Para Dolabela (1999), as idéias de Say remetem ao entendimento de que o empreendedor reúne todos os fatores de produção e descobre no valor dos produtos, a reorganização de todo capital que ele emprega, o valor dos salários, os juros, o aluguel pago, bem como os lucros que lhe pertence. Além disso, também designou como empreendedor, o indivíduo que assumisse o risco de criar um novo empreendimento. Em termos acadêmicos, de acordo com Sánchez, Criado e Martínez (2008), o empreendedorismo é uma área de pesquisa que tem se desenvolvido consideravelmente e com grande nível de detalhamento em anos recentes, oferecendo potencial considerável para pesquisas futuras. Conforme esses autores, a partir do final dos anos 1980, o crescimento da 3

4 literatura sobre o tema tem ajudado às organizações a entender os processos organizacionais que facilitam o comportamento empreendedor. Neste entendimento, ao reconhecer também a importância da evolução do empreendedorismo no século XXI, Kuratko (2009) desenvolveu uma definição integrada que reconhece os fatores críticos necessários para este fenômeno. Para ele, o empreendedorismo é um processo dinâmico, de visão, de mudança e de criação. Ele exige uma aplicação de energia e de paixão para a criação e implementação de novas idéias e soluções criativas. Estes ingredientes essenciais incluem a vontade de assumir riscos calculados, mobilizar os recursos necessários, construir um sólido plano de negócios e, finalmente, a visão para reconhecer oportunidades onde outros veem caos, contradição e confusão (KURATKO, 2009). O conceito de empreendedorismo tem sido difundido no Brasil nos últimos anos, especialmente no final da década de Vários fatores talvez expliquem esse repentino interesse pelo assunto. Nos Estados Unidos, onde o capitalismo tem sua principal caracterização, o termo entrepreneurship é conhecido e referenciado há muitos anos, não sendo, portanto, algo novo ou desconhecido (DORNELAS, 2008). Como foi resumido por Shane (2003), o empreendedorismo é uma atividade que envolve a descoberta, avaliação e exploração de oportunidades, a introdução de novos bens e serviços, formas de organização, mercados, processos e matérias-primas através de esforços de criação de novos arranjos. Em complemento a estas idéias, Ronstadt (1984), após analisar a evolução do espírito empresarial e examinar as suas diferentes definições, propôs uma descrição sucinta, mencionando que o empreendedorismo é um processo dinâmico de criação de riqueza incremental. Esta riqueza é criada por indivíduos que assumem os maiores riscos em termos de equidade, tempo e/ou comprometimento, com o objetivo de agregar valor de algum produto ou serviço. O produto ou serviço em si pode ou não ser novo ou original, mas o valor deve, de algum modo, ser infundido pelo empresário, garantindo e alocando as competências e os recursos necessários. No entendimento de Brenkert (2009), o empreendedorismo também pode ser conceituado como o processo de descobrir e desenvolver oportunidades em ordem de criar valor para uma organização já existente ou para uma nova organização. O mesmo autor menciona que o empreendedorismo é mais do que inovação e criatividade, postulando que a facilitação de mudanças deve estar no cerne da ação empreendedora. Para Sánchez, Criado e Martínez (2008), empreendedorismo é um conceito multidimensional, englobando a escolha de produtos e mercados, inovação tecnológica e próatividade. Esses autores consideram essas dimensões essenciais para a inovação e criação de novos negócios, e, criar novos negócios, significa que a organização expande suas atividades em mercados correntes ou em novos mercados. Aspecto importante que é considerado na literatura acadêmica do empreendedorismo é a identificação de oportunidades. A identificação de oportunidades envolve não apenas habilidades técnicas como análise financeira e de pesquisa de mercado, mas, também, formas menos tangíveis de criatividade, de espírito de equipe, de resolução de problemas e de liderança (LONG; MCMULLAN, 1984; HILLS; LUMPKIN; SINGH, 1997; HINDLE, 2004). Para Kuratko e Audretsch (2009), enquanto o valor pode, naturalmente, ser criado não só a partir de novas atividades, mas, também, para melhorar o funcionamento das já existentes, uma vez que a investigação na identificação de oportunidade tende a enfatizar 4

5 novas atividades. Estes aspectos poderiam incluir a criação de uma nova empresa, iniciar um novo acordo comercial, introdução de um novo produto ou serviço, ou o desenvolvimento um novo método de produção (KURATKO; AUDRETSCH, 2009). Apresentadas as definições no campo acadêmico, cabe mencionar também que o empreendedorismo incorpora, em seu domínio, explicações sobre o porquê, quando, e como existem oportunidades empresariais, a fontes dessas oportunidades e as formas que eles tomam, os processos de oportunidades de descoberta e avaliação, a aquisição de recursos para a exploração dessas oportunidades, o ato exploração de oportunidades, por que, quando e como alguns indivíduos e outros não descobrir, avaliar, reunir recursos para, e explorar novas oportunidades; as estratégias utilizadas para buscar oportunidades; e os esforços de organização para explorá-los (SHANE; VENKATARAMAN, 2000). Outro aspecto importante na análise da literatura que envolve o empreendedorismo é a definição da figura do empreendedor. Para Schumpeter (1984), o empreendedor é aquele que promove a destruição criativa da ordem econômica existente, introduzindo novos produtos e serviços, criando novas formas de organização e também explorando novos materiais e recursos, criando também novos mercados. Na perspectiva de Leibenstein (1968), o indivíduo que possui a capacidade de associar e complementar o conjunto ideal de insumos (inputs) indispensáveis para determinado processo produtivo, dispõe das características distintivas dos empreendedores, que no entendimento de Dornelas (2008), fazem as coisas acontecerem, antecipam-se aos fatos e têm uma visão futura da organização. Para Vale, Wilkinson e Amâncio (2008), o empreendedor é quem consegue agregar valor à atividade produtiva, intermediando as conexões entre as outras, por meio da capacidade de explorar novas oportunidades. Na concepção de Brenkert (2009), essa capacidade envolve criar algo novo na sociedade, algo original, singular, que preencha uma necessidade latente nos consumidores. Já segundo Kirzner (1973), empreendedor é aquele que cria um equilíbrio, encontrando posição positiva e clara em um ambiente de turbulência e caos, ou seja, identifica oportunidades na ordem presente. Esse autor também é enfático em afirmar que o empreendedor é um exímio identificador de oportunidades, sendo um indivíduo atento às informações, sabedor de que tem melhores chances com mais conhecimento. Dentre as características comportamentais que considera relevante em um empreendedor, Farrel (1993) destaca a capacidade de conhecer bem o produto e o mercado, saber conduzir as pessoas e estimulá-las, focar no produto e no cliente, além de ser estrategista. Para Kuratko e Audretsch (2009), estas características são explicadas pela disposição em correr riscos calculados, formular uma equipe efetiva para lidar com riscos, combinar os recursos necessários, construir um sólido plano de negócios e finalmente, saber reconhecer oportunidades, onde outros só enxergam caos, confusão e contradição. Vale, Wilkinson e Amâncio (2008) complementam ao mencionar que o empreendedor age conectando recursos dispersos, porém conhecidos, identificados em grupos sociais ou redes distintas, utilizando-se para tanto de conexões e contatos privilegiados. Cabe destacar, como defende Schumpeter (1984), que o empreendedor também pode inovar dentro de negócios já existentes, ou seja, é possível ser empreendedor dentro de organizações já constituídas. Nesse caso, segundo Dornelas (2008), é conveniente aplicar o termo empreendedorismo corporativo. Portanto, tanto em uma nova organização como 5

6 naquelas já existentes, o empreendedor é o profissional que detecta uma oportunidade e cria um negócio para capitalizar sobre ela, assumindo riscos calculados. Nesta discussão, cabe mencionar a contribuição dos estudos de Mintzberg, Ahlstrand e Lampel (2000) na obra Safári de Estratégia que apresenta as dez escolas de formação do pensamento estratégico. Na Escola Empreendedora, a organização é vista sob a perspectiva do líder (empreendedor) que cria e implementa ações para obter resultados. O conceito central da Escola Empreendedora é a formação da visão, uma representação mental da estratégia criada na mente do empreendedor. As principais características do empreendedor, segundo os autores é a busca de oportunidades, a centralização do poder, o uso de ações de risco com vistas ao alcance do lucro e o crescimento como meta principal, caracterizado pela necessidade de realização. De acordo com Dornelas (2008), em qualquer conceito de empreendedorismo encontram-se, pelo menos, os seguintes aspectos que caracterizam o perfil empreendedor: iniciativa para criar um novo negócio e paixão por sua área de atuação; utilização de forma criativa dos recursos disponíveis, propiciando transformações no ambiente social e econômico onde está inserido; além de reconhecer a possibilidade de fracasso e aceitação em assumir riscos calculados. Quanto à identificação às características comuns aos empreendedores e características que fazem desses empreendedores bem sucedidos em seus negócios, Filion (2000) menciona alguns elementos que foram adaptados e sistematizados na Figura 1. CARACTERÍSTICAS COMUNS AOS EMPREENDEDORES CARACTERÍSTICAS DE EMPREENDEDORES BEM SUCEDIDOS Apresentam tenacidade Possuem capacidade de tolerar ambiguidade e incerteza Fazem bom uso dos recursos Correm riscos moderados São imaginativos Voltam-se para resultados Valores e cultura de empreendedorismo adquiridos por meio de contato com, pelo menos, um modelo empreendedor durante a juventude Experiência em negócios Diferenciação Intuição Envolvimento Trabalhadores incansáveis Sonhadores realistas (visionários) Líderes Trabalham em rede com moderação Sonhadores realistas Têm o seu próprio sistema de relações com os empregados Controladores do comportamento das pessoas ao seu redor Aprendizagem dos seus próprios padrões Figura 1 - Características dos empreendedores. Fonte: Adaptado de Filion (2000). Complementando as considerações realizadas, Dornelas (2008) menciona que a decisão de tornar-se empreendedor pode ocorrer aparentemente por acaso. Isso pode ser testado, fazendo-se uma pergunta básica a qualquer empreendedor: o que o motivou a criar 6

7 sua organização? O autor menciona que essa decisão é influenciada por diversos fatores externos, tais como os ambientais, os sociais, bem como pela aptidão pessoal. De forma resumida, os estudos de Hisrich (1998) contribuíram para a sistematização dos aspectos inerentes ao processo empreendedor que é apresentado na Figura 2. IDENTIFICAR E AVALIAR A OPORTUNIDADE: O P R O C E S S O E M P R E E N D E D O R criação e abrangência valores percebidos e reais riscos e retornos oportunidade x habilidade e metas pessoais competidores DESENVOLVER O PLANO DE NEGÓCIOS: conceito do negócio equipe gestora mercado e competidores marketing e vendas DETERMINAÇÃO E CAPTAÇÃO DOS RECURSOS: estrutura e operação análise estratégica plano financeiro recursos pessoais capitalistas de risco bancos governo incubadoras GERENCIAR A ORGANIZAÇÃO CRIADA: estilo de gestão fatores críticos de sucesso identificação de problemas atuais e potenciais sistema de controle gestão profissional entrada em novos mercados Figura 2: O processo empreendedor. Fonte: Hisrich (1998). A técnica de iniciar um novo empreendimento está associada diretamente ao processo de empreender, no qual se assume um papel muito maior do que a mera resolução de um problema em uma posição administrativa normal, pois o empreendedor deve encontrar, avaliar e desenvolver uma oportunidade que supere as forças de resistência à criação de algo novo (HISRICH; PETERS, 2004). Em adição a este raciocínio, Souza (2001) postula sobre a importância do desenvolvimento de uma consciência para a formação de pessoas disseminadoras da 7

8 inovação; característica básica para a formação de empreendedores. De acordo com a mesma autora, um indivíduo que continua a aprender em decorrência das oportunidades de negócios e a tomar decisões que objetivam a inovação, desempenha um papel empreendedor. O que parece claro é que o empreendedorismo possui uma natureza dual. Se, por um lado, olha para projetos ou produtos dentro do conjunto de oportunidades que o empreendedor visualiza ou pode criar, por outro lado, considera as formas organizacionais que o empreendedor deve usar ou criar para realizar seus produtos ou oportunidades. Isso representa uma dimensão criativa dupla que deve ser empreendida (BRENKERT, 2009). Segundo Anokhin e Schulze (2009), o empreendedorismo é visto pelos pesquisadores acadêmicos como condutor essencial para o crescimento econômico das nações. Em termos de desenvolvimento econômico, segundo os mesmos autores, pode-se encontrar vários relatos na literatura de uma relação positiva entre empreendedorismo e desenvolvimento econômico. Nos países em desenvolvimento, como o caso do Brasil, o campo é fértil para o desenvolvimento de pesquisas, o culmina com a justificativa também o presente estudo. E é a partir destas ponderações que se pretende fazer uma ligação destas interpretações com a atividade de produção de alimentos que, neste caso, é ilustrada pela produção de alimentos orgânicos, atividade produtiva integrante do agronegócios que vem ao longo do tempo alcançando espaço em termos de mercado e de alternativa para pequenos produtores familiares. 2.2 Produção Orgânica O sistema de agricultura orgânica apresenta como característica o manejo sustentável da unidade de produção com enfoque sistêmico, privilegiando a preservação ambiental, a agrobiodiversidade, os ciclos biogeoquímicos e a qualidade de vida humana (RICCI; ARAÚJO; FRANCH, 2002). A agricultura orgânica ainda é entendida por muitos como um sistema de produção em que naturalistas cultivavam os próprios alimentos com técnicas ultrapassadas, como capina manual, produtos caseiros para controle de insetos, tração animal, entre outros (HORTIFRUTI BRASIL, 2010). No entanto, esse setor está se tecnificando e profissionalizando para atender às demandas interna e externa. Os produtos orgânicos são cultivados sem o uso de substâncias tóxicas ou sintéticas, evitando a contaminação dos próprios alimentos e do meio ambiente. De acordo com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento - UNCTAD (2009), esta técnica de produção contribui para a segurança alimentar, oferecendo uma oportunidade importante para as populações rurais dos países em desenvolvimento e oportunidades de comércio internacional. Keating (1993) considera que a prática da agricultura orgânica traz benefícios sociais e ambientais para os produtores, menores impactos ao meio ambiente e sobre a saúde. Para o autor, a principal tendência da produção orgânica é a busca de uma agricultura socialmente justa, ecologicamente correta e economicamente sustentável. Aquino e Assis (2007) complementam a idéia ao afirmar que os sistemas agrícolas conduzidos através do manejo orgânico têm o compromisso de manter ou recuperar a biodiversidade dos agroecossistemas e do entorno, possibilitam aumento de renda para produtores rurais pela agregação de valor aos produtos, bem como ampliando o mercado através do desenvolvimento de novos canais de comercialização. 8

9 Segundo pesquisas da UNCTAD (2009), a agricultura orgânica pode superar os sistemas convencionais e tradicionais em termos de produtividade, rentabilidade e diversidade. Segundo a mesma organização, a demanda dos produtos orgânicos vem aumentando em todo o mundo e, para que os produtores dos países em desenvolvimento atinjam este mercado externo, devem enfrentar uma série de desafios, tais como os altos custos com certificação e os requisitos rigorosos para o acesso aos mercados de exportação. Nesse sentido, criar oportunidades principalmente para pequenos e médios produtores, incluindo comunidades de agricultores familiares e vários outros componentes da cadeia produtiva, não só é necessário para auxiliar o desenvolvimento de áreas rurais (Neves et al. 2004), como também para viabilizar a comercialização dos produtos. Dessa forma, uma das possibilidades de comercialização é a venda direta ao consumidor, que de acordo com o Regulamento Nacional, não exige certificação (ECOCERT, 2009). No entanto, o que se observa é que a comercialização dos produtos orgânicos sem certificação é realizada, predominantemente, em feiras de produtores ou cooperativas. Nesses locais de comercialização ocorre o contato direto do consumidor com o produtor, estabelecendo-se uma relação de confiança. Para Schultz (2001) as feiras são consideradas pelos agentes o método mais adequado para distribuição dos seus produtos, pois proporciona a aproximação entre os consumidores e produtores, estabelecendo uma relação de confiança. Numa análise nacional, apesar de toda expectativa em torno do potencial de mercado dos orgânicos, não se tinha um levantamento oficial sobre a estrutura da produção desse segmento no país. Em outubro de 2009, com a divulgação do Censo Agrícola 2006, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi possível traçar pela primeira vez um perfil da atividade. Segundo o Censo Agrícola, em 2006, 90 mil estabelecimentos agropecuários declararam praticar agricultura orgânica no país. Isso representa 2% do total de estabelecimentos. Entre os setores, a produção orgânica tem maior participação no grupo que abrange horticultura e floricultura, chegando a representar 4% do total desses estabelecimentos (HORTIFRUTI BRASIL, 2010). A regulamentação dos produtos orgânicos pelo governo federal em 29 de maio de 2009 foi um avanço. Deve contribuir, por exemplo, para as negociações com o mercado externo. Antes dessa regulamentação os orgânicos contavam apenas com o reconhecimento atestado por entidades certificadoras que, segundo dados do Censo Agropecuário, atendiam apenas 6% do total dos estabelecimentos orgânicos. De acordo com a Hortifruti Brasil (2010), por enquanto, não há dados para avaliar como a regulamentação está sendo recebida pelos compradores nacionais e estrangeiros. A Tabela 1 indica a produção de orgânicos no Brasil, especificando os dados por grupo de atividade econômica. Tabela 1 Produção de orgânicos no Brasil 9

10 GRUPOS DE ATIVIDADE ECONÔMICA TOTAL ORGÂNICO ORGÂNICO Agropecuário (a) Total (b) b/a Certificado c/b % % NÚMERO DE ESTABELECIMENTOS Lavoura temporária % % Horticultura e floricultura % % Lavoura permanente % % Sementes, mudas e outras formas de % 8 15% Pecuária propagação e vegetal criação de outros animais % 2 0% Produção florestal florestas plantadas % 65 4% Produção florestal florestas nativas % 58 4% Pesca % 1 1% Aquicultura % 25 7% Total % % Fonte: Hortifruti Brasil (2010). Segundo a Hortifruti Brasil (2010), mesmo com os avanços nesse mercado, a oferta de orgânicos no Brasil é ainda abaixo do potencial de consumo. De acordo com agentes do setor, isso é resultado das dificuldades de ampliar a produção e de coordenar a comercialização dos orgânicos. Com relação a isto, a pesquisa de Padilha (2009) indicou que os produtores rurais competitivos geralmente se situam entre aqueles que conseguem entrar em mercados em que a escala produtiva ou a alta tecnologia são requisitos de sobrevivência; ou em segmentos de mercados tão específicos que exigem alta capacitação produtiva e que não comportam um grande número de ofertantes. Essa identificação, geralmente, é a ponderação entre o conhecimento acumulado ao longo do tempo pelo produtor e família rural e a implementação de alternativas estratégias que viabilizam suas atividades produtivas. 3 METODOLOGIA Com o intuito de se alcançar a objetivo proposto neste estudo, a abordagem empregada foi qualitativa e exploratória, do tipo estudo de caso. Segundo Gil (1999), o estudo de caso tem como principal finalidade desenvolver, esclarecer, e modificar conceitos e idéias, tendo em vista a formulação de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores, envolvendo levantamento bibliográfico e documental, entrevistas não padronizadas e estudos de caso. Os dados primários foram coletados através de um questionário composto por 20 perguntas abertas, aplicados aos produtores no dia 07 de novembro de 2009 na Feira Agroecológica do de Bairro Bom Fim, na cidade de Porto Alegre/RS. A amostra foi do tipo não-probabilística, por conveniência e por julgamento. Para Mattar (1996, p. 132), a amostragem não probabilística é aquela em que a seleção dos elementos da população para compor a amostra depende ao menos em parte do julgamento do 10

11 pesquisador ou do entrevistador no campo. Uma amostra não probabilística por conveniência caracteriza-se quando o pesquisador seleciona membros da população mais acessíveis. Na amostra não-probabilística e por julgamento, o pesquisador utiliza seu julgamento para selecionar os membros da população que são boas fontes de informação precisa (SCHIFFMAN; KANUK, 2000). Assim, foram selecionados para a pesquisa quatro produtores: proprietária do Sítio Apicuário localizado em Gramado; um produtor do município de Segredo; o proprietário da marca Casa do Manjericão da zona sul de Porto Alegre; e, uma produtora também da zona sul da Capital. A partir da literatura consultada foram selecionadas as seguintes categorias de análise: a) oportunidades em produzir alimentos orgânicos; b) conhecimento de técnicas de gestão; c) atualização e busca de informações sobre o negócio; d) introdução de inovações e realização de experimentações; e) resultado financeiro da comercialização de orgânicos; e, f) oportunidades e parcerias. Quanto à análise dos dados coletados nos questionários, o procedimento adotado foi a análise descritiva e interpretativa. Conforme Triviños (1987), a análise interpretativa possibilita a análise dos dados coletados à luz da revisão da literatura selecionada. 5 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 5.1 O Ambiente de Comercialização: a Feira Agroecológica do Bairro Bom Fim A Feira Agroecológica, organizada pela Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (SMIC), ocorre há cerca de 20 anos, sempre aos sábados pela manhã. Atualmente, são 69 bancas na primeira quadra e, 94 na segunda quadra do Bairro Bom Fim em Porto Alegre/RS. Entre os produtos oferecidos, encontram-se os hortigranjeiros e os agroindustrializados, livres de substâncias sintéticas. A maioria dos produtos têm procedência do Cinturão Verde de Porto Alegre (Zona Sul). Algumas bancas são abastecidas por municípios localizados até 200 km da capital. Para viabilizar a comercialização, os produtores organizam-se através de associações e cooperativas para viabilizarem a comercialização de seus produtos. Dentre elas, destacam-se a Associação dos Colonos Ecologistas da Região de Torres/RS (ACERT), a Associação dos Produtores Ecologistas da Capela Santa Catarina (APESC), a Cooperativa dos Produtores Ecológicos de Porto Alegre (ARCOOIRIS), a Cooperativa Ecológica Coolméia e a Cooperativa Aécia de Agricultores Ecologistas Ltda. (COPAÉCIA). A seguir, apresentam-se os dados coletados com os quatro produtores orgânicos que foram selecionados para a coleta dos dados. 5.2 Análise dos Elementos Empreendedores A partir das entrevistas realizadas, a seguir apresentam-se a análise dos dados que se amparam nas categorias de análise previamente delimitadas. 11

12 a) Produtor Orgânico A A primeira produtora pesquisada, proprietária do Sítio Apicuário, possui sua área de terras localizada no município de Gramado/RS. A área total da propriedade é de 28 hectares, sendo que deste total, cinco são dedicados às atividades de produção orgânica. A opção pela produção de orgânicos iniciou há 23 anos quando por uma mudança na filosofia de vida, o casal empreendedor deixou a cidade de Porto Alegre em busca de uma maior qualidade de vida. Tornaram-se naturalistas e passaram a dedicar-se ao cultivo de produtos orgânicos. Atualmente, residem na propriedade o casal e seus dois filhos, além dos três funcionários contratados. Nesta constatação, pode-se dizer que a iniciativa dos proprietários do Sítio Apicuário tiveram uma atitude empreendedora, pois conforme Hisrich e Peters (2004) e Dornelas (2008) encontraram, avaliaram e desenvolveram uma oportunidade que resultou na criação de algo novo, iniciativa que partiu da paixão por sua área de atuação (o naturalismo) com a utilização criativa dos recursos disponíveis. Importante observação é que a produção de orgânicos confere o sustento da família. O portfolio produtivo do empreendimento rural compreende a comercialização de cerca de 120 produtos variados, tais como: chás, frutas cítricas crioulas e cereais diferenciados (feijão, arroz e pipoca preta). A partir da comercialização dos produtos que ocorre na feira Agroecológica de Porto Alegre e em Gramado, também em outros cinco estabelecimentos de produtos naturais na capital, a renda obtida é de aproximadamente R$ 5 mil mensais. Entretanto, como pôde ser evidenciado na coleta de dados, a família complementa a renda com a aposentadoria da esposa. Em se tratando de técnicas de gestão, pode-se notar uma clara divisão das tarefas entre os membros. A esposa encarrega-se das funções administrativas e burocráticas, pois possui graduação em Administração de Empresas. O marido encarrega-se das atividades produtivas com o auxílio dos funcionários. Apesar de possuir conhecimentos a cerca de técnicas administrativas, o controle gerencial dos custos, despesas e receitas é realizado de forma empírica, sem a utilização de softwares específico da área contábil. Ainda dentro das definições do conceito de empreendedorismo apresentado pela literatura (DOLABELA, 1999; DORNELAS, 2008; RONSTADT, 1985; SCHUMPETER, 1984) considera a introdução de novos produtos e serviços, criando novas formas de organização através da exploração de novos materiais, recursos e mercados. Dessa forma, percebeu-se na entrevista realizada com a proprietária é que o empreendimento buscou um diferencial que se amparou na inovação na produção, ou seja, os produtos comercializados na feira (legumes e chás) precisavam ter um diferencial dos demais produtores que foi a opção pela produção orgânica. A literatura também indica que no processo empreendedor é fundamental o estabelecimento de parcerias entre os envolvidos com o intuito de desenvolver o negócio. Nessa análise, pode-se notar que as principais parcerias no setor são as relacionadas aos pontos de comercialização que, no princípio, restringia-se exclusivamente à feira. Atualmente, a comercialização dos produtos do Sítio Apicuário é realizada em mais cinco 12

13 estabelecimentos comerciais de produtos naturais, todos localizados na cidade de Porto Alegre. Além do estabelecimento de parcerias, outra característica inerente ao empreendedorismo é a busca constante por conhecimento e atualização acerca do processo de produção, além da prospecção de novos mercados a serem explorados. Nesse sentido, a introdução de novos conhecimentos no processo de produção e melhorias identificado no Sitio Apicuário, o processo ocorreu através das decisões sobre as transformações nos itens comercializados realizada a partir de informações levantadas junto aos consumidores através de conversas informais e, a partir disto, os empreendedores puderam ter uma idéia de quais novidades o público-alvo demandava. Um exemplo de melhoria identificado foi a introdução da técnica de secagem e embalagem dos chás, uma vez que os consumidores-alvo buscavam praticidade aliada a qualidade do produto. Para atender esse público, os proprietários empreendedores introduziram uma técnica de secagem e embalagem dos chás. Inicialmente, a técnica foi desenvolvida de maneira empírica e, a partir disto, buscaram informações complementares relacionadas à etapa do processo de secagem. No entanto, o que prevaleceu foi a técnica desenvolvida pelos próprios proprietários. Vale mencionar que a técnica se inicia na etapa de colheita, seguida pela lavagem do produto que, na sequência, é colocado em grandes plataformas empilhadas em uma espécie de prateleiras móveis que são levadas até uma estufa de secagem com temperatura ideal, para que as ervas percam as propriedades naturais. Os produtos são embalados dentro da propriedade e o trabalho ocorre de maneira manual, sempre de três a dois dias antes da realização da feira. Também são comercializados produtos verdes, sem ser embalados, observando que a colheita do produto é sempre realizada dois dias antes da feira. Cabe salientar que a etapa que demanda maior dedicação centra-se no processo de secagem e embalagem dos chás. Apesar dos produtores perceberem que há mercado para expandirem a produção, a opção é ainda a produção em pequena escala. Esta identificação justifica-se pelo fato de que a produção quando em grande escala exige mais trabalho, ou seja, demandaria maior número de pessoas envolvidas no processo. De forma resumida, para eles, administrar um negócio maior implica no aumento dos custos, do tempo e da força de trabalho empregada. Mesmo assim, veem a produção de orgânicos como potencial, especialmente quando analisado o mercado a ser explorado, e isto é o que garante o sustento da família no meio rural. b) Produtor Orgânico B A segunda entrevista ocorreu com o produtor da comunidade de Ipê, localizada no Município de Segredo/RS. A área de 110 hectares é de propriedade de cinco famílias, o que totaliza 20 pessoas que obtêm o sustento nesta modalidade de produção. Nesse contexto, as famílias mencionadas buscaram organizarem-se em torno de uma associação, com o objetivo de unir esforços, especialmente na etapa da comercialização dos orgânicos. O produtor entrevistado mencionou que produz alimentos orgânicos há 17 anos, sendo que, anteriormente, a produção restringia-se ao cultivo convencional. A mudança no sistema de cultivo deu-se pelo conhecimento das técnicas agroecológicas promovidas pela Pastoral da Juventude. No início eram 200 famílias que aderiram ao projeto e, atualmente, permanecem na atividade cerca de 80 famílias. Os que continuaram são aquelas famílias, cujos jovens 13

14 participaram do processo de introdução da agroecologia proposto pela Pastoral da Juventude na localidade. Ao migrar para o sistema de cultivo orgânico, o produtor entrevistado citou como significativa a forma de condução que exige mais dedicação e, especialmene, a mudança de filosofia de vida ao produzir e consumir produtos livres de produtos químicos. Atualmente, o produtor comercializa na Feira Agroecológica 40 tipos de produtos orgânicos que compreendem hortaliças, legumes, grãos e queijo orgânico. Através da associação, a comercialização dos produtos estende-se para uma das maiores redes de supermercados na capital. Além desta oportunidade de ampliação, o produtor entrevistado vê a inclusão de produtos orgânicos na merenda escolar como uma oportunidade emergente de comercialização de sua produção. Quanto ao aspecto de geração de renda e garantia de sustento da família no meio rural, o produtor entrevistado vê na produção de orgânicos uma atividade produtiva que oferece oportunidades para as pequenas propriedades que, se bem administrada, é uma alternativa interessante que vai ao encontro da demanda que encontra-se me fase de expansão. Com relação à gestão do empreendimento, o produtor mencionou que realiza um planejamento mensal, não recebendo auxílio para executá-lo. Entretanto, costuma realizar experimentos, introduzindo novas variedades e técnicas de cultivo, buscando orientação técnica e assessoria de instituições como o Sindicato Rural, a Cooperativa Terra Solidária, a Federação Agricultura Familiar e, principalmente, auxílio técnico do Centro Ecológico. É também através dos cursos promovidos pelo Sindicato Rural e Cooperativa Terra Solidária que recebe treinamentos sobre técnicas administrativas e de gestão. Nessa análise, é possível identificar características empreendedoras na medida em que o produtor tem a iniciativa de buscar atualização profissional e informações sobre a atividade que realiza. Nesse sentido, ao elaborar um plano, estabelecer metas e gerenciar a sua propriedade, pode-se dizer que ele apresenta características empreendedoras. Assim como quando busca a cooperativa como forma de integrar-se aos demais sócios e buscar alternativas de comercialização. c) Produtor Orgânico C O terceiro produtor entrevistado foi o proprietário da marca Casa do Manjericão. O portfolio compreende conservas de pimenta, geléias com pimenta e frutas, com destaque para a conserva da pimenta Biquinho. A agroindústria, de propriedade do casal, está localizada na zona sul de Porto Alegre em uma área de 1500 m2 que compreende além da unidade de transformação, a residência do casal e uma estrutura de produção na forma de estufas. A comercialização da produção é realizada na Feira Agroecológica, em delicatessens da capital e também para empresas que montam cestas para café da manhã. Segundo o produtor entrevistado, a atividade de produção e industrialização de produtos orgânicos iniciou há seis anos atrás. O casal, oriundo de Minas Gerais, ingressou na atividade depois que mudaram para o Rio Grande do Sul. O inicio da produção deu-se de forma artesanal, com uma produção caseira que, a partir da boa aceitação do produto pelos amigos, visualizaram uma oportunidade de mercado, já que não encontravam no Rio Grande do Sul produtos que tivessem em sua composição diferentes tipos de pimenta que eram facilmente encontrados em outros estados do País. Analisando a contribuição da literatura que trata do empreendedorismo, pode-se dizer que tal iniciativa confere ao casal uma atitude 14

15 empreendedora ao encontrarem, avaliarem e desenvolverem um tipo de empreendimento idealizado a partir de uma lacuna de oferta no mercado potencialmente consumidor que resultou na criação de algo novo (HISRICH; PETERS, 2004; DORNELAS, 2008). Os dados coletados na entrevista realizada com o proprietário revelaram que ele é o responsável pela tomada de decisões de produção, ou seja, ele decide quais variedades de pimentas serão produzidas, as quantidades, as especificidades inerentes ao cultivo, bem como as etapas finais que compreendem a industrialização. Em termos de qualificação e conhecimentos específicos da área de gestão, o proprietário informou que possui graduação em Administração de Empresas e conta com a ajuda de sua esposa para administrar a parte financeira do empreendimento. Já o conhecimento específico do cultivo de orgânicos, este por sua vez é fornecido pela Cooperativa Arcoíris. Vale destacar que o casal empreendedor procura sempre frequentar, pesquisar e estudar novas possibilidades de inserção de novos produtos, bem como novas formas técnicas de cultivo com o intuito de agregar valor aos produtos finais que culminam com a inovação. Normalmente, quem introduz inovações é o proprietário, especialmente nas etapas de formulação de novos produtos e embalagens. E isto também contribui para a identificação de elementos empreendedores quando se analisa o perfil do proprietário. Outra característica empreendedora que se pôde identificar na entrevista realizada foi a capacidade de formar parcerias. Com a identificação de demanda crescente por pimentas, os proprietários começaram a fazer parcerias de produção com outros produtores que vendem seus produtos na Feira Agroecológica, uma espécie de terceirização de produção da matériaprima. Nesse aspecto, o casal produz as mudas e oferece a garantia de compra da produção, garantindo escala de produção sem a necessidade de comprar ou arrendar novas terras para o suprimento da demanda de matéria-prima (pimenta). Nesse sistema, o produtor mencionou que já possui oito parceiros que se localizam em municípios da grande Porto Alegre. Quanto à participação em feiras, o produtor considera bastante importante para os negócios que, segundo ele, é nela que ocorre boa parte da comercialização e, principalmente, é uma estratégia interessante para a divulgação da marca. No que se refere à geração do sustento da família, o proprietário informou que não possui outros investimentos além da agroindústria e produção de pimentas. A renda mensal do empreendimento é atrativa, que respalda nos investimentos crescentes que vêm, ao longo do tempo, garantindo a competitividade e sobrevivência da família pesquisada. d) Produtor Orgânico D A quarta e última entrevista foi com a produtora que também industrializa a produção de orgânicos. Seus produtos compreendem diferentes tipos de conservas, pastas de legumes e, ainda, geléias que variam de acordo com as frutas da estação. Na mesma feira são comercializados em torno de 20 diferentes tipos de produtos. Ela também desenvolveu um processo de desidratação de frutas utilizando energia solar. Com formação superior em arquitetura, a produtora de orgânicos mencionou que há mais de 20 anos cultiva para consumo próprio e, pensando em ampliar a produção para mercado, há cinco decidiu abrir uma agroindústria e comercializar seus produtos com valor agregado, tendo como ponto de venda referência a Feira Agroecológica do Bom Fim. A motivação pela produção deste tipo de alimentos surgiu de um reposicionamento de sua 15

16 filosofia alimentar, buscando conceitos de vida mais saudável e alternativa. Juntamente com o esposo, residem na zona sul de Porto Alegre, em uma propriedade de 1 hectare onde a metade de área é destinada à produção agrícola. Na análise do sistema de gestão do empreendimento, a entrevistada informou que o planejamento de todas as etapas do processo produtivo é realizado por ela. A administração financeira é feita pelo casal conjuntamente, já que o esposo possui formação superior em contabilidade e conhece os princípios básicos de administração de uma empresa. Na análise dos aspectos relacionados à atualização e busca de informações sobre o negócio, a entrevistada informou que frequenta eventos do setor, bem como busca constantemente pesquisar novidades sobre orgânicos e novos produtos. Dentre os resultados identificados a partir da busca de informações externas, a entrevistada destacou a técnica de desidratação de caqui a partir do uso da energia solar. Outro elemento importante identificado nos estudos sobre o empreendedorismo, é a disposição dos agentes em estabelecer parcerias. Nesse aspecto, a empreendedora entrevistada mencionou como importantes a participação em associações e conselhos, o que contribui e agrega em termos de conhecimento no momento de se realizar experimentações que são desenvolvidas no empreendimento de produção e industrialização dos orgânicos. Analisando o canal de comercialização Feira Agroecológica do Bom Fim, a empreendedora mencionou que a participação da feira é o principal meio de comercialização de seus produtos. Além desse aspecto positivo, ela informou também que a troca de idéias e experiências entre os participantes contribui positivamente para a melhoria do empreendimento, especialmente no aspecto de desenvolvimento de parcerias de fornecimento de matéria-prima, uma vez que a capacidade de produtiva é inferior à demanda do mercado. E, por fim, ao analisar o resultado do empreendimento em termos de geração de renda e obtenção de sustento em atividades no meio rural, além da produção e industrialização de orgânicos, o qual confere uma renda complementar e satisfação pessoal para o casal empreendedor. A empreendedora entrevistada possui outras fontes de renda oriundas da atuação docente e de consultorias realizadas na área de agroecologia. A partir destas considerações, a Figura 3 apresenta uma sistematização dos principais elementos identificados nas entrevistas realizadas com os quatro empreendedores que produzem produtos orgânicos e que comercializam seus produtos na Feira Agroecológica do Bairro Bom Fim em Porto Alegre/RS. Vale lembrar que tais resultados embasam-se nas categorias de análise retiradas da literatura consultada. 16

17 FATORES MOTIVADORES -Melhoria da qualidade de vida - Geração de sustento da família TÉCNICAS DE GESTÃO -Divisão de tarefas -Gestão profissionalizada - Elaboração de planejamento - Assessoria PERFIL RESULTADO FINANCEIRO DA ATIVIDADE PRODUTIVA -Contribui para a permanência no meio rural - É viável economicamente BUSCA DE INFORMAÇÕES - Pesquisa junto aos consumidores -Cooperativas -Sindicatos Rurais -Eventos do setor EMPREENDEDOR OPORTUNIDADES E PARCERIAS - Lojas de comercialização de produtos orgânicos - Redes de supermercados - Produção de matéria-prima INTRODUÇÃO DE INOVAÇÕES E EXPERIMENTAÇÕES -Produtos diferenciados (orgânicos) - Busca de novos mercados - Ampliação dos pontos de venda -Teste e adaptação de novas técnicas de produção - Introdução de novas variedades e técnicas de cultivo Figura 3: Elementos empreendedores identificados entre os produtos orgânicos. Fonte: Elaborado pelas autoras a partir dos dados coletados (2010). As questões relativas ao desenvolvimento de estudos que incluam o empreendedorismo em diferentes tipos de organizações ganham cada vez mais espaço na comunidade científica, especialmente quando se insere o agronegócios e novas alternativas de desenvolvimento das unidades de produção rural. No caso da produção de alimentos orgânicos isto não é diferente. A coleta de dados empíricos revelou que o maior desafio que os produtores orgânicos converge com a atual mudança de paradigmas que reconfiguram as atuais práticas produtivas na direção das demandas emergentes de mercados novos e atuais. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo teve como objetivo identificar elementos empreendedores entre os produtores rurais que participam da Feira Agroecológica do Bairro Bom Fim, localizada na cidade de Porto Alegre/RS. Assim, a partir da análise e discussão dos resultados evidenciados durante a pesquisa de campo, pôde-se perceber que os entrevistados adotam princípios empreendedores e inovadores na produção. Os produtores visualizaram e identificaram uma oportunidade de negócio através produção de alimentos orgânicos que, segundo eles, são mais saudáveis e o método de cultivo busca minimizar os impactos no meio ambiente, diferentemente dos alimentos convencionais. Nota-se que os produtores antes de ingressarem na produção de orgânicos passaram por alguma mudança no estilo de vida que os fizeram sentir a necessidade de constantemente 17

18 buscarem a melhoria da qualidade de vida, principalmente, da família e dos colaboradores da produção. No que tange a comercialização dos produtos, grande parte é realizada na Feira Ecológica. Alguns produtores ampliaram a comercialização de seus produtos através do estabelecimento de parcerias, e formação de redes e/ou cooperativas, expandiram a distribuição de seus produtos, chegando às gôndolas de grandes supermercados e, inclusive, a cidades do interior do estado do Rio Grande do Sul. Ressalta-se, também, a busca constante pelo conhecimento, pois foi unânime a constatação onde sempre, pelo menos um membro da família ligado à produção, procura realizar cursos e participar de feiras a fim de agregar valor a produção, conhecendo novas tecnologias, sejam elas para melhorar a qualidade do produto ou para diferenciar seus produtos através de novos sabores, ou até mesmo na produção de novos produtos. Percebe-se também que nas famílias ha pelo menos um membro com curso superior na área de gestão, o que faz com que tenham noções básicas de administração impossibilitando a tomada de decisões de grande risco na produção. O cumprimento do propósito dos produtores agroecológicos se deve, não somente as características empreendedoras de seus gestores, mas, principalmente, pelo comprometimento com a lógica de produção orgânica de todos os atores participantes no processo produtivo. Assim nota-se que, no que tange a inovação, as mudanças não têm apenas cunho tecnológico, e sim, uma constante que envolve todo um arcabouço complexo e dinâmico de aspecto econômico, social e ambiental. No entanto, os dados apurados no estudo não podem ser generalizados, o que indica uma direção para a sua continuidade, justificado pelo crescimento e oportunidade de ampliação quando se analisa a produção de orgânicos na dimensão do empreendedorismo. Assim, conclui-se que os produtores de orgânicos buscam cada vez mais ampliar seus espaços de comercialização, ofertando produtos diferenciados que se amparam em técnicas produtivas inovadoras que culminam com um padrão de qualidade perceptível aos olhos dos consumidores. Assim, o mercado de orgânicos, por ser um mercado exigente, tem absorvido esses produtores especializados com potencial empreendedor e inovador. REFERÊNCIAS ALBERSMEIER, F.; SCHULZE, H.; SPILLER, A. Evaluation and Reliability of the Organic Certification System: Perceptions by Farmers in Latin America. Sustainable Development, n. 17, p , ANOKHIN, S.; SCHULZE, W. S. Entrepreneurship, innovation, and corruption. Journal of Business Venturing, n. 24, p , ALVES, C.; NATAL, J. C. Empreendedorismo e Plano de Negócios. In: SANTOS, R. C.(org.). Manual de Gestão Empresarial: conceitos e aplicações nas empresas brasileiras. São Paulo: Atlas, AQUINO, A. M.; ASSIS, R. L. Agricultura orgânica em áreas urbanas e periurbanas com base na agroecologia. Ambiente & Sociedade, v. 10, n. 1, p , BRENKERT, G. Innovation, rule breaking and the ethics of entrepreneurship. Journal of Business Venturing, n. 24, p , DOLABELA, F. Oficina do empreendedor. São Paulo: Cultura Editores Associados,

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