TERAPÊUTICA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

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1 Disciplina: Farmacologia Curso: Enfermagem TERAPÊUTICA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Professora: Ms. Fernanda Cristina Ferrari

2 Controle da Pressão Arterial Sistêmica Controle Neural estimulação dos barorreceptores Controle Renal maior retenção ou filtração de sódio e água Controle hormonal sistema renina-angiotensina do rim Renina Angiotensina I Angiotensina II Vasoconstrição

3 O que é a hipertensão? É uma doença crônica não transmissível de natureza multifatorial, assintomática (na grande maioria dos casos) que compromete fundamentalmente o equílibrio dos sistemas vasodilatadores e vasoconstritores, levando a um aumento da tensão sanguínea nos vasos, capaz de comprometer a irrigação tecidual e provocar danos aos órgãos por eles irrigados.

4 Fatores não-modificaveis IDADE HEREDITARIEDADE RAÇA

5 Fatores modificáveis OBESIDADE EXCESSO DE SAL ESTRESSE SEDENTARISMO ALCOOLISMO TABAGISMO

6 Prevalência Estimativa de Prevalência de Hipertensão Arterial (1998) 13 milhões se considerar cifras de PA > 160 e/ou 95 mmhg 30 milhões se considerar cifras entre e/ou mmhg 15 milhões nem sabem que são hipertensos

7 COMPLICAÇÕES Doença cerebrovascular Doença arterial coronária Insuficiência cardíaca Insuficiência renal crônica Doença vascular de extremidades

8 TRATAMENTO Não medicamentoso Medicamentoso

9 Tratamento não medicamentoso Redução do peso corpóreo Redução da ingestão de sódio Maior ingestão de alimentos ricos em K + Redução consumo bebidas alcoólicas Exercícios físicos regulares Abolir o tabagismo Diminuir ingestão de gorduras

10 MECANISMOS HIPOTENSOR DO EXERCÍCIO FÍSICO Diminuição da atividade nervosa simpática Aumento da excreção urinária de sódio Diminuição da atividade da renina plasmática

11 Tratamento medicamentoso (Princípios Gerais) Eficaz por via oral Se possível tomada única diária Iniciar-se com menores doses efetivas e aumentá-las gradativamente e/ou associar outra classe farmacológica Quanto maior a dose, maiores as probabilidades de surgirem efeitos indesejáveis Esclarecer ao paciente sobre a doença, efeitos colaterais dos medicamentos e objetivos terapêuticos Considerar suas condições socioeconômicas

12 Classes de antihipertensivos Diuréticos Inibidores adrenérgicos Vasodilatadores arteriais diretos Inibidores da enzima de conversão (ECA) Antagonistas dos canais de cálcio (ACC) Antagonistas do receptor AT1 da angiotensina II

13 Diuréticos: reduzem a pré-carga A hidroclorotiazida é adequada para o tratamento da insuficiência cardíaca crônica A furosemida é um diurético mais potente útil no controle da insuficiência cardíaca aguda A espirolactona antagoniza a aldosterona. É um diurético poupador de potássio: efeito no túbulo contornado do néfron

14 Fármacos que reduzem a pós-carga Hidralazina: dilata o leito vascular arterial mas produz taquicardia reflexa Nitroprussiato de sódio: dialata o leito vascular arterial e não produz taquicardia reflexa

15 Inibidores da ECA Captopril, Enalapril Inibem a enzima conversora, bloqueando a transformação de Angiotensina I em II. Aumenta a produção de bradicinina Efeitos Indesejáveis: Tosse seca Alterações do paladar Renina Angiotensina I Angiotensina II Vasoconstrição

16 Antagonista do Receptor AT1 da Angiotensina II Losartana; Valsartana Antagonizam a ação da angiotensina II, bloqueando especificamente os seus receptores. Não causam tosse Renina Angiotensina I Angiotensina II Vasoconstrição

17 Inibidores adrenérgicos Betabloqueadores: Propranolol (não seletivo); Atenolol (seletivo) Efeitos indesejáveis Broncoespasmo Bradicardia Pacientes com predisposição à asma devem restringir o uso

18 Antagonistas dos canais de cálcio Nifedipina, verapamil, diltiazem Causam vasodilatação arterial generalizada Nifedipina atua no músculo liso, enaquanto verapamil atua também no coração e diltiazem tem especificidade intermediária Nifedipina: taquicardia reflexa Verapamil e diltiazem: tornam mais lento o marca-passo cardíaco

19 Aumenta dose Monoterapia Inicial Diurético Betabloqueadores Antag. Canais Ca IECA ARAII Resposta Inadequada ou efeitos adversos OU Adicionar 2ª droga Resposta inadequada Adicionar 2ª ou 3ª Droga Substituir Monoterapia

20 Considerações Pacientes com um histórico de doença da artéria coronária, que tenham sofrido um infarto do miocárdio ou que apresentem hipercolesterolemia familiar requerem uma redução do nível sérico de colesterol total. Resinas de ligação de ácidos biliares: colestiramina Estatinas: bloqueiam a síntese de colesterol

21 Considerações Trombos arteriais são mediados por plaquetas e se formam em lesões intra-arteriais: placa aterosclerótica Trombos venosos são coágulos de fibrina causado por uma estase venosa Aspirina: Prevenção de formação de trombos arteriais: Varfarina: Prevenção de formação de trombos venosos:

22 Artéria normal Artéria com aterosclerose

23 Consequências da hipertensão arterial: importância do tratamento correto

24 Derrame Cerebral Desgaste acelerado no coração por Doenças no Coração (infarto, insuficiência cardíaca e arritmias) Dano sério nos rins Diminuição da visão por lesões na retina Lesão nas artérias

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