Novas diretrizes para pacientes ambulatoriais HAS e Dislipidemia

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2 Novas diretrizes para pacientes ambulatoriais HAS e Dislipidemia Dra. Carla Romagnolli

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4 JNC 8 Revisão das evidências Ensaios clínicos randomizados controlados; Pacientes hipertensos com > 18 anos de idade; Incluiu estudos com os seguintes subgrupos: DM, DAC, doença arterial periférica, IC, AVC prévio, DRC, proteinúria, idosos, homens e mulheres, tabagistas e grupos étnicos.

5 JNC 8 Apenas foram incluídos estudos que demonstraram intervenção para os seguintes desfechos: Mortalidade geral, mortalidade realacionada a DCV ou DRC; IAM, IC, hospitalização por IC, AVC; Revascularização coronariana (Cirúrgica ou ATC); Outras revascularizações (carótida, renal, periférica); DCRT, dobrar os níveis de creatinina sérica ou reduzir à metade o ritmo de filtração glomerular.

6 JNC 8-3 perguntas: Em adultos hipertensos: 1. O início da terapia farmacológica anti-hipertensiva em níveis específicos de PA melhora os desfechos? 2. A terapia farmacológica antihipertensiva para um alvo específico de PA melhora os desfechos? 3. As várias classes de antihipertensivos diferem em benefício ou malefício nos desfechos? 9 recomendações

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8 Recomendação 1 - Idosos > 60anos Iniciar tratamento farmacológico com PAS > 150 ou PAD > 90 mmhg; Alvo: PAS < 150 e PAD < 90 mmhg; (A) Recomendação 2 - População geral < 60 anos Iniciar tratamento farmacológico com PAD > 90 mmhg; Alvo: PAD < 90 mmhg; (A: 30-59anos / E: 18-29anos) Recomendação 3 - População geral < 60 anos Iniciar tratamento farmacológico com PAS > 140mmHg; Alvo: PAS < 140 mmhg. (E)

9 Recomendação 4 Pop > 18 anos com DRC* Iniciar tratamento farmacológico com PAS > 140 ou PAD > 90 mmhg; Alvo: PAS < 140 e PAD < 90 mmhg; (*DRC: RFG medido < 60 ml/min/1,73m 2 ou 30mg albuminúria/g creatinina) (E) Recomendação 5 Pop > 18 anos com DM Iniciar tratamento farmacológico com PAS > 140 ou PAD > 90 mmhg; Alvo: PAS < 140 e PAD < 90 mmhg; (E) Recomendação 6 Tratamento inicial (pop não-negra) Iniciar tratamento com tiazídico, BCC, IECA ou BRA (B)

10 Recomendação 7 - Tratamento inicial na pop negra Iniciar tratamento com tiazídico ou BCC. (B: pop negra em geral/ C: pop negra diabética) Recomendação 8 - Tratamento inicial ou adicional na pop com HAS e DRC deve incluir: IECA ou BRA (melhora desfechos renais) (B) Recomendação 9 O obejtivo principal do tratamento antihipertensivo é atingir a PA alvo. Se a PA alvo não for atingida em um mês de tratamento: aumentar a dose da droga inicial ou adicionar uma segunda classe dentre as recomendadas no item 6. Não usar a associação IECA e BRA; Se mais de 3 drogas forem necessárias, podem ser usadas drogas de outras classes. (E)

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15 ATP IV Dados extraídos de ensaios clínicos randomizados controlados, revisões sistemáticas e metanálises. Foco: tratamento da dislipidemia com o objetivo de reduzir o risco de doença cardiovascular (ASCVD: atherosclerotic cardiovascular disease) DAC (doença arterial coronariana) AVC (acidente vascular cerebral) Doença arterial periférica

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20 4 grupos que se beneficiam do tratamento com estatinas

21 Estatinas

22 Uso de estatinas em outras populações Considerar o uso de estatinas de intensidade moderada em pacientes sem DCV com um risco de 10 anos estimado entre 5 e 7,5%; O uso de rotina de estatinas não é recomendado em pacientes com IC NYHA classe II IV ou em pacientes dialíticos* *os estudos não mostraram benefício na redução do risco de DCV.

23 Papel dos biomarcadores e testes não invasivos Para decisão de tratamento em indivíduos selecioandos não pertencentes a um dos 4 grupos. LDL-c > 160 mg/dl; Dislipidemias genéticas; História familiar de DCV prematura < 55 anos em familiar de primeiro grau do sexo masculino < 65 anos em familiar de primeiro grau do sexo feminino; PCR ultrassensível > 2 mg/l; Escore de cálcio de coronária > 300 Agaston ou > percentil 75 para idade, sexo e etinia; Índice tornozelo-braquial < 0,9;

24 Segurança no uso das estatinas A dosagem dos níveis séricos de CPK e transami-nases hepáticas não é necessária (a não ser que o paciente tenha sintomas de miopatia ou hepato-toxicidade); As estatinas podem aumentar o risco de DM2, mas os benefícios superam os riscos nos grupos mencionados; Para paciente incapazes de tolerar a intensidade recomendada de estatina: usar a intensidade máxima que o paciente tolerar.

25 Tratamento com não-estatinas Niacina, inibidores da absorção do colesterol (ezetimibe), fibratos, sequestrantes de sais biliares (colestiramina) e ômega 3. Sem evidência de benefício na redução do risco DCV se associadas a estatinas ou em monoterapia (nos pacientes intolerantes às estatinas).

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28 Obrigada!

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