ASSOCIAÇÃO MÉDICA DA PARAÍBA RISCO CIRÚRGICO. 9/7/2003 Dr. José Mário Espínola - AMPB 1

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1 ASSOCIAÇÃO MÉDICA DA PARAÍBA 1

2 I- CONCEITO: avaliação realizada por cardiologista, com fortes bases epidemiológicas, objetivando determinar classificação funcional do paciente, e risco de complicações cardiovasculares, em especial IAM e ICC. II- ESTRATIFICAÇÃO - CRITÉRIOS: 1- Classe funcional 2- Agressividade da intervenção 2

3 III- CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO: a) Homens > 40 anos b) Mulheres > 55 anos c) Pacientes com idade inferior: doenças sistêmicas que possam afetar ap. cardiovascular: diabétes, HAS, doença pulmonar, tireoidopatias. d) Pacientes em uso de medicamentos que possam vir a causar efeitos cardiovasculares. e) Pacientes portadores de cardiopatias. 3

4 IV- A AVALIAÇÃO: a) Anamnese: angina: classificar; arritmias; síncope; IAM: < 6 meses; doenças associadas. b) Exame físico: ausculta pulmonar; pulsos; ausculta cardíaca; PA. c) ECG d) R-X tórax e) Se suspeitar de cardiopatia: TE; ECO; Holter; Cintilografia; Cineangiocoronariografia 4

5 V- FATORES DE RISCO - gravidade: 1- MAIORES: IAM < 6 meses; ICO sintomática: Angina Instável ou severa (classe II ou IV); Valvopatias: E. Ao. ou E. M. graves; BAV severo; Arritmias graves ou com FC descontrolada; ICC descompensada. 2- INTERMEDIÁRIOS: Extra-sístoles<5/min; Cardiomiopatia hipertrófica; I.Ao ou I. Mitral; E.Ao. ou E. Mitral moderada; ICO assintomática; Angina Estável ou leve (classe I ou II); ICC compensada; Diabétes Melito; IAM>6m. 3- MENORES: Idade>70 anos; HAS descompensada; AVC antigo; SVE; BRE; 5

6 ASSOCIAÇÃO MÉDICA DA PARAÍBA VI- CO-MORBIDADE: Doença Pulmonar: obstrutiva ou restritiva Diabetes Mellitus Insuficiencia Renal Desordens sanguíneas: anemia: piora DAC e ICC. policitemia e trombocitose: maior viscosidade 6

7 VII- CIRURGIAS QUANTO AO NÍVEL DE GRAVIDADE: A- ALTO: cirurgias de urgencia: idosos. Longa duração: perdas. Cranianas. Aneurisma aórtico: toráxico ou abdominal. Grandes articulações. Vascular de grandes vasos. B- MÉDIO: Próstata convencional. Cabeça e pescôço. Cirurgias ortopédicas outras. Colecistectomia. Histerectomia. Lipoaspiração. Endoarterectomia de carótidas. Cirurgias intra-toráxicas e abdominais. C- BAIXO: Biópsias de forma geral. Hernioplastias. Procedimentos endoscópicos. Facectomias. 7

8 VIII- ÍNDICE DE GOLDMAN: Critérios Pontos a) Antecedentes pessoais: Idade > 70 anos 5 IAM < 6 meses 10 b) Exame físico: B3 ou PVJ elevado 11 Estenose aórtica grave 3 Mais de 5 E-V/min. 7 c) ECG: Rítmo não-sinusal ou ESSV 7 d) Laboratório: PO2< 60 mmhg ou PCO2>50 mmhg; HCO2<20 meq/l; K< 3,0 meq/l; uréia>50 mg/dl; creatinina>3 mg/dl; transaminases elevadas; qualquer dado de deterioração importante 3 8

9 IX- ÍNDICE DE GOLDMAN Classes funcionais: Classes Pontos Classe I (risco muito baixo) 0-5 Classe II (risco baixo) 6 12 Classe III (risco muito alto) Classe IV (risco excessivo) > 25 9

10 X- PROFILAXIA DE ENDOCARDITE: A- Presença de cardiopatias: 1- Prótese valvar. 2- Valvopatias reumáticas; insuficiencias. 3- Cardiopatias congenitas cianóticas. 4- Outras congenitas: CIV, PCA, CoAo. 5- PVM com sopro de Insuficiencia mitral. 6- Cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva. 7- Shunt arteriovenoso. 8- História de Endocardite prévia. 10

11 X- PROFILAXIA DA ENDOCARDITE B- procedimentos cirúrgicos: 1- Amigdalectomias e adenoidectomias. 2- Cirurgias das vias aéreas superiores. 3- Cirurgias da mucosa gastro-intestinal. 4- Colecistectomias. 5- Cirurgias genito-urinárias. 6- Drenagem de tecidos infectados. 11

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