METODOLOGIA DA PESQUISA

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1 METODOLOGIA DA PESQUISA

2 Objetivo: Produzir artigos científicos.

3 ARTIGO CIENTÍFICO Os artigos científicos são trabalhos completos em si mesmos, que tratam de um tema verdadeiramente científico; apesar de resumidos, obedecem à mesma estrutura da monografia ou tese. Apresentam o resultado de estudos ou pesquisas e distinguemse dos diferentes tipos de trabalho científico por sua reduzida dimensão e conteúdo. Constituem a parte principal de revistas e periódicos especializados. Concluído o trabalho de pesquisa documental, bibliográfico ou de campo para que os resultados sejam conhecidos, faz-se necessária sua publicação. Os artigos científicos, por serem completos, permitem ao leitor, mediante a descrição da metodologia empregada, do processamento utilizado e dos resultados obtidos, repetir a experiência. Gilson Volpato Causas de reprovação de artigos científicos Gilson Volpato Curso completo em vídeo Unesp Artigos científicos Esse tipo de trabalho proporciona não só a aplicação de conhecimentos, como também a compreensão de certas questões.

4 Publicados nos chamados periódicos, os artigos são publicações que aparecem em intervalos regulares, com conteúdos e autores variados. Registram conhecimentos atualizados e garantem aos autores prioridade intelectual nos resultados de pesquisa. MOTIVAÇÃO Várias oportunidades podem ser motivo para a redação de um artigo científico. Por exemplo: No sistema de comunicação na ciência, o periódico é considerado a fonte primária mais importante para a comunidade científica. Por intermédio do periódico científico, a pesquisa é formalizada, o conhecimento torna-se público e se promove a comunicação entre os cientistas. Comparado ao livro é um canal ágil, rápido na disseminação de novos conhecimentos. Os periódicos, no sistema de comunicação científica, visam: a) registrar oficial e publicamente um trabalho; b) difundir o conhecimentos para que os outros cientistas prossigam o estudo ou mesmo o critiquem; c) conferir crédito ao pesquisador e editores. Expor aspectos novos sobre um tema ou sobre algum outro tratado superficialmente; novos estudos ou pesquisas permitem encontrar uma solução diferente; Apresentar uma questão antiga de maneira nova; Anunciar os resultados de uma pesquisa a ser publicada em livros; Desenvolver aspectos secundários de um assunto não totalmente estudados; Abordar temas controvertidos ainda não adequados para um livro.

5 ESTRUTURA DO ARTIGO O artigo científico tem a mesma estrutura orgânica exigida para trabalhos científicos. Apresenta as seguintes partes: Preliminares cabeçalho: título (e subtítulo) do trabalho autor (es); credenciais do(s) autor(es); local de atividades. Sinopse Resumo analítico do trabalho. Corpo do artigo Introdução: apresentação do assunto, objetivo, metodologia, limitações e proposição; Texto ou corpo do trabalho: exposição, explicação e demonstração do material; avaliação dos resultados e comparação com obras anteriores; Conclusão ou comentários: dedução lógica, baseada e fundamentada no texto, de forma resumida. Parte referencial Bibliografia consultada; Apêndice ou anexos (se necessários); DIVISÃO DO CORPO DO ARTIGO A divisão do corpo do artigo pode sofrer alterações de acordo com o texto. Por exemplo: Resultados; Introdução; Discussão; Material e método; Conclusões

6 Entretanto, não convém subdividir muito o artigo para não se perder a sequência das ideias. Se necessário, a divisão deve obedecer a uma ordem lógica; cada parte pode formar um todo e ter um título apropriado. CONTEÚDO DO ARTIGO CIENTÍFICO O estabelecimento de um esquema para expor de maneira lógica e sistemática os diferentes itens do assunto evita repetições ou emissões ao longo da redação do artigo. Deve-se levar em consideração o público a que o artigo destina-se; isso pode ser mais ou menos previsto, quando se consegue o tipo de revista a ser enviado: científica ou de divulgação. Versar sobre o assunto pessoal, uma descoberta ou dar um enfoque contrário ao já conhecido; Oferecer soluções para questões controvertidas; Levar ao conhecimento do público intelectual, ou especializado no assunto, ideias novas, para sondagem de opiniões ou atualização de informes; Abordar aspectos secundários, levantados em alguma pesquisa, mas que não seriam utilizados nela.

7 TIPOS DE ARTIGOS CIENTÍFICOS Artigo Classificatório O autor, nesse caso, procura classificar os aspectos de determinado assunto e explicar suas partes. Roteiro Definição do assunto; Explicação da divisão; Tabulação dos tipos; Definição de cada espécie. Avaliação Várias questões podem ser empregadas na avaliação do trabalho científico, principalmente da comunicação e dos artigos científicos. Salomon (1999, p. 208) propõem os seguintes requisitos: Conhecimento suficiente do assunto; Exatidão na exposição e referência fiel às fontes; Adaptabilidade; Linguagem acessível ao médio do público; Divulgação e não vulgarização. Estilo O estilo deve ser claro, conciso, objetivo; a linguagem correta, precisa, coerente e simples. Adjetivos supérfluos, rodeios e repetições ou explicações inúteis devem ser evitados, assim como a forma excessivamente compacta, que pode prejudicar a compreensão do texto. O título também merece atenção: precisa corresponder, de maneira adequada, ao conteúdo. Barras (1979, p. 166) apresenta um rol de questões para a avaliação do trabalho científico. Entre elas, figuram os termos: adequado, original, inédito, completo, imparcial; claro, conciso, preciso, coerente, objetivo; equilibrado, uno, honesto e exato. Devem ser avaliadas, também, a metodologia, as conclusões e a parte referencial e verificar se a contribuição tem realmente algum valor.

8 Artigo Teórico Quando apresenta argumentos favoráveis, ou contrários a certa opinião. Inicialmente, enfoca-se um dado argumento e depois os fatos que possam prová-lo ou refutá-lo. O desenrolar da argumentação leva a uma tomada de posição. (Dialético) Roteiro Exposição da teoria; (questão) teses e antíteses Fatos apresentados; Síntese dos fatos; Conclusão. Para escrever artigos e submetê-los à apreciação de comitês editorais de periódicos (revistas), você precisa conhecer as normas de editoração de cada periódico/revista. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (1994, p.1), por meio da NBR 6022 (NB61), Apresentação de Artigos de Periódicos fixa as condições exigíveis para a apresentação dos elementos que constituem o artigo. Para facilitar sua vida acadêmica nesta hora, seguir as recomendações da ABNT é um bom começo, isto porque os periódicos/ revistas seguem em linhas gerais essas orientações. CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO AS NORMAS DA ABNT O que é um artigo? Artigo, segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (1994, p.1), é um texto com autoria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos, processos, técnicas e resultados nas diversas áreas do conhecimento. Tipos de artigos segundo a ABNT A ABNT reconhece dois tipos de artigos: Artigo original: quando apresenta temas ou abordagens próprias. Geralmente relata resultados de pesquisa e é chamado em alguns periódicos de artigo científico. Artigo de revisão: quando resume, analisa e discute informações já publicadas. Geralmente é resultado de pesquisa bibliográfica.

9 ESTRUTURA RECOMENDADA PARA OS ARTIGOS PELA ABNT Elementos pré-textuais Título: o artigo dever ter um título que expresse seu conteúdo. Autoria: o artigo deve indicar o(s) nome(s) do(s) autor(es) acompanhado de suas qualificações na área de conhecimento do artigo. Resumo: parágrafo que sintetiza os objetivos do autor ao escrever o texto, a metodologia e as conclusões alcançadas. Para elaborar o resumo, veja a NBR6028(NB88) da ABNT. Palavras-chave: termos escolhidos para indicar o conteúdo do artigo. Pode ser usado vocabulário livre ou controlado. Elementos textuais Texto: composto basicamente de três partes: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão. Se for divido em Seções, deverá seguir o Sistema de Numeração Progressiva (NBR 6024(NB69) da ABNT). A Introdução expõe o objetivo do autor, a finalidade do artigo e a metodologia usada na sua elaboração. O Desenvolvimento mostra os tópicos abordados para atingir o objetivo proposto. Nos artigos originais, quando relatam resultados de pesquisa, o desenvolvimento mostra a análise e a discussão dos resultados. A Conclusão sintetiza os resultados obtidos e destaca a reflexão conclusiva do autor. São considerados elementos de apoio ao texto notas, citações, quadros, fórmulas e ilustrações. As citações devem ser apresentadas de acordo com a NBR10520:2001 da ABNT. Referências: lista de documentos citados nos artigos de acordo com a NBR6023:2000 da ABNT. Elementos pós-textuais Apêndice: documento que complementa o artigo. Anexo: documento que serve de ilustração, comprovação ou fundamentação.

10 Tradução do Resumo: apresentação do resumo, precedido do título, em língua diferente daquela na qual foi escrito o artigo. Nota Editorial: currículo do autor, endereço para contato, agradecimentos e data de entrega dos originais. Observações: É necessário que o artigo agregue valor à área de estudo, apresente uma aplicação ou ideias novas. As frases devem ser curtas e fáceis de serem compreendidas.

11 REFERÊNCIAS E LEITURAS RECOMENDADAS: APPOLINÁRIO, Fabio. Dicionário de metodologia científica: um guia para a produção do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, BARBETTA, Pedro Alberto. Estatística aplicada às ciências sociais. 3.ed. Florianópolis: Ed. da UFSC, l999. BARROS, Aidil Jesus da Silveira; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Fundamentos de metodologia científica. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007, p. 73. D ONOFRIO, Salvatore. Da Odisséia ao Ulisses: evolução do gênero narrativo. São Paulo: Duas Cidades, D ONOFRIO, Salvatore. Metodologia do trabalho intelectual. São Paulo: Atlas, GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, HIRONAKA, Giselda Maria Fernandes Novaes. O ensino jurídico e a produção de teses e dissertações. São Paulo: Edgard Blucher, LIPMAN, Matthew. A filosofia vai à escola. São Paulo: Summus Editorial, A filosofia na sala de aula. São Paulo: Nova Alexandria, O pensar na educação. Petrópolis: Vozes, LORIERI, Marcos Antônio. Filosofia no ensino fundamental. São Paulo: Cortez, MARCON, Sônia Silva. Vivência de mulheres sobre o desmame (tardio) da criança. Revista escola de enfermagem. V.17, n. 1, p , MATTAR, Fauze. Pesquisa de marketing. São Paulo: Atlas, MEZZAROBA, Orides. Manual de metodologia da pesquisa no direito. São Paulo: Saraiva, MORESI, Eduardo (Org). Metodologia da pesquisa. Brasília: PUC, PESSOA, Walter. A coleta de dados na pesquisa empírica. Disponível em: <http:www.cgnet.com.br/~walter/ artigo.html>. Acesso em 20 jul REY, Luís. Planejar e redigir trabalhos científicos. São Paulo: Edgard Blucher, 1993.

12 ROCHA, Ailton Schramm. Metodologia da pesquisa em direito e filosofia. São Paulo: Saraiva, RODRIGUES, Zuleide Blanco. Desenvolvendo habilidades básicas de pensamento: possibilidades de reflexão e pensar correto. Disponível em: <http://www.pedagobrasil.com.br/pedagogia/ desenvolvendohabilidades.htm>. Acesso em 14 mar SAVIANI, Dermeval. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Cortez, SUCHODOLSKI, Bogdan. A pedagogia e as grandes correntes filosóficas. Lisboa: Livros Horizonte, s/d.

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