Codificação de Canal

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1 Laboratório de Processamento de Sinais Laboratório de Sistemas Embarcados Universidade Federal do Pará 26 de janeiro de 2012

2 Sumário 1 Introdução a 2 Códigos de Blocos Lineares 3 Códigos Cíclicos

3 Introdução a Sumário 1 Introdução a 2 Códigos de Blocos Lineares 3 Códigos Cíclicos

4 Introdução a Os canais de comunicação estão sujeitos a diversos ruídos e interferências que corrompem a informação transmitida; A codificação de canal permite a detecção e correção de erros introduzidos pelo canal;

5 Introdução a Teoria dos Códigos A teoria dos códigos surgiu para desenvolver métodos parar detectar e corrigir os erros introduzidos pelo canal; Teve início em 1948 com Shannon [1]; Os códigos além de oferecerem confiabilidade aos canais de comunicação e computadores são usados em diversas aplicações: comunicações móveis, nos aparelhos de armazenamento de dados (CDs, DVDs), no processamento digital de imagens, comunicação via satélite e etc.

6 Introdução a Técnicas de Controle de Erro Correção direta de erros (FEC): baseada nos códigos corretores de erros, que utilizam a redundância na palavra-código transmitida tanto para detecção como para correção de erros durante uma transmissão; Solicitação de repetição automática (ARQ - Automatic Request for Retransmission): utiliza a redundância na palavra-código apenas para detecção de erros. Depois de detectado o erro, o receptor solicita a retransmissão da palavra-código que foi corrompida. Códigos Corretores de Erros: Códigos de blocos: processam a informação bloco a bloco. Códigos convolucionais: possuem memória.

7 Introdução a Conceitos Básicos Uma mensagem ou informação geralmente é transmitida na forma de dígitos binários ou bits, ou seja, 0s e 1s; Chama-se de palavra uma sequência de bits; Um código binário, por exemplo, é um conjunto de palavras; As palavras-código são as palavras pertencentes a esse códigos binários. Um código é dito linear se duas palavras-código quaisquer do código puderem ser somadas em aritmética módulo 2 para produzir uma terceira palavra-código [2];

8 Códigos de Blocos Lineares Sumário 1 Introdução a 2 Códigos de Blocos Lineares 3 Códigos Cíclicos

9 Códigos de Blocos Lineares Códigos de Blocos Lineares Os códigos de blocos são um conjunto de 2 k palavras-código distintas, especificados como códigos (n,k): k é o número de bits de informação n é o tamanho da palavra-código R = n k é o número de bits de redundância ou paridade A codificação é realizada através da adição de uma redundância (ou paridade), garantindo que no decodificador a mensagem possa ser recuperada; Códigos sistemáticos: os bits de informação são transmitidos de forma inalterada, e os bits de paridade aparecem no final da palavra codificada.

10 Códigos de Blocos Lineares Matriz Geradora Cada código de bloco linear tem uma matriz geradora G de onde se obtém as várias palavras do código; Para um código linear sistemático (n, k), a matriz geradora G é composta de duas sub-matrizes, uma matriz identidade k k, indicada por I k e uma sub-matriz de paridade k (n k), indicada por P, tal que [3]: G = [ I k P ] G = g 0 g 1. g k p 00 p p 0,n k p 10 p p 1,n k 1 = p 20 p p 2,n k p k 1,0 p k 1,1... p k 1,n k 1

11 Códigos de Blocos Lineares Codificação Na codificação, considerando u = (u 0,u 1,...,u k 1 ), uma mensagem a ser codificada, a palavra-código resultante v pode ser expressa da seguinte forma [4]: v = u G = (u 0,u 1,...,u k 1 ) g 0 g 1. g k 1 = u0g0 +u1g u k 1g k 1. Exemplo: Considere um código linear (7,4), com a seguinte matriz geradora, g G = g 1 g 2 = g E a informação a ser codificada como sendo u = (1101), então v seria, v = 1 g 0+1 g 1+0 g 2+1 g 3 = ( )+( )+( ) = ( ).

12 Códigos de Blocos Lineares Matriz de Verificação de Paridade Para cada matriz G de k n, existe uma matriz (n k) k denominada de matriz H ou matriz de verificação de paridade; v só é uma palavra-código de um código gerado por G, se e somente se, v H T = 0 [4] A matriz H é composta de duas sub-matrizes, uma matriz identidade (n k) (n k), indicada por I n k, e a transposta da matriz de coeficientes P, indicada por P T, tal que H = [ I n k P T] p 00 p p k 1, p 01 p p k 1,1 H = p 02 p p k 1, p 0,n k 1 p 1,n k 1... p k 1,n k 1

13 Códigos de Blocos Lineares Capacidade de Correção de Erros de um Código Linear A distância de Hamming entre dois vetores, d(u, v), é definida como sendo o número de posições em que eles diferem, ou seja, considerando dois vetores u = (10101) e v = (01101), a distância de Hamming entre eles é d(u,v) = 2; A distância mínima de Hamming de um código linear, d min, é a menor distância de Hamming encontrada entre todos os pares de palavras de um código; Se um código corrige até t erros por palavra, então a capacidade de correção de um código é definida por[4]: t = d min 1 2

14 Códigos de Blocos Lineares Síndromes A síndrome é usada para definir se a palavra recebida possui erros ou não; Considerando u a palavra transmitida e e o vetor de erros, então r, a palavra recebida, é a soma vetorial de u e e: r = u+e. Para recuperar a palavra transmitida u, o decodificador calcula então a síndrome da palavra recebida. A síndrome é um vetor de (n k) componentes, definido por: s = r H T. Se s = 0, então r é uma palavra-código e portanto assume-se que não ocorreram erros na transmissão, no entanto, se s 0, então r não é palavra-código e erros ocorreram;

15 Códigos de Blocos Lineares Síndromes Considerando uma matriz H de um código linear (7,4) como sendo: H = Supondo que a palavra recebida foi r = ( ). A síndrome então seria: s = ( ) = (000) Nesse caso, como a síndrome é nula, a palavra recebida é palavra-código e assume-se que não ocorreram erros na transmissão.

16 Códigos de Blocos Lineares Decodificação por síndromes A decodificação é realizada a partir da identificação do padrão de erros mais provável por meio do cálculo da síndrome de erros [4]: s = e H T. A síndrome do erro é igual a síndrome da palavra recebida; Para decodificação: A partir da capacidade de correção de erros do código, determina-se a síndrome para todos os padrões de erros corrigíveis; Calcula-se a síndrome da palavra recebida r; Localizar que padrão de erro e i corresponde a síndrome calculada. Corrigir a palavra recebida r, fazendo: c = r+e i.

17 Códigos de Blocos Lineares Códigos de Hamming Os códigos de Hamming são a primeira classe de códigos para correção de erros, podendo corrigir um erro por palavra-código; A distância minima de Hamming é igual a 3, e os seus parâmetros para um código de blocos (n, k) para qualquer inteiro m 3, são definidos como [5]: Tamanho do bloco: n = 2 m 1 Número de símbolos de infromação: k = 2 m m 1 Número de símbolos de paridade: n k = m Capacidade de correção: t = 1 A codificação e a decodificação são feitas seguindo o processo de codificação dos códigos lineares;

18 Códigos de Blocos Lineares Códigos de Hamming Exemplo: Suponhamos que a palavra-código enviada seja [ ] e que a recebida seja [ ], ocorrendo um erro no terceiro bit. A síndrome da palavra recebida é igual a s = [001]. Localiza-se na tabela qual o padrão de erro que corresponde a síndrome encontrada e soma-se ele a palavra recebida, resultando em: c = r+e = ( )+( ) = Síndrome Padrão de erro (0 0 0) ( ) (1 0 0) ( ) (0 1 0) ( ) (0 0 1) ( ) (1 1 0) ( ) (0 1 1) ( ) (1 1 1) ( ) (1 0 1) ( )

19 Sumário Códigos Cíclicos 1 Introdução a 2 Códigos de Blocos Lineares 3 Códigos Cíclicos

20 Códigos Cíclicos Códigos Cíclicos Subclasse dos Códigos de blocos lineares; Fáceis de codificar e decodificar; Propriedade Cíclica: cada deslocamento cíclico de uma palavra-código é também uma palavra-código; Utilizam Campos de Galois - campo finito de p elementos, designado por GF(p); Em geral utiliza-se GF(2 m ), sendo m o número de bits.

21 Códigos Cíclicos Códigos Cíclicos Uma vantagem dos códigos cíclicos está no fato de que as palavras-códigos são representadas na forma de polinômios: Palavras-código Polinômio c(x) X X +X X +X 2 +X 3 As operações entre polinômios pertencentes a um GF(2 m ) são feitas em aritmética módulo-2.

22 Códigos Cíclicos Codificação dos Códigos Cíclicos O Polinômio Gerador g(x) de um código cíclico (n,k) é o polinômio de menor grau entre os polinômios do código, e pode ser definido como: g(x) = 1+g 1 X +g 2 X +...+g n k 1 X n k 1 +X n k, Para realizar a codificação é necessário seguir 3 passos [2, 4]: 1 Multiplica-se o polinômio da mensagem m(x) por X n k 2 Obtêm-se o resto b(x) da divisão de X n k por g(x) que corresponde aos dígitos de paridade. 3 Adiciona-se X n k a b(x) para obter o polinômio código c(x). A decodificação é feita assim como no caso dos códigos de blocos, porém usando polinômios e campos de galois;

23 Códigos Cíclicos Codificação dos Códigos Cíclicos Exemplo: Considere um código cíclico (7, 4) com polinômio gerador g(x) = X 3 +X +1 e a mensagem a ser codificada como sendo m(x) = (0101) = X Seguindo os passos anteriores primeiro calculamos X 3 m(x) = X 5 +X 3 e depois dividimos pelo polinômio g(x): X 5 +X 3 X 3 +X +1 X 5 +X 3 +X 2 X 2 X 2 = b(x) obtendo o resto b(x) = X 2. Depois fazemos, c(x) = X 3 m(x)+b(x) = X 5 +X 3 +X 2 = ( ). Mantendo a mensagem (0101) inalterada e a paridade (100) adicionada no final.

24 Códigos Cíclicos Código CRC (Cyclic Redundandy Check) Código para detecção de erros; Na codificação, o CRC corresponde a paridade, sendo o resto da divisão polinomial entra a mensagem enviada M(X) e um determinado polinômio gerador G(X): Na decodificação: CRC(X) = M(X)X n k mod G(X) (M(X)+CRC(X)) mod G(X) = 0.

25 Códigos Cíclicos Código BCH (Bose-Chaudhuri-Hocquenghem) São códigos cíclicos binários com grande capacidade de correção de erros; Generalização dos códigos de Hamming para múltiplos erros; Parâmetros: Para qualquer inteiro positivo m 3 e t < 2 m 1 [6]: Tamanho do bloco: n = 2 m 1 Número de símbolos de infromação: k 2 m 1 mt Número de símbolos de paridade: n k mt Capacidade de correção: t erros

26 Códigos Cíclicos Bibliografia C. E. Shannon, A mathematical theory of communication, The Bell System Technical Journal, vol. 28, S. Haykin, Sistemas de Comunicação: Analógicos e Digitais, 4th ed. Bookman, R. H. Morelos-Zaragoza, The Art of Error correcting Coding. John Wiley e Sons, Ltd., S. Lin and D. C. Jr., Error Control Coding: Fundamentals and Applications. Prentice-Hall, R. W. Hamming, Error detecting and error correcting codes, The Bell System Technical Journal, vol. 26, R. C. Bose and D. K. Ray-Chaudhuri, On a class of error correcting binary group codes, Information and Control, vol. 3, pp , March 1960.

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