TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS

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1 Definição: Ciência multidisciplinar Disciplina: Fitopatologia Agrícola TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS Objetivos: Destinada às pesquisas de equipamentos Processos e obtenção de resultados mais eficientes e econômicos no desenvolvimento e aplicação dos agroquímicossólidos ou líquidos Finalidade de minimizar ao máximo os riscos de contaminação humana e do meio ambiente Pulverizar: Definições: processo físico-mecânico de transformação de uma substância sólida ou líquida em partículas ou gotas o mais uniformes e homogêneas possíveis; Aplicar: deposição em quantidade e qualidade do ingrediente ativo definido, representado pelo diâmetro e densidade (número) de gotas sobre o alvo desejado. APLICAÇÃO DOS AGROTÓXICOS APLICAÇÃO DOS AGROTÓXICOS ALVO DE APLICAÇÃO Local previamente definido para receber o produto EFICIÊNCIA DA APLICAÇÃO Relação entre a dose teoricamente requerida para o controle e a dose efetivamente empregada DIFICULDADES DA TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO DEVIDO AO FENÔMENO DA DERIVA Desvio do produto em relação ao alvo por força dos ventos

2 ESCOLHA DOS EQUIPAMENTOS PARA APLICAÇÃO São classificados segundo o material que aplica. Assim, polvilhadoraaplica pó; a granuladora, os grânulos, o pulverizador, as gotas o nebulizador, a neblina. Existindo uma variedade de equipamentos, énecessário adotar algum sistema para classificá-los EQUIPAMENTOS PARA APLICAÇÃO VIA SÓLIDA Polvilhadeira costal motorizada Aplicação de pó(polvilhadeiras) Aplicação de grânulos Aplicação de líquidos, pós ou produtos granulados Para culturas de grande porte Polvilhadeira

3 Aplicador de granulados (matraca) VIAS DE APLICAÇÃO DOS DEFENSIVOS VIA LÍQUIDA Pulverização: aplicam gotas Nebulização: aplicam a neblina (gotas menores que 50 m) Injeção: éaplicado um filete líquido (sem fragmentação em gotas) Atomização EQUIPAMENTOS PARA APLICAÇÃO VIA LÍQUIDA Pulverizador: Costal manual Tratorizado de barra Tratorizado com pistola Pulverizador Uniport Avião Agrícola Pulverizador Costal manual Pulverizador tratorizado de barra (3 pontos) A pulverização é realizada por pontas que se acham posicionadas a distâncias uniformes em uma barra, fixadas por diferentes sistemas.

4 Pulverizador tratorizado de barra (carreta) Pulverizador uniport Pulverizador uniport EQUIPAMENTOS PARA APLICAÇÃO Atomizador VIA LÍQUIDAL Costal motorizado Tratorizado canhão Turbo atomizador tratorizado Nebulizador Injetor

5 Atomizador costal motorizado Atomizador tratorizado canhão Turbo atomizador tratorizado Injetor APLICAÇÃO DE DEFENSIVOS POR VIA LÍQUIDAL APLICAÇÃO DE DEFENSIVOS POR VIA LÍQUIDA CALDA DO DEFENSIVO DILUENTE A ÁGUA COMO PRINCIPAL DILUENTE Produto final para aplicação, resultante da mistura do produto comercial com o diluente LIMITAÇÕES DA ÁGUA COMO DILUENTE Tensão superficial Evaporação

6 APLICAÇÃO DE DEFENSIVOS POR VIA LÍQUIDA Tensão superficial Elevada Baixa Diâm. de gotas (micras) EVAPORAÇÃO DAS GOTAS Tempo de vida da gota de água e distância de queda Tempo atéextinção Distância de queda 20 ºC 30 ºC 20 ºC 30 ºC 80 % 50 % 80 % 50 % seg. 3.5 seg cm 3.2 cm seg seg. 6.7 m 1.8 m seg seg m 21.0 m APLICAÇÃO DE DEFENSIVOS POR VIA LÍQUIDAL Surfactantes(espalhantes espalhantesadesivos) Emulsificantes ADJUVANTES Substâncias especiais que, adicionadas àcalda do defensivo, melhoram características específicas dos produtos VOLUME DE APLICAÇÃO Volume de calda a ser aplicado por hectare TRANSPORTE DE ÁGUA PARA APLICAÇÃO DE DEFENSIVOS POR VIA LÍQUIDAL Categorias de aplicação via líquida segundo MATTEWS (1979) DESIGNAÇÃO VOLUME (litros/hectare) CULTURAS DE CAMPO CULTURAS ARBÓREAS Volume alto > 600 > 1000 Volume médio Volume baixo Volume muito baixo Volume ultra baixo < 5 < 50

7 APRESENTAÇÃO DA DOSAGEM NAS BULAS SÃO UTILIZADAS DUAS FORMAS DE APRESENTAÇÃO DE DOSAGEM DOSAGEM EM PRODUTO POR HECTARE Kgou Litro / ha DOSAGEM EM CONCENTRAÇÃO DA CALDA Kgou Litro / 100 Litros de calda APRESENTAÇÃO DA DOSAGEM DOSAGEM EM PRODUTO POR HECTARE Kgou Litro / ha Requer cálculo de diluição Volume de aplicação deve atender à recomendação do fabricante PROCEDIMENTOS PARA O CÁLCULO C DA DILUIÇÃO REGULAGEM DA MÁQUINAM PROCEDIMENTOS PARA O CÁLCULO DA DILUIÇÃO CALIBRAÇÃO DA MÁQUINA Ajuste de todos os componentes do equipamento às recomendações técnicas t da aplicação Aferição da vazão total da máquina quando em uso e ajuste ao volume de aplicação recomendado ROTEIRO PARA CALIBRAÇÃO DE PULVERIZADOR DE 1. Abasteça o pulverizador somente com água. 2. Marque 50 metros no terreno a ser tratado. 3. Identifique no trator a rotação necessária no motor para proporcionar 540 rpm na TDP (tomada de potência) e acelere o motor até esta rotação. 4. Selecione a marcha que proporcione a velocidade adequada às condições de operação na área a ser tratada. ROTEIRO PARACLIBRAÇÃO DE PULVERIZADOR DE 5. Ligue a tomada de potência (TDP). 6. Anote o tempo (T) necessário para o trator, na marcha e rotação selecionadas, percorrer os 50 metros. Inicie o movimento do trator no mínimo 5 metros antes do ponto marcado

8 ROTEIRO PARA CALIBRAÇÃO DE PULVERIZADOR DE ROTEIRO PARACLIBRAÇÃO DE PULVERIZADOR DE 7. Com o trator parado, na rotação selecionada, abra as válvulas de fluxo para as barras e regule a pressão de acordo com a recomendada para as pontas que estão sendo utilizadas. 9. Colete o volume (V) pulverizado por um bico durante o tempo necessário para o trator percorrer os 50 metros. 8. Faça uma breve checagem visual do padrão de pulverização das pontas e do seu alinhamento. ROTEIRO PARA CALIBRAÇÃO DE PULVERIZADOR DE Copo calibrador 10. A taxa de aplicação (Q), em litros por ha, pode então ser determinada de duas maneiras: Volume coletado Caso se disponha de um copo calibrador, efetue a leitura diretamente na coluna correspondente ao espaçamento utilizado entre bicos. ROTEIRO PARA CALIBRAÇÃO DE PULVERIZADOR DE Caso não se disponha do copo calibrador, pode-se utilizar qualquer caneca graduada. Neste caso a taxa de aplicação pode ser calculada pela seguinte forma: ROTEIRO PARACLIBRAÇÃO DE PULVERIZADOR DE Esquema de um teste de calibração Espaçamento dos bicos (e) = 0,5 m Espaço percorrido pela máquina (E) = 50 m Volume recolhido na caneca graduada = 0,6 L Q = 200 x V e Onde: Q = Taxa de aplicação (em L de calda por ha) V = Volume recolhido na caneca graduada (em L) e = Espaço entre bicos

9 ROTEIRO PARACLIBRAÇÃO DE PULVERIZADOR DE Calculando a taxa de aplica EXEMPLO PRÁTICO Espaçamento dos bicos (e) = 0,5 m Espaço percorrido pela máquina (E) = 50 m Volume recolhido na caneca graduada (0,6) = 0,6 L Q = 200 x V e Q = 240 L/ha Q = 200 x 0,6 0,5 CÁLCULO DA DILUIÇÃO Cálculo para definir a quantidade de produto comercial a ser adicionado ao tanque para obtenção da calda Leia a bula do produto para identificar a dosagem recomendada Calcule a quantidade de produto a ser colocada no tanque a cada reabastecimento em função do volume de aplicação CÁLCULO DA DILUIÇÃO EXEMPLO PRÁTICO Dosagem recomendada... 0,5 L/ha Volume de aplicação calibrado L/ha Volume do tanque do pulverizador L Para 240 L de calda adicionar 0,5 L de produto Para 600 L (tanque) adicionar x L de produto X = 600 L x 0,5 x = 1, Adicionar 1,25 litro de produto a cada reabastecimento do pulverizador APRESENTAÇÃO DA DOSAGEM DOSAGEM EM CONCENTRAÇÃO DA CALDA Kgou Litro / 100 L de água Não requer cálculo de diluição Volume de aplicação deve atender à recomendação do fabricante O que é? Receituário Agronômico: Busca a origem do problema com vista a atingí-lo com o máximo de eficiência e o mínimo de insumos Para que serve? Exige do técnico (Engenheiro Agrônomo) conhecimento profissional para que se possa realmente atingir os objetivos a que se propõe. Importância do Receituário agronômico (RA) Criado para a proteção do homem 2. Legislação atual Lei no (julho de 1989) Pesquisa, experimentação, propaganda comercial, comercialização, fiscalização, etc... atéo destino dos resíduos e embalagens. Exige a prescrição por técnico habilitado

10 2. Legislação atual 3. Bases para o RA Confea Competência legal Resolução 344 de 1990 Competência Legal: Eng. Agrônomo e Florestal Competência profissional Ética Compromisso com a consciência Visão do problema 4. Fatores determinantes da eficiência do RA 5. Semiotécnica do RA Fator pessoal Fator material Fator ecológico Fator econômico Fator profissional Fatores de execução A) Abordagem (Rapport) Primeiro contato com o consulente; Identificar o nível de instrução; Promover descontração 5. Semiotécnica do RA 5. Semiotécnica do RA B) Queixa (Q) e duração (D) C) Anamnese Passiva Qual éo problema Há quanto tempo existe Exposição do problema Cuidados na comunicação

11 5. Semiotécnica do RA 5. Semiotécnica do RA D) Anamnese Ativa Nesta etapa pode-se perguntar: -Aspectos fitossanitários, cultura, pessoal, equipamentos, instalações, topografia. E) Montagem da fixa técnica. Visita a propriedade;. Informações que não foram possíveis apenas com a conversa;. Dados para confeccionar o HPPA. Ficha técnica: 5. Semiotécnica do RA Informações sobre o consulente HPPA HPA Diagnóstico Prescrição técnica Medidas preventivas Resultados obtidos 6. Receita agronômica É um documento; Eng. Agronômo e Florestal: orienta o agricultor; Etapa final de uma metodologia semiotécnica. 7. Modelo RA Eficiência da Receita Conhecimento do diagnóstico etiológico Considerações peculiares do cultivo Conhecimento dos fatores etiológicos Prescrição de formulações adequadas Cuidados na aplicação

12 8. Vantagens da adoção do RA Conscientização do uso de químicos; Proteção do ambiente; Emprego de químicos mais seguros; Valorização da classe; Atualização do técnico; Contato de técnio/agricultor; Maior rigor na fiscalização.

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