Contribuição do Sistema de Comunicação para a Eficiência da Assistência Perioperatória

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1 Contribuição do Sistema de Comunicação para a Eficiência da Assistência Perioperatória Enfa Ms Maria Lúcia Alves Pereira Cardoso Julho/2009

2 Agenda: Processo e Formas de Comunicação Comunicação como Competência Eficiência da Assistência Perioperatória A Comunicação como determinante da Liderança Coaching

3 Processo de Comunicação CONTEXTO E EMISSOR quem Canal Como MENSAGEM O que RESPOSTA Com que efeito R RECEPTOR para quem CONTEXTO Laswell, 1948

4 Processo e Formas de Comunicação

5 Formas de Comunicação A comunicação verbal é aquela associada às palavras expressas, por meio da linguagem escrita ou falada. A voz humana traz em si a semente da intenção daquele que fala. Revista do CD, Silva, 1996

6 Formas de Comunicação Escrita "Palavra, mesmo dilatada num papel sem vida é capaz de encher outra vida quando a recebe. Palavra, quem é você? Que enlaça corações no altar, que extravasa de alegria num encontro, procura lágrimas na despedida e chega ao infinito num segundo. Palavra, várias vezes mal interpretada, causa grande tristeza que mesmo distante é parte de uma vida, traz recordações que chegam como um raio por telefone, acalma, entristece ou alegra. Palavra, quanto mais te tenho, menos a conheço e perco ao usá-la, pois és falada em diversas formas e expressada em várias línguas, é mudada, propagada, mas sempre palavra" MAIA, 2007

7 Formas de Comunicação Jeito como falamos: paraverbal é qualquer som produzido pelo aparelho fonador, usado no processo de comunicação Compreendo a fúria em suas palavras, mas não as palavras. William Shakespeare (Otelo, ato IV) Silva, 1996

8 Formas de Comunicação A comunicação não-verbal é aquela que ocorre na interação pessoa-pessoa, exceto as palavras por elas mesmas. De certa forma, foi a liberação para mim perceber o quanto as minhas emoções sempre estiveram à mostra. Saber que as pessoas haviam me compreendido muito além daquilo que eu fora capaz de lhes dizer, em palavras... Flora Davis Silva, 1996

9 Formas de Comunicação

10 Formas de Comunicação Linguagem do corpo: cinésica é a linguagem do corpo com base em uma semelhante à usada para a compreensão da fala humana. Erguemos a sobrancelha por incredibilidade. Esfregamos o nariz por atrapalhação. Cruzamos os braços para nos proteger. Encolhemos os ombros por indiferença, piscamos os olhos por intimidade, batemos os dedos por impaciência, batemos na testa por esquecimento. Julius Fast Silva, 1996

11 Formas de Comunicação Distância entre as pessoas: proxêmica é como as pessoas usam e interpretam o espaço dentro do processo de comunicação. A noção do eu individual não se restringe aos limites da pele. Ela passeia dentro de uma espécie de bolha particular, representada pela quantidade de ar que se sente entre o eu e o outro. Flora Davis Silva, 1996

12 Formas de Comunicação O tocar: tacêsica é o estudo e de todas as características que o envolve: pressão exercida, local onde se toca, idade e sexo dos comunicadores, entre outras. Silva, 1996 Não tenha medo. Apenas me toque. Phyllis K. Davis

13 Comunicação como Competência Conhecimento (saber) Técnicas de redação Domínio da linguagem Conhecimento do cliente Técnicas de comunicação verbal, não verbal e sinestésica Erudição Habilidade (saber fazer) Poder de persuasão Apresentar em público Conduzir reuniões Saber disseminar informações para equipe de trabalho verbal, não verbal e sinestésica Dar Feedback Atitude (querer fazer) Imparcialidade Bom humor Empatia Agilidade de raciocínio Co-responsabilidade Criatividade Competência interpessoal nas interações e é a base do relacionamento entre seres humanos, além de ser um processo vital recíproco capaz de influenciar a afetar o comportamento das pessoas

14 Processo de Comunicação na Enfermagem O ENFERMEIRO DEVE SER COMUNICADOR POR EXCELÊNCIA. INSTRUMENTO DE TRABALHO DA ENFERMAGEM AGENTE DE MUDANÇAS AS COMPORTAMETAIS NOS ASPECTOS DE SAÚDE O ENFERMEIRO É EDUCADOR E A EDU- CAÇÃO É,, SOBRETUDO COMUNICAÇÃO Stefanelli, 1993

15 Processo de Comunicação O cuidado na enfermagem como uma prática assistencial humanizada, deve estar centrado na necessidade de comunicação como estratégia de aproximar paciente e equipe, na reconstrução do relacionamento entre profissionais de enfermagem e o ser hospitalizado, repercutindo diretamente na qualidade do serviço prestado pelas instituições de saúde e no modo como este é percebido pelo usuário. Morais,et al / 2009

16 Qual a concepção da interação verbal com o paciente na orientação pelo enfermeiro????

17 COMUNICAÇÃO AUTO ESTIMA APOIO CONFORTO SEGURANÇA CONFIANÇA SEGURANÇA E SATISFAÇÃO BEM ESTAR DO PACIENTE Stefanelli, 1993

18 Eficiência da Assistência Perioperatória No ato de assistir, próprio da enfermagem, está implícita a arte da comunicação, sendo esta a mola propulsora para o desempenho das atividades globais. A comunicação interfere nos resultados das ações de enfermagem e propicia os pilares para a organização e o funcionamento de todos os grupos sociais. Daniel (1983)

19 Qual é a estratégia de comunicação na assistência perioperatória???? ria????

20 Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória - SAEP A SAEP é reconhecida pela SOBECC, como a assistência de enfermagem perioperatória ao cliente, e deve ser praticada nos períodos préoperatório imediato, trans-operatório e pósoperatório imediato. Engloba coleta de dados, análise e priorização da ação a ser implementada no trans-operatório e no pós-operatório imediato e avaliação do alcance dos cuidados prestados ao cliente (SOBECC, 2001).

21 Dificuldades de Implantação da SAEP Falta de modelo assistencial; Falta de conscientização dos profissionais de enfermagem; Internação com o cliente minutos antes da cirurgia; A desinformação do cliente; Falhas na interação entre equipe médica, enfermagem e clientes; Acúmulo de atividades administrativas, dificuldades de sair do setor centro cirúrgico; Falta de profissionais; o não conhecimento do método; Falta de apoio administrativo e Falta do próprio interesse pelo método... Motivos que levam as enfermeiras de Centro cirúrgicos a não realizarem uma assistência de enfermagem de forma sistematizada, SILVA, POTENZA,São Paulo, SOBECC, 1993.

22 Resultados da Pesquisa sobre Comunicação na SAEP

23 Caracterização dos respondentes: SOBECC / 2009 n= % 8 8% Aux. Ou Técnico Enfermagem 29 30% Enfermeiro 8 8% 52 53% Graduando em Enfermagem Enfermeiro Esp. Em CC ou CME Outros: Instrumentador

24 A SAEP como determinante no sistema de Comunicação n= Não 96 Sim

25 Aplicação da SAEP na prática assistencial n= Não Resp. Não Sim

26 Sistema de comunicação eficiente nos Centros Cirúrgicos e Obstétricos, RAs e CMEs n= Não Resp. Não Sim

27 Dificuldades da Equipe de Enfermagem de conseguir se comunicar eficazmente n= Não Resp. Não Sim

28 Dificuldades de comunicação entre as equipes multiprofissionais no período perioperatório n= Não Verbal Jeito como falamos Linguagem do Corpo Distância entre pessoas Tocar

29 Resumindo... Para que tenhamos um Sistema de Comunicação Eficiência na Assistência Perioperatória ria é necessário: Conhecer a si próprio; Ser sensível a necessidades dos outros; Acreditar na capacidade de relato das pessoas; Reconhecer sintomas de ansiedade em si e no outro; Observar o seu não verbal; Usar as palavras cuidadosamente; Reconhecer as diferenças e... tratar os outros com o mesmo carinho e respeito gostaria que fossem dispensados a você.

30 Resumindo... Portanto, percebe-se que a comunicação na sistematização da assistência perioperatória é sinônimo de qualidade para o cuidado, através de uma atuação científica, documentada e legalizada.

31 A Comunicação como determinante da Liderança Coaching Comunicação como habilidade do ENFERMEIRO : Ser Líder Coach: abordagem eficiente, saber ouvir e dar e receber feedback A comunicação é a habilidade preponderante ao Enfermeiro coach no exercício cio da liderança Cardoso, 2006

32 Considerações Finais A comunicação se torna eficiente quando os líderes das equipes de enfermagem em Centro Cirúrgicos, Centro Obstétricos, RAs e CMEs mantêm o compromisso dessa assistência integral com qualidade e busca na realização de sua liderança desenvolver esses pensamentos positivos, buscando o crescimento da assistência, trabalhando com educação permanente para atualização, promovendo reuniões com periodicidade e avaliando imparcialmente sua equipe quanto a assistência prestada.

33 Obrigada!!!!!

34 Referências CARDOSO, M.L.A.P. Liderança Coaching: um modelo de referência para o exercício do enfermeiro-líder no contexto hospitalar. Tese. Universidade Federal de São Paulo,2006. DANIEL, L.F. Atitudes interpessoais em enfermagem, São Paulo: E.P.U MORAIS, G.S.N, COSTA, S.F.G, FONTES, W.D, CARNEIRO, A.D. Comunicação como instrumento básico no cuidar humanizado em enfermagem ao paciente hospitalizado. Acta Paul Enferm. 2009; v.22, n.2, p SILVA, F.M., POTENZA,M.M. Motivos que levam as enfermeiras de Centro cirúrgicos a não realizarem uma assistência de enfermagem de forma sistematizada, p , In: I Congresso de Enfermagem em Centro Cirúrgico, São Paulo, 13 a 16 de julho de 1993, São Paulo, Revista SOBECC, SILVA, MJP. Comunicação tem remédio: a comunicação nas relações interpessoais em saúde, São Paulo: Cedas Gente, STEFANELLI, G.M. Comunicação com o paciente: teoria e ensino. São Paulo, Robe, TONG, P, GONÇALVES, S.E.F. A comunicação na sistematização da assistência de enfermagem perioperatória ria como referencial para a qualidade em serviço

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