EDUARDO AUGUSTO DA SILVA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "EDUARDO AUGUSTO DA SILVA"

Transcrição

1 Eduardo Augusto da Silva UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES EDUARDO AUGUSTO DA SILVA O palco! Comunicação por Ação Cultural e Marketing Cultural São Paulo 2005

2 Eduardo Augusto da Silva 2 EDUARDO AUGUSTO DA SILVA O palco! Comunicação por Ação Cultural e Marketing Cultural Dissertação apresentada ao Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP), da Escola de Comunicações e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP), como exigência parcial para obtenção do Título de Mestre em Ciências da Comunicação. Linha de Pesquisa Comunicação Institucional Políticas e Processos, sob a orientação da Profa. Dra. Mauren Leni de Roque. São Paulo 2005

3 Eduardo Augusto da Silva 3 DEDICATÓRIA A minha família, com amor e gratidão pelo carinho, compreensão e apoio incondicional por mais este difícil e importante período de minha vida.

4 Eduardo Augusto da Silva 4 AGRADECIMENTOS A minha orientadora Profa. Dra. Mauren L. Roque pelo seu apoio nos momentos difíceis e sua paciência em aturar as diversidades. A Profa.Dra. Margarida M. K. Kunsch pela minha oportunidade em contribuir nas suas aulas, no curso de Relações Públicas da ECA. Ao Prof. Dr. Mitsuru H. Yanaze, pelo sincero apoio, moral e estrutural, ao longo dos anos e um dos grandes responsáveis por minha trajetória. Ao Prof. Dr. Clóvis de Barros Filho em me mostrar o estudo da comunicação por uma perspectiva contagiante e desafiadora. Aos meus professores mestres, doutores e colegas do curso, alunos, meus amigos de casa em Sampa, aos velhos amigos que, mesmo de longe, torcem com fiel vigor, e a todos que de alguma forma contribuíram para que este trabalho se realizasse.

5 Eduardo Augusto da Silva 5 SUMÁRIO INTRODUÇÃO CAPÍTULO I O TEMA Marketing, Comunicação e Relações Públicas O escopo do Marketing O campo da Comunicação As funções das Relações Públicas CAPÍTULO II O CENÁRIO O Mercado Cultural Breve entendimento sobre cultura A cultura como investimento social e manifestação de poder Os atores do cenário cultural brasileiro Doações, Mecenato, Apoio e Patrocínio Cultural CAPÍTULO III O ROTEIRO Marketing Cultural e Comunicação por Ação cultural Marketing Cultural: invariações do mesmo tema Comunicação por Ação cultural A bandeira da Responsabilidade Social e o Balanço Social CAPÍTULO IV O ESPETÁCULO Relatório de Pesquisa Análise de Estudos de Casos Estudo de caso em Uberlândia MG Estudo de caso em São Paulo SP Análise comparativa dos dois estudos de casos CAPÍTULO V OS APLAUSOS OU VAIAS?! Conclusões preliminares Gestão Cultural e Projeto Cultural, para o Agente e o Artista Planejamento da Política Cultural para Organizações Limitações da Pesquisa e Sugestões para Futuros Estudos CRÉDITOS Referências Bibliográficas

6 Eduardo Augusto da Silva 6 LISTAS Fig. 2.2 Alternativas de viabilização da cultura Fig. 2.4 Ações Institucionais e suas formas de atuação, segundo a legislação brasileira Quadro maiores incentivadores nas Leis Rouanet (8.313/91) e Audiovisual (8.685/93) em Quadro 3.3 Formulário de Balanço Social Quadro 4.2 Representação esquemática dos itens pesquisados em Uberlândia Quadro 4.3 Representação esquemática dos itens pesquisados em São Paulo

7 Eduardo Augusto da Silva 7 RESUMO Os investimentos em cultura pelas organizações estranhas ao mundo das artes vêm se tornando um importante instrumento institucional para geração de posicionamento estratégico. Este instrumento foi adotado popularmente de Marketing Cultural. A promoção desses investimentos deveria ser corretamente denominada de Comunicação por Ação Cultural. Assim, tornou-se imperativo um estudo que contribuísse na conceituação e orientação das funções e estratégias que a Comunicação por Ação Cultural pode implicar e as estratégias inerentes ao Marketing Cultural. Como metodologia de pesquisa, utilizamos o estudo descritivo de caso para a avaliação do cenário cultural de Uberlândia MG no ano de 2000 e São Paulo, no ano de 2005, através de entrevistas individuais em profundidade com representantes de organizações, agências de comunicação e de planejamento, instituto cultural e produtores culturais. Estes resultados foram comparativamente analisados. Os principais resultados deste trabalho indicaram que o termo Marketing Cultural, é visto como ferramenta de comunicação ou parte da estratégia de comunicação das empresas, que fazem uso, na sua maioria, do patrocínio de atividades culturais com o objetivo principal de geração de imagem positiva da marca. A filantropia está deixando de ser prática comum, no sentido de uma ação simples de responsabilidade social e dando lugar a ações estrategicamente formatadas e amplamente divulgadas para os diversos públicos da empresa. Dessa forma este estudo demonstra que a cultura virou negócio em que o benefício institucional passa a ser objetivo principal das organizações.

8 Eduardo Augusto da Silva 8 ABSTRACT The culture investments made by companies there are not envolved in the arts have become a important institutional instrument for creation of estrategic positioning. This instrument was adopted popularly like Cultural Marketing. The pomotion this one must be correctly named of Communication for Cultural Action. Therefore, it became imperative a study that contributed in the concept and orientation of the functions and strategies that the Communication for Cultural Action can to imply and the strategies inherent to the Cultural Marketing. As a Research Methodology, it was used the descriptive study of case for the evaluation of the cultural scenary of the Uberlândia City, on 2000, and São Paulo City, on 2005, through individual interviews with representantes of companies, communications and of planning agencies, cultural institute and cultural producers. These results were comparatively analysed. The main results of this work has indicated that the term Cultural Marketing is seen as a tool of Communication of part of the Communication Strategy of the companies, which use, in the majority, the sponsorship of cultural activities as the principal objective of building up the positive image of eh brand. The philanthropy is not anymore a common practice in the sense of a simple action with social responsibility and it gives place to strategically formed actions and widely spread to the various publics of the press. Summing up this study demonstrates that the culture turned to a business in which the institutional benefits become the principal objctive of the organisations.

9 Eduardo Augusto da Silva 9 INTRODUÇÃO O campo das Relações Públicas vem sendo permeado por diversos profissionais de outras áreas que passaram a enxergar nas ações de relacionamento da organização com os diversos públicos uma ferramenta estratégica de competitividade. O apoio à cultura assume um dos papéis deste estreitamento das relações. Na retórica do marketing, o discurso da preocupação direta com outros públicos de interesse, além do consumidor, coincide com um momento em que a sociedade impõe posturas éticas e sociais. Por conseqüência da necessidade de sobrevivência no mercado, o apoio à cultura pelas empresas em eventos sociais vem se tornando uma ferramenta eficaz na busca de diferenciação competitiva, tendo como função principal a comunicação com os diversos públicos e o desenvolvimento de imagem positiva para a organização apoiadora. Essa ferramenta vem sendo confundida como Marketing Cultural, pois se o objetivo é se comunicar para estabelecer relacionamento aproximativo, tal apoio deve ser melhor denominado Comunicação por Ação cultural e, como tal, estar sob a tutela de profissionais de Relações Públicas. Este projeto é resultado de um trabalho de pesquisa que se iniciou em 1998, quando nos foram apresentados, pela primeira vez, os fundamentos de marketing cultural, através de uma revista nacional (Marketing Industrial), na qual havia um artigo de Yacoff Sarvovas, profissional que introduziu, desde 1986, o conceito de Comunicação por Atitudes (termo que será discutido na categoria 3.2 Comunicação por Ação Cultural). Assim, este projeto se justifica no sentido de dar forma mais adequada

10 Eduardo Augusto da Silva 10 aos termos Comunicação por Ação Cultural e Marketing Cultural, bem como oferecer material de apoio aos profissionais, pesquisadores, professores, agentes e produtores da área cultural. Nossa preocupação inicial foi de estudar as práticas contemporâneas de apoio à cultura, procurando diferenciar com a maior nitidez possível os dois campos marketing e comunicação tão ampla e genericamente confundidos. Eles têm uma série de elementos de convergência, mas também, oferecem cada um deles, seus próprios traços distintivos. Os seguintes procedimentos foram incluídos neste trabalho: Identificar as terminologias utilizadas no cenário literário sobre Marketing Cultural; Compreender a evolução das práticas mercadológicas e institucionais relacionadas às ações culturais; Identificar a importância de ações de responsabilidade cultural no conjunto das estratégias de comunicação das empresas; e Avaliar as práticas de Comunicação por Ação cultural e de Marketing Cultural a partir das leis federais, estaduais e regionais de incentivo à cultura. Cabe ressaltar aqui sobre a possível aplicabilidade deste estudo: Para os empresários material de apoio para o uso adequado das formas de comunicação institucional, na busca de diferenciação perante aos concorrentes, através da construção de uma Política Cultural.

11 Eduardo Augusto da Silva 11 Para os agentes e produtores culturais ampliação do horizonte sobre as possibilidades de profissionalização adequada e eficaz, na postura de um Gestor Cultural, através do uso do Marketing (de seu produto) Cultural. Para os artistas instrumento de conscientização quanto ao seu papel e às possibilidades de ampliação de seu trabalho para diversos públicos. Para os profissionais de marketing um instrumental com novas alternativas de comunicação para diversos interesses e adaptável aos objetivos específicos de cada organização. Para os professores um importante instrumento de análise para a atribuição coerente entre marketing e comunicação. Para a sociedade em geral portfólio para organização de eventos com caráter cultural, artístico e educacional. Este trabalho está estruturado em 5 capítulos, usando como referencial o desenvolvimento de um produto cultural como, por exemplo, uma peça de teatro, demonstrando o palco como o espaço onde todos os atores apresentam e representam seu papel. No primeiro é apresentado o tema em que se discutem as diferentes posições dos campos do Marketing, da Comunicação e das Relações Públicas quanto às ações institucionais na busca do estreitamento do relacionamento entre as organizações e o seu ambiente externo. No capítulo 2 aborda-se o cenário tendo como base um estudo histórico das diferentes utilizações da cultura pelos diversos componentes do mercado cultural.

12 Eduardo Augusto da Silva 12 No roteiro, capítulo 3, uma discussão sobre as terminologias de Marketing Cultural utilizadas pelos diferentes pesquisadores, especialistas e profissionais, e a necessidade de adequação mais coerente com os seus propósitos, no momento em que Comunicação por Ação cultural é apresentada para assumir o sentido que a perspectiva das Relações Públicas lhe atribui. No capítulo 4, denominado espetáculo, apresentamos dois estudos de casos: um de Uberlândia MG, realizado em 2000 e outro de São Paulo SP, no segundo semestre de 2005, em foram analisadas as posturas dos atores culturais do cenário cultural respectivos de cada região pesquisada. Os aplausos ou vaias, no capítulo 5 das considerações finais, são os resultados encontrados a partir da comparação entre teoria e prática no mercado cultural. Indicam-se, também, ferramentas de auxílio para os agentes, produtores culturais e artistas para que assumam o papel de Gestores Culturais através das estratégias de Marketing (de seu produto) Cultural para a construção de Projetos Culturais, além de indicar para as organizações, que queiram ou já se envolvem com o meio cultural, o desenvolvimento de uma Política Cultural para o uso ético e social da cultura na busca de aproximação com a sociedade em geral.

13 Eduardo Augusto da Silva 13 CAPÍTULO I O TEMA 1. MARKETING, COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES PÚBLICAS O objetivo nesta seção é estabelecer alguns parâmetros entre as áreas de Marketing e Comunicação no âmbito das relações de mercado, justificadas pela constatação de que num sistema mercadológico, como o que estamos inseridos hoje, as funções das duas áreas estão sendo utilizadas como se fossem similares. Ainda neste capítulo são discutidos as funções de Relações Públicas e seu próprio campo de atuação, tendo como base as diferentes perspectivas quanto às formas de utilização das ações institucionais, especialmente das manifestações culturais, de apoio aos objetivos corporativos.

14 Eduardo Augusto da Silva O ESCOPO DO MARKETING Tornar possível o equilíbrio entre lucratividade, satisfação dos desejos dos consumidores e promoção do bem-estar social passou a ser o maior desafio das empresas nos tempos atuais. Esta nova realidade é resultado do desenvolvimento incessante do mercado, em que a evolução tecnológica proporcionou a equiparação, levando à padronização da oferta e à inexistência de diferencial entre as marcas concorrentes. Por sorte ou força das condições econômicas e competitivas e pressão do consumidor, as empresas sentiram a necessidade de se aproximar do seu cliente, de entendê-lo, de conhecer suas percepções dentro do organismo social no qual está inserido, o que concorreu para o estabelecimento de novos patamares de disputa de mercado. Em 1948, quando a American Marketing Association (AMA), uma associação profissional de marketing em nível internacional, esforçou-se para padronizar a terminologia aplicada ao marketing, em ração das diferentes conceituações que o mercado empregava, ela o fez definido-o como: a realização de atividades de negócios dirigidas ao fluxo de bens e serviços do produtor ao consumidor ou usuário. (NICKELS; WOOD, 1999, p.4). Em 1985, a própria AMA substituiu aquela definição por outra mais abrangente, entendendo quem os interesses organizacionais só alcançariam seu objetivo se levassem em conta os interesses individuais de seus públicos: Marketing é o processo de planejamento e execução da concepção, da determinação de preço, promoção, e distribuição de idéias, bens e serviços para criar negociações que satisfaçam metas individuais e organizacionais.

15 Eduardo Augusto da Silva 15 (BOONE; KURTZ, 1998, p.6). Para Kotler (2000:30) a nova definição permanecia atribuindo ao marketing a arte de vender produtos. No seu entender, marketing tem um papel na sociedade, sendo o processo social por meio do qual pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros. Na tentativa de estabelecer um componente mais social ao conceito de marketing, os pesquisadores, na sua maioria, sinalizam uma preocupação em entender a dinâmica das relações de mercado entre empresa e seus diversos públicos, percebendo um processo menos mecanicista de troca entre as partes, mais complexo e subjetivo. Um mecanismo que exige um registro mais preciso, visto que o discurso dos fundamentos de marketing não consegue articular. Na difícil tarefa de ampliar o significado do termo encontramos alguns especialistas. Dentre eles, os europeus Semenik e Bamossy (1995, p.16) entendem que marketing é uma filosofia de negócios que estabelece que o propósito fundamental de um negócio é atender aos desejos e necessidades dos clientes.para Nickels e Wood (1999, p.4), esta atividade adquire um novo significado que leva em conta o relacionamento entre a organização e o meio no qual está inserida: Marketing é o processo de estabelecer e manter relações de troca mutuamente benéficas com clientes e outros grupos de interesse. Construir relacionamentos, e não apenas vender, passou a ser a atividade principal das organizações, de forma a construir, desenvolver e manter a carteira de clientes, para possibilitar a permanência da organização

16 Eduardo Augusto da Silva 16 num cenário mercadológico crescentemente inconstante. Christopher (2001, p.10-40) demonstra uma lista de fatores que geraram aquela natureza volátil do mercado: a) clientes mais sofisticados e experientes; b) erosão da fidelidade à marca; c) redução da eficiência dos gastos com publicidade; d) pouca diferenciação na funcionalidade dos produtos; e) competição por preços. E [percebe-se o aumento do poder do cliente com]: a concentração do poder de compra; os clientes racionalizando sua base de fornecedores e; a extinção do mercado de massa. Com a mudança do cenário, parece natural pensar em novas estratégias de marketing. Mas esta naturalidade esquece inconscientemente dos papéis de outras áreas em resolver essas novas demandas. Os especialistas passam a reconhecer o papel dos benefícios sociais que uma organização pode e deve oferecer, tal como expresso por Keegan (2005, p.3): Nos anos 90 já estava claro que o novo conceito de marketing estava ultrapassado e que a época exigia um conceito estratégico: o foco do marketing deixa de estar no cliente ou no produto e passa para o cliente em um ambiente externo mais amplo. (...) Uma conseqüência revolucionária da tendência ao conceito estratégico de marketing são os próprios objetivos de marketing, que deixam de ser os lucros e passam a ser os benefícios para os interessados ou stakeholders. Os interessados são indivíduos ou grupos que têm algum interesse na atividade de uma empresa, como funcionários, diretoria, acionistas, clientes e até a sociedade e o governo, para mencionar apenas os mais proeminentes. Os autores supra citados sinalizam a amplitude e a imponderabilidade com que a sociedade, na forma de indivíduos isolados ou grupos, direta ou indiretamente relacionados com a organização, irão exercer pressão sobre ela. No entanto, aqueles fundamentos indicam um descuido que os especialistas dão à área de comunicação, especificamente à comunicação institucional, que tem exatamente a função de estabelecer relacionamentos entre a organização e seus diversos públicos de interesse. A emergência de uma nova Relações Públicas aqui deve ser entendida tanto como surgimento quanto também de necessidade imediata, das reais tarefas da comunicação para dar conta deste novo cenário se faz

17 Eduardo Augusto da Silva 17 mais clara e mais eficaz que a filosofia de marketing, a qual tenta ampliar sua responsabilidade gerencial. Os profissionais de comunicação, principalmente os de Relações Públicas têm, atualmente, o exercício de ratificar suas qualificações e garantir sua posição estratégica, através de uma filosofia que permita uma comunicação integrada aos objetivos mercadológicos.

18 Eduardo Augusto da Silva O CAMPO DA COMUNICAÇÃO Se o principal desafio das empresas é construir imagem positiva e garantir reputação perante os seus públicos como fator de diferencial competitivo, ações isoladas de comunicação não terão o efeito desejado e por vezes, apenas irão impor gastos sem o devido retorno. O princípio de que o todo é maior que a soma das partes se aplica nesta área, em que é primordial uma comunicação organizacional integrada para que a empresa possa atingir os seus objetivos. A realidade passada mostrava um ambiente empresarial com concorrentes domésticos e produtos poucos padronizados no mercado, em que os consumidores eram preponderantemente passivos. Naquela época, comunicação empresarial se limitava a repassar de informações sobre o que a empresa fazia, de forma unilateral. Para Nassar (2004, p.49), esse tipo de gestão da comunicação peca[va] por relacionar-se com os inúmeros públicos organizacionais de forma mecanicista, tal qual o apontador nas fábricas se comunica com os trabalhadores. É uma relação assentada em ordens, em uma visão autoritária e hierarquizada que vê pequenos acionistas, trabalhadores, comunidade, sindicatos, consumidores e jornalistas, entre outros, como uma platéia, que preferencialmente deve aplaudir, endossar, tudo aquilo que a empresa faz. Atualmente a comunicação passa a ser encarada como estratégica. O lucro deixa de ser o parâmetro único de eficácia e a postura ética e a responsabilidade social são assumidas como fatores-chave de sucesso. A comunicação da empresa com os seus diversos públicos - trabalhadores consumidores, sociedade, autoridades, governo e grupos de interesse - passa a fazer parte da oferta. A comunicação organizacional (e não exclusivamente o

19 Eduardo Augusto da Silva 19 Marketing) adquire sentido no planejamento estratégico com a organização. Disposta assim, a comunicação enfrenta desafios novos. Vemos, por exemplo, na argumentação de Bueno (2003, p.2), como as novas incumbências da comunicação empresarial ultrapassam as dimensões institucionais e mercadológicas de sua atuação:... a comunicação empresarial (...) deve buscar atingir os objetivos globais da organização: desenvolver vantagem competitiva e imagem positiva para os diversos públicos. (...) Passa a ser fundamental então, a constituição de uma comunicação integrada, sem adiamento nem separação de suas atividades. Na busca de definir fronteiras ou áreas de atuação para o profissional de comunicação, autores consagrados reconhecem a variação terminológica que a comunicação organizacional pode sofrer em função da expansão de suas incumbências. Um bom exemplo disso tem-se o que Torquato (2002, p.52-3) descreve para a área de comunicação social: A área de comunicação social da organização (...) envolve as ações da comunicação coletiva ou de massa, por meio de jornais, revistas, rádio e televisão. (...) Os principais programas de comunicação social estão circunscritos às áreas de: jornalismo empresarial; assessoria de imprensa; relações públicas; articulação institucional e relações corporativas e lobby; marketing cultural e eventos; publicidade institucional e comercial/industrial; e editoração e identidade visual. (...) A terminologia pode mudar, de acordo com as visões de pesquisadores e profissionais, mas, na essência, são essas as áreas básicas da comunicação social. (grifo nosso). E sua obra anterior, Idem (1986) sinalizava que a sociedade vinha pressionando as organizações quanto às suas posturas, exigindo uma comunicação adequada para saber de forma clara o que elas fazem em prol dos benefícios sociais, além da produção de produtos e serviços, geração de empregos e pagamentos de impostos. Demonstrados os argumentos dos autores supra citados, indica-se uma

20 Eduardo Augusto da Silva 20 dificuldade que os especialistas têm em separar os fundamentos de marketing dos de comunicação, os objetivos mercadológicos dos institucionais, somada ao fato não se ater às diferenças de marketing cultural, dentro do espectro de conceituação desse termo, como ferramenta de comunicação e não de marketing, corroborando com o pensamento comum. Deve-se ter em mente os objetivos globais da empresa e suas metas mercadológicas. Há todo um processo anterior de definição de onde chegar, quando, como, quanto, porque, quais as metas a serem alcançadas para, assim, definir os objetivos de comunicação. Ou seja, a definição dos objetivos, e da própria razão da organização passaram a ser determinadas pela necessidade, desejo e expectativas que os cidadãos, latente e manifestadamente, entendem que a organização deve suprir.

21 Eduardo Augusto da Silva AS FUNÇÕES DAS RELAÇÕES PÚBLICAS A consciência de que profissionais têm importante papel no mundo organizacional contemporâneo tem ampliado os limites de atuação das Relações Públicas no mercado. Defendendo a tese de que grandes marcas corporativas da atualidade foram construídas com o uso de ferramentas de argumentação não comercial, Ries (2003, p.4) afirma que, no futuro, os profissionais de relações públicas terão o papel preliminar no desenvolvimento da estratégia de marketing da marca e não mais os gerentes de propaganda ou agências de publicidade. Uma nova marca precisa ter boas relações públicas ou não alcançará o sucesso. Na vanguarda da defesa da importância das Relações Públicas, Corrado (1994, p.42) já antecipava a necessidade de estabelecer o campo de atuação da área: Não é fácil administrar as atividades de comunicações de uma organização. Há muitos públicos e muito trabalho por fazer. Se adicionarmos a isso a multiplicação de tecnologias e canais de comunicações, a tarefa passa a ser tremenda. Hoje, poucas organizações têm todas as atividades de comunicação centralizadas em apenas um departamento. Às vezes, temos os serviços de comunicação interna incorporados ao Departamento de Recursos Humanos, a comunicação externa ao Departamento Jurídico e as Relações Públicas em Marketing. Embora censurada pelos líderes do campo de relações públicas, essa situação atesta a crescente importância da profissão e a lentidão dos profissionais para se colocarem em dia com as novas realidades. Entendendo que é preciso esclarecer os pontos de convergência e as diferenças entre Relações Públicas e Marketing, Kunsch (2003, p.95-6) demonstra que ambas as áreas exercem funções essenciais nas organizações,

22 Eduardo Augusto da Silva 22 porém cada uma tem tarefas distintas: As relações públicas: identificam os públicos, suas reações, percepções e pensam em estratégias comunicacionais de relacionamentos de acordo com as demandas sociais e o ambiente organizacional; supervisionam e coordenam programas de comunicação com públicos; prevêem e gerenciam conflitos e crises que porventura passam as organizações. (...) O marketing visa atingir o mercado: baseia-se em modelos de competitividade para atingir objetivos econômicos; objetiva persuadir o público-alvo e satisfazer os clientes/consumidores; identifica e cria mercados para os produtos e serviços; coordena e supervisiona os programas de comunicação mercadológica para criar e manter os produtos e serviços. Corroborando com esta posição, Yanaze (2004, p.56), indica que, o apoio que relações públicas pode oferecer à empresa, para ela alcançar seus objetivos mercadológicos é efetivo na medida em que, por meio das atividades planejadas suas relações com os públicos sejam caracterizadas pelo mútuo entendimento e pela colaboração e os possíveis motivos de conflitos gerados nessas relações sejam minimizados e até resolvidos de forma adequada para ambos os lados. (...) Obviamente, o papel de relações públicas não se restringe apenas a administrar os conflitos entre a empresa e seus públicos. O planejamento e a consolidação de atividades que propiciam a aproximação e a interação entre as partes constituem-se também em objetivos de relações públicas. O fator relacionamento como estratégia de Relações Públicas está em França (2004, p.3-9), quando ele diz que, atua como técnica especializada de relacionamento, cujo objetivo principal é perceber as realidades da sociedade/organização, a obrigatoriedade de seus interrelacionamentos institucionais e mercadológicos, suas necessidades permanentes de comunicação e seus envolvimentos harmônicos ou controversos com a sociedade. Sua influência é exercida de forma efetiva no planejamento e na ordenação inteligente de diretrizes e ações em benefício, tanto das organizações como da sociedade, tendo como resultado final a conquista da aceitação e do apoio da opinião pública. (...) Pode-se afirmar a multivariedade das funções de relações públicas: estratégica, política, institucional, mercadológica, social, comunitária, cultural, etc. As perspectivas acima demonstradas nos abrem os olhos para entender que as ações institucionais, especialmente através da cultura, visam estabelecer relacionamentos e não simplesmente a persuasão do público

23 Eduardo Augusto da Silva 23 consumidor. Por que se assim o fosse, por um lado, pouco sentido teria em diferenciar as atividades de Marketing das de Relações Públicas. Por outro lado, deve-se atentar pelo fato de que sempre haverá objetivos estratégicos definidos pela organização que irão determinar as formas de atuação das Relações Públicas além da sua aparente neutralidade em estabelecer relacionamentos com seus públicos como, por exemplo, a provocação da opinião pública sobre os eventos institucionais. Parés I Maicas (1994, p.27) já nos sinalizou neste sentido quanto ao uso das Relações Públicas relacionadas às causas originárias do mecenato (um dos fundamentos que iremos abordar adiante quanto às formas de Ações Institucionais): Si las relaciones públicas se definen principalmente por la creación u organización de actividades o de acontecimientos que dan lugar a informaciones de actualidad aparentemente neutras cuando, a menudo, no lo son, puesto que responden a determinados intereses si, el mecenazgo cultural, con frecuencia, se configura por la generación de actividades o acontecimientos en este campo, pienso que puede afirmarse que aquél se sirve principalmente de las técnicas de las relaciones públicas y que, sin las mismas, resulta difícil concebirlo como realidad concreta. (grifo nosso). No próximo capítulo demonstraremos que a atividade de apoio às artes e à cultura pelos diversos atores do cenário cultural não tem a ver com marketing (pessoal, político, corporativo etc), mas sim com as relações públicas e, portanto, com a comunicação. E, ainda que tenham objetivos institucionais, o uso das manifestações culturais busca criar uma áurea positiva nos relacionamentos para permitir o atingimento de metas estratégicas, políticas e sociais.

24 Eduardo Augusto da Silva 24 CAPÍTULO II O CENÁRIO 2. O MERCADO CULTURAL Neste capítulo aborda-se o cenário, tendo como base um perfil histórico das diferentes utilizações da cultura pelos diversos componentes do mercado cultural, como também, um diagnóstico desse mercado no Brasil. Discute-se a relação volúvel da arte, enquanto manifestação cultural, com o poder político, religioso e econômico em diferentes momentos da história. Introduz-se nesta seção a figura do mecenas, como ator social e tentase explicar os motivos que levaram ao surgimento e à constante relação do mecenas com o artista. O ator político, na figura do Estado e diferentes formas de governo, e sua relação com a arte, como facilitadora e provedora de manifestação de poder. A figura da Igreja, assumindo por diversas vezes como ator político e/ou mecenas em suas diversas intervenções na arte, no decorrer da história, também como manifestação de poder e de imposição de sua ideologia. E o surgimento de uma nova relação com a emergência do ator econômico nos novos tempos o empresário e suas organizações, que busca na arte a instalação e manutenção de legitimidade no decorrer da

Titulo: Comunicação por Ação Cultural: estratégia de comunicação por meio da cultura. 1

Titulo: Comunicação por Ação Cultural: estratégia de comunicação por meio da cultura. 1 Titulo: Comunicação por Ação Cultural: estratégia de comunicação por meio da cultura. 1 Autor: Eduardo Augusto Doutorando em Ciências da Comunicação ECA/USP Escola de Comunicações e Artes da Universidade

Leia mais

Unidade II ESPECIALIZAÇÕES. Profa. Cláudia Palladino

Unidade II ESPECIALIZAÇÕES. Profa. Cláudia Palladino Unidade II ESPECIALIZAÇÕES DO MARKETING Profa. Cláudia Palladino Entendendo a origem da palavra cultura Do latim: verbo colo: cultivar; Particípio cultus = cultivar a terra. Sentido ampliado (alemão):

Leia mais

O PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO

O PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO O PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO Josiane Corrêa 1 Resumo O mundo dos negócios apresenta-se intensamente competitivo e acirrado. Em diversos setores da economia, observa-se a forte

Leia mais

Unidade III. Mas a grande questão a ser levantada é o que é cultura? Para o dicionário Houaiss da língua portuguesa, cultura pode ser:

Unidade III. Mas a grande questão a ser levantada é o que é cultura? Para o dicionário Houaiss da língua portuguesa, cultura pode ser: MARKETING ESPORTIVO E CULTURAL Unidade III 11 DEFINIÇÃO Para definirmos marketing cultural temos, antes de qualquer coisa, de entender o conceito de marketing e saber o significado de cultura. As perguntas

Leia mais

Planejamento Estratégico da Comunicação Empresarial

Planejamento Estratégico da Comunicação Empresarial Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu e MBA Planejamento Estratégico da Comunicação Empresarial Prof. Dr. Luiz Alberto de Farias Março e Abril de 2014 Prof. Dr. Luiz Alberto de Farias Planejamento Estratégico

Leia mais

APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES

APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES 2º. Bimestre Capítulos: I Ética: noções e conceitos básicos II Processo de Decisão Ética III - Responsabilidade Social Apostila elaborada pela Profa. Ana

Leia mais

PROJETOS CULTURAIS: MITOS E REALIDADES

PROJETOS CULTURAIS: MITOS E REALIDADES SEMINÁRIO PROJETOS CULTURAIS: MITOS E REALIDADES NOSSA PROGRAMAÇÃO 1ª Parte Alguns mitos e realidades sobre a Cultura e o Marketing Cultural 2ª Parte Projetos Culturais: Planejamento e modelos I - PORQUE

Leia mais

SEMINÁRIO TEMÁTICO II: RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA E TERCEIRO SETOR

SEMINÁRIO TEMÁTICO II: RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA E TERCEIRO SETOR SEMINÁRIO TEMÁTICO II: RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA E TERCEIRO SETOR AULA 02: TERCEIRO SETOR (PARTE I) TÓPICO 01: EIXOS TEÓRICOS Os fundamentos da Gestão Social não se restringem a ideais históricos.

Leia mais

São distintos os conteúdos expostos pela comunicação interna e externa:

São distintos os conteúdos expostos pela comunicação interna e externa: 31 6 COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL Um dos principais objetivos da comunicação institucional é o estabelecimento de relações duradouras com os seus públicos. Isso é possível através de ações personalizadas

Leia mais

A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável

A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável Felipe de Oliveira Fernandes Vivemos em um mundo que está constantemente se modificando. O desenvolvimento de novas tecnologias

Leia mais

INDICADORES ETHOS. De Responsabilidade Social Empresarial Apresentação da Versão 2000

INDICADORES ETHOS. De Responsabilidade Social Empresarial Apresentação da Versão 2000 INDICADORES ETHOS De Responsabilidade Social Empresarial Apresentação da Versão 2000 Instrumento de avaliação e planejamento para empresas que buscam excelência e sustentabilidade em seus negócios Abril/2000

Leia mais

Dispõe sobre a Política Municipal de Turismo, institui o Fundo Municipal de Turismo - Fumtur - e dá outras providências.

Dispõe sobre a Política Municipal de Turismo, institui o Fundo Municipal de Turismo - Fumtur - e dá outras providências. Terça-feira, 30 de Junho de 2015 Ano:XXI - Edição N.: 4832 Poder Executivo Secretaria Municipal de Governo LEI Nº 10.823, DE 29 DE JUNHO DE 2015 Dispõe sobre a Política Municipal de Turismo, institui o

Leia mais

1º Seminário A Sociedade em Rede e o Teatro Vivo EnCena

1º Seminário A Sociedade em Rede e o Teatro Vivo EnCena 1º Seminário A Sociedade em Rede e o Teatro Vivo EnCena O artista gestor: desafios da contemporaneidade Maria Helena Cunha Gestora Cultural Mestre em Educação Especialista em Planejamento e Gestão Cultural

Leia mais

Responsabilidade Social

Responsabilidade Social Responsabilidade Social Profa. Felicia Alejandrina Urbina Ponce A questão principal é debater: o que torna uma empresa socialmente responsável? É o fato de ela ser ética? Ou fi lantrópica? Ou porque ela

Leia mais

RESUMO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO SUPERIOR DE EVENTOS

RESUMO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO SUPERIOR DE EVENTOS RESUMO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO SUPERIOR DE EVENTOS SALVADOR 2012 1 CONTEXTUALIZAÇÃO Em 1999, a UNIJORGE iniciou suas atividades na cidade de Salvador, com a denominação de Faculdades Diplomata. O contexto

Leia mais

Resenha. Inovação: repensando as organizações (BAUTZER, Daise. São Paulo: Atlas, 2009.)

Resenha. Inovação: repensando as organizações (BAUTZER, Daise. São Paulo: Atlas, 2009.) Resenha Inovação: repensando as organizações (BAUTZER, Daise. São Paulo: Atlas, 2009.) Patrícia Morais da Silva 1 Superar as expectativas do mercado atendendo de forma satisfatória as demandas dos clientes

Leia mais

POLÍTICA EMRPESARIAL DA INT.4

POLÍTICA EMRPESARIAL DA INT.4 POLÍTICA EMRPESARIAL DA INT.4 INTRODUÇÃO Desde que foi fundada em 2001, a ética, a transparência nos processos, a honestidade a imparcialidade e o respeito às pessoas são itens adotados pela interação

Leia mais

PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO HISTÓRIA A. (sujeita a reajustamentos) 1º PERÍODO

PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO HISTÓRIA A. (sujeita a reajustamentos) 1º PERÍODO PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO HISTÓRIA A 10º Ano Ano Lectivo - 2012/2013 (sujeita a reajustamentos) Prof. ª Irene Lopes 1º PERÍODO MÓDULO 0 ESTUDAR E APRENDER HISTÓRIA MÓDULO 1 RAÍZES MEDITERRÂNICADA CIVILIZAÇÃO

Leia mais

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva.

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva. COMPREENDENDO A GESTÃO DE PESSOAS Karina Fernandes de Miranda Helenir Celme Fernandes de Miranda RESUMO: Este artigo apresenta as principais diferenças e semelhanças entre gestão de pessoas e recursos

Leia mais

CONTABILIDADE SOCIAL: O BALANÇO SOCIAL EVIDENCIANDO A RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS ORGANIZAÇÕES.

CONTABILIDADE SOCIAL: O BALANÇO SOCIAL EVIDENCIANDO A RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS ORGANIZAÇÕES. Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 417 CONTABILIDADE SOCIAL: O BALANÇO SOCIAL EVIDENCIANDO A RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS ORGANIZAÇÕES. Alice da Silva

Leia mais

Unidade IV. Gerenciamento de Produtos, Serviços e Marcas. Prof a. Daniela Menezes

Unidade IV. Gerenciamento de Produtos, Serviços e Marcas. Prof a. Daniela Menezes Unidade IV Gerenciamento de Produtos, Serviços e Marcas Prof a. Daniela Menezes Tipos de Mercado Os mercados podem ser divididos em mercado de consumo e mercado organizacional. Mercado de consumo: o consumidor

Leia mais

Renascimento Cultural

Renascimento Cultural Renascimento Cultural Séculos XIV ao XVII Prof. Dieikson de Carvalho Renascimento Cultural Contexto histórico Transição da Idade Média para Idade Moderna. Século XIV ao XVII. Resultado do Renascimento

Leia mais

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE PESSOAS Comparativo entre idéias

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE PESSOAS Comparativo entre idéias FACULDADE GOVERNADOR OZANAM COELHO PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DE PESSOAS INTRODUÇÃO À GESTÃO DE PESSOAS Comparativo entre idéias ALINE GUIDUCCI UBÁ MINAS GERAIS 2009 ALINE GUIDUCCI INTRODUÇÃO À GESTÃO DE

Leia mais

Prof. Fabiano Geremia

Prof. Fabiano Geremia PLANEJAMENTO ESTRÁTEGICO PARA ARRANJOS PRODUTIVOS CURSO INTERMEDIÁRIO PARA FORMULADORES DE POLÍTICAS Prof. Fabiano Geremia Planejamento Estratégico ementa da disciplina Planejamento estratégico e seus

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL Aldemar Dias de Almeida Filho Discente do 4º ano do Curso de Ciências Contábeis Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS Élica Cristina da

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Dimensão Social

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Dimensão Social DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Dimensão Social Por Daiane Fontes 1 A preocupação da sociedade com relação aos temas ética, cidadania, direitos humanos, desenvolvimento econômico, Desenvolvimento Sustentável

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Nome da disciplina Evolução do Pensamento Administrativo I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação;

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL NO CENÁRIO EMPRESARIAL ¹ JACKSON SANTOS ²

RESPONSABILIDADE SOCIAL NO CENÁRIO EMPRESARIAL ¹ JACKSON SANTOS ² RESPONSABILIDADE SOCIAL NO CENÁRIO EMPRESARIAL ¹ JACKSON SANTOS ² A Responsabilidade Social tem sido considerada, entre muitos autores, como tema de relevância crescente na formulação de estratégias empresarias

Leia mais

MERCADOLOGIA 2º ANO DE ADMINISTRAÇÃO FARN 2009.1. sc. Prof. Franklin Marcolino de Souza, M.sc. Slide 01

MERCADOLOGIA 2º ANO DE ADMINISTRAÇÃO FARN 2009.1. sc. Prof. Franklin Marcolino de Souza, M.sc. Slide 01 MERCADOLOGIA 2º ANO DE ADMINISTRAÇÃO FARN 2009.1 Prof. Franklin Marcolino de Souza, M.sc sc. Slide 01 O QUE O MARKETING NÃO É? MARKETING NÃO É PROPAGANDA. MARKETING NÃO É VENDAS. MARKETING NÃO É MERAMENTE

Leia mais

CONTROLADORIA NO SUPORTE A GESTÃO EMPRESARIAL

CONTROLADORIA NO SUPORTE A GESTÃO EMPRESARIAL CONTROLADORIA NO SUPORTE A GESTÃO EMPRESARIAL Cristiane de Oliveira 1 Letícia Santos Lima 2 Resumo O objetivo desse estudo consiste em apresentar uma base conceitual em que se fundamenta a Controladoria.

Leia mais

O que é Finanças? 22/02/2009 INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS

O que é Finanças? 22/02/2009 INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS Prof. Paulo Cesar C. Rodrigues E mail: prdr30@terra.com.br INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS O que é administração financeira? Qual sua importância para as corporações? Como são tomadas as decisões financeiras?

Leia mais

Especialização em Comunicação Organizacional e Reputação Corporativa - NOVO

Especialização em Comunicação Organizacional e Reputação Corporativa - NOVO Especialização em Comunicação Organizacional e Reputação Corporativa - NOVO Apresentação Previsão de Início Julho/2013 Inscrições em Breve - Turma 01 - Campus Stiep O curso de Comunicação Organizacional

Leia mais

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO CURSO DE RELAÇÕES PÚBLICAS. Daniela Valdez Rodrigues

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO CURSO DE RELAÇÕES PÚBLICAS. Daniela Valdez Rodrigues UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO CURSO DE RELAÇÕES PÚBLICAS Daniela Valdez Rodrigues A RELAÇÃO DO MARKETING DE RELACIONAMENTO COM RELAÇÕES PÚBLICAS São Leopoldo

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL E VOLUNTARIADO EMPRESARIAL. A contribuição do trabalho voluntário na Responsabilidade Social

RESPONSABILIDADE SOCIAL E VOLUNTARIADO EMPRESARIAL. A contribuição do trabalho voluntário na Responsabilidade Social RESPONSABILIDADE SOCIAL E VOLUNTARIADO EMPRESARIAL A contribuição do trabalho voluntário na Responsabilidade Social Ana Paula P. Mohr Universidade do Vale do Rio dos Sinos ana.mohr@gerdau.com.br INTRODUÇÃO

Leia mais

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum.

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum. 1º ano A Filosofia e suas origens na Grécia Clássica: mito e logos, o pensamento filosófico -Quais as rupturas e continuidades entre mito e Filosofia? -Há algum tipo de raciocínio no mito? -Os mitos ainda

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Evolução de Pensamento Administrativo I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução

Leia mais

Aula 01 - Introdução à Gestão Organizacional e Educação Corporativa

Aula 01 - Introdução à Gestão Organizacional e Educação Corporativa Aula 01 - Introdução à Gestão Organizacional e Educação Corporativa Objetivos da aula: Nesta aula o principal objetivo será conceituar itens que irão embasar o conteúdo das aulas seguintes. Serão conceituados

Leia mais

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 901491 - EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução da teoria organizacional

Leia mais

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares Walter Benjamin - Questões de Vestibulares 1. (Uem 2011) A Escola de Frankfurt tem sua origem no Instituto de Pesquisa Social, fundado em 1923. Entre os pensadores expoentes da Escola de Frankfurt, destaca-se

Leia mais

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT)

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O capitalismo teve origem na Europa, entre os séculos XIII e XIV, com o renascimento urbano e comercial e o surgimento de uma nova classe social:

Leia mais

Planejamento Estratégico de Comunicação Institucional para o IBAMETRO: uma experiência governamental 1

Planejamento Estratégico de Comunicação Institucional para o IBAMETRO: uma experiência governamental 1 Planejamento Estratégico de Comunicação Institucional para o IBAMETRO: uma experiência governamental 1 Gustavo Figueiredo 2 Resumo O IBAMETRO - Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade, autarquia ligada

Leia mais

GOVERNANÇA EM TI. Prof. Acrisio Tavares

GOVERNANÇA EM TI. Prof. Acrisio Tavares GESTÃO ESTRATÉGICA DO SUPRIMENTO E O IMPACTO NO DESEMPENHO DAS EMPRESAS BRASILEIRAS SÉRIE ESPECIAL PCSS A GOVERNANÇA EM TI, SEU DIFERENCIAL E APOIO AO CRESCIMENTO Prof. Acrisio Tavares G GOVERNANÇA EM

Leia mais

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO 1 CURSO DE EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2010.2 A BRUSQUE (SC) 2014 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 INFORMÁTICA APLICADA À... 4 02 MATEMÁTICA APLICADA À I... 4 03 METODOLOGIA CIENTÍFICA... 4 04 PSICOLOGIA... 5 05

Leia mais

Comunicação Estratégica

Comunicação Estratégica Comunicação Estratégica Prof. Dr. João José Azevedo Curvello COMUNICAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES UCB Brasília (DF) Agosto/Setembro de 2006 Estratégia Uma forma de pensar no futuro; integrada no processo decisório;

Leia mais

Faculdade Internacional de Curitiba MBA em Planejamento e Gestão Estratégica Mapas Estratégicos Prof. Adriano Stadler

Faculdade Internacional de Curitiba MBA em Planejamento e Gestão Estratégica Mapas Estratégicos Prof. Adriano Stadler Faculdade Internacional de Curitiba MBA em Planejamento e Gestão Estratégica Mapas Estratégicos Prof. Adriano Stadler AULA 5 - PERSPECTIVA DE APRENDIZADO E CRESCIMENTO Abertura da Aula Uma empresa é formada

Leia mais

ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE AS INTERFACES DO MARKETING E ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE AS INTERFACES DO MARKETING E ENGENHARIA DE PRODUÇÃO ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE AS INTERFACES DO MARKETING E ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Carolina K. Souza Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC Departamento de Engenharia de Produção, Campus universitário

Leia mais

Investimento cultural e o Sistema Jurídico Brasileiro Laura Fragomeni

Investimento cultural e o Sistema Jurídico Brasileiro Laura Fragomeni Investimento cultural e o Sistema Jurídico Brasileiro Laura Fragomeni PANORAMA HISTÓRICO BRASILEIRO: Históricamente o Brasil viveu 20 (vinte) anos de regime militar. Neste período houve um grande esforço

Leia mais

GESTÃO DAS POLÍTICAS DE RECURSOS HUMANOS NOS GOVERNOS ESTADUAIS BRASILEIROS

GESTÃO DAS POLÍTICAS DE RECURSOS HUMANOS NOS GOVERNOS ESTADUAIS BRASILEIROS Inter-American Development Bank Banco Interamericano de Desarrollo Banco Interamericano de desenvolvimento Banque interámericaine de développment BR-P1051 Departamento de Países do Cone Sul (CSC) Rascunho

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda DISCIPLINA: Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA: 06/02/2012. CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br QUESTÕES DE VESTIBULAR e-mail: especifico@especifico.com.br Av. Rio Claro nº 615 Centro

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

A universidade antiga (medieval) tinha duas funções características:

A universidade antiga (medieval) tinha duas funções características: 14. HISTÓRIA DAS UNIVERSIDADES Um universitário de hoje talvez imagine que a ciência sempre foi parte integrante dessas instituições, mas a ciência chega relativamente tarde à comunidade universitária,

Leia mais

Incentivos Fiscais: Cultura. Marcelo de Aguiar Coimbra mcoimbra@cfaadvogados.com.br

Incentivos Fiscais: Cultura. Marcelo de Aguiar Coimbra mcoimbra@cfaadvogados.com.br Incentivos Fiscais: Cultura Marcelo de Aguiar Coimbra mcoimbra@cfaadvogados.com.br Data 28 de Outubro de 2008 Curriculum Vitae Graduado e Mestre em Direito pela USP/Doutorando pela Universidade de Colônia,

Leia mais

PINTON GERALDINO DAOLIO 3

PINTON GERALDINO DAOLIO 3 MARKETING CULTURAL COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO LUIZ FABIANO FERREIRA¹, PAULO ALEXANDRE PINHEIRO SOARES 2, RAQUEL PINTON GERALDINO DAOLIO 3 1 Aluno do 3º semestre do curso Superior de Tecnologia de Gestão

Leia mais

Ementário do Curso de Administração Grade 2010-2 1 Administração da Produção I Fase: Carga Horária: Créditos: Ementa:

Ementário do Curso de Administração Grade 2010-2 1 Administração da Produção I Fase: Carga Horária: Créditos: Ementa: 1 da Produção I Ementário do Curso de Introdução à administração da produção; estratégias para definição do sistema de produção; estratégias para o planejamento do arranjo físico; técnicas de organização,

Leia mais

Música e políticas culturais em Goiânia: algumas reflexões

Música e políticas culturais em Goiânia: algumas reflexões Música e políticas culturais em Goiânia: algumas reflexões Márcia Terezinha Brunatto Bittencourt Mestranda em Música da Universidade Federal de Goiás e-mail: marciatbbittencourt@yahoo.com.br Sumário: A

Leia mais

MBA EXECUTIVO DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

MBA EXECUTIVO DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA MBA EXECUTIVO DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA 2012.1 FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS É uma instituição de direito privado, sem fins lucrativos, fundada em 20 de dezembro de 1944, com o objetivo de ser um centro voltado

Leia mais

COMO A PROPAGANDA FUNCIONA?

COMO A PROPAGANDA FUNCIONA? COMO A PROPAGANDA FUNCIONA? Definição: a manipulação planejada da comunicação visando, pela persuasão, promover comportamentos em benefício do anunciante que a utiliza. Funções: cabe a propaganda informar

Leia mais

AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA

AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA Miranda Aparecida de Camargo luckcamargo@hotmail.com Acadêmico do Curso de Ciências Econômicas/UNICENTRO Luana Sokoloski sokoloski@outlook.com

Leia mais

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/ MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Regime: Duração: HISTÓRIA LICENCIATURA PLENA SERIADO ANUAL 3 (TRÊS) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL - MÍNIMO = 03 (TRÊS) ANOS LETIVOS - MÁXIMO = 05 (CINCO)

Leia mais

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 Janete Maria Lins de Azevedo 2 Falar sobre o projeto pedagógico (PP) da escola, considerando a realidade educacional do Brasil de hoje, necessariamente

Leia mais

O Estado moderno: da gestão patrimonialista à gestão democrática

O Estado moderno: da gestão patrimonialista à gestão democrática O Estado moderno: da gestão patrimonialista à gestão democrática Neusa Chaves Batista 1 1. Introdução O modelo de gestão para a escola pública requerido na atualidade encontra-se expresso no ordenamento

Leia mais

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009 03/08/2010 Pág.01 POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009 1. INTRODUÇÃO 1.1 A Política de Comunicação da CEMIG com a Comunidade explicita as diretrizes que

Leia mais

Profa. Ligia Vianna. Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA

Profa. Ligia Vianna. Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA Profa. Ligia Vianna Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO Num passado não muito distante, a ordem sociopolítica compreendia apenas dois setores, ou seja, um público e outro privado. Esses setores

Leia mais

Ementário do Curso de Administração Grade 2008-1 1 Administração da Produção I Fase: Carga Horária: Créditos: Ementa:

Ementário do Curso de Administração Grade 2008-1 1 Administração da Produção I Fase: Carga Horária: Créditos: Ementa: 1 da Produção I Ementário do Curso de Introdução à administração da produção; estratégias para definição do sistema de produção; estratégias para o planejamento do arranjo físico; técnicas de organização,

Leia mais

Gestão de Negócios. Aula 01. Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho

Gestão de Negócios. Aula 01. Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho Gestão de Negócios Aula 01 Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho Este material é parte integrante da disciplina oferecida pela UNINOVE. O acesso às atividades, conteúdos multimídia

Leia mais

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA Tânia Regina Broeitti Mendonça 1 INTRODUÇÃO: Os espanhóis fundaram universidades em seus territórios na América desde

Leia mais

Ética e responsabilidade social: discussões sobre as práticas nas empresas, relacionadas ao uso da tecnologia de informação 1

Ética e responsabilidade social: discussões sobre as práticas nas empresas, relacionadas ao uso da tecnologia de informação 1 Ética e responsabilidade social: discussões sobre as práticas nas empresas, relacionadas ao uso da tecnologia de informação 1 Lílian Viana Teixeira Cananéa 2 Guilherme Ataíde Dias 3 Resumo As Tecnologias

Leia mais

ANEXO AO MODELO DO PLANO DE AULA DO PROCESSO SELETIVO DOCENTE GERAL (PSD-G) 2015.1

ANEXO AO MODELO DO PLANO DE AULA DO PROCESSO SELETIVO DOCENTE GERAL (PSD-G) 2015.1 ANEXO AO MODELO DO PLANO DE AULA DO PROCESSO SELETIVO DOCENTE GERAL (PSD-G) 2015.1 ARQUITETURA E URBANISMO Graduar arquitetos e urbanistas com uma sólida formação humana, técnico-científica e profissional,

Leia mais

DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL" A CONSTRUÇÃO DA SUSTENTABILIDADE DAS INSTITUIÇÕES CULTURAIS

DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL A CONSTRUÇÃO DA SUSTENTABILIDADE DAS INSTITUIÇÕES CULTURAIS DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL" A CONSTRUÇÃO DA SUSTENTABILIDADE DAS INSTITUIÇÕES CULTURAIS Como conquistar público cativo, recursos financeiros de longo prazo e marca reconhecida (pilares da sustentabilidade)?

Leia mais

1- O que é um Plano de Marketing?

1- O que é um Plano de Marketing? 1- O que é um Plano de Marketing? 2.1-1ª etapa: Planejamento Um Plano de Marketing é um documento que detalha as ações necessárias para atingir um ou mais objetivos de marketing, adaptando-se a mudanças

Leia mais

Em Compasso de Espera

Em Compasso de Espera Carta do Gestor Em Compasso de Espera Caros Investidores, O mês de setembro será repleto de eventos nos quais importantes decisões políticas e econômicas serão tomadas. Depois de muitos discursos que demonstram

Leia mais

Poder e Dominação Segundo Max Weber. Dominação Legal, Dominação Tradicional, Dominação Carismática. Dominação Legal. Dominação Tradicional

Poder e Dominação Segundo Max Weber. Dominação Legal, Dominação Tradicional, Dominação Carismática. Dominação Legal. Dominação Tradicional Poder e Dominação Segundo Max Weber Poder significa toda oportunidade de impor sua própria vontade, no interior de uma relação social, até mesmo contra resistências, pouco importando em que repouse tal

Leia mais

XVI SEMINÁRIO DE PESQUISA DO CCSA ISSN 1808-6381

XVI SEMINÁRIO DE PESQUISA DO CCSA ISSN 1808-6381 GESTÃO DE PESSOAS APLICADA ÀS UNIDADES DE INFORMAÇÃO 1 Mailza Paulino de Brito e Silva Souza 2 Sandra Pontual da Silva 3 Sara Sunaria Almeida da Silva Xavier 4 Orientadora: Profª M.Sc. Luciana Moreira

Leia mais

Política de Comunicação Fundação Luterana de Diaconia

Política de Comunicação Fundação Luterana de Diaconia Política de Comunicação Fundação Luterana de Diaconia Missão da FLD Apoiar e acompanhar programas e projetos de grupos organizados da sociedade civil que fortaleçam o protagonismo das pessoas e suas comunidades,

Leia mais

CAPITAL INTELECTUAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA NAS ORGANIZAÇÕES EMPRESARIAIS

CAPITAL INTELECTUAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA NAS ORGANIZAÇÕES EMPRESARIAIS CAPITAL INTELECTUAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA NAS ORGANIZAÇÕES EMPRESARIAIS Cesar Aparecido Silva 1 Patrícia Santos Fonseca 1 Samira Gama Silva 2 RESUMO O presente artigo trata da importância do capital

Leia mais

Administração e Gestão de Pessoas

Administração e Gestão de Pessoas Administração e Gestão de Pessoas Aula Gestão de Pessoas Prof.ª Marcia Aires www.marcia aires.com.br mrbaires@gmail.com Percepção x trabalho em equipe GESTÃO DE PESSOAS A Gestão de Pessoas é responsável

Leia mais

PROPOSTA PARA O AVANÇO DO MODELO DE GESTÃO DA SABESP

PROPOSTA PARA O AVANÇO DO MODELO DE GESTÃO DA SABESP ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS UNIVERSITÁRIOS DA SABESP PROPOSTA PARA O AVANÇO DO MODELO DE GESTÃO DA SABESP OUTUBRO, 2002 ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS UNIVERSITÁRIOS DA SABESP - APU INTRODUÇÃO A Associação

Leia mais

RELAÇÕES DE TRABALHO DICIONÁRIO

RELAÇÕES DE TRABALHO DICIONÁRIO RELAÇÕES DE TRABALHO Conjunto de normas e princípios que regem a relação entre aquele que detém o poder de contratar outro para desenvolver determinada atividade e aquele que mobilizado para tal executa

Leia mais

Total aulas previstas

Total aulas previstas ESCOLA BÁSICA 2/3 DE MARTIM DE FREITAS Planificação Anual de História do 7º Ano Ano Lectivo 2011/2012 LISTAGEM DE CONTEÚDOS TURMA Tema 1.º Período Unidade Aulas Previas -tas INTRODUÇÃO À HISTÓRIA: DA ORIGEM

Leia mais

O gerenciamento da Comunicação Organizacional

O gerenciamento da Comunicação Organizacional O gerenciamento da Comunicação Organizacional Hilbert Reis Comunicação Social Jornalismo UFOP Pesquisador PIP/UFOP Índice 1 Otimização da comunicação integrada 1 2 Estratégias, planejamentos e a gestão

Leia mais

Século XIX na Europa as inovações na arte. Predomínio do neoclassicismo ou academicismo

Século XIX na Europa as inovações na arte. Predomínio do neoclassicismo ou academicismo Século XIX na Europa as inovações na arte { Predomínio do neoclassicismo ou academicismo ANTIGUIDADE CLÁSSICA IDADE MÉDIA NEOCLASSICISMO OU ACADEMICISMO ROMANTISMO RENASCIMENTO BARROCO ROCOCÓ NEOCLÁSSICO

Leia mais

E s c o l a d e E n g e n h a r i a d e L o r e n a E E L

E s c o l a d e E n g e n h a r i a d e L o r e n a E E L : Diagnóstico A realidade é como ela é e não como gostaríamos que ela fosse. (Maquiavel) INTRODUÇÃO O Diagnóstico Estratégico de uma organização, também chamado por muitos autores de Análise do Ambiente,

Leia mais

ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS

ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS CURSO TECNOLOGIA EM GESTÃO COMERCIAL Série do Curso: 4ª SÉRIE Nome da Disciplina: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO A atividade prática supervisionada (ATPS) é um método de ensinoaprendizagem

Leia mais

O Papel Estratégico da Gestão de Pessoas para a Competitividade das Organizações

O Papel Estratégico da Gestão de Pessoas para a Competitividade das Organizações Projeto Saber Contábil O Papel Estratégico da Gestão de Pessoas para a Competitividade das Organizações Alessandra Mercante Programa Apresentar a relação da Gestão de pessoas com as estratégias organizacionais,

Leia mais

Glossário do Investimento Social*

Glossário do Investimento Social* Glossário do Investimento Social* O IDIS Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social é uma organização da sociedade civil de interesse público, que tem como missão promover e estruturar o investimento

Leia mais

ÉTICA GERAL E PROFISSIONAL MÓDULO 7

ÉTICA GERAL E PROFISSIONAL MÓDULO 7 ÉTICA GERAL E PROFISSIONAL MÓDULO 7 Índice 1. Ética empresarial...3 2 1. ÉTICA EMPRESARIAL É neste contexto, e com o objetivo de o mundo empresarial recuperar a confiança, que vai surgindo a ética Empresarial.

Leia mais

1º SEMESTRE 2º SEMESTRE

1º SEMESTRE 2º SEMESTRE 1º SEMESTRE 7ECO003 ECONOMIA DE EMPRESAS I Organização econômica e problemas econômicos. Demanda, oferta e elasticidade. Teoria do consumidor. Teoria da produção e da firma, estruturas e regulamento de

Leia mais

Área de Comunicação. Tecnologia em. Produção Multimídia

Área de Comunicação. Tecnologia em. Produção Multimídia Área de Comunicação Produção Multimídia Curta Duração Produção Multimídia Carreira em Produção Multimídia O curso superior de Produção Multimídia da FIAM FAAM forma profissionais preparados para o mercado

Leia mais

Plano de Trabalho 2013/2015

Plano de Trabalho 2013/2015 SECRETARIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO REGIONAL UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FUNDAP SEADE CEPAM CONVÊNIO SPDR USP FUNDAP SEADE CEPAM ANEXO I Plano de Trabalho 2013/2015 OUTUBRO DE 2013 I. JUSTIFICATIVAS

Leia mais

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO COMERCIAL

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO COMERCIAL 1 EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO SUPERIOR DE CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO COMERCIAL EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2011.1 BRUSQUE (SC) 2014 Atualizado em 6 de junho de 2014 pela Assessoria de

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO DO RELACIONAMENTO COM O CLIENTE

ADMINISTRAÇÃO DO RELACIONAMENTO COM O CLIENTE ADMINISTRAÇÃO DO RELACIONAMENTO COM O CLIENTE Módulo 2 CLIENTES: DEFINIÇÕES E ENTENDIMENTOS Objetivo: Ao final desse módulo, você estará capacitado a termos, como: cliente, comprador, cliente final, consumidor,

Leia mais

Novos Caminhos Grupo JCA Uma estratégia de transformação organizacional a partir da cultura e dos valores.

Novos Caminhos Grupo JCA Uma estratégia de transformação organizacional a partir da cultura e dos valores. Novos Caminhos Grupo JCA Uma estratégia de transformação organizacional a partir da cultura e dos valores. Período: Março 2010 a junho 2011 Categoria: Adesão dos Colaboradores Sumário: O trabalho relata

Leia mais

A FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA SOB A ÓTICA DO DESENVOLVIMENTO

A FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA SOB A ÓTICA DO DESENVOLVIMENTO A FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA SOB A ÓTICA DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Bruna Medeiros David de Souza Advogada. Pós-graduanda em Direito Civil pela Faculdade de Direito Milton Campos. A função social da

Leia mais

O ANTIGO REGIME FRANCÊS ANCIEN REGIM

O ANTIGO REGIME FRANCÊS ANCIEN REGIM O ANTIGO REGIME FRANCÊS ANCIEN REGIM Organização social que vigorou na França, principalmente na época em que os reis eram absolutistas, ou seja, de meados do século XVII até a Revolução Francesa. Tal

Leia mais

The Globally Responsible Leader A CALL FOR ACTION

The Globally Responsible Leader A CALL FOR ACTION The Globally Responsible Leader A CALL FOR ACTION O líder globalmente responsável Uma Chamada para a Ação A competitiva economia de mercado, nosso atual modelo de desenvolvimento, vem demonstrando uma

Leia mais

Sárgom Ceranto Marketing e Soluções Corporativas comercial@trecsson.com.br

Sárgom Ceranto Marketing e Soluções Corporativas comercial@trecsson.com.br PREZADO (A) SENHOR (A) Agradecemos seu interesse em nossos programas de ensino e lhe cumprimentamos pela iniciativa de buscar o seu aperfeiçoamento profissional. Você está recebendo o programa do curso

Leia mais

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Agnaldo dos Santos Observatório dos Direitos do Cidadão Participação Cidadã (Instituto Pólis) Apresentação O Observatório dos Direitos do Cidadão,

Leia mais

18/06/2009. Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br.

18/06/2009. Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br. Marketing Ambiental Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. O que temos visto e ouvido falar das empresas ou associado a elas? Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br 2 3 Sílvia

Leia mais

EMPREENDEDORISMO Marketing

EMPREENDEDORISMO Marketing Gerenciando o Marketing EMPREENDEDORISMO Marketing De nada adianta fabricar um bom produto ou prestar um bom serviço. É preciso saber colocálo no mercado e conseguir convencer as pessoas a comprá-lo. O

Leia mais